4.6 E A COLETA SELETIVA EM SANTA MARIA (RS), COMO ESTÁ?

Luciana Nunes de Oliveira

A dissertação de mestrado intitulada “COLETA SELETIVA NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA (RS): PANORAMA, LIMITAÇÕES E OPORTUNIDADES”, foi defendida quando fazia um ano em que a Prefeitura Municipal havia implantando a Coleta Seletiva (com a “participação” das Associações de Catadores) para se adequar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n. 12.305 de 02 de agosto de 2010).

O objetivo geral da dissertação foi verificar qual a atual situação da coleta seletiva no município, além de identificar a evolução das políticas públicas para a promoção da coleta seletiva no município; identificar os agentes que se envolvem com a coleta seletiva; analisar as condições de trabalho das associações e dos catadores autônomos; e identificar as limitações e oportunidades para o desenvolvimento da coleta seletiva no município.

E qual foi o caminho seguido para alcançar os objetivos propostos? Foi realizada uma revisão de literatura nos temas afins a dissertação, foi realizada uma entrevista com o Secretário de Proteção Ambiental da cidade, entrevistas com os representantes legais das Associações de Catadores estudadas, entrevistas com os associados e entrevistas com os catadores autônomos.

E o que surgiu de todas estas entrevistas? Na entrevista com o Secretário de Proteção Ambiental descobriu-se que eram gerados 170 toneladas/dia no município e os destinos eram: um aterro sanitário particular de propriedade da empresa Revita Engenharia S.A. e Coleta seletiva realizada pela Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis (ASMAR). E quando teve início e como funcionava esta coleta seletiva? Ela teve início apenas em onze de maio de 2011 tendo como titular dos serviços a ASMAR. De acordo com o Secretário, foi realizada uma concorrência pública, onde a Associação foi a vencedora. A concorrência contou com quatro associações concorrendo à execução do serviço, entretanto, apenas três atendiam as exigências necessárias (ASMAR, Associação de Reciclagem Seletiva de Lixo Esperança – ARSELE e Associação de Catadores e Reciclagem Noemia Lazzarini – NOEMIA). Ainda de acordo com o Secretário, apesar de todo o material ser recolhido pela ASMAR, o mesmo era distribuído em sistema de rodízio para as demais associações legalizadas do município, garantindo, inclusive, que elas sobrevivam e sejam então alavancadas com a destinação desse resíduo.

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Das entrevistas com os representantes legais e de alguns associados das três associações estudadas foi possível perceber uma grande diferença entre as mesmas. O ponto comum foi a total falta de estrutura, pois nenhuma delas possuía prédio próprio e legalizado. Além disso, quando se tem equipamentos, falta meio de transporte. Ou então não se tem nada, como era o caso da NOEMIA. A ASMAR possuía uma melhor organização, era mais profissional, possuía um caminhão, é era responsável pela coleta seletiva do município e era a Associação onde os associados recebiam melhor remuneração. Porém, esta remuneração poderia ser ainda melhor se ela não tivesse gastos enormes com conserto do caminhão praticamente todo mês, aluguel de caminhão (quando o da Associação estraga), pagamento de uma linha de telefone ociosa, dentre outros gastos. A ARSELE estava em uma situação intermediária, pois possuía um refeitório bem equipado, possuía bons equipamentos, porém, o recolhimento do material era feito através de carrinhos. Ou seja, os associados estavam expostos às mesmas condições insalubres dos catadores autônomos. Porém, caso eles não saíssem em busca de material, a sobrevivência da Associação apenas com o material proveniente da coleta seletiva não era possível. A NOEMIA possuía péssimas instalações em um galpão pequeno que era proveniente de invasão. Quando chovia todo o material era perdido, pois o galpão de madeira possuía vários buracos. Assim como ocorre na ARSELE, os associados precisavam ir às ruas em busca do material que garantiria a sobrevivência da Associação. E ao contrário da ASMAR e da ARSELE, a NOEMIA não possuía cozinha e tão pouco recebia alimentos do Programa Mesa Brasil SESC, ou seja, cada associado era responsável por sua alimentação.

E os catadores autônomos? Qual era a situação deles? Eles foram identificados como uma parcela da sociedade totalmente esquecida. Seres invisíveis e que não recebiam apoio nenhum, além de serem marginalizados por todas as esferas. Estavam em condições insalubres e não possuíam perspectiva alguma de crescimento, pois não possuíam escolaridade e qualificação para ingresso no mercado de trabalho. Estavam subordinados a um intermediário que pagava um valor bem inferior ao valor de mercado.  Possuíam baixa escolaridade e utilizam os recursos do Programa Bolsa Família para complementação da renda, pois mesmo trabalhando todos os dias, a atividade de catador não permitia a manutenção da sua família. Sabiam da dificuldade que enfrentariam ao tentar ingressar no mercado de trabalho e percebiam uma barreira no ingresso no mercado formal da reciclagem (associações).

