<?xml version='1.0' encoding='ISO-8859-1'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6636039</atom:id><lastBuildDate>Thu, 05 Mar 2009 02:30:07 +0000</lastBuildDate><title>Relendo Classicos</title><description>.:: espa&amp;ccedil;o onde alunos e alunas do PPGEDU da UFRGS interagem e refletem sobre suas leituras e atividades.</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/index.htm</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Suzana Gutierrez)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>253</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-1101067493074523823</guid><pubDate>Sat, 08 Nov 2008 13:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-13T16:51:22.261-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>informação</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comunicação</category><title>O satélite Simon Bolivar deixa a crítica fora de órbita</title><description>&lt;p class="headline-link"&gt;do &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4023&amp;amp;boletim_id=487&amp;amp;componente_id=8546"&gt;texto de Carlos Alberto de Almeida para a Agência Carta Maior&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;                                   "O lançamento do satélite Simon Bolívar pela Venezuela na semana que passou, numa cooperação tecnológica com a China, manda literalmente para o espaço e deixa fora de órbita a crítica anti-chavista, seja na lá como aqui no Brasil, onde alguns jornais, na impossibilidade de esconder completamente o acontecimento, embora quisessem, tentaram ironizar o fato de Hugo Chávez ter qualificado o novo aparato tecnológico como satélite socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pobreza da crítica é estarrecedora, obtusa e chega mesmo a escorregar para algo similar às chamas da Inquisição Medieval que queimaram Giordano Bruno e chegaram a chamuscar Galileu. Ou seja, é perigosa, revela a estatura político-intelectual dos responsáveis pela linha editorial desses meios de comunicação que deveriam funcionar como serviços públicos em sintonia com a Constituição."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E aqui? A mídia reconhecerá que se enganou nestes anos todos diante das transformações em curso na pátria de Bolíviar ou seguirá praticando não-jornalismo e afirmando que a Venezuela é ameaça ao Brasil? A Unesco reconheceu que a Venezuela é hoje um país livre do analfabetismo, e isto jamais foi notícia na mídia brasileira! A Venezuela paga hoje o mais elevado salário mínimo da América Latina e isto nunca foi notícia aqui! Venezuela e Cuba associaram-se para operar de catarata a 6 milhões de latino-americanos, gratuitamente, em dez anos, e isto nunca foi notícia na mídia verde-amarela! Será que são fatos irrelevantes???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o governo venezuelano, sob constantes ameaças de golpe de estado e intervenções externas, passou a reaparelhar suas forças armadas (como Lula pretende reaparelhar corretamente as brasileiras), soaram mais alto as vozes que falam em ?ameaça chavista?, sempre com espaços generosos na mídia. Mas, quando a Colômbia, que é o país proporcionalmente mais bem armado da região, recebeu 600 tanques dos EUA a título de combate à guerrilha, estas vozes ficaram em silêncio. Sequer balbuciaram jornalísticamente se é possível combater guerrilhas nas selvas com tanques??? Quando a Venezuela se propôs a comprar 150 aviões Tucanos do Brasil, transação comercial vetada pelos EUA, estas mesmas vozes sequer resmungaram qualquer crítica ou dúvida acerca das ameaças que tal proibição representa aos interesses da indústria nacional, nem sobre a prática do livre comércio, aqui violada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4023&amp;amp;boletim_id=487&amp;amp;componente_id=8546"&gt;leia na íntegra este texto&lt;/a&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/11/o-satlite-simon-bolivar-deixa-crtica.html</link><author>noreply@blogger.com (Suzana Gutierrez)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-2355603614013289816</guid><pubDate>Fri, 07 Nov 2008 22:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-07T20:19:40.200-02:00</atom:updated><title>Convites</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Convite 1, nas palavras do Prof. Manfroi:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;A mesa-redonda sobre &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Cyro Martins &lt;/span&gt;é no  dia &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;12, às 17h,&lt;/span&gt; no &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Santander Cultural&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Vou ver melhor a programação para citar  todos os componentes e a fala de cada um.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.waldomirocarlosmanfroi.com/pag1.htm"&gt;Convite&lt;/a&gt; 2:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Aproveito para te mandar a nova versão  do Tempo de viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;Convite 3:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muitas coisas belas na Feira do Livro...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; Convite 4:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defesa de Tese:&lt;br /&gt;Dia 14, próxima sexta, às 14 horas, Sala 703 da FACED.&lt;br /&gt;O sujeito sentir-pensante ... ANVISA/MS....&lt;br /&gt;Paulo Ricardo Santos Nunes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso encontro na próxima semana para continuarmos o trabalho que sentir-pensamos e também vimos fazendo juntos, incluindo  nossas imensas possibilidades, ... Incertezas... Amorosidades.&lt;br /&gt;Até lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/11/convites.html</link><author>noreply@blogger.com (Carmen Lucia)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-7455512490235426551</guid><pubDate>Fri, 10 Oct 2008 13:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-10T10:47:20.736-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neoliberalismo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>capitalismo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>crise</category><title>A Crise Financeira nos EUA e suas conseqüências sociais</title><description>por Nildo Viana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vem ocorrendo, é que o atual regime de acumulação ? o regime de acumulação integral, fundado no neoliberalismo, no toyotismo e no neo-imperialismo ? está morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise financeira norte-americana possui raízes bem mais profundas do que parece à primeira vista, bem como conseqüências sociais bem mais graves do que aparenta. O processo em curso atualmente não é um acontecimento extraordinário que emerge por razões casuais, mas é decorrência de um processo histórico e um conjunto de determinações mais amplas, cuja aparência pode enganar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma quase unanimidade em explicar a crise financeira norte-americana pelo aumento da taxa de juros para combater a inflação. Mas existem explicações um pouco diferentes, pois para os neoliberais mais conservadores, a crise é explicada pela intervenção estatal que geraria garantias e confiança fictícias. Há também aqueles, à esquerda, que colocam a crise de sobreacumulação como causa ou então os ciclos econômicos capitalistas, que, para alguns destes, gerariam (ou, para outros, já geraram) uma crise do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que pese exista momentos de verdade em todas estas análises, em sua totalidade e em si mesmas, são equivocadas. Uns enfatizam os ?fatores estruturais? e outros os ?conjunturais?, não percebendo que estão entrelaçados. Daí uns enxergam aproximação da ?crise final do capitalismo? e outros ?crise passageira?, com as abordagens intermediárias. As conseqüências poderiam ser a guerra e o colapso do capitalismo, gerando mais pobreza, conflitos, destruição e nova onda de guerras, na concepção mais estrutural enquanto que na concepção mais conjuntural, seriam falências, aumento da inflação, etc., que poderiam ter impacto maior ou menor, dependendo das medidas estatais e outras ações no mercado mundial para conter este processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;a href="http://www.ueg.br/especial/1216/A-Crise-Financeira-nos-EUA-e-suas-consequencias-sociais"&gt;continue lendo&lt;/a&gt;]</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/10/crise-financeira-nos-eua-e-suas.html</link><author>noreply@blogger.com (Suzana Gutierrez)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-2807339630097437943</guid><pubDate>Sat, 04 Oct 2008 21:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-04T18:12:14.808-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>charge</category><title>dizer de um modo divertido</title><description>mas, ir direto ao ponto :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_N9Q_ZRh70z0/SOfb4LhbpZI/AAAAAAAAAcQ/nsXeXOEnbSc/s1600-h/midia_carater.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_N9Q_ZRh70z0/SOfb4LhbpZI/AAAAAAAAAcQ/nsXeXOEnbSc/s400/midia_carater.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253409248563144082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/10/dizer-de-um-modo-divertido.html</link><author>noreply@blogger.com (Suzana Gutierrez)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N9Q_ZRh70z0/SOfb4LhbpZI/AAAAAAAAAcQ/nsXeXOEnbSc/s72-c/midia_carater.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-972889916676357335</guid><pubDate>Thu, 25 Sep 2008 10:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-25T07:36:59.765-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>mundo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><title>O massacre de Pando</title><description>Os testemunhos de camponeses que sobreviveram à emboscada executada por paramilitares fascistas e sicários peruanos e brasileiros contratados pelo governador Leopoldo Fernández. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cH8Y_FQAkuY&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cH8Y_FQAkuY&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: &lt;a href="http://www.socialismo.org.br/portal/comunicacao-social/86-documento/555-fascismo-na-bolivia-massacre-de-pando"&gt;Fundação Lauro Campos&lt;/a&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/09/o-massacre-de-pando.html</link><author>noreply@blogger.com (Suzana Gutierrez)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-1755738534099196041</guid><pubDate>Sun, 14 Sep 2008 01:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-13T22:26:04.958-03:00</atom:updated><title>Filmes</title><description>Gostaria de sugerir "Inconscientes", "Quando Nietzsche chorou", "Um ano bom", "Um dia sem mexicanos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que até terça já está bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço.</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/09/filmes.html</link><author>noreply@blogger.com (Marner)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-5740272386383015014</guid><pubDate>Thu, 11 Sep 2008 16:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-11T13:58:20.187-03:00</atom:updated><title>Sugestões de filmes...</title><description>Olá &lt;a href="mailto:tod@s"&gt;tod@s&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso último encontro, dia 09/09/2008, após a aula prolongamos nossos diálogos no bar do Antônio... Conversamos sobre alguns filmes e as colegas sugeriram que postasse em nosso Blog para que pudessem ter a lista de títulos e tentar buscá-los... encaminho alguns. Peço que Marner e os demais que tiverem sugestões postem também... dos títulos que estou postando tenho quase todos, ou todos... mas estão gravados como "mpeg" por isso só podem ser assistidos no computador ou em algum DVD que leia esse tipo de arquivo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Revolução não será televisionada;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ernesto Che Guevara: Homem, companheiro e amigo;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tiros em Columbine;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vlado - 30 anos depois;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vinicius de Moraes - o filme;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Carteiro e o Poeta;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Machuca;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vozes inocentes;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O fauloso destino de Amelie Poulan;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A voz do coração;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A jornada da Alma;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O labirinto do fauno;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A lingua das mariposas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou disponível para conseguir os filmes caso não os encontrem...&lt;br /&gt;Abraços Fraternos... Elen</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/09/sugestes-de-filmes.html</link><author>noreply@blogger.com (Elen Tavares)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-7448074116537648787</guid><pubDate>Wed, 10 Sep 2008 21:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-13T22:20:05.566-03:00</atom:updated><title>Encontro de 09 de setembro</title><description>José Martí e Nahuel Moreno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo apresentou a trajetória histórica e política de José Martí, com base na obra: Política de Nuestra América - José Martí. Fondo Cultural del Alba, 2006. ISBN 959.19.0008.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martí teve influência de um professor no equivalente ao ensino médio, sensível a literatura e poesia, que o estimulou para a política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceitos trabalhados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opressor e oprimido - Martí faz um tratamento dialético desta relação, em que a síntese é o mestiço. Comentamos que este mestiço é dialético exatamente porque é opressor e oprimido ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colonizador e descolonizado - Martí, na época da tentativa de independência cubana da Espanha, já trata da segunda independência, que é dos Estados Unidos. A relação não é da civilização e barbárie, mas sim da falsa inteligência superior e natureza. A barbárie vem da Europa. As mudanças não podem ser formais, e sim essenciais. Nenhum livro europeu ou ianque davam-lhe a chave do enigma hispanoamericano. "Não apenas troca da forma de governar, mas uma troca de espírito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epistemologia negativa - Conhecer primeiro a "nossa Grécia". Estudar as nossas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Democracia - culto aos cubanos e desenvolvimento pleno do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martí não faz referência ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nahuel Moreno - trotskista, autor de (entre outros) Lógica Marxista e Conversando com Moreno. É citado como um pensador relevante para o entendimento do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário do relator:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter gostado particularmente da discussão gerada no encontro, senti falta de um estudo dos conceitos. Como proposto no encontro anterior, sugiro que estudemos, em cada um dos autores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de humano existente em suas obras. Em outras palavras, qual é a antropologia contida no pensamento do autor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de educação, ou qual a epistemologia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de natureza enquanto meio ambiente, ou a ecologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes conceitos servem como fio condutor para o seminário e, a meu ver, não impedem a discussão e o estudo de outros aspectos que possam ser tão ou mais relevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todos.</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/09/encontro-de-09-de-setembro.html</link><author>noreply@blogger.com (Marner)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-1029529888395462903</guid><pubDate>Sun, 07 Sep 2008 23:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-07T20:26:42.454-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>porto alegre</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>livros</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>eventos</category><title>A trama do conhecimento e o drama da escrita</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/uploaded_images/lucidio2-763388.