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Quarta-feira, Setembro 29, 2004
Caros alunos e alunas!Para a próxima aula ficou marcado a leitura do 2º capítulo do livro - Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa de Paulo Freire intitulado "Ensinar não é transferir conhecimento".
Tenham uma boa leitura e até o nosso próximo encontro.
Sônia e Carmen
Caros alunos e alunas
Estes são os textos produzidos na aula passada, com o complemento das respostas dos colegas realizados hoje.

Estes são os textos produzidos na aula passada, com o complemento das respostas dos colegas realizados hoje.
1) A existência das "coisas privadas" depende do bom funcionamento do "público" - se o estado não consegue garantir as condições básicas de funcionamento dos bens públicos (ex: segurança, ensino...), a longo prazo, ocorrerá uma "distinção social" que influenciará negativamente a sociedade em todos os níveis, inclusive as atividades privadas.
Concordo com a afirmação, porém acredito que não só o Estado tem responsabilidade do bom funcionamento dos bens públicos. Acho que cada cidadão, isoladamente ou no contexto social global também tem a sua responsabilidade.
2) O público e o privado se relacionam na medida em que todas as necessidades primárias dos indivíduos (privado) deveriam ser igualmente atendidos independente da sua condição sócio-econômica. Pensando assim a maioria das coisas seriam públicas.
A atenção às necessidades individuais devem ser supridas independente dos termos "público" e "privado".
3) No mundo, dito globalizado, somente atingiremos as condições plenas de igualdade, tanto em educação quanto em saúde, quando passarmos por profundas transformações, desde o pensar e o agir individual até o coletivo, buscando a cobertura democrática para podermos então fazer justiça social. Resgatando os valores, hoje tão distantes, onde o "Ser" volte a ter a importância em relação ao "Ter".
Acredito que o "ser" é sempre o que importa, apesar de não acontecer no nosso dia a dia. Concordo com o teu pensamento.
4) Antigamente ( mais ou menos na década de 60) no Brasil estudar em escola pública era o ideal de todos (era feito estudar em escola privada). Não sei o que nossos governantes conseguiram fazer com nossa educação pública (ensino médio e fundamental). Hoje nossas crianças e adolescentes, chegam na 8º série sem saber ler e escrever, o que interessa são os números estatísticos: "nº X" de crianças estão na escola (e o pior...) e não são analfabeto (sabem escrever o nome e pegar um ônibus). Infelizmente não podemos, hoje, colocarmos nossos filhos a estudar em escola pública. Qual a solução para resgatar os "tempos áureos da educação pública brasileira"?
Eu creio que houve um desmantelamento do ensino público, pensado e articulado. A educação é a forma mais contundente de emancipação. E creio que não foram somente interesses tupiniquins, mas interesse econômico, mundiais de manutenção de submissão de um país com potencial de tornar-se grande.
5) A educação, assim, como a saúde, devem ser tratados não como um assunto público ou privado, uma vez que ambos estes setores devem ser responsáveis por itens tão essenciais à nossa população. O governo tem sua responsabilidade, sem dúvida alguma, no então, instituições privadas devem também ter sua parcela de responsabilidade, por uma questão de cidadania e consciência social. No final, todos saem ganhando com uma população culta e saudável, tanto o público quanto o privado, através de ganhos em produtividade, qualidade de vida...
Tanto educação como saúde, não deve ser medida com força de melhor ou pior na questão do privado e o público, mas sim as duas devem ser responsáveis por esse direito que cada cidadão tem neste mundo em que vivemos.
6) A questão pública-privada na saúde é uma maneira de otimizar a prestação e a qualidade de serviços. Contudo, através desta forma de estruturação podem ocorrer "desvios". Isto é, quem terá acesso a estes serviços e que tipo de serviços prestados. As entidades privadas começam, assim, a deter o poder sobre resoluções sobre o processo da saúde.
Nos E.U.A a saúde é um negócio, na Europa é um direito. E no Brasil? Essa é uma pergunta que a sociedade precisa responder!
