.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Sexta-feira, Junho 25, 2004


Assunto: [tramse] vejam isso!

22/06/2004 - 22h46
Portugueses querem adotar sistema de cotas para homens nos
cursos de medicina

Da Redação
Em São Paulo

Enquanto no Brasil o Ministério da Educação vem discutindo
maneiras de adotar política de cotas para negros e carentes nas
universidades, o ministro da Saúde de Portugal apresenta uma
proposta ainda mais polêmica: a reserva de vagas para homens nos
cursos de medicina. A razão para o projeto é que as mulheres já
representam 65% do total de alunos desta carreira no ensino
superior do país, o que estaria gerando "desconforto" entre os
homens.

A idéia vem sido defendida pelo presidente do colégio de
médicos, Germano de Souza, pelo ministro da Saúde, Luiz Filipe
Pereira, e pelo presidente do prestigioso centro de pesquisa
biomédica Abel Salazar, Antonio Souza Pereira, que pretendem
levar a votação ao Parlamento. "A medicina é uma atividade que
exige uma dedicação de 24 horas", difícil de compatibilizar com
as "obrigações domésticas e familiares" próprias das mulheres,
disse Pereira. "Não se trata de machismo. É a realidade",
afirmou recentemente Souza.

Atualmente, dos 6.067 estudantes de medicina 2.269 (35,5%) são
homens. No mercado de trabalho, os homens ainda representam a
maioria, com 55% enquanto 45% são mulheres.

Germano de Souza, do colégio de médicos, admitiu que acha
difícil defender as cotas masculinas "porque parecem sempre
defender um ser inferior", mas afirma que talvez seja a única
solução para o "problema" do "atual sistema de ingresso na
faculdade", que não dá possibilidades aos homens porque "as
mulheres têm mais juízo e estudam mais", diz ele. Também para o
presidente da entidade, a "maternidade afasta as mulheres do
trabalho e diminui a capacidade de entrega à profissão".



Abraço,
Sônia