GNU Blog Software Livre na EducaçãoMicro Livre

16/01/2012

Inscreva-se no RSS

M√ļsicas do document√°rio Revolution OS

Filed under: — admin @ 8:25 pm

www.revolution-os.com

revolution-os

Autor da trilha sonora: Christopher Anderson-Bazzoli
http://www.myspace.com/christopherandersonbazzoli

Music composed, conducted, and produced by Christopher Anderson-Bazzoli. Recorded and mixed by Damon Tedesco for Mobile Disc Music, Inc. Featuring performance by an 18-piece orchestra at Paramount Recording, Hollywood, CA.

- M√ļsica “Main Titles”
http://soundcloud.com/chris-anderson-bazzoli/revolution-os-original-score

- M√ļsica “Apache Web Server”
http://soundcloud.com/chris-anderson-bazzoli/revolution-os-original-score-1

- M√ļsica “Installfest”
http://soundcloud.com/chris-anderson-bazzoli/revolution-os-original-score-2

- M√ļsica “Linux World”
http://soundcloud.com/chris-anderson-bazzoli/revolution-os-original-score-3

- M√ļsica “Triumph of Linux”
http://www.posthornmusic.com/film-scores

——————————–

Revolution OS
Document√°rio
Direção: J. T. S. Moore;
EUA ‚Äď 2001

Por Rafael Evangelista
Fonte: http://www.comciencia.br/200406/resenhas/resenha1.htm

Sentir-se motivado a abandonar tudo o que já se sabe sobre como usar um computador (onde estão seus arquivos, como executar um programa, que aplicativo faz o quê, quais as teclas de atalho) e começar a aprender quase tudo de novo é algo raro. Mas pode se tornar menos difícil após assistir ao documentário Revolution OS. Em formato jornalístico, ele conta a fascinante história da filosofia do software livre e a explosão do Linux, ainda durante a bolha de investimentos da internet da década de 1990. Com depoimentos das maiores figuras do software livre e do open source tais como Richard Stallman, Linus Torvalds, Eric Raymond, Bruce Perens e outros, o filme convence a qualquer um a aventurar-se pelos sistemas operacionais livres, cuja filosofia de compartilhamento, liberdade e comunidade remonta a ideais que pareciam esquecidos após duas décadas de yuppies e neoliberais individualistas.

Mas nem tudo √© t√£o fraterno e comunal no mundo do software livre. Revolution OS tem m√©ritos tamb√©m por mostrar as contradi√ß√Ķes da pr√≥pria comunidade. Um sistema de produ√ß√£o de software em que um dos itens motivadores √© o reconhecimento dos pares, √© claro que s√≥ poderia ser entremeado de vaidades. Criado originalmente por Richard Stallman, a cabe√ßa por tr√°s do conceito de copyleft (a ant√≠tese do copyright), o termo software livre (do ingl√™s free software) √© renegado por aqueles que querem torn√°-lo mais palat√°vel a gostos empresariais. Estes querem ent√£o substitu√≠-lo por open source (fonte aberta, em portugu√™s), para que os investidores percebam que podem ganhar dinheiro com ele j√° que o free de free software quer dizer liberdade e n√£o gr√°tis.

Stallman, com seu visual hippie e seu bom humor, √© um cap√≠tulo √† parte. Incans√°vel, ele luta para manter a integridade de sua filosofia de liberdade e para que o gigantesco trabalho dos desenvolvedores GNU seja reconhecido. Insiste que o Linux √© uma pequena parte (essencial, mas uma parte) que se acoplou com perfei√ß√£o ao sistema operacional GNU, desenvolvido de modo colaborativo desde a d√©cada de 1980. Quer, com justi√ßa, que o sistema seja chamado de GNU/Linux, pois foi usando as ferramentas j√° prontas e a filosofia de trabalho colaborativo que o Linux p√īde ser desenvolvido. Linus, o finland√™s que gerenciou o trabalho colaborativo em torno do Linux, reconhece: ‚ÄúEle √© o grande fil√≥sofo, eu sou o engenheiro‚ÄĚ.

O conceito de software livre surge em 1984, quando Stallman funda a Free Software Foundation e postula as liberdades que são os pilares do movimento pelo conhecimento compartilhado: liberdade para qualquer uso, cópia, alteração e distribuição. Ele afirma que o software, desde os primeiros computadores, sempre foi livre. Os programadores na década de 1960 e 1970 desenvolviam tudo em um sistema colaborativo, trocando idéias e linhas de código assim como cozinheiros trocam suas melhores receitas. Foi na década de 1980 que se consolidou a opção de algumas empresas tornarem o conjunto de comandos padronizados enviados às máquinas, o software, também um produto, a ser vendido separado do hardware.

Mas a semente, a id√©ia da propriedade do software foi lan√ßada por aquele que seria o homem que mais enriqueceu com a passagem dos c√≥digos de computador de bem coletivo, compartilhado, a produto de direito de determinadas corpora√ß√Ķes: Bill Gates. O filme mostra uma carta dirigida h√° um clube de desenvolvedores, escrita por ele em 1976, logo ap√≥s fundar a Microsoft, em que ele chama o compartilhamento de software de roubo e afirma que nenhum software de qualidade seria desenvolvido se os programadores n√£o fossem bem pagos. Ao som de uma m√ļsica que lembra os filmes de suspense a narradora l√™ o conte√ļdo da carta com uma agressividade crescente, dando um clima assustador a frases como: ‚ÄúComo a maioria de voc√™s j√° deve saber, grande parte de voc√™s rouba software. O hardware √© algo a se comprar, mas o software √© algo a se compartilhar. Quem se importa se aqueles que trabalharam nele s√£o pagos? Isso √© justo? O que voc√™s est√£o fazendo √© impedir que bons softwares sejam escritos. Quem pode suportar um trabalho profissional que n√£o √© pago?‚ÄĚ

Na ocasião, em tom acusador e agressivo, Gates reclamava que o trabalho dele e de seus outros dois sócios não estava sendo remunerado adequadamente devido às cópias não autorizadas. Menos de 10% dos usuários do Altair BASIC, que fora desenvolvido por eles, haviam comprado o software e, se calculado o tempo gasto na produção do produto, a remuneração seria de menos de US$ 2 a hora.

Quase trinta anos depois, o vitorioso modelo propriet√°rio de Gates enfrenta novamente o modelo cooperativo, concretizado na filosofia do software livre. Se os dois modelos ir√£o coexistir ou se algum deles prevalecer√° √© algo que o futuro ir√° dizer. Enquanto isso, √© imposs√≠vel n√£o se encantar com a letra de autoria de Richard Stallman cantada pela banda GNU/Stallmans no final do filme: ‚ÄúJunte-se a n√≥s e compartilhe o software; voc√™s ser√£o livres, hackers, voc√™s ser√£o livres. Acumuladores podem ganhar pilhas de dinheiro; isso √© verdade, hackes, isso √© verdade. Mas eles n√£o podem ajudar seus vizinhos; isso n√£o √© bom, hackers, isso n√£o √© bom‚ÄĚ.

Nenhum Coment√°rio »

Comente esta p√°gina.

Novo coment√°rioInscreva-me aos seus feeds

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

ÔĽŅ

Software Livre WordPress