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10/01/2012

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Software livre, cultura hacker e ecossistema da colaboração

Filed under: — admin @ 7:21 pm

Software livre, cultura hacker e ecossistema da colaboração

O 10¬ļ F√≥rum Internacional de Software Livre, realizado em Porto Alegre (RS), de 24 a 27 de junho, foi tamb√©m ocasi√£o para o lan√ßamento do livro Software livre, cultura hacker e ecossistema da colabora√ß√£o, dispon√≠vel gratuitamente para download (aqui) e √† venda na Editora e Livraria Paulo Freire.

Uma mesa de discuss√£o de mesmo tema lan√ßou o livro, na qual estiveram presentes tr√™s dos cinco autores da obra: o soci√≥logo e professor S√©rgio Amadeu, Anderson Fernandes de Alencar, secret√°rio de tecnologia e educa√ß√£o a dist√Ęncia do Instituto Paulo Freire e Vicente Macedo de Aguiar, da Cooperativa de Tecnologias Livres (Colivre). Murilo Machado e Rafael Evagelista, outros dois autores, n√£o puderam participar. A obra √© uma colet√Ęnea de textos em que eles abordam o software livre segundo a perspectiva do compartilhamento de ideias e de conhecimento, conforme a ep√≠grafe escolhida para o livro:

Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã,
e nós trocamos as maçãs,
então você e eu ainda teremos uma maçã.
Mas se você tem uma idéia e eu tenho uma ideia,
e nós trocamos essas ideias, então cada um de nós terá duas ideias
(George Bernard Shaw)

Segundo S√©rio Amadeu, √© preciso atentar para a exist√™ncia de “bens imateriais” e “n√£o rivais”, como √© o caso do pr√≥prio conhecimento. ‚ÄúEsses tipos de bens podem ser usados por todos. A melhor forma de trabalhar com eles √© por meio do compartilhamento e n√£o pelo bloqueio do acesso. No caso do conhecimento, quanto mais gente usa, mais ele se valoriza. O bloqueio de fluxos de informa√ß√£o significa desigualdades, criando assimetrias e inequidades de acessos, por isso a liberdade de acesso significa igualdades‚ÄĚ, explica o professor

Vicente Aguiar, organizador do livro, acredita que √© importante trazer a discuss√£o do uso do software livre para as diversas √°reas da academia porque, cada vez mais, ele se insere em discuss√Ķes da economia como alternativa sustent√°vel num contexto de crise.

Anderson Alencar prop√Ķe uma discuss√£o do uso de tecnologias livres de acordo com uma dimens√£o pol√≠tica, √©tica e est√©tica a partir da experi√™ncia do processo de migra√ß√£o do uso de software propriet√°rio para o livre, que teve in√≠cio no Instituto Paulo Freire em 2005.

Um espaço foi criado para discussão do livro na rede social Software Livre Brasil.

Fonte: Instituto Paulo Freire

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Fonte: http://softwarelivre.org/livro/sobre-o-livro

Esse livro visa oferecer uma pequena parcela de contribui√ß√£o no entendimento sobre o fen√īmeno social e as mudan√ßas pol√≠ticas relacionados ao software livre. Para tanto, ele √© composto por uma colet√Ęnea de artigos elaborados a partir de estudos acad√™micos de diversas √°reas das ci√™ncias humanas, que foram desenvolvidos em diferentes universidades e centros de pesquisa do Brasil, mas que t√™m em comum o mesmo objeto de an√°lise: a tem√°tica do Software livre, Cultura hacker e o ecossistema da colabora√ß√£o.

Dentro de tal concep√ß√£o, na primeira se√ß√£o deste livro,¬† Murilo Machado apresenta um artigo que foi resultado de uma pesquisa realizada no ano de 2008, junto ao Centro Interdisciplinar de Pesquisa da Faculdade C√°sper L√≠bero,¬† que aborda a quest√£o da din√Ęmica das comunidades de software livre que d√£o vida a diferentes projetos de distribui√ß√Ķes do sistema operacional GNU/Linux. Com o t√≠tulo Distros e comunidades: a din√Ęmica interna de Debian, Fedora, Slackware e Ubuntu, √© apresentada pelo autor uma an√°lise comparativa entre tais comunidades on-line, em que s√£o explorados elementos considerados fundamentais para compreender a din√Ęmica interna de cada uma delas como, por exemplo, as formas de comunica√ß√£o, as rela√ß√Ķes de poder, o per√≠odo de colabora√ß√£o dos membros com os projetos, entre outras quest√Ķes.

