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Segunda-feira, Maio 31, 2004
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Compartilho com o Rafael a admiração por Michael Moore. Ainda não assisti ao filme, mas já li sobre...também estou empolgada para o dia 8. O cara é gênio...
Conheci sua crítica à hegemonia americana a alguns anos, pela Tecsat (no interior se a gente não quer assistir as notícias pelos olhos e boca do Lasier Martins, só com alguma tecnologia). Num de seus programas, o cara teve a brilhante idéia de alugar um posto de gasolina que vendia a dita por 60% do valor normal. Quando as pessoas chegavam para abastecer, o frentista -o próprio Michael Moore, explicava que era uma promoção e toda a arrecadação iria para as vítimas do embargo americano ao Iraque (crianças sem remédios e sem alimentos). Ele inclusive mostrava fotos. A primeira reação das pessoas era xingar e ir embora, movidos pelo nacionalismo. Todas porém, sem excessão, retornavam e enchiam o tanque, quando não levavam em galões para o outro dia. Não que estivessem sensibilizadas pela causa, de jeito nenhum. Mas o espírito do americanismo falava mais alto - o lucro a qualquer preço. A velha hipocrisia dos capitalistas: mandam às favas seus princípios para obter algum lucro. Coloco aqui um trecho do ótimo Stupid White Men - uma nação de idiotas, do Michael Moore, que nos traz uma definição das conseqüências do Americanismo, numa abordagem gramsciniana bem atual:
"Liberdade de escolha é uma coisa do passado. Fomos reduzidos a seis empresas de comunicação, seis empresas de transporte aéreo, duas e meia montadoras de carros e um conglomerado de rádio. Tudo que jamais precisaremos pode ser encontrado no WalMart. Podemos escolher entre dois partidos políticos que parecem iguais, votam da mesma forma e recebem fundos exatamente dos mesmos doadores ricos. Podemos escolher vestir roupas indefinidas em tom pastel e nos mantermos calados, ou podemos escolher usar uma camiseta com o Marilyn Manson e sermos expulsos da escola. Britney ou Christina, Warner Bros ou UPN, Flórida ou Texas - não existem diferenças, gente; é tudo igual, é tudo igual, é tudo igual..."(Michael Moore, 2001).
Até terça, Rita