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/uploaded_images/lucidio2-763339.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;Lançamento em Porto Alegre do livro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A TRAMA DO CONHECIMENTO: Teoria,método e escrita em ciência e pesquisa&lt;/span&gt;, do Prof. Dr. Lucídio Bianchetti. Atenção para a palestra imperdível. Recomendo mesmo!&lt;/span&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/09/trama-do-conhecimento-e-o-drama-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Suzana Gutierrez)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-6284261532975384341</guid><pubDate>Sat, 06 Sep 2008 00:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-07T20:32:22.657-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>tupamaros</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>argentina</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>chile</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>costa-gravas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>pinochet</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>patrício guzmán</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>história</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>uruguai</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>grécia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>salvador allende</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>filmes</category><title>Filmografia</title><description>&lt;strong&gt;A Batalha do Chile I&lt;/strong&gt; (1975)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Batalha do Chile II&lt;/strong&gt; (1977)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Batalha do Chile III&lt;/strong&gt; (1979)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Extras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Diretor Patrício Guzmán&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Considerado um dos melhores e mais completos documentários latino-americanos, A Batalha do Chile é o resultado de seis anos de trabalho do cineasta Patrício Guzmán. Dividido em três partes (A insurreição da burguesia, O golpe militar e O poder popular), o filme cobre um dos períodos mais turbulentos da história do Chile, a partir dos esforços do presidente Salvador Allende em implantar um regime socialista (valendo-se da estrutura democrática) até as brutais conseqüências do golpe de estado que, em 1974, instaurou a ditadura do general Augusto Pinochet. Essa edição especial se completa com outros dois documentários: Patrício Guzmán: um história chilena, sobre a trajetória única do autor de A Batalha do Chile, e A resistência final de Salvador Allende, uma reconstituição dos últimos momentos de Allende antes do golpe. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Missing&lt;/strong&gt; (Desaparecido -1982)&lt;br /&gt;Diretor Costa-Gavras&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Num restaurante em Santiago do Chile, um jovem jornalista norte-americano, residente nesse país, acaba escutando uma conversa na mesa ao lado, entre um agente da CIA e militares chilenos, que deixa clara a participação do governo norte-americano no golpe militar que depôs o governo socialista de Salvador Allende e inaugurou a ditadura do general Augusto Pinochet.A obra de Costa Gavras focaliza inicialmente o cotidiano do jornalista no Chile, até seu desaparecimento, dias após o golpe de Estado do general Pinochet. O filme prossegue até o final com a busca desesperada do pai e da mulher do jornalista, na tentativa de encontrá-lo.O Chile pós-golpe de Estado, os primeiros dias da repressão e todo horror da ditadura chilena, considerada uma das mais violentas da América Latina, são fielmente retratados pelo filme, que venceu a Palma de Ouro e o prêmio de melhor ator no festival de Cannes, além do Oscar de melhor roteiro adaptado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Z &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Diretor Costa-Gavras&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Z é o filme mais importante da carreira do cineasta Constantin Costa-Gavras. Depois que um político da esquerda grega, interpretado por Yves Montand, é assassinado enquanto se prepara para fazer um discurso contra o governo, um investigador (Jean-Louis Trintignant) é encarregado do caso. Quanto mais ele se aprofunda, mais descobre até onde os políticos de direita estão dispostos a ir para encobrir o assassinato. Um eletrizante suspense inspirado na política grega numa época conturbada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estado de Sítio&lt;/strong&gt; (1973)&lt;br /&gt;Diretor Costa-Gavras&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em uma ousada operação tática, o grupo guerrilheiro Tupamaro seqüestra o cônsul brasileiro no Uruguai e o cidadão norte-americano Philip Michael Santore (Yves Montand), funcionário de uma agência americana. Com o sucesso da operação, os Tupamaros partem para a segunda faze do plano: negociações exigindo a troca dos seqüestrados por militantes presos. O incidente causa grande repercussão internacional e diplomática, deixando o governo em xeque e o presidente uruguaio próximo da renúncia. Enquanto isso, o líder do grupo foca as atenções no interrogatório do americano Santore, a quem atribui a responsabilidade direta na seleção e treinamento de vários policiais militares em tortura, antenados e na articulação do Esquadrão da Morte. Um filme surpreendente e esclarecedor do mestre do cinema político Costa-Gavras que desvenda de forma brilhante vários fatos da nossa história recente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A História Oficial &lt;/strong&gt;(1985)&lt;br /&gt;Diretor Luis Puenzo&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma história emocionante, que mostra de forma dramática um dos períodos mais sombrios das últimas décadas na Argentina.  Na Buenos Aires dos anos 80, Alicia e seu marido Roberto vivem tranqüilamente com Gaby, sua filha adotiva. Porém, após o reencontro com uma velha amiga recém-chegada do exílio, Alicia começa a tomar conhecimento da cruel realidade do regime militar argentino, passando a questionar todas as suas certezas e o que considerava como verdade. Uma realidade para a qual Alicia não estava preparada, mas que agora terá de enfrentar com todas as suas conseqüências. Um dos mais importantes filmes do cinema político mundial, A História Oficial é vencedor de vários festivais de cinema internacionais, incluindo o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, além da Palma de Ouro de Melhor Atriz para Norma Aleandro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chove sobre Santiago &lt;/strong&gt;(1973)&lt;br /&gt;Diretor Helvio Soto&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O processo de nacionalização imposto pelo governo de Allende, teve seu ponto máximo com a nacionalização das minas de cobre. Esta foi a bomba que detonou o definitivo mal estar entre as forças armadas que com o apoio de Washington e o apoio das multinacionais, desencadeou o cruento golpe de estado de "11 de setembro de 1973". Trabalhadores, estudantes, sindicatos, todos em acordo para salvar o governo democrático, sob o nome de "Chove sobre Santiago". O exército sob o comando de Pinochet decidiu acabar com a experiência socialista de Salvador Allende. Impressionante e autêntico testemunho do período socialista da Unidade Popular no Chile. &lt;/em&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/09/filmografia.html</link><author>tatits@ig.com.br (Tatiana)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-2716314670212742658</guid><pubDate>Tue, 26 Aug 2008 23:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-26T23:51:36.825-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>galeano</category><title>Escrever para pensar</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não faz muito, aliás faz bem pouco :), que usei esta frase tomada emprestada do artigo do Prof Mário Osório Marques, no livro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Bússola do Escrever&lt;/span&gt;*. Pois é assim que inicio esta pequena conversa que tem como provocação o posfácio de Eduardo Galeano para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As veias abertas da américa latina&lt;/span&gt;**.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como escrever movimenta as idéias, o tempo mexe com a história. Lembrar 1978, data em que o posfácio foi escrito, sete anos após a publicação do livro, remete às mudanças e salienta de modo contundente as permanências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os pontos que Galeano resgata do tempo, o "passado convocado pelo presente" (p. 341), quero falar sobre a tecnologia, em especial sobre as tecnologias da informação e da comunicação. Se a história é sempre a história dos vencedores, hoje ela se reafirma como a história dos donos da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1971, havia 15 nós de rede, conectando 23 servidores, todos nos Estados Unidos. Foi neste ano, também, que foi criada a tecnologia de correio eletrônico e a informação ganhou um novo espaço de circulação.  Hoje, os nós se contam em milhões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monstro que habitava alguma sala especial e vomitava cartões perfurados foi diminuindo de tamanho e crescendo em potência, cada vez mais invisível e pervasivo.  Num determinado momento,  otimistas e utópicos pensaram que enfim se aproximava a realização do sonho de Marx, o tempo livre, a libertação do trabalho. Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos anos 70 intensifica-se o processo de globalização. É um período muito instável, marcado pela progressiva reestruturação econômica, social e política. Os altos e baixos e as novas experiências vivenciadas, tanto na organização industrial quanto no terreno político e social, apontavam para uma transição no modo de acumulação.  Foi a transição do período de predominância do fordismo para o período que David Harvey (2001***) chama de acumulação flexível. &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galeano, em 1978,  diz que é possível a convivência da mais alta tecnologia com os mais baixos salários. Podemos dizer que, nos dias de hoje, salário e tecnologia são apenas parte de uma totalidade de relações muito mais complicadas.  Reeditar alguma idéia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ludita&lt;/span&gt; poderia acabar numa proposta de cortar o próprio braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos das comunicações instantâneas a exploração muda de roupa e de endereço num piscar de olhos. Pior! Se a sua cabeça está num continente, seus pés podem estar noutro e vice-versa. A dança das mercadorias não perdeu nada da sua crueldade, ganhou em abstração e intensificou seu ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é a velocidade ou a ideologia que distorce, o certo é que tudo tende a virar o seu contrário. Os opostos não mais se distinguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em construção)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;* BIANCHETTI,             L.; MACHADO, A. (Orgs.). A bússola do escrever:             desafios e estratégias na orientação de teses e dissertações.             Florianópolis/São Paulo: Editora da UFSC/Cortez Editora, 2002.&lt;br /&gt;** GALEANO, E. As veias abertas da américa latina.São Paulo: Paz e Terra, 2007.&lt;br /&gt;*** HARVEY, David. Condição pós-moderna. 10 ed. São Paulo: Loyola, 2001.349p.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2008/08/escrever-para-pensar.html</link><author>noreply@blogger.com (Suzana Gutierrez)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-5915364829959599287</guid><pubDate>Tue, 26 Aug 2008 19:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-26T18:18:47.493-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>postagem</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>uso do blog</category><title>Como Postar - versão 2008</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;Entre em &lt;a href="http://www.blogger.com/" target="_blank"&gt;http://www.blogger.com&lt;/a&gt;,  preencha nome de usuário (parte inicial do email do gmail - antes da @) e a sua senha. Clique no botão &lt;b&gt; login&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;Aparecerá um painel contendo o nosso blog &lt;a href="http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/" target="_blank"&gt;Relendo Classicos&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;Abaixo do nome do blog, clique no botão "Nova Postagem".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;1 - No campo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Título&lt;/span&gt; coloque o título de sua postagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;2 - No campo maior (Aba &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Escrever&lt;/span&gt;) digite a postagem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;)) Evite "colar textos" copiados de arquivos .doc (word ou Open Office),  .pdf (Acrobat) ou de mensagens de correio eletrônico. Antes cole-os no Notepad (Bloco de Notas) e copie dali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;)) Use as ferramentas da barra para formatar o seu texto. Aproximando o mouse dos ícones você poderá ler para que eles servem. Se for usar imagens, procure não usar as muito grandes ou pesadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;3 - No campo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcadores&lt;/span&gt; digite palavras-chaves, separadas por vírgulas, que classifiquem o assunto. Por exemplo, esta postagem poderia ser classificada como: tutorial, &lt;/span&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;uso do blog, &lt;/span&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;postagem &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;)) Os marcadores servem para reunir assuntos específicos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;4 - O campo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Opções de Postagem &lt;/span&gt;é possível verificar e adequar data e hora de postagem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;)) Caso você queira fazer uma postagem pré-datada (mas com fundos :))) use o seguinte endereço de acesso: http://draft.blogger.com e, nas opções de postagem, coloque a data e hora desejadas e, depois clique em publicar postagem. Ela só aparecerá no blog na hora certa. (isso só funciona se você usar o endereço draft....)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;5 - Finalize clicando em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Publicar Postagem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="rss:item"&gt;)) Caso queira alterar alguma coisa, clique na aba &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Editar Postagens&lt;/span&gt;, localize a sua postagem, edite  e faça as alterações. 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Mesmo que possamos, através de alguma intervenção, contribuir para que uma pessoa possa sentir-se cuidada, acolhida, recuperada, acabamos por nos deter muito no fisiológico, no medicamento, em técnicas e tecnologias.&lt;br /&gt;Em Saúde Coletiva isso não basta, porque se nos limitarmos às técnicas, aos discursos tradicionais, não vamos conseguir que as coisas se transformem. As discussões durante as aulas estão me fazendo perceber melhor o que falta para uma ação educadora, que possa mudar a maneira como fazemos ?saúde? no país, nós, trabalhadores que recebemos salário para recuperar uma função de uma pessoa, que temos  "autorização para" definir o que é ou não ser saudável (devemos refletir sobre como e para quê nos foi dado este poder), que podemos dizer para qualquer um o que deve ou não deve fazer para ser saudável, mas que pouco vemos sobre como podemos estar perpetuando modos de cuidar descolados da realidade, da história, da cultura das pessoas.&lt;br /&gt;Saímos da Faculdade chamando as pessoas de ?pacientes?; falamos sobre integralidade sem conseguirmos fugir do fragmentado; nem sempre conseguimos perceber o que realmente aflige quem nos procura por sermos ?doutores?; fazemos palestras - inclusive nas escolas - quando queremos "educar" para a saúde; falamos sobre geração de renda, segurança alimentar, cidadania, conselhos de saúde, lazer, mas nossas ações são pontuais, descontinuadas e até pouco atraentes para as pessoas, o que nos frusta e nos faz assumir uma postura de ?não adianta?...