.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Terça-feira, Junho 22, 2004


Caros colegas

Como sempre o Luis Fernando Verissimo consegue "dizer tudo" com suas crônicas. Ao ler a última mensagem da Carmen fiquei tão triste. Triste por lembrar o que faço esforço para esquecer. Tento esquecer como era bom quando eramos crianças e adolescentes em uma sociedade mais tranquila e saudável. Triste por mim e pelos meus filhos. Triste por nós e vossos filhos. O problema esta posto. Mas por mais que eu leia e reflita sobre ele não tenho encontrado uma causa que possa explicar tudo isto, ou mesmo as múltiplas causas de todo este desarranjo social me escapam. Gostaria de encontrar um modelo multifatorial que explicasse o momento social que nossos filhos tem de viver e sobreviver. Talvez com um modelo explicativo pudessemos intervir de alguma forma para resolver o problema, como aprendemos na Medicina. Mas vejo que não estamos nem mesmo perto disto. É dificil pois não me sinto encorajada a deixar nossas crianças enfretarem sozinhas tudo isto que aí está, como sugere o Verissimo. Acho até que nem sería justo pois elas não criaram este monstro que esta posto. O que fazer, eis a questão? Alguém sabe? Acho que não. Tenho esperança que o mundo de alguns passos para trás mas nem sei isto seria uma parte da solução ou mais um erro. Me parece bem complicado e de fato exige esforço coletivo como diz a Carmen. Para ensinar, aprender , transformar, avançar, melhorar uma sociedade doente. Infelizmente o Verissimo traz o problema mas não a solução. Como seria bom encontrar o caminho.....................Quem sabe um dia.
Para alguns talvez pareça que fui muito concreta ao interpretar a mensagem da Carmen ao pé da letra mas ocorre que de fato tudo o que se relaciona com nossas crianças e o mundo que elas tem de enfrentar me preocupa e aproveito essas ocasiões para dividir com meus pares esta preocupação.

Abraços a todos Patricia Picon