Software Livre – História e Características

Software Livre – História e Características

santang-sparrow-tux-1981Para quem nunca se interessou pelo tema, como eu, há alguns meses atrás, pode acreditar que software livre é sinônimo de gratuidade, mas isso não é verdade. Para que um software possa ser considerado livre é necessário muito mais do que apenas ser de graça. Acredito que para entendermos melhor o conceito de ’software livre’ é preciso compreender que existem duas principais organizações internacionais que são responsáveis pela proteção e pela promoção do software livre, ou seja, nos informarmos um pouco mais sobre a história, e a construção do conceito – software livre, por essas duas organizações.

As duas fundações são:

*Free Software Foundation – FSF – (Fundação para o Software Livre) – organização sem fins lucrativos fundada em 4 de outubro de 1985 por Richard Stallman e que se dedica a eliminação de restrições sobre a cópia, redistribuição, estudo, e modificação de programas de computadores.

*Open Source Initiative – OSI – (Iniciativa pelo Código Aberto) – organização dedicada a promover o software de código aberto. Ela foi criada para incentivar uma aproximação de entidades comerciais com o software livre. Sua atuação principal é a de certificar quais licenças se enquadram como licenças de software livre, e promover sua divulgação e suas vantagens tecnológicas e econômicas. A organização foi fundada em fevereiro de 1998 por Bruce Perens e por Eric S. Raymond.

Para cada uma dessas organizações há uma definição do conceito de software livre.

Para a Free Software Foundation – FSF – (Fundação para o Software Livre) um software só pode ser considerado livre quando o mesmo atende aos quatro tipos de liberdades para os usuários. São elas:brasil

*Liberdade 0: A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito;

*Liberdade 1: A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades;

*Liberdade 2: A liberdade de distribuir cópias do programa de modo que você possa ajudar ao seu próximo;

*Liberdade 3: A liberdade de modificar o programa e distribuir estas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie.

Para que as quatro liberdades sejam satisfeitas é necessário que o seu programa seja distribuído com o seu código-fonte e que não sejam colocadas restrições para que os usuários alterem e redistribuam este código. A liberdade de executar o programa (liberdade nº 0) significa que qualquer tipo de pessoa – física ou jurídica – pode utilizar o software em quantos computadores quiser, em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem nenhuma restrição imposta pelo fornecedor.

Como podemos perceber, para a Free Software Foundation, a questão da liberdade está associada a uma proposta de um movimento de caráter ético e político, e por isso muitas empresas viam o software livre como anti-capitalista e eram relutantes em adotá-lo. Por isso, EricnS. Raymond, teve a idéia de mudar a abordagem de como seria apresentado o software livre para as pessoas mais conservadoras, e criou o termo Open Source (Código-Aberto). Não utilizando a palavra Free em sua proposta, Raymond estava não apenas evitando a confusão com gratuito, como também tirando a conotação esquerdista do termo proposto por Stallman.

Para a Open Source, a disponibilidade do código-fonte não é condição suficiente para que ele seja considerado de código aberto. É necessário satisfazer dez critérios:

1- Livre redistribuição: Sua licença não pode restringir ninguém, proibindo que se venda ou doe o software a terceiros;

2- Código-fonte: O programa precisa obrigatoriamente incluir código-fonte e permitir a distribuição tanto do código-fonte quanto do programa já compilado;

3- Obras derivadas: A licença deve permitir modificações e obras derivadas que possam ser redistribuídas dentro dos mesmos termos da licença original;

4- Integridade do código do autor: A licença pode proibir que se distribua o código-fonte original modificado desde que a licença permita a distribuição de patch files com a finalidade de modificar o programa em tempo de construção;

5- Não discriminação contra pessoas ou grupos: A licença não pode discriminar contra pessoas ou grupos;

6- Não discriminação contra áreas de utilização: A licença não pode restringir os usuários de fazer uso do programa em uma área específica;

7- Distribuição da licença: Os direitos associados ao programa através da licença são automaticamente repassados a todas as pessoas às quais o programa é redistribuído sem a necessidade de definição ou aceitação de uma nova licença;

8- Licença não pode ser específica a um produto: Os direitos associados a um programa não dependem de qual distribuição em particular aquele programa está inserido. Se o programa é retirado de uma distribuição, os direitos garantidos por sua licença continuam valendo;

9- Licenças não podem restringir outro software: A licença não pode colocar restrições em relação a outros programas que sejam distribuídos junto com o software em questão; e

10- Licenças devem ser neutras em relação as tecnologias: Nenhuma exigência da licença pode ser específica a uma determinada tecnologia ou estilo de interface.

A definição de software livre pela Open Source abrange as características de liberdade do usuário que a Free Software Foundation (sem abordar a questão ética-político-social), e inclui algumas restrições adicionais focadas no modelo corporativo e em negócios comerciais elaborados em torno do software. Não há uma grande discordância entre as duas vertentes. A diferença sutil está no discurso e no público-alvo. O conjunto de licenças aprovadas por ambas as fundações é quase idêntico e, portanto, podemos considerar que o movimento pelo software livre e a iniciativa pelo código aberto se preocupam com o mesmo software. Desta forma, todo software de código aberto é também um software livre.

Este post foi elaborado a partir de duas fontes: Wikipédia e o artigo Software Livre – História e Características.

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One Commentário

  1. Aurora Cristina
    Publicado julho 1, 2012 às 12:36 am | Permalink

    Olá, Colega!
    Parabéns pelo seu Blog!
    Gostei muito do Histórico dos softwares livres, eu também não entendia muito bem, passei a gostar depois que fiz a disciplina de documentos digitais! Mas o pinguinzinho é um mimo, né?
    Abraços, Aurora Cristina.

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