7) Através das discussões da aula de hoje, concluo que em nosso país, o que está vinculado ao público (educação, saúde) está muito carente, necessitado. A população que tem acesso ao "privado" tem suas necessidades supridas. Uma ajuda (financeira) do privado em relação ao público (mesmo que), poderia ser uma solução. A frase que escolhi, "não se faz político sem crimes" (Hélio Garcia) pode relacionar-se a isso, já que para qualquer acordo sempre há uma troca, onde o acordo é a política e a troca o crime.
Nesta discussão acerca da relação entre o público (Educação-Saúde) x privado, uma questão que merece ser explicada é: Nós, enquanto sociedade realmente queremos democratizar o acesso à educação e à saúde (e portanto à cidadania)?
8) A distância entre o público e o privado é notória. A polêmica que gera entre estas duas palavras sempre existiu e sempre existirá, cada um defendendo seu ponto de vista, principalmente se o emprego está na jogada. O público e o privado estão presentes na educação, saúde, emprego e comunicação, gerando opiniões diferentes em cada segmento.
Concordo. Acredito que quando funcionário público, pode-se ter mais autonomia para fazer mudanças, pois não é por qualquer motivo que este perderá seu emprego. Já o trabalhador na instituição privada, pode correr o risco de ter que fazer um trabalho conforme os recursos (ordens superiores) e caso não siga, pode perder seu emprego.
9) A atividade privada no Brasil tende a ser elitisada, mas as leis adequadas que determinam realmente limites e exigências para parcerias entre os sistemas, muitas vezes já não obstantes, irão claramente trazer benefícios para uma parcela maior da população. A diminuição do custo para o Estado é essencial, já que não consegue qualitativamente alcançar toda a população "marginalizada" no sistema público.
Sem dúvida alguma, o poder público já não consegue mais alcançar toda a população "marginalizada" de nosso país. Parcerias entre sistemas públicos e privados são bem vindas, já que poderão trazer benefícios a todos, de forma bilateral.
10) No Brasil quem pensa, reflete e discute a questão da cidadania e do uso do espaço público é denominado comunista, anarquista ou algum outro "isto" e não simplesmente cidadão.
Espaço público ¹Estado
Espaço público = Lugar comum
As elites dominantes tentam controlar o Estado. Para a manutenção do seu poder, se valem de muitos recursos. Empobrecer o conhecimento, controlar as idéias, rotular as pessoas nas formas de exercer o seu domínio e manter o estabelecido.
11) A busca constante de respostas para as situações do cotidiano é uma ferramenta valiosa para escolhas pessoais que influirão em nossos meios de ações e um recurso para transformar o meio em que vivemos.
Aproveitar nossas experiências e aquelas que observamos para tentar compreender, refletir e agir pela transformação e pelo crescimento: esta é uma postura trabalhosa mas essencial ao crescimento e a transformação.
12) Para muitos, os bens públicos poderiam ser jogados na privada. Para outros, o melhor seria privatizar o que é público, e em cima disso, faturar! Acho que o que deveríamos fazer, como sociedade onde se fala tanto de democracia, liberdade, igualdade e fraternidade; é publitizar o que é privado, e utopicamente, tentar estender os benefício do que é melhor, do que funciona, para todos.
Para que o público passe de fato a ser de todos deve-se ter a noção de que o que é público não deve ser considerado como "de ninguém", mas de "todo mundo". O público deve ser administrado como se privado fosse, ou seja, de alguém (todos) e de ninguém.
13) Nem o público é melhor que o privado; nem o privado é melhor que o público em tudo.
Concordo contigo, mas novavelmente precisária de muitas páginas para discutir esta pequena frase. Certamente encontramos vantagens e desvantagens nos dois sistemas, conforme já havíamos conversado na aula anterior.
14) A relação público/privada está atualmente inserida em um contexto, no qual se verifica que o setor público está cada vez mais sendo "invadido" ou "parasitado" pelo setor privado, em que os benefícios desta relação se voltam mais para o privado em detrimento do público. Isto pode ser traduzido pela maior facilidade de atendimento para pacientes com saúde privada, enquanto que pacientes da saúde pública necessitam freqüentemente aguardar atendimento semelhante.
O setor público não garante o atendimento de saúde adequado para a população e esta se vê obrigada a recorrer a saúde privada - desta maneira as pessoas de classe social mais baixa são impedidas de receber atendimento de saúde.
15) Público e Privado:
* Educação é a base de todos os pensamentos
* O poder econômico ainda é o poder
* As diferenças existem e vão existir mais ainda, tanto na educação, no social, na saúde, como na economia, porque depende de interesses de uma minoria, cujo poder pertence.
* O direito de igualdade de todos continua e continuará no papel por muitas gerações. É preocupante o nível de violência na nossa sociedade e a difícil capacidade de mudança.
O que tu escreveste eu concordo plenamente. A educação e o poder são as molas prepulsoras das relações e que as diferenças sociais são grandes e cada vez mais estão crescendo. Mas acredito que o homem tem o poder de transformação, basta querer! Precisamos acreditar que um mundo melhor é possível.
16) A humanidade acaba sempre "optando" pelas desigualdades sociais. Rússia Comunista: Todos tinham, teoricamente acesso a tudo. O povo escolheu acabar com este sistema através de votação (Era Gorbachov). Rússia pós-comunista: prostituição, Máfia Rússia, fome, miséria, terrorismo. Anarquismo; Nunca consegui buscá-lo muito a sério. Tudo conta todos.
Isto ocorre não somente na Rússia, mas em todo o mundo, nas sociedades em geral, sendo elas comunistas, socialista, capitalistas...
A opção pela desigualdade é um exercício do poder.
"Uma pessoa com uma crença política é um poder social igual a 99 outras pessoas que possuem apenas interesses".
Todos somos seres políticos podemos legislar em causa própria ou para uma comunidade como um bem maior.
"O poder é afrodisíaco."
Quem tem, sempre quer mais! Independente dos meios...
Concordo com a afirmação, porém acredito que não só o Estado tem responsabilidade do bom funcionamento dos bens públicos. Acho que cada cidadão, isoladamente ou no contexto social global também tem a sua responsabilidade.
2) O público e o privado se relacionam na medida em que todas as necessidades primárias dos indivíduos (privado) deveriam ser igualmente atendidos independente da sua condição sócio-econômica. Pensando assim a maioria das coisas seriam públicas.
A atenção às necessidades individuais devem ser supridas independente dos termos "público" e "privado".
3) No mundo, dito globalizado, somente atingiremos as condições plenas de igualdade, tanto em educação quanto em saúde, quando passarmos por profundas transformações, desde o pensar e o agir individual até o coletivo, buscando a cobertura democrática para podermos então fazer justiça social. Resgatando os valores, hoje tão distantes, onde o "Ser" volte a ter a importância em relação ao "Ter".
Acredito que o "ser" é sempre o que importa, apesar de não acontecer no nosso dia a dia. Concordo com o teu pensamento.
4) Antigamente ( mais ou menos na década de 60) no Brasil estudar em escola pública era o ideal de todos (era feito estudar em escola privada). Não sei o que nossos governantes conseguiram fazer com nossa educação pública (ensino médio e fundamental). Hoje nossas crianças e adolescentes, chegam na 8º série sem saber ler e escrever, o que interessa são os números estatísticos: "nº X" de crianças estão na escola (e o pior...) e não são analfabeto (sabem escrever o nome e pegar um ônibus). Infelizmente não podemos, hoje, colocarmos nossos filhos a estudar em escola pública. Qual a solução para resgatar os "tempos áureos da educação pública brasileira"?
Eu creio que houve um desmantelamento do ensino público, pensado e articulado. A educação é a forma mais contundente de emancipação. E creio que não foram somente interesses tupiniquins, mas interesse econômico, mundiais de manutenção de submissão de um país com potencial de tornar-se grande.
5) A educação, assim, como a saúde, devem ser tratados não como um assunto público ou privado, uma vez que ambos estes setores devem ser responsáveis por itens tão essenciais à nossa população. O governo tem sua responsabilidade, sem dúvida alguma, no então, instituições privadas devem também ter sua parcela de responsabilidade, por uma questão de cidadania e consciência social. No final, todos saem ganhando com uma população culta e saudável, tanto o público quanto o privado, através de ganhos em produtividade, qualidade de vida...
