Tese vencedora do Prêmio Capes analisou o papel da universidade na formação dos jornalistas

Pesquisadora estudou como a formação do jornalista interfere na sua prática profissional no sentido de reafirmar ou desconstruir preconceitos da sociedade
Foto: Rochele Zandavalli

A jornalista e pesquisadora Márcia Veiga da Silva decidiu investigar como a formação universitária dos jornalistas interfere na sua prática profissional no sentido de reproduzir o senso comum na sociedade, especialmente preconceitos. Ela iniciou esta pesquisa após o mestrado, onde observou a prática dos jornalistas nas redações e concluiu que muitos dos direcionamentos e julgamentos de valor que eram passados para os textos jornalísticos não vinham de orientações das empresas, mas do próprio jornalista, de forma inclusive inconsciente.

Na pesquisa sobre a influência da formação universitária, Márcia Veiga foi para as salas de aulas acompanhar aulas teóricas e práticas de estudantes de jornalismo de duas universidades. Ela observou como os valores vigentes na sociedade estão presentes nas salas de aula e como a reflexão e questionamento desses valores não são regra, mas exceção. Nesta entrevista a pesquisadora fala da pesquisa e reflete sobre o papel do jornalismo para modificar os pensamentos hegemônicos na sociedade.

 

Tese

TítuloSaberes para a profissão, sujeitos possíveis: um olhar sobre a formação universitária dos jornalistas e as implicações dos regimes de poder-saber nas possibilidades de encontro com a alteridade
AutoraMárcia Veiga da Silva
OrientadoraVirginia Pradelina da Silveira Fonseca
Unidade: Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação

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