Links
Arquivos
- Março 2004
- Abril 2004
- Maio 2004
- Junho 2004
- Julho 2004
- Agosto 2004
- Setembro 2004
- Outubro 2004
- Novembro 2004
- Dezembro 2004
- Janeiro 2005
- Março 2005
- Abril 2005
- Maio 2005
- Junho 2005
- Julho 2005
- Agosto 2005
- Setembro 2005
- Outubro 2005
- Dezembro 2005
- Abril 2006
- Maio 2006
- Junho 2006
- Julho 2006
- Setembro 2006
- Outubro 2006
- Novembro 2006
- Dezembro 2006
- Janeiro 2007
- Março 2007
- Abril 2007
- Maio 2007
- Junho 2007
- Julho 2007
- Agosto 2007
- Setembro 2007
- Outubro 2007
- Novembro 2007
- Dezembro 2007
- Março 2008
- Abril 2008
- Maio 2008
- Junho 2008
- Agosto 2008
- Setembro 2008
- Outubro 2008
sindique este site
Sexta-feira, Abril 30, 2004
Ensinar a pensar certo
Quando Paulo Freire usou essa frase "ensinar a pensar certo", queria dizer aos professores/educadores que é necessário instigar os alunos para que busquessem refletir criticamente sobre as coisas a sua volta, ou seja, a questionar as coisas que são ditas e
não acreditar numa verdade pronta e acabada. Ele defendia que os sujeitos pensassem e hagissem criticamente. Então ensinar a pensar certo nada mais é que levar o aluno a perceber que ele pode e deve pensar sozinho e buscar as suas próprias respostas.
Abraço, Sônia

Quando Paulo Freire usou essa frase "ensinar a pensar certo", queria dizer aos professores/educadores que é necessário instigar os alunos para que busquessem refletir criticamente sobre as coisas a sua volta, ou seja, a questionar as coisas que são ditas e
não acreditar numa verdade pronta e acabada. Ele defendia que os sujeitos pensassem e hagissem criticamente. Então ensinar a pensar certo nada mais é que levar o aluno a perceber que ele pode e deve pensar sozinho e buscar as suas próprias respostas.
Abraço, Sônia
Quarta-feira, Abril 28, 2004
Estamos textando (de propósito para produzir texto e também testando para testar e não bater com a testa) a instalação do blogar no computador do Professor Manfroi! Esperamos ter tido sucesso.
Carmen, Sônia e Manfroi
Carmen, Sônia e Manfroi
Terça-feira, Abril 27, 2004
Oi pessoal.
Estou comentanto o livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire. É um livro pequeno no seu tamanho mas rico em conteúdo. Tive um pouco de dificuldade em assimilar certos conceitos, mas certamente ele tem um valor literário inconstestável. Paulo Freire é um filósofo, sociólogo, psicólogo e sobre tudo um pedagogo. O livro assume posturas claras quanto aos termos da transmissão dos ensinamentos de professor para aluno e trata da relação de poder entre aluno e professor. O respeito à autonomia ( como respeito à ética) é o conceito central mas ele vem cercado de muitos outros conceitos como política, recursos para a educação o direito do professor de lutar por melhores condições no ensino entre vários outros tópicos. Constatei porém que a citação mais frequente no livro são outros livros do próprio autor. Ele estaria fazendo um livro resumo de toda a sua carreira de educador? Como falei alguns conceitos são muito amplos ou polifacetados o que cria um certo ar de desconfiança na sua execução. Alguns conceitos políticos também são extemporâneos ou seriam precoces? Também constatei que o autor é amado por muitos mas também odiado por alguns outros. Seria por sua postura avançada e radical? A sensação mais intensa em ler esta bibliografia é a de que o autor para ser entendido em toda a sua plenitude deveria ser vasculhado minuciosamente, o que é quase impossível.
Abraços
Aldo
Um passo à frente: A revitalização das memórias (res)sentimentos - na constituição dos saberes
No dia 22 de abril de 2004 a minha querida amiga e ex-professora Hilda Jaqueline de Fraga defendeu a sua dissertação intitulada: "AS BOCAS DE RUA - EU TE VEJO, MAS VOCÊ NÃO ME VÊ: A cognicidade das memórias (res)sentimentos da cidade invisível". Nessa apresentação Jaque demonstra através de imagens e de sua fala o que muitas vezes nos negamos a ver/falar, que é o 'outro', neste caso o morador de rua. Ela defende que os moradores de rua tem muito a nos ensinar e revela que o espaço da rua também é uma escola, pois para conseguir sobreviver nela, é preciso estar sempre ligado em cada lição que é transmitido diariamente. Ela não defende e nem recrimina os moradores de rua, mas sim expos as suas vivências/expectativas que foram sendo coletandos durante as oficinas de Educação Patrimonial. A partir dessas oficinas pode concluir que o morador de rua tem espectativas referente a sua vida e a dos demais, tem muito a nos ensinar, tem desejos que em muitas das vezes não são tão diferentes dos nossos (ser feliz e respeitado como qualquer cidadão). Jaque buscou revitalizar o patrimônio afetivo através das vivências das oficinas. Durante essa caminhada de dois anos passou por várias dificuldades para conseguir constituir um laço afetivo e de respeito para efetivar o que tinha se proposto.
Estou comentanto o livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire. É um livro pequeno no seu tamanho mas rico em conteúdo. Tive um pouco de dificuldade em assimilar certos conceitos, mas certamente ele tem um valor literário inconstestável. Paulo Freire é um filósofo, sociólogo, psicólogo e sobre tudo um pedagogo. O livro assume posturas claras quanto aos termos da transmissão dos ensinamentos de professor para aluno e trata da relação de poder entre aluno e professor. O respeito à autonomia ( como respeito à ética) é o conceito central mas ele vem cercado de muitos outros conceitos como política, recursos para a educação o direito do professor de lutar por melhores condições no ensino entre vários outros tópicos. Constatei porém que a citação mais frequente no livro são outros livros do próprio autor. Ele estaria fazendo um livro resumo de toda a sua carreira de educador? Como falei alguns conceitos são muito amplos ou polifacetados o que cria um certo ar de desconfiança na sua execução. Alguns conceitos políticos também são extemporâneos ou seriam precoces? Também constatei que o autor é amado por muitos mas também odiado por alguns outros. Seria por sua postura avançada e radical? A sensação mais intensa em ler esta bibliografia é a de que o autor para ser entendido em toda a sua plenitude deveria ser vasculhado minuciosamente, o que é quase impossível.
Abraços
Aldo
Segunda-feira, Abril 26, 2004
No dia 22 de abril de 2004 a minha querida amiga e ex-professora Hilda Jaqueline de Fraga defendeu a sua dissertação intitulada: "AS BOCAS DE RUA - EU TE VEJO, MAS VOCÊ NÃO ME VÊ: A cognicidade das memórias (res)sentimentos da cidade invisível". Nessa apresentação Jaque demonstra através de imagens e de sua fala o que muitas vezes nos negamos a ver/falar, que é o 'outro', neste caso o morador de rua. Ela defende que os moradores de rua tem muito a nos ensinar e revela que o espaço da rua também é uma escola, pois para conseguir sobreviver nela, é preciso estar sempre ligado em cada lição que é transmitido diariamente. Ela não defende e nem recrimina os moradores de rua, mas sim expos as suas vivências/expectativas que foram sendo coletandos durante as oficinas de Educação Patrimonial. A partir dessas oficinas pode concluir que o morador de rua tem espectativas referente a sua vida e a dos demais, tem muito a nos ensinar, tem desejos que em muitas das vezes não são tão diferentes dos nossos (ser feliz e respeitado como qualquer cidadão). Jaque buscou revitalizar o patrimônio afetivo através das vivências das oficinas. Durante essa caminhada de dois anos passou por várias dificuldades para conseguir constituir um laço afetivo e de respeito para efetivar o que tinha se proposto. Sexta-feira, Abril 23, 2004
Olá Henrique!
Essas são as referências que podem te auxiliar a refletir sobre a proposta para uma prática Construtivista:
BECKER, Fernando. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos. In: Educação e Construção do Conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2001. p. 15-32
_______. O que é Construtivismo?. In: Educação e Construção do Conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2001. p.69-79
FRANCO, Sérgio Roberto Kieling. Construtivismo e Interdisciplinaridade. In: Simpósio Nacional de Educação (2.: 1993: Frederico Wertphalen). Anais [Fredirico Westphalen]: URI, Departamento de Educação, 1993. p. 71-76
_______. O Construtivismo e a Educação. Porto Alegre: Mediação, 1995.
Essas são as referências que podem te auxiliar a refletir sobre a proposta para uma prática Construtivista:
BECKER, Fernando. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos. In: Educação e Construção do Conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2001. p. 15-32
_______. O que é Construtivismo?. In: Educação e Construção do Conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2001. p.69-79
FRANCO, Sérgio Roberto Kieling. Construtivismo e Interdisciplinaridade. In: Simpósio Nacional de Educação (2.: 1993: Frederico Wertphalen). Anais [Fredirico Westphalen]: URI, Departamento de Educação, 1993. p. 71-76
_______. O Construtivismo e a Educação. Porto Alegre: Mediação, 1995.
Abraço,
Sônia
Sônia
Quinta-feira, Abril 22, 2004
Gostaria de obter bibliografia sobre o modelo pedagógico de ensino contrutivista, assim como os outros modelos, pois pretendo discutir com alunos da graduação. Quem puder me ajudar, muito obrigado!
