.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Segunda-feira, Março 22, 2004


Sonia
Consegui baixar o programa do blog, mas não consegui entrar nele. Além das informações sobre o usuário e a senha, o q mais eu devo digitar?
Bom, mesmo assim vou encaminhar o meu tema por e-mail.
Minha melhor experiência educativa vivida na verdade não foi com nenhum professor, foi com uma paciente minha. No meu primeiro ano de residência tive uma paciente na internação psiquiátrica que pode me ensinar coisas que jamais pude aprender com algum outro professor. A experiência foi muito intensa. Tive que aprender a manejar com a loucura de uma forma q nunca havia lido nos livros. Já uma experiência educativa negativa que me marcou foi com um professor que havia se proposto a fazer seminários nas aulas. No entanto, ao invés de abrir a oportunidade p os alunos falarem, ele aproveitava aquele público para falar de um assunto completamente diverso (político). Acho isso um desrespeito, pois o mínimo q um professor deve fazer é cumprir com aquilo q ele se propôs. Acho q a síntes da primeira vivências pode ser: podemos aprender em quase todas as situações. Já da segunda, a síntese é q o aluno não é burro!!! O diferente da educação médica para mim é q nós dispomos de muitos pacientes (e consequentemente muitos professores) q podem nos ensinar na prática aquilo q o professor ficou devendo. Agora uma experiência q eu tenha educado alguém... isso seria mais fácil perguntar p quem eu já dei aula. Mas acho q educar mesmo eu eduquei poucas pessoas: dois cursistas q eu supervisiono numa clínica psiquiatra. Acho q eles eu eduquei um pouquinho: discuti teoria, discuti a prática, e sempre q necessário, atendi os pacientes com eles. Essa última etapa minha parece fundamental para educação na especialidade q eu atuo. A minha palavra continua sendo dedicação. Já a pergunta é: será q a dedicação de todos seria sufiente para suplantar os problemas sociais do nosso país?
Acho q é isso.
Um abraço,
Carolina