Tanto educação como saúde, não deve ser medida com força de melhor ou pior na questão do privado e o público, mas sim as duas devem ser responsáveis por esse direito que cada cidadão tem neste mundo em que vivemos.
6) A questão pública-privada na saúde é uma maneira de otimizar a prestação e a qualidade de serviços. Contudo, através desta forma de estruturação podem ocorrer "desvios". Isto é, quem terá acesso a estes serviços e que tipo de serviços prestados. As entidades privadas começam, assim, a deter o poder sobre resoluções sobre o processo da saúde.
Nos E.U.A a saúde é um negócio, na Europa é um direito. E no Brasil? Essa é uma pergunta que a sociedade precisa responder!
7) Através das discussões da aula de hoje, concluo que em nosso país, o que está vinculado ao público (educação, saúde) está muito carente, necessitado. A população que tem acesso ao "privado" tem suas necessidades supridas. Uma ajuda (financeira) do privado em relação ao público (mesmo que), poderia ser uma solução. A frase que escolhi, "não se faz político sem crimes" (Hélio Garcia) pode relacionar-se a isso, já que para qualquer acordo sempre há uma troca, onde o acordo é a política e a troca o crime.
Nesta discussão acerca da relação entre o público (Educação-Saúde) x privado, uma questão que merece ser explicada é: Nós, enquanto sociedade realmente queremos democratizar o acesso à educação e à saúde (e portanto à cidadania)?
8) A distância entre o público e o privado é notória. A polêmica que gera entre estas duas palavras sempre existiu e sempre existirá, cada um defendendo seu ponto de vista, principalmente se o emprego está na jogada. O público e o privado estão presentes na educação, saúde, emprego e comunicação, gerando opiniões diferentes em cada segmento.
Concordo. Acredito que quando funcionário público, pode-se ter mais autonomia para fazer mudanças, pois não é por qualquer motivo que este perderá seu emprego. Já o trabalhador na instituição privada, pode correr o risco de ter que fazer um trabalho conforme os recursos (ordens superiores) e caso não siga, pode perder seu emprego.
9) A atividade privada no Brasil tende a ser elitisada, mas as leis adequadas que determinam realmente limites e exigências para parcerias entre os sistemas, muitas vezes já não obstantes, irão claramente trazer benefícios para uma parcela maior da população. A diminuição do custo para o Estado é essencial, já que não consegue qualitativamente alcançar toda a população "marginalizada" no sistema público.
Sem dúvida alguma, o poder público já não consegue mais alcançar toda a população "marginalizada" de nosso país. Parcerias entre sistemas públicos e privados são bem vindas, já que poderão trazer benefícios a todos, de forma bilateral.
10) No Brasil quem pensa, reflete e discute a questão da cidadania e do uso do espaço público é denominado comunista, anarquista ou algum outro "isto" e não simplesmente cidadão.
Espaço público ¹Estado
Espaço público = Lugar comum
As elites dominantes tentam controlar o Estado. Para a manutenção do seu poder, se valem de muitos recursos. Empobrecer o conhecimento, controlar as idéias, rotular as pessoas nas formas de exercer o seu domínio e manter o estabelecido.
11) A busca constante de respostas para as situações do cotidiano é uma ferramenta valiosa para escolhas pessoais que influirão em nossos meios de ações e um recurso para transformar o meio em que vivemos.
Aproveitar nossas experiências e aquelas que observamos para tentar compreender, refletir e agir pela transformação e pelo crescimento: esta é uma postura trabalhosa mas essencial ao crescimento e a transformação.
12) Para muitos, os bens públicos poderiam ser jogados na privada. Para outros, o melhor seria privatizar o que é público, e em cima disso, faturar! Acho que o que deveríamos fazer, como sociedade onde se fala tanto de democracia, liberdade, igualdade e fraternidade; é publitizar o que é privado, e utopicamente, tentar estender os benefício do que é melhor, do que funciona, para todos.
Para que o público passe de fato a ser de todos deve-se ter a noção de que o que é público não deve ser considerado como "de ninguém", mas de "todo mundo". O público deve ser administrado como se privado fosse, ou seja, de alguém (todos) e de ninguém.
13) Nem o público é melhor que o privado; nem o privado é melhor que o público em tudo.