Na se√ß√£o subsequente, Vicente Mac√™do de Aguiar d√° continuidade ao entendimento sobre a realidade das comunidades de software livre, trazendo os resultados de uma pesquisa netnogr√°fica, realizada no per√≠odo de dezembro de 2005 a fevereiro de 2007 pelo autor no N√ļcleo de P√≥s-Gradua√ß√£o em Administra√ß√£o da Escola de Administra√ß√£o (NPGA) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Essa pesquisa buscou analisar as especificidades da din√Ęmica de trabalho dos hackers no processo de produ√ß√£o colaborativo e n√£o-contratual presente na comunidade on-line ligada ao Projeto GNOME. Para tanto, o artigo Software Livre e a Perspectiva da D√°diva: uma an√°lise sobre o trabalho e a produ√ß√£o colaborativa no Projeto GNOME analisa como se manifesta a organiza√ß√£o e a din√Ęmica do trabalho que impulsiona o processo de desenvolvimento de software nesse projeto, como tamb√©m √© examinada a natureza desse trabalho colaborativo adotado pelos hackers nessa comunidade.

Ap√≥s essa an√°lise mais emp√≠rica das comunidades de software livre, Rafael Evangelista apresenta um artigo intitulado¬† Pol√≠tica e Linguagem nos debates sobre o software livre.¬† Fruto de uma disserta√ß√£o de Mestrado em Lingu√≠stica que foi defendida em 2005 na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), esse artigo procura refletir discursivamente sobre os debates que tratam das vantagens e desvantagens da ado√ß√£o de sistemas livres em computadores. A partir de uma concep√ß√£o que considera que o acontecimento de linguagem √© um acontecimento pol√≠tico, procura-se entender como e onde o pol√≠tico se inscreve nesse debate. Por isso, o autor estabelece uma reflex√£o sobre o uso de certos termos e nomes (‚ÄúGNU/Linux‚ÄĚ, ‚Äúsoftware livre‚ÄĚ) e n√£o outros (‚ÄúLinux‚ÄĚ, ‚Äúc√≥digo aberto‚ÄĚ) na refer√™ncia aos objetos do debate, investigando a hist√≥ria dos sentidos a eles atribu√≠dos.

Na quarta se√ß√£o deste livro, Anderson Fernandes de Alencar traz, dentro de um debate mais conceitual, uma reflex√£o sobre A Tecnologia na obra de √Ālvaro Vieira Pinto e Paulo Freire, como resultado de uma disserta√ß√£o de mestrado, defendida em 2007 na Faculdade de Educa√ß√£o da Universidade de S√£o Paulo (USP). Com esse artigo, o autor busca refletir acerca de uma metodologia de migra√ß√£o do software propriet√°rio para o software livre que contemple elementos do pensamento do fil√≥sofo √Ālvaro Vieira Pinto e do educador Paulo Freire, buscando ainda apresentar elementos te√≥rico-pr√°ticos relevantes para a constitui√ß√£o de uma ‚ÄúPedagogia da Migra√ß√£o‚ÄĚ.

Tendo como objeto de an√°lise o movimento de desenvolvimento e uso do software livre, juntamente com a disputa pol√≠tica e econ√īmica com os benefici√°rios do modelo hegem√īnico de propriedade de software, S√©rgio Amadeu da Silveira apresenta um artigo intitulado Mobiliza√ß√£o Colaborativa, Cultura Hacker e a Teoria da Propriedade Imaterial. Esse artigo traz os resultados do estudo acad√™mico que fundamentou sua tese de Doutorado em Ci√™ncia Pol√≠tica, defendida na Universidade de S√£o Paulo (USP) em 2005. Ele visa trazer os principais pontos abordados sobre o problema da formula√ß√£o de uma teoria pol√≠tica da propriedade de bens imateriais no contexto de uma sociedade informacional e em rede.

No √ļltimo cap√≠tulo deste livro, o leitor √© convidado a colaborar na continua√ß√£o dessas pesquisas por meio de um ambiente interativo na Internet, onde ele poder√° acrescentar novas informa√ß√Ķes e contribui√ß√Ķes sobre os temas abordados, como tamb√©m participar de debates (ass√≠ncronos) com os autores sobre o conte√ļdo apresentado ao longo de todos os artigos.

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