Com o estudo foi possível perceber que as associações continuaram com um número limitado e pequeno de associados, apesar da implementação da coleta seletiva. Além disso, as associações possuíam uma série de problemas de qualificação e infraestrutura. Era visível a presença de catadores autônomos nas ruas, sendo que os mesmos trabalhavam em condições insalubres. E a coleta abrangia apenas 2% dos domicílios do município, ou seja, a população não estava “adotando” esta ideia, conforme informou o Secretário de Proteção Ambiental.

As limitações e oportunidades para o desenvolvimento da coleta seletiva no município foram:

Limitações

Oportunidades

Baixa qualificação das Associações estudadas

Cidade universitária que conta com pesquisadores que podem auxiliar na captura de recursos

Falta de infraestrutura das Associações estudadas (instalações e equipamentos)

Projetos especiais – aqueles que pomovem a coleta seletiva (que poderiam ser replicados)

Baixa conscientização da população

Política Nacional de Resíduos Sólidos

Presença de um grande intermediário no município

Presença de órgãos federais que podem adotar a Coleta Seletiva Solidária

Um ano já se passou desde a defesa da dissertação e nada mudou em Santa Maria e o percentual de bairros atendidos continua estagnado. Ou seja, a responsabilidade para efetuar a coleta seletiva municipal foi colocada nas costas de uma Associação que não tem condições para isso e o desperdício continua, pois o que poderia ser uma fonte de subsistência das Associações vai direto para o Aterro Municipal.

Luciana Nunes de Oliveira é autora da dissertação “COLETA SELETIVA NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA (RS): PANORAMA, LIMITAÇÕES E OPORTUNIDADES”, defendida em 2012 no PPGA/EA/UFRGS disponível em: http://hdl.handle.net/10183/55135

Em abril de 2013, Luciana era Secretária Executiva na Universidade Federal de Santa Maria, em Santa Maria.

4.5 O processo de reciclagem dos resíduos sólidos inorgânicos domiciliares de Porto Alegre

Erica Hiwatashi

O mundo assiste à consolidação de uma ordem econômica impulsionada pela revolução científico-tecnológica que dinamizaram a economia, criaram novos produtos e expandiram o mercado. Por outro lado, o comportamento dessa sociedade de consumo: de comprar, usar e descartar infinitamente gera preocupação.

Como a atividade econômica não é capaz de violar as leis da conservação da matéria e da energia, todos os produtos dessa sociedade de consumo produzem resíduos. Eles são lançados no meio ambiente em todos os estágios da atividade econômica: extração, processamento, distribuição e consumo. Os efeitos sobre o meio ambiente, e consequentemente sobre o próprio homem, vão dos danos temporários à completa extinção de recursos.

Para inimizar ou evitar tais consequências, os países desenvolvidos já têm estratégias para o tratamento dos resíduos. No Brasil, apesar de uma legislação recente sobre isso, o crescimento da população urbana e o acesso de grande parte das classes C e D ao consumo de produtos industrializados e descartáveis tem aumentado o volume dos resíduos e, por isso, dos locais de disposição deles ainda de forma irregular, em lixões clandestinos.

A disposição cumulativa dos resíduos tem limites e muitas cidades brasileiras já estão com seus aterros sanitários saturados, inviabilizando a continuidade de soluções desse tipo a médio e longo prazo. A reciclagem tem sido a solução mais adotada pelos países desenvolvidos. Existe um paradoxo nisso, o desenvolvimento econômico e tecnológico ocasionou o aumento dos resíduos domiciliares, é esse desenvolvimento que tem viabilizado os programas de reaproveitamento e reciclagem dos resíduos.

Para entender como isso ocorre em Porto Alegre, foi necessário compreender como as organizações diretamente responsáveis pelas atividades de reciclagem trabalham e se relacionam. Por essa atividade ser pouco conhecida, esta pesquisa buscou reunir informações sobre a atividade de reciclagem dos resíduos gerados na cidade, das organizações envolvidas nesse processo e as relações de conflito e de cooperação existentes entre elas.

Assim, o objetivo da pesquisa feita foi descrever os agentes envolvidos e as atividades desenvolvidas no processo de reciclagem dos resíduos domiciliares gerados em Porto Alegre, bem como analisar as tecnologias utilizadas em todo o processo de reciclagem. A pesquisa teve sua abrangência espacial no município de Porto Alegre, onde são gerados os resíduos domiciliares. Porém, o trabalho acabou tendo sua abrangência ampliada para o Estado do Rio Grande do Sul, na medida em que os resíduos gerados e separados para reaproveitamento em Porto Alegre, dentro do processo de reciclagem, percorrem caminhos que ultrapassam os limites físicos do município, sendo transformados em sucata e novos produtos em outras cidades e estados brasileiros. Assim, a pesquisa seguiu a trilha dos resíduos domésticos desde sua geração até sua transformação em algum produto.

Para analisar os agentes envolvidos no processo de reciclagem, foi pensado um estudo de cadeia produtiva, para identificar os agentes linearmente encadeados.

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Ao aprofundar o estudo, outros agentes foram identificados como fundamentais no processo de reciclagem, ligados à segmentos paralelos, devido à conexões não lineares, em combinações complexas, formatadas em redes. O estudo de redes é recente e seu conceito surge, em parte a partir do conceito de complexos agroindustriais, que englobam uma série de cadeias agrícolas. Compreendendo o estudo de redes como um complexo de relações cooperativas que dinamizam a ação de seus agentes em torno de objetivos comuns ou complementares,

Os diferentes agentes que atuam no processo de reciclagem

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Entre as conclusões do estudo, algumas como:

1. A necessidade de entender um elo que não foi estudado neste trabalho, o comportamento do consumidor para reciclagem e para os produtos reciclados.

2. Um estudo comparativo sobre os custos da reciclagem de cada embalagem produzido (PET, Tetra-Pak, vidro, etc.) para que as autoridades governamentais possam traçar políticas de incentivo ou impostos aos fabricantes de embalagens.

3. A implantação de um sistema de informações (banco de dados) sobre reciclagem em Porto Alegre (ou mais abrangente no RS), integrando os diferentes geradores de informações (Órgãos de Limpeza Urbana outros município, DMLU, CEMPRE, Empresas, FEPAM, UFRGS, entre outras).

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4. Estimular às Unidades de Reciclagem a buscar maior integração com seus compradores e agilizar o funcionamento da Cooperativa de Recicladores com vistas à produção em escala e comercialização direta com as empresas recicladoras.

5. Propor campanhas educativas sobre reciclagem, sustentadas pelas empresas fabricantes de embalagens, administrado pelas prefeituras, com o objetivo de dar qualidade aos resíduos sólidos disponibilizado pela população (lavado + seco = limpo).

O processo de reciclagem dos resíduos domiciliares exige uma ação multidisciplinar dos agentes. A busca de parceiros é particularmente importante para a efetividade do processo de reciclagem com trabalho integrado e formalizado com outros agentes que podem contribuir na busca de melhores caminhos para o desenvolvimento da reciclagem, eliminando o desperdício, diminuindo a poluição, protegendo a Natureza e garantindo nosso futuro. Já que as demais alternativas de redução e reutilização não tem sentido na ordem econômica em vigor.

Erica Hiwatashi é autora da dissertação de mestrado “O processo de reciclagem dos resíduos sólidos inorgânicos domiciliares de Porto Alegre”, defendida em 1998 no PPGA/EA/UFRGS. Esse trabalho pode ser acessado pelo link: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/29128.

Em 2013, Erica Hiwatashi é coordenadora do curso de Relações Públicas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS.

4.4 Gestão de Resíduos Sólidos Industriais

Rita Rutigliano Missiaggia

O controle dos resíduos sólidos em uma indústria deveria ser algo fundamental no processo produtivo de qualquer bem. A repercussão da questão ambiental dentro das organizações e o crescimento de sua importância ocorrem, entretanto, somente a partir do momento em que a empresa dá-se conta de que essa atividade, em lugar de ser uma área que só lhe propicia despesas, pode transformar-se em um excelente local de oportunidades de redução dos custos. Isto pode ser viabilizado, seja através do reaproveitamento e venda de resíduos e aumento das possibilidades de reciclagem, seja por meio da descoberta de novos componentes ou de novas matérias-primas que resultem em produtos mais confiáveis e tecnologicamente mais limpos.

Assegurar que todos os resíduos sejam gerenciados de forma apropriada e segura, desde a geração até a disposição final (do berço ao túmulo), envolvendo as etapas de geração, caracterização, manuseio, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final, é um dos grandes desafios das empresas.

No trabalho de dissertação desenvolvido em 2002, em uma empresa metal mecânica da região metropolitana de Porto Alegre – RS estruturou-se um programa de gestão de resíduos sólidos demonstrand0-se que, juntamente com a gestão econômica, as questões ambientais e de sustentabilidade podem caminhar juntas.

Como premissa básica, o programa de gestão de resíduos sólidos em uma empresa deve criar um sistema eficaz de gestão que englobe de modo integrado as cinco principais ações: não gerar, reduzir a geração, reciclar, tratar e dispor.

As responsabilidades devem ser definidas para todos os níveis da empresa em especial para os principais responsáveis envolvidos na gestão dos resíduos.

Após a implementação do programa na empresa, conforme foi proposto na dissertação, observou-se que através da identificação dos resíduos sólidos gerados e a classificação dos mesmos segundo a NBR 10.004, as ações de destino, manuseio e armazenagem na empresa foram direcionadas de modo mais consistente. Ao serem classificados e separados, métodos de tratamento diferenciados foram adotados, de modo a se reduzir os volumes dispostos em aterros.

Uma avaliação dos processos produtivos propiciou um conhecimento detalhado das principais áreas geradoras de resíduos, possibilitando a implantação de tecnologias de produção mais limpas. Primeiramente foram analisados os processos que geravam os resíduos considerados perigosos. Nesta etapa foi identificada a pintura de chapas como o principal processo gerador de resíduo classe I ou perigoso conforme classificação dada pela NBR 10.004. A modificação por completo da forma de se realizar a operação ambientalmente agressiva, por outra mais limpa e segura, foi o grande diferencial para se obter a eliminação completa de um resíduo que causava um impacto significativo em volume e custo de destinação final.

A criação da área temporária de resíduos foi um dos fatores importantes que possibilitou melhorar a gestão dos resíduos que estavam sendo gerados na empresa. Com um maior controle e melhor avaliação das quantidades de resíduos, a empresa pôde identificar as áreas geradoras e implantar projetos de redução e/ou eliminação mais direcionados.

O trabalho multidisciplinar, envolvendo as áreas de meio ambiente, engenharia, produção e suprimentos, criou uma conscientização coletiva, e, consequentemente, diversos processos foram reavaliados em decorrencia da identificação e monitoramento frequente dos volumes gerados. A eliminação da pintura líquida, a modificação do processo de tratamento de efluentes, a modificação de produtos para utilização de componentes mais leves e mais fáceis de serem reciclados foram ações que geraram ótimos resultados em pouco tempo, sendo exemplos de alguns dos projetos implantados em conjunto com as áreas afetadas.

Os custos decorrentes da gestão dos resíduos ao serem mensurados proporcionaram uma reavaliação das metas estabelecidas de redução para a gerência.

A mensuração financeira dos resultados de todo esse trabalho, na maioria das vezes, é deixada em segundo plano. Entretanto, o gestor com foco financeiro/administrativo deve utilizar as ferramentas contábeis para tentar demonstrar através de valores financeiros que há um retorno para a empresa de todo o esforço e investimento realizado na área ambiental.

Essa avaliação financeira foi realizada e os resultados demonstrados, de acordo com cada categoria de resíduos. Observou-se que os custos do resíduo classe I (perigoso) reduziram em 29% no primeiro ano de implantação do programa. Tal redução foi proveniente basicamente pelo decréscimo dos custos de transportes e disposição e pela modificação na forma de tratamento, o que antes era disposto no solo passou a ser coprocessado.

A diminuição do custo de transporte deveu-se à otimização dos volumes transportados e das viagens realizadas. Em uma observação na expedição dos resíduos no ano anterior ao da implantação do programa de gestão, verificou-se que os caminhões estavam saindo com dois terços e, às vezes, com meia capacidade de carga. Adotou-se o critério de se estocar por mais tempo internamente o resíduo e só liberá-lo quando a quantidade justificasse a carga inteira do caminhão. Com essa ação, reduziu-se em 80% o custo do frete.

Na categoria dos resíduos classe II e III, obteve-se uma redução de mão-de-obra no acondicionamento dos resíduos. Anteriormente, os containers desses resíduos ficavam armazenados nas ruas internas da empresa, fazendo com que muitas viagens fossem feitas pelas pessoas que recolhiam o resíduo de dentro das fábricas e os acondicionassem nos containers. Com a adoção da área temporária de resíduos, todos os resíduos destinados à comercialização passaram a ser armazenados na área temporária, ficando somente ainda em área aberta os containers onde são depositados os lixos provenientes da varrição e áreas administrativas e as caçambas de entulho de obras, quando se fazem necessário. Com isso, a movimentação reduziu e, conseqüentemente, o número de pessoas que realizava este trabalho também, minimizando o custo em 60%.

Ao ser criada a área temporária de resíduos, foi contratada uma empresa para o seu gerenciamento. O custo desse gerenciamento subiu em 188%, mas os ganhos obtidos na centralização dos resíduos, na melhor classificação, otimização de rotas de recolhimento, entre outras melhorias, foram maiores.

Somente estes números já comprovam que uma gestão de resíduos bem implantada, com ações de minimização sendo priorizadas em detrimento de ações de destinação, reflete um resultado econômico e ambiental significativo.

Entretanto, para se obter o sucesso na implantação efetiva desse programa, fez-se necessária a participação de todos os envolvidos e isso só foi possível através de muito treinamento e informações compartilhadas por todas as áreas da empresa.

As ações de minimização continuaram ocorrendo, pois a gestão de resíduos passou a ser uma responsabilidade de cada gerente na empresa, e, ao assumir este modelo de ação, cada gestor passou a se comprometer com o resultado do negócio sendo incluidos indicadores ambientais na avaliação de desempenho de cada gestor da área de manufatura e materiais.

Esta decisão motivou os chefes e coordenadores de linha a mensurarem nas máquinas e processos a quantidade de resíduos gerados e, juntamente com os funcionários, através dos círculos de controle de qualidade, a desenvolverem ações de minimização no ponto de origem.

A aplicação da produção mais limpa em um processo produtivo, a través da gestão dos seus resíduos gerados demonstra a responsabilidade da empresa na preservação da integridade do meio ambiente em que está inserida.

Rita Rutigliano Missiaggia é a autora da dissertação de mestrado: “GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS”, defendida em 2002 no PPGA/EA/UFRGS. Disponível em ….

Em abril de 2013, Rita Rutigliano Missiaggia trabalhava como sócia gerente da TRANSIRI – Consultoria em Segurança do Trabalho e Meio Ambiente Ltda. na cid

4.3 Construindo cidadania num contexto de pobreza, lixo, drogas e violência

O projeto de empreendedorismo social de Marli Medeiros
Luciano Barin Cruz, Luis Felipe Nascimento e Matias Poli Sperb
Parte da população Brasileira vive em favelas, em meio à violência e o tráfico de drogas. Nessas comunidades, especialmente as mulheres sofrem com as más condições sociais e são vítimas de violência doméstica.
Neste contexto, a história de Marli Medeiros mostra como o idealismo e a vontade para modificar uma realidade social precária exige decisões difíceis que envolvem diferentes atores, incluindo os seus próprios familiares. O testemunho das pessoas que viram as ações de Marli e a sua atitude confirma a história de sua vida, revista no período entre 1975 e 2010, em Porto Alegre.

1975-1990 – A busca por uma vida melhor.

Marli Medeiros vivia nos subúrbios de Alegrete perto do rio Ibirapuitã, uma área sujeita a inundações. A vida era um ciclo interminável de recomeço, porque toda vez que o rio estava na cheia, ela perdia uma parte dos bens de sua família. Em 1975, em busca de uma vida melhor, ela deixa Alegrete com o marido e três filhas.
Com recursos escassos, Marli se muda a Porto Alegre onde trabalha nos primeiros anos como zeladora, empregada doméstica, faxineiro, auxiliar de escritório e gerente de uma pequena loja, demonstrando sempre criatividade e espírito empreendedor. Já em 1976, Marli compra uma pequena casa na Vila Pinto, para que seus irmãos, tios e primos também viessem de Alegrete.

Ao passar do tempo, seus finais de semana foram sendo dedicados a visitar seus parentes na Vila Pinto, bem como ajudar a comunidade. A Vila, com 12.000 habitantes, fazia parte de um grupo de favelas onde a população vivia em meio a violência, tráfico de drogas e prostituição juvenil cotidianamente. Em suas visitas, Marli falava bastante com as mulheres e ficava chocada com o que ouvia.

Estas mulheres pediram a Marli que tirassem elas dessa vida, e Marli percebia que havia necessidade de uma alternativa que pudesse substituir a dependência financeira que lhes exigia suportar tal sofrimento. No entanto, logo de cara Marli se deparou com um dilema: como buscar alternativas junto a estas mulheres sendo que, na maioria dos casos, elas eram oprimidas e controladas por seus maridos, pais e traficantes?
Mas, notando que as mulheres da Vila Pinto tinha a permissão para ir à igreja, Marli decidiu criar um “grupo de oração”. De fato, Marli e o grupo de mulheres passaram a se reunir para orar, mas não somente para isso; também discutiam as dificuldades rotineiras em comum.

1991-1998 – Nós queremos um centro triagem de resíduos!

Até então, Marli ainda não morava na Vila Pinto, mas se muda para lá em 1991. Os membros da sua família que moravam na Vila foram o apoio que precisava.
Em busca de novas ferramentas e conhecimentos que agregassem na sua luta, em 1993 Marli decidiu fazer o curso de “Promotor de justiça comunitária”, oferecido pela organização não-governamental (ONG) “Themis, que luta contra a violência as mulheres.
O curso abriu uma janela para o mundo. A partir desse momento, Marli se tornou mais forte e passou a compartilhar com os colegas no “grupo de oração” tudo o que aprendeu em sala de aula. As mulheres estavam convencidas de que tinham “o direito a ter direito”, algo que anteriormente não era óbvio para muitas pessoas na comunidade.
O “grupo de oração”, em suas discussões decidiu reivindicar um centro de mulheres na Vila Pinto. Um galpão de triagem de resíduos proposto parecia perfeito para elas, porque seria construído pela prefeitura que também garantiria o fornecimento de matérias-primas (lixo seco) no local. As mulheres simplesmente teriam que seletar os resíduos e depois venderem para então, distribuir a renda entre elas.

Marli disse que o objetivo desta iniciativa foi o de criação de empregos, a geração de renda para mulheres e jovens em risco e, sobretudo, objetivava restaurar a autoestima das pessoas. Por outro lado, o projeto estando associado a trabalhadores do lixo não parecia, a priori, a melhor maneira de fazê-lo. Mas as mulheres discutiam este assunto e reconheciam a importância do seu trabalho para a preservação do meio ambiente e assim decidiram chamar o projeto de “Centro de Educação Ambiental da Vila Pinto (CEA)”.

