.:: espaço onde alunos e alunas do PPGEDU da UFRGS interagem e refletem sobre suas leituras e atividades.

Relendo Clássicos é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil

Powered by Blogger

Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com

Quinta-feira, Abril 29, 2004
#
Pessoal,

Não sei se alguém ficou responsável de apresentar a leitura de Maquiavel na próxima aula. No entanto, gostaria de fazer parte da apresentação, pois comecei a leitura e fiquei muito empolgada com o príncipe moderno.

Vera Rosane





Segunda-feira, Abril 26, 2004
#
Pessoal,

Recebi o e-mail que segue anexo sobre os índios Cinta Larga, e não pude deixar de passar a diante. Pois cada vez que morre uma vida sempre ficamos revoltdos, mas se não formos aos fatos geradores nuca teremos justiça.

Ter morrido mais de vinte pessoas é muito ruim, mas o exterminio em nome do dianheiro, de terras, diamantes ou seja o que for é Inadmissível.

Vera Rosane

Segue um relato que, diante do conflito que está ocorrendo entre garimpeiros e índios Cinta Larga, provoca a reflexão e nos remete a pergunta: Onde estão os promotores dessa chacina?

"Mais dramático ainda foi o caso dos índios Cintas Largas, pequena tribo praticamente desconhecida do vale do Jiparaná, que foi atingida por uma das fronteiras da economia extrativista. Uma reportagem publicada na revista Fatos e Fotos do Rio de Janeiro (18 de abril de 1968), descreve a selvageria com que esses índios foram abatidos pelos que queriam apoderar-se de suas terras.

'O pequeno avião monomotor já havia feito dois rasantes sobre a aldeia e agora, mais baixo, quase tocando com as rodas nas folhas das árvores, se aproximava fazendo grande ruído. Na maloca, os índios corriam para dentro de suas palhoças e no meio do terreiro as mulheres e crianças choravam desorientadas. De repente, uma explosão levanta palha, madeira, terra e corpo de gente. Em seguida outra explosão e o avião desaparece sobre a copa de uma grande castanheira para dar mais uma volta e sobrevoar a alceia. Ele ganhou alguma altura e desta vez vem de pique sobre o acampamento. Com o barulho do motor não dá para se escutar o ruído dos tiros, mas em suas janelas se vê o braço de um homem trepidando com o pipocar de uma metralhadora. As pessoas saem correndo das poucas casas que ainda restam e a maioria tomba alguns metros adiante, sem alcançar o mato pra se proteger. Assim foi exterminada quase uma tribo inteira de índios Cintas Largas, no Estado de Mato Grosso, em meados de 1963. Bananas de dinamite eram jogadas sobre as malocas e os índios que conseguiam sobreviver ao primeiro ataque foram alvejados a tiros de metralhadora. Ao todo, ali viviam trinta índios, mas apenas dois puderam contar essa história'. (Reportagem de Ronald de Carvalho).

Mas não ficou nisto, porque os chacinadores voltaram depois por terra, para liquidar os sobreviventes. Ocorre, então, o seguinte episódio:

'Após terem metralhado um grupo de índios acampados junto a um rio, os homens da expedição ouviram um choro de criança, abafado pela mão da mãe. Para os que deviam regressar na manhã seguinte com a missão cumprida, aquele pequeno ruído mostrava que o serviço não fora perfeito. Rapidamente eles acendem as lanternas e saem vasculhando o mato. Sob dois corpos crivados de balas estavam escondidas mãe e filha. Os homens que as encontraram fizeram uma festa. Dois tentavam violentar a mulher e um beliscava a garotinha que chorava, vendo a aflição da mãe. Em volta fechando o círculo, o grupo se divertia. Nas mãos dos dois nordestinos fortes a mulher índia se debatia. Nesse instante, aproveitando um descuido, a criança libertou-se, correu em socorro da mãe e, com raiva, mordeu a perna de um dos homens. A mulher em pânico tentava cuidar da menina e, ao mesmo tempo, livrar-se dos homens que a violentavam. O homem com a perna mordida foi substituído por outro, afastou-se da índia e com ódio começou a estrangular a criança. Alguém, querendo terminar com o espetáculo paralelo que atrapalhava o primeiro, tomou a menina das mãos de seu estrangulador e lhe deu um tiro de pistola 45 na cabeça. A testa da garotinha explodiu e o sangue salpicou a roupa dos que estavam volta. Vendo a filha morta, a mulher não resistiu e desmaiou. Indefesa nas mãos dos chacinadores, a índia foi violentada por todos e depois retalhada a facão". (Ibidem)

(RIBEIRO, Darcy. Os índios e a Civilização. Petrópolis, RS: Vozes, 1977, p. 189-190).