&lt;br /&gt;Nunca ouvi, dentro das salas de aula e laboratórios durante a minha graduação ou em reuniões de equipes nos serviços de saúde em que atuei, ou em mutirões, eventos, campanhas, reuniões, oficinas ? que são recursos que utilizamos em nosso trabalho ? qualquer referência a ?luta de classes?, ?correlação de forças?, ?ideologia?, "hegemonia" e outros conceitos com que temos trabalhado. Se o que está por trás destas palavras é o entendimento de como as relações de um (grupo) com o outro se constroem para perpetuar exploração, submissão, fome e desvalia, há que se encontrar um modo de semear essas discussões em mais espaços, mesmo que muitos movimentos sejam feitos no sentido de silenciar vozes e consciências.&lt;br /&gt;Tendo sido desafiada a escrever ? por mim inclusive ? e ainda tentando organizar as idéias, resolvi colocar aqui um pouco do que me vem ?atormentando?, eu, que tenho despertado aos poucos e que gostaria que estas reflexões pudessem amadurecer cada vez mais e serem oportunizadas para que outros pudessem experienciar um pouco desta distonia com o modo tradicional, dependizador e conservador de trabalhar e educar para a saúde que estou vivendo.&lt;/span&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/11/algumas-idias-de-uma-enfermeira.html</link><author>noreply@blogger.com (classicos)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-116197490687726723</guid><pubDate>Fri, 27 Oct 2006 18:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-10-27T15:48:26.893-03:00</atom:updated><title>Reflexões de uma professora no "dia do Professor"</title><description>Caros alun@s!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pode parecer um desabafo, apenas uma homenagem ao dia que reverencia &lt;br /&gt;nosso trabalho, mas é hoje, realmente a reflexão de hoje, sobre o &lt;br /&gt;trabalho que fazemos como professores e professoras.&lt;br /&gt;Abraços e o convite para seguirmos vivendo este educar e educar-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos atrás assistindo uma palestra de especialista (não lembro quem, pois a memória me trai) ouvi: - "meu mérito não vem de ensinar aos "bons alunos", pois estes aprendem apesar de mim, meu desafio e também o meu melhor trabalho é identificar os alunos que tem as maiores dificuldades para aprender, trabalhar com eles e levá-los ao seu melhor aprendizado". O trabalho do professor e da professora assalariado, explorado, vendido como força de trabalho que produz mais-valia, em seu modo mais perverso, produzindo mais força de trabalho, porque trabalho humano, realizado por sujeitos, necessariamente exige que tenha que "estar por inteiro", de corpo, de mente (razão) e de coração (sentimento , emoções). Enquanto vivência produz saberes de experiência feitos. È aqui que nossa humanidade nos "consome". Quais nossos compromissos, comprometimentos? Entre a data escolhida por sua oficialidade (origem do dia do professor) e o cotidiano que propõe incorporar "novas tecnologias", as Tecnologias Educacionais Informatizadas(TEIs), conhecemos as tecnologias do humano?&lt;br /&gt;Aquelas que exigem o respeito a si mesmo e ao outro, compromisso consigo mesmo, com o outros e com o mundo onde se vive são conhecidas? As delicadezas ao ocupar o "espaço da aula", na troca com colegas, com professo@s, com tutor@s e alun@s? Tenho e temos sido capazes de, além de preencher os "currículos Lattes" e escrever textos (critério básico para qualquer progressão funcional na Universidade), ensinar para aqueles alunos que tem os menores saberes acadêmicos? Tenho e temos sido capazes de trabalhar com suas melhores potencialidades sem deixá-l@s para traz na caminhada que eles se propõe a fazer? "O que fazer?"&lt;br /&gt;Na homenagem de um ex-aluno me vejo uma professora que superando a dor do corpo dava aulas mesmo com um ligamento do tornozelo rompido, de muletas. Mas e os que as usam cotidianamente e sempre. Por absoluta necessidade não o fazem? Mais, como ficar em casa e com 75% do salário mensal, recebidos 60 dias depois numa licença saúde pelo INSS, na década de 90? Como sobreviver?&lt;br /&gt;Estar numa sala de aula presencial, onde alunos consideram natural o preconceito e aceitável a discriminação e a argumentação sobre o ter ou não ter cinco dedos na mão, para não esquecer o exemplo do dia? Tudo isto me faz perguntar: como viver?&lt;br /&gt;Como Gramsci "odeio os indiferentes" e se o trabalho é o me faz sujeito de minha história pessoal, como parte do mundo, estou por inteiro. Mergulhada neste processo de educar e educar-me para ensinar o que sei e também o que não sei, para quem sabe ir só e para quem quer andar junto, sonhando com o possível para mim, para o outro e para o mundo no qual vivo. Vamos?&lt;br /&gt;Carmen Lucia Bezerra Machado</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/10/reflexes-de-uma-professora-no-dia-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Carmen Lucia)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-115652608450730746</guid><pubDate>Fri, 25 Aug 2006 16:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-08-25T14:14:44.536-03:00</atom:updated><title>Leituras para a próxima aula - 29/08</title><description>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;OLIVEIRA, Francisco de. Privatização do público, destituição da fala e anulação da política: o totalitarismo neoliberal. In: Oliveira, F e Paoli, M. C. (Orgs) Os sentidos da democracia, Nedic/FAPESP/Editora Vozes: Rio de Janeiro, 1999. p. 55-81.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Entrevista dada por Francisco de Oliveira para a Folha de São Paulo: "A política interna se tornou irrelevante" disponível no endereço: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u80641.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u80641.shtml&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Caderno Mais! Folha de S. Paulo, 21 nov. 1999. Pensadores Brasileiros escrevem sobre correlações de força em Gramsci. &lt;a href="http://www.artnet.com.br/gramsci/arquiv114.htm"&gt;http://www.artnet.com.br/gramsci/arquiv114.htm&lt;/a&gt;O texto mesmo do Gramsci só impresso. Há monopólios.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/08/leituras-para-prxima-aula-2908.html</link><author>noreply@blogger.com (classicos)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-115275070632059284</guid><pubDate>Thu, 13 Jul 2006 00:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-07-12T21:31:46.360-03:00</atom:updated><title>ideologia e classe dominante: a hegemonia construída e reproduzida na escola?</title><description>Ideologia e classe dominante: hegemonia construída e reproduzida na escola?&lt;br /&gt;                                                                                                              Zientarski, Clarice&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;                Tratar da escola, do papel do educador como intelectual e as possibilidades e limites que se estabelecem nestas práticas implica em conhecer a realidade social brasileira e nela entender a educação em seu papel de mediação ativa numa sociedade capitalista hierárquica e centralizadora. Isso leva à busca das origens e das idéias que se produziram e se estabeleceram para manter ou modificar a ordem vigente, o que passa necessariamente pela análise da forma como a ordem capitalista implantada no país se efetiva, pois ela determina mais do que uma organização econômica, uma cultura, uma filosofia, uma concepção de mundo e um modo de vida.&lt;br /&gt;               A educação, quando apreendida no plano de determinações e relações e sendo ela mesma constituída e constituinte dessas relações, apresenta-se historicamente como um campo de disputa hegemônica.Essa disputa se dá na perspectiva de articular as concepções, na organização dos processos, nos conteúdos educativos, nas relações sociais e nas pressões sofridas por diferentes segmentos que se estabelecem na escola.&lt;br /&gt;                Nesse sentido, é impossível tratar sobre a escola sem considerar a ligação que se estabelece entre educação e sociedade, nem ignorar as questões que buscam apreender a função social da educação na produção e reprodução das relações sociais, pois a educação só tem sentido integrada ao processo de transformação da sociedade, presente na totalidade histórica e cooperando no processo de incorporação de novos grupos e novos indivíduos ao processo hegemônico. &lt;br /&gt;              O papel que a educação desempenha tanto em relação à hegemonia como na contra-ideologia visam o ser humano e as relações que se estabelecem e que têm por objetivo modificar ou manter uma estrutura social levando em conta o homem como ser concreto, histórico e, de acordo com Gramsci, tratando-se de saber como o homem entra em contato historicamente com os demais homens e com a natureza.&lt;br /&gt;          Para realizar a função hegemônica a classe hegemônica recorre ao que Gramsci chama de instituições privadas, dentre elas, a escola.Portanto, para entender e analisar como se dá este processo, também pela compreensão de que ?a boa teoria é uma abstração do real, mas no sentido positivo de sintetizá-lo, de pôr entre parênteses determinados aspectos circunstanciais ou particulares para verificar o que existe de universal, de essencial, que lhe dá sentido e especificidade? (Paro, 2001.p.33), recorro ao pensamento de Gramsci que sustenta a afirmativa da hegemonia da classe dominante e esclarece como se dá a construção da hegemonia.&lt;br /&gt;           Como ponto de partida serão analisados os conceitos de ?hegemonia?, ?educação? e ?intelectuais?, escolha esta motivada pela ligação mais estreita que se apresenta entre estes conceitos e o tema proposto.&lt;br /&gt; A construção da hegemonia e a luta das classes sociais&lt;br /&gt;             Etimologicamente, hegemonia deriva do grego eghestai, que significa "conduzir", "ser guia", "ser chefe" e do verbo eghemoneuo que quer dizer "conduzir" e, por derivação "ser chefe", "comandar", "dominar". Eghemonia, no grego antigo, era a designação para o comando supremo das Forças Armadas. Trata-se, portanto, de uma terminologia com conotação militar. O eghemon era o condottiere, o guia e também o comandante do exército (Jesus, 1989, p.31).&lt;br /&gt;             Para Gramsci, a hegemonia não é um sistema formal fechado, absolutamente homogêneo e articulado (estes sistemas nunca ocorrem na realidade prática, só no papel, por isso, são tão cômodos, fáceis, abstratos e esmiuçados), mas nunca explicam os acontecimentos numa sociedade particular determinada. A hegemonia, pelo contrário, é um processo que expressa a consciência e os valores organizados praticamente por significados específicos e dominantes, num processo social vivido de maneira contraditória, incompleta e, até muitas vezes, difusa.&lt;br /&gt;             Ao longo do tempo este termo foi sendo aplicado a outros campos, mas embora se destacando nos aspectos político-militares, conservou suas características de caráter político de domínio e direção.Nos tempos modernos, que é o tempo histórico que estou tratando neste artigo, acentuou-se o uso do termo hegemonia de classes representando o poder de uma classe sobre a outra.&lt;br /&gt;             No que diz respeito às classes sociais convém lembrar, segundo Engels, que foi Marx quem descobriu a grande lei da história,&lt;br /&gt;                                               Lei segundo a qual todas as lutas históricas se desenvolvem quer no domínio político, religioso, filosófico, quer em outro qualquer campo ideológico, são, na realidade, apenas a expressão mais ou menos claras de lutas entre classes sociais, e que a existência e, portanto,também os conflitos entre estas classes são, por sua vez,condicionados pelo grau de desenvolvimento de sua situação econômica, pelo seu modo de produção e de troca,que é determinado pelo precedente ( Engels,1885,In dezoito Brumário,p.13,2004).&lt;br /&gt;                 Para Marx a história de todas as sociedades, desde o aparecimento da propriedade privada, tem sido a história da luta de classes.Gramsci reafirma este pensamento ao dizer que é durante o processo de organização que as classes sociais buscam a construção da hegemonia na constituição de relações de forças que são ?a avaliação dos graus da homogeneidade, autoconsciência e organização atingida pelos vários grupos sociais. Esse momento por sua vez, pode ser analisado e diferenciado em vários graus que correspondem a momentos diversos de consciência política coletiva, assim como tem se manifestado até agora na história? (Gramsci, 2004.p.49).&lt;br /&gt;           De acordo com Ribeiro (1999)&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, é a propriedade dos meios de produção, por oposição à não propriedade destes meios que se constitui no elemento definidor dos interesses que colocam em posições antagônicas as classes, pois:&lt;br /&gt;                                       Os capitalistas enquanto proprietários do capital e os operários enquanto possuidores de sua energia, sem a qual os meios de produção apropriados pelo capitalista não funcionam.Por isso, o interesse básico que define os antagonismos e, conseqüentemente, a relação entre as classes, é a propriedade privada dos meios de produção definindo também esta relação como luta, ou mesmo como uma guerra de classes. (Ribeiro, 1999, p.148).&lt;br /&gt;        Para Gramsci, a hegemonia da civilização burguesa se perpetua na sociedade através de atividades e iniciativas de uma ampla rede de organizações culturais, movimentos políticos e instituições educacionais que difundem sua concepção de mundo e seus valores capilarmente pela sociedade.&lt;br /&gt;          Portanto, em Gramsci, a hegemonia é apresentada em toda a sua plenitude, isto é, não atinge apenas a estrutura econômica e a organização política da sociedade, mas, também age sobre o modo de pensar, de conhecer e sobre as orientações ideológicas e culturais.&lt;br /&gt;           Segundo o próprio Gramsci, é a prática política da classe dominante, nas sociedades capitalistas avançadas, que visa a constituição da ficção de um interesse geral buscando com isto suscitar o consentimento ativo dos dominados, através da elaboração de uma função ideológica particular.Isto caracteriza o exercício não coercitivo do domínio e da dominação de classe pela hegemonia ideológica, porque a dominação de classe pode fazer adotar os seus valores e as suas convicções pelo restante da sociedade através de instâncias de socialização sem ter de recorrer à força ou à repressão Isto na escola assume características próprias, é o que veremos a seguir.&lt;br /&gt;A Categoria - educação ? e, a escola reproduzindo a dominação de classe.&lt;br /&gt;        Os conceitos de sociedade civil e de hegemonia permitem pensar a educação tanto como instrumento de dominação e reprodução das relações sociais quanto de emancipação. À medida que Gramsci admite que na sociedade civil circulam ideologias, ele admite que ?nela a classe hegemônica procura impor à classe subalterna sua concepção de mundo que, aceita e assimilada vai constituir o senso comum? (Freitag, 1986,p.38).&lt;br /&gt;           A educação representa para a sociedade mais do que uma organização econômica que gera despesas ou lucro, tanto para o poder público, como para a sociedade civil, seja ela a classe dominante ou dominada. Ela representa também uma concepção de mundo, uma ideologia que reflete a concepção de mundo da sociedade na qual está inserida.&lt;br /&gt;            Todos os ?socialistas utópicos, todos os anarquistas chamaram a atenção e, ainda mais, confiaram no ensino e na instrução como instrumentos de transformação? (Marx e Engels,1992,p.2). Para eles, a educação, a ciência e a extensão do conhecimento podem levar os seres humanos à emancipação e à libertação das forças opressoras.&lt;br /&gt;           Gramsci concebe a hegemonia como uma relação educacional; a educação equivale às operações fundamentais da hegemonia. A educação, neste caso, entendida em sentido mais amplo envolve as relações existentes em toda a sociedade, entre amplas camadas de indivíduos de intelectuais e não intelectuais entre dirigentes e dirigidos, entre elites e seguidores, entre governantes e governados.Para o autor, toda relação de hegemonia é uma relação pedagógica.&lt;br /&gt;           Azevedo (2001), diz que a educação é compreendida por Marx como ?um dos instrumentos de apoio na organização e na luta do proletariado contra a burguesia, muito embora questione o papel do Estado burguês como o responsável pela educação popular? (Azevedo, 2001, p40).