Quarta-feira, Outubro 25, 2006

Convite para quem mais queira trocar "coisas" em rede!

Este é o ebdereço do Pós-Graduação para quem se interessa pelo mestrado na área:

http://www.ufrgs.br/faced/pos/index.htm

Podemos conversar com mais gente que esteja dispost@ a trocar idéias capazes de educar e educar-se como processo em que nos formamos e que tenham materiais utilizáveis em aula presencial ou virtual?
Carmen

Domingo, Outubro 22, 2006

AULA NA UNIVERSIDADE

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SEGURANÇA PUBLICA:
VIOLÊNCIA, CRIME, POLÍCIA E CIDADANIA
METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR

Aluno: Nildo Moises Nitsche


AULA NA UNIVERSIDADE


O texto de Masetto é baseado nas informações coletadas numa pesquisa realizada entre 250 alunos de cursos de licenciaturas a respeito de como tornar as aulas mais interessantes e inovadoras, onde foi dito que a sala de aula é um lugar de ?convivência, de vida, de realidade e um espaço que favorece a discussão, o estudo, a pesquisa, o debate e o enfrentamento de tudo o que constitui o ser e a existência?.
A sala de aula pode ser entendida como uma arena de contestações, lutas e resistências, com uma pluralidade de discursos e um terreno móvel de choques de culturas onde todos seus participantes, ?professores, alunos e dirigentes ratificam, negociam e por vezes rejeitam a forma como as experiências e práticas escolares são nomeadas e concretizadas? (Giroux, apud Lima e Pimenta, 2004), num movimento constante de mudanças e alterações.
Também é o espaço onde os formandos para o magistério de todos níveis, desde o princípio de seu aprendizado, são sujeitos da produção do saber, se convencendo de que ensinar não é transmitir conhecimento, mas criando as possibilidades para a sua produção ou sua construção, pois a aprendizagem como ser concebida como um processo dialógico onde ?quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender?. (Freire: 2002).
Os conhecimentos e as atividades que constituem a base formativa dos futuros professores têm por finalidade permitir que estes se apropriem de instrumentais teóricos e metodológicos para a compreensão da escola, dos sistemas de ensino e das políticas educacionais, essa formação tem por objetivo prepará-los para a realização de atividades nas escolas. Falar em formação do professor, portanto, é apontar para seu desenvolvimento profissional a partir de uma concepção de homem que se organiza formal e sistematicamente na perspectiva da inteireza e não da fragmentação. A dinâmica de formação contínua pressupõe um movimento dialético, de criação constante do conhecimento, do novo, a partir da superação do já conhecido. (Lima; Pimenta, 2004).


Referências:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários á prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 27ª ed. 2002.
LIMA, Maria Socorro Lucena; PIMENTA, Selma Garrido. Estágio e docência. São Paulo: Cortez. 2004.
MASETTO, Marcos T. Aula na universidade. In: Anais do VIII ENDIPE. Formação e Profissionalização do Educador. Florianópolis, 1996.

Quinta-feira, Outubro 19, 2006

Reflexões de uma professora no "dia do Professor"

Caros alun@s!

Este pode parecer um desabafo, apenas uma homenagem ao dia que reverencia
nosso trabalho, mas é hoje, realmente a reflexão de hoje, sobre o
trabalho que fazemos como professores e professoras.
Abraços e o convite para seguirmos vivendo este educar e educar-se.

Reflexões de uma professora no "dia do Professor"