Henrique
Olá turma!!
Não esqueçam de ler um dos livros solicitados na última aula, já que não teremos aula nesta quarta-feira por causa do Feriado de Tiradentes. Escolham um dos livros de Paulo Freire que esta na referência que receberam no 1º dia de aula e que também esta postado no nosso Blog.
Abraço,
Sônia

Bom Feriado
Henrique
Terça-feira, Abril 20, 2004
Olá turma!!Não esqueçam de ler um dos livros solicitados na última aula, já que não teremos aula nesta quarta-feira por causa do Feriado de Tiradentes. Escolham um dos livros de Paulo Freire que esta na referência que receberam no 1º dia de aula e que também esta postado no nosso Blog.
Abraço,
Sônia
Sábado, Abril 17, 2004
[Medicina Copy Left?]

Que acham vocês desta idéia?
O conteúdo copy left avança pelas mais diversas áreas. Medicina umas das áreas onde todo conteúdo é muito caro agora também tem seu site de conteúdo livre através do projeto Public Library of Science.
:: copilefado do Paulinho
O conteúdo copy left avança pelas mais diversas áreas. Medicina umas das áreas onde todo conteúdo é muito caro agora também tem seu site de conteúdo livre através do projeto Public Library of Science.
:: copilefado do Paulinho
Quinta-feira, Abril 15, 2004
A leitura para o nosso próximo encontro (28/04) é um desses livros:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
_____. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
_____. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
Bom Feriado
Quarta-feira, Abril 14, 2004
Estes são alguns dos textos produzido pelos grupos na aula de hoje. Foi solicitado que lessem o texto do TARDIFF e outros com diferentes temáticas e fizessem "analogia" com o trabalho do professor/educador de profissionais da área da saúde.
Autores: Carolina Blaya, Maurício Pimentel, Richard B. Magalhãe, Cristina Arruda e Marcelo Schimidt
Os textos discutidos abordam a estrutura dos currículos e a forma de aprendizagem. Em relação ao currículo a proposta é a de uma organização por duas temáticas, utilizando não só os saberes da escola no currículo como também os de fora da escola. Deve-se priorizar no currículo a busca de respostas para os problemas e preocupações dos estudantes, os quais nem sempre são encontradas em currículos fragmentados e organizados por disciplinas. Trata-se de uma educação voltada para a compreensão, que segue o princípio proposto por Dewey do que se não se compreende o que se aprende, não há uma boa aprendizagem.
A aprendizagem não deve ser reduzida unicamente à utilização de técnicas, mas uma prática interativa e complexa. O professor é o agente de uma organização: ele é o sujeito do seu próprio trabalho. Não se pode separar a pedagogia do trabalho do professor. O médico, por sua vez, também se enquadra em um contexto em que ele é o agente do seu próprio trabalho, não produto ou visto mera e exclusivamente como executor ou técnico de uma tarefa.
Os textos discutidos abordam a estrutura dos currículos e a forma de aprendizagem. Em relação ao currículo a proposta é a de uma organização por duas temáticas, utilizando não só os saberes da escola no currículo como também os de fora da escola. Deve-se priorizar no currículo a busca de respostas para os problemas e preocupações dos estudantes, os quais nem sempre são encontradas em currículos fragmentados e organizados por disciplinas. Trata-se de uma educação voltada para a compreensão, que segue o princípio proposto por Dewey do que se não se compreende o que se aprende, não há uma boa aprendizagem.
A aprendizagem não deve ser reduzida unicamente à utilização de técnicas, mas uma prática interativa e complexa. O professor é o agente de uma organização: ele é o sujeito do seu próprio trabalho. Não se pode separar a pedagogia do trabalho do professor. O médico, por sua vez, também se enquadra em um contexto em que ele é o agente do seu próprio trabalho, não produto ou visto mera e exclusivamente como executor ou técnico de uma tarefa.
Autores: Marilene Bock, Liana Bertolin Rossato, Lilian Espírito Santo, Greiciane Jesus de Oliveira Buss
O ensino na área da saúde tem muito de arte e improvisação, "um professor perito é semelhante a um músico ou a um ator que improvisa: ele cria coisas novas a partir de rotinas e de maneiras de proceder já estabelecidas". Portanto, para ensinar na área da saúde é importante que o professor tenha saber, o domínio da técnica e a partir daí, também com o uso de sua intuição improvise e crie, mantendo uma atividade de trabalho interativo. Por outro lado o aluno é uma pessoa que vai estabelecer as relações e interpretações a partir de suas vivências, perspectivas e interesse, transformando o conhecimento adquirido.
O ensino na área da saúde tem muito de arte e improvisação, "um professor perito é semelhante a um músico ou a um ator que improvisa: ele cria coisas novas a partir de rotinas e de maneiras de proceder já estabelecidas". Portanto, para ensinar na área da saúde é importante que o professor tenha saber, o domínio da técnica e a partir daí, também com o uso de sua intuição improvise e crie, mantendo uma atividade de trabalho interativo. Por outro lado o aluno é uma pessoa que vai estabelecer as relações e interpretações a partir de suas vivências, perspectivas e interesse, transformando o conhecimento adquirido.
Questionamento: Quais são os grandes desafios, positivos e negativos, em estar dando aula?
Resposta: Estou em fase de conclusão da disciplina de prática educativa e fui contratado como professor em uma universidade da grande porto alegre. Conversando com a professora Carmem, surgiu o questionamento acima. Agora, enquanto professor, os desafios até então discutidos na teoria, tornam-se reais. Até o momento só tive desafios positivos, que serviram para crescimento, meu e dos alunos. Acho que o grande desafio está em conseguir resgatar aquele aluno de graduação que encontra-se desestimulado, desatento, com dificuldades em sala de aula, e que se nada for feito em prol dele, terei um colega de profissão despreparado. Estando na função de educador e professor tenho o dever de resgatar este futuro colega, e tentar da melhor maneira possível estimulá-lo e ajudá-lo. Vejo que aquele aluno que "caminha por suas próprias pernas" devo mantê-lo assim, porém aquele que tem deficiências para "caminhar" devo "reabilitá-lo". Tenho como filosofia de ensino o modelo construtivista, e com isso não ganho a simpatia de todos os alunos, que muitas vezes preferem ficar sentados, copiando a matéria (que vai cair na prova), sem desenvolver o raciocínio dos mecanismos. Modelo mais trabalhoso, exige maior dinâmica do professor, uma postura onde o conhecimento "vai e volta" (onde o professor não é dono). Este é outro grande desafio a ser enfrentado com os alunos, e que através de muito esforço e dedicação de ambos os lados, pode-se conseguir grandes resultados.
Bom, por enquanto é isto
Um grande abraço a todos
Henrique
Resposta: Estou em fase de conclusão da disciplina de prática educativa e fui contratado como professor em uma universidade da grande porto alegre. Conversando com a professora Carmem, surgiu o questionamento acima. Agora, enquanto professor, os desafios até então discutidos na teoria, tornam-se reais. Até o momento só tive desafios positivos, que serviram para crescimento, meu e dos alunos. Acho que o grande desafio está em conseguir resgatar aquele aluno de graduação que encontra-se desestimulado, desatento, com dificuldades em sala de aula, e que se nada for feito em prol dele, terei um colega de profissão despreparado. Estando na função de educador e professor tenho o dever de resgatar este futuro colega, e tentar da melhor maneira possível estimulá-lo e ajudá-lo. Vejo que aquele aluno que "caminha por suas próprias pernas" devo mantê-lo assim, porém aquele que tem deficiências para "caminhar" devo "reabilitá-lo". Tenho como filosofia de ensino o modelo construtivista, e com isso não ganho a simpatia de todos os alunos, que muitas vezes preferem ficar sentados, copiando a matéria (que vai cair na prova), sem desenvolver o raciocínio dos mecanismos. Modelo mais trabalhoso, exige maior dinâmica do professor, uma postura onde o conhecimento "vai e volta" (onde o professor não é dono). Este é outro grande desafio a ser enfrentado com os alunos, e que através de muito esforço e dedicação de ambos os lados, pode-se conseguir grandes resultados.
Bom, por enquanto é isto
Um grande abraço a todos
Henrique
TEstando
Colegas, também estou testando
Terça-feira, Abril 13, 2004
Título: Os processos de ensino-aprendizagem: análise didática das principais teorias da aprendizagem.