&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;            As relações educacionais constituem o próprio núcleo da hegemonia; portanto, qualquer análise sobre a hegemonia vai implicar em um estudo cuidadoso sobre as atividades e instituições educacionais, pois, nem sempre as complexidades da hegemonia nem o significado da educação podem ser entendidos enquanto se pensar a educação exclusivamente em termos de ?relações escolares? (Buttieg, 2003, p.47).&lt;br /&gt;            O que se percebe, entretanto, com respeito à escola, é que ela enquanto instituição inserida numa sociedade capitalista aparece como uma instituição neutra dissociada de qualquer influência social. Isto é referendado por Althusser (1987, p.57), quando afirma que na ideologia capitalista tecnoburocrática, a escola está representada como ?neutra, desprovida de ideologia?, já que é necessário ao regime burguês camuflar os conflitos de interesses sociais.&lt;br /&gt;           Este caráter neutro a ela imputado, faz com que a escola sofra enormes pressões de diferentes segmentos incorporando os valores desta sociedade, o que a confirma como uma instituição política destituída de qualquer neutralidade. Neste contexto a instituição educativa recebe pressões externas e a sociedade tem demonstrado seu desagrado em relação ao trabalho realizado pelas instituições e pelos educadores, visto os resultados do fracasso escolar, amplamente divulgado no país e em órgãos internacionais.&lt;br /&gt;          Isto revela o quanto a instituição educativa e os educadores vêm sendo cobrados no sentido de dar respostas para os problemas que se apresentam na escola e que são reflexos sociais por estar carregada de uma racionalidade ligada ao papel político que a educação desempenha na sociedade marcada pelo antagonismo entre classes sociais, no qual uma delas emerge como dominante procurando manter o domínio e a direção sobre o conjunto da sociedade.&lt;br /&gt;           Em uma sociedade dividida em classes -assumir essa divisão é admitir o conflito e o antagonismo entre elas e, nesse caso específico, a escola como um instrumento da difusão ideológica da classe dominante.A escola, como a temos, ainda hoje, é um instrumento da reprodução e manutenção das relações capitalistas de produção, contribuindo para a marginalização das classes pobres notadamente para a continuidade da exclusão da classe trabalhadora desse projeto de desenvolvimento comandado pelas economias centrais.&lt;br /&gt;           Embora não seja a escola a responsável pela transformação da sociedade, pela solução dos problemas ou pelas contradições existentes é a partir dela que poderá ser construída uma nova consciência que leve à superação do estado de dominação e desemboque na construção de uma nova ordem social, pois, ?a escola não é a alavanca da transformação social, mas essa transformação não se fará sem ela? (Gadotti, 1984, p.73).Ou, ainda, lembrando Fidel Castro&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; ?sem educação, não há Revolução possível, sem educação não há socialismo possível, sem educação não há o homem novo de que o Che falava?.&lt;br /&gt;           Para entender como se dá a relação de dominação e compreender o processo educacional, suas contradições, possibilidades e limites é necessário considerá-lo em articulação com o processo social concreto.&lt;br /&gt;           Partindo-se do pressuposto de que a questão educacional tem que ser vista em relação às condições objetivas do mundo da produção, é necessário analisar o quanto a escola tem contribuído para o domínio da classe dominante, em acordo com as próprias políticas educacionais veiculadas em documentos elaborados por organismos multilaterais e respaldadas por instituições empresariais e até mesmo em reflexões feitas por alguns intelectuais afinados com essas propostas.&lt;br /&gt;          Mesmo que não seja nossa intenção analisar a História da Educação no Brasil, ou as contradições que envolveram essa história, o que seria no mínimo impossível e não passaria da análise de alguns recortes, limito-me a indicar alguns aspectos que me parecem indispensáveis para o esclarecimento de uma seqüência lógica de acontecimentos.Eles se constituem apenas num esboço simples e incompleto, cujo objetivo é apenas o de situar o leitor e servir como um simples fio condutor para futuras análises. &lt;br /&gt;             Além disso, a descontextualização histórica revela uma profunda incompreensão da escola concreta com a qual vivemos hoje, pois, é necessário reconhecer que a história da escola no Brasil foi desde o início, vinculada ao desenvolvimento do capital. No Brasil, apesar das intensas lutas do seu povo, o país sempre foi mantido numa situação de dependência externa e a educação ajudou a atender a estes objetivos, com algumas exceções.&lt;br /&gt;Os caminhos e descaminhos da escola brasileira&lt;br /&gt;           A educação e com ela a escola formal foi um dos instrumentos de que lançaram mão os sucessivos grupos que ocuparam o poder para promover e preservar a dependência, através da exclusão pura e simples impedindo-se o acesso e ou a permanência de grande parte dos brasileiros à escola, ou então por meio de um ensino de submissão, desprovido da preocupação crítica, assim como em relação aos conteúdos e aos métodos.&lt;br /&gt;              Como esclarece Sodré (1997) durante todo o período colonial no qual tivemos o predomínio da economia agro-exportadora, com uma sociedade escravista, que não demonstrava interesse no desenvolvimento e na autonomia do país, não havia preocupação com a cultura e educação. O grupo encarregado das coisas do espírito (ordens religiosas e especialmente os jesuítas) encarregou-se também do ensino, pois, ?a catequese os obriga a ensinar, como caminho para a conquista das almas, e são educadores por missão fundamental?.(Sodré, 1997, p.272-273).&lt;br /&gt;              Freitag ao analisar este período da educação brasileira reafirma a análise de Sodré ao dizer que no contexto em que o Brasil vivia não havia preocupação com a educação, visto que não havia nenhuma função de reprodução da força de trabalho a ser preenchida pela escola.E, este modelo econômico e social, perdurou até a crise do café, que foi gerada pela crise da economia mundial em 1929.(Freitag,1986,p.46-47). A autora esclarece ainda, que neste período a política educacional estatal era quase inexistente e feita quase exclusivamente no âmbito da sociedade civil pela Igreja.&lt;br /&gt;                Sodré assinala que a partir da segunda metade do século XIX, quando a economia colonial entra em decadência profunda é que o ensino começa a alterar os seus rumos. Mas, somente durante a República com o processo de industrialização o ensino foi pressionado no sentido de fornecer às gerações em formação instrumentos adequados à vida.(Op.cit.p.274)&lt;br /&gt;               Jorge Nagle (1974) faz um estudo detalhado sobre a sociedade e a educação durante a Primeira República e afirma que ao se aceitar a idéia de que a sociedade brasileira passa de uma ?sociedade fechada? para uma ?sociedade aberta? é necessário identificar o papel desempenhado pela escolarização no sentido de favorecer ou dificultar a passagem.O autor assinala ainda, que a maior prova disto foi o aparecimento do interesse pela escolarização e o marcante entusiasmo pedagógico, visto, que existe a crença de que quanto mais disseminar a escolarização e o número de instituições escolares maior possibilidade de incorporar camadas da população na senda do progresso nacional e colocar o Brasil no caminho das grandes nações.(Nagle,1974,p.99-101)&lt;br /&gt;              O autor assinala ainda que ao se atribuir importância ao processo de escolarização, preparou-se o terreno para determinados intelectuais e educadores-principalmente os ?educadores profissionais? transformassem um programa de ação social num restrito programa de formação, no qual a escolarização era vista como a mais eficaz alavanca da história brasileira.Ele cita algumas afirmações feitas no período:&lt;br /&gt;                                       o povo brasileiro é um dos mais ignorantes na face da terra(...)A ignorância mata tudo no Brasil, é a causa de todas as nossas crises(...) A educação do povo é a pedra angular sobre o que repousa a estrutura toda da organização social.(...) resolvido o problema da educação do povo, todos os demais se resolverão automática e espontaneamente(...) ( Op. Cit.p.110)&lt;br /&gt;             Diante deste contexto, a escolarização da população, principalmente o grau primário, desenvolveu-se ?de cima para baixo?. O entusiasmo educacional foi uma questão proposta, desde os primeiros momentos por uma cúpula interessada em transformar esse nível da escolarização em instrumento de atuação política.&lt;br /&gt;            O Estado, de sua parte, vinha concretizando esse direito de forma ainda muito tímida, longe da universalização esperada. Com isso, as medidas governamentais de caráter ?democrático?, que foram tomadas na maioria das vezes atendiam aos interesses da burguesia que via no processo de escolarização da população e democratização do ensino uma possibilidade de qualificar a mão-de-obra para ampliar a produção. &lt;br /&gt;           Marques (1967) diz que a política educacional republicana&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt; oscila entre a vertente liberal, federativa com descentralização administrativa e unidade política centralizada; a vertente positivista, ultrafederalista com descentralização administrativa e política e a vertente autoritária onde o papel intervencionista do estado reúne centralização política com pouca descentralização administrativa.&lt;br /&gt;          O modelo que implantou a escola seriada, o grupo escolar, o ginásio de estado, o jardim-de-infância, dentre outros, também definiu normas, procedimentos, uso de materiais específicos, orientações aos professores, enfim, um conjunto de realizações que facilmente podem ser utilizados como exemplo da chegada do novo tempo e do novo ciclo histórico para a história do país.&lt;br /&gt;        No período posterior, entre 1946 e início da década de 1960, ocorreu um certo avanço na educação popular brasileira, no momento em que acontece um desenvolvimento dos movimentos populares.De acordo com Freitag (1980), esta fase corresponde à aceleração e diversificação do processo de substituição de importações. O estado populista-desenvolvimentista, característico deste período, estabeleceu uma aliança entre um empresariado nacional que desejava ampliar a indústria capitalista e os setores populares que queriam ter acesso aos bens de consumo e que reivindicavam uma maior participação política.No entanto, eram manipulados pelos empresários que queriam utilizá-los como uma arma a mais contra as antigas oligarquias.&lt;br /&gt;      Para Freitag, portanto:&lt;br /&gt; Nessa fase surge um novo protagonista do processo de substituição de importações: o capital estrangeiro que, pelo menos na fase de euforia desenvolvimentista, não é percebido como um inimigo do projeto nacional-desenvolvimentista, já que sua penetração não parecia ter nenhum sentido desnacionalizante, ou de expropriação de áreas já ocupadas pelo capital nacional, mas simplesmente o de abertura de novas frentes de investimento substitutivo.Com o fim do período fácil de substituição de importações, em que todos os interesses pareciam conciliáveis, vão aflorando os conflitos que antes só existiam de forma latente (Freitag, 1980.p.56).&lt;br /&gt;          Ao analisar este período, Gohn (1995), diz que ele corresponde também a uma fase de grande interferência do Estado na economia, objetivando criar condições básicas para a nova aquisição do capital que se baseava na indústria de bens de capital.O Estado intervém de forma clientelística querendo integrar nas cidades as massas recém chegadas do campo e ganhar sua simpatia através de barganhas, como por exemplo, o voto em troca de qualquer melhoria urbana (Gohn, 1995, p.89).&lt;br /&gt;          No final deste período começa a delinear-se uma nova polarização: de um lado os setores populares representados até certo ponto pelo Estado e por alguns intelectuais de classe média; e de outro, um grupo heterogêneo do qual fazia parte a burguesia nacional, o capital estrangeiro monopolista e representantes das antigas oligarquias. &lt;br /&gt;          De acordo com Barros et alii,(1960), a política educacional desse período mostra claramente esta disputa de interesses contraditórios, isto pode ser observado na medida em que os interesses pelas questões educacionais se reduzem à luta em torno da lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e à Campanha da Escola Pública.O que se buscava era a inserção do país na nova ordem econômica, alicerçada no desenvolvimento de algumas nações periféricas, aproveitando as riquezas e a mão-de-obra barata.&lt;br /&gt;          Esta situação não se altera com a proposta educacional implantada a partir de 1964 que veio para atender aos interesses do capital, agora estrangeiro.O modelo implantado pelo regime militar, ao mesmo tempo em que distanciava o povo do processo de desenvolvimento, introduzia novos padrões de consumo e de exigências sociais ditadas pela ?modernização? da sociedade brasileira (Pereira, 1989).&lt;br /&gt;       Com relação à política educacional, Severino1986, afirma o seguinte.&lt;br /&gt;                                       A nova política educacional implementada pelo governo pós-64, além de seu caráter puramente mercantil, tem, pois, função ideológica muito atuante, respondendo bem à reprodução da ideologia e, através dela, do sistema de relações sociais. O que se quer do sistema educacional é a produtividade, o baixo custo de mão-de-obra numerosa, mas com qualificação puramente técnica, disciplinada e dócil, adequada às necessidades da manutenção do sistema econômico vigente. Esta política acaba criando, na prática, dois sistemas: o público e o privado (Severino, 1986, p.92).&lt;br /&gt;           O autor esclarece ainda o que aconteceu com a educação no Brasil com a tendência ao privatismo empresarial, pois a educação para atender os interesses capitalistas tornou-se elemento da indústria cultural, servindo para a comercialização de produtos culturais bens simbólicos, a baixo custo e com muita rentabilidade, buscando a extensão do mercado neoliberal que começava a se afirmar para permanecer.&lt;br /&gt;           Ao referir-se à escola neste período, Codato, 2004, afirma que:&lt;br /&gt; Na escola (com exceções, evidentemente), a história política e social brasileira variava do oficialismo militaresco ao ufanismo anedótico, seja em nome das homenagens aos "heróis da pátria", seja pela admiração obrigatória da exuberância da "nossa natureza". Nos meios de comunicação primeiro o apoio aberto ao golpe de Estado, depois a auto-censura em nome dos "ideais da Revolução", depois a censura política prévia nas redações, depois a auto censura ideológica já no fim do regime impuseram sobre a política nacional e, principalmente, sobre o período que iniciou mesmo antes de 1964 e até o período final do governo militar uma barreira quase intransponível. (Codato,2004.Disponívelem:&lt;inhttp://www.espacoacademico.com.br/036/36ccodato.htm&gt;Acesso   em 08 de julho de 2006).&lt;br /&gt;              Com isto, pode-se perceber que a repressão desencadeada no país pelo poder militar fez calar os movimentos populares em defesa da democracia, da liberdade e do direito à educação. Porém, assim como as classes dominantes do país se organizaram no sentido de combater os movimentos populares, muitos líderes comunitários, educadores, estudantes, religiosos e outros componentes da sociedade civil comprometidos com a educação e engajados na luta pela democratização se organizaram e realizaram muitos protestos mesmo sendo perseguidos, torturados, cassados e exilados.&lt;br /&gt;              Os efeitos dessas disposições foram sentidos ainda no início dos anos 70, quando pequenas organizações anteriormente identificadas com o espírito assistencialista dos programas da Aliança para o Progresso abandonam esta estratégia e incorporam tanto o método Paulo Freire de ?educação popular? quanto o ?princípio de que só a participação direta do povo seria capaz de conduzir o país ao desenvolvimento.?(Doimo,1995, p.76) Assim,como os educadores,  vários artistas brasileiros retrataram a situação vivida. Autores como Geraldo Vandré que cantou a canção que tinha como título?pra não dizer que não falei de flores?, mas ficou conhecida como ?Caminhando?. Seu refrão diz:&lt;br /&gt;                                             ?Vem, vamos embora, que esperar não é saber?,&lt;br /&gt;                                               Quem sabe faz a hora não espera acontecer.?&lt;br /&gt;             E é acompanhado de outras estrofes, mas depois, diz:&lt;br /&gt;                                               (...) há soldados armados, armados ou não&lt;br /&gt;                                               Quase todos perdidos de armas na mão&lt;br /&gt;                                               Nos quartéis lhes ensinam antigas lições&lt;br /&gt;                                               De morrer pela Pátria e viver sem razão(...)      (Geraldo Vandré)                                                        &lt;br /&gt;                Mas, felizmente, o regime militar que tanto perseguiu e freou os movimentos sociais, chegou ao seu final.E, como dizia Chico Buarque: ?apesar de você amanhã há de ser novo dia...? No entanto, embora a ditadura tenha acabado, na prática, a situação educacional brasileira continuou enfrentando dificuldades.A disseminação do poder entre as instâncias da sociedade classista (especialmente a instância educacional), acentuou a dissonância entre o que é proposto pela escola e o que é vivido pela classe trabalhadora.Surgem muitos conflitos. Nesse embate a escola, justamente por ser palco destas lutas, que são de classes, apresenta-se conflituosa e contraditória, podendo desempenhar um importante papel político na formação das camadas populares, uma contra-hegemonia, o que não vem acontecendo de forma satisfatória.&lt;br /&gt;          Ponce (1981), diz que o conceito da evolução histórica como resultado das lutas de classes nos mostrou, com efeito, ?que a educação é o processo mediante o qual as classes dominantes preparam na mentalidade e na conduta das crianças as condições fundamentais da sua própria existência.?O autor explica que os ideais pedagógicos não são criações artificiais que um pensador elabora em isolamento e procura tornar realidade porque acredita que são justas. ?Formulações necessárias das classes que estão empenhadas na luta, estes ideais não são capazes de transformar a sociedade, a não ser depois que a classe que os inspirou tenha triunfado e subjugado as classes rivais?. E este propósito não está sendo atingido. (Ponce,1981,p.165).&lt;br /&gt;       A escola brasileira do final do século XX e início do século XXI vai renovar o sentido da centralidade na educação, mas em termos mais adequados de renovação das virtudes do mercado: realidade inescapável que aloca recursos e benefícios sob o impacto da eficiência capitalista.Nesse contexto, trata-se de convencer com o uso mínimo da ação estatal e da força.Trata-se de persuadir e construir novo consenso, agora sob a influência do neoliberalismo, da globalização da economia e da hegemonia do capital global (internacional).&lt;br /&gt;        Neste contexto, a educação é compreendida como elemento constituído e constituinte crucial de luta hegemônica numa perspectiva neoliberal e neoconservadora que tem por objetivo adequá-la ao processo de redefinição do novo padrão e à alternativa democrática.&lt;br /&gt;       De acordo com Frigotto:&lt;br /&gt;                                               As propostas neoliberais como alternativa no campo educativo expõe os limites do horizonte da burguesia e, em casos como o brasileiro, sobre-determinados por uma burguesia atrasada, elitista e despótica. Isto, como vimos, se materializa de forma exemplar no embate em torno da educação no processo constituinte (1988) e, mais especificamente, no processo em curso há mais de 5 anos da LDB (1989-1995).O discurso da modernidade esconde o profundo atraso histórico. O que vem ocorrendo por inúmeros disfarces, convênios, cooperativa etc...,é a privatização crescente e o desmonte da escola pública (Frigotto,2003,p.203).&lt;br /&gt;          Para discutir as alternativas educacionais em disputa hegemônica hoje, o autor expressa o seguinte:&lt;br /&gt;                                        O embate que se efetiva em torno dos processos educativos e de qualificação humana para responder aos interesses ou às necessidades de redefinição de um novo padrão de reprodução do capital ou o atendimento das necessidades e interesse da classe trabalhadora firma-se sobre uma mesma materialidade, em profunda transformação, onde o processo técnico assume um papel crucial, ainda que não exclusivo (Frigotto, 2003, p.139).&lt;br /&gt;              De acordo com o autor, trata-se de uma relação conflitante e antagônica por representar de um lado as necessidades do capital e de outro, as múltiplas necessidades humanas.  O autor destaca ainda que a necessidade e a positividade teimam em coexistir numa mesma totalidade e num mesmo processo histórico e que sua definição se dá pela correlação das forças dos diferentes grupos e classes sociais (Ibid, p.134-9).&lt;br /&gt;               O embate da ?luta hegemônica dá-se tanto no conteúdo, na forma e no método de produção do conhecimento científico elaborado, quanto no acesso efetivo ou exclusão do mesmo? (Frigotto, 1994, p.187). A educação se faz necessária para romper com as amarras, mas, ?processos educativos de novo tipo implicam necessariamente o desenvolvimento de relações sociais de novo tipo e de um industrialismo de novo tipo?.(Frigotto, 2003, p.203).Destaca ainda o autor que: ?o desempate?, não comporta alternativas anacrônicas, pois estas já têm nome: neoliberalismo ou neoconservadorismo.&lt;br /&gt;               Eis, portanto, o ?retrato? da educação tanto no passado, como no momento atual: conflitante, elitista e desprovida de qualquer neutralidade, como afirmei anteriormente. Mas nem por isso, deixa de representar uma das poucas oportunidades de transformação social, visto que é e sempre será uma prática política e um espaço de luta por hegemonia em que os interesses contra-hegemônicos devem lutar pela emancipação daqueles que historicamente foram hegemonizados.                                          &lt;br /&gt;Considerações finais&lt;br /&gt;               A escola, como se observou, esteve ao longo do processo de desenvolvimento econômico brasileiro servindo aos interesses do capital.No que diz respeito à classe trabalhadora a preocupação da escola foi a de prepará-la para o mercado da mesma forma que se preparam os animais para o abate.Esta afirmação mesmo parecendo fatalista revela o quanto a escola foi usada em detrimento dos ideais das classes dominadas.&lt;br /&gt;               Mesmo a escola atual que se apresenta como democrática, é muito castradora. Basta que se verifique a marginalização de uma grande parcela da população, onde muitas crianças, jovens, adultos e velhos não têm condições de acesso e permanência embora este discurso faça parte das lutas, enquanto reivindicação da classe trabalhadora e também das promessas dos grupos dominantes desde os primórdios da República Brasileira.&lt;br /&gt;              Diante dessas afirmações, o que fazer? Podemos cruzar os braços ou acreditar apenas no que afirmavam os crítico-reprodutivistas&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt; de que a escola desempenha apenas a função de reproduzir a sociedade de classes e reforçar o modo de produção capitalista? Ou, então, acreditar nas colocações ingênuas como as que dizem que mudando a escola estaremos mudando toda a sociedade?&lt;br /&gt;              É bem verdade, que também não é possível continuar sustentando a posição inversa, pois a escola não é apenas o resultado das estruturas sociais e defender este princípio é o mesmo que negar a força da educação e das práticas pedagógicas na transformação da realidade.O que fazer então?&lt;br /&gt;             Com certeza, não existem receitas para os males que atingem a escola e a sociedade de uma maneira geral, mas, certamente assumir uma postura desconstrutora,mas, também transformadora na escola é possível e isto vai depender de toda a sociedade e principalmente dos que desempenham a função de educadores.Evidentemente alguns dirão: novamente os educadores? E as políticas públicas? E os governos? E o restante da sociedade?&lt;br /&gt;                Bom, pelo menos nós enquanto educadores,podemos nos indignar contra a falsa democracia que insiste em proliferar inclusive dentro do espaço escolar, e que pretende nos submeter das mais variadas formas, pois, se estamos aptos a aceitar sem contestações esta situação nas escolas, estaremos prontos para aceitar a sociedade do jeito que ela se apresenta sem questionamentos...Ou, então, tentar fazer junto com o coletivo e no nosso cotidiano alguma coisa para mudar, tornando-nos sujeitos assim como diz Castoriadis em A Instituição Imaginária da Sociedade:&lt;br /&gt;Não é o sujeito-atividade pura, sem entrave nem inércia,(...)Esta atividade do sujeito que ?trabalha sobre si mesmo? encontra como seu objeto a multidão de conteúdos(o discurso do outro)com a qual ela nunca terminou de se haver; e sem esse objeto ela simplesmente não é.O sujeito é também atividade, mas a atividade ´atividade sobre alguma coisa, do contrário ela não nada.(Op.cit.p.127)&lt;br /&gt;           Ao nos tornarmos sujeitos estaremos dando algo além do que está dado. Isto é um dos primeiros passos na busca da emancipação...Ou não? Não foi por acaso que o título sugeriu um questionamento...          &lt;br /&gt;   Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;ALTHUSSER, Louis. Aparelhos ideológicos de Estado: Nota sobre os aparelhos ideológicos de Estado (AIE) tradução de Walter Evangelista e Maria Laura Vigueiros de castro; introdução crítica de José Guilhon Albuquerque, R.J. Ed, Graal, 1985,2ª edição.&lt;br /&gt;BÓRON, Atílio. A sociedade civil depois do dilúvio neoliberal. In.GENTILI, Pablo (Org).Pós - neoliberalismo- as Políticas sociais e o estado democrático. São Paulo: Paz e terra, 1996.&lt;br /&gt;BUTTIGIEG, Joseph. Educação e Hegemonia. In. COUTINHO, Nélson; TEIXEIRA, Andréa de Paula (ORG). Ler Gramsci, entender a realidade. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2003.&lt;br /&gt;COUTINHO Carlos Nelson. A dualidade de poderes: introdução à teoria marxista do Estado e da revolução. São Paulo: Brasiliense, 1985.&lt;br /&gt;________.Gramsci. 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Rio de janeiro: Civilização brasileira, 2004.&lt;br /&gt;____. Cadernos do Cárcere vol.3-Maquiavel - Notas sobre o Estado e a Política.. ?tradução de Carlos Nelson Coutinho?; co-edição, Luiz Sérgio Henriques e Marco  Aurélio Nogueira ed. Rio de janeiro: Civilização brasileira,2004.&lt;br /&gt;____. Cadernos do Cárcere vol.4-temas de Cultura, Ação Católica, Americanismo e Fordismo. ?tradução de Carlos Nelson Coutinho?; co-edição, Luiz Sérgio Henriques e Marco  Aurélio Nogueira ed. Rio de janeiro: Civilização brasileira,2004.&lt;br /&gt;____.Cadernos do Cárcere vol.5-Risorgimento -Notas sobre a História da Itália..?tradução de Carlos Nelson Coutinho?; co-edição, Luiz Sérgio Henriques e Marco.&lt;br /&gt;GADOTTI, M. Ação pedagógica e prática social transformadora. Educação e Sociedade, v.1, n. 4, p. 5-14, set. 1984.&lt;br /&gt;GUIRARDELLI, Paulo Jr. Pedagogia e Luta de Classes no Brasil.São Paulo, Humanidades, 1991.&lt;br /&gt;HOBSBAWN, Eric.A era do capital: 1848-1875.3ªed. 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UFRGS.julho de 2006.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Marlene Ribeiro em: Luta de classes: um conceito em estado prático para a leitura dos movimentos sociais.In Ferraro, Alceu Ravanelo e Ribeiro Marlene. Movimentos sociais: Revolução e Reação.Pelotas/RS Educat,1999, A autora faz uma análise dos movimentos sociais e um resgate sobre o conceito luta de classes e afirma que são ?as lutas que põem em evidência a existência das classes e dos antagonismos?.(p.147)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; A autora Janete Maria Linz de Azevedo em seu livro :A Educação como Política Pública, publicada em São Paulo pela ed.Autores Associados, 2001. Faz uma análise sobre o Estado e suas relações com as políticas públicas.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Discurso pronunciado por Fidel na Cidade Escola Libertad, em 01/09/97, nas comemorações do início do ano letivo em Cuba. In: Jornal Granma Internacional,nº17,ano,32,01 a 15/10/97,p05.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Marques Jr. Rivadávia. em tese de doutorado faz uma ampla análise e discussão sobre a política educacional brasileira neste período. Em política educacional republicana(o ciclo da desoficialização do ensino) Araraquara (SP): faculdade de Ciências e letras/ UNESP. 1967.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Para saber mais sobre as teorias - dentre elas a dos crítico-reprodutivistas ler: Saviani. Dermeval em Escola e Democracia São Paulo. Ed. Cortez, 1983.</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/07/ideologia-e-classe-dominante-hegemonia.html</link><author>noreply@blogger.com (classicos)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-114884294462065978</guid><pubDate>Sun, 28 May 2006 18:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-28T16:02:24.646-03:00</atom:updated><title>Educação e socialismo sob o olhar de Gramsci</title><description>EDUCAÇÃO E SOCIALISMO SOB O OLHAR DE GRAMSCI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                   Liane Bernardi Helo&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Um dos elementos que destacar-se-á para refletir a concepção de educação em Gramsci (2004) é a recuperação da sua afirmação de que todos são filósofos, ainda que a seu modo e inconscientemente.  Para ele a filosofia está na própria linguagem, que é um conjunto de noções e de conceitos  determinados e não, simplesmente, de palavras  geralmente vazias de conteúdo; 2)  no consenso comum e no bom senso; 3) na religião popular e, conseqüentemente, em todo o sistema de crenças, superstições, opiniões, modos de ver e agir  que se manifestam  naquilo que geralmente se conhece por folclore (GRAMSCI, 2004,p.93). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Após desconstruir o preconceito de que a filosofia é própria apenas para alguns cientistas ou profissionais especializados, para Gramsci o que importa é avançar para o segundo momento: o da crítica ou da consciência. Para ele o relevante é elaborar a própria concepção de mundo  de uma maneira consciente, escolhendo a ?própria esfera de atividade e participando ativamente na produção da história? (Ibid,p.94).&lt;br /&gt;O autor afirma que pela própria concepção de mundo, pertencemos a um determinado grupo, compartilhando um modo de pensar e agir e somos, em alguma medida, conformistas. A questão central é de que tipo de conformismo? Quando a concepção de mundo não é crítica, somos uma multiplicidade de homens massa agregadores de elementos diversos das fases históricas já  vividas, de preconceitos, de princípios institucionalizados. Portanto fazer a crítica à própria concepção de mundo significa também criticar a influência da filosofia  existente. É preciso um conhecer a si mesmo como produto histórico, desenvolvido até então, sob a influência de traços acolhidos sem crítica. Existem várias concepções e fazemos escolhas entre elas.&lt;br /&gt;Gramsci avança nesta elaboração ao afirmar que ?não se pode separar a  filosofia da história da filosofia, nem a cultura da história da cultura ?( Ibid p.95).  Para ele não se pode se pode ser filósofo sem  ter a consciência da própria historicidade e do fato de que toda concepção de mundo está em contradição  com outras concepções. A possibilidade de criar uma nova cultura, uma nova concepção, não significa apenas fazer uma descoberta original; significa  sobretudo  socializá-la para que passe a ser base  de ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O fato de que uma multidão de homens seja conduzida a pensar  coerentemente e de maneira unitária  a realidade presente é um fato  filosófico mais importante  e original do que a descoberta , por parte de um gênio filosófico , de uma nova verdade que permaneça  como patrimônio de pequenos grupos intelectuais (GRAMSCI,2004,p.96).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O desafio está em  elaborar uma filosofia, que ligada à vida prática, ?se torne um senso comum renovado com a coerência  e o vigor  das filosofias individuais?(ibid,p.100). Uma filosofia da práxis, portanto só pode apresentar-se  em atitude crítica e polêmica do mundo elaborado até então. Mas a compreensão  crítica de si mesmo só é alcançada  através de uma luta de ?hegemonias políticas, de direções contrastantes, primeiro no campo da ética, depois no da política e finalmente, uma elaboração superior da própria concepção do real? (ibid,p.103).&lt;br /&gt;Toda essa elaboração, embasa a reflexão sobre as concepções de escola e de educação que o autor defende.  Para ele a escola tem um conceito muito amplo, que reconhece as formas educativas organizadas, com programa orgânico, mas também refere-se a espaços fora da instituição tradicional.&lt;br /&gt;Respeitados todos os diversos momentos da obra de Gramsci, um dos elementos que perpassam todas as fases é a  defesa da escola como devendo ser classista e desinteressada, com o sentido de que não deve apenas satisfazer a um grupo ou a alguns grupos, mas a toda a coletividade, estando acima das classes. Concorda-se com o autor, quando se interpreta esta questão sob o olhar do conhecimento universal, historicamente acumulado, e de que todos devam ter acesso a ele. Mas ao refletir sobre a questão da ?escola  desinteressada? também se percebe que esta é uma questão paradoxal em relação à escola classista. Se a escola é apropriada pelas  classes, há um interesse de classe em disputa. Cada uma  esta interessada em que conhecimento e que ponto de vista deste conhecimento ganha ênfase na escola.&lt;br /&gt;Outro elemento, pautado pelo autor  é a absorção da concepção de trabalho, especialmente do trabalho industrial, como formador de uma nova sociedade, que modela o homem ?desde criança, determinando seus brinquedos, seus hábitos, habilidades, até a idade adulta? ( NOSELA, 1989,p.7). Nosela ao analisar o principio educativo em Gramsci afirma que o moderno princípio educativo do trabalho industrial transformou a instituição escolar tradicional.&lt;br /&gt;Nosela resgata que Gramsci descreve o perfil de professor para esta escola do trabalho: o professor deve ter consciência do seu dever e do conteúdo filosófico deste dever. Aponta que a possibilidade de uma vanguarda que acredita estar longe de acontecer. Mas propõe que o verdadeiro mestre  é aquele que não sonega ao aluno (proletário) as grandes fontes genuínas da cultura; é aquele que coloca  o aluno em contato direto com as fontes clássicas do pensamento e não se interpõe como um intermediário que impede a comunicação entre os grandes e os pequenos filósofos. &lt;br /&gt;Ao pensar sobre este aspecto do papel do professor, não se pode deixar de trazer para a reflexão o fato de que nas ultimas décadas ocorreu um aumento significativo do atendimento da demanda  de escolarização das classes populares. O ensino fundamental praticamente universalizou o atendimento. Essa chegada da classe popular à escola, colocou em discussão que tipo de escola seria ofertada. Alguns defendem que o aumento de vagas na escola já significou uma qualificação sem precedentes, já que o parâmetro anterior era a não existência da escola e do ensino para estas pessoas. Outros afirmam que o que se estabeleceu foi uma escola de pobres para a classe trabalhadora e que a qualificação da mesma é ainda um campo em disputa.  Nesta escola o que estaria oferecido  seria apenas informação e a preparação para a mão de obra no capitalismo.&lt;br /&gt;Outro elemento paradoxal é que nesta escola popular o professor ainda estaria distante da consciência de classe operária e estaria reproduzindo suas escolhas, seus anseios e sua visão de mundo, sem refletir onde, para que e para quem ensina.&lt;br /&gt;Gramsci afirma que o primeiro passo para romper este processo seria o ?estabelecimento da relação de posse da escola por parte da classe trabalhadora? (NOSELA, 2000,p.10).  Para ele, do ponto de vista teórico, seria preciso unificar  definitivamente o mundo do trabalho com o mundo da cultura, a ciência produtiva com a ciência humanista ( Ibid,p.11) e isso se daria a partir do partido, da história, do socialismo, da escola... ou seja, a partir do chão do novo.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A escola para Gramsci devia ser unitária, considerando a relação de trabalho numa concepção socialista, ou seja, ?esta escola não pode pertencer ao mundo vago do trabalho que confunde  capital com trabalhador, e sim só pode ser gerida pela classe trabalhadora que, a partir  de sua prática transformadora, molda um novo currículo educacional?( Ibid, p. 14). Ela contrapõe a ?duplicação entre a escola cientifica, profissionalizante, técnica de um lado e escola humanista formativa de outro lado?.( Ibid, p.15) Mas esta escola unitária  pressupõe relações sociais gerais unitárias, também. Retomando o conceito de escola ela deveria ser unitária, formativa, de cultura geral, humanista, do trabalho (não imediatamente profissional).&lt;br /&gt;Mas transportando essa proposta para os dias atuais onde a maioria dos jovens tem que buscar a sobrevivência, se coloca uma questão crucial: Se os alunos desde cedo estão entrando no mundo do trabalho formal e informal, não haveria necessidade de uma formação profissional às crianças e adolescentes? Gramsci defende que a saída não seria renunciar aos princípios da escola unitária, mas colocar a  direção desta escola nas mãos dos  trabalhadores. Entende-se aqui que este processo se consolidaria por dois caminhos: primeiro, ofertando a escola para todos, ampliando a oferta de vagas em todos os níveis; segundo, trazendo a população para discutir e construir uma escola que atenda aos seus interesses.&lt;br /&gt;Quando se implanta  a  gestão democrática nas escolas públicas, brasileiras, inicia-se um processo de abertura à participação da comunidade escolar&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; , sob a forma de democracia representativa (escolha de representantes para compor conselhos, escolha de dirigentes) e sob a forma de  democracia direta (participação em reuniões, assembléias, planejamentos coletivos, etc). Mas são inúmeras as dificuldades para implantar e consolidar essas políticas. A sociedade patrimonialista, que sempre utilizou o espaço público para mando e submissão, não recebe bem essa partilha de espaços de poder com o conjunto da sociedade, de forma que este processo que precisa ser realizado na prática, encontrará muitos limites para se efetivar.&lt;br /&gt;Este processo é relativamente recente, nascido junto ao processo de redemocratização da sociedade nos anos de 1980 e 1990. Embalada pela abertura política e pela retomada das eleições diretas, o discurso da democratização da educação foi afirmado na legislação, com a intensa participação do movimento educacional organizado. Mas as estruturas verticais, de supremacia dos profissionais da educação foram mantidas dentro da escola e os limites para a implantação de outras relações, mais participativas e democráticas desafiam desde então educadores de todo o país, comprometidos com a construção de uma nova sociedade.&lt;br /&gt;Antônio Gramsci  já alertava para as dificuldades de estabelecer  qualquer nova concepção de mundo, e por conseguinte de qualquer mudança nas instituições tradicionais. Para ele as novas convicções são extremamente débeis, ?notadamente quando estas convicções estão em contato com as convicções ortodoxas, socialmente conformistas com os interesses das classes dominantes? (GRAMSCI, 1995, p.27). Mas, apesar disto, reafirma em sua obra a crença na possibilidade de construção de novas concepções a partir da socialização das informações e da escolarização da classe trabalhadora.&lt;br /&gt;O desafio que se coloca, exige que para a efetivação das políticas de gestão não apenas o discurso democrático seja assumido, mas que práticas sejam estimuladas e nesse sentido ? a escola deve ser um espaço permanente de experiências e práticas democráticas, onde todos os segmentos  participam ativamente nos espaços de decisão?( HELO, 2001, p.502).&lt;br /&gt;Ao confrontarmosa proposta gramsciana de educação com os escritos de  Décio Saes (2000) percebe-se que este último apresenta uma  proposta educacional que retoma alguns dos  princípio apontados por  Gramsci&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;. Para o autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caberá, portanto,  a sociedade socialista proletarizar a educação escolar. Mas atenção, ?proletarização? não significa, aqui, a substituição do estoque de conhecimentos  científicos e dos elementos culturais, historicamente acumulados, por uma suposta  cultura popular, alternativa à cultura de todas as classes dominantes do passado. A proletarização da educação  escolar no socialismo consiste em fazer que  o conjunto da sociedade- isto é, as massas trabalhadoras- tenham de fato acesso `a ciência e à cultura, rompendo assim o monopólio  exercido pela classe média sobre ambas (SAES, 2000,P.76).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para este autor o rompimento da ideologia burguesa  está no método, na possibilidade de vincular pesquisa científica e prática social, ou seja, reconhecer que são as questões práticas que levam ao  desenvolvimento da teoria.  Outro elemento a ser retomado é o reconhecimento por parte do educador da utilidade social do conhecimento científico e das construções sociais, ou seja reconhecer que a teoria tem utilidade prática.&lt;br /&gt;O autor avança na proposta de superação  do sistema escolar capitalista ao propor que  a sociedade socialista tem que propor a superação  do padrão de oferta  da educação escolar. O ensino público, gratuito e obrigatório não deve estar apenas na legislação (e para ele uma ilusão), mas deve ser assumido  por toda a sociedade, especialmente pelos trabalhadores que deverão colocá-lo acima das necessidades de reprodução material. Para Décio Saes os trabalhadores se sentem desestimulados porque percebem que a escola ?não foi feita para eles? e sim para um  aluno ideal, com perfil de classe média. Na sua avaliação este é um dos principais motivos das altas taxas de evasão escolar.&lt;br /&gt;Saes  também defende que se deve buscar incentivar à educação não-escolar  ?a ser implementada em vários domínios da vida social, como nas fábricas, os campos, os escritórios, os partidos políticos,etc?(Ibid,p.77). S e apropria, portanto, do conceito de escola em sentido amplo que Gramsci defendia e aqui já referenciado.&lt;br /&gt;Décio Saes também descreve, que a educação obrigatória tem dois  objetivos: um imediato , que consiste em transmitir conhecimento  científico, cultura, formação política para que os trabalhadores possam assumir  de fato a gestão  do aparelho econômico ( produção e distribuição) , bem como participar da gestão do Estado; O outro objetivo é de longo prazo e consiste em criar as condições  intelectuais e culturais para o pleno desenvolvimento das potencialidades individuais e `a superação das estratégias capitalistas de afunilamento da formação dos indivíduos ( quantos começam a estudar e passam de um grau a outro de ensino?).&lt;br /&gt;A educação escolar socialista  objetiva em última instância  a ? criação de um novo homem?( ibid,p. 80) permanentemente político, que faz uso da política não de forma  ocasional, mas de forma orgânica, sistemática, em todos os campos da ação social . Para este novo homem a participação ?não é um direito  individual da cidadania, que pode ser usado ou deixar de ser usado; e sim a condição essencial para o funcionamento da democracia? ( Ibid,p.81).&lt;br /&gt;Entende-se que a participação é a força que movimenta a democracia e que esta é uma  experiência  complexa e contraditória, construída historicamente e que revela modalidades distintas de participação. O que esta em disputa na sociedade é quão real é participação, qual o grau de decisão que envolve esta participação. Para Evaldo Vieira ( 2002) a sociedade democrática é aquela que garante participação nos mecanismos de controle de decisão e, também,  nos rendimentos da produção, o que esta longe de acontecer na sociedade capitalista.&lt;br /&gt;Reconhece-se, novamente, uma  aproximação com as concepções de Gramsci quando Saes afirma que, a diferença entre a educação capitalista que visa à formação do  ?trabalhador competente? esta no fato de que a educação socialista visa à criação do ?trabalhador consciente?, capaz de assumir a direção do processo de produção, ou seja assumir a direção do capital.  Para ele ?a educação escolar socialista deve, portanto, tornar possível que um operário fabril, ainda que  bastante avançado numa carreira profissional específica, converta-se em professor de filosofia? ( SAES, 2000, p.83).&lt;br /&gt;Esses autores nos desafiam a pensar que educação temos e fazemos e que educação podemos ter e fazer. Nossos discursos democratizantes e socialistas encontram resistências e limites que precisam ser superados e como nos disse Gramsci ( 1992) este  é um processo que precisa ser orgânico, estruturado desde as formas mais simples até as mais complexas na sociedade. Como nos ensina Gramsci, é preciso reconhecer a educação como um ato de cultura e portanto a escola como sendo um espaço privilegiado  para a construção de uma nova cultura democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas:&lt;br /&gt;GRAMSCI, Antônio. Concepção dialética da História. 10ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, ,1995.&lt;br /&gt;______. Cadernos do Cárcere. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.&lt;br /&gt;HELO, Liane Bernardi e outros. O planejamento como Instrumento de transformação. In AZEVEDO, José Clóvis de Azevedo (Org) Utopia e democracia na Escola Cidadã. Porto Alegre, Ed UFRGS/SMED, 2000&lt;br /&gt;NOSELA, Paolo. O trabalho como princípio educativo em Gramsci. Porto Alegre. Revista Educação e Realidade, 1989.&lt;br /&gt;SAES, Décio Azevedo Marques de. Educação e socialismo. São Paulo, Critica Marxista, 2000.&lt;br /&gt;VIEIRA, Evaldo. Democracia e política social. São Paulo, Cortez, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Mestranda em educação da UFRGS, na linha de pesquisa de políticas públicas e gestão, cujo projeto dedica-se a estudar a efetivação da política de Conselhos Escolares nas escolas. Este texto é uma reflexão proposta pela  disciplina: Relendo Clássicos: Gramsci; da professora Carmen Lucia  Bezerra Machado.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Homem massa definido por Gramsci( 2002, p.259) como aquelas pessoas dominadas por interesses imediatos, ou tomadas pela paixão suscitada pelas impressões  momentâneas, transmitidas acriticamente. &lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Gramsci acreditava no potencial dos Conselhos de fábrica para a criação de novas concepções de mundo.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Aqui definida como aquela que envolve todos os segmentos  de  pais, alunos,  professores, funcionários bem como  a comunidade que vive em seu entorno (vizinhos, parentes, outras instituições localizadas próximas a escola, etc). &lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Embora Décio Saes não cite Gramsci ao elaborar sua proposta.</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/05/educao-e-socialismo-sob-o-olhar-de.html</link><author>noreply@blogger.com (classicos)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-114755467130175916</guid><pubDate>Sat, 13 May 2006 20:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-16T15:08:55.266-03:00</atom:updated><title>O Trabalho como princípio educativo em Gramsci</title><description>Colegas,consegui visualizar o que havia escrito,então vou continuar. &lt;br /&gt;Este título está em um artigo da Revista "Educação e Realidade" e é de Paolo Nosella, um dos intérpretes de Gramsci. Tenho tido muitas dificuldades  em entender os conceitos de Gramsci sobre a educação e compreendi um pouco daquilo que Nosella interpreta.Permitam que eu transcreva alguns trechos que penso entendi.( estou interessada em saber,opinar a respeito da escola que o Brasil atual precisa ). Nosella diz que para Gramsci é o proletariado industrial,organizado em partido(isto é,os quadros em volta de Ordine Nuovo) a se constituir no protótipo de intelectual orgânico das massas italianas.Na pg.5 nº4 diz que o trabalho industrial é o princípio educativo universal de toda a sociedade moderna.&lt;br /&gt;Nosella lembra que Gramsci nega o trabalho que não gera sobretrabalho;isto é, aquele trabalho que gera apenas a sobrevivência individualizada sem jamais produzir riqueza universal.Esta é a base objetiva e necessária para a construção do novo homem culturalmente desenvolvido e potencialmente socialista.É por isso que ele defende radicalmente o trabalho industrial,como a forma moderna de atividade produtiva e princípio educativo do homem moderno. Há muito mais neste art. de Nosella.