Tempos atrás assistindo uma palestra de especialista (não lembro quem, pois a memória me trai) ouvi: - "meu mérito não vem de ensinar aos "bons alunos", pois estes aprendem apesar de mim, meu desafio e também o meu melhor trabalho é identificar os alunos que tem as maiores dificuldades para aprender, trabalhar com eles e levá-los ao seu melhor aprendizado". O trabalho do professor e da professora assalariado, explorado, vendido como força de trabalho que produz mais-valia, em seu modo mais perverso, produzindo mais força de trabalho, porque trabalho humano, realizado por sujeitos, necessariamente exige que tenha que "estar por inteiro", de corpo, de mente (razão) e de coração (sentimento , emoções). Enquanto vivência produz saberes de experiência feitos. È aqui que nossa humanidade nos "consome". Quais nossos compromissos, comprometimentos? Entre a data escolhida por sua oficialidade (origem do dia do professor) e o cotidiano que propõe incorporar "novas tecnologias", as Tecnologias Educacionais Informatizadas(TEIs), conhecemos as tecnologias do humano?
Aquelas que exigem o respeito a si mesmo e ao outro, compromisso consigo mesmo, com o outros e com o mundo onde se vive são conhecidas? As delicadezas ao ocupar o "espaço da aula", na troca com colegas, com professo@s, com tutor@s e alun@s? Tenho e temos sido capazes de, além de preencher os "currículos Lattes" e escrever textos (critério básico para qualquer progressão funcional na Universidade), ensinar para aqueles alunos que tem os menores saberes acadêmicos? Tenho e temos sido capazes de trabalhar com suas melhores potencialidades sem deixá-l@s para traz na caminhada que eles se propõe a fazer? "O que fazer?"
Na homenagem de um ex-aluno me vejo uma professora que superando a dor do corpo dava aulas mesmo com um ligamento do tornozelo rompido, de muletas. Mas e os que as usam cotidianamente e sempre. Por absoluta necessidade não o fazem? Mais, como ficar em casa e com 75% do salário mensal, recebidos 60 dias depois numa licença saúde pelo INSS, na década de 90? Como sobreviver?
Estar numa sala de aula presencial, onde alunos consideram natural o preconceito e aceitável a discriminação e a argumentação sobre o ter ou não ter cinco dedos na mão, para não esquecer o exemplo do dia? Tudo isto me faz perguntar: como viver?
Como Gramsci "odeio os indiferentes" e se o trabalho é o me faz sujeito de minha história pessoal, como parte do mundo, estou por inteiro. Mergulhada neste processo de educar e educar-me para ensinar o que sei e também o que não sei, para quem sabe ir só e para quem quer andar junto, sonhando com o possível para mim, para o outro e para o mundo no qual vivo. Vamos?
Carmen Lucia Bezerra Machado

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

"Aula na Universidade"

Achei interessante o item "II- A Formação dos Médicos em Harward Atualmente".
Trouxe inovações de educação envolvendo uma profissão específica.
"O aluno desde o primeiro dia de aula recebe um estetoscópio e inicia sua atividade prática..."
Este ato representa o simbolismo que identifica o aluno com a sua futura profissão.
Quem não se recorda de brincar de médico na infância e utilizar um arremedo de estetoscópio ou alguma réplica de plástico para auscultar um coração?
O mesmo ocorre em outras aptidões profissionais.
Como professor da disciplina de telecomunicações na ACADEPOL, procuro através da prática exemplificar a importância da radiocomunicação. E fazer os os alunos "perderem o medo" de tocar e manusear os equipamentos.

Francisco Soares.

"Aula na Universidade"

Achei interessante o item "II- A Formação dos Médicos em Harward Atualmente".
Trouxe inovações de educação envolvendo uma profissão específica.
"O aluno desde o primeiro dia de aula recebe um estetoscópio e inicia sua atividade prática..."
Este ato representa o simbolismo que identifica o aluno com a sua futura profissão.
Quem não se recorda de brincar de médico na infância e utilizar um arremedo de estetoscópio ou alguma réplica de plástico para auscultar um coração?
O mesmo ocorre em outras aptidões profissionais.
Como professor da disciplina de telecomunicações na ACADEPOL, procuro através da prática exemplificar a importância da radiocomunicação. E fazer os os alunos "perderem o medo" de tocar e manusear os equipamentos.

Terça-feira, Outubro 17, 2006

AULA NA UNIVERSIDADE - COMENTÁRIOS

O texto "AULA NA UNIVERSIDADE" nos faz construir muitas reflexões a respeito das relações que poderiam ocorrer no ambiente docente/discente universitário. A leitura nos faz inferir a necessidade deste ambiente de forjar pessoas com capacidade para enfrentarem as inúmeras situações que, indubitavelmente, permearão a realidade de cada profissional, após a graduação.
A questão principal, parece-me, é a relação a ser construída pelo professor, que respeitando as vicissitudes de cada um, terá que comunicar o conhecimento cientifico, adequando-o a realidade e incentivando os alunos a empreenderem uma transformação de suas realidades, agregando as vivências e saberes que neste ambiente orbitam. Para tanto terá de se criar uma rede para agregar e integrar os alunos, que protagonizarão, juntamente com o professor, trocas de vivências, experiências, saberes, indagações. Este modelo, fundado no respeito e na solidariedade, eis que a heterogenia permeia grupos universitários, tanto em suas origens, etnias, religião, gênero, classe social e, principalmente em idéias e formas de perceberem a realidade.
A construção desta forma de "ensinar" contrapõe a modelos hoje arraigados. A simples tarefa de "despejar" conteúdo para os alunos e indicar livros para leitura, para ao final aplicar avaliações formais, terá que ser substituida. Pensar a aplicação deste novo modelo, em que o professor é um incentivador e catalisador de conhecimento, na busca incessante de trocas e de participação, parece-nos o maior desafio. Aqui registro que a Universidade Brasileira, como um todo, teria que efetivamente manifestar a vontade de quebrar o paradigma vigente e não, que pontualmente, ocorresse aqui ou acolá, exemplos bem sucedidos deste modelo integrador, sem entretanto impregnar todo o sistema de ensino superior.
A resposta, obviamente, encontra-se nas inteligências das pessoas. Estas, participantes do sistema de educação do País, é que podem dar início a revolução e , de forma paulatina, preparar professores e multiplicadores deste modelo, que acredito, trará melhores resultados do que o método que apregoa um ensino lógico, formal, quase matemático. O desafio está lançado. A opinião está posta.
Ronie de Oliveira Coimbra
Aluno do Curso de Especialização em Segurança Pública.

ANÁLISE DO TEXTO "A IMPORTÂNCIA DA SALA DE AULA PARA UMA FORMAÇÃO DE QUALIDADE" de Ildeu Moreira Coelho

O texto aborda a necessidade de uma reflexão sobre a formação acadêmica, traçando um paralelo entre o método tradicional de ensino superior e o que o autor entende ser o mais adequado para uma formação mais qualificada do aluno.
Ao referir-se à importância da sala de aula na qualidade da formação acadêmica, o autor procura estabelecer o papel de cada um dos personagens que compõem o processo ensino-aprendizagem, a partir da função da própria universidade, desde à elaboração do currículo e durante todo o ciclo formativo, onde deverá proporcionar aos alunos as condições intelectuais mínimas que lhes permitam analisar criticamente a realidade social, possibilitando que sejam protagonistas de transformações, além, é claro, de capacitá-los para o mercado de trabalho.
Na montagem de um currículo, deve-se considerar que as disciplinas não esgotam-se em si mesmas, mas que integram um conjunto cognitivo/pedagógico, sendo que umas complementam as outras, até que o processo de formação seja concluído.
Neste contexto, é muito importante o comprometimento de todas as partes envolvidas, pois o acadêmico, ao ingressar na universidade, chega com grandes expectativas e, nesse momento, deverá ser conscientizado de que também é responsável pela sua formação.
Por isso, é imprescindível que os professores assumam de vez o seu papel, deixando de exercer burocraticamente a docência, com a simples preocupação de cumprir carga-horária e de vencer o conteúdo da sua disciplina, pois têm fundamental influência na qualificação dos profissionais que a instituição oferecerá para a sociedade.
A sala de aula não deve ser considerada como um mero espaço físico onde os professores se sucedem na ação mecânica de despejar informações e os alunos, passivamente, acumulam matérias, sem sequer analisarem os seus conteúdos. Ela deve constituir-se num espaço onde professores e alunos devem conjugar esforços visando, ao final, uma produção intelectual e uma mudança comportamental.
Em síntese, o autor propõe que a universidade deixe de lado o formalismo e a burocratização e transforme a sala de aula num espaço de produção de uma formação responsável, cujo produto final seja um cidadão com capacidade crítica e um profissional capaz de raciocínio lógico, apto a atender às demandas para as quais foi formado, solucionando adequadamente as situações básicas da sua área de formação.
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SEGURANÇA PÚBLICA/2006
Aluno ARI FERNANDO FERREIRA DOS SANTOS

