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Sábado, Maio 29, 2004
# Olá gentes... Conversando com a Carmen, ao final da última aula, fiquei estimulado com a possibilidade de assistirmos, juntos, o filme do americano Michael Moore na aula do dia 08/06. Então decidi passar algumas informações sobre o cara para que tomemos conhecimento de sua obra. Então, uma boa leitura... Rafa ![]() Tiros em Columbine - 2002 Tiros em Columbine" é um filme engraçado e aterrorizante sobre os Estados Unidos, o estado da União e a alma violenta da América. Por que 11 mil americanos morrem todos os anos vítimas de armas de fogo? Essa é a grande questão. As pessoas berram nas câmeras de TV e acusam todos de satanás, até os joguinhos de vídeo game. Mas será que somos muito diferentes dos outros países? O que nos torna diferentes? Como é que nós nos tornamos ao mesmo tempo os mestres e as vítimas de tanta violência? Tiros em Columbine não é um filme sobre o controle de armas. É um filme sobre o coração e a alma apavorada dos Estados Unidos, e sobre os 280 milhões de americanos sortudos o suficiente para ter o direito constitucional de ter um Uzi. Fahrenheit 9/11 - 2004 Depois da ampla repercussão na imprensa, com direito a editorial do The New York Times criticando a decisão da Disney de vetar a distribuição do novo documentário do cineasta e escritor Michael Moore, Fahrenheit 9/11 foi exibido pela primeira vez no mundo no dia 17 de maio, no Festival de Cannes e foi aplaudido de pé por pelo menos 23 minutos, como informam os jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e O Globo, que reservaram a capa dos seus cadernos de cultura para o assunto: Folha Ilustrada, Caderno2 e Segundo Caderno, respectivamente. O filme é um dos 18 concorrentes à Palma de Ouro. Em Tiros em Columbine, Moore mostrou os efeitos do medo individual, e em Farenheit 9/11, ele estuda as causas e conseqüências do terror coletivo que é induzido pelo Estado para poder manipular os cidadãos. A exibição do documentário monopolizou as atenções do festival e atraiu os jornalistas presentes no evento pela grande possibilidade do filme interferir no resultado das urnas em novembro, nas eleições presidenciais americanas. Acesse as principais matérias e reportagens publicadas hoje (18 de maio). Terça-feira, Maio 25, 2004
# Olá pessoal! A aula de hoje 25.05 foi muito boa. Lembrando dos amigos que não estavam presentes: continuamos para a próxima com Americanismo e Fordismo. Trabalhamos hoje com muitos pontos dos textos de Gramsci, aliás, é impossível manter a linearidade quando se trata da teoria gramsciniana. Isso me faz recordar uma disciplina básica "Software Educacional" que é obrigatória para o Licenciatura em Computação, mas optativa para as demais Licenciaturas. Em uma avaliação dos cursos reclamei que os alunos, nessa disciplina eram muito heterogêneos e cada curso possuia peculiaridades impossíveis de serem tratadas em caso de turma muito heterogênea. Alguns professores concordaram comigo, mas fui severamente criticada por um professor muito culto, que admiro muito, por não conseguir lidar melhor com a diversidade. Ao final refelti sobre o meu ponto de vista e a crítica e consegui reelaborar o meu trabalho. Hoje vejo a disciplina e os conteúdos sob um outro prisma, consigo linkar até com questões trabalhadas em Sociologia e Filosofia, base conquistada nas discussões como as de hoje aí na UFRGS. Então amigos, atento para a importância da diversidade, dos pontos de vista dvergentes e da capacidade de descentração - "coisa" que Gramsci conquistou com muita propriedade. Abraço a todos, Marcia. Domingo, Maio 23, 2004
# Colegas, estou postando esse texto da Caros Amigos ( Correio Web Caros Amigos, 21/05/2004) porque achei interessante a semelhança com as discussões de algumas de nossas aulas. Rita Do veneno maniqueísta Por Luís Fernando Vitagliano Por estranho que pareça pelo título, este artigo trata do PT. Não só do atual Partido, mas de sua história. Porque, diferente da formação dos outros partidos nacionais, o Partido dos Trabalhadores nasceu de manifestações de massas. Em uma época de grande efervescência política, o Partido vem de uma junção estranha de proletários, católicos e intelectuais (que só a partir das carências brasileiras pode ser entendida). Afinal, não há outro exemplo no mundo que tenha conseguido unir esses grupos em torno de um projeto político. Tão gritante era a originalidade do PT que rapidamente se tornou exemplo de compromisso social e ético, em contraste com a tradicional política partidária de cunho clientelista reinante no contexto brasileiro. Aos poucos o Partido se impõe à agenda política. Revigora o debate sobre ética política, de combate a gritante corrupção de algumas correntes partidárias. Não há novidade nisto, o "Rouba, mas faz!" de Adhemar de Barros e seus herdeiros teve em São Paulo adversários tradicionais, como a vassourinha de Jânio. Mas, este caminho aberto, e mal preenchido por outros partidos, foi adequado ao corolário petista rapidamente. E foi no processo de redemocratização que a realidade misturou-se à fantasia. O mito se tornou estratégia bem sucedida de marketing. Ou seja, o PT se tornou o portador oficial da honestidade e ética na política. Os outros partidos, por contraste, eram acusados de desvios, má-vontade, favorecimento das elites corruptas e tudo mais que se possa averiguar. Em uma bem casada racionalidade, muitas coisas ganhavam sentido lógico para um partido que nasce de manifestações de massas e tem uma plataforma definida de reivindicações sociais: nada mais evidente do fazer da luta contra a corrupção uma bandeira. Criou-se então no imaginário popular uma mística. Como se o PT fosse o representante da virtude, enquanto os outros partidos eram os representantes do vício. Com o toque particular de Duda Mendonça, as eleições de 2003 ganharam ares de luta entre o bem e o mal. Aos poucos, as notícias de Brasília mostraram que as coisas não eram bem assim. Se os outros não eram tão maus, os petistas também não se mostram tão bons. A realidade logo tratou de corrigir os erros místicos. Deparamo-nos com o fato de que os problemas enfrentados pelo PT são os mesmos que todos os partidos (ou facções políticas) se colocam: como conquistar e manter o poder? Maquiavel fez esta pergunta em 1513, quando escreveu O Príncipe. E, antes de saber o que fazer com o poder que tem, qualquer governo precisa saber como conservá-lo. Evidente: ninguém precisa saber o que fazer com o poder se se deixa perdê-lo. Assim, se o PT não é tão bom quanto achávamos, também não é tão ruim como estão pintando. Se isso que coloco for verdadeiro, o importante é nos perguntarmos o que o governo de Lula tem de original, diferente. Já sabemos que não é a pureza dos virtuosos. Recuso-me a aceitar que é a incapacidade que agora pintam. E, afastem-se frases estúpidas do tipo: "políticos são todos iguais"; se fossem, o que diria Clinton quando olhasse no espelho: Bush?!! Luís Fernando Vitagliano é mestrando Unicamp/Campinas, pesquisador FAPESP do projeto temático "Reestruturação econômica mundial e reformas liberalizantes em paises em desenvolvimento e membro discente do CEIPOC - Centro de Estudos Internacionais de Política Contemporânea.