&lt;br /&gt;Na pg. 06 da Revista Educação e realidade Nosella diz que Gramsci aponta com clarezao novo trabalho industrial (não americano),socialista:o equilibrio psico-físico do trabalhador e sua produção em vez de ser exterior e mecânico poderá tornar-se um processo interior se o mesmo for proposto pelo próprio trabalhador e não imposto de fora,formando assim uma nova forma de sociedade:interioridade da disciplina,autonomia e originalidade operária. Justificando o que faz o trabalho capitalista,diz no ítem 5 pg.7 " O trabalho industrial,como novo demiurgo modela o homem integralmente,desde criança determinando seus brinquedos,seus hábitos e suas habilidades,até a idade adulta;forja suas necessidades,seu físico e seus músculos,seus princípios e seus sonhos. O mesmo se vê nas mudanças na área das moradias,mudança na economia doméstica,espaços públicos e privados,enfim,o trabalho industrial modifica radicalmente o estado geral das coisas,isto é,o próprio estado,o nível de suas relações de poder e de suas concepções histórico-políticas."&lt;br /&gt;Sobre Escolas-ainda Nosella: Gramsci utiliza um conceito de escola muito amplo,quando fala deve-se prestar atenção,porque muitas vezes está a referir-se a escola como círculos culturais:Rotary Clubes,escolas de grandes jornais,das fábricas,do comércio etc.Para ele isto é natural.Gramsci não é um professor,nem um especialista educacional,é um jornalista e chefe de partido. O trabalho educativo-escolar que efetivamente desenvolve se dá na "escola de Ordine Nuovo",do Partido Comunista,que justamente é uma escola no sentido amplo.&lt;br /&gt;O autor dá algumas informações gerais sobre o momento histórico político e aponta para as ´idéias principais de Gramsci sobre o trabalho como princípio educativo daquele momento.&lt;br /&gt;Para Gramsci o exemplo da revolução russa era imperativo; queria o mesmo para a Itália.Seu interesse para as questões culturais-formativas era orientado pela objetiva preocupação que tinha de preparar os quadros dirigentes que haveriam de governar o novo Estado Proletário. Pensava numa cultura "desinteressada",escola e formação "desinteressada";isto é, que interessa objetivamente não apenas a indivíduos ou a pequenos grupos,mas a coletividade e até a humanidade inteira.Para ele junto está o trabalho,isto é, a cultura,a escola e a formação devem ser classistas,proletárias,do partido do trabalho.&lt;br /&gt;"A escola do trabalho e a escola vai à fábrica" talvez os 1º textos importantes que abordam a complexa relação entre a formação humanista e formação profissional.Gramsci denuncia a mesquinhez do Estado que se interessa pela profissionalização a partir de uma "interesseira" situação conjuntual:trata-se de acelerada e febril necessidade que o Estado vive de aumentar a produção industrial de material consumido pela guerra.&lt;br /&gt;Nosella sugere alguns textos clássicos de Gramsci sobre trabalho e cultura:&lt;br /&gt;"Homens ou máquinas"&lt;br /&gt;"A universidade popular"&lt;br /&gt;"Para uma associação de cultura"&lt;br /&gt;"Cultura e luta de classes" Neles ele reage violentamente as tentativas de se oferecer à classe trabalhadora uma cultura e uma escola pobre,vulgar,sem vida,sem história,enfim,uma indigesta sopa de informações que mantém o operariado eternamente de chapéu na mão e boca fechada e o fixam,como máquina,à política econômica do capitalista.&lt;br /&gt;Escritos do após guerra (1919 a 1921 ) Gramsci precisava estabelecer um sério programa de trabalho,para,teórica e praticamente,estruturar um verdadeiro estado proletário alternativo que desse forma política às forças revolucionárias Italianas _ Essa foi a linha de trabalho de seu grupo nos anos após guerra. Teóricamente a 1ª questão era unificar definitivamente o mundo do trabalho com o mundo da cultura; a ciência produtiva com a ciência humanista;a escola profissionalizante com a escola desinteressada. Para Ordine Nuovo,convidava os operários dos conselhos de fábricas,alunos sim,mas sobretudo mestres naquela escola,que o próprio Aquelli,dono da FIAT,tentou comprar,fascinado,mas sobretudo preocupado,por aquela experiência educacional.&lt;br /&gt;Nosella sugere ainda mais alguns textos em que Gramsci fala sobre relação de trabalho-educação.&lt;br /&gt;"O instrumento do trabalho"-estabelece a primazia política dos conselhos de fábrica sobre o próprio sindicato e partido.&lt;br /&gt;"Operário de fábrica"-refere-se ao processo educativo de um novo tipo de humanidade ( a classe trabalhadora ).&lt;br /&gt;"A escola da cultura"- Em 4§ nos dá um projeto de escola que, sem ser a tradicional não deixa de constituir-se numa verdadeira escola de "educação direta",orgânicamente ligada a sua matriz pedagógica,a própria fábrica.&lt;br /&gt;"O programa de Ordine Nuovo"-onde explica com detalhes sua linha política e educacional.&lt;br /&gt;"Superstição e realidade"-escrito pós a greve fracassada de 1920.Diz ele:"será preciso recomeçar do princípio".&lt;br /&gt;ESCRITOS DURANTE A ASCENSÃO DO FASCISMO- O processo de ascensão do fascismo é a resposta do capital à nova e incontrolavel esperança revolucionária mundial desencadeada com o fato e o sucesso da revolução russa.A Itália não consegue reprimir os movimentos revolucionários. O Governo e a Igreja apóiam Mussolini e este sem o apoio de Gramsci e seu partido inicia uma repressão violentíssima,e resolve calar de vez a voz de Gramsci o que mandou fazer pela força em 1926.&lt;br /&gt;ESCRITOS DO CÁRCERE_ Pode-se dizer que Gramsci no cárcere,ao reorganizar sua reflexão,reafirma a tese de que a base da cultura,da educação e da escola é a prática produtivo-política do mundo do trabalho industrial. A escola unitária não pode pertencer ao vago mundo do trabalho que confunde capital com trabalhador,apenas pode ser gerida pela classe trabalhadora que, a partir da sua prática transformadora,molda um novo currículo educacional.&lt;br /&gt;Pg.14 3º§ me fez entender que,para Gramsci a escola unitária e "desinteressada",isto é,formativa;não determina o jovem e sim objetiva sua formação para que se torne um homem de visão geral e superior enquanto que a escola profissionalizante que se segue a unitária,sem deixar sua função formativa-desinteressada,deve objetivar também o treino educação interessada do jovem para que possa exercer a curto prazo uma função intelectual ou prática imediata. Sugere até mesmo um plano educacional.&lt;br /&gt;No ítem 6 do artigo de Nosella sobre os escritos de Gramsci ele aborda a questão do 2º grau e da politecnia.A questão do 2º grau vem sendo muito debatida e por isso Nosella deu certa relevância,ele faz uma relação com a escola unitária.Existe um sentimento difuso de que o 2º grau sofre da falta de identidade pedagógica;geralmente é posto no limbo confuso da iniciação ao trabalho.Nosella se questiona 2º grau faz parte da escola unitária? Ninguém duvida que a escola unitária é o 1º grau.A luz da teoria Gramsciana,a unitariedade da escola se contrapõe à duplicação entre a escola científica,profissionalizante,técnica de um lado e escola humanista,formativa de outro. A separação rompe o princípio da unitariedade.Para Gramsci não há dúvida,a escola unitária abrange tanto o 1º quanto o 2º grau. Na escola unitária o 2º grau é a última fase deve ser concebida e articulada como a fase decisiva na qual se visa desenvolver os valores fundamentais do "humanismo"...para posterior especialização,seja de caráter científico (estudos universitários) seja de caráter imediatamente prático-produtivo. Para Gramsci entre 1º e 2º grau a diferença está no método didático.&lt;br /&gt;A discussão ou a definição do estatuto pedagógico-didático do 2º grau é uma questão polêmica,não apenas no Brasil.&lt;br /&gt;Para Nosella a escola unitária não deve renunciar a sua dimensão formativa desinteressada para exercer treinos profissionalizantes.Ele pensa que é preciso colocar sobre a direção do trabalhador essas escolas ou cursos.&lt;br /&gt;Na pg. 17 Nosella fala sobre a chamada formação politécnica. Manocorda sugere o termo tecnologia,acontece que estes termos não são sinônimos. Marx fala de "instrução tecnológica teórica e prática e deixa para os burgueses o termo politecnia.&lt;br /&gt;Krupskaya defende a instrução politécnica não contrapondo a tecnológica e sim a instrução profissional ou seja, de fato a direção de seu pensamento aponta para um afastamento do polo profissionalizante.&lt;br /&gt;Diz Nosella que sabe que muitos educadores brasileiros quando sugerem a "instrução politécnica" de fato não entendem sugerir a pluriprofissionalização no sentido que o termo "politecnia" sugere etimologicamente e no sentido que a burguesia quer.&lt;br /&gt;Gramsci e sem dúvida Makarenko elimina qualquer dúvida sobre o fato do ensino politécnico ser burguês:para ele de fato a escola unitária deve, mantendo as características culturais do Renascimento,estudar a prática do trabalho da sociedade moderna (o mundo da politecnia) a luz da ciência trabalho (tecnologia) e da história-trabalho-humanismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que achei de mais interessante no artigo para postar mas é claro que há muito mais.&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;ARITA</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/05/o-trabalho-como-princpio-educativo-em.html</link><author>noreply@blogger.com (classicos)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-114747287148542703</guid><pubDate>Fri, 12 May 2006 22:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-05-12T19:27:51.496-03:00</atom:updated><title></title><description>Sou a Arita, não sei se vou coseguir mandar à voces o que quero.</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/05/sou-arita-no-sei-se-vou-coseguir-mandar.html</link><author>noreply@blogger.com (classicos)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-114592839027327912</guid><pubDate>Tue, 25 Apr 2006 01:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-06-04T00:27:52.750-03:00</atom:updated><title>AS CLASSES SOCIAIS NA SOCIEDADE GLOBALIZADA: RELAÇÕES DE FORÇA, HEGEMONIA E BLOCO HISTÓRICO</title><description>&lt;div align="right"&gt;Marion Machado Cunha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Existe uma intensa produção teórica que considera que a atual sociedade, em sua organização social, econômica e cultural, está rompendo ou rompeu com modelos de racionalidade, de centralidade do sujeito e de metanarrativas. Essa tendência teórica é denominada de pós-moderna, que se avoluma como concepções e práticas, incide no campo de diversas áreas das ciências humanas, orientando várias produções científicas no âmbito da academia.&lt;br /&gt;Defendemos a tese que é necessário nos situar nessa discussão, não para amparar esse modelo, mas, antes, localizá-lo no contexto da sociedade mercantilizada mundialmente para apreender seu fetiche. Mobilizamos para essa reflexão os conceitos de relações de força, hegemonia e bloco histórico forjados por Gramsci. Dessa forma, propomos discutir dois textos que são expressões no meio acadêmico dessas vertentes, sabendo que eles não representam a totalidade desse novo universo teórico, mas o constituem, a saber, "A identidade cultural na pós-modernidade" e "Um discurso sobre as ciências". O primeiro é de autoria de Stuart Hall e o segundo de Boaventura de Sousa Santos.&lt;br /&gt;Primeiramente, queremos destacar a concepção de Hall. Para o autor, toda a transformação pela qual passa a sociedade é explicada (Hall, 1999) pelo fenômeno da globalização. Nessa perspectiva, Hall aponta para o seguinte problema:&lt;br /&gt;Outro efeito desse processo foi o de ter provocado um alargamento do campo das identidades e uma proliferação de novas posições-de identidade, juntamente com um aumento de polarização entre elas. Esses processos constituem a segunda e a terceira conseqüência da globalização, anteriormente referida - a possibilidade de que a globalização possa levar a um fortalecimento de identidades locais ou à produção de novas identidades. (1999, p. 84).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A base analítica de Hall sustenta-se no fenômeno globalização, apresentado-o como "um complexo de processos e forças de mudança" (1999, p. 67). Ou seja, a globalização é caracterizada como um "complexo jogo", impulsionado por "forças de mudanças", o qual se desloca constantemente e ininterruptamente entre o global e o local: "ao invés de pensar no global como substituindo o local seria mais acurado pensar numa nova articulação entre o global e o local. (...) É mais provável que ela vá produzir, simultaneamente, novas identificações globais e novas identificações locais." (Hall, 1999, p. 78). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A sociedade, para o autor, está compelida por uma força imanente, a globalização, que, por sua própria força, empreende novas configurações sociais e a formulação de novas identidades, que desloca o indivíduo entre o local e global. Essa tautologia, não é desconhecida. Marx já expôs esse fenômeno do jogo das aparências quando tratou da mercadoria e seu valor na economia política burguesa.&lt;br /&gt;Para Marx, em o Capital, na primeira parte destinada a explicitar a relação mercadoria e dinheiro, o valor da mercadoria revela-se não por sua forma equivalente de outra mercadoria, mas, antes de mais nada, pelo trabalho abstrato, quantificado como tempo de trabalho. E nas relações de troca entre os produtores individuais é ocultada "a igualdade dos trabalhos humanos sob a forma da igualdade dos produtos do trabalho como valores." (1980, p.80). Em outras palavras, o fetiche se realiza por dissimular na troca da mercadoria o trabalho humano. Esse fenômeno é caracterizado como relações de valores: uma relação social de mercadoria.&lt;br /&gt;A mesma forma de fetiche emerge na formulação de Hall, em que a globalização só se realiza por sua própria força. A questão é: que força é essa? Nossa obrigação é de expor esse fetiche!&lt;br /&gt;Como já apontamos, outro expoente da literatura pós-moderna é o Boaventura de Sousa Santos. A partir de uma breve incursão em seu pensamento, presente em seu livro Um discurso sobre a ciência&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; (2004), escrito na década de 1980, podemos visualizar a posição de "novas referências" produzidas quanto a essa forma da nova sociedade em construção, atormentada pelo passado, insegura no presente e temerosa do futuro&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;. Entre suas argumentações, o autor fala da emergência de um novo paradigma científico, com base nas descobertas científicas das ciências naturais (da Física, da Química e da Biologia), em pleno século XX. No campo da Física se refere à teoria da relatividade de Einstein e à teoria quântica de Heisenberg e Bohr. Da primeira, destaca a "relatividade da simultaneidade" e, da segunda, "a incerteza" do conhecimento, pois, para essa teoria, tudo o que se pode conhecer é apenas probabilidade. No campo físico-químico o autor apresenta a teoria de Ilya Prigogine, o qual descobre a lógica da "auto-organização" e as "flutuações de energia". Dessas formulações conceituais, Sousa Santos afirma que é necessário apreender uma "nova concepção de matéria e da natureza", a partir das quais se deve realizar outra interpretação da história: "a história; em vez do determinismo, a imprevisibilidade; em vez dos mecanismos, a interpenetração, a espontaneidade, a irreversibilidade e evolução; em vez da ordem, a desordem; em vez da necessidade, a criatividade e o acidente (2004, p. 47-48). Ainda nessa exposição, o autor aponta para quatro teses emergentes do novo ?paradigma pós-moderno": "todo conhecimento científico-natural é científico-social, todo conhecimento é local e total, todo o conhecimento é autoconhecimento, todo conhecimento científico visa constituir-se em senso comum". Sousa Santos no campo de suas proposições acaba, mais do que indagar, apresentar eixos epistemológicos para campo das experiências humanas concretas que devem ser reformuladas. Em outras palavras, o sentido da história dos homens e das relações sociais são substituídas pela emergência do poder do conhecimento, como manifestação primeira.&lt;br /&gt;Parece haver uma coincidência entre as perspectivas tautológica de Hall, quando acena para a fragmentação do indivíduo, no seu deslocamento entre o global e o local, e a epistemologia "suprema" de Sousa Santos em relação à história e às relações sociais. Figuram em seus discursos "a urgência de entender" esse "novo homem" e suas novas formas de conhecer, de saber o papel que lhe compete e a sua posição nesse mundo atravessado e alvejado por uma globalização e por um plano epistemológico pós-moderno.&lt;br /&gt;Para situar a reflexão que vislumbramos, é necessário recorrer a Gramsci a partir de seus conceitos de relações de força, hegemonia e bloco histórico.