Pesquisador alerta para perigos da extração de carvão mineral

Especialista explica por que a Mina Guaíba traz riscos para a população
mina de carvão

O professor Rualdo Menegat, do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências da UFRGS, estuda desde a graduação sobre a formação do carvão mineral da Bacia Paraná. Essa bacia sedimentar abrange o centro-sul do Brasil – desde o Mato Grosso até o Rio Grande do Sul –, bem como o nordeste da Argentina, o leste do Paraguai e o norte do Uruguai.

Nesta entrevista, o pesquisador fala sobre a formação dessa bacia sedimentar e sobre as características do carvão mineral que dela pode ser extraído. Rualdo explica a diferença entre o carvão vegetal, comumente usado para o churrasco, e o carvão mineral. A queima do carvão mineral produz efluentes altamente tóxicos como mercúrio, arsênio e chumbo, com potencial poluente e danoso à saúde. Também aborda a implantação da Mina Guaíba em Eldorado do Sul, que tem causado polêmica no estado, alertando para os riscos à saúde dos gaúchos e ao abastecimento de água de Porto Alegre.

Leia também: