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Terça-feira, Março 23, 2004
1. Descreve tua melhor experiência educativa vivida.
Eu cursei magistério em 1987 e em 1989 eu fiz o estágio curricular com uma turma de 2ª série com 25 alunos, durante 6 meses. A escola estava localizada em uma vila de classe média baixa. As crianças eram adoráveis, meio humildes, mas com uma bagagem de vida muito grande e com muitas coisas a ensinar. Trabalhávamos a respeito de profissões, e um dia, surpreendeu-me um menino que, muito orgulhoso disse que queria ser caminhoneiro, igual ao seu pai. Ainda hoje lembro muito bem dele. As profissões almejadas por eles eram suas experiências vividas e isso me chamou muita atenção. Foi uma bela experiência.
2. E, qual tua experiência educativa vivida consideras negativa?
Recordo-me muito bem da minha 8ª série onde eu tive uma professora de Biologia que não gostava muito de dar aula. Eu sempre gostei muito da matéria e era o meu primeiro ano em escola particular. Eu estava esperando muito da escola. Qual não foi minha surpresa, um belo dia esta professora levou seus álbuns de casamento para olharmos durante o período de aula. Neste dia, ainda com espírito de jovem que quer "matar aula", achamos bom e no meio do período, deixamos a sala de aula para o pátio. Depois veio a prova, eu até me saí razoável, mas vários colegas se deram muito mal. Até hoje não sei porque não reclamamos com a direção da escola, foi muito ruim.
3. Como sintetizas estas vivências?
Todas foram muito boas, tanto as boas quanto as ruins. Fui criada no interior e sempre gostei muito de escola, aulas, professores. Fiz magistério, mas nunca pensei em seguir carreira. Sempre quis trabalhar na área da saúde, mas não como médica. Acho que estas e outras experiências foram essenciais como norteadoras da minha profissão e da minha vida pessoal.
4.O que podes dizer sobre o diferente em educação médica?
Acho que um grande diferencial na área médica é a mistura da prática clínica com a teoria, desde o início. Muitas vezes isso não se dá somente em sala de aula, mas nos corredores de hospital. Acho isto muito interessante e incentiva os alunos a se dedicarem às pessoas e não somente às doenças.
5.Conta uma situação em que consideres ter educado alguém?
Na minha profissão, faço isso quase todos os dias, ou melhor, penso que faço. O meu trabalho é orientar a alimentação das pessoas, sejam elas doentes ou saudáveis. Desde uma simples dieta para emagrecer, como uma complexa dieta cheia de restrições para indivíduos muito doentes, é uma forma de educação. E é muito gratificante ver as pessoas te procurando novamente para dizer que emagreceram ou que os sintomas melhoraram. Significa, pelo menos no meu entendimento, que elas assimilaram e seguiram as orientações recebidas. Acho que isto é uma boa experiência de educar alguém.
6. Que pergunta orienta a tua vida e queres compartilhar?
Para que e por que estamos aqui neste mundo?
7.Imaginando que possas enviar uma mensagem para o mundo, hoje, em uma única palavra, registra-a.
"VIVER"
Luciane Beitler da Cruz
Eu cursei magistério em 1987 e em 1989 eu fiz o estágio curricular com uma turma de 2ª série com 25 alunos, durante 6 meses. A escola estava localizada em uma vila de classe média baixa. As crianças eram adoráveis, meio humildes, mas com uma bagagem de vida muito grande e com muitas coisas a ensinar. Trabalhávamos a respeito de profissões, e um dia, surpreendeu-me um menino que, muito orgulhoso disse que queria ser caminhoneiro, igual ao seu pai. Ainda hoje lembro muito bem dele. As profissões almejadas por eles eram suas experiências vividas e isso me chamou muita atenção. Foi uma bela experiência.
2. E, qual tua experiência educativa vivida consideras negativa?
Recordo-me muito bem da minha 8ª série onde eu tive uma professora de Biologia que não gostava muito de dar aula. Eu sempre gostei muito da matéria e era o meu primeiro ano em escola particular. Eu estava esperando muito da escola. Qual não foi minha surpresa, um belo dia esta professora levou seus álbuns de casamento para olharmos durante o período de aula. Neste dia, ainda com espírito de jovem que quer "matar aula", achamos bom e no meio do período, deixamos a sala de aula para o pátio. Depois veio a prova, eu até me saí razoável, mas vários colegas se deram muito mal. Até hoje não sei porque não reclamamos com a direção da escola, foi muito ruim.
3. Como sintetizas estas vivências?
Todas foram muito boas, tanto as boas quanto as ruins. Fui criada no interior e sempre gostei muito de escola, aulas, professores. Fiz magistério, mas nunca pensei em seguir carreira. Sempre quis trabalhar na área da saúde, mas não como médica. Acho que estas e outras experiências foram essenciais como norteadoras da minha profissão e da minha vida pessoal.
4.O que podes dizer sobre o diferente em educação médica?
Acho que um grande diferencial na área médica é a mistura da prática clínica com a teoria, desde o início. Muitas vezes isso não se dá somente em sala de aula, mas nos corredores de hospital. Acho isto muito interessante e incentiva os alunos a se dedicarem às pessoas e não somente às doenças.
5.Conta uma situação em que consideres ter educado alguém?
Na minha profissão, faço isso quase todos os dias, ou melhor, penso que faço. O meu trabalho é orientar a alimentação das pessoas, sejam elas doentes ou saudáveis. Desde uma simples dieta para emagrecer, como uma complexa dieta cheia de restrições para indivíduos muito doentes, é uma forma de educação. E é muito gratificante ver as pessoas te procurando novamente para dizer que emagreceram ou que os sintomas melhoraram. Significa, pelo menos no meu entendimento, que elas assimilaram e seguiram as orientações recebidas. Acho que isto é uma boa experiência de educar alguém.
6. Que pergunta orienta a tua vida e queres compartilhar?
Para que e por que estamos aqui neste mundo?
7.Imaginando que possas enviar uma mensagem para o mundo, hoje, em uma única palavra, registra-a.
"VIVER"
Luciane Beitler da Cruz
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)