Autor: A. I. Pérez Gómez
O texto analisa as principais teorias da aprendizagem a partir das suas implicações didáticas, oferece idéias e reflexões para o debate da utilização destas teorias na prática educativa e debate sobre as características e natureza da aprendizagem na aula e na escola: o que é relevante.
Principais teorias da aprendizagem:
1) Teorias associacionistas, de condicionamento, de E-R:
2 correntes: condicionamento clássico: Pavlov, Watson, Guthrie
condicionamento instrumental ou operante: Hull, Thorndike, Skinner
2) Teorias mediacionais:
múltiplas correntes: aprendizagem social, condicionamento por imitação de modelos: Bandura, Lorenz, Tinbergen, Rosenthal
teorias cognitivas: Gestalt e psicologia fenomenológica: Kofka, Köhler, Whertheimer, Maslow, Rogers
Psicologia genético cognitiva: Piaget, Bruner, Ausubel, Inhelder
Psicologia genético-dialética: Vygotsky, Luria, Leontiev, Rubinstein, Wallon
3) Teoria do processamento de informação: Gagné, Newell, Simon, Mayer, Pascual, Leone
OBS: achei importante citar os nomes pois as vezes ouvimos falar ou lemos, e é importante sabermos pelo menos em que corrente eles estão inseridos.
O primeiro grupo concebe a aprendizagem como um processo cego e mecânico de associação de estímulos e respostas provocado e determinado pelas condições externas, ignorando a intervenção mediadora de variáveis referentes à estrutura interna.
O segundo grupo considera que em toda aprendizagem intervém, de forma mais ou menos decisiva, as peculiaridades da estrutura interna.
O terceiro grupo diz que a aprendizagem é um processo de conhecimento, de compreensão de relações, em que as condições externas atuam mediadas pelas condições internas.
O autor conclui afirmando que as teorias da aprendizagem dão a informação básica, mas não suficiente, para organizar a teoria e a prática do ensino. A organização das condições externas da aprendizagem e o controle do modo de interação destas com as condições internas do sujeito, supõem o desenvolvimento e aperfeiçoamento das próprias condições internas (estrutura cognitiva efetiva e conduta do sujeito). Por isso, deve se dar especial atenção à interação nos processos de motivação, atenção, assimilação, organização, recuperação e transferência. Tais processos se dão em complexas redes de intercâmbio social, cultural e material do meio e são de extraordinária importância para compreender e orientar os processos de aprendizagem e desenvolvimento. Por isso a didática, ao organizar as condições da troca, deve prestar um cuidado especial a estas dimensões sutis destas complexas redes de comunicação.
Luciane Beitler da Cruz
Sonia
Li o texto Formação dos conceitos científicos e práticos pedagógicos, de Cleide Nébias. É um texto relativamente fácil, que flui bem. Trata-se de um texto sobre os estudos experimentais sobre a dinâmica do processo de formação dos conceitos. A autora enfatiza a progressão dos conceitos cotidianos, alternativos, espontâneos e pré-conceitos na formação dos conceitos científicos. A formação dos conceitos é resultado de uma atividade em que todas as funções intelectuais básicas tomam parte, que são formadas por 3 fases básicas: agregação desorganizada, pensamento por complexos e quando finalmente os
verdadeiros conceitos são formados. É uma forma de aproveitar os pré-conceitos das crianças na formulação do novo aprendizado que é desenvolvido na escola, considerando que o aluno traz riqueza de conhecimento sobre o mundo e seu funcionamento que vão ser trabalhados na aquisição de novos conceitos.
Um abraço,
Carolina Blaya
Autor: A. I. Pérez Gómez
O texto analisa as principais teorias da aprendizagem a partir das suas implicações didáticas, oferece idéias e reflexões para o debate da utilização destas teorias na prática educativa e debate sobre as características e natureza da aprendizagem na aula e na escola: o que é relevante.
Principais teorias da aprendizagem:
1) Teorias associacionistas, de condicionamento, de E-R:
2 correntes: condicionamento clássico: Pavlov, Watson, Guthrie
condicionamento instrumental ou operante: Hull, Thorndike, Skinner
2) Teorias mediacionais:
múltiplas correntes: aprendizagem social, condicionamento por imitação de modelos: Bandura, Lorenz, Tinbergen, Rosenthal
teorias cognitivas: Gestalt e psicologia fenomenológica: Kofka, Köhler, Whertheimer, Maslow, Rogers
Psicologia genético cognitiva: Piaget, Bruner, Ausubel, Inhelder
Psicologia genético-dialética: Vygotsky, Luria, Leontiev, Rubinstein, Wallon
3) Teoria do processamento de informação: Gagné, Newell, Simon, Mayer, Pascual, Leone
OBS: achei importante citar os nomes pois as vezes ouvimos falar ou lemos, e é importante sabermos pelo menos em que corrente eles estão inseridos.
O primeiro grupo concebe a aprendizagem como um processo cego e mecânico de associação de estímulos e respostas provocado e determinado pelas condições externas, ignorando a intervenção mediadora de variáveis referentes à estrutura interna.
O segundo grupo considera que em toda aprendizagem intervém, de forma mais ou menos decisiva, as peculiaridades da estrutura interna.
O terceiro grupo diz que a aprendizagem é um processo de conhecimento, de compreensão de relações, em que as condições externas atuam mediadas pelas condições internas.
O autor conclui afirmando que as teorias da aprendizagem dão a informação básica, mas não suficiente, para organizar a teoria e a prática do ensino. A organização das condições externas da aprendizagem e o controle do modo de interação destas com as condições internas do sujeito, supõem o desenvolvimento e aperfeiçoamento das próprias condições internas (estrutura cognitiva efetiva e conduta do sujeito). Por isso, deve se dar especial atenção à interação nos processos de motivação, atenção, assimilação, organização, recuperação e transferência. Tais processos se dão em complexas redes de intercâmbio social, cultural e material do meio e são de extraordinária importância para compreender e orientar os processos de aprendizagem e desenvolvimento. Por isso a didática, ao organizar as condições da troca, deve prestar um cuidado especial a estas dimensões sutis destas complexas redes de comunicação.
Luciane Beitler da Cruz
Prática Educativa em Medicina
Comentário sobre coletânea de textos distribuídos em aula (31 de março de 2004)
1. Os três primeiros textos são resumos de teses de doutorado e dissertação de mestrado apresentadas na Universidade Estadual de Campinas e Universidade de São Paulo. Estes resumos abordam o funcionamento de equipes multidisciplinares de saúde, práticas profissionais e de ensino em unidades básicas de saúde e a realização de atividades extracurriculares por estudantes de Medicina. Em minha opinião estes textos tratam de diferentes formas de processo de ensino e aprendizagem. O funcionamento de equipes multidisciplinares estimula a interação entre os diversos agentes envolvidos no atendimento permitindo uma intensa troca de experiências e, conseqüentemente, permite o crescimento conjunto do grupo. A prática profissional e o ensino junto a unidades básicas de saúde permitem uma vivência muito próxima da comunidade, estimulando o desenvolvimento da capacidade de percepção dos alunos em relação aos valores, dinâmicas e necessidades das pessoas em acompanhamento. O desenvolvimento de atividades extracurriculares por estudantes de Medicina está centrado principalmente na realização de procedimentos médicos práticos, principalmente na área de urgências. Esta é uma forma de aprendizado direto, decorrente da necessidade do estudante de dominar a realização de procedimentos necessários para o atendimento de seus pacientes. A realização deste aprendizado de forma extracurricular deve levantar discussão sobre o pouco espaço para a atuação prática no currículo oficial de algumas escolas de medicina.
2. O texto de Denise Leite faz um resumo sobre o seminário internacional Universidade e ciência na América Latina: a ciência para o século 21, realizado em Porto Alegre em 1999. Um dos principais aspectos discutidos foi qual a relação que se estabelece entre ciência e sociedade. De um lado a necessidade da viabilização de condições pela sociedade para que se possa produzir e gerar conhecimento. De outro, a aplicação do conhecimento e das tecnologias desenvolvidas apenas para uma parcela restrita da sociedade. Parece haver como que um distanciamento entre o conhecimento produzido e as reais necessidades da maioria da população, especialmente no cenário latinoamericano. A solução apontada, com a qual concordo plenamente, seria a formação qualificada de cientistas dentro de linhas de investigação voltadas para as realidades próprias e regionais, sem, no entanto, perder contanto com as grandes áreas de desenvolvimento em nível mundial.
3. O último texto trata de um trabalho de pesquisa realizado no Espírito Santo sobre qual seria o modelo de ensino eficaz na opinião de estudantes de medicina. O modelo considerado mais adequado consistiria de aulas teóricas de qualidade, curtas, associadas à intensa atividade prática com pacientes, discussões de casos clínicos, debates e seminários. Para implementação deste modelo foram considerados como necessárias, entre outras, uma maior qualificação dos professores e a resolução da falta de recursos para os hospitais escolas. Em nosso meio, acredito que o principal ponto a ser corrigido para a implementação deste modelo seria realmente uma maior integração entre as atividades teóricas e práticas.
Maurício Pimentel
Aluno PPG Cardiologia
Comentário sobre coletânea de textos distribuídos em aula (31 de março de 2004)
1. Os três primeiros textos são resumos de teses de doutorado e dissertação de mestrado apresentadas na Universidade Estadual de Campinas e Universidade de São Paulo. Estes resumos abordam o funcionamento de equipes multidisciplinares de saúde, práticas profissionais e de ensino em unidades básicas de saúde e a realização de atividades extracurriculares por estudantes de Medicina. Em minha opinião estes textos tratam de diferentes formas de processo de ensino e aprendizagem. O funcionamento de equipes multidisciplinares estimula a interação entre os diversos agentes envolvidos no atendimento permitindo uma intensa troca de experiências e, conseqüentemente, permite o crescimento conjunto do grupo. A prática profissional e o ensino junto a unidades básicas de saúde permitem uma vivência muito próxima da comunidade, estimulando o desenvolvimento da capacidade de percepção dos alunos em relação aos valores, dinâmicas e necessidades das pessoas em acompanhamento. O desenvolvimento de atividades extracurriculares por estudantes de Medicina está centrado principalmente na realização de procedimentos médicos práticos, principalmente na área de urgências. Esta é uma forma de aprendizado direto, decorrente da necessidade do estudante de dominar a realização de procedimentos necessários para o atendimento de seus pacientes. A realização deste aprendizado de forma extracurricular deve levantar discussão sobre o pouco espaço para a atuação prática no currículo oficial de algumas escolas de medicina.
2. O texto de Denise Leite faz um resumo sobre o seminário internacional Universidade e ciência na América Latina: a ciência para o século 21, realizado em Porto Alegre em 1999. Um dos principais aspectos discutidos foi qual a relação que se estabelece entre ciência e sociedade. De um lado a necessidade da viabilização de condições pela sociedade para que se possa produzir e gerar conhecimento. De outro, a aplicação do conhecimento e das tecnologias desenvolvidas apenas para uma parcela restrita da sociedade. Parece haver como que um distanciamento entre o conhecimento produzido e as reais necessidades da maioria da população, especialmente no cenário latinoamericano. A solução apontada, com a qual concordo plenamente, seria a formação qualificada de cientistas dentro de linhas de investigação voltadas para as realidades próprias e regionais, sem, no entanto, perder contanto com as grandes áreas de desenvolvimento em nível mundial.
3. O último texto trata de um trabalho de pesquisa realizado no Espírito Santo sobre qual seria o modelo de ensino eficaz na opinião de estudantes de medicina. O modelo considerado mais adequado consistiria de aulas teóricas de qualidade, curtas, associadas à intensa atividade prática com pacientes, discussões de casos clínicos, debates e seminários. Para implementação deste modelo foram considerados como necessárias, entre outras, uma maior qualificação dos professores e a resolução da falta de recursos para os hospitais escolas. Em nosso meio, acredito que o principal ponto a ser corrigido para a implementação deste modelo seria realmente uma maior integração entre as atividades teóricas e práticas.
Maurício Pimentel
Aluno PPG Cardiologia
Sonia
Li o texto Formação dos conceitos científicos e práticos pedagógicos, de Cleide Nébias. É um texto relativamente fácil, que flui bem. Trata-se de um texto sobre os estudos experimentais sobre a dinâmica do processo de formação dos conceitos. A autora enfatiza a progressão dos conceitos cotidianos, alternativos, espontâneos e pré-conceitos na formação dos conceitos científicos. A formação dos conceitos é resultado de uma atividade em que todas as funções intelectuais básicas tomam parte, que são formadas por 3 fases básicas: agregação desorganizada, pensamento por complexos e quando finalmente os
verdadeiros conceitos são formados. É uma forma de aproveitar os pré-conceitos das crianças na formulação do novo aprendizado que é desenvolvido na escola, considerando que o aluno traz riqueza de conhecimento sobre o mundo e seu funcionamento que vão ser trabalhados na aquisição de novos conceitos.
Um abraço,
Carolina Blaya
Segunda-feira, Abril 12, 2004
Oi Pessoal!
O texto Formação dos conceitos científicos e práticas
pedagógicas, escrito por Cleide Nébias (1999),
professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia
da Universidade São Marcos é um texto pequeno e com uma
linguagem bem acessível.
O texto baseia principalmente no trabalho de Vygotsky,
que em seus estudos experimentais sobre a dinâmica do
processo de formação dos conceitos chegou à conclusão,
entre outras coisas, de que: a formação dos conceitos é
o resultado de uma atividade complexa em que todas as
funções intelectuais básicas tomam parte.
Além disso, as pesquisas do autor também demonstraram
que há três fases básicas na trajetória da formação dos
conceitos: agregação desorganizada, pensamento por
complexos e por fim a última fase, na qual os
verdadeiros conceitos são formados.
Outro aspecto abordado no texto que eu achei bem
importante, é que os conceitos podem ser espontâneos
(definido por seus aspectos fenotípicos, sem uma
organização consistente e sistemática) e científicos
(sempre mediado por outros conceitos).
Abraços a todos.
Liana Bertolin Rossato.
O texto Formação dos conceitos científicos e práticas
pedagógicas, escrito por Cleide Nébias (1999),
professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia
da Universidade São Marcos é um texto pequeno e com uma
linguagem bem acessível.
O texto baseia principalmente no trabalho de Vygotsky,
que em seus estudos experimentais sobre a dinâmica do
processo de formação dos conceitos chegou à conclusão,
entre outras coisas, de que: a formação dos conceitos é
o resultado de uma atividade complexa em que todas as
funções intelectuais básicas tomam parte.
Além disso, as pesquisas do autor também demonstraram
que há três fases básicas na trajetória da formação dos
conceitos: agregação desorganizada, pensamento por
complexos e por fim a última fase, na qual os
verdadeiros conceitos são formados.
Outro aspecto abordado no texto que eu achei bem
importante, é que os conceitos podem ser espontâneos
(definido por seus aspectos fenotípicos, sem uma
organização consistente e sistemática) e científicos
(sempre mediado por outros conceitos).
Abraços a todos.
Liana Bertolin Rossato.
Sábado, Abril 10, 2004
a todos os colegas da prática educativa 01/2004. Ticiana Rodrigues
Oi pessoal!
O capítulo lido foi "Os processos de ensino-aprendizagem: análise didática das principais teorias da aprendizagem" escrito por A.I.Pérez Gómez , retirado do livro "Compreender e transformar o ensino" editora Artes Médicas de 1998.
O texto é denso e de leitura não muito simples, é preciso atenção. Trata da análise das diferentes teorias de ensinar e aprender.
Há dois enfoques e suas respectivas correntes. A primeira é a do Condicionamento, que divide-se em clássico e instrumental. Outra é á Mediacional, que também é dividida em condicionamento por imitação, teoria cognitiva e teoria do processamento de informação.
Teoria do Condicionamento
O homem é o produto das contingências reforçantes do meio. Um dos principais autores é Skinner ( lembram da citação feita em aula pela Carmem?). O comportamento humano está determinado por contingências socias que o rodeiam, orientam e especificam as influências dos reforçadores. A educação transforma-se numa simples tecnologia para programar reforços no momento oportuno.
Ë a teoria de entrada-saída, é um processo cego e mecânico de associação de estímulos , respostas e recompensas que orienta as condutas animais e as primeiras formas de reações da criança.
Como exemplo de aplicação dessa teoria temos os programas de reforço, o ensino programado, a análise de tarefas entre vários outros modelos aplicados.
Teoria Mediacional
Leva em consideração, a importância das variáveis internas; a consideração da conduta como totalidade e a supremacia da aprendizagem significativa que supõe reorganização cognitiva e atividade interna.
Na instância interna, estuda-se o funcional e o estrutural. Dentro do estrutural temos o registro sensitivo (recebe informações), memória a curto prazo (breves armazenamentos de informação selecionada), memória a longo prazo ( armazenamentos de informações por períodos mais longos).
As categorias de processamento são: atenção, codificação, rmazenamento e recuperação.
A APRENDIZAGEM ESCOLAR É UM TIPO DE APRENDIZAGEM PECULIAR, POR SE PRODUZIR DENTRO DE UMA INSTITUIÇÃO COM UMA CLARA FUNÇÃO SOCIAL, ONDE A APRENDIZAGEM DOS CONTEÚDOS DO CURRÍCULO TRANSFORMA-SE NO FIM ESPECÍFICO DA VIDA E DAS RELAÇÕES ENTRE OS INDIVÍDUOS QUE FORMAM O GRUPO SOCIAL.
Nenhuma das teorias têm a verdade absoluta, elas se completam. Elas dão a informação básica, mas não sufiente, para organizar a teoria e a prática do ensino.
Atualmente, não há só a preocupação com o indivíduo "aluno", mas com a complexa rede em que está vinculado, seja social, dentro e fora da sala de aula, além do recinto escolar, de modo que as variáveis culturais, materiais, ambientais do meio são de extrema importância no processo de aprender e orientar os caminhos de aprendizagem e desenvolvimento.