[ UFA ]
#
Ola turma, finalmente conseguiiiiii
Hedi Maria





Domingo, Abril 25, 2004
#
            Introdução ao estudo da filosofia e do materialismo histório (Gramsci)
Pensar este conteúdo em Educação,
Já no início da leitura, onde o autor , com imensa facilidade explica o que é Filosofia , encontrei forte semelhança entre o conceito de Intelectual e de Filosofia.
Se conseguirmos compreender que a Filosofia, com seus limites e suas características , interage é dinâmica e se a pensarmos com o foco voltado para Educação, poderemos compreender que em cada grupo social existe sua noção de senso comum, de bom senso , acredito que teremos mais clareza para pensar, construir uma proposta em educação.
Compreender que a Filosofia está vinculada á concepção de mundo é ter claro que estamos interagindo, é saber que podemos criticar o nosso mundo, torná-lo coerente. É importante compreender o nosso papel nesta história , no passado, e criarmos assim um presente melhor. É ter consciência que estamos fazendo parte deste processo histórico.
Ma s afinal o que tem isso a ver com a Educação? Ora se pela própria concepção de mundo, pertencemos sempre a um determinado grupo social com o qual compartilhamos, pensamos e agimos, podemos interagir neste pensar para a educação vista por Gramsci. Não como uma formação fechada, mas aberta , onde não existe um dirigir, mas sim partícipe. Entender também que existem grupos mais desenvolvidos e outros menos, tanto histórico como socialmente e que o nosso presente está embasado nas experiências passadas.
Portanto entendo que o papel do educador , segundo Gramsci, não é apenas o de criar uma nova cultura, individualmente, mas sim difundir verdades já descobertas, criticamente, socializá-las para que possam ser tornar bases de decisões importantes, que leve um grupo a pensar com coerência, real e presente, que promova neste grupo uma nova verdade que esta verdade possa ser incorporado ao seu patrimônio. É possível também encaixar na Educação as questões expostas por Gramsci referindo-se ao " agir político" onde existe um contraste entre a teoria e a prática, e ao mesmo tempo que contrastam , coexistem, enquanto concepções de mundo, uma afirmada pelas palavras e a outra pela próprio agir. Aqui neste momento deverá prevalecer o bom senso, que deverá ser coerentemente desenvolvimento dentro do momento histórico que este grupo está vivenciando para que se possibilite a permanência do contato com o simples, com a fonte dos problemas que deverão ser estudados e resolvidos. Promover, ou permitir que a crítica aconteça, pois desta maneira o valor real, ou o significado, poderá surgir e desta forma as respostas aos novos problemas poderão ser construídas. Mas é importante também que se tenha uma compreensão crítica de si mesmo tanto em relação a ética como a política para que se possa elaborar uma concepção do real, ter consciência de ser parte de uma certa força hegemônica.
Mas existe ainda, sob o foco da educação, e no contexto gramsciano , a necessidade, a possibilidade de rever, de retomar, de reformar o senso comum e as velhas concepções de mundo , de trabalhar intelectualmente . Entendo a Escola como uma das maiores organizações culturais buscar a interação desta com os grupos sociais, não apenas como formação cultural , fragmentada, mas homogênea , coerente e unificadora.





