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Quarta-feira, Setembro 29, 2004
Caros alunos e alunas
Estes são os textos produzidos na aula passada, com o complemento das respostas dos colegas realizados hoje.
Estes são os textos produzidos na aula passada, com o complemento das respostas dos colegas realizados hoje.
1) A existência das "coisas privadas" depende do bom funcionamento do "público" - se o estado não consegue garantir as condições básicas de funcionamento dos bens públicos (ex: segurança, ensino...), a longo prazo, ocorrerá uma "distinção social" que influenciará negativamente a sociedade em todos os níveis, inclusive as atividades privadas.
Concordo com a afirmação, porém acredito que não só o Estado tem responsabilidade do bom funcionamento dos bens públicos. Acho que cada cidadão, isoladamente ou no contexto social global também tem a sua responsabilidade.
2) O público e o privado se relacionam na medida em que todas as necessidades primárias dos indivíduos (privado) deveriam ser igualmente atendidos independente da sua condição sócio-econômica. Pensando assim a maioria das coisas seriam públicas.
A atenção às necessidades individuais devem ser supridas independente dos termos "público" e "privado".
3) No mundo, dito globalizado, somente atingiremos as condições plenas de igualdade, tanto em educação quanto em saúde, quando passarmos por profundas transformações, desde o pensar e o agir individual até o coletivo, buscando a cobertura democrática para podermos então fazer justiça social. Resgatando os valores, hoje tão distantes, onde o "Ser" volte a ter a importância em relação ao "Ter".
Acredito que o "ser" é sempre o que importa, apesar de não acontecer no nosso dia a dia. Concordo com o teu pensamento.
4) Antigamente ( mais ou menos na década de 60) no Brasil estudar em escola pública era o ideal de todos (era feito estudar em escola privada). Não sei o que nossos governantes conseguiram fazer com nossa educação pública (ensino médio e fundamental). Hoje nossas crianças e adolescentes, chegam na 8º série sem saber ler e escrever, o que interessa são os números estatísticos: "nº X" de crianças estão na escola (e o pior...) e não são analfabeto (sabem escrever o nome e pegar um ônibus). Infelizmente não podemos, hoje, colocarmos nossos filhos a estudar em escola pública. Qual a solução para resgatar os "tempos áureos da educação pública brasileira"?
Eu creio que houve um desmantelamento do ensino público, pensado e articulado. A educação é a forma mais contundente de emancipação. E creio que não foram somente interesses tupiniquins, mas interesse econômico, mundiais de manutenção de submissão de um país com potencial de tornar-se grande.
5) A educação, assim, como a saúde, devem ser tratados não como um assunto público ou privado, uma vez que ambos estes setores devem ser responsáveis por itens tão essenciais à nossa população. O governo tem sua responsabilidade, sem dúvida alguma, no então, instituições privadas devem também ter sua parcela de responsabilidade, por uma questão de cidadania e consciência social. No final, todos saem ganhando com uma população culta e saudável, tanto o público quanto o privado, através de ganhos em produtividade, qualidade de vida...
Tanto educação como saúde, não deve ser medida com força de melhor ou pior na questão do privado e o público, mas sim as duas devem ser responsáveis por esse direito que cada cidadão tem neste mundo em que vivemos.
6) A questão pública-privada na saúde é uma maneira de otimizar a prestação e a qualidade de serviços. Contudo, através desta forma de estruturação podem ocorrer "desvios". Isto é, quem terá acesso a estes serviços e que tipo de serviços prestados. As entidades privadas começam, assim, a deter o poder sobre resoluções sobre o processo da saúde.
Nos E.U.A a saúde é um negócio, na Europa é um direito. E no Brasil? Essa é uma pergunta que a sociedade precisa responder!
7) Através das discussões da aula de hoje, concluo que em nosso país, o que está vinculado ao público (educação, saúde) está muito carente, necessitado. A população que tem acesso ao "privado" tem suas necessidades supridas. Uma ajuda (financeira) do privado em relação ao público (mesmo que), poderia ser uma solução. A frase que escolhi, "não se faz político sem crimes" (Hélio Garcia) pode relacionar-se a isso, já que para qualquer acordo sempre há uma troca, onde o acordo é a política e a troca o crime.
Nesta discussão acerca da relação entre o público (Educação-Saúde) x privado, uma questão que merece ser explicada é: Nós, enquanto sociedade realmente queremos democratizar o acesso à educação e à saúde (e portanto à cidadania)?
8) A distância entre o público e o privado é notória. A polêmica que gera entre estas duas palavras sempre existiu e sempre existirá, cada um defendendo seu ponto de vista, principalmente se o emprego está na jogada. O público e o privado estão presentes na educação, saúde, emprego e comunicação, gerando opiniões diferentes em cada segmento.
Concordo. Acredito que quando funcionário público, pode-se ter mais autonomia para fazer mudanças, pois não é por qualquer motivo que este perderá seu emprego. Já o trabalhador na instituição privada, pode correr o risco de ter que fazer um trabalho conforme os recursos (ordens superiores) e caso não siga, pode perder seu emprego.
9) A atividade privada no Brasil tende a ser elitisada, mas as leis adequadas que determinam realmente limites e exigências para parcerias entre os sistemas, muitas vezes já não obstantes, irão claramente trazer benefícios para uma parcela maior da população. A diminuição do custo para o Estado é essencial, já que não consegue qualitativamente alcançar toda a população "marginalizada" no sistema público.
Sem dúvida alguma, o poder público já não consegue mais alcançar toda a população "marginalizada" de nosso país. Parcerias entre sistemas públicos e privados são bem vindas, já que poderão trazer benefícios a todos, de forma bilateral.
10) No Brasil quem pensa, reflete e discute a questão da cidadania e do uso do espaço público é denominado comunista, anarquista ou algum outro "isto" e não simplesmente cidadão.
Espaço público ¹Estado
Espaço público = Lugar comum
As elites dominantes tentam controlar o Estado. Para a manutenção do seu poder, se valem de muitos recursos. Empobrecer o conhecimento, controlar as idéias, rotular as pessoas nas formas de exercer o seu domínio e manter o estabelecido.
11) A busca constante de respostas para as situações do cotidiano é uma ferramenta valiosa para escolhas pessoais que influirão em nossos meios de ações e um recurso para transformar o meio em que vivemos.
Aproveitar nossas experiências e aquelas que observamos para tentar compreender, refletir e agir pela transformação e pelo crescimento: esta é uma postura trabalhosa mas essencial ao crescimento e a transformação.
12) Para muitos, os bens públicos poderiam ser jogados na privada. Para outros, o melhor seria privatizar o que é público, e em cima disso, faturar! Acho que o que deveríamos fazer, como sociedade onde se fala tanto de democracia, liberdade, igualdade e fraternidade; é publitizar o que é privado, e utopicamente, tentar estender os benefício do que é melhor, do que funciona, para todos.
Para que o público passe de fato a ser de todos deve-se ter a noção de que o que é público não deve ser considerado como "de ninguém", mas de "todo mundo". O público deve ser administrado como se privado fosse, ou seja, de alguém (todos) e de ninguém.
13) Nem o público é melhor que o privado; nem o privado é melhor que o público em tudo.
Concordo contigo, mas novavelmente precisária de muitas páginas para discutir esta pequena frase. Certamente encontramos vantagens e desvantagens nos dois sistemas, conforme já havíamos conversado na aula anterior.
14) A relação público/privada está atualmente inserida em um contexto, no qual se verifica que o setor público está cada vez mais sendo "invadido" ou "parasitado" pelo setor privado, em que os benefícios desta relação se voltam mais para o privado em detrimento do público. Isto pode ser traduzido pela maior facilidade de atendimento para pacientes com saúde privada, enquanto que pacientes da saúde pública necessitam freqüentemente aguardar atendimento semelhante.
O setor público não garante o atendimento de saúde adequado para a população e esta se vê obrigada a recorrer a saúde privada - desta maneira as pessoas de classe social mais baixa são impedidas de receber atendimento de saúde.
15) Público e Privado:
* Educação é a base de todos os pensamentos
* O poder econômico ainda é o poder
* As diferenças existem e vão existir mais ainda, tanto na educação, no social, na saúde, como na economia, porque depende de interesses de uma minoria, cujo poder pertence.
* O direito de igualdade de todos continua e continuará no papel por muitas gerações. É preocupante o nível de violência na nossa sociedade e a difícil capacidade de mudança.
O que tu escreveste eu concordo plenamente. A educação e o poder são as molas prepulsoras das relações e que as diferenças sociais são grandes e cada vez mais estão crescendo. Mas acredito que o homem tem o poder de transformação, basta querer! Precisamos acreditar que um mundo melhor é possível.
16) A humanidade acaba sempre "optando" pelas desigualdades sociais. Rússia Comunista: Todos tinham, teoricamente acesso a tudo. O povo escolheu acabar com este sistema através de votação (Era Gorbachov). Rússia pós-comunista: prostituição, Máfia Rússia, fome, miséria, terrorismo. Anarquismo; Nunca consegui buscá-lo muito a sério. Tudo conta todos.
Isto ocorre não somente na Rússia, mas em todo o mundo, nas sociedades em geral, sendo elas comunistas, socialista, capitalistas...
A opção pela desigualdade é um exercício do poder.