Concordo contigo, mas novavelmente precisária de muitas páginas para discutir esta pequena frase. Certamente encontramos vantagens e desvantagens nos dois sistemas, conforme já havíamos conversado na aula anterior.
14) A relação público/privada está atualmente inserida em um contexto, no qual se verifica que o setor público está cada vez mais sendo "invadido" ou "parasitado" pelo setor privado, em que os benefícios desta relação se voltam mais para o privado em detrimento do público. Isto pode ser traduzido pela maior facilidade de atendimento para pacientes com saúde privada, enquanto que pacientes da saúde pública necessitam freqüentemente aguardar atendimento semelhante.
O setor público não garante o atendimento de saúde adequado para a população e esta se vê obrigada a recorrer a saúde privada - desta maneira as pessoas de classe social mais baixa são impedidas de receber atendimento de saúde.
15) Público e Privado:
* Educação é a base de todos os pensamentos
* O poder econômico ainda é o poder
* As diferenças existem e vão existir mais ainda, tanto na educação, no social, na saúde, como na economia, porque depende de interesses de uma minoria, cujo poder pertence.
* O direito de igualdade de todos continua e continuará no papel por muitas gerações. É preocupante o nível de violência na nossa sociedade e a difícil capacidade de mudança.
O que tu escreveste eu concordo plenamente. A educação e o poder são as molas prepulsoras das relações e que as diferenças sociais são grandes e cada vez mais estão crescendo. Mas acredito que o homem tem o poder de transformação, basta querer! Precisamos acreditar que um mundo melhor é possível.
16) A humanidade acaba sempre "optando" pelas desigualdades sociais. Rússia Comunista: Todos tinham, teoricamente acesso a tudo. O povo escolheu acabar com este sistema através de votação (Era Gorbachov). Rússia pós-comunista: prostituição, Máfia Rússia, fome, miséria, terrorismo. Anarquismo; Nunca consegui buscá-lo muito a sério. Tudo conta todos.
Isto ocorre não somente na Rússia, mas em todo o mundo, nas sociedades em geral, sendo elas comunistas, socialista, capitalistas...
A opção pela desigualdade é um exercício do poder.
"Uma pessoa com uma crença política é um poder social igual a 99 outras pessoas que possuem apenas interesses".
Todos somos seres políticos podemos legislar em causa própria ou para uma comunidade como um bem maior.
"O poder é afrodisíaco."
Quem tem, sempre quer mais! Independente dos meios...
Quinta-feira, Setembro 16, 2004
Caros alunos
O professor Manfroi convida a todos para o lançamento do seu livro
O professor Manfroi convida a todos para o lançamento do seu livro

Terça-feira, Setembro 14, 2004
Lendo os textos que contam as experiências que cada um compartilha me percebo pensando porque ficou tão "forte e impositivo" o nosso "dever ser" fixado nos conteúdos propostos? Sou eu que, enquanto professora, penso asim? Ou o vocabulário está internalizado em "nós" e repetimos aleatoriamente as palavras? Que cuidados éticos necessito para não impor aos meus alunos um saber que para mim faz sentido? Usando o pensar de Gramsci (autor italiano do século passado) que afirma a educação como o "conhecer a si mesmo, o auto-disciplinar-se, o pensamento crítico e o conhecer o outro", como me reconhecer, ou não, usando tais termos? Entre a ética dos discursos e dos códigos repetidos e a que vivenciamos em nosso cotidiano, retomar-me e perceber este "dever ser" como algo que me faz pensar e repensar e ao mesmo tempo trocar com o grupo este pensar. Deixo então a minha problematização para que possamos juntos e, por vezes também individualmente, nos indagarmos sobre isto!
Até amanhã, ao vivo!
Até amanhã, ao vivo!