#

   Pessoal.. que otima noticia ver todos agora já conectados ao blogger . Espero que possamos dar continuidade ao debate iniciado e também desenvolvido em sala de aula.
Neste sentido, gostaria aqui ja de fazer duas observações/indicações que podem prolongar/ampliar nossos debates:

1) Um texto complementar que diz respeito ao que estamos discutindo e que aborda, sob oolhar de Gramsci, a educação no tempo histórico atual bem como na realidade brasileira. Para quem interessar, trata-se do texto 'GRAMSCI, A EDUCAÇÃO E O BRASIL - NOTAS PARA UMA REFLEXÃO CRÍTICA' do Prof. Paulo Sergio Tumolo , que está publicado na revista Universidade e Sociedade, Ano VII, n. 12 de fevereiro de 19997, pgs. 91 a 97. A revista se encontra na biblioteca da FACEF/UFRGS. Podemos xerecá-lo e deixar uma cópia na pasta da disciplina.

2) Ainda, a quem interssar, indico também o filme animado 'VIDA DE INSETO' onde, de forma bem descontraída e animada, podemos ver retratado um pouco do que Gramsci fala na perspectiva da contrução de um bloco histórico para a transformação da realidade social contraditória. O confronto das formigas, que decidem se rebelar contra a dominação e exploração dos gafanhotos, demonstra a organização necessária para a transformação.


Para concluir.. reforço que na primeira parte da sistematização do texto que foi base de nossa discussão na ultima aula, primeira parte que iríamos apresentar apos o intervalo e que o Rafael ficou de retomar na proxima aula (não estarei presente), que vai da página 1 até a metade da pagina 4 do xerox entregue, Gramsci explicita claramente o 'Por que e como se difundem as novas concepções de mundo'. Esta questão, me parece chave para compreendermos o que e como Gramsci entende a possibilidade de engajamento e de ação para a transformação das massas.
Comentando alguns aspectos sobre a resposta a esta questão.. Conforme Gramsci:

"Pode-se concluir que o processo de difusão das novas concepções ocorre por razões políticas, isto é, em última instância, sociais; entretanto, o elemento forma (a coerência lógica), o elemento autoritário e o elemento organizativo têm uma função muito grande neste processo tão logo se tenha verificado a orientação geral, tanto em indivíduos singulares como em grupos numerosos. Disto se conclui, entretanto, que nas massas como tais, a filosofia não pode ser vivida senão como uma fé." (26)

  "O elemento mais importante, indubitavelmente, é de caráter não racional: é um elemento de fé. Mas, de fé em quem e em quê ? Notadamente no grupo social ao qual pertence, na medida em que este pensa as coisas também difusamente, com ele: o homem do povo pensa que, no meio de tantos, ele não pode se equivocar radicalmente, como o adversário argumentador queria fazer crer; que ele próprio, é verdade, não é capaz de sustentar e desenvolver as suas razões como o adversário; e, de fato, ele se recorda de ter ouvido alguém expor, longa e coerentemente, de maneira que ele se convenceu de sua justeza, as razões da sua fé." (26)


Assim, comparando a organização e adesão que a igreja consegue manter, Gramsci vai afirmar:

   "Disto se deduzem determinadas necessidades para todo movimento cultural que pretenda substituir o senso comum e as velhas concepções do mundo em geral, a saber: 1) não se cansar jamais de repetir os próprios argumentos (variando literalmente a sua forma): a repetição é o meio didático mais eficaz para agir sobre a mentalidade popular; 2) trabalhar incessantemente para elevar intelectualmente camadas populares cada vez mais vastas, isto é, para dar personalidade ao amorfo elemento de massa, o que significa trabalhar na criação de elites de intelectuais de novo tipo, que surjam diretamente da massa e que permaneçam em contato com ela para tornarem-se os seus sustentáculos. Esta segunda necessidade, quando satisfeita, é a que realmente modifica o "panorama ideológico" de uma época. (27)

      Neste sentido, já que para ele "A escola - em todos os seus níveis - e a igreja são as duas maiores organizações culturais em todos os países, graças ao número do pessoal que utilizam." (29) vejo que a escola, tem extrema responsabilidade e pode permitir a materialização destas duas necessidades de todo movimento cultural que pretenda tornar outra concepção de mundo (filosofia) hegemonica contribuindo para a transformação da realidade. Aí e´que entra também o papel do educador enquanto um intelectual organico.
                     Quanto as possibilidades de ação deste último.. fica dentre os assuntos para continuarmos debatendo!