Toda troca é comunicação, asssim como esse texto.
Ticiana C. Rodrigues
Oi pessoal!
O capítulo lido foi "Os processos de ensino-aprendizagem: análise didática das principais teorias da aprendizagem" escrito por A.I.Pérez Gómez , retirado do livro "Compreender e transformar o ensino" editora Artes Médicas de 1998.
O texto é denso e de leitura não muito simples, é preciso atenção. Trata da análise das diferentes teorias de ensinar e aprender.
Há dois enfoques e suas respectivas correntes. A primeira é a do Condicionamento, que divide-se em clássico e instrumental. Outra é á Mediacional, que também é dividida em condicionamento por imitação, teoria cognitiva e teoria do processamento de informação.
Teoria do Condicionamento
O homem é o produto das contingências reforçantes do meio. Um dos principais autores é Skinner ( lembram da citação feita em aula pela Carmem?). O comportamento humano está determinado por contingências socias que o rodeiam, orientam e especificam as influências dos reforçadores. A educação transforma-se numa simples tecnologia para programar reforços no momento oportuno.
Ë a teoria de entrada-saída, é um processo cego e mecânico de associação de estímulos , respostas e recompensas que orienta as condutas animais e as primeiras formas de reações da criança.
Como exemplo de aplicação dessa teoria temos os programas de reforço, o ensino programado, a análise de tarefas entre vários outros modelos aplicados.
Teoria Mediacional
Leva em consideração, a importância das variáveis internas; a consideração da conduta como totalidade e a supremacia da aprendizagem significativa que supõe reorganização cognitiva e atividade interna.
Na instância interna, estuda-se o funcional e o estrutural. Dentro do estrutural temos o registro sensitivo (recebe informações), memória a curto prazo (breves armazenamentos de informação selecionada), memória a longo prazo ( armazenamentos de informações por períodos mais longos).
As categorias de processamento são: atenção, codificação, rmazenamento e recuperação.
A APRENDIZAGEM ESCOLAR É UM TIPO DE APRENDIZAGEM PECULIAR, POR SE PRODUZIR DENTRO DE UMA INSTITUIÇÃO COM UMA CLARA FUNÇÃO SOCIAL, ONDE A APRENDIZAGEM DOS CONTEÚDOS DO CURRÍCULO TRANSFORMA-SE NO FIM ESPECÍFICO DA VIDA E DAS RELAÇÕES ENTRE OS INDIVÍDUOS QUE FORMAM O GRUPO SOCIAL.
Nenhuma das teorias têm a verdade absoluta, elas se completam. Elas dão a informação básica, mas não sufiente, para organizar a teoria e a prática do ensino.
Atualmente, não há só a preocupação com o indivíduo "aluno", mas com a complexa rede em que está vinculado, seja social, dentro e fora da sala de aula, além do recinto escolar, de modo que as variáveis culturais, materiais, ambientais do meio são de extrema importância no processo de aprender e orientar os caminhos de aprendizagem e desenvolvimento.
Toda troca é comunicação, asssim como esse texto.
Ticiana C. Rodrigues
Sexta-feira, Abril 09, 2004
Bom, o meu texto, "Educação, trabalho e currículo na era do pós-trabalho e da pós-política", de Tomaz Tadeu da Silva, é essencialmente teórico, e de leitura bem difícil, uma vez que traz uma série de conceitos próprios às ciências políticas e sociais. O autor faz uma crítica da maneira como vem sendo tratada a educação nos tempos neoliberais, partindo da máxima "educação para o trabalho e para a cidadania". Questiona esse princípio, a partir da idéia de que, hoje em dia, é mais comum não haver trabalho (desemprego). Também traça um paralelo entre a nova "crítica" da educação e a literatura empresarial disponível, onde conceitos como flexibilidade, espírito crítico, capacidade de inovação, adaptabilidade à mudança, espírito de cooperação, etc. são igualmente utilizados e valorizados. Basicamente, conclui que o discurso educacional crítico atual serve às necessidades do capitalismo vigente.
A parte de que eu mais gostei, entretanto, é uma em que o autor critica a separação entre o conhecimento técnico e científico e o conhecimento cultural e social, transmitindo-se uma impressão de que "a técnica e a ciência são domínios relativamente livres de de processos interpretativos e de discussão". Desde meu ingresso no curso de medicina, nos idos de 1992, me questiono quanto à capacidade de ensinar-se medicina ou qualquer outra coisa, sem uma vasta bagagem das chamadas "humanidades". A propósito dessas idéias sugiro a todos a leitura das páginas amarelas da penúltima Veja (número 1847), uma entrevista com o atual reitor da Harvard, Lawrence Summers.
Acho que era isso.
Abraços a todos,
Ana Soledade
A parte de que eu mais gostei, entretanto, é uma em que o autor critica a separação entre o conhecimento técnico e científico e o conhecimento cultural e social, transmitindo-se uma impressão de que "a técnica e a ciência são domínios relativamente livres de de processos interpretativos e de discussão". Desde meu ingresso no curso de medicina, nos idos de 1992, me questiono quanto à capacidade de ensinar-se medicina ou qualquer outra coisa, sem uma vasta bagagem das chamadas "humanidades". A propósito dessas idéias sugiro a todos a leitura das páginas amarelas da penúltima Veja (número 1847), uma entrevista com o atual reitor da Harvard, Lawrence Summers.
Acho que era isso.
Abraços a todos,
Ana Soledade
Meu texto versa sobre a teoria de currículo e a discussão do currículo médico.
A década de 40 foi o marco inicial da discussão sobre o currículo escolar. Foi nesta época que o termo currículo passou a substituir os "planos de estudo". O conteúdo da aprendizagem escolar no entanto, não era discriminado. Somente a partir da 2ºGuerra Mundial o currículo é apresentado como uma indicação do que se ensina, com um plano estruturado de estudos e como ferramenta pedagógica. Porém ainda neste período, a finalidade principal do currículo era de regular, normalizar e homogenizar o que se ensinava. O estado era o grande controlador do sistema. A partir de 1968 ocorre uma ruptura quanto ao significado de currículo. Surge a expressão currículo oculto, onde elementos imprevistos do cotidiano escolar começam a despontar. Questões relativas aos dualismos entre ação humana e estrutura, conteúdo e experiência, dominação e resistência afloram e a escola passa a ter um cunho político. O pensamento curricular brasileiro foi influenciado por estas novas perspectivas. A área de currículo deixa de ser vista apenas como meramente técnica e voltada para as questões de procedimentos, técnicas e métodos, e passa a incluir uma concepção crítica, guiada por questões sociológicas, políticas e epistemiológicas.
A partir de 1950 começam a surgir movimentos de reforma da educação médica latino-americana. Isto se dá visto a necessidades de criar cursos voltados à prevenção dentro das famílias e da comunidade. O modelo de reforma da educação médica visa atender ao compromisso assistencial e ao mesmo tempo satisfazer necessidades integrais e universais do conjunto da população. Para tal, as comissões MEC/SEsu, insistem na necessidade da formação geral e humanística, na resposnsabilidade do ensino médico perante a sociedade e na valorização do dever ético da profissão. Dentro das propostas de reformulação curricular, o currículo deve ser centrado no paciente em seu ambiente social. O aluno deve ser inserido precocemente na rede assitencial e exposto aos problemas das comunidades. Desta forma toma contato com a realidade concreta da saúde de seu país, aprende a identificar e diagnosticar as doenças e torna-se responsável por suas ações.
É isso aí pessoal, comentários serão bem vindos.
Ana Staub
A década de 40 foi o marco inicial da discussão sobre o currículo escolar. Foi nesta época que o termo currículo passou a substituir os "planos de estudo". O conteúdo da aprendizagem escolar no entanto, não era discriminado. Somente a partir da 2ºGuerra Mundial o currículo é apresentado como uma indicação do que se ensina, com um plano estruturado de estudos e como ferramenta pedagógica. Porém ainda neste período, a finalidade principal do currículo era de regular, normalizar e homogenizar o que se ensinava. O estado era o grande controlador do sistema. A partir de 1968 ocorre uma ruptura quanto ao significado de currículo. Surge a expressão currículo oculto, onde elementos imprevistos do cotidiano escolar começam a despontar. Questões relativas aos dualismos entre ação humana e estrutura, conteúdo e experiência, dominação e resistência afloram e a escola passa a ter um cunho político. O pensamento curricular brasileiro foi influenciado por estas novas perspectivas. A área de currículo deixa de ser vista apenas como meramente técnica e voltada para as questões de procedimentos, técnicas e métodos, e passa a incluir uma concepção crítica, guiada por questões sociológicas, políticas e epistemiológicas.
A partir de 1950 começam a surgir movimentos de reforma da educação médica latino-americana. Isto se dá visto a necessidades de criar cursos voltados à prevenção dentro das famílias e da comunidade. O modelo de reforma da educação médica visa atender ao compromisso assistencial e ao mesmo tempo satisfazer necessidades integrais e universais do conjunto da população. Para tal, as comissões MEC/SEsu, insistem na necessidade da formação geral e humanística, na resposnsabilidade do ensino médico perante a sociedade e na valorização do dever ético da profissão. Dentro das propostas de reformulação curricular, o currículo deve ser centrado no paciente em seu ambiente social. O aluno deve ser inserido precocemente na rede assitencial e exposto aos problemas das comunidades. Desta forma toma contato com a realidade concreta da saúde de seu país, aprende a identificar e diagnosticar as doenças e torna-se responsável por suas ações.
É isso aí pessoal, comentários serão bem vindos.
Ana Staub
Quinta-feira, Abril 08, 2004
Com relação ao Construtivismo eu assimilei alguns conceitos que passo a comentar. O conhecimento depende de tres coisas; como se gera o conhecimento, como é feito o acordo com a realidade e como se produz o acordo entre os indivíduos. O conceito do construtivismo preve uma ação solitária do educando, mas podendo haver influencias externas. A organização de esquemas para se enfrentar condições externas passa a ser a maneira mais prática de se enfrentar as crises. O indivíduos fazem esquemas e associações de esquemas para cada situação vivenciada pela primeira vez. Após repetições e repetições desta associaçõs de esquemas eles passam a ser automáticos ou passam para o sub conciente, ou são reflexos. Quanto mais esquemas passam para os porões do sub-consciente ( inconsciente ou não consciente = Piaget x Freud) mais se libera memória RAM no consciente. Por fim, para não cansar a beleza de ninguém, acredito que Piaget tem uma influência muito grande na posição construtivista e em outras posições relacionadas à educação. Também parece que os tempos e os constumes se modificam como em ondas que vão e vem ou em modismos que em tempos estão desatualizados e em tempos voltam com força.
Aldo
Aldo
Quarta-feira, Abril 07, 2004
"Nenhum livro é isento de posicionamento político. Cada linha de texto sério que escrevi desde 1936 foi escrita, direta ou indiretamente, contra o totalitarismo e em defesa do socialismo democrático, tal como o entendo" George Orwell
Recebi uma coletânea de textos, sendo eles:
"Rumo a 1984" Thomas Pynchon
"A invenção de George Orwell" Louis Menand
"O George Orwell de cada um" Roberto Dias
"Parábolas do meio-irmão" Robert Kurz
"A risada enlatada ou o retorno dos reprimidos" Slavoj Zizek
O tema central de todos eles pode ser resumido em duas palavras COMUNICAÇÃO, como e o que comunicar; e INTERPRETAÇÃO, como os ouvintes e leitores decodificam o que comunicamos.
Os quatro primeiros textos falam sobre George Orwell e dois de seus livros "A Revolução dos Bichos"(1945) e "1984"(1949). Apresentam uma breve descrição da sua biografia, personalidade e ideologia. Orwell, codinome de Eric Blair, era inglês, nascido em Bengala (Índia) a 25 de junho de 1993, era considerado membro da esquerda dissidente, até mesmo de extrema esquerda. Apesar de "1984" versa sobre a natureza da experiência totalitária e se orienta pela noção do supérfluo. Em plena Guerra Fria, termo cunhado por Orwell, este escritor tornou um ícone do capitalismo norte-americano. "Quase tudo no entendimento popular de Orwell é uma distorção de suas reais convicções e do tipo de escritor que ele era" (Louis Menad, 2003).
É difícil resumir texto de cunho filosófico, principalmente quando versão sobre um escritor com George Orwell, mas penso que poderia tentar sintetizá-los dizendo que temos que ter objetivos bem definidos e saber muito claramente como eles serão encaminhados para atingirmos o resultado final e, além desta clareza, as pessoas são seres individuais, diferentes, recebem e filtram as informações, apropriam-se dos que consideram relevante e as utilizam na direção em que pensam ser a mais apropriada.
O último texto fala sobre a "máquina do riso" inventada por Charles R. Douglas no ínicio da década de 1950. Esta invenção é a responsável pelas "risadas de platéia" dos seriados cômicos, bem comuns na TV. É um texto crítico de como nós fazemos esforço para não pensar, até para rir nós utilizamos um equipamento eletrônico, estamos sempre correndo, trabalhando tanto, agindo em duetos de ato-reflexo, que não temos mais espaço em nossas mentes para a reflexão-educação.
Vou parar por aqui, não que o tema tenha se esgotado, mas para não ser monopolista e extensa.
Cristina Dornelles
Recebi uma coletânea de textos, sendo eles:
"Rumo a 1984" Thomas Pynchon
"A invenção de George Orwell" Louis Menand
"O George Orwell de cada um" Roberto Dias
"Parábolas do meio-irmão" Robert Kurz
"A risada enlatada ou o retorno dos reprimidos" Slavoj Zizek
O tema central de todos eles pode ser resumido em duas palavras COMUNICAÇÃO, como e o que comunicar; e INTERPRETAÇÃO, como os ouvintes e leitores decodificam o que comunicamos.
Os quatro primeiros textos falam sobre George Orwell e dois de seus livros "A Revolução dos Bichos"(1945) e "1984"(1949). Apresentam uma breve descrição da sua biografia, personalidade e ideologia. Orwell, codinome de Eric Blair, era inglês, nascido em Bengala (Índia) a 25 de junho de 1993, era considerado membro da esquerda dissidente, até mesmo de extrema esquerda. Apesar de "1984" versa sobre a natureza da experiência totalitária e se orienta pela noção do supérfluo. Em plena Guerra Fria, termo cunhado por Orwell, este escritor tornou um ícone do capitalismo norte-americano. "Quase tudo no entendimento popular de Orwell é uma distorção de suas reais convicções e do tipo de escritor que ele era" (Louis Menad, 2003).
É difícil resumir texto de cunho filosófico, principalmente quando versão sobre um escritor com George Orwell, mas penso que poderia tentar sintetizá-los dizendo que temos que ter objetivos bem definidos e saber muito claramente como eles serão encaminhados para atingirmos o resultado final e, além desta clareza, as pessoas são seres individuais, diferentes, recebem e filtram as informações, apropriam-se dos que consideram relevante e as utilizam na direção em que pensam ser a mais apropriada.
O último texto fala sobre a "máquina do riso" inventada por Charles R. Douglas no ínicio da década de 1950. Esta invenção é a responsável pelas "risadas de platéia" dos seriados cômicos, bem comuns na TV. É um texto crítico de como nós fazemos esforço para não pensar, até para rir nós utilizamos um equipamento eletrônico, estamos sempre correndo, trabalhando tanto, agindo em duetos de ato-reflexo, que não temos mais espaço em nossas mentes para a reflexão-educação.
Vou parar por aqui, não que o tema tenha se esgotado, mas para não ser monopolista e extensa.
Cristina Dornelles
Terça-feira, Abril 06, 2004
Olá pessoal, em resposta ao tema proposto pela Sônia gostaria de dizer que o quê ficou em relação à última aula.
1) Penso que o processo de ensino/aprendizagem, deve ser estruturado de forma a não somente ensinar, no sentido de transmitir conhecimento, mas de instigar o aluno a pensar e gerar novos conhecimentos. O professor deve assumir o papel de aglutinador das idéias e vivências que os alunos trazem para a sala de aula e devolver aos mesmos o aperfeiçoamento destes pensamentos e idéias.
2) Se o conteúdo ou assunto a ser abordado não tiverem com pré-requisito conhecimentos básicos, penso que isto é possível. Do contrário os estudantes menos favorecidos (de conhecimento) serão excluídos do grupo ou necessitarão de apoio extra classe.
Uma maneira de ensinar para diferentes níveis de conhecimento possa ser através de distribuição de diferentes tarefas de forma que o fechamento deste conteúdo dependa da participação de todo o grupo.
3) Designando tarefas onde todos os componentes tenham que exercer uma função. É importante que independentemente do tamanho do grupo, os pensamentos e idéias de cada um sejam indispensáveis para a conclusão de determinadas tarefas. Uma sugestão para este tipo de atividade poderia ser o uso do nosso blogger(que tem sido pouco usado). Através de uma idéia central, cada participante deveria registrar algo que fosse indispensável à conclusão do trabalho.
4) Minhas dúvidas se concentram no ensino nos dias de hoje. Como conseguiremos, dentro dos novos conceitos relacionados à educação,
nos desgarrar dos nossos próprios vícios de ensino/aprendizagem, para ensinarmos alunos com diferentes expectativas?
Sigamos em busca de!
Abraços, Ana Staub
1) Penso que o processo de ensino/aprendizagem, deve ser estruturado de forma a não somente ensinar, no sentido de transmitir conhecimento, mas de instigar o aluno a pensar e gerar novos conhecimentos. O professor deve assumir o papel de aglutinador das idéias e vivências que os alunos trazem para a sala de aula e devolver aos mesmos o aperfeiçoamento destes pensamentos e idéias.
2) Se o conteúdo ou assunto a ser abordado não tiverem com pré-requisito conhecimentos básicos, penso que isto é possível. Do contrário os estudantes menos favorecidos (de conhecimento) serão excluídos do grupo ou necessitarão de apoio extra classe.
Uma maneira de ensinar para diferentes níveis de conhecimento possa ser através de distribuição de diferentes tarefas de forma que o fechamento deste conteúdo dependa da participação de todo o grupo.
3) Designando tarefas onde todos os componentes tenham que exercer uma função. É importante que independentemente do tamanho do grupo, os pensamentos e idéias de cada um sejam indispensáveis para a conclusão de determinadas tarefas. Uma sugestão para este tipo de atividade poderia ser o uso do nosso blogger(que tem sido pouco usado). Através de uma idéia central, cada participante deveria registrar algo que fosse indispensável à conclusão do trabalho.
4) Minhas dúvidas se concentram no ensino nos dias de hoje. Como conseguiremos, dentro dos novos conceitos relacionados à educação,
nos desgarrar dos nossos próprios vícios de ensino/aprendizagem, para ensinarmos alunos com diferentes expectativas?
Sigamos em busca de!
Abraços, Ana Staub
Segunda-feira, Abril 05, 2004
Respondendo às questôes propostas 1) eu acredito que na aula de 31/03 constatamos que a Educação é uma atividade temporal. Em cada tempo temos usos costumes e esquemas diferentes para um mesmo objetivo. Alguns costumes nos parecem ridículos hoje mas certamente não o foram a 10, 20 ou 40 anos. 2) Sim. É claro que para o professor,o melhor seria ensinar para alunos do mesmo nível, dependeno muito do conteúdo a ser ensinado. Não se pode dar aulas de Física Quântica para alunos de filosofia. Os conceitos dificilmento seriam compreendidos. No entando conteúdos procedimentais ou atitudinais podem ser aplicados para alunos de níveis diferentes. 3) Quando os grupos de alunos são muito grandes (acima de 30 alunos) fica difícil a interação entre eles e entre professor e aluno. Nestes casos um recurso seria dividir os grupos em sub-grupos menores e assim pode-se obter uma melhor qualidade no ensino. 4) Existe uma tendência atual de se simplificar as coisas, de se nivelar por baixo, de não reprovar nenhum aluno. Seria esta uma conduta educativa válida?
Aldo
Aldo
A Susana e suas descobertas on line encaminhou esta publicação no site do Tramse. Na última sexta feira, dia 2 o Prof. Chico de Oliveira esteve em Porto Alegre e Proferiu palestra na Faculdade de Economia. Continua brilhante, com um humor refinado e extremamente lúcido em sua leitura da sociedade brasileira. Vale a pena ver seu último livro retomando a analogia do "Ornitorrinco".
Segue o material enviado pela Su.
Boas Leituras.
[Especial 1964-2004 - 40 anos esta noite ]
FRANCISCO DE OLIVEIRA
O legado mais nefasto da ditadura militar dá-se no plano da política. A financeirização externalizada da economia impede as classes sociais internas de decidir sobre os rumos do Estado e da sociedade brasileira.
O golpe militar que instaurou a mais longa ditadura no Brasil completa quarenta anos nesta passagem de 31 de março para 1º de abril: é a grande mentira nacional. Mas seria pura estultice teórica, com graves conseqüências políticas, negar o caráter determinante dos vinte e um anos da ditadura para a formação do que hoje somos. Somados aos quinze anos da ditadura de Vargas, de 1930 a 1945, resultam 36 anos de regimes declaradamente ditatoriais em 50 anos de acelerado crescimento econômico, entre 1930 e 1980. Isso deveria dizer alguma coisa sobre o caráter violento da expansão capitalista no Brasil no século XX.
No período militar, a coerção estatal foi utilizada no grau máximo para acelerar o desenvolvimento: repressão ao movimento de trabalhadores, intervenção nas universidades, combinado com o uso do dinheiro público para financiar expansão e fusão de empresas, de forma que o Bradesco, por exemplo, simplesmente um tamborete no início dos anos sessenta, coloca-se no primeiro ou segundo lugar entre os bancos nacionais privados; o Itaú não é diferente: do modesto Banco da América, de fusão em fusão, transformou-se também ora no primeiro, ora no segundo entre os bancos privados nacionais.
Na indústria pesada, os financiamentos do BNDE, através do Finame, alavancaram poderosos grupos que depois a “abertura” de FHC tornou pó. E as empresas estatais chegaram a representar uma porcentagem elevada do PIB brasileiro, dando a impressão, a quem chegasse de Marte, que se tratava de uma economia socialista. Fundos públicos foram constituídos como elementos de financiamento da acumulação de capital num grau que o mais delirante “populista” jamais se atreveria.
Mas a própria aceleração da expansão pregou uma peça aos que pensavam ter resolvido para sempre os dilemas de uma economia na periferia do capitalismo. O uso do dinheiro externo, que fez com que a dívida externa brasileira saltasse dos 3 bilhões de dólares com Jango para 105 bilhões quando Figueiredo passou o bastão a José Sarney, externalizou definitivamente, por longo tempo, o financiamento da acumulação de capital. Com a globalização financeira, a dívida externa brasileira transformou-se no algoz do investimento.O último grande esforço para sair dessa armadilha deu-se no governo Sarney, com Dilson Funaro e a equipe da Unicamp, que com o Fundo Nacional de Desenvolvimento tentaram reverter o descalabro financeiro do Estado brasileiro, e fazê-lo voltar ao papel de grande financiador.O FND foi boicotado e ali finava-se a grande fase chamada “desenvolvimentista”.
Depois disso, todos os governos viram-se às voltas com a dependência financeira externa da acumulação de capital. FHC tentou desbloquear internalizando poderosamente a própria financeirização globalizada, através de uma política cambial que se mostrou temerária e devastadora. As privatizações foram o grande atrativo para os capitais, mas esgotada essa fase, o capital produtivo não continuou a entrar como era esperado. O governo de Luis Inácio Lula da Silva não consegue escapar dessa restrição: não há nenhuma economia no mundo que consiga pagar 9% do PIB como serviço da dívida e continuar investindo. Se pensarmos que o coeficiente de investimento sobre o PIB hoje não passa de 17% a 18%, dá para ver o impedimento de forma clara.
O legado mais nefasto da ditadura militar dá-se no plano da política. A financeirização externalizada da economia brasileira retira das classes sociais internas a capacidade de decidir sobre os rumos do Estado e da sociedade. É como se tornasse nossos votos inúteis e descartáveis. Não há, portanto, nada a comemorar. Nos dias que antecederam ao golpe, a esquerda brincava: “nada de intermediários: Lincoln Gordon para presidente”. O chiste virou profecia. Agora, chamaremos Soros ou Anne Krueger?
Francisco de Oliveira é professor-titular aposentado do Depto. de Sociologia da USP e coordenador do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da FFLCH-USP
publicado originalmente na Agência Carta Maior em 01/04/2004
Bom, são assuntos bastante complexos e diferentes a serem tratados, começarei pelo final. Penso que a prática educativa, em si, é uma dúvida, Tenho capacidade para educá-los? Como estará o grupo hoje? Terei sucesso em atingir os objetivos propostos? Ao chegarmos aos 50 anos de exercício da prática educativa ainda teremos estas dúvidas, AINDA BEM, pois isto mostra o quão dinâmico é este processo e também a sua necessidade de constante aprimoramento. Acredito que um educador nunca estará pronto, estamos sempre em construção e, espero, que sempre coletiva!
A aula de 31.03 serviu para reafirmar uma posição muito forte que tenho há anos em relação ao processo da educação: Ela é Ideológica, serve a propósitos pré-estabelecidos e busca formar cidadãos, moldar suas condutas, os conteúdos são coadjuvantes deste processo.
Trabalhar com "turmas" diferentes, no conceito que temos hoje delas, divididas por faixas etários e degraus de conhecimento, penso que é quase impossível. Porém, grupos com níveis de conhecimento distintos nós trabalhamos todos os dias, sendo este um dos maiores desafios da prática de educar. Para conseguir realmente educar, temos que primeiro diagnosticar os diferentes níveis, tentar traçar uma média a ser atingida, mas sempre teremos alguns que estarão insatisfeitos, ou por que não atingiram os objetivos, ou por que suas expectativas foram frustradas. Para este grupo temos que desenvolver estratégias distintas, os primeiros com mais atenção e esforço para tentá-los trazer à média, o segundo grupo deve ser mais desafiado para mantermos seus interesses. Já partindo para a terceira questão, penso que estas estratégias são bem mais viáveis em grupos menores, pois podemos conhecer melhor a cada um sem perder o todo. Nosso grande problema é trabalhar com grupos grandes, como conhecê-los, como sair da aula expositiva, como manter sua atenção, como ajudar na sua participação? São muitas dúvidas que me acompanham diariamente.
