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Quarta-feira, Junho 30, 2004
Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Pediatria - UFRGS
Disciplina de Prática Educativa em Medicina
Conhece-te a ti mesmo, ensina-te a ti mesmo
Cristina Dornelles
Bióloga no Centro de Otite Média do Brasil, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Medicina: Pediatria da UFRGS
Endereço para Correspondência:
Rua Cangussu, 1343 - Porto Alegre - RS - 90830-010 - (51) 32492275
cristinadornelles@yahoo.com.br
Resumo
Neste artigo, a autora disserta sobre o tema avaliação, desde a primeira proposição de que se tem conhecimento, com a máxima de Sócrates "conhece-te a ti mesmo", até informações atuais. Faz uma abordagem de sua definição, passa pelos objetivos e apresenta noções básicas sobre seus métodos. Apresenta argumentos a respeito do processo avaliar/ensinar. Para finalizar, apresenta algumas considerações sobre os sistemas as mudanças necessárias, no sistema educacional, para a verdadeira avaliação formativa.
Palavras-chave:
Avaliação, Prática Educativa
Avaliar por quê? Para quê?
O processo de avaliação é uma constante, em múltiplas instâncias, em diversas dimensões, por inumeráveis metodologias. Em termos individuais, nascemos e morremos acompanhados de um instrumento de avaliação, o Apgar e o Atestado de Óbito, respectivamente, e o intervalo temporal compreendido entre estes dois marcos da existência é constantemente avaliado, reavaliado, autoavaliado, através de incontáveis maneiras e diferentes contextos.
Historicamente, o primeiro sistema avaliativo foi proposto pelo filósofo grego Sócrates através de seu famoso lema "conhece-te a ti mesmo", sua instrução formou-se, sobretudo, através da reflexão pessoal. A filosofia socrática não impunha o conhecimento ao discípulo, mas auxiliava-o a trazê-lo à tona, através da formação autônoma da pessoa, baseado, fundamentalmente, no autoconhecimento.
Os processos avaliativos não podem ter como meta, ou estarem balizados, apenas em detectar que os avaliados estão tecnicamente capazes, mas deve, sobretudo, conseguir identificar se possuem uma visão social crítica e criadora, não é mais possível que os estudantes sejam submetidos a verdadeiras maratonas e massacres psicológicos em nome de avaliações que conseguem, na melhor das hipóteses, quantificar informações retidas num momento específico. Para tanto, são necessárias mudanças conceituais e estruturais profundas, a avaliação necessita de ser entendida como um processo amplo, complexo, interativo e de formação.
Devemos ter em mente que a avaliação é um elemento integrante e regulador das práticas pedagógicas, constitui-se em um certificador da aprendizagem, em um direcionador de decisões para o planejamento e como um avaliador do sistema educacional.
As concepções e práticas de avaliação envolvem interpretação, reflexão, informação e decisão sobre os processos de ensino e aprendizagem, e devem ter como principal função promover a formação do educando, para tanto o currículo, o planejamento, a prática educativa e os instrumentos avaliativos devem constituir-se como elementos integrados de um mesmo sistema.
Esta integração não tem qualquer possibilidade de existir se os testes usuais forem instrumentos exclusivos ou considerados como mais importantes. Aqui apresenta-se o principal conflito do programa de avaliação, pois é necessário que sejamos muito criteriosos, tendo o cuidado de não complicar demasiadamente, a ponto de torná-lo pesado e burocrático, mas também não simplificá-lo de maneira a constituí-lo num mero quantificador de lembranças.
A utilização de uma variedade de métodos e instrumentos de avaliação, adequados à diversidade e à natureza das aprendizagens que se pretende promover, permite a apreciação de uma evolução global dos alunos.
Objetivos da Avaliação
As questões acerca do por que, para que, o que, como e quando avaliar nos remetem, imediatamente, ao por que, para que, o que e como ensinar, ou seja, a avaliação só poderá ser formativa quando o currículo também o é, e vice-versa. Nossa realidade acadêmica concebe o conhecimento como algo acabado, simples, externo, linear e compartimentado, onde o objetivo é a acumulação de conceitos descontextualizados e, para tanto, não necessitam de avaliações que ultrapassem os limites de controles periódicos, os quais apenas medem a capacidade de reprodução, em um tempo e espaço limitados, dos conhecimentos compartimentalizados.
Luísa Afonso, parafraseando um ditado bíblico, ao escrever "diz-me como avalias, di-ter-ei quem és", sumarizou uma profunda reflexão sobre a educação.
Um ensino construtivo requer avaliação contínua, formativa, diferenciada e multidimensional, ou seja, a educação formadora deve ser alicerçada em diretrizes uníssonas desde sua concepção através dos currículo, programa, prática educativa e avaliação.
A avaliação é parte de um processo contínuo, no qual o professor pode perceber o desenvolvimento do aluno como um todo.
Segundo Luckesi, a avaliação não pode ser utilizada só como função classificatória, mas como um instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno. Segundo Maria Celina Melchior, o processo avaliativo não tem finalidade em si mesmo, não pretende uma melhora só na aprendizagem, mas da racionalidade e da justiça na práticas educativas. Se avalia não só para cumprir com uma das funções do professor, de manter atualizado o currículo do aluno mas, fundamentalmente, se faz avaliação para conseguir a melhora do processo educativo como um todo.
Avaliar não é reprovar, mas sim compreender e promover a cada momento, o desenvolvimento pleno da criança, do jovem, ou de qualquer indivíduo ou grupo social que se submeta ao processo de alfabetização e de aprendizagem em geral.
Avaliar implica em observação, através de um conjunto de instrumentos, que permitam identificar o desenvolvimento, parcial ou geral, das aprendizagens realizadas e dos resultados obtidos. Para tanto, todos os sujeitos devem participar da construção deste processo e, terem noção, de que todos os elementos constituem a avaliação e também são objetos desta. Ao avaliarmos um aluno estamos avaliando todo o sistema educacional, a instituição, as competências docentes e a metodologia; é necessário ser muito ingênuo para acreditar que toda esta complexidade pode estar refletida em uma simples prova de conhecimentos.
As atividades de avaliação ocupam uma grande parte do tempos e do esforço de alunos e de professores, dependendo do que é valorizado no currículo e, portanto, alvo de avaliação, haverá mudanças na motivação, auto-conceito, hábitos de estudo e estilos de aprendizagens.
Tipos
A avaliação passa pela formulação de juízos de valor (Simons, 1993), para a formulação deste são necessários os dados de base, sendo estes, descritivos e quantitativos, que conferem concretude às interpretações e aos julgamentos qualitativos(Dias Sobrinho, 2000).
Através do processo avaliativo é possível determinar até que ponto os objetivos educacionais foram realmente alcançados (Ralph Tyler, 1950), o qual possibilita que se determine o mérito, a importância, ou o valor das coisas (Michael Scriven, 1991), devendo ser permanente e constituir-se em instrumento de aprendizagem organizacional (Sandra Trice Gray, 1998) que tem por função alterar e iluminar a busca de objetivos programáticos (Robert Floden et al., 1983).
Didaticamente, podemos classificar os tipos de avaliação como: Diagnóstica, Somativa, Formativa e Emancipadora.
Como o próprio nome já declara, a avaliação diagnóstica tem como propósito realizar um levantamento dos conhecimentos prévios, com o objetivo de fornecer, ao professor, elementos que lhe permitam adequar o planejamento à prática educativa. É um ponto de partida para a concepção e desenvolvimento de qualquer projeto curricular e de planejamento, constituindo-se em instrumento útil mas, ao mesmo tempo, perigoso, pois se não for visto como um sistema de caracterização do nível a partir do qual deve-se iniciar o processo de ensino, poderá provocar rotulações, estigmatizando alunos. Caso clássico disto é o do professor de Bethoven, ao emitir seu parecer de uma avaliação diagnóstica "Nunca aprendeu nada, nunca aprenderá nada, como compositor é um caso perdido", se o aluno tivesse seguido a orientação deste professor o mundo não conheceria algumas das melhores composições já executadas.
A avaliação somativa é a conhecida como clássica, tem por objetivo refletir os resultados obtidos em momentos específicos, traduzindo, de forma breve, codificada, o quanto de uma meta foi atingido. Caracteriza-se por controle, padronização e classificação por atribuição de graus ou notas.
Já a avaliação formativa tem como ponto central a obtenção de dados para a reorganização do processo de ensino-aprendizagem, Cortesão e Torres (1993) descrevem este tipo como sendo uma "bússola orientadora" que ajuda educandos e educadores a reorientar o seu trabalho, apontando falhas, objetivos ainda não atingidos e aspectos a melhorar, levando em conta aspectos cognitivos, psicomotores e sócio-afetivos, não é relatada através de notas mas, sim, por meio de apreciações e comentários. Assume caráter contínuo e sistemático, visando a regulação do ensino e da aprendizagem. Este tipo de avaliação tenta contribuir para o sucesso dos alunos e o desenvolvimento possível das suas competências, além de valorizar a responsabilidade do sistema, da instituição e do docente nos resultados obtidos pelo corpo discente.
São pré-requisitos básicos da avaliação emancipadora a análise, a crítica e a transformação. Têm por propósito a modificação e a melhora contínua. Ela é vista como um instrumento educativo da emancipação do aluno, do seu senso de autocrítica e autodesenvolvimento.
Parlett e Hamilton, já na década de 1970, defendiam a prática de uma "avaliação iluminativa" como uma alternativa ao modelo clássico, a qual levasse em conta o processo educativo como um todo, que o iluminasse, de maneira a permitir a compreensão da complexidade das situações.
Instrumentos
É necessário percebermos que o sentido e o sistema de avaliação definem o currículo de fato, quais são as qualidades e as realizações são valorizadas e recompensadas pelo sistema. São vários os instrumentos disponíveis para avaliação, independentes do tipo a ser utilizado, por exemplo num processo diagnóstico podemos utilizar o pré-teste, a observação; já na somativa temos a prova, o questionário; no caso de uma avaliação formativa utilizamos acompanhamento, discussão em grupo, relatório, fichas de avaliação de problemas, finalmente, numa avaliação emancipadora podemos utilizar a figura do tutor como relator do processo evolutivo, a auto-avaliação e discussões com os pares.
É curioso perceber, através do relato de Stiggins e Bridgeford (1985), que, nas décadas de 1940 a 1980, 90% dos trabalhos publicados nos estados Unidos da América do Norte versavam sobre construção e utilização de testes. Este fato evidência uma ideologia educativa fortemente voltada à competição e não à formação, pois este sistema transforma a avaliação num mero medidor de resultados, pois só uma pequena parte da aprendizagem é avaliada, é estanque, e tem por objetivo único a obtenção de uma classificação discriminatório entre os considerados mais ou menos aptos ao mercado.
Não questiono, aqui, a utilidade dos testes, mas eles nunca deverão ser o único ou o mais importante sistema de avaliação, porém, devem ser utilizados, se bem construídos, como um instrumento para a melhoria da capacidade de atenção dos alunos, para auxiliar na retenção dos conteúdos e na consolidação das aprendizagens.
Ao diversificarmos os métodos utilizados permite-se que os alunos apliquem os conhecimentos que vão adquirindo, exercitem e controlem suas aprendizagens e competências a desenvolver, necessitando, para isto, receberem um feedback constante, que deve ser descritivo, específico, relevante, periódico e encorajador.
Dentro de uma perspectiva de educação construtivista, devemos dar especial atenção à avaliação formativa, que é um ato avaliativo com intenção de intervir na própria aprendizagem, é atemporal e tende a ser mais significativa para o aluno, pode ocorrer por meio distintos, sendo eles relatório e discussões entre alunos e professos, pela co-avaliação entre os pares e pela auto-avaliação.
A co-avaliação entre os pares é um processo, simultaneamente, externo e interno. Os alunos são colocados em situações de confronto, de troca, de interação, de decisão, que os levem a explicar, justificar, argumentar, expor idéias, dar ou receber informações para tomar decisões, planejar e dividir tarefas, ou seja, é um processo que induz ao apoio mútuo.
Também como um método de avaliação formativo temos que considerar a auto-avaliação regulada como a via primordial para regular as aprendizagens, cabendo ao professor construir contextos favoráveis para que tal aconteça. Segundo Hadji, 1997, é a atividade de auto controle reflexivo das ações e comportamentos do sujeito que aprende. Deve ser o olhar crítico conscientes sobre o que se faz, enquanto se faz. Para que este processo tenha êxito é necessário que o educando compreenda o seu erro para ter condições de ultrapassá-lo, constituindo-se, assim, a realização da aprendizagem. O docente deve comportar-se como um orientador, formulando hipótese explicativas para o raciocínio do aluno, não apontando os erros nem corrigindo-os, mas, sim, questionando e apresentando pistas para a auto-identificação e auto-correção.
Perrenoud (1999) enfatiza que devemos caminhar para a situação em que o aluno tenha, de tal modo, desenvolvido a sua auto-avaliação que a intervenção do professor, neste processo, não seja mais necessária.
"Toda a ação educativa só pode estimular o autodesenvolvimento, a autoaprendizagem, a autoregulação de um sujeito, modificando o seu meio, entrando em interação com ele. Não se pode apostar, afinal de contas, senão na autoregulação."
Critérios
Noizet e Caverni (1983) afirmam que o insucesso escolar pode ser originado pelos procedimentos de avaliação, já Pacheco (1998) afirma que não sucesso do aluno é explicado, em grande parte, por uma débil prática de construção ou pelos critérios de avaliação do desempenho.
Os critérios são utilizados para julgar, apreciar e comparar, devem estar baseados nos métodos de coleta, no tratamento e na comunicação dos dados, para tanto, a formulação destes critérios exige colaboração, trabalho conjunto, discussão, problematização e contextualização, levando-se em consideração de que a avaliação deve ser um processo de responsabilidade e com utilidade educativa e social.
