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Sábado, Setembro 04, 2004
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Colegas:

Para a aula do dia 14 de setembro, Beti e eu escolhemos para partilhar com vocês o texto de Frigotto intitulado A nova e a velha faces da crise do capital e o labirinto dos referenciais teóricos.

Deixamos uma cópia na pasta da Carmen - pós-graduação - lá na Pró Cópias. O título do livro é Teoria e Educação no labirinto do capital.

Até lá.





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Colegas:
Abaixo segue Súmula/ementa da disciplina e bibliografia 2004/2
Vou lincar ao lado para que acessem mais facilmente.

Súmula/ementa:
O Seminário estuda as idéias de autores brasileiros nas interfaces teóricas e metodológicas com o pensamento de Antonio Gramsci na busca das coerências e dos sentidos, que retomam a centralidade do trabalho e a educação, para ler o movimento do real, nas contradições existentes, como ideologia e como práticas políticas, no mundo do trabalho e no da educação, enquanto produção histórica resultante da práxis social.

Objetivos:
Ø REFLETIR, COMPREENDER E "CONSTRUIR O TEXTO" como construção de sujeito coletivo:
1. As coerências e seus sentidos ideológicos, na correlação de forças, na obra de autores brasileiros, no mundo do trabalho e na educação;

2. A produção/construção do conhecimento que, historicamente, ampara a formulação de teorias e sua potencialidade para ler / estar no mundo do trabalho e da educação, e rastrear as questões que se constróem, como esboço e como imagem, na aparência e na expressão histórica das contradições da sociedade e da educação entre os modos infinitos e as coisas singulares; entre a anulação da política e a destituição da fala.

Programa (conteúdo):
1. CONCEITOS OU PREMISSAS
  Entre a hegemonia e a contra-hegemonia o que são coerências e sentidos;
  O caminho que se faz ao caminhar, o processo histórico e a identidade
de educadores e educadoras ou da economia - política à educação.
2. OS DESAFIOS, ENTRE O BRASILEIRO e O CLÁSSICO
  Dialéticas entre coerências e sentidos para pensar as categorias gramscianas
Autores Brasileiros:
1. Educação e política em Marilena Chauí, Miguel Arroyo e Paulo Freire
2. Competência e Qualificação em Moacir Gadotti e Nereide Savaiani
3. Ilusão e técnica em Rubens Alves e Dermeval Saviani
4. Trabalho e educação em Gaudêncio Frigotto e Acacia Künzer
3- OS DIÁLOGOS CONTEMPORÂNEOS
3.1. As divisões, distinções, divergências e controvérsias, entre as aparências e o real ou as realidades.
3.2. As coerências e incoerências e os sentidos do trabalho e da educação, acontecimento e perspectivas.
3.3. A atividade intelectual, anulação da política e a constituição das falas: políticas?

Método de trabalho (principais atividades):
Leitura de textos, filmes, "mundo". De cada um dos autores o último livro publicado e o mais vendido compõe a leitura obrigatória para todos. Os demais artigos e livros são considerados leitura complementar.
Seminário com apresentações a cada semana, preparados por um responsável, conforme distribuição prévia, seguido de discussão.
Debate sistemático em rede utilizando o endereço: http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/

Procedimentos e/ou critérios de avaliação:
Participação oral e escrita durante o semestre e produção textual de artigo.
Os critérios de avaliação incluem o diálogo, a consistência e coerência dos argumentos, bem como a clareza e correção da linguagem utilizados.
Bibliografia recomendada:

GONZALEZ ARROYO, Miguel. Ofício de mestre : imagens e auto-imagens. 6.ed. Petrópolis: Vozes, 2002. 251 p.

_________ . Escola como espaço público : exigências humanas. In: Revista de educação AEC. Brasília, DF Vol. 30, n. 121 (out./dez. 2001), p. 118-126

_________. A educação básica e o movimento social do campo. Brasília: Articulação Nacional Por uma educação básica do campo, 2000. 85 p.

_________. Fracasso/sucesso : um pesadelo que perturba nossos sonhos. In: Em aberto. Brasília, DF Vol. 17, n. 71 (jan. 2000), p. 33-40
ALVES, Rubem Azevedo. Entre a ciência e a sapiência : o dilema da educação. 6.ed. São Paulo: Loyola, 2001. 148 p.

_________. Sobre o tempo e a eternidade. 2.ed. Campinas: Papirus, 1996. 164 p. : il.

_________. Professor universitário : o desafio de pensar à frente do seu tempo. In: Universidade : a busca da qualidade. São Paulo Vol. 1, n. 5 (set./out. 1994), p. 309-310

_________. Qualidade Total na Educação : II. In: Dois pontos : teoria & prática em educação. Belo Horizonte Vol. 2, n. 19 (set./dez. 1994), p. 28-31 : il.

_________. A alegria de ensinar. 2.ed. São Paulo: Ars Poetica, 1994. 103 p. : il.

_________. Estórias de quem gosta de ensinar. 17.ed. São Paulo: Cortez, 1994. 108 p

_________. Educação & prazer. In: Dois pontos : teoria & prática em educação. Belo Horizonte Vol. 2, n. 16 (primavera 1993), p. 91-96 : il.

________ . A paixão o prazer de ensinar. In: Dois pontos : teoria & prática em educação. Belo Horizonte Vol. 2, n. 16 (primavera 1993), p. 5-7

________. Conversas com quem gosta de ensinar. 28.ed. São Paulo: Cortez, 1993. 87 p.

CHAUÍ, Marilena de Souza. Convite à filosofia. 13.ed. São Paulo: Ática, 2003. 424 p.

______. A educação como direito. In: Paixão de aprender. Porto Alegre N. 13 (mar. 2001), p. 7-17

______. A universidade operacional. In: Avaliação : revista da Rede de Avaliação Institucional da Educação Superior. Campinas Vol. 4, n. 3 [encarte CIPEDES] (set. 1999), p. 3-8

______. O que é ideologia. 39.ed. São Paulo: Brasiliense, 1995. 125 p

______. Ética e universidade. In: Universidade e sociedade (São Paulo). São Paulo Vol. 5, n. 8 (fev. 1995), p. 82-87

______. Cultura e democracia : o discurso competente e outras falas. 6.ed. São Paulo: Ed. Moderna, 1993. 309 p.

______. Vocação política e vocação científica da universidade. In: Educação brasileira (Brasília). Brasília, DF Vol. 15, n. 31 (2. Semestre 1993), p. 11-26

______. Política e cultura democráticas : o público e o privado entram em questão. In: Universidade e sociedade (São Paulo). São Paulo Vol. 1, n. 2 (nov. 1991), p. 58-63 : il.

______. Conformismo e resistência aspectos da cultura popular no Brasil. Sao Paulo: Brasiliense, 1986. 180 p.

GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho : ensinar-e-aprender com sentido. Novo Hamburgo: FEEVALE, 2003. 80 p.

______. História das idéias pedagógicas. 8. ed. São Paulo: Atica, 2002. 319 p

______. Autonomia da escola : princípios e propostas. São Paulo: Cortez, 2001. 166 p.

______. Pedagogia da terra e cultura da sustentabilidade. In: Pátio : revista pedagógica. Porto Alegre Vol. 5, n. 19 (nov. 2001/jan. 2002), p. 10-13

______. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: ArtMed, 2000. 294 p

______. Projeto político-pedagógico da escola cidadã : transformando as escolas em escolas públicas cidadãs. In: A Universidade em Destaque. Rio de Janeiro : Tempo Brasileiro, 1998. p. 331-370 : il.

______. Escola cidadã. 4.ed. São Paulo: Cortez, 1997. 78 p.

______. A formação do administrador da educação : análise de propostas. In: Revista brasileira de administração da educação. Brasília, DF Vol. 12, n. 2 (jul./dez. 1996), p. 135-142

______. Educação e compromisso. 5.ed. São Paulo: Papirus, 1995. 171 p.

______. Sobre o conceito de interdisciplinaridade. In: Perspectiva (Erechim). Erechim, RS Vol. 19, n. 65 (mar. 1995), p. 7-18 : il.

______.Pedagogia da praxis. Sao Paulo: Cortez, c1995. 333 p

______. Organização do trabalho na escola e autonomia. In: Revista brasileira de administração da educação. Brasília, DF Vol. 9, n. 1 (jan./jun. 1993), p. 87-107

______. A autonomia como estratégia da quantidade de ensino e a nova organização do trabalho na escola. In: Paixão de aprender. Porto Alegre N. 7 (jun. 1994), p. 20-29

______. Estado e educação popular : políticas de educação de jovens e adultos. In: Paixão de aprender. Porto Alegre N. 5 (out. 1993), p. 54-65

______. Organização do trabalho na escola : alguns pressupostos. São Paulo: Ática, 1993. 100 p.

______. Concepção dialética da educação : um estudo introdutório. 8.ed. São Paulo: Cortez, 1992. 175 p. : il.

______. Diversidade cultural e educação para todos. Rio de Janeiro: Graal, 1992. 90p.

______.Estado e educacao popular : bases para uma educacao publica popular. In: Gadotti, Moacir. Estado e educação popular na América Latina. Campinas : Papirus, 1992. p. 63-83

______. Escola vivida, escola projetada. Campinas: Papirus, 1992. 161 p.

______. Escola cidadã : uma aula sobre a autonomia da escola. São Paulo: Cortez, 1992. 78 p

______. Pensamento pedagógico brasileiro. 4.ed. Sao Paulo: Atica, 1991. 60 p

______. Uma só escola para todos : caminhos da autonomia escolar. Petrópolis: Vozes, 1990. 205 p.

KUENZER, Acacia Zeneida. As relações entre conhecimento tácito e conhecimento científico a partir da base microeletrônica : primeiras aproximações. In: Educar em revista. Curitiba N. especial (2003), p. 43-69
_______. Ensino médio : construindo uma proposta para os que vivem do trabalho. 3.ed. São Paulo: Cortez, 2002. 115 p.

_________. Ensino médio e profissional : as políticas do estado neoliberal. 3.ed. São Paulo: Cortez, 2001. 104 p.
_______. A formação dos profissionais da educação : proposta de diretrizes curriculars nacionais. In: Educação (Santa Maria). Santa Maria, RS Vol. 25, n. 1 (2000), p. 67-83

_______. A reforma do ensino técnico no Brasil e suas conseqüências. In: Ensaio : avaliação e políticas públicas em educação. Rio de Janeiro Vol. 6, n. 20 (jul./set. 1998), p. 365-384

_______. A formação de educadores : no contexto das mudanças no mundo do trabalho : novos desafios para as faculdades de educação. In: Educação e sociedade. São Paulo Vol. 19, n. 63 (ago. 1998), p. 105-125

_______. O ensino médio no contexto das políticas públicas de educação no Brasil. In: Universidade e sociedade (São Paulo). São Paulo Vol. 7, n. 12 (fev. 1997), p. 138-151

_______. Pedagogia da fábrica : as relações de produção e a educação do trabalhador. 4.ed. São Paulo: Cortez, 1995. 203 p.

----_______. A concepção de sistema educacional. In: Educar em revista. Curitiba N. 11 (1995), p. 117-120

_______. O trabalho como princípio educativo. In: Cadernos de educação (Porto Alegre). Porto Alegre N. 11 (fev. 1993), p. 24-29 : il.

_______. O aluno trabalhador e o ensino profissionalizante. In: Bimestre : revista de 2. grau. Brasília, DF Vol. 1, n. 1 (out. 1986), p. 16-20

FRIGOTTO, Gaudêncio. Ensino médio : ciência, cultura e trabalho. Brasília: MEC, 2004. 338 p.
______. Educação e crise do trabalho : perspectivas de final de século. 6.ed. Petrópolis: Vozes, 2002. 230 p

______. Estrutura e sujeito e os fundamentos da relação trabalho e educação. In: Trabalho e educação : revista do NETE. Belo Horizonte N. 9 (jul./dez. 2001), p. 15-26

_______. Educação e trabalho : bases para debater a educação profissional emancipadora. In: Perspectiva : revista do Centro de Ciências da Educação. Florianópolis Vol. 19, n. 1 (jan./jun. 2001), p. 71-87

______. Teoria e educação no labirinto do capital. Petrópolis: Vozes, 2001. 188 p.

______. Educação e crise do trabalho : perspectivas de final de século. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 2000. 230 p

________. Modelos ou modos de produção e educação : dos conflitos às soluções. In: Tecnologia educacional. Rio de Janeiro Vol. 27, n. 147 (out./dez. 1999), p. 7-14

______. Neoliberalismo, qualidade total e educação. In: Encontro Regional das Licenciaturas (1. : 1995 : Erechim). Anais. Erechim : Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missoes. Campus de Erechim, 1995. p. 53-61

______. Educação e a crise do capitalismo real. São Paulo: Cortez, c1995. 231 p

______. Capital humano e sociedade do conhecimento : concepção neoconservadora de qualidade na educação. In: Contexto e educação. Ijuí, RS Vol. 9, n. 34 (abr./jun. 1994), p. 7-28

______.Pauperização, trabalho e educação : a profissionalização em questão. In: Cadernos CEDES. Campinas, SP N. 31 (1993), p. 49-62

______. A interdisciplinaridade como necessidade e como problema nas ciências sociais. In: Educação & realidade. Porto Alegre Vol. 18, n. 2 (jul./dez. 1993), p. 63-72

______. Trabalho e educação : formação técnico-profissional em questão. In: Universidade e sociedade (São Paulo). São Paulo Vol. 3, n. 5 (jul. 1993), p. 38-42

______. Trabalho, não-trabalho, desemprego : problemas na formação do sujeito. In: Perspectiva : revista do Centro de Ciências da Educação. Florianópolis Vol. 10, n. 18 (ago./dez. 1992), p. 95-106.

______. "Sapiens" sabedoria ou novas armadilhas para o acesso ao ensino superior?. In: Tecnologia educacional. Rio de Janeiro Vol. 21, n. 108 (set./out. 1992), p. 8-13

______. Cidadania, tecnologia e trabalho : desafio de uma escola renovada. In: Tecnologia educacional. Rio de Janeiro Vol. 21, n. 107 (jul./ago. 1992), p. 4-10

______. Programa de melhoria e expansão do ensino técnico : expressão de um conflito de concepções de educação tecnológica. In: Contexto e educação. Ijuí, RS Vol. 7, n. 27 (jul./set. 1992), p. 38-48

______. Mutações tecnológicas : impacto nos planos econômicos, político, social e os desafios para a educação. In: Cadernos CED. Florianópolis N. 17 (1991), p. 18-23

______. O contexto sócio político brasileiro e a educação nas décadas de 70/90. In: Contexto e educação. Ijuí, RS Vol. 6, n. 24 (out./dez. 1991), p. 43-57

______. Trabalho e educação. In: Cadernos de educação (Porto Alegre). Porto Alegre N. 10 (out. 1990), p. 82-87

______. Trabalho, conhecimento, consciência e a educação do trabalhador : impasses teóricos e práticos. In: Trabalho e conhecimento : dilemas na educação do trabalhador. São Paulo : Cortez, 1987. p. 13-26

______. A seletividade social no acesso e na universidade e a questão metodológica na investigação interdisciplinar. In: Espaço : cadernos de cultura Usu. Rio de Janeiro N. 12 (1989), p. 25-41
SAVIANI, Dermeval. Educação no Brasil : concepção e desafios para o século XX1. In: Cadernos de educação (Brasília). Brasília, DF Vol. 6, n. 15 (jun. 2001), p. 7-14

_________. História comparada da educação : algumas aproximações. In: História da educação. Pelotas, RS Vol. 5, n. 10 (out. 2001), p. 2-16

_________. Um barão brasileiro no Congresso Internacional de Buenos Aires : as idéias pedagógicas de Abílio César Borges, Barão de Macahubas. In: História da educação. Pelotas, RS Vol. 4, n. 7 (abr. 2000), p. 41-58

________. Da nova ldb ao novo plano nacional de educação : por uma outra política educacional. Campinas: Autores Associados, 1998. 169 p.

________. O problema da formação de professores na Itália. In: Formação de professores : a experiência internacional sob o olhar brasileiro. Campinas : Autores Associados, 1998. p. 115-157
________.Educação não é filantropia. In: Presença pedagógica. Belo Horizonte Vol. 3, n. 13 (jan./fev. 1997), p. 5-15

_______. Pedagogia histórico-crítica : primeiras aproximações. 6.ed. Campinas: Autores Associados, 1997. 128 p.

_______. A nova lei da educação : trajetória, limites e perspectivas. Campinas: Ed. Autores Associados, 1997. 242 p.

_______. A função docente e a produção do conhecimento. In: Educação e filosofia. Uberlândia, MG Vol. 11, n. 21-22 (jan./jun., jul./dez. 1997), p. 127-140

_______. Educação : do senso comum a consciência filosófica. 12.ed. Campinas: Autores Associados, 1996. 247 p. : il.

_______. Educação brasileira : estrutura e sistema. 7.ed. Campinas: Autores Associados, 1996. 161 p.

_______. Os saberes implicados na formacao do educador. In: Formacao do educador : dever do estado, tarefa da universidade. Sao Paulo : UNESP, 1996. p. 145-155

_______. Primórdios da instrução popular e a luta pela sua difusão : os casos da Itália e do Brasil. In: Educação (Santa Maria). Santa Maria, RS Vol. 20, n. 2 (1995), p. 55-63

_______. Educação e questões da atualidade. São Paulo: Cortez, c1991. 119 p.

_______. Problemas sociais e problemas de aprendizagem. In: Ande : revista da Associação Nacional de Educação. São Paulo Vol. 10, n. 17 (1991), p. 5-12

_______. Pedagogia histórico-crítica : primeiras aproximações. 2.ed. São Paulo: Cortez, 1991. 112 p.

_______. O pensamento da esquerda e a educação na república brasileira. In: Pro-posições. Campinas N. 3 (dez. 1990), p. 7-21

_______. Quais os novos rumos da educação brasileira?. In: Revista pedagógica. Belo Horizonte Vol. 7, n. 38 (mar./abr. 1989), p. 25-32

SAVIANI, Nereide. Saber escolar, currículo e didática : problemas da unidade contendo método no processo pedagógico. 2.ed.rev. Campinas: Autores Associados, 1998. 160 p.

_______. A conversao do conhecimento cientifico em saber escolar : uma luta ingloria?. In: Reuniao Anual da Anped (17. : 1994 : Caxambu). [Trabalhos Apresentados]. Caxambu : Anped, 1994. vol. 1, p. 133-154

______. Saber escolar, currículo e didática : problemas da unidade contendo método no processo pedagógico. Campinas: Autores Associados, c1994. 235 p.







Terça-feira, Agosto 31, 2004
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Olá para todos! Posto a mensagem da Márcia...andava ansiosa mesmo para entrar aqui, mas o tempo anda corrido. Abraços e bons estudos. Rita

Oi Rita!
Não consigo instalar o bloggar, pf envia p. mim. a mens p. Julia e o texto que escolhi sobre meu autor.
Pode ser? Agardeço imensamente.
Retorna p. mcruz.sl@maristas.org.br
[] Marcia

Olá Júlia!

Nossa turma iniciou o trabalho com muito ânimo. Dividimos grupos de trabalho por autores, fiquei com Moacir Gadotti. Vamos identificar o que há de Gramsci na teoria desenvolvida pelos autores.

Vou enviar um pequeno texto - entrevista sobre meu autor. Espero que esteja aproveitando!

[] Marcia

PERGUNTAS E RESPOSTAS APÓS
CONFERÊNCIA DO PROFESSOR MOACIR GADOTTI

Válter Vicente Sales Filho - Coordenador

Válter - Bom, eu tenho uma tarefa difícil, até uma missão impossível, porque as perguntas foram muitas. Então eu tentei, na medida em que eram recebidas, agrupá-las por tema. Acredito que será impossível responder bilhete por bilhete. Mas, talvez, blocos de temas. A gente tem um bloco que se refere à postura do educador: como é que ele, como pessoa, pode responder às exigências da educação. Um outro bloco que fala sobre políticas públicas, um bloco da ansiedade: o que fazer? O que fazer? Tem um bloco do eu te amo, nós te adoramos, você é essencial, bilhetinhos com elogios, algumas questões com experiências... Não sei por onde poderíamos começar... Mas o primeiro bloco se refere ao papel do educador, à participação pessoal do educador: o seu preparo, o seu envolvimento, o seu compromisso com a tarefa da educação.

Moacir Gadotti - Eu acho que, na fala, insisti muito sobre o nosso papel. Se nós estamos aqui, acho que quase a totalidade é de professores, é porque, muitas vezes, na segunda-feira de manhã, a gente se pergunta: o que é que eu estou fazendo aqui? Que sentido tem? Eu estou gastando a minha vida aqui, tendo que pedir licença de saúde para poder agüentar, faltando alguns dias para poder voltar. Então, eu acho que essa pergunta é uma pergunta que todos nós fazemos. Às vezes, diante de uma classe difícil, indisciplinada, que não está querendo nada com nada. Nós não podemos voltar as costas a essa realidade. Nós temos que nos perguntar, e nos perguntar juntos. Eu não posso levar para casa essa pergunta. Eu tenho que resolvê-la lá dentro da instituição. E colocá-la. E colocar as minhas dificuldades. Toda vez que eu, como professor, me isolei, tentei resolver sozinho, não deu certo. Tem que ser companheiro, aquilo que o Paulo Freire falou. Eu acho que o companheirismo é fundamental. Companheiro vem do latim. Eu gosto muito de latim e grego - estudei oito anos de latim e oito de grego - porque tem muitas palavras que, buscando a origem, a gente entende. Companheiro vem de companis, vem de repartir o pão. É muito boa essa expressão, companheiro, companheira. Eu acho que o sentido ninguém constrói sozinho. A gente constrói sempre junto com o outro. Preciso ser sintético, senão os outros blocos vão perder.

Válter - Nós temos muitas perguntas sobre a retórica da dominação. Em resumo:

"Nós temos 500 anos de história, há 500 anos se fala em transformação e há 500 anos prevalece a exclusão, prevalece a dominação. Essa retórica foi muito questionada neste bloco de questões."

Moacir Gadotti - Eu acho que há um discurso da transformação. Neste ano, vocês vão ver muita gente dizendo que a sua prioridade é a educação. Vai ter muita gente falando nisso. Acho que todos, sem exceção. O primeiro voto que eu dei foi em 1961. Desde essa época, desde que eu me conheço por gente, eu ouço esse discurso. Há uma retórica da transformação. Temos que examinar os atos: temos que examinar muito concretamente como é que isso se traduz nas práticas. O êxito ou fracasso dos partidos democráticos, das associações e sindicatos democráticos, se deve à coerência entre teoria e prática. Há muita gente que fala raivosamente de democracia. Se alguém tiver o livro Pedagogia da Autonomia, eu gostaria que lesse o último parágrafo, onde Paulo Freire falava disso. Se alguém tiver Pedagogia da Autonomia, pode jogar para mim que eu leio, para ver a resposta que o Paulo Freire daria a essa pergunta. Abra na última página, o último parágrafo. Eu disse que ia ler, mas numa voz feminina fica melhor. Leia você.

"Estou convencido, porém, de que a rigorosidade, a séria disciplina intelectual, o exercício da curiosidade epistemológica, não me fazem necessariamente um ser mal-amado, arrogante, cheio de mim mesmo. Ou, em outras palavras, não é a minha arrogância intelectual que fala da minha rigorosidade científica. Nem a arrogância é sinal de competência, nem a competência é a causa de arrogância. Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada o seu saber, os faria gente melhor. Gente mais gente."

Obrigado. Paulo Freire. Este país precisa de gente como o Paulo Freire - por isso é que eu coloquei a foto dele no último slide - que nos dá uma lição de vida fantástica. Uma lição de rigorosidade, mostrando que o intelectual - estou falando do intelectual progressista, crítico - tem que ser extremamente coerente. Não basta fazer um discurso da competência, um discurso da amorosidade. Eu acho que ele não consegue fazer, fica difícil - sobretudo o da liberdade e da igualdade - para quem não vive esses valores. O que impressiona em Paulo Freire é exatamente essa grande coerência entre a teoria e a prática. E é isso que faz dos freirianos gente muito fiel a essa questão da coerência.

Válter - Temos várias questões sobre eco-pedagogia.

"O que significa eco-pedagogia?"

Moacir Gadotti - "Eco" vem de oîkos, que significa casa, a nossa casa, que se chama Terra. E eco-pedagogia é uma pedagogia da Terra, uma pedagogia da amorosidade para com a Terra. Inicialmente, foi confundida com pedagogia do desenvolvimento sustentável. Hoje ela é entendida como muito mais do que pedagogia do desenvolvimento sustentável: é da sustentabilidade da própria vida. Eu vi que houve uma oficina - parabéns a quem fez, eu gostaria até de conhecer - sobre eco-pedagogia. A sustentabilidade é um dos eixos, um dos pilares da educação do futuro. Portanto, a eco-pedagogia tem tudo a trabalhar nessa direção. Quem quiser ler um pouco mais, pode ler o meu livro Pedagogia da Terra ou o livro do Francisco Gutiérrez, Eco-Pedagogia e Cidadania Planetária. É uma corrente nova de pensamento e de práticas, de ação, que não se confunde com a educação ambiental. Mas tem muito a ver com a educação ambiental no sentido não só de preservação da natureza, mas da própria transformação do ser humano, que recupera essa relação com a natureza. Eu acho que a pedagogia tradicional distancia o ser humano da natureza. A pedagogia nova reaproxima o ser humano da natureza. Como diz o Guimarães Rosa, "eu estou renascendo em cada ipê". Eu acho isso maravilhoso: é uma declaração eco-pedagógica: estou renascendo em cada ipê. É essa integração com a natureza que a eco-pedagogia trabalha. Além do saneamento básico, que tem que ser feito lá fora, a eco-pedagogia insiste que é preciso fazer um saneamento básico aqui dentro, para melhorar também a nossa forma de existir no planeta.

"De um lado a sociedade exclui e de outro a lei tenta proteger. O que o senhor acha do sistema de cotas?"

Moacir Gadotti - Nos Estados Unidos, eu vi a implantação do sistema de cotas como um passo provisório para se chegar a uma equalização social, a uma igualdade de diretos na sociedade. Portanto, neste momento, eu sou a favor, como medida de discriminação positiva, porque não basta proclamar a igualdade, é preciso procurar mecanismos e um dos mecanismos é a inclusão de setores que foram sempre excluídos. Eu nunca esqueço quando o Bispo Desmond Tutu chegou à nossa universidade, a USP, a alguns anos atrás, na época mais hedionda do apartheid social na África do Sul. Ele olhou para a nossa platéia e ficou espantado. E disse o seguinte: há mais negros nas universidades brancas do meu país, que é a África do Sul, do que nesta universidade. Por isso eu sou a favor das cotas.

Válter - Temos algumas questões sobre responsabilidade social e terceiro setor.

"Como é que isso pode atuar na transformação?"

Moacir Gadotti - Vocês já tiveram o debate com o Merege, com o Ladislau e com mais gente. Eu ficaria a tarde toda aqui, a noite toda, discutindo essa questão. A escola pública pode ser ajudada. Os amigos da escola são, sobretudo, aqueles que vão lá em Brasília defender 10% do orçamento. Esses são os primeiros amigos. Não adianta dar uma esmolinha para a escola, para pintar as paredes talvez, e lá no Congresso defender seis, cinco, quatro por cento do orçamento para a educação. Os bons amigos da escola são aqueles que vão lá defender os 10%. Eu aceito também que a empresa tenha responsabilidade, sou favorável a isso. Só que a empresa não pode dar o dinheiro. Ela tem que ir lá ver a escola, tem que ir lá e trabalhar, ver o projeto pedagógico, se inserir na luta. Não é doando coisas que vai melhorar a escola pública, mas interferindo nas políticas do Estado, pagando impostos, para que tenhamos mais recursos para a educação. Ou seja: a responsabilidade social da empresa tem que ser realçada. Eu acho fantástico esse grupo de empresários do Ethos e outros empresários do chamado Terceiro Setor, que vêm ajudando esses empresários a terem sensibilidade social. Mas é preciso ir além da pura doação e, sobretudo, do puro marketing. Que não usem a educação para o marketing. Fazer marketing social, tudo bem: que façam. Mas que façam algo mais do que o puro marketing e não usem a educação só para fazer marketing. É pouco, é muito pouco, o marketing social. Nós precisamos juntar forças, Estado e sociedade. Está na constituição: a educação é dever do Estado e responsabilidade da sociedade. Então, os empresários não estão fazendo nada mais do que assumir a sua responsabilidade, a parte deles. Que o façam de forma cooperativa, que se juntem a secretarias, que discutam os projetos pedagógicos, que entendam de educação. Não é só dar dinheiro para a educação. Podem dar dinheiro, precisamos de muito dinheiro. Educação precisa de muito dinheiro, de muito mais do que estamos recebendo. Precisamos de salários melhores para os professores, precisamos de condições de trabalho. Que se associem a nós nessa luta, no Congresso, para que não haja um veto ao Plano Nacional de Educação. Por que não assinam em baixo? Por que não vão lá e retiram os vetos ao Plano Nacional de Educação? Ainda dá tempo. Nós precisaríamos de 10% de nosso PIB para enfrentar a enorme defasagem. Até o Ministério apoiou essa proposta. Mas, na hora "h", os congressistas chegaram à conclusão de que não deviam dar mais recursos para a educação. Então, amigos da escola, sou a favor de todos os amigos da escola, mas é preciso saber quem são os verdadeiros amigos