Segunda-feira, Outubro 16, 2006

Aula na Universidade


Da pesquisa e das três experiências de que trata o texto ?Aula na Universidade?, do Professor Marcos T. Masetto, da PUC/SP, passo a considerar o seguinte:
Informações coletadas de 250 alunos do Curso de Licenciatura apontam que um grupo de pessoas trabalhando objetivos comuns, deixam as aulas algo bem mais interessantes e motivadoras.
A aula como vivência permite que o aluno trabalhe o conteúdo, saia e aplique na realidade e volte a analisa-lo com a nova perspectiva, permitindo a relação dos conhecimentos com a experiência e vice-versa, contribuindo também para a evolução constante da ciência.
Permite a aproximação das diferentes visões de mundo tidas na sala de aula e na prática da profissão.
Permite ver a AULA como espaço de relações pedagógicas, onde professores e alunos tem objetivos educacionais bem definidos, visando aprendizagens na área do conhecimento, na área de habilidades humanas e profissionais e na área de atitudes.
As estratégias são selecionadas buscando a formação do cidadão, do profissional, do pesquisador, favorecendo a iniciativa, a criatividade e a participação no processo.
O aluno aprende muito mais quando debate os assuntos com o grupo. O professor deve usar estratégias que permitam essa forma de trabalho. Se conseguir aliar os assuntos de estudo à prática, certamente os resultados serão de um aproveitamento muito maior. Além de transmitir segurança ao novo profissional, pois o tempo que usa para estudo nos cursos de metodologia tradicional de sala de aula é muito grande e, depois de formado, terá de rever as teorias em razão do decurso de tempo até a prática profissional.

Itacir Ramos

Pensando a construção do projeto político-pedagógico na universidade

O Texto nos apresenta uma reflexão sobre o pensar do ensino na universidade, em como conjugar as exigências legais dos currículos, com as inovações e busca de conhecimento, despertar do saber.
Demonstra como esta acostumado o educador a uma formatação mecânica dos conteúdos, como forma de reprodução dos valores dominantes na sociedade dominante.
Nos leva a questionar o que valores devem estar inclusos nos curso e ações desenvolvido a em uma universidade, mas que já era realizado, mas aos poucos deixado de lado.
Ainda estes valores devem ser resultado de uma construções coletiva a fim de alcançar o maior número possível de engajamento dos participantes, de incuti-los do propósito a ser alcançado.
Os currículos são a concretização dos projetos de curso, sua operacionalização, devendo a materialização dos valores dos projetos, em sua totalidade, sendo muito criticado os que de alguma forma acobertam os que não podem ser abertamente difundidos, por interesses das classes dominantes.
Estas relações de poder devem ser trabalhadas a fim de que não obstaculizem o pleno desenvolvimento dos alunos, a sua sede de saber e de descobertas.
Finalmente cadê a todos os educadores alavancar o processo de re-descoberta deste planejamento de ensino, voltado essencialmente para a difusão do saber e a produção de novos saberes.

Fabiano Paludo Rieger

Domingo, Outubro 15, 2006

Sala de Aula Como Espaço Para o "Jogo do Saber"

Ildo Enor R. de Almeida

Comentário sobre o texto de Nelson Carvalho Marcelino


Convencionou-se que a sala de aula é o lugar de direito para o aprendizado, e este pensamento é fruto de séculos de história, contudo, nos damos conta que estamos no Sec.XXI onde a sociedade globalizada disputa todos os espaços com a velocidade da tecnologia disponível. Assim pensando é que podemos entender que o aprendizado que nos leva ao conhecimento não pode eleger um espaço pré- determinado e sim, privilegiar o todo: todo o tempo e qualquer lugar, seio familiar,colegios, universidades,clubes,etc.
Quando elegermos essa forma de pensar/aprender, teremos condições de responder aos desafios diarios em áreas afetas às a nossas vidas e consequentemente profissões.
Fazer do ato de aprender o mesmo que ensinar e vice e versa, conviver com a descontração no ambiente acadêmico, lembrando que o lúdico que descontrai é o mesmo que possibilita o esquecer problemas cotidianos para melhor assimilarmos os temas acadêmicos de forma consciente e clara. Rompendo paradígmas em educar,interagindo, debatendo e conduzindo os educandos ao caminho do saber o professor não se posiciona como dono do saber e sim, como uma ferramenta a servíço do ensino.