Numa avaliação integrada, a coleta de dados é feita a partir de diversas fontes, com diferentes instrumentos.
Neste contexto, devem ser estabelecidos a periodicidade das avaliações, que recolherá os dados, como estes serão coletados, qual a função desta avaliação e quais serão os métodos de comunicação dos resultados. Hadgi (1997) afirma que o avaliador não é um instrumento de medida, mas, sim, o ator de uma comunicação social.
Apesar do estabelecimento de critérios objetivos, o corpo docente deve ter em mente de que a atribuição de conceitos é uma operação subjetiva, necessitando de um verdadeiro código de postura e ética.
A apropriação dos critérios de avaliação é condição necessária para a auto-regulação, questões como: "Que aspectos se têm de verificar para considerar que um trabalho é bom?", "O que é indispensável que o aluno aprenda?", "O que não deve acontecer?", "Quais são considerados os erros graves?". Todos estes elementos devem ser partilhados com os alunos com o objetivo de desenvolver um processo de negociação, assim, a avaliação não é estática, de simples análise de resultado, mas torna-se um processo.
Resultados da Avaliação
O alcance dos objetivos, por parte dos alunos, é uma meta que exige conhecer os resultados da avaliação, bem como é necessário o conhecimentos da avaliação da intervenção pedagógica para poder melhorar a qualidade do ensino.
Os resultados do processo avaliativo não podem ser apenas quantitativos e classificatórios, necessitam ser indicativo de renovação, modificação, mudança, transformação, ampliação, todos indicativos de aprendizagem.
A avaliação deve ser um espelho de todo o processo de ensino/aprendizagem, deste a elaboração curricular, elaboração de planos de ensino, prática educativa, capacitação dos docentes e desenvolvimento dos discentes. É por si um indicador de restrições e necessidades de melhoria de recursos humanos, físicos, financeiros.
Considerações Finais
Após esta breve descrição e reflexão sobre o processo de avaliação não resta-nos outra consideração se não a de que há uma profunda necessidade de transformação de todo sistema educativo, das instituições, da preparação docente, das estruturas curriculares e, sobre tudo, dos objetivos educacionais.
Vivemos um momento de revolução de idéias, onde os indivíduos, mesmo que não tenham conhecimentos teóricos, apresentam conhecimento sobre os requisitos da transformação social. É premente que mudemos os rumos da escolha de prioridades, temos que "desmercantilizar" para humanizar.
Segundo Paulo Freire: "Os sistemas de avaliação pedagógica de alunos e professores vêm se assumindo, cada vez mais, como discursos verticais, de cima para baixo, mas insistindo em passar por democráticos. A questão que se coloca a nós, enquanto professores e alunos críticos e amorosos da liberdade, não é, naturalmente, ficar contra a avaliação, mas resistir aos métodos silenciadores com que ela vem sendo, às vezes, realizada. A questão que se coloca a nós é lutar em favor da compreensão e da prática de avaliação enquanto instrumento de apreciação do que-fazer de sujeitos críticos a serviço, por isso mesmo, da libertação e não da domesticação. Avaliação em que se estimule o falar a como caminho do falar com."
A educação de resultados não tem mais espaço, as necessidades do mundo e, até, do próprio mercado exigem profissionais mais humanizados e humanizadores, que tenha uma visão crítica do mundo, que possam enfrentar desafios constantes, que sejam criativos. Como muito apropriadamente disse Gramsi "todo o homem, fora de sua profissão, desenvolve uma atividade intelectual qualquer, ou seja, é um 'filósofo', um artista, um homem de gosto, participa de uma concepção de mundo ... todos os homens são intelectuais, poder-se-ia dizer então; mas nem todos desempenham, na sociedade, a função de intelectuais."
Se temos esta idéia da capacidade humana, a educação deve partir do princípio de que todos são capazes de aprender e ter como objetivo a formação de cidadãos, nesta circunstâncias não poderemos utilizar, jamais, o processo de avaliação como um instrumento de medição. Porém, este tipo de educação/avaliação só é possível em ambientes com turmas pequenas, onde haja proximidade entre os atores do processo, que possibilite o conhecimento pessoal das partes. Mais do que nunca a sensibilidade é um requisito para o êxito. A paixão por educar é absolutamente indispensável, pois não são as condições que farão os bons educadores, mas, sim, os bons educadores fornecem as condições necessárias para a aprendizagem, ou seja, a comunicação e a cooperação, O processo de avaliação refletirá, sempre, a teoria e a prática educativa do educador e do sistema. Temos que lutar muito e sempre, para a qualificação de nossos educadores, pois são eles que terão a força para mudar o sistema e, assim, o poder de socializar a informação, construir cidadãos. Conforme as palavras de Gayle Fields: "Os escaladores, tal como os professores e os estudantes, estão constantemente a receber ajudas para atingirem os seus objetivos; tal como a corda de segurança liga os vários escaladores, os laços de aceitação e compreensão unem o professor e seus alunos. O excitante, o divertido é que a aventura nunca para; mudando, insistindo, desafiando à medida que cada passo é dado, tal qual como acontece na sala de aula. Cada etapa da escalada é uma mini aventura e um desafio, requerendo diferentes técnicas, diferentes competências e interajudas."
Referências
1. Abrantes, P.; Afonso, L.; Peralta, M.H.; Cortesão, L.; Leite, C.; Pacheco, J.A.; Fernandes, M.; Santos, L. Reorganização Curricular do Ensino Básico: Avaliação das Aprendizagens. Ministério da Educação, Lisboa, 2002.
2. Franco, L. A. C. A escola do trabalho e o trabalho da escola. São Paulo, Cortez: Autores Associados, 1988.
3. Freire, P. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. São Paulo. Paz e Terra, 1996.
4. Hadji, C. A avaliação, regras do jogo. Editora Porto, 1994.
5. Noizet, G. e Caverni, J. Les procédures d'evaluation ont-elles leur part de responsabilité dans l'échec scolaire? Revue Française de Pédagogie, 62, 7-14. 1983.
6. Hadji, C. L'évaluation démystifiée. Editora ESF. 1997.
7. Perrenoud, P. Avaliação. Da excelência à regulação das aprendizagens. Entre duas lógicas. ARTMED, 1998.
8. Zabala, A. A prática educativa. Como ensinar. ARTMED, 1998.
Disciplina de Prática Educativa em Medicina
Conhece-te a ti mesmo, ensina-te a ti mesmo
Cristina Dornelles
Bióloga no Centro de Otite Média do Brasil, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Medicina: Pediatria da UFRGS
Endereço para Correspondência:
Rua Cangussu, 1343 - Porto Alegre - RS - 90830-010 - (51) 32492275
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Resumo
Neste artigo, a autora disserta sobre o tema avaliação, desde a primeira proposição de que se tem conhecimento, com a máxima de Sócrates "conhece-te a ti mesmo", até informações atuais. Faz uma abordagem de sua definição, passa pelos objetivos e apresenta noções básicas sobre seus métodos. Apresenta argumentos a respeito do processo avaliar/ensinar. Para finalizar, apresenta algumas considerações sobre os sistemas as mudanças necessárias, no sistema educacional, para a verdadeira avaliação formativa.
Palavras-chave:
Avaliação, Prática Educativa
Avaliar por quê? Para quê?
O processo de avaliação é uma constante, em múltiplas instâncias, em diversas dimensões, por inumeráveis metodologias. Em termos individuais, nascemos e morremos acompanhados de um instrumento de avaliação, o Apgar e o Atestado de Óbito, respectivamente, e o intervalo temporal compreendido entre estes dois marcos da existência é constantemente avaliado, reavaliado, autoavaliado, através de incontáveis maneiras e diferentes contextos.
Historicamente, o primeiro sistema avaliativo foi proposto pelo filósofo grego Sócrates através de seu famoso lema "conhece-te a ti mesmo", sua instrução formou-se, sobretudo, através da reflexão pessoal. A filosofia socrática não impunha o conhecimento ao discípulo, mas auxiliava-o a trazê-lo à tona, através da formação autônoma da pessoa, baseado, fundamentalmente, no autoconhecimento.
Os processos avaliativos não podem ter como meta, ou estarem balizados, apenas em detectar que os avaliados estão tecnicamente capazes, mas deve, sobretudo, conseguir identificar se possuem uma visão social crítica e criadora, não é mais possível que os estudantes sejam submetidos a verdadeiras maratonas e massacres psicológicos em nome de avaliações que conseguem, na melhor das hipóteses, quantificar informações retidas num momento específico. Para tanto, são necessárias mudanças conceituais e estruturais profundas, a avaliação necessita de ser entendida como um processo amplo, complexo, interativo e de formação.
Devemos ter em mente que a avaliação é um elemento integrante e regulador das práticas pedagógicas, constitui-se em um certificador da aprendizagem, em um direcionador de decisões para o planejamento e como um avaliador do sistema educacional.
As concepções e práticas de avaliação envolvem interpretação, reflexão, informação e decisão sobre os processos de ensino e aprendizagem, e devem ter como principal função promover a formação do educando, para tanto o currículo, o planejamento, a prática educativa e os instrumentos avaliativos devem constituir-se como elementos integrados de um mesmo sistema.
Esta integração não tem qualquer possibilidade de existir se os testes usuais forem instrumentos exclusivos ou considerados como mais importantes. Aqui apresenta-se o principal conflito do programa de avaliação, pois é necessário que sejamos muito criteriosos, tendo o cuidado de não complicar demasiadamente, a ponto de torná-lo pesado e burocrático, mas também não simplificá-lo de maneira a constituí-lo num mero quantificador de lembranças.
A utilização de uma variedade de métodos e instrumentos de avaliação, adequados à diversidade e à natureza das aprendizagens que se pretende promover, permite a apreciação de uma evolução global dos alunos.
Objetivos da Avaliação
As questões acerca do por que, para que, o que, como e quando avaliar nos remetem, imediatamente, ao por que, para que, o que e como ensinar, ou seja, a avaliação só poderá ser formativa quando o currículo também o é, e vice-versa. Nossa realidade acadêmica concebe o conhecimento como algo acabado, simples, externo, linear e compartimentado, onde o objetivo é a acumulação de conceitos descontextualizados e, para tanto, não necessitam de avaliações que ultrapassem os limites de controles periódicos, os quais apenas medem a capacidade de reprodução, em um tempo e espaço limitados, dos conhecimentos compartimentalizados.
Luísa Afonso, parafraseando um ditado bíblico, ao escrever "diz-me como avalias, di-ter-ei quem és", sumarizou uma profunda reflexão sobre a educação.
Um ensino construtivo requer avaliação contínua, formativa, diferenciada e multidimensional, ou seja, a educação formadora deve ser alicerçada em diretrizes uníssonas desde sua concepção através dos currículo, programa, prática educativa e avaliação.
A avaliação é parte de um processo contínuo, no qual o professor pode perceber o desenvolvimento do aluno como um todo.
Segundo Luckesi, a avaliação não pode ser utilizada só como função classificatória, mas como um instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno. Segundo Maria Celina Melchior, o processo avaliativo não tem finalidade em si mesmo, não pretende uma melhora só na aprendizagem, mas da racionalidade e da justiça na práticas educativas. Se avalia não só para cumprir com uma das funções do professor, de manter atualizado o currículo do aluno mas, fundamentalmente, se faz avaliação para conseguir a melhora do processo educativo como um todo.
Avaliar não é reprovar, mas sim compreender e promover a cada momento, o desenvolvimento pleno da criança, do jovem, ou de qualquer indivíduo ou grupo social que se submeta ao processo de alfabetização e de aprendizagem em geral.
Avaliar implica em observação, através de um conjunto de instrumentos, que permitam identificar o desenvolvimento, parcial ou geral, das aprendizagens realizadas e dos resultados obtidos. Para tanto, todos os sujeitos devem participar da construção deste processo e, terem noção, de que todos os elementos constituem a avaliação e também são objetos desta. Ao avaliarmos um aluno estamos avaliando todo o sistema educacional, a instituição, as competências docentes e a metodologia; é necessário ser muito ingênuo para acreditar que toda esta complexidade pode estar refletida em uma simples prova de conhecimentos.
As atividades de avaliação ocupam uma grande parte do tempos e do esforço de alunos e de professores, dependendo do que é valorizado no currículo e, portanto, alvo de avaliação, haverá mudanças na motivação, auto-conceito, hábitos de estudo e estilos de aprendizagens.
Tipos
A avaliação passa pela formulação de juízos de valor (Simons, 1993), para a formulação deste são necessários os dados de base, sendo estes, descritivos e quantitativos, que conferem concretude às interpretações e aos julgamentos qualitativos(Dias Sobrinho, 2000).
Através do processo avaliativo é possível determinar até que ponto os objetivos educacionais foram realmente alcançados (Ralph Tyler, 1950), o qual possibilita que se determine o mérito, a importância, ou o valor das coisas (Michael Scriven, 1991), devendo ser permanente e constituir-se em instrumento de aprendizagem organizacional (Sandra Trice Gray, 1998) que tem por função alterar e iluminar a busca de objetivos programáticos (Robert Floden et al., 1983).
Didaticamente, podemos classificar os tipos de avaliação como: Diagnóstica, Somativa, Formativa e Emancipadora.
Como o próprio nome já declara, a avaliação diagnóstica tem como propósito realizar um levantamento dos conhecimentos prévios, com o objetivo de fornecer, ao professor, elementos que lhe permitam adequar o planejamento à prática educativa. É um ponto de partida para a concepção e desenvolvimento de qualquer projeto curricular e de planejamento, constituindo-se em instrumento útil mas, ao mesmo tempo, perigoso, pois se não for visto como um sistema de caracterização do nível a partir do qual deve-se iniciar o processo de ensino, poderá provocar rotulações, estigmatizando alunos. Caso clássico disto é o do professor de Bethoven, ao emitir seu parecer de uma avaliação diagnóstica "Nunca aprendeu nada, nunca aprenderá nada, como compositor é um caso perdido", se o aluno tivesse seguido a orientação deste professor o mundo não conheceria algumas das melhores composições já executadas.
A avaliação somativa é a conhecida como clássica, tem por objetivo refletir os resultados obtidos em momentos específicos, traduzindo, de forma breve, codificada, o quanto de uma meta foi atingido. Caracteriza-se por controle, padronização e classificação por atribuição de graus ou notas.
Já a avaliação formativa tem como ponto central a obtenção de dados para a reorganização do processo de ensino-aprendizagem, Cortesão e Torres (1993) descrevem este tipo como sendo uma "bússola orientadora" que ajuda educandos e educadores a reorientar o seu trabalho, apontando falhas, objetivos ainda não atingidos e aspectos a melhorar, levando em conta aspectos cognitivos, psicomotores e sócio-afetivos, não é relatada através de notas mas, sim, por meio de apreciações e comentários. Assume caráter contínuo e sistemático, visando a regulação do ensino e da aprendizagem. Este tipo de avaliação tenta contribuir para o sucesso dos alunos e o desenvolvimento possível das suas competências, além de valorizar a responsabilidade do sistema, da instituição e do docente nos resultados obtidos pelo corpo discente.
São pré-requisitos básicos da avaliação emancipadora a análise, a crítica e a transformação. Têm por propósito a modificação e a melhora contínua. Ela é vista como um instrumento educativo da emancipação do aluno, do seu senso de autocrítica e autodesenvolvimento.
Parlett e Hamilton, já na década de 1970, defendiam a prática de uma "avaliação iluminativa" como uma alternativa ao modelo clássico, a qual levasse em conta o processo educativo como um todo, que o iluminasse, de maneira a permitir a compreensão da complexidade das situações.
Instrumentos
É necessário percebermos que o sentido e o sistema de avaliação definem o currículo de fato, quais são as qualidades e as realizações são valorizadas e recompensadas pelo sistema. São vários os instrumentos disponíveis para avaliação, independentes do tipo a ser utilizado, por exemplo num processo diagnóstico podemos utilizar o pré-teste, a observação; já na somativa temos a prova, o questionário; no caso de uma avaliação formativa utilizamos acompanhamento, discussão em grupo, relatório, fichas de avaliação de problemas, finalmente, numa avaliação emancipadora podemos utilizar a figura do tutor como relator do processo evolutivo, a auto-avaliação e discussões com os pares.
É curioso perceber, através do relato de Stiggins e Bridgeford (1985), que, nas décadas de 1940 a 1980, 90% dos trabalhos publicados nos estados Unidos da América do Norte versavam sobre construção e utilização de testes. Este fato evidência uma ideologia educativa fortemente voltada à competição e não à formação, pois este sistema transforma a avaliação num mero medidor de resultados, pois só uma pequena parte da aprendizagem é avaliada, é estanque, e tem por objetivo único a obtenção de uma classificação discriminatório entre os considerados mais ou menos aptos ao mercado.
Não questiono, aqui, a utilidade dos testes, mas eles nunca deverão ser o único ou o mais importante sistema de avaliação, porém, devem ser utilizados, se bem construídos, como um instrumento para a melhoria da capacidade de atenção dos alunos, para auxiliar na retenção dos conteúdos e na consolidação das aprendizagens.
Ao diversificarmos os métodos utilizados permite-se que os alunos apliquem os conhecimentos que vão adquirindo, exercitem e controlem suas aprendizagens e competências a desenvolver, necessitando, para isto, receberem um feedback constante, que deve ser descritivo, específico, relevante, periódico e encorajador.
Dentro de uma perspectiva de educação construtivista, devemos dar especial atenção à avaliação formativa, que é um ato avaliativo com intenção de intervir na própria aprendizagem, é atemporal e tende a ser mais significativa para o aluno, pode ocorrer por meio distintos, sendo eles relatório e discussões entre alunos e professos, pela co-avaliação entre os pares e pela auto-avaliação.
A co-avaliação entre os pares é um processo, simultaneamente, externo e interno. Os alunos são colocados em situações de confronto, de troca, de interação, de decisão, que os levem a explicar, justificar, argumentar, expor idéias, dar ou receber informações para tomar decisões, planejar e dividir tarefas, ou seja, é um processo que induz ao apoio mútuo.
Também como um método de avaliação formativo temos que considerar a auto-avaliação regulada como a via primordial para regular as aprendizagens, cabendo ao professor construir contextos favoráveis para que tal aconteça. Segundo Hadji, 1997, é a atividade de auto controle reflexivo das ações e comportamentos do sujeito que aprende. Deve ser o olhar crítico conscientes sobre o que se faz, enquanto se faz. Para que este processo tenha êxito é necessário que o educando compreenda o seu erro para ter condições de ultrapassá-lo, constituindo-se, assim, a realização da aprendizagem. O docente deve comportar-se como um orientador, formulando hipótese explicativas para o raciocínio do aluno, não apontando os erros nem corrigindo-os, mas, sim, questionando e apresentando pistas para a auto-identificação e auto-correção.
Perrenoud (1999) enfatiza que devemos caminhar para a situação em que o aluno tenha, de tal modo, desenvolvido a sua auto-avaliação que a intervenção do professor, neste processo, não seja mais necessária.
"Toda a ação educativa só pode estimular o autodesenvolvimento, a autoaprendizagem, a autoregulação de um sujeito, modificando o seu meio, entrando em interação com ele. Não se pode apostar, afinal de contas, senão na autoregulação."
Critérios
Noizet e Caverni (1983) afirmam que o insucesso escolar pode ser originado pelos procedimentos de avaliação, já Pacheco (1998) afirma que não sucesso do aluno é explicado, em grande parte, por uma débil prática de construção ou pelos critérios de avaliação do desempenho.
Os critérios são utilizados para julgar, apreciar e comparar, devem estar baseados nos métodos de coleta, no tratamento e na comunicação dos dados, para tanto, a formulação destes critérios exige colaboração, trabalho conjunto, discussão, problematização e contextualização, levando-se em consideração de que a avaliação deve ser um processo de responsabilidade e com utilidade educativa e social.
Numa avaliação integrada, a coleta de dados é feita a partir de diversas fontes, com diferentes instrumentos.
Neste contexto, devem ser estabelecidos a periodicidade das avaliações, que recolherá os dados, como estes serão coletados, qual a função desta avaliação e quais serão os métodos de comunicação dos resultados. Hadgi (1997) afirma que o avaliador não é um instrumento de medida, mas, sim, o ator de uma comunicação social.
Apesar do estabelecimento de critérios objetivos, o corpo docente deve ter em mente de que a atribuição de conceitos é uma operação subjetiva, necessitando de um verdadeiro código de postura e ética.
A apropriação dos critérios de avaliação é condição necessária para a auto-regulação, questões como: "Que aspectos se têm de verificar para considerar que um trabalho é bom?", "O que é indispensável que o aluno aprenda?", "O que não deve acontecer?", "Quais são considerados os erros graves?". Todos estes elementos devem ser partilhados com os alunos com o objetivo de desenvolver um processo de negociação, assim, a avaliação não é estática, de simples análise de resultado, mas torna-se um processo.
Resultados da Avaliação
O alcance dos objetivos, por parte dos alunos, é uma meta que exige conhecer os resultados da avaliação, bem como é necessário o conhecimentos da avaliação da intervenção pedagógica para poder melhorar a qualidade do ensino.
Os resultados do processo avaliativo não podem ser apenas quantitativos e classificatórios, necessitam ser indicativo de renovação, modificação, mudança, transformação, ampliação, todos indicativos de aprendizagem.
A avaliação deve ser um espelho de todo o processo de ensino/aprendizagem, deste a elaboração curricular, elaboração de planos de ensino, prática educativa, capacitação dos docentes e desenvolvimento dos discentes. É por si um indicador de restrições e necessidades de melhoria de recursos humanos, físicos, financeiros.
Considerações Finais
Após esta breve descrição e reflexão sobre o processo de avaliação não resta-nos outra consideração se não a de que há uma profunda necessidade de transformação de todo sistema educativo, das instituições, da preparação docente, das estruturas curriculares e, sobre tudo, dos objetivos educacionais.
Vivemos um momento de revolução de idéias, onde os indivíduos, mesmo que não tenham conhecimentos teóricos, apresentam conhecimento sobre os requisitos da transformação social. É premente que mudemos os rumos da escolha de prioridades, temos que "desmercantilizar" para humanizar.
Segundo Paulo Freire: "Os sistemas de avaliação pedagógica de alunos e professores vêm se assumindo, cada vez mais, como discursos verticais, de cima para baixo, mas insistindo em passar por democráticos. A questão que se coloca a nós, enquanto professores e alunos críticos e amorosos da liberdade, não é, naturalmente, ficar contra a avaliação, mas resistir aos métodos silenciadores com que ela vem sendo, às vezes, realizada. A questão que se coloca a nós é lutar em favor da compreensão e da prática de avaliação enquanto instrumento de apreciação do que-fazer de sujeitos críticos a serviço, por isso mesmo, da libertação e não da domesticação. Avaliação em que se estimule o falar a como caminho do falar com."
A educação de resultados não tem mais espaço, as necessidades do mundo e, até, do próprio mercado exigem profissionais mais humanizados e humanizadores, que tenha uma visão crítica do mundo, que possam enfrentar desafios constantes, que sejam criativos. Como muito apropriadamente disse Gramsi "todo o homem, fora de sua profissão, desenvolve uma atividade intelectual qualquer, ou seja, é um 'filósofo', um artista, um homem de gosto, participa de uma concepção de mundo ... todos os homens são intelectuais, poder-se-ia dizer então; mas nem todos desempenham, na sociedade, a função de intelectuais."
Se temos esta idéia da capacidade humana, a educação deve partir do princípio de que todos são capazes de aprender e ter como objetivo a formação de cidadãos, nesta circunstâncias não poderemos utilizar, jamais, o processo de avaliação como um instrumento de medição. Porém, este tipo de educação/avaliação só é possível em ambientes com turmas pequenas, onde haja proximidade entre os atores do processo, que possibilite o conhecimento pessoal das partes. Mais do que nunca a sensibilidade é um requisito para o êxito. A paixão por educar é absolutamente indispensável, pois não são as condições que farão os bons educadores, mas, sim, os bons educadores fornecem as condições necessárias para a aprendizagem, ou seja, a comunicação e a cooperação, O processo de avaliação refletirá, sempre, a teoria e a prática educativa do educador e do sistema. Temos que lutar muito e sempre, para a qualificação de nossos educadores, pois são eles que terão a força para mudar o sistema e, assim, o poder de socializar a informação, construir cidadãos. Conforme as palavras de Gayle Fields: "Os escaladores, tal como os professores e os estudantes, estão constantemente a receber ajudas para atingirem os seus objetivos; tal como a corda de segurança liga os vários escaladores, os laços de aceitação e compreensão unem o professor e seus alunos. O excitante, o divertido é que a aventura nunca para; mudando, insistindo, desafiando à medida que cada passo é dado, tal qual como acontece na sala de aula. Cada etapa da escalada é uma mini aventura e um desafio, requerendo diferentes técnicas, diferentes competências e interajudas."
Referências
1. Abrantes, P.; Afonso, L.; Peralta, M.H.; Cortesão, L.; Leite, C.; Pacheco, J.A.; Fernandes, M.; Santos, L. Reorganização Curricular do Ensino Básico: Avaliação das Aprendizagens. Ministério da Educação, Lisboa, 2002.
2. Franco, L. A. C. A escola do trabalho e o trabalho da escola. São Paulo, Cortez: Autores Associados, 1988.
3. Freire, P. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. São Paulo. Paz e Terra, 1996.
4. Hadji, C. A avaliação, regras do jogo. Editora Porto, 1994.
5. Noizet, G. e Caverni, J. Les procédures d'evaluation ont-elles leur part de responsabilité dans l'échec scolaire? Revue Française de Pédagogie, 62, 7-14. 1983.
6. Hadji, C. L'évaluation démystifiée. Editora ESF. 1997.
7. Perrenoud, P. Avaliação. Da excelência à regulação das aprendizagens. Entre duas lógicas. ARTMED, 1998.
8. Zabala, A. A prática educativa. Como ensinar. ARTMED, 1998.
Hoje terminamos mais uma disciplina da pós-graduação, mas para mim, e penso que para a maioria dos que estiveram lá, ela não foi apenas mais uma disciplina, foi uma lição de vida. Com certeza a Carmen não é uma pessoa que passa por nossa vidas sem deixar marcas, em mim deixou marcas lindas, como um campo florido na primavera. Obrigada Carmen!
Também adorei conhecer a Sônia com seu jeito singelo de falar, mas com uma fortíssima atitude e posicionamento. Beijos Sônia ...
E o que falar do Manfroi, que conhecia apenas de corredor, como professor e diretor, que pessoa, conseguiu fazer-me chorar, refletir e admirar. Obrigada Manfroi!
Obrigada a todos os colegas que propiciaram estas agradáveis manhãs de quarta-feira.
Espero vê-los, e aproveito para fazer o convite para a defesa do meu mestrado que será dia 30 de setembro, às 9h, no anfiteatro do Serviço de Otorrinolaringologia (subsolo do HCPA).
Até logo a todos
Cristina Dornelles
Também adorei conhecer a Sônia com seu jeito singelo de falar, mas com uma fortíssima atitude e posicionamento. Beijos Sônia ...
E o que falar do Manfroi, que conhecia apenas de corredor, como professor e diretor, que pessoa, conseguiu fazer-me chorar, refletir e admirar. Obrigada Manfroi!
Obrigada a todos os colegas que propiciaram estas agradáveis manhãs de quarta-feira.
Espero vê-los, e aproveito para fazer o convite para a defesa do meu mestrado que será dia 30 de setembro, às 9h, no anfiteatro do Serviço de Otorrinolaringologia (subsolo do HCPA).
Até logo a todos
Cristina Dornelles
Sexta-feira, Junho 25, 2004
Assunto: [tramse] vejam isso!
22/06/2004 - 22h46
Portugueses querem adotar sistema de cotas para homens nos
cursos de medicina
Da Redação
Em São Paulo
Enquanto no Brasil o Ministério da Educação vem discutindo
maneiras de adotar política de cotas para negros e carentes nas
universidades, o ministro da Saúde de Portugal apresenta uma
proposta ainda mais polêmica: a reserva de vagas para homens nos
cursos de medicina. A razão para o projeto é que as mulheres já
representam 65% do total de alunos desta carreira no ensino
superior do país, o que estaria gerando "desconforto" entre os
homens.
A idéia vem sido defendida pelo presidente do colégio de
médicos, Germano de Souza, pelo ministro da Saúde, Luiz Filipe
Pereira, e pelo presidente do prestigioso centro de pesquisa
biomédica Abel Salazar, Antonio Souza Pereira, que pretendem
levar a votação ao Parlamento. "A medicina é uma atividade que
exige uma dedicação de 24 horas", difícil de compatibilizar com
as "obrigações domésticas e familiares" próprias das mulheres,
disse Pereira. "Não se trata de machismo. É a realidade",
afirmou recentemente Souza.
Atualmente, dos 6.067 estudantes de medicina 2.269 (35,5%) são
homens. No mercado de trabalho, os homens ainda representam a
maioria, com 55% enquanto 45% são mulheres.
Germano de Souza, do colégio de médicos, admitiu que acha
difícil defender as cotas masculinas "porque parecem sempre
defender um ser inferior", mas afirma que talvez seja a única
solução para o "problema" do "atual sistema de ingresso na
faculdade", que não dá possibilidades aos homens porque "as
mulheres têm mais juízo e estudam mais", diz ele. Também para o
presidente da entidade, a "maternidade afasta as mulheres do
trabalho e diminui a capacidade de entrega à profissão".
Abraço,
Sônia
22/06/2004 - 22h46
Portugueses querem adotar sistema de cotas para homens nos
cursos de medicina
Da Redação
Em São Paulo
Enquanto no Brasil o Ministério da Educação vem discutindo
maneiras de adotar política de cotas para negros e carentes nas
universidades, o ministro da Saúde de Portugal apresenta uma
proposta ainda mais polêmica: a reserva de vagas para homens nos
cursos de medicina. A razão para o projeto é que as mulheres já
representam 65% do total de alunos desta carreira no ensino
superior do país, o que estaria gerando "desconforto" entre os
homens.
A idéia vem sido defendida pelo presidente do colégio de
médicos, Germano de Souza, pelo ministro da Saúde, Luiz Filipe
Pereira, e pelo presidente do prestigioso centro de pesquisa
biomédica Abel Salazar, Antonio Souza Pereira, que pretendem
levar a votação ao Parlamento. "A medicina é uma atividade que
exige uma dedicação de 24 horas", difícil de compatibilizar com
as "obrigações domésticas e familiares" próprias das mulheres,
disse Pereira. "Não se trata de machismo. É a realidade",
afirmou recentemente Souza.
Atualmente, dos 6.067 estudantes de medicina 2.269 (35,5%) são
homens. No mercado de trabalho, os homens ainda representam a
maioria, com 55% enquanto 45% são mulheres.
Germano de Souza, do colégio de médicos, admitiu que acha
difícil defender as cotas masculinas "porque parecem sempre
defender um ser inferior", mas afirma que talvez seja a única
solução para o "problema" do "atual sistema de ingresso na
faculdade", que não dá possibilidades aos homens porque "as
mulheres têm mais juízo e estudam mais", diz ele. Também para o
presidente da entidade, a "maternidade afasta as mulheres do
trabalho e diminui a capacidade de entrega à profissão".
Abraço,
Sônia
Quarta-feira, Junho 23, 2004
Hoje na aula do Professor Manfroi, pensei em algumas coisas que gostaria de dividir com os colegas.
Desde o tempo de colégio, quando andava sempre envolvida em paixões por um livro ou por outro, que tinha vontade de escrever (literatura). Então soube da Oficina do Professor Assis Brasil, mas, por uma série de motivos, os planos de lá ingressar foram sendo adiados.
No final do ano passado, me preparei. Fui selecionada. As aulas iniciaram em março e, por uma feliz coincidência, no mesmo ano em que devo concluir o mestrado. Hoje, enquanto o Professor Manfroi falava, fui me dando conta de que existe um paralelo nítido entre a criação literária e a criação acadêmica. Ambas, para ocorrer, necessitam de trabalho, esforço, disciplina e paixão. Não é possível que se crie qualquer coisa sem afeto e sem memórias. De modo que, ao determinarmos que a medicina ou a ciência são campos essencialmente técnicos, estamos nos equivocando profundamente.
Para mim, que sou psiquiatra e sempre tenho muito presente a importância da formação e das contribuições humanísticas para a prática da medicina, isso é quase óbvio. Mas creio que os demais colegas possam também refletir sobre esses aspectos em suas vidas profissionais.
Um abraço,
Ana Soledade
Desde o tempo de colégio, quando andava sempre envolvida em paixões por um livro ou por outro, que tinha vontade de escrever (literatura). Então soube da Oficina do Professor Assis Brasil, mas, por uma série de motivos, os planos de lá ingressar foram sendo adiados.
No final do ano passado, me preparei. Fui selecionada. As aulas iniciaram em março e, por uma feliz coincidência, no mesmo ano em que devo concluir o mestrado. Hoje, enquanto o Professor Manfroi falava, fui me dando conta de que existe um paralelo nítido entre a criação literária e a criação acadêmica. Ambas, para ocorrer, necessitam de trabalho, esforço, disciplina e paixão. Não é possível que se crie qualquer coisa sem afeto e sem memórias. De modo que, ao determinarmos que a medicina ou a ciência são campos essencialmente técnicos, estamos nos equivocando profundamente.
Para mim, que sou psiquiatra e sempre tenho muito presente a importância da formação e das contribuições humanísticas para a prática da medicina, isso é quase óbvio. Mas creio que os demais colegas possam também refletir sobre esses aspectos em suas vidas profissionais.
Um abraço,
Ana Soledade
Terça-feira, Junho 22, 2004
Caros colegas
Como sempre o Luis Fernando Verissimo consegue "dizer tudo" com suas crônicas. Ao ler a última mensagem da Carmen fiquei tão triste. Triste por lembrar o que faço esforço para esquecer. Tento esquecer como era bom quando eramos crianças e adolescentes em uma sociedade mais tranquila e saudável. Triste por mim e pelos meus filhos. Triste por nós e vossos filhos. O problema esta posto. Mas por mais que eu leia e reflita sobre ele não tenho encontrado uma causa que possa explicar tudo isto, ou mesmo as múltiplas causas de todo este desarranjo social me escapam. Gostaria de encontrar um modelo multifatorial que explicasse o momento social que nossos filhos tem de viver e sobreviver. Talvez com um modelo explicativo pudessemos intervir de alguma forma para resolver o problema, como aprendemos na Medicina. Mas vejo que não estamos nem mesmo perto disto. É dificil pois não me sinto encorajada a deixar nossas crianças enfretarem sozinhas tudo isto que aí está, como sugere o Verissimo. Acho até que nem sería justo pois elas não criaram este monstro que esta posto. O que fazer, eis a questão? Alguém sabe? Acho que não. Tenho esperança que o mundo de alguns passos para trás mas nem sei isto seria uma parte da solução ou mais um erro. Me parece bem complicado e de fato exige esforço coletivo como diz a Carmen. Para ensinar, aprender , transformar, avançar, melhorar uma sociedade doente. Infelizmente o Verissimo traz o problema mas não a solução. Como seria bom encontrar o caminho.....................Quem sabe um dia.
Para alguns talvez pareça que fui muito concreta ao interpretar a mensagem da Carmen ao pé da letra mas ocorre que de fato tudo o que se relaciona com nossas crianças e o mundo que elas tem de enfrentar me preocupa e aproveito essas ocasiões para dividir com meus pares esta preocupação.
Abraços a todos Patricia Picon
Carmen
Como sempre o Luis Fernando Verissimo consegue "dizer tudo" com suas crônicas. Ao ler a última mensagem da Carmen fiquei tão triste. Triste por lembrar o que faço esforço para esquecer. Tento esquecer como era bom quando eramos crianças e adolescentes em uma sociedade mais tranquila e saudável. Triste por mim e pelos meus filhos. Triste por nós e vossos filhos. O problema esta posto. Mas por mais que eu leia e reflita sobre ele não tenho encontrado uma causa que possa explicar tudo isto, ou mesmo as múltiplas causas de todo este desarranjo social me escapam. Gostaria de encontrar um modelo multifatorial que explicasse o momento social que nossos filhos tem de viver e sobreviver. Talvez com um modelo explicativo pudessemos intervir de alguma forma para resolver o problema, como aprendemos na Medicina. Mas vejo que não estamos nem mesmo perto disto. É dificil pois não me sinto encorajada a deixar nossas crianças enfretarem sozinhas tudo isto que aí está, como sugere o Verissimo. Acho até que nem sería justo pois elas não criaram este monstro que esta posto. O que fazer, eis a questão? Alguém sabe? Acho que não. Tenho esperança que o mundo de alguns passos para trás mas nem sei isto seria uma parte da solução ou mais um erro. Me parece bem complicado e de fato exige esforço coletivo como diz a Carmen. Para ensinar, aprender , transformar, avançar, melhorar uma sociedade doente. Infelizmente o Verissimo traz o problema mas não a solução. Como seria bom encontrar o caminho.....................Quem sabe um dia.
Para alguns talvez pareça que fui muito concreta ao interpretar a mensagem da Carmen ao pé da letra mas ocorre que de fato tudo o que se relaciona com nossas crianças e o mundo que elas tem de enfrentar me preocupa e aproveito essas ocasiões para dividir com meus pares esta preocupação.
Abraços a todos Patricia Picon
Para a turma!
Estou enviando o endereço do blog do professor Achutti da FAMED/UFRGS para vocês darem uma olhada e quem sabe postar algo para ele. O endereço é
http://amicor_medicina.blogspot.com/
Abraço,
Sônia
Estou enviando o endereço do blog do professor Achutti da FAMED/UFRGS para vocês darem uma olhada e quem sabe postar algo para ele. O endereço é
http://amicor_medicina.blogspot.com/
Abraço,
Sônia
Comentário sobre o grupo AVALIAÇÃO
Eu achei que a apresentação do grupo foi muito boa. A
forma como as colegas expuseram a matéria foi clara e
didática chamando a atenção de todos. Particularmente
gostei muito da frase do final da
apresentação: "Avaliação é um processo permanente e um
instrumento de aprendizagem organizacional que tem por
objetivo o alcance dos objetivos" Sandra Trice Gray,
1998. Acredito ainda que a avaliação deva combinar
dimensões quantitativas e qualitativas dando maior
ênfase na qualitativa.
Abraços a todos
Liana Rossato.
forma como as colegas expuseram a matéria foi clara e
didática chamando a atenção de todos. Particularmente
gostei muito da frase do final da
apresentação: "Avaliação é um processo permanente e um
instrumento de aprendizagem organizacional que tem por
objetivo o alcance dos objetivos" Sandra Trice Gray,
1998. Acredito ainda que a avaliação deva combinar
dimensões quantitativas e qualitativas dando maior
ênfase na qualitativa.
Abraços a todos
Liana Rossato.
PENSANDO BEM
de Luís Fernando Veríssimo
"Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje! Quando éramos pequenos, viajávamos de carro, sem cinto de segurança, sem ABS e sem air-bag!
Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial... Nem data de validade... E tinham também aquelas bolinhas de gude... Que vinham embaladas sem instrução de uso. A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada! Que horror!
A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção... E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã.. A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que não déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore... E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema... SOZINHOS!
Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo.
Não existiam os celulares! Incrível! A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos! Ninguém denunciava ninguém... Eram só "acidentes" de moleques: na verdade nunca encontrávamos um culpado.
Você lembra destes incidentes: janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho...???
Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos... E mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido; na maioria das vezes, nem mesmo nossos pais vinham a descobrir... A gente comia muito doce, pão com muita manteiga... Mas ninguém era obeso... No máximo, um gordinho saudável... Nem se falava em colesterol... A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes! Não existia o Playstation, nem o Nintendo... no máximo um Atari ou Master System. Não tinha TV à cabo, nem DVD, nem Internet... Tínhamos, simplesmente, amigos!
A gente andava de bicicleta ou à pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos... Sozinhos, num mundo frio e cruel... Sem nenhum controle! Como sobrevivemos? Inventávamos jogos com pedras, feijões ou cartas... Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso! Os nossos estômagos nunca se encheram de bichos estranhos!
No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e outros monstros destruidores... aquele cara com um peixe nas costas...(um tal de óleo de
rícino). Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros, e tiveram que refazer a segunda série. Que horror! Não se mudavam as notas e
ninguém passava de ano, mesmo não passando. As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza... Os maiores problemas na escola eram:
chegar atrasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mau da professora, correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho... Ninguém se escondia atrás do outro... Os nossos pais eram sempre do lado da lei quando transgredíamos a regras! Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso! Sabíamos que quando os pais diziam "NÃO", era "NÃO".
A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que ia ao supermercado... Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa... Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos... Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e ótimos "solucionadores" de problemas... Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências... Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade... E não
é que aprendemos a resolver tudo!!! ...E sozinhos... Se você é um destes sobreviventes... PARABÉNS!!!
VOCÊ CURTIU OS ANOS MAIS FELIZES DA SUA VIDA..."
Pensando, bem, tomando de empréstimo o texto do Verísssimo e compartilhando com vocês, talvez nós, hoje, não precisemos resolver tudo tão sós, até porque os nossos desafios parecem ser cada vez mais coletivos. Precisamos mais de outro, de outra, ou nos plurais de outros e outras que nos acompanham, enfrentam, discordam. Mesmo que precisando de tecnologias educacionais informatizadas... Continuo sendo "idealista", sonhadora, querendo coisas diferentes e menos saudosistas. Antevendo o que se mostra possível, e o impossível também! Se conseguiram ler até aqui... Parabéns!!! Você vive os anos mais felizes da sua vida... ou não!
Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial... Nem data de validade... E tinham também aquelas bolinhas de gude... Que vinham embaladas sem instrução de uso. A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada! Que horror!
A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção... E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã.. A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que não déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore... E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema... SOZINHOS!
Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo.
Não existiam os celulares! Incrível! A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos! Ninguém denunciava ninguém... Eram só "acidentes" de moleques: na verdade nunca encontrávamos um culpado.
Você lembra destes incidentes: janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho...???
Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos... E mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido; na maioria das vezes, nem mesmo nossos pais vinham a descobrir... A gente comia muito doce, pão com muita manteiga... Mas ninguém era obeso... No máximo, um gordinho saudável... Nem se falava em colesterol... A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes! Não existia o Playstation, nem o Nintendo... no máximo um Atari ou Master System. Não tinha TV à cabo, nem DVD, nem Internet... Tínhamos, simplesmente, amigos!
A gente andava de bicicleta ou à pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos... Sozinhos, num mundo frio e cruel... Sem nenhum controle! Como sobrevivemos? Inventávamos jogos com pedras, feijões ou cartas... Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso! Os nossos estômagos nunca se encheram de bichos estranhos!
No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e outros monstros destruidores... aquele cara com um peixe nas costas...(um tal de óleo de
rícino). Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros, e tiveram que refazer a segunda série. Que horror! Não se mudavam as notas e
ninguém passava de ano, mesmo não passando. As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza... Os maiores problemas na escola eram:
chegar atrasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mau da professora, correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho... Ninguém se escondia atrás do outro... Os nossos pais eram sempre do lado da lei quando transgredíamos a regras! Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso! Sabíamos que quando os pais diziam "NÃO", era "NÃO".
A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que ia ao supermercado... Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa... Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos... Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e ótimos "solucionadores" de problemas... Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências... Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade... E não
é que aprendemos a resolver tudo!!! ...E sozinhos... Se você é um destes sobreviventes... PARABÉNS!!!
VOCÊ CURTIU OS ANOS MAIS FELIZES DA SUA VIDA..."
Pensando, bem, tomando de empréstimo o texto do Verísssimo e compartilhando com vocês, talvez nós, hoje, não precisemos resolver tudo tão sós, até porque os nossos desafios parecem ser cada vez mais coletivos. Precisamos mais de outro, de outra, ou nos plurais de outros e outras que nos acompanham, enfrentam, discordam. Mesmo que precisando de tecnologias educacionais informatizadas... Continuo sendo "idealista", sonhadora, querendo coisas diferentes e menos saudosistas. Antevendo o que se mostra possível, e o impossível também! Se conseguiram ler até aqui... Parabéns!!! Você vive os anos mais felizes da sua vida... ou não!
Carmen
Segunda-feira, Junho 21, 2004
Cristina!
Os trabalhos serão postados no link textos e todos os colegas terão acesso a eles. Não dá mais para escrevermos apenas para os nossos Avaliadores, temos que compartilhar os nossos pensamentos.
Um abraço,
Sônia
Os trabalhos serão postados no link textos e todos os colegas terão acesso a eles. Não dá mais para escrevermos apenas para os nossos Avaliadores, temos que compartilhar os nossos pensamentos.
Um abraço,
Sônia
Quem dialoga?
Talvez se o tempo fosse maior não nos arriscássemos tanto! Talvez se a vida fosse outra seríamos diferentes! Mas ela é o que fazemos nela e dela!
Assim, Aldo e Cristina e quem mais quiser, vamos fazer festa pois os encontros mais informais nos constituem como sujeitos de nossas vidas, nos afetos que se constituem em relação ou nas relações e que se consubstanciam na nossa razão! Patrícia, Maurício, Sônia, o que acham?
Relendo nosso blog vou encontrando trajetórias e descobrindo como nos fazemos novos, no velho, a cada dia!
Se eu for a única a avaliar os trabalhos parecerá que a professora é a única que deve fazê-lo.
Penso que não, sem com isto me furtar a fazer esta tarefa e discussão. A Sônia tem colocados argumentos muito interessantes para nossa reflexão.
Observem o que produz o envolvimento ou não dos grupos. O que promove este envolvimento?
São as informações em si mesmas ou são as formas como nós as apresentamos?
Faz alguma diferença partirmos de uma situção concreta que nos mobilize ou basta um texto para realizar uma prova como perspectiva futura?
Trabalhar, ler , debater, recortar, é diferente de ouvir ou ver ou assistir. Critérios para selecionar coisas ou informações - sejam textos ou imagens - é sempre a expressão da avaliação que fazemos permanentemente.
Como criamos códigos de linguagens capazes de fazer traduções que façam sentido para nós mesmos, os blogueiros desejo sempre poder alcançar aos que estão de fora. Este parece ter sido um desafio maior do que o de promover o diálogo que já começa a se fazer neste espaço de trocas, ou como diz a Susana (que investiga os BLOGS), nesta nossa comunidade acadêmica virtual.
Me redescubro planejando a próxima turma! Se voces já tem alguma sugestão, por favor podem postar aqui mesmo.
Por gentileza lembrem aos colegas que forem encontrando que é necessário levar material para a nossa oficina de escrita na próxima aula!
Até!!!
Talvez se o tempo fosse maior não nos arriscássemos tanto! Talvez se a vida fosse outra seríamos diferentes! Mas ela é o que fazemos nela e dela!
Assim, Aldo e Cristina e quem mais quiser, vamos fazer festa pois os encontros mais informais nos constituem como sujeitos de nossas vidas, nos afetos que se constituem em relação ou nas relações e que se consubstanciam na nossa razão! Patrícia, Maurício, Sônia, o que acham?
Relendo nosso blog vou encontrando trajetórias e descobrindo como nos fazemos novos, no velho, a cada dia!
Se eu for a única a avaliar os trabalhos parecerá que a professora é a única que deve fazê-lo.
Penso que não, sem com isto me furtar a fazer esta tarefa e discussão. A Sônia tem colocados argumentos muito interessantes para nossa reflexão.
Observem o que produz o envolvimento ou não dos grupos. O que promove este envolvimento?
São as informações em si mesmas ou são as formas como nós as apresentamos?
Faz alguma diferença partirmos de uma situção concreta que nos mobilize ou basta um texto para realizar uma prova como perspectiva futura?
Trabalhar, ler , debater, recortar, é diferente de ouvir ou ver ou assistir. Critérios para selecionar coisas ou informações - sejam textos ou imagens - é sempre a expressão da avaliação que fazemos permanentemente.
Como criamos códigos de linguagens capazes de fazer traduções que façam sentido para nós mesmos, os blogueiros desejo sempre poder alcançar aos que estão de fora. Este parece ter sido um desafio maior do que o de promover o diálogo que já começa a se fazer neste espaço de trocas, ou como diz a Susana (que investiga os BLOGS), nesta nossa comunidade acadêmica virtual.
Me redescubro planejando a próxima turma! Se voces já tem alguma sugestão, por favor podem postar aqui mesmo.
Por gentileza lembrem aos colegas que forem encontrando que é necessário levar material para a nossa oficina de escrita na próxima aula!
Até!!!
Sábado, Junho 19, 2004
Comentátios sobre o ATO DE AVALIAR
A apresentação do grupo da última 4ºfeira foi surpreendente. O grupo conseguiu envolver a todos e fez com que a discussão sobre os processos de avaliação fosse calorosa.
Avaliar é refletir, e sendo assim penso que qualquer atividade possa e deva ser avaliada. A avaliação pode ser vista como uma permanente reflexão sobre as atividades humanas. Em todos os momentos de nossas vidas somos avaliados e avaliamos aos outros. Quando percebemos de forma clara este ato, somos então capazes de refletir sobre nossas condutas e opiniões, no processo que denominamos auto- avaliação.
A avaliação pode ser um exercício autoritário do poder de julgar ou, ao contrário pode se constituir em um projeto/processo em que o avaliador, ele próprio busca e sofre uma mudança qualitativa.
A avaliação na maioria das vezes, é discutida em termos do "como" avaliar e pouco se discute do "por quê" e "quem" avaliar.
Como o ensino universitário apresenta exigências de cunho legal quanto à assiduidade e conceitos quantitativos (notas), ao professor poucas vezes é dado chance de criar ou experimentar outras formas de avaliação.
Os trabalhos em grupo são, geralmente, preteridos ao trabalho individual. Pessoalmente penso que esta forma de trabalhar incentiva o respeito à opinião alheia, e a necessidade de respeito ao concenso. Além disso é um grande exercício à expressão oral, a capacidade argumentativa e a criatividade.
A temática deste grupo foi muito bem escolhida visto estarmos cursando uma disciplina de educação PRÁTICA. As discussões geradas me fez refletir sobre os diversos métodos avaliativos e a importância dos mesmos dentro da formação do aluno.
A apresentação do grupo da última 4ºfeira foi surpreendente. O grupo conseguiu envolver a todos e fez com que a discussão sobre os processos de avaliação fosse calorosa.
Avaliar é refletir, e sendo assim penso que qualquer atividade possa e deva ser avaliada. A avaliação pode ser vista como uma permanente reflexão sobre as atividades humanas. Em todos os momentos de nossas vidas somos avaliados e avaliamos aos outros. Quando percebemos de forma clara este ato, somos então capazes de refletir sobre nossas condutas e opiniões, no processo que denominamos auto- avaliação.
A avaliação pode ser um exercício autoritário do poder de julgar ou, ao contrário pode se constituir em um projeto/processo em que o avaliador, ele próprio busca e sofre uma mudança qualitativa.
A avaliação na maioria das vezes, é discutida em termos do "como" avaliar e pouco se discute do "por quê" e "quem" avaliar.
Como o ensino universitário apresenta exigências de cunho legal quanto à assiduidade e conceitos quantitativos (notas), ao professor poucas vezes é dado chance de criar ou experimentar outras formas de avaliação.
Os trabalhos em grupo são, geralmente, preteridos ao trabalho individual. Pessoalmente penso que esta forma de trabalhar incentiva o respeito à opinião alheia, e a necessidade de respeito ao concenso. Além disso é um grande exercício à expressão oral, a capacidade argumentativa e a criatividade.
A temática deste grupo foi muito bem escolhida visto estarmos cursando uma disciplina de educação PRÁTICA. As discussões geradas me fez refletir sobre os diversos métodos avaliativos e a importância dos mesmos dentro da formação do aluno.
Oi Aldo, Sônia e demais:
Como é bom ler o Aldo dizendo o que disse de si mesmo, e posso dizer a ele que não foi uma pequena transformação, pois eu, que o conheço pouco, senti esta transformação, e penso que ela foi IMENSA. Sinto-me feliz por fazer parte dela, claro que uma pequena parte, mas todos os alunos da disciplina influenciam na condução dela e nos seus resultados. Aldo: foi muito legal te conhecer e participar da tua transformação!
Conhecimento é poder! As detentoras do poder não querem dividi-lo a não ser os seus escolhidos. Temos que quebrar esta lógica brutal e infeliz. A transformação das relações sociais necessitam de muitos aspectos, mas com certeza tudo parte da educação, somos responsáveis pela construção desta transformação ao educarmos.
Eu sou uma pessoa que além de não ter medo de arriscar, não sabe viver sem o risco, não sei me acomodar, não sei ser igual, não me convensso com poucas explicações, nunca estou satisfeita com o conhecimento que adquiri, sempre quero mais, necessito aumentar a memória do meu "drive" constantemente. Foi extremamente leagal construir esta aula com as meninas, penso que foiu o primeiro trabalho em grupo que consegui realizar coletivamente, pois todas trabalharam, se comprometeram e se entusiasmaram. Penso que o resultado final foi bom, conseguimos fazer uma discussão interessante.
Quanto ao final da disciplina penso que devemos comemorar, sempre nos liberamos mais numa comemoração e conseguimos conhecer melhor as pessoas.
Cristina
Olá Turma!
Como o colega Aldo lembrou a disciplina esta chegando ao final, com isso gostaríamos de saber se a turma deseja fazer um confraternização para encerrar a disciplina em um dia e local a combinar. Podemos conversar na próxima aula.
Um abraço,
Sônia
Como é bom ler o Aldo dizendo o que disse de si mesmo, e posso dizer a ele que não foi uma pequena transformação, pois eu, que o conheço pouco, senti esta transformação, e penso que ela foi IMENSA. Sinto-me feliz por fazer parte dela, claro que uma pequena parte, mas todos os alunos da disciplina influenciam na condução dela e nos seus resultados. Aldo: foi muito legal te conhecer e participar da tua transformação!
Conhecimento é poder! As detentoras do poder não querem dividi-lo a não ser os seus escolhidos. Temos que quebrar esta lógica brutal e infeliz. A transformação das relações sociais necessitam de muitos aspectos, mas com certeza tudo parte da educação, somos responsáveis pela construção desta transformação ao educarmos.
Eu sou uma pessoa que além de não ter medo de arriscar, não sabe viver sem o risco, não sei me acomodar, não sei ser igual, não me convensso com poucas explicações, nunca estou satisfeita com o conhecimento que adquiri, sempre quero mais, necessito aumentar a memória do meu "drive" constantemente. Foi extremamente leagal construir esta aula com as meninas, penso que foiu o primeiro trabalho em grupo que consegui realizar coletivamente, pois todas trabalharam, se comprometeram e se entusiasmaram. Penso que o resultado final foi bom, conseguimos fazer uma discussão interessante.
Quanto ao final da disciplina penso que devemos comemorar, sempre nos liberamos mais numa comemoração e conseguimos conhecer melhor as pessoas.
Cristina
Sexta-feira, Junho 18, 2004
Olá Turma!Como o colega Aldo lembrou a disciplina esta chegando ao final, com isso gostaríamos de saber se a turma deseja fazer um confraternização para encerrar a disciplina em um dia e local a combinar. Podemos conversar na próxima aula.
Um abraço,
Sônia
>Olá Aldo!
Pois é , quando a disciplina começa a chegar ao final é que percebemos o quão ela é importante e o quanto ela nos acrescentou (a nossa vida pessoal e ao nossa trabalho). Referente ao modo de dar aula, existem muitos modelos e métodos só que cada um exige disponibilidade para planejar, pesquisar, elaborar para a nossa aula ser bem dada. Quando damos uma aula diferente acabamos nos dando conta que aprendemos muito mais coisas se se tivéssemos nos restringindo a um modelo tradicional, fechado e linear. O novo sempre vai dar um frio na barriga. O novo e/ou o diferente é algo que instiga a imaginação ao mesmo tempo que dá medo, mas é assim que o homem aprende e foi assim que chegamos onde nos encontramos hoje, porque teve gente que não se contentou somente com aquilo que estava ali posto, resolver buscar conhecer o que não era conhecido. A apresentação das meninas foi muito boa. As pessoas percebem no final das apresentações que ninguém morreu por fazer um trabalho diferente, todos nos somos criativos, só temos receio de mostrar o que sabemos e o que podemos. Isso é um sintoma da formação que tivemos que na maioria das vezes restringe as nossas capacidades a meros reprodutores de saberes prontos e acabados.
Um abraço,
Sônia
Pois é , quando a disciplina começa a chegar ao final é que percebemos o quão ela é importante e o quanto ela nos acrescentou (a nossa vida pessoal e ao nossa trabalho). Referente ao modo de dar aula, existem muitos modelos e métodos só que cada um exige disponibilidade para planejar, pesquisar, elaborar para a nossa aula ser bem dada. Quando damos uma aula diferente acabamos nos dando conta que aprendemos muito mais coisas se se tivéssemos nos restringindo a um modelo tradicional, fechado e linear. O novo sempre vai dar um frio na barriga. O novo e/ou o diferente é algo que instiga a imaginação ao mesmo tempo que dá medo, mas é assim que o homem aprende e foi assim que chegamos onde nos encontramos hoje, porque teve gente que não se contentou somente com aquilo que estava ali posto, resolver buscar conhecer o que não era conhecido. A apresentação das meninas foi muito boa. As pessoas percebem no final das apresentações que ninguém morreu por fazer um trabalho diferente, todos nos somos criativos, só temos receio de mostrar o que sabemos e o que podemos. Isso é um sintoma da formação que tivemos que na maioria das vezes restringe as nossas capacidades a meros reprodutores de saberes prontos e acabados.
Um abraço,
Sônia
Olá Cristina e demais alunos!
É verdade, as pessoas não conseguem e/ou não querem manter um diálogo com os outros, fico aqui pensando será que ninguém tem nada a dizer. Acredito que todos tem algo a comunicar. Sei também que é um problema que vem lá do inicio da formação - aquela que tivemos no decorrer de nossas vidas, onde na maiorias das vezes imperou o não diálogo. Os nossos professores sempre pediam silêncio para o menor dos "barulhos", abria-se a boca somente para dizer o que era solicitado, nada mais. Percebesse que com o passar dos anos escolares os sujeitos vão perdendo a autonomia da fala, não nos sentimos seguros para dialogar, questionar o que foi dito. O que é certo/correto é somente o que vem de cima, ou seja, acabo acreditando que sou incapaz de opinar sobre algo.
Hoje em dia mesmo estando protegido atrás da tela de um computador muitos não conseguem dizer a palavra parafraseei-o aqui nosso querido e saudoso Paulo Freire.
Referente a importância da disciplina para a formação de profissionais que estão e/ou irão atender tanto no meio acadêmico (o aluno) quanto no meio clínico (o paciente) apresentei no último Salão de Iniciação Cientifica da UFRGS, um trabalho intitulado "Formação Pedagógica Para Quê? Não Somos Professores Não Educamos Ninguém!" que trata do questionamento que muitos alunos trazem sobre a relevância da disciplina Prática Educativa em Medicina para a suas formações. Constatei através das perguntas sutis que mais cedo ou mais tarde sempre se faziam presente em aula sobre qual a importância da disciplina ou para que ela serve? ou por que nós temos que fazer essa disciplina?. Essas perguntas traziam a tona vários preconceitos referente a educação.
Ao mesmo tempo que essa pergunta que não quer calar sempre surge, aparece nas discussões dos alunos outros questionamentos referente a relação médico -paciente que não são percebidos pelos mesmos e que conforme eles é frustrante, mas se eles dessem o devido respeito ao ensino iriam perceber que a educação não é, e nunca será a salvadora da pátria, mas ela pode auxiliar vislumbrando caminhos a serem tomados para começar a resolver os seus problemas, ou seja, não é só vendo nos outros os problemas que iremos resolvé-los mas sim buscando sermos humildes, arregaçarmos as mangas e irmos a luta. Não dá mais para ouvirmos que as pessoas mais humildes e ou a população que não tem uma formação igual a nossa, que não nos entende. Será mesmo? Ou são muito que não querem se fazer entender, será que esse não é o objetivo?
Pergunto ainda, não fomos nós que estudamos e estudamos, não somos nós que fomos privilegiados porque conseguimos ter acesso a um saber que é restrito a tão poucos e mesmo que quiséssemos, nunca será compartilhado com todos.
A formação pedagógica é importante e sempre será porque querendo ou não é a única que vai ao encontro de buscar sempre conhecer o ser humano no seu todo. Não devemos esquecer nunca que a educação é a base de tudo.
Um abraço e até a nosso próximo encontro,
Sônia
Hoje em dia mesmo estando protegido atrás da tela de um computador muitos não conseguem dizer a palavra parafraseei-o aqui nosso querido e saudoso Paulo Freire.
Referente a importância da disciplina para a formação de profissionais que estão e/ou irão atender tanto no meio acadêmico (o aluno) quanto no meio clínico (o paciente) apresentei no último Salão de Iniciação Cientifica da UFRGS, um trabalho intitulado "Formação Pedagógica Para Quê? Não Somos Professores Não Educamos Ninguém!" que trata do questionamento que muitos alunos trazem sobre a relevância da disciplina Prática Educativa em Medicina para a suas formações. Constatei através das perguntas sutis que mais cedo ou mais tarde sempre se faziam presente em aula sobre qual a importância da disciplina ou para que ela serve? ou por que nós temos que fazer essa disciplina?. Essas perguntas traziam a tona vários preconceitos referente a educação.
Ao mesmo tempo que essa pergunta que não quer calar sempre surge, aparece nas discussões dos alunos outros questionamentos referente a relação médico -paciente que não são percebidos pelos mesmos e que conforme eles é frustrante, mas se eles dessem o devido respeito ao ensino iriam perceber que a educação não é, e nunca será a salvadora da pátria, mas ela pode auxiliar vislumbrando caminhos a serem tomados para começar a resolver os seus problemas, ou seja, não é só vendo nos outros os problemas que iremos resolvé-los mas sim buscando sermos humildes, arregaçarmos as mangas e irmos a luta. Não dá mais para ouvirmos que as pessoas mais humildes e ou a população que não tem uma formação igual a nossa, que não nos entende. Será mesmo? Ou são muito que não querem se fazer entender, será que esse não é o objetivo?
Pergunto ainda, não fomos nós que estudamos e estudamos, não somos nós que fomos privilegiados porque conseguimos ter acesso a um saber que é restrito a tão poucos e mesmo que quiséssemos, nunca será compartilhado com todos.
A formação pedagógica é importante e sempre será porque querendo ou não é a única que vai ao encontro de buscar sempre conhecer o ser humano no seu todo. Não devemos esquecer nunca que a educação é a base de tudo.
Um abraço e até a nosso próximo encontro,
Sônia
Quinta-feira, Junho 17, 2004
Oi turma
Aproveito um pequeno intervalo "comercial" para mandar mais uma mensagem.
A turma da AVALIAÇÂO utilizou um juri simulado para mostrar o seu tema. É interessante saber que para cada aula existem vários tipos possíveis de apresentação ou abordagem pedagógica. A atenção em aula é fator primordial para a retenção dos conhecimentos. Muitas das aulas da Prática Educativa, senão todas, foram apresentadas de maneira bastante interessante e que prendiam a atenção de todos. O tempo pareceia não passar, e as aulas que seriam de 30 minutos, tomaram muito mais que uma hora. Acredito que o grupo todo esteve empenhado (não é só um puchão de saco) e esta matéria vai render muitos lucros científicos. Eu pessoalmente quando fui professor (muito careta por sinal) preferia as aulas magistrais pois eu me sentia mais importante. Agora acredito que com esta vivência nova posso acrescentar muito aos meus futuros alunos(só preciso arrumar uma vaga de Professor). Agora que estamos chegando ao fim do curso começo a sentir saudades de todo o pessoal.
Aldo
Aproveito um pequeno intervalo "comercial" para mandar mais uma mensagem.
A turma da AVALIAÇÂO utilizou um juri simulado para mostrar o seu tema. É interessante saber que para cada aula existem vários tipos possíveis de apresentação ou abordagem pedagógica. A atenção em aula é fator primordial para a retenção dos conhecimentos. Muitas das aulas da Prática Educativa, senão todas, foram apresentadas de maneira bastante interessante e que prendiam a atenção de todos. O tempo pareceia não passar, e as aulas que seriam de 30 minutos, tomaram muito mais que uma hora. Acredito que o grupo todo esteve empenhado (não é só um puchão de saco) e esta matéria vai render muitos lucros científicos. Eu pessoalmente quando fui professor (muito careta por sinal) preferia as aulas magistrais pois eu me sentia mais importante. Agora acredito que com esta vivência nova posso acrescentar muito aos meus futuros alunos(só preciso arrumar uma vaga de Professor). Agora que estamos chegando ao fim do curso começo a sentir saudades de todo o pessoal.
Aldo
Carmen e demais bloggeiros:
Semana passada estava falando sobre isto com a Sônia, tentei lembrar das pessoas que participam, com regularidade do blogger, penso que são, além de ti e da Sônia, eu, a Patrícia, o Aldo, a Ana, nas últimas mensagens o Maurício e a Carolina, espero não ter esquecido de ninguém.
Penso que os demais não entenderam a necessidade desta comunicação e, alguns, não entenderam nem a necessidade da disciplina, não comprometeram-se.
Nós não conseguimos, com raríssimas exceções, estabelecer diálogos, as mensagens parecem-me com pequenos relatórios. Nossas discussões em sala de aula são tão ricas e poderiam continuar aqui, é pena que isto não aconteça.
Senti falta, tanto na sala de aula, quanto aqui de uma discussão da metodologia utilizada pelos grupo para as apresentações, principalmente do nossa grupo, pois fizemos a preparação desta aula com bastante entusiasmo e gostaríamos de ter retorno, de sermos avaliadas.
"Chove lá fora, mas aqui não faz frio"
Cristina Dornelles
Semana passada estava falando sobre isto com a Sônia, tentei lembrar das pessoas que participam, com regularidade do blogger, penso que são, além de ti e da Sônia, eu, a Patrícia, o Aldo, a Ana, nas últimas mensagens o Maurício e a Carolina, espero não ter esquecido de ninguém.
Penso que os demais não entenderam a necessidade desta comunicação e, alguns, não entenderam nem a necessidade da disciplina, não comprometeram-se.
Nós não conseguimos, com raríssimas exceções, estabelecer diálogos, as mensagens parecem-me com pequenos relatórios. Nossas discussões em sala de aula são tão ricas e poderiam continuar aqui, é pena que isto não aconteça.
Senti falta, tanto na sala de aula, quanto aqui de uma discussão da metodologia utilizada pelos grupo para as apresentações, principalmente do nossa grupo, pois fizemos a preparação desta aula com bastante entusiasmo e gostaríamos de ter retorno, de sermos avaliadas.
"Chove lá fora, mas aqui não faz frio"
Cristina Dornelles
Quarta-feira, Junho 16, 2004
Aos leitores deste blog!
Convite ao pensar e ao escrever!
Quando nos cobramos sobre o que fazemos precisamos nos avaliar e rever!
Parece que propor, nem sempre é eficaz e eficiente se não utilizamos um dos mais tradicionais mecanismos de controle disponíveis que é mais do que avaliação a "nota", que é pura medição ou prova que nada prova! Continuo não acreditando nisto ! ! !
Ou teimosamente, me nego a usar este recurso!
Mesmo quando afirmei em aula que os processos de ensinar e de aprender necessitam de momentos de sincronia e por vezes de simultaniedade, quando teorizamos parece que isto não é suficiente para entendermos que a prática no ensino não se faz sem a presença do outro, seja ele o aluno, a aluna, o ou a paciente, colega ou o leitor ou leitora deste texto!
Parece que escrevemos apenas para nós, os mesmos, ou para nós mesmos. Não temos sequer construído pontes nos comentários sobre as apresentações.
Esta impressão é somente minha ou mais alguém compartilha?
E a maioria silenciosa onde está?
Alguém tem alguma sugestão para mobilizá-los?
A metade dos meus alunos de início de curso de graduação usam a rede para pesquisar, consversar/teclar e acessar todas as informações que necessitam! Imagino que daqui a muito pouco tempo, praticamente todos estarão fazendo isto. Posso me dar ao direito de ficar de fora e desconhecer estes conhecimentos que os alunos estão construindo e trazendo para a minha sala de aula, mesmo que eu, enquanto professora, não queira saber disto?
Convite ao pensar e ao escrever!
Quando nos cobramos sobre o que fazemos precisamos nos avaliar e rever!
Parece que propor, nem sempre é eficaz e eficiente se não utilizamos um dos mais tradicionais mecanismos de controle disponíveis que é mais do que avaliação a "nota", que é pura medição ou prova que nada prova! Continuo não acreditando nisto ! ! !
Ou teimosamente, me nego a usar este recurso!
Mesmo quando afirmei em aula que os processos de ensinar e de aprender necessitam de momentos de sincronia e por vezes de simultaniedade, quando teorizamos parece que isto não é suficiente para entendermos que a prática no ensino não se faz sem a presença do outro, seja ele o aluno, a aluna, o ou a paciente, colega ou o leitor ou leitora deste texto!
Parece que escrevemos apenas para nós, os mesmos, ou para nós mesmos. Não temos sequer construído pontes nos comentários sobre as apresentações.
Esta impressão é somente minha ou mais alguém compartilha?
E a maioria silenciosa onde está?
Alguém tem alguma sugestão para mobilizá-los?
A metade dos meus alunos de início de curso de graduação usam a rede para pesquisar, consversar/teclar e acessar todas as informações que necessitam! Imagino que daqui a muito pouco tempo, praticamente todos estarão fazendo isto. Posso me dar ao direito de ficar de fora e desconhecer estes conhecimentos que os alunos estão construindo e trazendo para a minha sala de aula, mesmo que eu, enquanto professora, não queira saber disto?
Conceitos sobre a apresentação do trabalho Avaliação;
Eu acredito realmente que deve haver alguma avaliação dos alunos em algum momento de determinado curso. Esta avaliação poderá ser de conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais. Como falei na aula passada toda a avaliação que visa rotular um aluno não tem sentido. Da mesma maneira a avaliaçção estanque, fechada ela tem um caráter destrutivo. Por outro lado a avaliação que preconiza a retenção do conhecimento é muito importante, pois isto é a finalidade da educação. Também achei interesante a colocação de uma colega que falou da necessidade de se rever cada prova não no sentido de saber o que errou mas no sentido de apreender o que não se sabia no momento da prova. É claro que alguns conteúdos são basicamente tecnicistas e nestes casos tem que se conhecer um mínimo suficiente para que se possa seguir avançando dentro do curso. Acredito também que em uma matéria onde mais do que 30 % dos alunos são reprovados, se deveria fazer uma avaliação primeiro do Professor. Não existem alunos imbecis, oligofrênicos ou idiotas. Existem, sim alunos mal conduzidos ou desestimulados com determinado conteúdo.
Por falar em Bioestatística, eu já tive aulas desta matéria em outros cursos de pós graduação e tive uma impressão muito positiva e estimulante. Os conteúdos era dados sem pressa, gradualmente e com discução das dúvidas com o professor durante as aulas. No curso atual, com perto de 100 alunos em aula, em um anfiteatro enorme, os professores descarregam seus conteúdos às caçambadas em cima dos alunos que se sentem soterrados após uma aula de 3 horas e meia. Além disso passam trabalhos de casa com vários exercícios de livro sem maiores explicações. Acredito que os professores desta cadeira são ótimos, mas o contexto dos fatos não é muito estimulante. É um exemplo como poderia ser de outra matéria. Voltando ainda para a valiação, eu acho que os professores tem certa autonomia de, nas avaliações dos seus alunos, alterar um pouco os preceitos estanques de cada curso com relação a frequência em aula, participação de trabalhos em grupo, participação individual em discussões, emitindo pareceres concordantes ou discordantes, e também nas correções das provas. Cabe ao professor verificar o grau de stress dos alunos com relação a determinada matério ou conteúdo. Também cabe ao professor dar mais atenção aos alunos que durante um curso mostrarem mais dificuldade. Acredito que cada professor aprende um pouco em cada nova turma ou cada novo ano. O importane seria poder verificar como ficou determinado aluno depois de vários anos ou mesmo após terminar seus estudos. O produto do trabalho do professor é dificil de avaliar pois deveriam eles acompanhar seus pupilos durante toda a vida.
Aldo
a aula sobre "Drogas como educar de froma preventiva" me pareceu ótima. Como sempre este é um tema que mobiliza todas as pessoas. Uma explicção para isto é a de que o uso de drogas e seus malefícios tem sido uma prática bastante "democrática" em nosso país nas últimas duas décadas. Assim sentem-se tocados pelo assunto individuos de todas as camadas sociais,credos e cores. Sabemos quão difícil é o tratamento das diferentes dependências químicas e que nossa melhor chance ainda é a prevenção primária. A educação para prevenção é fundamental e todos querem saber como fazer, o que fazer. Todos nos sentimos em risco potencial porque sabemos que as crianças e os adolescentes são a população alvo do tráfico e isto nos sensibiliza enormemente. Seja por um sentimento de proteção geral a nossa infância e juventude, calcado em idéias de solidariedade, seja pela ameaça velada constante que nossos entes queridos sofrem. Nossas criançãs e adolescentes são as maiores vitimas de todo este comércio e doença social. Aqueles que sucumbem as drogas, pela dependência química e todas as suas consequencias fisicas, psiquicas, sociais, familiares e afetivas. Enquanto os que não se deixam levar pelas drogas ficam expostos a um nível de agressividade social gratuita a qual não tem como lidar, por exemplo quando crianças são assaltadas em plena luz do dia por outras crianças. Todos nós sabemos que este nível de vilolência social se expandiu vertiginosamente nas duas últimas décadas no Brasil, e que esta íntimamente relacionada ao tráfico de drogas. Assim nos resta a prevenção como arma mais poderosa, uma vez que quase nada podemos fazer em relação ao avanço do tráfico, que movimenta cifras incalculáveis no mundo todo. Acho que fugi um pouco do tema da aula mas penso que todos nós pensamos sobre isto também........
Abraços Patricia Picon
Maurício Pimentel
PPG Cardiologia
Eu acredito realmente que deve haver alguma avaliação dos alunos em algum momento de determinado curso. Esta avaliação poderá ser de conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais. Como falei na aula passada toda a avaliação que visa rotular um aluno não tem sentido. Da mesma maneira a avaliaçção estanque, fechada ela tem um caráter destrutivo. Por outro lado a avaliação que preconiza a retenção do conhecimento é muito importante, pois isto é a finalidade da educação. Também achei interesante a colocação de uma colega que falou da necessidade de se rever cada prova não no sentido de saber o que errou mas no sentido de apreender o que não se sabia no momento da prova. É claro que alguns conteúdos são basicamente tecnicistas e nestes casos tem que se conhecer um mínimo suficiente para que se possa seguir avançando dentro do curso. Acredito também que em uma matéria onde mais do que 30 % dos alunos são reprovados, se deveria fazer uma avaliação primeiro do Professor. Não existem alunos imbecis, oligofrênicos ou idiotas. Existem, sim alunos mal conduzidos ou desestimulados com determinado conteúdo.
Por falar em Bioestatística, eu já tive aulas desta matéria em outros cursos de pós graduação e tive uma impressão muito positiva e estimulante. Os conteúdos era dados sem pressa, gradualmente e com discução das dúvidas com o professor durante as aulas. No curso atual, com perto de 100 alunos em aula, em um anfiteatro enorme, os professores descarregam seus conteúdos às caçambadas em cima dos alunos que se sentem soterrados após uma aula de 3 horas e meia. Além disso passam trabalhos de casa com vários exercícios de livro sem maiores explicações. Acredito que os professores desta cadeira são ótimos, mas o contexto dos fatos não é muito estimulante. É um exemplo como poderia ser de outra matéria. Voltando ainda para a valiação, eu acho que os professores tem certa autonomia de, nas avaliações dos seus alunos, alterar um pouco os preceitos estanques de cada curso com relação a frequência em aula, participação de trabalhos em grupo, participação individual em discussões, emitindo pareceres concordantes ou discordantes, e também nas correções das provas. Cabe ao professor verificar o grau de stress dos alunos com relação a determinada matério ou conteúdo. Também cabe ao professor dar mais atenção aos alunos que durante um curso mostrarem mais dificuldade. Acredito que cada professor aprende um pouco em cada nova turma ou cada novo ano. O importane seria poder verificar como ficou determinado aluno depois de vários anos ou mesmo após terminar seus estudos. O produto do trabalho do professor é dificil de avaliar pois deveriam eles acompanhar seus pupilos durante toda a vida.
Aldo
Terça-feira, Junho 15, 2004
a aula sobre "Drogas como educar de froma preventiva" me pareceu ótima. Como sempre este é um tema que mobiliza todas as pessoas. Uma explicção para isto é a de que o uso de drogas e seus malefícios tem sido uma prática bastante "democrática" em nosso país nas últimas duas décadas. Assim sentem-se tocados pelo assunto individuos de todas as camadas sociais,credos e cores. Sabemos quão difícil é o tratamento das diferentes dependências químicas e que nossa melhor chance ainda é a prevenção primária. A educação para prevenção é fundamental e todos querem saber como fazer, o que fazer. Todos nos sentimos em risco potencial porque sabemos que as crianças e os adolescentes são a população alvo do tráfico e isto nos sensibiliza enormemente. Seja por um sentimento de proteção geral a nossa infância e juventude, calcado em idéias de solidariedade, seja pela ameaça velada constante que nossos entes queridos sofrem. Nossas criançãs e adolescentes são as maiores vitimas de todo este comércio e doença social. Aqueles que sucumbem as drogas, pela dependência química e todas as suas consequencias fisicas, psiquicas, sociais, familiares e afetivas. Enquanto os que não se deixam levar pelas drogas ficam expostos a um nível de agressividade social gratuita a qual não tem como lidar, por exemplo quando crianças são assaltadas em plena luz do dia por outras crianças. Todos nós sabemos que este nível de vilolência social se expandiu vertiginosamente nas duas últimas décadas no Brasil, e que esta íntimamente relacionada ao tráfico de drogas. Assim nos resta a prevenção como arma mais poderosa, uma vez que quase nada podemos fazer em relação ao avanço do tráfico, que movimenta cifras incalculáveis no mundo todo. Acho que fugi um pouco do tema da aula mas penso que todos nós pensamos sobre isto também........
Abraços Patricia Picon
Segunda-feira, Junho 14, 2004
Comentários sobre aula apresentada em 09/06/04
Primeiramente, quando da divisão dos temas nos grupos, causou-me certa estranheza uma aula sobre drogas dentro da disciplina de prática educativa em Medicina. Os outros grupos escolheram temas como linguagem, avaliação, modelos de ensino e aprendizagem, o que me parecia mais adequado dentro dos objetivos da disciplina.
No entanto, devo ressaltar que o modo como a aula foi organizada e todo o seu desenvolvimento proporcionaram importantes lições para minha prática educativa futura. Inicialmente reconheci a importância da abordagem de temas do cotidiano dentro da sala de aula. Não se pode conceber uma prática educativa adequada se ela não estiver sintonizada com os acontecimentos mais significativos da sociedade onde está inserida. Outro aprendizado importante diz respeito a como trabalhar com uma temática ampla e polêmica dentro de uma limitação de tempo. A questão da atividade educativa como prevenção para o uso de drogas levantou uma série de opiniões e questionamentos em todo o grupo de alunos, não sendo possível encerrar a aula dentro dos 30 minutos inicialmente previstos. A lição está em não ficar preso somente ao fator tempo em detrimento de uma atividade que contava com a participação ativa e interessada dos alunos. O professor deve estar preparado para, em certas situações, ver o tempo "fugir" do seu controle.
No entanto, devo ressaltar que o modo como a aula foi organizada e todo o seu desenvolvimento proporcionaram importantes lições para minha prática educativa futura. Inicialmente reconheci a importância da abordagem de temas do cotidiano dentro da sala de aula. Não se pode conceber uma prática educativa adequada se ela não estiver sintonizada com os acontecimentos mais significativos da sociedade onde está inserida. Outro aprendizado importante diz respeito a como trabalhar com uma temática ampla e polêmica dentro de uma limitação de tempo. A questão da atividade educativa como prevenção para o uso de drogas levantou uma série de opiniões e questionamentos em todo o grupo de alunos, não sendo possível encerrar a aula dentro dos 30 minutos inicialmente previstos. A lição está em não ficar preso somente ao fator tempo em detrimento de uma atividade que contava com a participação ativa e interessada dos alunos. O professor deve estar preparado para, em certas situações, ver o tempo "fugir" do seu controle.
Maurício Pimentel
PPG Cardiologia
Acabamos de descobrir o que é capaz de fazer uma troca de senha!
Ficamos com nosso meio de comunicação paralizado.
Agora voltamos à vida! Ressucitar não é fácil!