Abraço a todas/as.
Nair.










Sábado, Abril 24, 2004
#
Aos colegas mestrandos e doutorandos do TRAMSE (Trabalho, Movimentos Sociais e Educação).

Solicito que mandem seus dados, nome, atividades profissionais, temática de pesquisa.... e uma foto (caso queiram), para a Suzana colocar na página do núcleo de pesquisa. O email dela podem pegar comigo, com a Sônia, com a Carmen. Aproveitem e olhem a página do InTRAMS, do TRAMSE e do Argumento. É só clicar nos links existentes no Relendo os Clássicos, na lateral.

Espero que todos já tenham conseguido baixar o bloggar. Agora é só postar.
J





#
Vera: os dados devem ser mandados para a Suzana, por email. Podes pegar o endereço dela comigo, com a Sônia, com a Carmen.
Beijo.





Sexta-feira, Abril 23, 2004
#
Mara,

Gostaria de saber se posto aqui meus dados para Susana publicar?

Vera Rosane





#
Pessoal,

Creio que fiquei dispersa no final da aula e não sei se contiruaremos com os mesmos textos ou tem nova leitura. Se alguém puder me informar agradeço. Vera Rosane





#
Ah! consegui. Após muito tentar estou no mundo virtual.
Pessoal creio que foi muito boa a aula com a Mara, pois as vezes falta apenas um detalhe e quando vemos como o processo é feito ai tudo fica fácil.


Vera Rosane





Quinta-feira, Abril 22, 2004
#
GRAMSCI, Antonio. Concepção Dialética da História. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. 5ª Ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1984.

IV. A Filosofia de Benedetto Croce .................... 201
Pontos de Referência ............................................203
Benedetto Croce e o Materialismo Histórico ........234
Notas Esparsas ........................................................291

Cf Coutinho: "Gramsci estabelece a sua polêmica em duas frentes: por um lado, ele combate contra as tendências auto-intituladas ortodoxas, que fundam o marxismo sobre o materialismo vulgar, sobre o fatalismo mecanicista, transformando-o em uma simples sociologia positivista (como é o caso de Bukharin); por outro, contra as tentativas de destruí-lo enquanto concepção unitária do mundo, fragmentando-o em partes isoladas - e descaracterizadas - que possam ser assimiláveis por uma outra concepção, idealista ou especulativa (como é o caso de Croce). Em suma, Gramsci empreende a luta contra o dogmatismo e contra o revisionismo, ainda tão vivos e atuantes hoje." (Coutinho e Konder, 1984, p.4)

MORRE BENEDETTO CROCE AOS 86 ANOS DE IDADE


Publicado na Folha da Noite, quinta-feira, 20 de Novembro de 1952

Neste texto foi mantida a grafia original



Um dos maiores filosofos do mundo contemporaneo - Seu passamento se verificou em Napoles, às 10 horas de hoje



NAPOLES, 20 - Urgente - Benedetto Croce, um dos grandes filosofos do mundo faleceu aos 86 anos de idade, vitimado por uma gripe que o autormentava há varios dias.
Croce é autor de mais de uma centena de obras filosoficas.



NAPOLES, 20 - O filosofo Benedetto Croce encontrava-se cercado por sua mulher e filhas no momento de sua morte. Atacado de gripe há alguns dias, seu estado de saude melhorou e acreditou-se, que todo perigo de complicações, devido a idade muito avançada do doente, havia sido afastado. Entretanto, uma recaida repentina vitimou Croce. A noticia de sua morte foi imediatamente comunicada as mais latas personalidades da Republica pelas autoridades de Napoles.

