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Sexta-feira, Abril 09, 2004
Meu texto versa sobre a teoria de currículo e a discussão do currículo médico.
A década de 40 foi o marco inicial da discussão sobre o currículo escolar. Foi nesta época que o termo currículo passou a substituir os "planos de estudo". O conteúdo da aprendizagem escolar no entanto, não era discriminado. Somente a partir da 2ºGuerra Mundial o currículo é apresentado como uma indicação do que se ensina, com um plano estruturado de estudos e como ferramenta pedagógica. Porém ainda neste período, a finalidade principal do currículo era de regular, normalizar e homogenizar o que se ensinava. O estado era o grande controlador do sistema. A partir de 1968 ocorre uma ruptura quanto ao significado de currículo. Surge a expressão currículo oculto, onde elementos imprevistos do cotidiano escolar começam a despontar. Questões relativas aos dualismos entre ação humana e estrutura, conteúdo e experiência, dominação e resistência afloram e a escola passa a ter um cunho político. O pensamento curricular brasileiro foi influenciado por estas novas perspectivas. A área de currículo deixa de ser vista apenas como meramente técnica e voltada para as questões de procedimentos, técnicas e métodos, e passa a incluir uma concepção crítica, guiada por questões sociológicas, políticas e epistemiológicas.
A partir de 1950 começam a surgir movimentos de reforma da educação médica latino-americana. Isto se dá visto a necessidades de criar cursos voltados à prevenção dentro das famílias e da comunidade. O modelo de reforma da educação médica visa atender ao compromisso assistencial e ao mesmo tempo satisfazer necessidades integrais e universais do conjunto da população. Para tal, as comissões MEC/SEsu, insistem na necessidade da formação geral e humanística, na resposnsabilidade do ensino médico perante a sociedade e na valorização do dever ético da profissão. Dentro das propostas de reformulação curricular, o currículo deve ser centrado no paciente em seu ambiente social. O aluno deve ser inserido precocemente na rede assitencial e exposto aos problemas das comunidades. Desta forma toma contato com a realidade concreta da saúde de seu país, aprende a identificar e diagnosticar as doenças e torna-se responsável por suas ações.
É isso aí pessoal, comentários serão bem vindos.
Ana Staub
A década de 40 foi o marco inicial da discussão sobre o currículo escolar. Foi nesta época que o termo currículo passou a substituir os "planos de estudo". O conteúdo da aprendizagem escolar no entanto, não era discriminado. Somente a partir da 2ºGuerra Mundial o currículo é apresentado como uma indicação do que se ensina, com um plano estruturado de estudos e como ferramenta pedagógica. Porém ainda neste período, a finalidade principal do currículo era de regular, normalizar e homogenizar o que se ensinava. O estado era o grande controlador do sistema. A partir de 1968 ocorre uma ruptura quanto ao significado de currículo. Surge a expressão currículo oculto, onde elementos imprevistos do cotidiano escolar começam a despontar. Questões relativas aos dualismos entre ação humana e estrutura, conteúdo e experiência, dominação e resistência afloram e a escola passa a ter um cunho político. O pensamento curricular brasileiro foi influenciado por estas novas perspectivas. A área de currículo deixa de ser vista apenas como meramente técnica e voltada para as questões de procedimentos, técnicas e métodos, e passa a incluir uma concepção crítica, guiada por questões sociológicas, políticas e epistemiológicas.
A partir de 1950 começam a surgir movimentos de reforma da educação médica latino-americana. Isto se dá visto a necessidades de criar cursos voltados à prevenção dentro das famílias e da comunidade. O modelo de reforma da educação médica visa atender ao compromisso assistencial e ao mesmo tempo satisfazer necessidades integrais e universais do conjunto da população. Para tal, as comissões MEC/SEsu, insistem na necessidade da formação geral e humanística, na resposnsabilidade do ensino médico perante a sociedade e na valorização do dever ético da profissão. Dentro das propostas de reformulação curricular, o currículo deve ser centrado no paciente em seu ambiente social. O aluno deve ser inserido precocemente na rede assitencial e exposto aos problemas das comunidades. Desta forma toma contato com a realidade concreta da saúde de seu país, aprende a identificar e diagnosticar as doenças e torna-se responsável por suas ações.
É isso aí pessoal, comentários serão bem vindos.
Ana Staub
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