Só foi possível graças à ajuda da Su!
Muitos agradecimentos nossos para ti, SU ! ! !
Ficamos com nosso meio de comunicação paralizado.
Agora voltamos à vida! Ressucitar não é fácil!
Só foi possível graças à ajuda da Su!
Muitos agradecimentos nossos para ti, SU ! ! !
Domingo, Junho 13, 2004
Oi pessoal,
Infelizmente não pude terminar de assistir às apresentações dos grupos da útima 4ºfeira. Em razão disso comentarei o tema "Linguagem"apresentado pelo primeiro grupo.
Partindo do pressuposto que a posse da linguagem, mais que qualquer outro atributo, é o que distingue os seres humanos dos animais, percebemos a sua importância como veículo transmissor de nossos pensamentos e idéias.
Em 1769, Johann Herder, um filósofo e poeta alemão ganhou um prêmio ao argumentar que a linguagem e o pensamento são inseparáveis e que o homem nasce com a capacidade de desenvolver ambos. Como percebemos, os interesses pertinentes à linguagem datam de muitos anos. Este tema porém, parece inesgotável pois as formas de comunicação e linguagem estão em constante modificação, evoluindo e involuindo a cada nova geração.
Penso que hoje temos muitos mais meios de expressão do nossos pensamento, do que no passado. Os recursos que hoje dispomos (como este usado para registrar minhas observações), de alguma forma facilitam a divulgação de idéias, mas ao mesmo tempo as individualizam. Acredito que na prática educativa o exercício da expressão oral deve ser estimulado como forma de "exercitar" a divulgação do pensamento e como treinamento "do falar".
Ana Staub
Infelizmente não pude terminar de assistir às apresentações dos grupos da útima 4ºfeira. Em razão disso comentarei o tema "Linguagem"apresentado pelo primeiro grupo.
Partindo do pressuposto que a posse da linguagem, mais que qualquer outro atributo, é o que distingue os seres humanos dos animais, percebemos a sua importância como veículo transmissor de nossos pensamentos e idéias.
Em 1769, Johann Herder, um filósofo e poeta alemão ganhou um prêmio ao argumentar que a linguagem e o pensamento são inseparáveis e que o homem nasce com a capacidade de desenvolver ambos. Como percebemos, os interesses pertinentes à linguagem datam de muitos anos. Este tema porém, parece inesgotável pois as formas de comunicação e linguagem estão em constante modificação, evoluindo e involuindo a cada nova geração.
Penso que hoje temos muitos mais meios de expressão do nossos pensamento, do que no passado. Os recursos que hoje dispomos (como este usado para registrar minhas observações), de alguma forma facilitam a divulgação de idéias, mas ao mesmo tempo as individualizam. Acredito que na prática educativa o exercício da expressão oral deve ser estimulado como forma de "exercitar" a divulgação do pensamento e como treinamento "do falar".
Ana Staub
Sexta-feira, Junho 11, 2004
Caros alunos e alunas!
A cada encontro que temos redescubro em mim o prazer de ver "o outro" aprendendo. Tanto quando se está na posição de professor cpomo no de aluno, como foi o caso de nossa última aula.
O conteúdo apresentado pelo grupo é polêmico e mostra o nosso desconhecimento das informações e também o de nos colocarmos no processo mesmo que individualmente não sejamos usuários, familiares, educadores, profissionais da saúde que prestem este tipo de atendimento. Este nosso não saber, como nos disse o Aldo, nos faz descobrir outros caminhos para o aprender. E os vários espaços e fontes disponíveis.
Por outro lado, peço que reflitam acerca da variedade dos materiais disponibilizados pelo grupo e dos efeitos que cada um deles desencadeou no pequeno grupo de trabalho.
Preciso ainda dizer da qualidade e do quanto as pessoas se mostram ou se escondem durante uma apresentação!
Parabéns para todos os grupos.
Carmen
d
Susana e demais leitores!
Se alguém souber o que precisamos fazer para que as informações postadas entrem mais rapidamente no nosso blog, por favor, diga-nos, por qualquer meio, seja "carta", e-mail, fone, fax, ou ao vivo!!!
Abraços
Carmen (testando)
A cada encontro que temos redescubro em mim o prazer de ver "o outro" aprendendo. Tanto quando se está na posição de professor cpomo no de aluno, como foi o caso de nossa última aula.
O conteúdo apresentado pelo grupo é polêmico e mostra o nosso desconhecimento das informações e também o de nos colocarmos no processo mesmo que individualmente não sejamos usuários, familiares, educadores, profissionais da saúde que prestem este tipo de atendimento. Este nosso não saber, como nos disse o Aldo, nos faz descobrir outros caminhos para o aprender. E os vários espaços e fontes disponíveis.
Por outro lado, peço que reflitam acerca da variedade dos materiais disponibilizados pelo grupo e dos efeitos que cada um deles desencadeou no pequeno grupo de trabalho.
Preciso ainda dizer da qualidade e do quanto as pessoas se mostram ou se escondem durante uma apresentação!
Parabéns para todos os grupos.
Carmen
d
Se alguém souber o que precisamos fazer para que as informações postadas entrem mais rapidamente no nosso blog, por favor, diga-nos, por qualquer meio, seja "carta", e-mail, fone, fax, ou ao vivo!!!
Abraços
Carmen (testando)
Quinta-feira, Junho 10, 2004
Pessoal
Achei a apresentação do grupo de ontem muito boa. Acho que a discussão da aula foi tão rica, que seria muito difícil colocar num comentário. Só tem uma coisa que eu acho importante lembrar. É completamente diferente a dependência de drogas de abuso, como maconha, crack, cocaína, das outras substâncias como, por exemplo, cafeína. A cafeína não altera a capacidade de um indivíduo perceber a realidade, e isso faz muita diferença.
Um abraço para todos,
Carolina
Achei a apresentação do grupo de ontem muito boa. Acho que a discussão da aula foi tão rica, que seria muito difícil colocar num comentário. Só tem uma coisa que eu acho importante lembrar. É completamente diferente a dependência de drogas de abuso, como maconha, crack, cocaína, das outras substâncias como, por exemplo, cafeína. A cafeína não altera a capacidade de um indivíduo perceber a realidade, e isso faz muita diferença.
Um abraço para todos,
Carolina
Quarta-feira, Junho 09, 2004
Fazendo uma avaliação dos três grupos que apresentaram até hoje, penso, que em termos de conjunto, a aula melhor estruturada foi a de hoje (educação para prevenção das drogas). Utilizaram uma boa dinâmica, trouxeram bastante conteúdo mas sem demasia, o coordenador da apresentação-discussão teve clareza na sua fala, soube direcionar a discussão reorientando-a quando desviava-se muito do objetivo principal. As duas aula anteriores não foram tão bem sucedidas, a primeira sobre comunicação pecou na quantidade e desordenamento dos conteúdos. Já o segundo grupo utilizou uma dinâmica específica para médicos, ou que me deslocou da aula, deixando-me completamente desinteressada, desatenta e, confesso, que não lembro nada da aula, por que não gravei nada.
Trazendo todas estas informações para a nossa formação como educadores, posso dizer que tudo isto reafirmou a minha convicção em vários aspectos:
1 - a importância do conhecimento prévio e da adequação à platéia com quem se está trabalhando;
2 - o quanto o interesse no assunto pode modificar a participação da platéia;
3 - o quanto o professor tem de ser flexível e não poderá seguir um roteiro hermético, a não ser que tenha a proposta de uma aula magistral.
Minhas sugestões para melhorias são:
Para o primeiro grupo: diminuir a quantidade de teorias e conteúdos, focar mais a sua aula e ordenar as idéias.
Para o segundo: estruturar uma dinâmica pensando nos demais profissionais da saúde que constituem o grupo, para envolver todos os participantes.
Para o terceiro grupo: pensar como resolveria a questão do tempo, se realmente tivesse apenas 45 min. Encerrariam a discussão? Podariam a discussão no grupo? retomariam em outro encontro?
Cristina Dornelles
Olá Turma!
Amanhã mais dois grupos apresentaram seus trabalhos. Não cheguem atrasados para não perderem o começo da primeira apresentação. Vocês podem ou melhor devem postar o que acharam dos trabalhos. Se vocês notaram, nos dias das apresentações o tempo passa mais rápido e não dá tempo para discutirmos mais profundamente os trabalhos, ou seja, muitas perguntas não são respondidas e na semana seguinte as pessoas não retomam as suas dúvidas. Disponibilizem para os seus colegas o que acharam das apresentações, dêem sugestões, questionem, esse blog foi pensado para atender a essas questões.
Abraço e até amanhã,
Sônia
Trazendo todas estas informações para a nossa formação como educadores, posso dizer que tudo isto reafirmou a minha convicção em vários aspectos:
1 - a importância do conhecimento prévio e da adequação à platéia com quem se está trabalhando;
2 - o quanto o interesse no assunto pode modificar a participação da platéia;
3 - o quanto o professor tem de ser flexível e não poderá seguir um roteiro hermético, a não ser que tenha a proposta de uma aula magistral.
Minhas sugestões para melhorias são:
Para o primeiro grupo: diminuir a quantidade de teorias e conteúdos, focar mais a sua aula e ordenar as idéias.
Para o segundo: estruturar uma dinâmica pensando nos demais profissionais da saúde que constituem o grupo, para envolver todos os participantes.
Para o terceiro grupo: pensar como resolveria a questão do tempo, se realmente tivesse apenas 45 min. Encerrariam a discussão? Podariam a discussão no grupo? retomariam em outro encontro?
Cristina Dornelles
Terça-feira, Junho 08, 2004
Olá Turma!Amanhã mais dois grupos apresentaram seus trabalhos. Não cheguem atrasados para não perderem o começo da primeira apresentação. Vocês podem ou melhor devem postar o que acharam dos trabalhos. Se vocês notaram, nos dias das apresentações o tempo passa mais rápido e não dá tempo para discutirmos mais profundamente os trabalhos, ou seja, muitas perguntas não são respondidas e na semana seguinte as pessoas não retomam as suas dúvidas. Disponibilizem para os seus colegas o que acharam das apresentações, dêem sugestões, questionem, esse blog foi pensado para atender a essas questões.
Abraço e até amanhã,
Sônia
Quinta-feira, Junho 03, 2004
Apresentações do Trabalhos
O objetivo desta disciplina é formar profissionais para atuar tanto no meio acadêmico (professor) quanto na clínica médica com um olhar crítico reflexivo sobre a sua prática, não deixando de perceber as diferentes realidades asua volta e as necessidades da sociedade em que esta inserido, buscando assim construir um espaço dialógico de troca constante entre os diferentes sujeitos que ali se reunem para pensar o ensino em saúde. Esta disciplina e principalmente este trabalho (que é um prática educativa) propõem-se a fazer com que os alunos trabalhem a teoria não dissociada da prática e vice-versa.
Há muitos semestre venho percebendo o quão é dificil para os grupos trazerem a sua experiência e seu conhecimento como parte da prática em saúde no diálogo com a teoria estudada. Acredito que essa disssociação ocorra por vários motivos, um deles é acreditar que a teoria tem mais valor que a prática e que prática e teoria não fazem parte de um todo. Conseguir fazer relações com a sua prática em saúde é um ponto de grande relevância dessa disciplina pois só assim poderemos pensar e repensar as nossa ações que são muito importantes tanto na formação dos alunos quanto na formação pessoal dos pacientes, porque o profissional da saúde, seja ele professor ou não, tem que estar consciente de seu papel como educador do paciente.
Tanto o trabalho de Linguagem e Comunicação quanto o trabalho sobre os Enfoques teóricos do Ensino trouxeram a tona questões fundamentais para pensar o processo do ensino e o do aprendizado. Essa aprendizagem, para mim, tem que estar sempre vinculada as nossas vivências. O exemplo que a professora Carmen relatou "de um paciente que entendera errado a prescrição médica e por isso quase morrera" evidencia como é importante compreendermos como as pessoas compreendem / aprendem; se o que falamos esta sendo entendido pelo outro, etc.
Vocês não estão apenas cuidando de um corpo ou uma doença ou uma parte, mas sim, cuidando e ensinando um ser humano, assim como eu como professora não ensino apenas uma cabeça, trabalhamos com um ser humano por inteiro.
Um abraço,
Sônia
Há muitos semestre venho percebendo o quão é dificil para os grupos trazerem a sua experiência e seu conhecimento como parte da prática em saúde no diálogo com a teoria estudada. Acredito que essa disssociação ocorra por vários motivos, um deles é acreditar que a teoria tem mais valor que a prática e que prática e teoria não fazem parte de um todo. Conseguir fazer relações com a sua prática em saúde é um ponto de grande relevância dessa disciplina pois só assim poderemos pensar e repensar as nossa ações que são muito importantes tanto na formação dos alunos quanto na formação pessoal dos pacientes, porque o profissional da saúde, seja ele professor ou não, tem que estar consciente de seu papel como educador do paciente.
Tanto o trabalho de Linguagem e Comunicação quanto o trabalho sobre os Enfoques teóricos do Ensino trouxeram a tona questões fundamentais para pensar o processo do ensino e o do aprendizado. Essa aprendizagem, para mim, tem que estar sempre vinculada as nossas vivências. O exemplo que a professora Carmen relatou "de um paciente que entendera errado a prescrição médica e por isso quase morrera" evidencia como é importante compreendermos como as pessoas compreendem / aprendem; se o que falamos esta sendo entendido pelo outro, etc.
Vocês não estão apenas cuidando de um corpo ou uma doença ou uma parte, mas sim, cuidando e ensinando um ser humano, assim como eu como professora não ensino apenas uma cabeça, trabalhamos com um ser humano por inteiro.
Um abraço,
Sônia
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)