NAPOLES, 20 - Um dos grandes filosofos do mundo contemporaneo, Benedetto Croce, faleceu às 10 horas e 50 minutos de hoje, vitimado por uma infecção renal, seguida de uma gripe. Croce estava com 86 anos.
Sua esposa, sra. Adele Croce, e quatro filhas acompanhavam os ultimos momentos do pensador.
Ainda há poucos dias atrás, Benedetto Croce, lia e estudava horas inteiras em sua biblioteca do palacio Filomario, onde residia.
Com Croce, o mundo perde o segundo grande filosofo contemporaneo no espaço de três meses. George Santayana, passou aos 88 anos, em Roma, no mês de agosto, sendo o primeiro.
Pessoal, pesquisei e resolvi enviar estes escritos. Da colega Carmen Castro. PoA 22-04-04






Quarta-feira, Abril 21, 2004
#
Teste para saber se realmente aprendi. ok





Terça-feira, Abril 20, 2004
#
PB





#
Walter





#
Antonio Gramsi - por ser um homem que pensava em termos de relações, seu entendimento sobre as formações sociais era global. Dessa forma, Gramsi foi um intelectual que teve a relacionalidade como princípio norteador de seu pensamento político/superestrutura são igualmente determinantes. Carmen Castro.





#
olá!!!!
Consegui........finalmente
sandra





#
sucesso na execuçao do programa relendo classicos..............
belini romanzini estou plugado





#
Oi, consegui, finalmente! Obrigada, Mara. Regina.





#
sucesso na execuçao do programa relendo classicos..............
belini romanzini estou plugado





#
estamos no blog maira e lélia





#
Acredito que agora eu faça parte das discussões a respeito do nosso estimado Gramsci!
Vivi





#
OLa





#
Oi galera!
Acho consegui entrar enste programa!!!!!!! Aleluia!
Vivi





#
MARA





#
Hoje eu fui correr





#
Oi





#
Ola, conseguimos baixar o Bloggar aqui no Lies.

Mara





Segunda-feira, Abril 19, 2004
#
Primeiras idéias que surgem de minhas primeiras leituras da Concepção dialética da história: subordinação intelectual, que se dá não somente pela dominação econômica (capital x trabalho = exploração), mas principalmente pela dominação ideológica, facilmente obtida pelo fato das classes subalternas não possuírem uma visão de mundo fortalecida em suas reais condições de vida, mas baseada no senso comum (onde a religião exerce papel fundamental). Sem autonomia intelectual, aceitam a concepção de mundo da classe dominante. Rita





Sábado, Abril 17, 2004
#
Mais um teste.
Funcionou com Windows 98.
Finalmente virtualizando conhecimento e tentando construir coletivamente.
[ ] a todos. Marcia





#
Relendo Clássicos.
Marcia





Segunda-feira, Abril 12, 2004
#
Com a ajuda de um bom técnico, acho que consegui acertar o caminho. Até breve. Isabela.





#
Queridos companheiros, estou fazendo um teste. Abraço, Isabela





#
teste





Quinta-feira, Abril 08, 2004
#
teste
Apos muito sofrer creio que consegui.

Alguém pode me dizer se estou no caminho?





Quarta-feira, Abril 07, 2004
#
Olá, isto é um teste... isto é um teste.





#





Proponho que escrevamos um texto coletivo onde, a partir de um "resumo" inicial recriemos uma análise crítica da "produção" da exposição do Thiollent


Carmen





Terça-feira, Abril 06, 2004
#
À luz da teoria gramsciana, é relevante pensar em que medida uma educação que envolva a criticidade e criatividade, não possa ser conduzida como um momento - entre outros - de discussão e desenvolvimento de uma nova cultura.

Neste sentido, é de fundamental importância discutir que tipo de visão de homem e de mundo fundamenta a ação dos professores envolvidos nesse processo, quais valores eles apresentam e como se poderia aproveitar esse momento para levar adiante a construção de uma nova cultura.

É privilegiado na escola unitária o incentivo de métodos de estudo e aprendizagem que estimulem a criatividade não devendo estes ser monopólios da universidade.

Na escola unitária, a última fase deve ser concebida e organizada como a fase decisiva, na qual se tende a criar os valores fundamentais do humanismo, a autodisciplina intelectual e a autonomia moral necessárias a uma posterior especialização, seja de caráter científico (estudos universitários), seja de caráter imediatamente prático (indústria, burocracia, organização de trocas, etc). pág. 124

A criatividade deve ser estimulada na escola e não deixada ao acaso da vida prática. Gramsci esclarece que:

A escola criadora não significa escola de inventores e descobridores; ela indica uma fase e um método de investigação e conhecimento, e não um programa predeterminado que obrigue à inovação e à originalidade a todo custo. pág. 124

Nesse tipo de escola o professor desempenha um papel fundamental tendo a função de guia amigável tal como acontece de uma maneira geral na universidade. Os docentes devem ter "consciência de seu dever e do conteúdo filosófico desse dever." O docente não deve ser passivo e sim engajado na proposta da escola unitária.

salete





Segunda-feira, Abril 05, 2004
#
A Susana e suas descobertas on line encaminhou esta publicação no site do Tramse. Na última sexta feira, dia 2 o Prof. Chico de Oliveira esteve em Porto Alegre e Proferiu palestra na Faculdade de Economia. Continua brilhante, com um humor refinado e extremamente lúcido em sua leitura da sociedade brasileira. Vale a pena ver seu último livro retomando a analogia do "Ornitorrinco".

Segue o material enviado pela Su.
Boas Leituras para quem relê clássicos e pode encontrar alguém como Chico.
Até amahnã, ao vivo!



[Especial 1964-2004 - 40 anos esta noite ]


FRANCISCO DE OLIVEIRA



O legado mais nefasto da ditadura militar dá-se no plano da política. A financeirização externalizada da economia impede as classes sociais internas de decidir sobre os rumos do Estado e da sociedade brasileira.

O golpe militar que instaurou a mais longa ditadura no Brasil completa quarenta anos nesta passagem de 31 de março para 1º de abril: é a grande mentira nacional. Mas seria pura estultice teórica, com graves conseqüências políticas, negar o caráter determinante dos vinte e um anos da ditadura para a formação do que hoje somos. Somados aos quinze anos da ditadura de Vargas, de 1930 a 1945, resultam 36 anos de regimes declaradamente ditatoriais em 50 anos de acelerado crescimento econômico, entre 1930 e 1980. Isso deveria dizer alguma coisa sobre o caráter violento da expansão capitalista no Brasil no século XX.
No período militar, a coerção estatal foi utilizada no grau máximo para acelerar o desenvolvimento: repressão ao movimento de trabalhadores, intervenção nas universidades, combinado com o uso do dinheiro público para financiar expansão e fusão de empresas, de forma que o Bradesco, por exemplo, simplesmente um tamborete no início dos anos sessenta, coloca-se no primeiro ou segundo lugar entre os bancos nacionais privados; o Itaú não é diferente: do modesto Banco da América, de fusão em fusão, transformou-se também ora no primeiro, ora no segundo entre os bancos privados nacionais.

Na indústria pesada, os financiamentos do BNDE, através do Finame, alavancaram poderosos grupos que depois a ?abertura? de FHC tornou pó. E as empresas estatais chegaram a representar uma porcentagem elevada do PIB brasileiro, dando a impressão, a quem chegasse de Marte, que se tratava de uma economia socialista. Fundos públicos foram constituídos como elementos de financiamento da acumulação de capital num grau que o mais delirante ?populista? jamais se atreveria.

Mas a própria aceleração da expansão pregou uma peça aos que pensavam ter resolvido para sempre os dilemas de uma economia na periferia do capitalismo. O uso do dinheiro externo, que fez com que a dívida externa brasileira saltasse dos 3 bilhões de dólares com Jango para 105 bilhões quando Figueiredo passou o bastão a José Sarney, externalizou definitivamente, por longo tempo, o financiamento da acumulação de capital. Com a globalização financeira, a dívida externa brasileira transformou-se no algoz do investimento.O último grande esforço para sair dessa armadilha deu-se no governo Sarney, com Dilson Funaro e a equipe da Unicamp, que com o Fundo Nacional de Desenvolvimento tentaram reverter o descalabro financeiro do Estado brasileiro, e fazê-lo voltar ao papel de grande financiador.O FND foi boicotado e ali finava-se a grande fase chamada ?desenvolvimentista?.

Depois disso, todos os governos viram-se às voltas com a dependência financeira externa da acumulação de capital. FHC tentou desbloquear internalizando poderosamente a própria financeirização globalizada, através de uma política cambial que se mostrou temerária e devastadora. As privatizações foram o grande atrativo para os capitais, mas esgotada essa fase, o capital produtivo não continuou a entrar como era esperado. O governo de Luis Inácio Lula da Silva não consegue escapar dessa restrição: não há nenhuma economia no mundo que consiga pagar 9% do PIB como serviço da dívida e continuar investindo. Se pensarmos que o coeficiente de investimento sobre o PIB hoje não passa de 17% a 18%, dá para ver o impedimento de forma clara.

O legado mais nefasto da ditadura militar dá-se no plano da política. A financeirização externalizada da economia brasileira retira das classes sociais internas a capacidade de decidir sobre os rumos do Estado e da sociedade. É como se tornasse nossos votos inúteis e descartáveis. Não há, portanto, nada a comemorar. Nos dias que antecederam ao golpe, a esquerda brincava: ?nada de intermediários: Lincoln Gordon para presidente?. O chiste virou profecia. Agora, chamaremos Soros ou Anne Krueger?

Francisco de Oliveira é professor-titular aposentado do Depto. de Sociologia da USP e coordenador do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da FFLCH-USP

publicado originalmente na Agência Carta Maior em 01/04/2004

:: Carmen Lucia





#
A Susana e suas descobertas on line encaminhou esta publicação no site do Tramse. Na última sexta feira, dia 2 o Prof. Chico de Oliveira esteve em Porto Alegre e Proferiu palestra na Faculdade de Economia. Continua brilhante, com um humor refinado e extremamente lúcido em sua leitura da sociedade brasileira. Vale a pena ver seu último livro retomando a analogia do "Ornitorrinco".

Segue o material enviado pela Su.
Boas Leituras para quem relê clássicos e pode encontrar alguém como Chico.
Até amahnã, ao vivo!



[Especial 1964-2004 - 40 anos esta noite ]


FRANCISCO DE OLIVEIRA


O legado mais nefasto da ditadura militar dá-se no plano da política. A financeirização externalizada da economia impede as classes sociais internas de decidir sobre os rumos do Estado e da sociedade brasileira.

O golpe militar que instaurou a mais longa ditadura no Brasil completa quarenta anos nesta passagem de 31 de março para 1º de abril: é a grande mentira nacional. Mas seria pura estultice teórica, com graves conseqüências políticas, negar o caráter determinante dos vinte e um anos da ditadura para a formação do que hoje somos. Somados aos quinze anos da ditadura de Vargas, de 1930 a 1945, resultam 36 anos de regimes declaradamente ditatoriais em 50 anos de acelerado crescimento econômico, entre 1930 e 1980. Isso deveria dizer alguma coisa sobre o caráter violento da expansão capitalista no Brasil no século XX.
No período militar, a coerção estatal foi utilizada no grau máximo para acelerar o desenvolvimento: repressão ao movimento de trabalhadores, intervenção nas universidades, combinado com o uso do dinheiro público para financiar expansão e fusão de empresas, de forma que o Bradesco, por exemplo, simplesmente um tamborete no início dos anos sessenta, coloca-se no primeiro ou segundo lugar entre os bancos nacionais privados; o Itaú não é diferente: do modesto Banco da América, de fusão em fusão, transformou-se também ora no primeiro, ora no segundo entre os bancos privados nacionais.

Na indústria pesada, os financiamentos do BNDE, através do Finame, alavancaram poderosos grupos que depois a “abertura” de FHC tornou pó. E as empresas estatais chegaram a representar uma porcentagem elevada do PIB brasileiro, dando a impressão, a quem chegasse de Marte, que se tratava de uma economia socialista. Fundos públicos foram constituídos como elementos de financiamento da acumulação de capital num grau que o mais delirante “populista” jamais se atreveria.