Terça-feira, Setembro 07, 2004
Tema de casa (25/8/04)
A experiência que recordo no momento, não lembro ao certo em que ano foi. Lembro-me que estava no 1ºgrau e era na disciplina de português. A professora aplicou o primeiro "ditado", valendo nota e corrigiu logo em seguida. Ela começou a ditar várias palavras e ao término, recolheu a tarefa, a qual seria corrigida após o intervalo do recreio. Após o intervalo, a professora entregou os ditados e quando entregou o meu falou alto: "como que tu escreveu a palavra certo com S, tu não sabes que quando eu corrigo as provas assinalo com um C quando está certa a questão? Pois agora, tu vais escrever 100x esta palavra de forma CERTA e entregar na próxima aula". Os colegas, que estavam próximos a mim, escutaram tudo e fizeram piadinhas. Nunca havia passado por um situação tão constrangedora quanto aquela até então. A partir daquele momento, toda vez que ela falava que iria fazer um ditado, eu já ficava nervosa e no momento de escrever as palavras ditas, me sentia extremamente insegura e acabava errando quase todas as palavras, tirando a nota mais baixa I de insuficiente. Desde então, passei a ter dificuldade com a disciplina e sempre que tinha que elaborar algum texto, novamente me sentia insegura. Acabei me desenvolvendo muito melhor com a expressão oral em comparação com a escrita.
Andréa Cristina
A experiência que recordo no momento, não lembro ao certo em que ano foi. Lembro-me que estava no 1ºgrau e era na disciplina de português. A professora aplicou o primeiro "ditado", valendo nota e corrigiu logo em seguida. Ela começou a ditar várias palavras e ao término, recolheu a tarefa, a qual seria corrigida após o intervalo do recreio. Após o intervalo, a professora entregou os ditados e quando entregou o meu falou alto: "como que tu escreveu a palavra certo com S, tu não sabes que quando eu corrigo as provas assinalo com um C quando está certa a questão? Pois agora, tu vais escrever 100x esta palavra de forma CERTA e entregar na próxima aula". Os colegas, que estavam próximos a mim, escutaram tudo e fizeram piadinhas. Nunca havia passado por um situação tão constrangedora quanto aquela até então. A partir daquele momento, toda vez que ela falava que iria fazer um ditado, eu já ficava nervosa e no momento de escrever as palavras ditas, me sentia extremamente insegura e acabava errando quase todas as palavras, tirando a nota mais baixa I de insuficiente. Desde então, passei a ter dificuldade com a disciplina e sempre que tinha que elaborar algum texto, novamente me sentia insegura. Acabei me desenvolvendo muito melhor com a expressão oral em comparação com a escrita.
Andréa Cristina
Domingo, Setembro 05, 2004
História sobre ensino/aprendizagem: aula 25/08/04
Quando estava na sétima série do primeiro grau, minha turma assistiu o filme Sociedade dos Poetas Mortos, e ficamos todos bastante tocados com o filme. Na semana seguinte, uma professora que não tinha uma boa relação com a turma (costumava distribuir atividades e desaparecer por longos períodos), designou uma tarefa para ser feita até o final da aula, envolvendo um tema que não havia sido abordado em aula até então e cujo resultado deveria ser entregue com peso importante para a nota do bimestre. Tentamos argumentar contra a atividade e o critério, que considerávamos injusto, mas sem justificativas a professora disse que seria assim e ponto final. No intervalo da aula, nos reunimos e decidimos que não aceitaríamos aquilo e após o intervalo, totalmente influenciados pelo filme, ao meu sinal a turma subiria nas classes em sinal de protesto. Após a volta do intervalo, quando estávamos em contagem regressiva para a "subida nas classes", a vice-diretora abriu a porta e deu algum recado pouco relevante. Após sua saída, reiniciamos a contagem e então subimos nas classes! Foi algo bom de fazer, para os alunos pelo menos. A professora, até então com o poder e a decisão e sem razão, ficou atônita, caminhando de um lado para outro da sala, pedindo para que parássemos com aquilo. Não adiantando, saiu e foi pedir auxílio. Quando os professores da direção entraram na sala, ela falou que não entendia o que tinha acontecido, que após um recado da vice-diretora havíamos subido nas classes. Nem ao menos havia entendido (ou se permitido compreender) que era contra sua atitude que lutávamos. Após muita discussão, descemos e explicamos nossos motivos. A atividade foi cancelada. Nós, no fundo, sabíamos que passamos dos limites, mas não nos tinha sido dada a possibilidade de resolver o assunto da forma mais simples: o diálogo.
Andréia Biolo.
