Professor fala da biodiversidade e das ameaças ao Bioma Pampa

Substituição dos campos nativos por culturas como a da soja preocupa pesquisadores
Campo do Bioma Pampa
Foto: Valério Pillar

O professor de Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências Valério de Patta Pillar é um dos pesquisadores que se dedica ao estudo do Bioma Pampa. Também conhecido como Campos do Sul ou Campos Sulinos, esse bioma é constituído principalmente por vegetação campestre, como gramíneas, herbáceas e algumas árvores. O Bioma Pampa está presente do estado do Rio Grande do Sul e também em territórios da Argentina e do Uruguai.

Um dos principais temas de seu grupo de pesquisa investiga a diversidade escondida nesse bioma, tanto vegetal quanto animal. Preocupa os pesquisadores a destruição dos Campos Sulinos, ocasionada principalmente pela expansão desenfreada da agricultura, especialmente da soja, e da silvicultura, principalmente de eucaliptos. Segundo Pillar, resta apenas 40% do Bioma Pampa – um dos mais altos níveis de degradação de biomas. O professor explica que o desmatamento dos Campos Sulinos não é tão percebido como a destruição de biomas compostos de florestas, como a Mata Atlântica, o que o torna mais ameaçado.

Para colaborar com a preservação desse bioma, os pesquisadores investigam também como tornar a pecuária mais rentável para as pessoas do campo, uma vez que essa atividade preserva os Campos Sulinos. Outra iniciativa é o lançamento do livro Os Campos do Sul. Por meio de fotos, e textos acessíveis, a publicação busca divulgar o Bioma Pampa a pesquisadores de outras áreas, formadores de opinião e ao público em geral. O objetivo é mostrar a riqueza desse bioma para incentivar a sua conservação.

Leia também: