.:: espaço onde alunos e alunas do PPGEDU da UFRGS interagem e refletem sobre suas leituras e atividades.

Relendo Clássicos é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil

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Sábado, Abril 03, 2004
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Olá Colegas:

Para quem ainda não conseguiu baixar o bloggar, repasso as orientações da Suzana

[postar usando o wbloggar]

O WBloggar é um aplicativo que facilita a edição e publicação do weblog. Com ele você pode formatar seus textos, configurar fonte, cores, tabelas. Inserir imagens e links e postar. No site do wbloggar, em http://wbloggar.com/brasil/, podem ser lidas as especificações, descrições, notícias, etc. relativas ao aplicativo.
Adiantando: destina-se a plataforma Windows, Explorer 5 ou superior e é freeware. Funciona para blogs do Blogger.com, Movabletype e The Blog, entre os mais conhecidos no Brasil.

.:: clique na imagem para ampliar e veja a aparência do software.

.:: desafio:

. Baixar o programa Bloggar. Clique no link anterior e salve o programa numa pasta. Para instalar basta clicar em abrir no final do download.

. Depois de feita a instalação, rode o programa. Coloque seu nome de usuário e senha e clique sim para abrir uma "nova conta". Na caixa que aparecer, escolha blogger.com (ou o servidor de seu blog) e torne a colocar seu nome de usuário.
Feito isso o programa já pode ser usado.

. Se tiver dúvidas ou quiser mais informações consulte o link Ajuda no Menu e visualize as perguntas mais freqüentes.

. Selecione o blog para o qual deseja postar no espaço onde aparece os 'nomes dos blogs', na barra de ferramentas. Escreva seu post na área de edição, formate-o e clique na aba visualizar para acompanhar como está ficando a edição. Ao terminar, clique em postar & piblicar

. Visualize seu blog, clicando no ícone à direita do nome do blog (uma folha de papel com uma esfera no centro) na barra de ferramentas do wbloggar.

. Para corrigir ou excluir um post, clique na seta ao lado do ícone Posts, solicite apresentar o número de posts suficiente para incluir o seu. Na caixa que aparecer, localize seu post e clique em selecionar (para corrigir o post) ou em deletar (para excluir o post). Se optar por corrigir, o post irá para a janela do wbloggar onde poderá ser editado. Feito isso, basta clicar em Postar & Publicar. Tome cuidado ao usar a função deletar, para não deletar algum post indevidamente.

Beijo





Terça-feira, Março 30, 2004
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Apesar de longo vou deixar exposto o nosso cronograma até meados de maio. Os livros previstos seguem a titulaçao das antigas edições da obra de Gramsci. A previsão é revermos este cronograma em maio. Há novas informações na bibliografia.
Até mais.
Carmen


Programa (conteúdo):

1. OS DESAFIOS, ENTRE O CLÁSSICO e O BRASILEIRO
§ 23 de março -- A vida e a obra de Gramsci
§ 30 de março e 06 de abril -- Intelectuais e o político, a técnica e a arte em educação
§ 13 e 20 de abril -- Concepção dialética da história e os sentidos do valor.
§ 28 de abril e 04 de maio -- A filosofia da práxis e a hegemonia da ciência.
§ 11 e 18 de maio -- Americanismo e fordismo e o espaço do trabalho coletivo e o trabalho emancipação, incerteza e utopia, na educação.

2. CONCEITOS OU PREMISSAS
§ As questões centrais e o complementar (ou) o que é coerência e sentido;
§ Caminho que se faz ao caminhar, entre a hegemonia e a contra-hegemonia.

7. OS DIÁLOGOS CONTEMPORÂNEOS
§ pacto social - o novo e o velho de novo - e seus sentidos.
§ As divisões, distinções, divergências e controvérsias, entre as aparências e o real. A atividade intelectual, anulação da política e a distituição da fala.
§ As coerências e incoerências e os sentidos nos tempos do trabalho e da educação.

Bibliografia recomendada:

ANDERSON, Perry et alii. As antinomias de Gramsci. São Paulo: Jorues, 1986.
ANDERSON, Perry. Considerações sobre o marxismo ocidental. São Paulo: Brasiliense, 1989.
ARENDT, Hannah. Entre o Passado e o Futuro. 3ª edição. São Paulo: Editora Perspectiva S. A., 1992.
BENJAMIN, Cesar, et al. 1994: Idéias para uma alternativa de esquerda à crise brasileira. Rio de Janeiro: Relume Dumarà, 1993.
BENJAMIN, Walter. A Modernidade de Ciência Política. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975.
BOBBIO, Norberto. Dicionário de Ciência Política. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1986.
CHAUI, Marilena. A nervura do real. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
COUTINHO, Carlos N. e NOGUEIRA, M. A. Gramsci e a América Latina. São Paulo: Paz e Terra, 1988.
COUTINHO, Carlos N. e TEIXEIRA, A. de P. Ler Gramsci entender a realidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci. Porto Alegre: LP, 1981.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo e Comentários sobre a sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
DIAS. Edmundo Fernandes; et al. O outro Gramsci. São Paulo: Xamã, 1996.
FERRI, Franco. Política e História em Gramsci. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
GRAMSCI, Antonio. A formação dos intelectuais. Lisboa: R. Xavier, 1972.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. Vol. 1-6.
GRAMSCI, Antonio. Cartas do cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
GRAMSCI, Antonio. Obras escolhidas. Lisboa: Estampa, 1974. V. I e II.
GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura.
GRPPI, Luciano. O conceito de hegemonia em Gramsci. Rio de Janeiro: Graal, 1978.
LASCH, Christopher. A rebelião das elites e a traição da democracia. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995.
LÖWY, M. e BENSAID, Daniel. Marxismo, modernidade e Utopia. São Paulo: Cortez, 2000.
LÖWY, Michael. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Munchhausen: Marxismo e Positivismo na Sociologia do Conhecimento. São Paulo: Busca Vida, 1987.
LÖWY, Michael. Ideologias e Ciência Social. São Paulo: Cortez, 1986.
LÖWY, Michael. Redenção e utopia: o judaísmo libertário na Europa Central. São Paulo: Cia das Letras, 1989.
MACCIOCCHI, Maria-Antonieta. A favor de Gramsci. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.
MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo: Liv. Martins, 1960.
MARX, Karl. O capital. Livro I, vol. 1, Cap. XII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
MARX, Karl; ENGELS, Federico. Dialectica de la naturaleza: la filosofia de la revolucion, la ideologia alemana, la question de la vivenda, la guerra de los campesinos en Alemania, dicionário filosófico. México, Pavlov, 1945.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manuscritos Econômico - Filosóficos de 1884. Terceiro Manuscrito, Propriedade privada e comunismo. São Paulo: Ciências Humanas, 1978b.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Textos sobre educação e ensino. São Paulo: Moraes, 1983.
NOSELLA, Paolo. A escola de Gramsci. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
NOSELLA, Paolo. O trabalho como princípio educativo em Gramsci. SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Trabalho, educação e prática social: por uma teoria da formação humana. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991. p. 134- 162.
OLIVEIRA, Francisco e PAOLI, Maria Célia. Os sentidos da democracia: Políticas do dissenso e hegemonia global. Petrópolis: Vozes, 1999.
OLIVEIRA, Francisco. Os direitos do antivalor. Petrópolis: Vozes, 1999.
OLIVEIRA, Francisco, et al . Classes sociais em mudança e a luta pelo socialismo. São Paulo: Fundação Perseu Abramo.
OUTHWAITE e BOTTORE (orgs.). Dicionário do Pensamento Social do Século XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.
SIMIONATTO, Ivete. Gramsci: sua teoria, incidência no Brasil, influência no Servbiço Social. São Paulo: Cortez, 1995.
SINGER, Paul. Uma utopia militante - Repensando o socialismo. Petrópolis: Vozes, 1999.





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[Gramsci, os intelectuais e as concepções de mundo]


Gostaria de contribuir para a discussão colaborando com o que a Nair postou.

