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Sexta-feira, Julho 15, 2005
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Todo mundo vai virar suco
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#Tese examina como a teoria econômica transformou o conhecimento em capital e a pessoa, em empresa
"O capital intelectual é a matéria-prima da qual são feitos os resultados financeiros" (Thomas Stewart) Ganhar dinheiro na bolsa, converter os lucros no carro do ano, realizar viagens internacionais também todo ano -uma passagem obrigatória por Nova York ou conhecer lugares exóticos do Oriente-, comer ao menos uma vez nos restaurantes dos grandes chefs franceses da nouvelle cuisine, colecionar quadros de artistas emergentes, quiçá ouvir óperas no festival anual de Salzburg. Esta era a parte do ideal da vida dos "colarinhos brancos" que ganhavam dinheiro na década de 70 -os yuppies. Uma escada-rolante ascendente, que levava ao paraíso do consumo, seria a melhor metáfora para descrever sua percepção da vida naqueles anos já distantes do século passado. Trinta anos depois, o personagem que está na posição daquele yuppie -o executivo de uma empresa transnacional- pinta em novas cores o seu mundo: "A dinâmica hoje do mercado é uma escada rolante que desce. É para a empresa dessa forma, em relação ao mercado, e para a pessoa com relação à empresa. É tudo uma cadeia". Agora, já não é empregado, mas "associado" ou "colaborador" da transnacional. "Terceirizado", como dizemos caboclamente. Tem lá o contrato entre a sua "pessoa jurídica" e a transnacional, mas o vínculo é tênue. - por Carlos Alberto Dória [leia mais] Quinta-feira, Julho 14, 2005
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Rumo ao "capitalismo total"?
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#Dany-Robert Dufour [Le Monde Diplomatique, edição brasileira, ano 2, nº22] O neoliberalismo não visa apenas à destruição das instâncias coletivas construídas ao longo do tempo (família, sindicatos, partidos e, de uma maneira mais geral, a cultura), mas também à da forma indivíduo-sujeito surgida durante o período moderno (1). A fábrica do novo sujeito "pós-moderno", não-crítico e "psicotizante", resulta de um projeto perigosamente eficiente, no centro do qual se encontram duas importantes instituições que se dedicam devotadamente à sua execução: a televisão e uma nova escola, sensivelmente alterada por trinta anos das chamadas reformas democráticas" - que sempre operaram no sentido de enfraquecer a função crítica. O embrutecimento das crianças pela televisão começa muito cedo. Quando chegam à escola, já vêm empanturradas da telinha desde a mais tenra idade. O fato de se verem diante de um televisor antes de falarem é novo, do ponto de vista antropológico. O consumo de imagens chega a cinco horas por dia, nos Estados Unidos. segue no InTramse [
Entrevista com Chico de Oliveira
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#Colegas: Penso que vale a pena dar uma lida na entrevista que o Chico de Oliveira deu para o Brasil de Fato, e que está lá no In TRAMSE. Mara |