Mas a própria aceleração da expansão pregou uma peça aos que pensavam ter resolvido para sempre os dilemas de uma economia na periferia do capitalismo. O uso do dinheiro externo, que fez com que a dívida externa brasileira saltasse dos 3 bilhões de dólares com Jango para 105 bilhões quando Figueiredo passou o bastão a José Sarney, externalizou definitivamente, por longo tempo, o financiamento da acumulação de capital. Com a globalização financeira, a dívida externa brasileira transformou-se no algoz do investimento.O último grande esforço para sair dessa armadilha deu-se no governo Sarney, com Dilson Funaro e a equipe da Unicamp, que com o Fundo Nacional de Desenvolvimento tentaram reverter o descalabro financeiro do Estado brasileiro, e fazê-lo voltar ao papel de grande financiador.O FND foi boicotado e ali finava-se a grande fase chamada “desenvolvimentista”.

Depois disso, todos os governos viram-se às voltas com a dependência financeira externa da acumulação de capital. FHC tentou desbloquear internalizando poderosamente a própria financeirização globalizada, através de uma política cambial que se mostrou temerária e devastadora. As privatizações foram o grande atrativo para os capitais, mas esgotada essa fase, o capital produtivo não continuou a entrar como era esperado. O governo de Luis Inácio Lula da Silva não consegue escapar dessa restrição: não há nenhuma economia no mundo que consiga pagar 9% do PIB como serviço da dívida e continuar investindo. Se pensarmos que o coeficiente de investimento sobre o PIB hoje não passa de 17% a 18%, dá para ver o impedimento de forma clara.

O legado mais nefasto da ditadura militar dá-se no plano da política. A financeirização externalizada da economia brasileira retira das classes sociais internas a capacidade de decidir sobre os rumos do Estado e da sociedade. É como se tornasse nossos votos inúteis e descartáveis. Não há, portanto, nada a comemorar. Nos dias que antecederam ao golpe, a esquerda brincava: “nada de intermediários: Lincoln Gordon para presidente”. O chiste virou profecia. Agora, chamaremos Soros ou Anne Krueger?

Francisco de Oliveira é professor-titular aposentado do Depto. de Sociologia da USP e coordenador do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da FFLCH-USP

publicado originalmente na Agência Carta Maior em 01/04/2004





Sábado, Abril 03, 2004
#
Olá Colegas:

Para quem ainda não conseguiu baixar o bloggar, repasso as orientações da Suzana

[postar usando o wbloggar]

O WBloggar é um aplicativo que facilita a edição e publicação do weblog. Com ele você pode formatar seus textos, configurar fonte, cores, tabelas. Inserir imagens e links e postar. No site do wbloggar, em http://wbloggar.com/brasil/, podem ser lidas as especificações, descrições, notícias, etc. relativas ao aplicativo.
Adiantando: destina-se a plataforma Windows, Explorer 5 ou superior e é freeware. Funciona para blogs do Blogger.com, Movabletype e The Blog, entre os mais conhecidos no Brasil.

.:: clique na imagem para ampliar e veja a aparência do software.

.:: desafio:

. Baixar o programa Bloggar. Clique no link anterior e salve o programa numa pasta. Para instalar basta clicar em abrir no final do download.

. Depois de feita a instalação, rode o programa. Coloque seu nome de usuário e senha e clique sim para abrir uma "nova conta". Na caixa que aparecer, escolha blogger.com (ou o servidor de seu blog) e torne a colocar seu nome de usuário.
Feito isso o programa já pode ser usado.

. Se tiver dúvidas ou quiser mais informações consulte o link Ajuda no Menu e visualize as perguntas mais freqüentes.

. Selecione o blog para o qual deseja postar no espaço onde aparece os 'nomes dos blogs', na barra de ferramentas. Escreva seu post na área de edição, formate-o e clique na aba visualizar para acompanhar como está ficando a edição. Ao terminar, clique em postar & piblicar

. Visualize seu blog, clicando no ícone à direita do nome do blog (uma folha de papel com uma esfera no centro) na barra de ferramentas do wbloggar.

. Para corrigir ou excluir um post, clique na seta ao lado do ícone Posts, solicite apresentar o número de posts suficiente para incluir o seu. Na caixa que aparecer, localize seu post e clique em selecionar (para corrigir o post) ou em deletar (para excluir o post). Se optar por corrigir, o post irá para a janela do wbloggar onde poderá ser editado. Feito isso, basta clicar em Postar & Publicar. Tome cuidado ao usar a função deletar, para não deletar algum post indevidamente.

Beijo