Com o tempo, as pessoas passaram a sentir orgulho de trabalhar no CEA, um lugar que oferecia trabalho honesto, sem precisar ter medo da polícia ou de ser explorado por traficantes de drogas. Mas, com isso, o CEA passou a ser considerado um concorrente do tráfico; o lixo oferecia aos trabalhadores o mesmo rendimento financeiro.
Mesmo com apoio da polícia e da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, as gangues da Vila Pinto passaram a tentar atingir à Marli e o CEA de diferentes formas; desde infiltrações de mulheres no projeto para desestabilizá-lo ou até mesmo em ataques diretos a membros de seus familiares.

1998-2001 – Queremos um centro cultural?

Marli estava inclinada a deixar Vila Pinto, mas foi convencida pela própria família de fazer o contrário. Nos meses que se seguiram, o líder da gangue do Riacho Doce foi assassinado, enfraquecendo o grupo. Já não era mais uma ameaça para Marli.
Com o passar do tempo, o CEA foi crescendo e chegando a ser dividido em dois turnos que empregavam um total de 130 pessoas, na maioria mulheres. Também foi decidido contratar homens, mas a gestão era feita por mulheres.
Contudo, ao irem trabalhar no CEA, as mulheres tinham medo de deixar seus filhos em casa, muitas vezes sozinhos. Não havia acolhimento para estas crianças na Vila. Também havia muito poucas oportunidades de lazer nos fins de semana. Assim, as crianças brincavam nas ruas e ficavam expostos ao que “a rua oferecia”.
Preocupada com a exploração sexual e a violência nas ruas, Marli tentou obter apoio para conseguir um prédio ao lado do CEA, onde as mulheres pudessem deixar seus filhos com segurança e onde, nos fins de semana, elas pudessem passar o tempo com as suas famílias. E então cresceu na comunidade a ideia de se criar um centro cultural.
Assim, Marli foi mais uma vez conversar com o prefeito e a sua equipe, propondo a construção de um centro cultural perto do galpão de triagem de resíduos. Mas este novo projeto não foi aprovado pelos riscos que a prefeitura manifestou estarem implicados.
Sem renunciar, Marli foi buscar apoio na iniciativa privada. Um empresário da construção civil convidou a Marli para apresentar sua ideia para um grupo de empresários na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Naquele dia mesmo, Marli saiu da FIERGS com a promessa de que todos iriam apoiar a construção do Centro Cultural.
Empresários fizeram suas doações, e mesmo sem uma licença de construção da Prefeitura, Marli decidiu iniciar a obra. Enquanto ocorria o debate sobre se a licença seria emitida ou não, a obra foi sendo executada. Em um fim de semana, quando muitas pessoas trabalhavam na CEA, o município enviou um carro com inspetores que diziam ter ordens para parar a obra.

Conclusão (2002 – 2010).

A comunidade ficou indignada e algumas pessoas estavam fora de controle. Com suas habilidades de negociação, Marli acalmou as pessoas da comunidade, oferecendo uma ação mais eficaz.
Na semana seguinte, uma comissão da Vila Pinto foi à Prefeitura para atender o prefeito e visitar algumas estações de rádio e jornais da cidade. A proibição da construção do Centro Cultural despertou a indignação da população. O público chegou a simpatizar com a comunidade da Vila Pinto graças ao apoio da mídia local.
Enfim, no dia 13 de dezembro de 2002, o edifício chamado, Centro Cultural James Kulisz (CEJAK) foi aberto.
O sonho de Marli se tornou realidade – o CEJAK tornou-se um ponto focal para a paz e os direitos humanos na Vila Pinto. Em 2010, vários projetos financiados por agências governamentais e ONGs estavam em execução. Da maior importância a comunidade, o restaurante, a biblioteca infantil e a sala de cinema formam as atividades de acolhimento de crianças fora do horário escolar, além do tele centro, do centro de mediação de conflitos comunitários, o teatro, a dança e as aulas de música. Das pessoas recebidas pelo CEJAK, cerca de 1.500 pessoas por mês, podemos estimar que em 14 anos do CEA e 8 anos de CEJAK, aproximadamente 150.000 pessoas foram beneficiadas pelo projeto.

Este texto foi originalmente publicado em 2011 no periódico acadêmico inglês Emerald http://www.emeraldinsight.com/case_studies.htm?articleid=1917161 .
Em abril de 2013, Luciano Barin Cruz era Professor na HEC Montreal, no Canadá. Luis Felipe Nascimento era Professor no PPGA/EA/UFRGS e Matias Poli Sperb era doutorando na Universidade de Málaga, na Espanha.