Partiu de uma concepção de homem como síntese e história de suas relações. Relações orgânicas entre homem x natureza, homem x homem, tendo a categoria marxista de Trabalho como categoria central de sua teoria.
Acreditava que toda a manifestação intelectual continha uma concepção de mundo. Esta concepção de mundo ou filosofia é elaborada, num primeiro momento, de forma acrítica, inconscientemente, parte da visão de mundo imposta pelo ambiente exterior. Num segundo momento, o homem critica sua concepção de mundo e, ao participar ativa e conscientemente da produção histórica, reconstrói esta concepção de mundo de forma "unitária e coerente". Este movimento se dá de forma individual, "a filosofia da parte precede a filosofia do todo", como opção consciente e pessoal. (Gramsci,1974 p.27*)
Para que seja criada uma cultura de pensamento contra hegemônico é necessária a direção intelectual que promoverá a união entre as várias concepções de mundo que fará com que a massa de homens pense unitária e coerentemente. Gramsci enfoca aqui a importância dos intelectuais na construção da hegemonia, em especial dos intelectuais orgânicos, oriundos da própria massa que possuem as melhores possibilidades de fazer esta mediação.
Gramsci repete inúmeras vezes em seu texto este "unitário e coerente" dando ênfase na construção de uma hegemonia de pensamento. Toda a concepção de mundo (filosofia) elaborada desta forma se traduz em ação. A hegemonia gramsciana parte da conscientização em procedimentos orientados para a construção do consenso. Consenso construído em cima do presente e do real de forma crítica e coerente.
Penso que Gramsci projetou sua teoria para que, o homem individual com sua linguagem, concepção de mundo e relações sociais, pudesse com seus semelhantes construir, de forma consciente e crítica, através do crescimento intelectual, uma nova, profunda e transformadora concepção de mundo. Filosofia tornada, pela ação, movimento cultural.

* GRAMSCI, Antonio Obras Escolhidas Lisboa: Ed. Estampa, 1974. Vol I, 1ª parte Problemas do Materialismo Histórico (pág. 25-103)





Segunda-feira, Março 29, 2004
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Pessoal.. para inicio de debate..traria um primeiro aspecto a partir da obra que foi indicada: Gramsci, A. Os intelectuais e a Organização da Cultura. 7a. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira: 1989.

Ao discutir o problema sobre se os intelectuais constituem um grupo social autônomo e independente, ou se cada grupo social possui sua própria categoria especializada de intelectuais, Gramsci pate da concepção de que Todos os homens são intelectuais, (...) mas nem todos os homens desempenham na sociedade a função de intelectuais (p. 07). Assim, Cada grupo social, nascendo no terrreno originário de uma função essencial no mundo da produção econômica, cria para si, ao mesmo tempo, de um modo orgânico, uma ou mais camadas de intelectuais que lhe dão homogeneidade e consciência da própria função, não apenas no campo econômico, mas também no social e no político (...) (p. 03). Com isto, Não existe atividade humana da qual se possa excluir toda intervenção intelectual, não se pode separar o homo faber do homo sapiens. Em suma, todo homem, fora de sua profissão, desenvolve uma atividade intelectual qualquer, ou seja, é um "filósofo", um artista, um homem de gosto, participa de uma concepção do mundo, possui uma linha consciente de conduta, contribui assim para manter ou para modificar uma concepção do mundo, isto é, para promover novas maneiras de pensar (p. 07)..

A partir desta primeira prerrogativa.. trago mais uma citação encontrada no livro GRAMSCI, A. concepção Dialética da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1986, 6a. ed. pois me parece que é um bom ponto de partida para a discussão e entendimento das questões/concepção teóricas mais gerais deste autor para melhor compreendermos o específico. Penso ser um bom ponto de partida para o entendimento então de categorias como hegemonia, contra-hegemonia, sociedade civil, ideologia, etc. Segue a citação:

Nota I. Pela própria concepção do mundo, pertencemos sempre a um determinado grupo, precisamente o de todos os elementos sociais que compartilham de um mesmo modo de pensar e de agir. Somos conformistas de algum conformismo, somos sempre homens-massa ou homens-coletivos. O problema é o seguinte: qual é o tipo histórico do conformismo e do homem-massa do qual fazemos parte? Quando a concepção do mundo não é crítica e coerente, mas ocasional e desagregada, pertencemos simultaneamente a uma multiplicidade de homens-massa, nossa própria personalidade é composta de uma maneira bizarra: nela se encontram elementos dos hopmens das cavernas e princípios da ciência mais moderna e progressita; preconceitos de todas as fases históricas passadas, grosseiramente localistas, e intuições d euma futura filosofia que será própria do gênero humano mundialmente unificado. Criticar a própria concepção do mundo, portanto, significa torná-la unitária e coerente e elevá-la até o ponto atingido pelo pensamento mundial mais desenvolvido. Significa, portanto, criticar, também, toda a filosofia até hoje existente, na medida em que ela deixou estratificações cosolidadas na filosofia popular. O início da elaboração crítica é a consciência daquilo que somos realmente, isto é, um "conhece-te a ti mesmo" como produto do processo histórico até hoje desenvolvido, que deixou em ti uma infinidade de traços recebidos sem benefício no inventário. Deve-se fazer, inicialmente, este inventário (p.12).

Nair.





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Fazendo mais um teste para confiramar alguma questões!!





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Oi .. testando..
Nair