"Uma pessoa com uma crença política é um poder social igual a 99 outras pessoas que possuem apenas interesses".
Todos somos seres políticos podemos legislar em causa própria ou para uma comunidade como um bem maior.
"O poder é afrodisíaco."
Quem tem, sempre quer mais! Independente dos meios...
Concordo com a afirmação, porém acredito que não só o Estado tem responsabilidade do bom funcionamento dos bens públicos. Acho que cada cidadão, isoladamente ou no contexto social global também tem a sua responsabilidade.
2) O público e o privado se relacionam na medida em que todas as necessidades primárias dos indivíduos (privado) deveriam ser igualmente atendidos independente da sua condição sócio-econômica. Pensando assim a maioria das coisas seriam públicas.
A atenção às necessidades individuais devem ser supridas independente dos termos "público" e "privado".
3) No mundo, dito globalizado, somente atingiremos as condições plenas de igualdade, tanto em educação quanto em saúde, quando passarmos por profundas transformações, desde o pensar e o agir individual até o coletivo, buscando a cobertura democrática para podermos então fazer justiça social. Resgatando os valores, hoje tão distantes, onde o "Ser" volte a ter a importância em relação ao "Ter".
Acredito que o "ser" é sempre o que importa, apesar de não acontecer no nosso dia a dia. Concordo com o teu pensamento.
4) Antigamente ( mais ou menos na década de 60) no Brasil estudar em escola pública era o ideal de todos (era feito estudar em escola privada). Não sei o que nossos governantes conseguiram fazer com nossa educação pública (ensino médio e fundamental). Hoje nossas crianças e adolescentes, chegam na 8º série sem saber ler e escrever, o que interessa são os números estatísticos: "nº X" de crianças estão na escola (e o pior...) e não são analfabeto (sabem escrever o nome e pegar um ônibus). Infelizmente não podemos, hoje, colocarmos nossos filhos a estudar em escola pública. Qual a solução para resgatar os "tempos áureos da educação pública brasileira"?
Eu creio que houve um desmantelamento do ensino público, pensado e articulado. A educação é a forma mais contundente de emancipação. E creio que não foram somente interesses tupiniquins, mas interesse econômico, mundiais de manutenção de submissão de um país com potencial de tornar-se grande.
5) A educação, assim, como a saúde, devem ser tratados não como um assunto público ou privado, uma vez que ambos estes setores devem ser responsáveis por itens tão essenciais à nossa população. O governo tem sua responsabilidade, sem dúvida alguma, no então, instituições privadas devem também ter sua parcela de responsabilidade, por uma questão de cidadania e consciência social. No final, todos saem ganhando com uma população culta e saudável, tanto o público quanto o privado, através de ganhos em produtividade, qualidade de vida...
Tanto educação como saúde, não deve ser medida com força de melhor ou pior na questão do privado e o público, mas sim as duas devem ser responsáveis por esse direito que cada cidadão tem neste mundo em que vivemos.
6) A questão pública-privada na saúde é uma maneira de otimizar a prestação e a qualidade de serviços. Contudo, através desta forma de estruturação podem ocorrer "desvios". Isto é, quem terá acesso a estes serviços e que tipo de serviços prestados. As entidades privadas começam, assim, a deter o poder sobre resoluções sobre o processo da saúde.
Nos E.U.A a saúde é um negócio, na Europa é um direito. E no Brasil? Essa é uma pergunta que a sociedade precisa responder!
7) Através das discussões da aula de hoje, concluo que em nosso país, o que está vinculado ao público (educação, saúde) está muito carente, necessitado. A população que tem acesso ao "privado" tem suas necessidades supridas. Uma ajuda (financeira) do privado em relação ao público (mesmo que), poderia ser uma solução. A frase que escolhi, "não se faz político sem crimes" (Hélio Garcia) pode relacionar-se a isso, já que para qualquer acordo sempre há uma troca, onde o acordo é a política e a troca o crime.
Nesta discussão acerca da relação entre o público (Educação-Saúde) x privado, uma questão que merece ser explicada é: Nós, enquanto sociedade realmente queremos democratizar o acesso à educação e à saúde (e portanto à cidadania)?
8) A distância entre o público e o privado é notória. A polêmica que gera entre estas duas palavras sempre existiu e sempre existirá, cada um defendendo seu ponto de vista, principalmente se o emprego está na jogada. O público e o privado estão presentes na educação, saúde, emprego e comunicação, gerando opiniões diferentes em cada segmento.
Concordo. Acredito que quando funcionário público, pode-se ter mais autonomia para fazer mudanças, pois não é por qualquer motivo que este perderá seu emprego. Já o trabalhador na instituição privada, pode correr o risco de ter que fazer um trabalho conforme os recursos (ordens superiores) e caso não siga, pode perder seu emprego.
9) A atividade privada no Brasil tende a ser elitisada, mas as leis adequadas que determinam realmente limites e exigências para parcerias entre os sistemas, muitas vezes já não obstantes, irão claramente trazer benefícios para uma parcela maior da população. A diminuição do custo para o Estado é essencial, já que não consegue qualitativamente alcançar toda a população "marginalizada" no sistema público.
Sem dúvida alguma, o poder público já não consegue mais alcançar toda a população "marginalizada" de nosso país. Parcerias entre sistemas públicos e privados são bem vindas, já que poderão trazer benefícios a todos, de forma bilateral.
10) No Brasil quem pensa, reflete e discute a questão da cidadania e do uso do espaço público é denominado comunista, anarquista ou algum outro "isto" e não simplesmente cidadão.
Espaço público ¹Estado
Espaço público = Lugar comum
As elites dominantes tentam controlar o Estado. Para a manutenção do seu poder, se valem de muitos recursos. Empobrecer o conhecimento, controlar as idéias, rotular as pessoas nas formas de exercer o seu domínio e manter o estabelecido.
11) A busca constante de respostas para as situações do cotidiano é uma ferramenta valiosa para escolhas pessoais que influirão em nossos meios de ações e um recurso para transformar o meio em que vivemos.
Aproveitar nossas experiências e aquelas que observamos para tentar compreender, refletir e agir pela transformação e pelo crescimento: esta é uma postura trabalhosa mas essencial ao crescimento e a transformação.
12) Para muitos, os bens públicos poderiam ser jogados na privada. Para outros, o melhor seria privatizar o que é público, e em cima disso, faturar! Acho que o que deveríamos fazer, como sociedade onde se fala tanto de democracia, liberdade, igualdade e fraternidade; é publitizar o que é privado, e utopicamente, tentar estender os benefício do que é melhor, do que funciona, para todos.
Para que o público passe de fato a ser de todos deve-se ter a noção de que o que é público não deve ser considerado como "de ninguém", mas de "todo mundo". O público deve ser administrado como se privado fosse, ou seja, de alguém (todos) e de ninguém.
13) Nem o público é melhor que o privado; nem o privado é melhor que o público em tudo.
Concordo contigo, mas novavelmente precisária de muitas páginas para discutir esta pequena frase. Certamente encontramos vantagens e desvantagens nos dois sistemas, conforme já havíamos conversado na aula anterior.
14) A relação público/privada está atualmente inserida em um contexto, no qual se verifica que o setor público está cada vez mais sendo "invadido" ou "parasitado" pelo setor privado, em que os benefícios desta relação se voltam mais para o privado em detrimento do público. Isto pode ser traduzido pela maior facilidade de atendimento para pacientes com saúde privada, enquanto que pacientes da saúde pública necessitam freqüentemente aguardar atendimento semelhante.
O setor público não garante o atendimento de saúde adequado para a população e esta se vê obrigada a recorrer a saúde privada - desta maneira as pessoas de classe social mais baixa são impedidas de receber atendimento de saúde.
15) Público e Privado:
* Educação é a base de todos os pensamentos
* O poder econômico ainda é o poder
* As diferenças existem e vão existir mais ainda, tanto na educação, no social, na saúde, como na economia, porque depende de interesses de uma minoria, cujo poder pertence.
* O direito de igualdade de todos continua e continuará no papel por muitas gerações. É preocupante o nível de violência na nossa sociedade e a difícil capacidade de mudança.
O que tu escreveste eu concordo plenamente. A educação e o poder são as molas prepulsoras das relações e que as diferenças sociais são grandes e cada vez mais estão crescendo. Mas acredito que o homem tem o poder de transformação, basta querer! Precisamos acreditar que um mundo melhor é possível.
16) A humanidade acaba sempre "optando" pelas desigualdades sociais. Rússia Comunista: Todos tinham, teoricamente acesso a tudo. O povo escolheu acabar com este sistema através de votação (Era Gorbachov). Rússia pós-comunista: prostituição, Máfia Rússia, fome, miséria, terrorismo. Anarquismo; Nunca consegui buscá-lo muito a sério. Tudo conta todos.
Isto ocorre não somente na Rússia, mas em todo o mundo, nas sociedades em geral, sendo elas comunistas, socialista, capitalistas...
A opção pela desigualdade é um exercício do poder.
"Uma pessoa com uma crença política é um poder social igual a 99 outras pessoas que possuem apenas interesses".
Todos somos seres políticos podemos legislar em causa própria ou para uma comunidade como um bem maior.
"O poder é afrodisíaco."
Quem tem, sempre quer mais! Independente dos meios...
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