4.2 As “caixinhas” longa vida são ou não recicláveis?

Rafael Batista Zortea
As embalagens cartonadas, também chamadas de embalagens longa vida, as famosas “caixinhas” que acondicionam leites, sucos e outras bebidas, sempre foram motivo de dúvida no momento de se jogar no lixo, pois: elas devem ser jogadas no lixo seco ou no lixo orgânico? Estas embalagens são compostas por várias camadas e vários materiais, tendo como objetivo oferecer uma melhor preservação dos alimentos, diminuindo assim a utilização de conservantes e dispensando a refrigeração durante o armazenamento destes alimentos.
Elas são compostas por camadas de plástico, papel e alumínio. Estas três camadas juntas impedem que fatores como luz, ar, água, microorganismos e odores externos tenham algum contato com os alimentos, evitando assim que os mesmos venham a se estragar rapidamente. Portanto, esta tecnologia acaba oferecendo uma economia de energia, principalmente nas nossas geladeiras! Além disso, a embalagem pesa somente 28g, ou seja, ela é mais leve que as tradicionais garrafas de vidro!

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Embalagem longa vida e as suas camadas

 

 

Mas, apesar da embalagem poupar energia e utilizar menos material, o que se deve fazer com ela depois de utilizada! Ela pode ser reciclada? O correto é colocar as embalagens longa vida no lixo seco para que sejam recicladas, por exemplo, em Porto Alegre as embalagens que são destinadas para o lixo seco acabam gerando renda para as pessoas que trabalham nos Galpões de Triagem!
Infelizmente, como a embalagem apresenta as partes de papel, de plástico e de alumínio unidas, isto acaba criando confusão para as pessoas e o resultado disso é que uma parcela muito pequena destas embalagens acaba sendo destinada para a coleta seletiva. Somado a isto, é importante colocar que estas embalagens uma vez utilizadas elas acabam nas lixeiras das nossas casas sem qualquer chance de reutilização, contribuindo para um grande volume de embalagens descartadas por todos nós. Desta forma, vale lembrar que já existem fábricas que reciclam estas embalagens fazendo com que elas se transformem em réguas, canetas, madeiras ecológicas, telhas, banquetas, vassouras, embalagens de papelão, guardanapos e folhas de papel reciclado!
Assim para que estas embalagens longa vida possam realmente ser recicladas e retornarem aos nossos lares na forma de outros produtos, é importante que todas as pessoas saibam que estas “caixinhas” são recicláveis e que devem ser destinadas para a coleta seletiva. Ah! E se você se deparar com aquelas lixeiras coloridas: verde, amarela, azul, vermelha, marrom e cinza? Realmente nenhuma delas será a lixeira própria das embalagens longa vida, mas daí fica a minha dica: pode jogar esta embalagem na lixeira azul! E, por que na azul? Como a lixeira azul serve para receber os resíduos de papel e como as embalagens longa vida tem 1 (uma) parte de alumínio, para 4 (quatro) partes de plástico, para 15 (quinze) partes de papel é mais apropriado então salvar a maior parte de papel da embalagem!
Outro ponto importante que as pessoas devem saber é de que as indústrias só realizarão a reciclagem dos produtos que destinamos para a coleta seletiva, quando as mesmas tiverem grandes quantidades para coletar e, assim poder reciclar e vender. Para que se possa entender melhor, são estas grandes quantidades que proporcionam as fábricas dinheiro suficiente para poder comprar os equipamentos necessários utilizados na reciclagem. Este dinheiro é claro também servirá para pagar os empregados e o dono da empresa. As embalagens jogadas no lixo e que são separadas para a coleta seletiva acabam ficando sujas, deterioradas e muitas vezes em má condições para a fabricação de novos produtos. Como é necessário conseguir um plástico, um papel e um alumínio renovados para a fabricação de novos produtos, etapas como a de lavagem, de reconstrução, além de tratamentos para tornarem estes materiais novos mais uma vez, exigem equipamentos, empregados e gastos de dinheiro que somente serão pagos com a fabricação e venda de uma enorme quantidade de produtos, exigindo, portanto, a reciclagem de um número muito grande de embalagens longa vida.
Portanto, a reciclagem e o reaproveitamento destas embalagens longa vida depende da nossa ajuda separando elas em nossas casas junto com os demais resíduos secos. Mas, não é só isso! As cidades devem possuir coleta seletiva e isso também tem de ocorrer nas empresas, escolas, hospitais, associações, shopping centers, supermercados, etc, ou seja, todos os lugares devem ter a coleta seletiva para que as pessoas possam separar estas embalagens. Assim, todo mundo trabalhando junto, a quantidade de embalagens separadas para a reciclagem aumenta, fazendo com que as pessoas que trabalham nos galpões de triagem e nas empresas de reciclagem possam ganhar mais e possibilitar para estas mesmas empresas a compra dos equipamentos e a reciclagem destas embalagens em novos produtos. Tais atitudes também evitam que as embalagens longa vida acabem sendo jogadas em lixões ou aterros sanitários. Desta forma o meio ambiente e as pessoas agradecem!
Rafael Batista Zortea é o autor da dissertação de mestrado: “Viabilidade econômica e tecnológica para a reciclagem das embalagens cartonadas longa vida pós-consumo de Porto Alegre”, defendida em 2001 no PPGA/EA/UFRGS.

Em abril de 2013, Rafael Batista Zortea era Professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense Campus Sapucaia do Sul e Doutorando em Saneamento Ambiental no IPH/UFRGS, onde desenvolve a tese de doutorado: “Uso da Análise de Ciclo de Vida (ACV) para verificação da sustentabilidade do biodiesel da soja no Rio Grande do Sul”.

4.1 Lixo Eletrônico, que que eu faço com isto?

Carlos Frantz dos Santos
Pessoal, eu pesquisei sobre o que ocorre com o lixo eletrônico em Porto Alegre e posso dar uma dicas para vocês. Todos nós temos algum equipamento eletrônico em casa (TV, computador, celular, carregador disto, adaptador daquilo, etc) e, algum dia vamos ter que descartá-los, jogar tudo isto fora. Então surge a dúvida: onde colocar este tipo de resíduo?
No lixo comum? Não! O lixo comum vai para um aterro. Este material tem valor, não deve ser enterrado e ocupar espaço nos aterros.
No lixo seco? Também não! O lixo seco recolhido é encaminhado para centrais de triagem, que separam e vendem a matéria-prima vidro, metal, plásticos, papéis, etc. Eles não sabem abrir um equipamento eletrônico e reaproveitar as peças.
Um equipamento eletrônico antigo, queimado ou quebrado, ainda tem valor. Algumas peças podem ser reaproveitadas. De algumas delas, se pode retirar pequenas quantidades de ouro e outros metais valiosos. Então, não vamos jogar ouro no lixo, certo! Se a gente não aproveita, vamos dar para alguém que consegue reaproveitar. Além disto, assim estamos evitando a contaminação do meio ambiente.
Lá vai a dica: junte tudo o que você tem de eletrônico que não mais utiliza e entregue num dos seguintes endereços:
1 – Capatazia do Gasômetro
Av. João Goulart nº 158 – Telefone: 3224.9724
2 – Seção Norte
Travessa Carmen nº 111 – Telefone: 3268.8330
3 – Procempa
Av. Ipiranga nº 1.200 – Telefone: 3289.6163
4 – Capatazia da Glória
Rua Carvalho de Freitas nº 1.012 – Telefone: 3332.0340
5 – Loja Leroy Merlin
Av. Sertório nº 6.767 – Telefone: 3016.6700
Agora, se você quiser saber mais sobre resíduos eletrônicos, acesse os links (no blog, aparecerá apenas o link. No livro, terá o texto completo):
- O que acontece quando entregamos o nosso lixo eletrônico nos pontos de coleta?
O lixo eletrônico que nós, pessoas físicas, entregamos nos locais de recolhimento recomendados, é encaminhado para o desmonte e reaproveitamento das peças ou da matéria-prima. Uma das partes mais valiosas é a “placa mãe”(uma chapa bem fininha, geralmente verde de um lado, cheia de pontinhos de solda do outro). Desta placa são retirados uma pequena quantidade de ouro e de outros metais. Já os monitores de tubo (CRT), aqueles antigos, grandes, valem muito pouco. Geralmente eles são triturados e separadas as matérias-primas: vidro, plásticos e metais, que são vendidas por quilo. Algumas peças ou componentes do computador podem ser reaproveitadas e são comercializadas no mercado de segunda-mão.
- O que acontece se eu der o meu computador velho para o carroceiro ou colocá-lo na calçada?
Neste caso não saberemos o que irá acontecer. O mais provável é de que ele venda as partes que tem valor e jogue, em locais inapropriados (riachos, terrenos baldios ou na própria rua), as partes que ninguém compra ou que valem muito pouco. Existe também a possibilidade dos monitores e outros componentes abastecerem o mercado ilegal dos caça níqueis. Ou seja, o monitor do seu computador velho poderá ser utilizado num jogo eletrônico. Desta forma, ao doar um computador para alguém que você não sabe qual o destino que ele dará, poderá estar alimentando o mercado da contravenção.
- Onde eu encontro mais informações sobre este tema?
O site do DMLU (http://www2.portoalegre.rs.gov.br/dmlu )informa os locais de recolhimento e tira algumas dúvidas. Outra alternativa é ligar para o 156 (telefone Fala Cidadão da cidade de Porto Alegre) ou para o fone do DMLU: (51) 3289-6999. Se você preferir, envie um e-mail para dmlu@dmlu.prefpoa.com.br .
Em outras cidades, verifique junto a Prefeitura se existe o serviço de coleta de lixo eletrônico.
Siga as dicas,
Carlos.
Carlos Alberto Frantz dos Santos é autor da dissertação de mestrado “A GESTÃO DOS RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A SUSTENTABILIDADE: Um Estudo de Múltiplos Casos na Região Metropolitana de Porto Alegre”, defendida em 2012 no PPGA/EA/UFRGS.

Em abril de 2013, Carlos Alberto Frantz dos Santos era Professor Substituto na FURB, em Rio Grande, RS.