Para exemplificar pensemos em duas turmas uma com dez alunos e outra com 50, temos um tema para ser discutido através da reflexão de um texto. na primeira turma (dez alunos) poderemos fazer isto conjuntamente e ocupar todo o tempo da aula para lermos, discutirmos com a reflexão individual de cada participante (educandos e educadores) e chegarmos a conclusões coletivas. Já no segundo grupo isto é inviável, pois não haveria tempo para todos discutirem conjuntamente, então, devemos dividir este grupo em grupos menores, para realizarem o mesmo processo, porém não com a totalidade do grupo, o educador deverá distribuir sua atenção entre os grupos menores e, finalmente, em grande grupo, deverá ser exposta uma resenha da discussão - fato que acarreta perda de conteúdo da mesma - para que cheguem a conclusões coletivas.
Bom final de semana a todos.
Cristina Dornelles

Segue o material enviado pela Su.
Boas Leituras.
[Especial 1964-2004 - 40 anos esta noite ]
FRANCISCO DE OLIVEIRA
O legado mais nefasto da ditadura militar dá-se no plano da política. A financeirização externalizada da economia impede as classes sociais internas de decidir sobre os rumos do Estado e da sociedade brasileira.
O golpe militar que instaurou a mais longa ditadura no Brasil completa quarenta anos nesta passagem de 31 de março para 1º de abril: é a grande mentira nacional. Mas seria pura estultice teórica, com graves conseqüências políticas, negar o caráter determinante dos vinte e um anos da ditadura para a formação do que hoje somos. Somados aos quinze anos da ditadura de Vargas, de 1930 a 1945, resultam 36 anos de regimes declaradamente ditatoriais em 50 anos de acelerado crescimento econômico, entre 1930 e 1980. Isso deveria dizer alguma coisa sobre o caráter violento da expansão capitalista no Brasil no século XX.
No período militar, a coerção estatal foi utilizada no grau máximo para acelerar o desenvolvimento: repressão ao movimento de trabalhadores, intervenção nas universidades, combinado com o uso do dinheiro público para financiar expansão e fusão de empresas, de forma que o Bradesco, por exemplo, simplesmente um tamborete no início dos anos sessenta, coloca-se no primeiro ou segundo lugar entre os bancos nacionais privados; o Itaú não é diferente: do modesto Banco da América, de fusão em fusão, transformou-se também ora no primeiro, ora no segundo entre os bancos privados nacionais.
Na indústria pesada, os financiamentos do BNDE, através do Finame, alavancaram poderosos grupos que depois a “abertura” de FHC tornou pó. E as empresas estatais chegaram a representar uma porcentagem elevada do PIB brasileiro, dando a impressão, a quem chegasse de Marte, que se tratava de uma economia socialista. Fundos públicos foram constituídos como elementos de financiamento da acumulação de capital num grau que o mais delirante “populista” jamais se atreveria.
Mas a própria aceleração da expansão pregou uma peça aos que pensavam ter resolvido para sempre os dilemas de uma economia na periferia do capitalismo. O uso do dinheiro externo, que fez com que a dívida externa brasileira saltasse dos 3 bilhões de dólares com Jango para 105 bilhões quando Figueiredo passou o bastão a José Sarney, externalizou definitivamente, por longo tempo, o financiamento da acumulação de capital. Com a globalização financeira, a dívida externa brasileira transformou-se no algoz do investimento.O último grande esforço para sair dessa armadilha deu-se no governo Sarney, com Dilson Funaro e a equipe da Unicamp, que com o Fundo Nacional de Desenvolvimento tentaram reverter o descalabro financeiro do Estado brasileiro, e fazê-lo voltar ao papel de grande financiador.O FND foi boicotado e ali finava-se a grande fase chamada “desenvolvimentista”.
Depois disso, todos os governos viram-se às voltas com a dependência financeira externa da acumulação de capital. FHC tentou desbloquear internalizando poderosamente a própria financeirização globalizada, através de uma política cambial que se mostrou temerária e devastadora. As privatizações foram o grande atrativo para os capitais, mas esgotada essa fase, o capital produtivo não continuou a entrar como era esperado. O governo de Luis Inácio Lula da Silva não consegue escapar dessa restrição: não há nenhuma economia no mundo que consiga pagar 9% do PIB como serviço da dívida e continuar investindo. Se pensarmos que o coeficiente de investimento sobre o PIB hoje não passa de 17% a 18%, dá para ver o impedimento de forma clara.
O legado mais nefasto da ditadura militar dá-se no plano da política. A financeirização externalizada da economia brasileira retira das classes sociais internas a capacidade de decidir sobre os rumos do Estado e da sociedade. É como se tornasse nossos votos inúteis e descartáveis. Não há, portanto, nada a comemorar. Nos dias que antecederam ao golpe, a esquerda brincava: “nada de intermediários: Lincoln Gordon para presidente”. O chiste virou profecia. Agora, chamaremos Soros ou Anne Krueger?
Francisco de Oliveira é professor-titular aposentado do Depto. de Sociologia da USP e coordenador do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da FFLCH-USP
publicado originalmente na Agência Carta Maior em 01/04/2004
Sábado, Abril 03, 2004
Bom, são assuntos bastante complexos e diferentes a serem tratados, começarei pelo final. Penso que a prática educativa, em si, é uma dúvida, Tenho capacidade para educá-los? Como estará o grupo hoje? Terei sucesso em atingir os objetivos propostos? Ao chegarmos aos 50 anos de exercício da prática educativa ainda teremos estas dúvidas, AINDA BEM, pois isto mostra o quão dinâmico é este processo e também a sua necessidade de constante aprimoramento. Acredito que um educador nunca estará pronto, estamos sempre em construção e, espero, que sempre coletiva!A aula de 31.03 serviu para reafirmar uma posição muito forte que tenho há anos em relação ao processo da educação: Ela é Ideológica, serve a propósitos pré-estabelecidos e busca formar cidadãos, moldar suas condutas, os conteúdos são coadjuvantes deste processo.
Trabalhar com "turmas" diferentes, no conceito que temos hoje delas, divididas por faixas etários e degraus de conhecimento, penso que é quase impossível. Porém, grupos com níveis de conhecimento distintos nós trabalhamos todos os dias, sendo este um dos maiores desafios da prática de educar. Para conseguir realmente educar, temos que primeiro diagnosticar os diferentes níveis, tentar traçar uma média a ser atingida, mas sempre teremos alguns que estarão insatisfeitos, ou por que não atingiram os objetivos, ou por que suas expectativas foram frustradas. Para este grupo temos que desenvolver estratégias distintas, os primeiros com mais atenção e esforço para tentá-los trazer à média, o segundo grupo deve ser mais desafiado para mantermos seus interesses. Já partindo para a terceira questão, penso que estas estratégias são bem mais viáveis em grupos menores, pois podemos conhecer melhor a cada um sem perder o todo. Nosso grande problema é trabalhar com grupos grandes, como conhecê-los, como sair da aula expositiva, como manter sua atenção, como ajudar na sua participação? São muitas dúvidas que me acompanham diariamente.
Para exemplificar pensemos em duas turmas uma com dez alunos e outra com 50, temos um tema para ser discutido através da reflexão de um texto. na primeira turma (dez alunos) poderemos fazer isto conjuntamente e ocupar todo o tempo da aula para lermos, discutirmos com a reflexão individual de cada participante (educandos e educadores) e chegarmos a conclusões coletivas. Já no segundo grupo isto é inviável, pois não haveria tempo para todos discutirem conjuntamente, então, devemos dividir este grupo em grupos menores, para realizarem o mesmo processo, porém não com a totalidade do grupo, o educador deverá distribuir sua atenção entre os grupos menores e, finalmente, em grande grupo, deverá ser exposta uma resenha da discussão - fato que acarreta perda de conteúdo da mesma - para que cheguem a conclusões coletivas.
Bom final de semana a todos.
Cristina Dornelles
Quinta-feira, Abril 01, 2004

Ontem observamos imagens de instituições escolares de diferentes décadas para introduzirmos a questão da complexibilidade. Surgiu nas discussões as questões:
* Função social
* Ensinar aprender
* Pressupostos do educar
1) Escreve o que compreendeste da aula do dia 31/03.
2) Um professor pode ensinar estudantes de diferentes níveis de conhecimento ao mesmo tempo? Caso afirmativo, como pode ser feito?
3) Como trabalhar com grupos de diferentes tamanhos? Pense um exemplo de como é possível fazer este trabalho e registre-o.
4) Quais as suas dúvidas sobre o que é prática educativa?
Até a próxima aula, Sônia
* Função social
* Ensinar aprender
* Pressupostos do educar
1) Escreve o que compreendeste da aula do dia 31/03.
2) Um professor pode ensinar estudantes de diferentes níveis de conhecimento ao mesmo tempo? Caso afirmativo, como pode ser feito?
3) Como trabalhar com grupos de diferentes tamanhos? Pense um exemplo de como é possível fazer este trabalho e registre-o.
4) Quais as suas dúvidas sobre o que é prática educativa?
Até a próxima aula, Sônia
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)