&lt;br /&gt;Gramsci destaca que é necessário conhecer diversos momentos ou graus das relações de força: a) a relação de "força ligada à estrutura objetiva" que é forjada pelo "grau de desenvolvimento das forças materiais de produção" (campo da estrutura de produção e das forças produtivas); b) a relação de "força política" que é elaborada no conjunto da "avaliação do grau de homogeneidade, de autoconsciência e de organização alcançado pelos vários grupos sociais" (campo da superestrutura, sob a dinâmica da política) e as relações de "força militares". (1980, p. 48-51).&lt;br /&gt;As relações de força são históricas e constituem o campo da luta de classes. Disso decorre que as forças sociais no campo da política assumem graus e momentos diversos na história, na dinâmica entre governadores e governados, dominantes e dominados e dirigentes e dirigidos.&lt;br /&gt;A sociedade não é algo estático e as relações de forças se caracterizam pelo potencial das classes sociais em mobilizar suas existências coletivo-individuais quanto às instâncias ideológico-cultural, filosófico-científico, prático e ético-moral e, por fim, político-econômico. Sobre essa compreensão Gruppi afirma:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As classes sociais, dominadas ou subalternas - como diz Gramsci - participam de uma concepção do mundo que lhes é imposta pelas classes dominantes. Essa ideologia das classes dominantes corresponde à função histórica delas, e não aos interesses e à função histórica - ainda inconscientes - das classes subalternas (1991, p 67-68).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A classe dominante só é capaz de exercer sua função histórica, como classe, porque se articula em todas as instâncias superestrutural e estrutural. Dessa forma, as relações de força são estratégias explícitas ou tácitas na arregimentação da sociedade, conforme o potencial de enfrentamento das classes sociais no campo da luta de classes. Essas estratégias perpassam por ordens diversas no campo da política. Gramsci afirma que "nas análises histórico-políticas, freqüentemente incorre-se no erro de saber encontrar a justa relação entre o que é orgânico e o que é ocasional." (1980, p. 46).&lt;br /&gt;Quanto ao que apontamos nos discursos de uma nova ordem social e epistemológica, a exemplo de Hall e Sousa Santos, em que o indivíduo se vê pulverizado, sem referência, como em um plano de forças invisíveis, divorciado da história e de si mesmo, não estão aí caracterizadas as relações de força de uma classe social?&lt;br /&gt;Essa estratégia representa, nas palavras de Gramsci, o grau de homogeneidade, de autoconsciência e de organização que a burguesia possui no atual estágio produtivo do mercado mundializado. Dieterich afirma que&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A subordinação real do planeta ao Capital acontece quando este estende seus interesses produtivos (extrativos e, posteriormente, industrial) a todo o planeta, integrando-o num sistema internacional de divisão e apropriação do trabalho, cujo corolário é a globalização da sociedade burguesa em todas as suas facetas. (...) A relação entre o Estado-nação e a crescente autonomia do mercado mundial; as implicações da desproporção entre capital produtivo e especulativo; as conseqüências ainda nebulosas dos novos sistemas de multimídia - isto é, a convergência das tecnologias da televisão, telefone, cinema e computador numa só tecnologia - e o significado de um desemprego mundial de 30 % da população economicamente ativa, são alguns dos parâmetros da nascente sociedade global (1999, p. 90-91).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A acumulação flexível do Capital, diante da crise dos modelos fordista e taylorista como causa do desemprego estrutural, que atinge os trabalhadores, os quais se vêem expulsos do processo produtivo também pelo emprego de novas tecnologias de produção (informatização e automação da produção), é uma estratégia de mercado para o mercado. Evidentemente que as investidas do Capital estão na sua própria ampliação e nas leis mercado, concatenadas com processo de acumulação. Os trabalhadores só existem para o Capital como força produtiva, em função de serem forças de trabalho. Não é sob essa condição de mercadoria que a força de trabalho faz do trabalhador um indivíduo fragmentado entre o global e o local?&lt;br /&gt;Para entender essa nebulosa compreensão pós-moderna de Hall e Sousa Santos, na qual tempo e espaço são múltiplos e incertos, podemos nos apoiar no conceito de hegemonia. É possível apreender que o conceito de hegemonia, em Gramsci, expressa uma totalidade de dominação e direção que são fundamentais em uma sociedade. Nenhuma classe social pode se colocar no exercício concreto de dominação e direção se não desenvolver a capacidade de hegemonia: "a capacidade de unificar através da ideologia e de conservar unido um bloco social que não é homogêneo, mas sim marcado por profundas contradições.' (Gruppi, 1991, p. 70). Evidentemente que a hegemonia não pode se desenvolver se as relações de forças não forem orgânicas. Ainda é necessário estabelecer uma visão de mundo como prioritária para garantir a coesão entre as diferentes classes sociais.&lt;br /&gt;Obviamente que Gramsci não tem no conceito de hegemonia uma justificativa para o papel da burguesia na história, antes, através do estudo do fenômeno político e cultural, os homens trabalhadores, pertencentes à classe sujeitada pela estrutura econômica: "o fato da hegemonia pressupõe indubitavelmente que se deve levar em conta os interesses e as tendências dos grupos sobre os quais a hegemonia será exercida" (Gramsci, 1980, p. 33).&lt;br /&gt;A hegemonia de Gramsci nos expõe o campo em que as classes podem ser dirigentes e/ou coercitivas, comprimindo e/ou expandindo a luta de classes. Se por um lado, se amplia a luta de classe em função da estrutura de produção - por submeter o trabalhador à ferocidade do mercado e impulsionando-o a necessidade de uma organização da classe social para a defesa do emprego e a manutenção de sua existência - , por outro lado, procura-se contê-la em todas as instâncias políticas, culturais e ideológicas.&lt;br /&gt;Há uma estratégia científica e cultural para imprimir uma legitimidade da direção burguesa para a sociedade. Sua supremacia no plano superestrutural, calcada na forma econômica de produção capitalista flexível, mobiliza diversos níveis da vida político-cultural (sentido amplo) da sociedade, fazendo ver e crer - validar - um mundo globalizado. O fetiche da globalização, de seu autogoverno, segundo Hall, faz a essência da estrutura de mercado manifestar-se de forma misteriosa, como diria Marx (1989). Aí a epistemologia pós-moderna procura "colar" seus "bordados" da probabilidade (Sousa Santos) de uma vida fragmentada e de um dinamismo local e global para transfigurar a dureza do mercado e a exclusão de um contingente de trabalhadores do setor produtivo. Os trabalhadores, com a única propriedade possível, a força de trabalho, e antagônicos, precisam ser deslocados de uma leitura histórica para uma metafísica de força estranha, que se resume como uma impossibilidade da certeza. Diante de uma história indeterminada, como diria Hall (1990), os trabalhadores não se constituiriam mais como classe social, mas indivíduos em "posições-de-identidade" e descentrados. Nessa direção, diria Sousa Santos que "a ciência do paradigma emergente é mais contemplativa do que ativa. A qualidade do conhecimento afere-se menos pelo que controla ou faz funcionar no mundo exterior do que pela satisfação pessoal que dá a quem a ele acede e o partilha." (2004, p. 86).&lt;br /&gt;Para melhor entender essa posição, precisamos do conceito de bloco histórico. Portelli (1990) apresenta o conceito bloco histórico formulado por Gramsci como sendo: a) a articulação entre a sociedade política e a sociedade civil; vínculo orgânico entre a estrutura e superestrutura e b; a edificação da hegemonia para sustentar e dirigir o bloco histórico. Para o autor a sociedade cível, segundo Gramsci, se constitui como "um conjunto de organismos, vulgarmente ditos privados, que correspondem à função da hegemonia que o grupo dominante exerce em toda a sociedade" (1990, p.29). Ainda o autor aponta para um campo do "domínio da ideologia". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa direção, a sociedade civil constitui-se como um palco privilegiado da ideologia da classe dominante em todas as suas atividades. E a sociedade política se refere ao aparelho coercitivo que assegura legalmente a disciplina para reprodução sócio-econômica. Portelli ainda destaca que essa divisão "deve situar-se nos quadros de uma unidade dialética em que consenso [sociedade civil] e coerção [sociedade política] são utilizados alternadamente." (1990, p. 32).&lt;br /&gt;A condição necessária para o modelo atual do processo capitalista depende das compreensões injetadas na sociedade atual. Como não entender dessa forma a sociedade civil com sua função primordial de produção ideológica para garantir o consenso e assim dirigir um todo social não homogêneo?&lt;br /&gt;A ideologia classista burguesa através de mecanismos de produção ideológica procura imbuir os espíritos de consenso e legitimidade da reprodução flexível do Capital, mantendo o bloco histórico sob sua hegemonia. O "canto da sereia" é realmente sedutor, mas é, ao mesmo tempo, hipnotizador e entorpecente. Obviamente que o bloco histórico no e do Capital expressa um deslocamento voraz das formas de conhecimentos. Entretanto, devemos entender que o que está em jogo é a própria reprodução do Capital. Ainda no "canto da sereia" , a burguesia em sua fase de mercado globalizado, faz transfigurar sua existência para outros territórios que assume várias facetas: o indivíduo com identidades fragmentadas, deslocado entre global e local, do mundo globalizado ou epistemológico.&lt;br /&gt;É bastante evidente que a contradição Capital e Trabalho está no eixo da sociedade capitalista. Embora se deseje que vejamos esse processo de forma transfigurada, as existências das classes sociais estão definidas por contradições e conflitos. As concepções apresentadas sobre a globalização de Hall e a epistemologia de Sousa Santos são produzidas nesse espaço e não fora dele, como querem fazer ver e crer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;DIETERICH, Heiz. Globalização, educação e democracia. In: _____; CHOMSKY Noam. &lt;em&gt;A sociedade global&lt;/em&gt;. Blumenau: FURB, 1999.&lt;br /&gt;GRAMSCI, Antonio. &lt;em&gt;Maquiavel, a política e o Estado Moderno&lt;/em&gt;. 4. ed. Rio de Janeiro, 1980. pp. 03-102.&lt;br /&gt;GRUPPI, Luciano. &lt;em&gt;O conceito de hegemonia em Gramsci&lt;/em&gt;. 3. ed. Rio de Janeiro: Grall. 1991. HALL, Stuart. &lt;em&gt;A identidade cultural na pós-modernidade&lt;/em&gt;. 3. ed. Rio de Janeiro, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MARX, Karl. &lt;em&gt;O Capital&lt;/em&gt;. 13. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989 [1890]. v. 1. l. 1 PORTELLI, Hugres. &lt;em&gt;Gramsci e o Bloco Histórico&lt;/em&gt;. 5. ed.Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1990. SOUSA SANTOS, Boaventura. &lt;em&gt;Um discurso sobre a Ciência&lt;/em&gt;. 2.ed. São Paulo, 2004.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;______ (org.). &lt;em&gt;Conhecimento prudente para uma vida decente&lt;/em&gt;: ?um discurso sobre as ciências? revisitado. São Paulo: Cortez, 2004.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Tendo como base as reflexões, as análises e as argumentações contidas nesse pequeno ensaio, Boaventura de Sousa Santos publica "Conhecimento prudente para uma vida decente", sendo que dessa obra ele é o organizador. Esse livro é constituído de vários ensaios, com a combinação de intelectuais convidados de diversas áreas e nacionalidades, impresso no Brasil em 2004, pela editora Vozes.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6636039#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Essa afirmação pode ser verificada na introdução de seu livro, quando escreve que o tempo presente da sociedade está em um "cruzamento de sombras" (Sousa Santos, 2004, p. 13).&lt;/div&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/04/as-classes-sociais-na-sociedade.html</link><author>noreply@blogger.com (classicos)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-114554883606600887</guid><pubDate>Thu, 20 Apr 2006 16:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-20T13:00:36.133-03:00</atom:updated><title>Apresentações de trabalhos e poster em Congresso </title><description>Caros alunos e colegas at&amp;eacute; o dia 12 de maio a Medicina UPF estar&amp;aacute; recebendo trabalhos para serem apresentados no &lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" color="#008040" size="2"&gt;Congresso Gaucho de Ensino M&amp;eacute;dico&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;Maiores informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es no endere&amp;ccedil;o de email: medicina@saude.upf.br&lt;br /&gt; Saliento que este &amp;eacute; um espa&amp;ccedil;o privilegiado para a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos trabalho que vimos fazendo, especialmente na disciplina de Pr&amp;aacute;tica Educativa.&lt;br /&gt;Abra&amp;ccedil;os a todos e todas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/04/apresenta-de-trabalhos-e-poster-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Carmen Lucia)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-2269607719813461494</guid><pubDate>Thu, 20 Apr 2006 15:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-25T23:17:00.439-02:00</atom:updated><title>Convite para estar junto e divulgar</title><description>Os N&amp;uacute;cleos:&lt;br /&gt;N&amp;uacute;cleo de Estudos e Pesquisas em Trabalho e Movimentos Sociais-TRAMSE&lt;br /&gt;N&amp;uacute;cleo de Estudos de Pol&amp;iacute;tica e Gest&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o-NEPGE, ambos do PPGEDU/FACED/UFRGS e o &lt;br /&gt;N&amp;uacute;cleo Interdisciplinar de Estudos sobre o Trabalho do PPS/IFCH/UFRGS &lt;br /&gt;convidam para a palestra e o lan&amp;ccedil;amento do livro:&lt;br /&gt;&lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" color="#FF0000" size="2"&gt;Desemprego: Trajet&amp;oacute;rias, Biografias, Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" color="#800040" size="2"&gt;Palestrante Dr&amp;ordf; Nadya Ara&amp;uacute;jo Guimar&amp;atilde;es &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Professora livre-docente do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de S&amp;atilde;o Paulo-USP&lt;br /&gt;Dia 02 de maio de 2006, as 15h&lt;br /&gt;na sala 101 da FACED/UFRGS &lt;br /&gt;Av. Paulo Gama, 110, Campus Central&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://static.flickr.com/24/131889821_212196a268.jpg"&gt;FOLDER &lt;/a&gt;para divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o encontra-se dispon&amp;iacute;vel em rede.&lt;br /&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/04/convite-para-estar-junto-e-divulgar_20.html</link><author>noreply@blogger.com (Carmen Lucia)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6636039.post-114554633077247957</guid><pubDate>Thu, 20 Apr 2006 15:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-04-20T12:18:50.846-03:00</atom:updated><title>Convite para estar junto e divulgar</title><description>Os N&amp;uacute;cleos:&lt;br /&gt;N&amp;uacute;cleo de Estudos e Pesquisas em Trabalho e Movimentos Sociais-TRAMSE&lt;br /&gt;N&amp;uacute;cleo de Estudos de Pol&amp;iacute;tica e Gest&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o-NEPGE, ambos do PPGEDU/FACED/UFRGS e o &lt;br /&gt;N&amp;uacute;cleo Interdisciplinar de Estudos sobre o Trabalho do PPS/IFCH/UFRGS &lt;br /&gt;convidam para a palestra e o lan&amp;ccedil;amento do livro:&lt;br /&gt;&lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" color="#FF0000" size="2"&gt;Desemprego: Trajet&amp;oacute;rias, Biografias, Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" color="#800040" size="2"&gt;Palestrante Dr&amp;ordf; Nadya Ara&amp;uacute;jo Guimar&amp;atilde;es &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Professora livre-docente do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de S&amp;atilde;o Paulo-USP&lt;br /&gt;Dia 02 de maio de 2006, as 15h&lt;br /&gt;na sala 101 da FACED/UFRGS &lt;br /&gt;Av. Paulo Gama, 110, Campus Central&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://static.flickr.com/24/131889821_212196a268.jpg"&gt;FOLDER &lt;/a&gt;para divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o encontra-se dispon&amp;iacute;vel em rede.&lt;br /&gt;</description><link>http://www.ufrgs.br/tramse/classicos/2006/04/convite-para-estar-junto-e-divulgar.html</link><author>noreply@blogger.com (Carmen Lucia)</author></item></channel></rss>