# Márcia, vou tentar, mas espero que mais pessoas postem sobre a última aula. O colega Luís Fernando, nos presenteou com um texto de Gramsci: Os indiferentes. Excelente como reflexão inicial. Tirei algumas cópias para discutir nas reuniões pedagógicas da minha escola...posso te levar uma. Lembra que a Lélia ficou inscrita para falar no final da última aula em que vc estava, quando discutíamos democratização? Bem ela iniciou a sua fala comentando sobre como uma bandeira de luta das esquerdas, a eleição direta de diretores nas escolas estaduais, pode ser desvirtuada, e alguém ser eleito com a ampla maioria e depois esquecer que o processo foi democrático, esquecendo o diálogo e as decisões conjuntas, podendo até mesmo destituir os vices que foram eleitos pelos professores (é isso, Lélia?). Os comentários se deram em torno de como historicamente a direita vem se apoderando de bandeiras antes utilizadas exclusivamente pelas esquerdas. Termos como qualidade, cidadania, inclusão, participação, entre outros, surgem moldados de uma forma que sirva exatamente a quem não está nem aí para o real significado deles. Outra contribuição feita foi em relação ao tipo de democracia que temos. Votamos e se não ficamos satisfeitos temos que esperar a próxima eleição. Será essa a única forma de participar? Trazendo o OP para a discussão, percebemos que traz avanços em termos de democratização e participação da sociedade civil na gestão, apesar de institucionalizar o que já está posto. Mais do que disputa por obras entre o bairro X ou Y, observa-se o crescimento do princípio de solidariedade e de diálogo entre as partes interessadas. Mas é preciso ainda avançar...e essa é uma discussão interessante. Difícil falar nisso sem tomar partido. Por efeito da globalização, o Estado, não dando conta dos anseios e reivindicações sociais, abre espaço para a sociedade civil, que teoricamente poderia assumir encargos políticos. Como temos visto, a sociedade civil está desagregada: proliferam movimentos sociais, mas sem unificação ( não podemos esquecer que vivemos sob a lógica do capitalismo = consumismo, concorrência, acumulação, individualismo, "neutralidade" política. O movimento de luta pelas diretas, aparentemente coeso, deve ser analisado em seu momento histórico - país periférico, regime de governo autoritário (assim como em outros países da América latina). Alguém lembrou (acho que foi a Vera), que nos demais países com ditaduras militares, sempre que havia pronunciamento na TV, os presidentes apareciam de farda. No Brasil isso não acontecia; os generais iam para a tela de terno e gravata (intenção de aparentar um governo mais aberto). Interessante, né? E nesse quadro de fragilidade democrática que temos no Brasil, até que ponto existe vontade coletiva para que haja mudanças (baseemo-nos por nós mesmos, professores, nas práticas de sala de aula)?. Será possível unificar ações e movimentos? Como avançar na articulação entre Estado forte e uma sociedade civil organizada politicamente? Quem protagonizará este feito? A ação dos "intelectuais" dará conta de toda a vontade coletiva ( que é, ou está desagregada)? Espero ter te ajudado a se situar. Até terça, Rita
# [postagem e outras coisinhas :)] Pessoal, o wbloggar já voltou ao normal. É possível deletar e corrigir posts por ele novamente. Por outro lado, atendendo a algumas solicitações, informo que é possível a todos terem a sua própria assinatura para postar neste blog. Como? Me passando seu e-mail.
Acontece da seguinte forma: - Mandarei um email convite para o seu endereço por meio do blogger. Neste email vai um link para aceitação do convite. Antes de aceitar o convite, saia da página de edição do blogger (a www.blogger.com), usando o botão 'sair' ou 'logoff' e feche a página. - Cliquem no link do convite e abrirá uma página que pergunta se vocês aceitam o convite. Marquem sim. - Na página é perguntado, também, se vocês são usuários do blogger. Escolham a opção NÃO e preencham o cadastro. - Não usem nem a senha nem o nome de usuário deste blog. Criem o seu. - Usem prefencialmente nomes de usuários diferentes. Por exemplo: é bem provável que já exista alguém usando dudu, então usem dudufrgs. Importante: não usem acentos, espaço entre palavras, símbolos, ç ou letras maiúsculas. - Feito o cadastro aparecerá uma página onde tem um link para o blog. Nesta página, além de nosso blog, vocês poderão criar o seu próprio se assim o desejarem. - Depois disso basta configurar uma nova conta no wbloggar, exatamente como fizeram a que já tem. Abram o aplicativo, selecionem 'nova conta', e preencham com os dados que criaram (nome do usuário e senha) e criem a 'nova conta'. Na janela que abrir, escolham 'blogger' e coloquem novamente seu nome de usuário recém criado. Tá feito! De agora em diante seus posts vão sair com sua assinatura, como este meu (olha o Su lá embaixo!). |