Quando estava na sétima série do primeiro grau, minha turma assistiu o filme Sociedade dos Poetas Mortos, e ficamos todos bastante tocados com o filme. Na semana seguinte, uma professora que não tinha uma boa relação com a turma (costumava distribuir atividades e desaparecer por longos períodos), designou uma tarefa para ser feita até o final da aula, envolvendo um tema que não havia sido abordado em aula até então e cujo resultado deveria ser entregue com peso importante para a nota do bimestre. Tentamos argumentar contra a atividade e o critério, que considerávamos injusto, mas sem justificativas a professora disse que seria assim e ponto final. No intervalo da aula, nos reunimos e decidimos que não aceitaríamos aquilo e após o intervalo, totalmente influenciados pelo filme, ao meu sinal a turma subiria nas classes em sinal de protesto. Após a volta do intervalo, quando estávamos em contagem regressiva para a "subida nas classes", a vice-diretora abriu a porta e deu algum recado pouco relevante. Após sua saída, reiniciamos a contagem e então subimos nas classes! Foi algo bom de fazer, para os alunos pelo menos. A professora, até então com o poder e a decisão e sem razão, ficou atônita, caminhando de um lado para outro da sala, pedindo para que parássemos com aquilo. Não adiantando, saiu e foi pedir auxílio. Quando os professores da direção entraram na sala, ela falou que não entendia o que tinha acontecido, que após um recado da vice-diretora havíamos subido nas classes. Nem ao menos havia entendido (ou se permitido compreender) que era contra sua atitude que lutávamos. Após muita discussão, descemos e explicamos nossos motivos. A atividade foi cancelada. Nós, no fundo, sabíamos que passamos dos limites, mas não nos tinha sido dada a possibilidade de resolver o assunto da forma mais simples: o diálogo.
Andréia Biolo.
Sábado, Setembro 04, 2004
Cara Sônia sigo aguardando a referência completa do Juan Delval. Por favor me auxilie nesta tarefa. Abraços Patricia Picon.
Quarta-feira, Setembro 01, 2004
Tema da aula (25/08/04)
A experiência pedagógica mais marcante que vivenciei é bem recente, pois através dela decidi que faria mestrado. Foi durante a residência médica, quando um de nossos professores, que era responsável pelos seminários dos residentes, os quais eram apresentadosr para os outros residentes do serviço e doutorandos. Ele comentou que eu tinha uma ótima capacidade de sintetizar muitas referência bibliográficas e apresentá-las de maneira objetiva e de fácil entendimento. Isto me estimulou a pensar na possibilidade de fazer mestrado na época e este meu professor me deu todo o apoio, e com isto estou aqui cursando o mestrado na minha área (Gastroenterologia).
João Carlos
Ao longo de minha vida tive contato com diversos professores, cada qual transmitindo, além do conhecimento específico, sua formação moral. Acredito que muitos deles influenciaram nos conceitos que tenho sobre uma boa e uma má prática educativa. Iniciar a dar aula de Otorrinolaringologia no Curso de Fonoaudiologia da ULBRA, foi uma experiência marcante para mim.
Lisiane Segato Kruse
A experiência pedagógica mais marcante que vivenciei é bem recente, pois através dela decidi que faria mestrado. Foi durante a residência médica, quando um de nossos professores, que era responsável pelos seminários dos residentes, os quais eram apresentadosr para os outros residentes do serviço e doutorandos. Ele comentou que eu tinha uma ótima capacidade de sintetizar muitas referência bibliográficas e apresentá-las de maneira objetiva e de fácil entendimento. Isto me estimulou a pensar na possibilidade de fazer mestrado na época e este meu professor me deu todo o apoio, e com isto estou aqui cursando o mestrado na minha área (Gastroenterologia).
João Carlos
Ao longo de minha vida tive contato com diversos professores, cada qual transmitindo, além do conhecimento específico, sua formação moral. Acredito que muitos deles influenciaram nos conceitos que tenho sobre uma boa e uma má prática educativa. Iniciar a dar aula de Otorrinolaringologia no Curso de Fonoaudiologia da ULBRA, foi uma experiência marcante para mim.
Lisiane Segato Kruse
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)