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Sexta-feira, Janeiro 21, 2005
Avaliar e ser Avaliado: Espelho do Professor
"A avaliação é substancialmente reflexão, capacidade única e exclusiva do ser humano, de pensar sobre seus atos, de analisá-los, julgá-los, interagindo com o mundo e com outros seres, influindo e sofrendo influência pelo seu pensar e agir". Hoffmann,2001.
Considerando a avaliação como questão central da educação, acredito que vale ressaltar o valor imensurável da reflexão como caminho de uma prática transformadora. À medida que o professor avalia os seus alunos, ele também se torna objeto de avaliação e neste contexto deve refletir sobre a sua atuação como educador. Creio que prática educativa se perfaz através de objetivos que o professor estabelece para si mesmo e seus alunos e estes objetivos devem ser alcançados, na medida do possível, em conjunto, o que significa buscar no coletivo esta transformação através da discussão, do diálogo, do entendimento dos que sentem, pensam e realizam o processo ensinar-aprender. Enquanto avalia o desempenho de seus alunos, a autocrítica do professor é necessária para redescobrir caminhos, rever conceitos e estabelecer novas "pontes" para seus alunos. Conforme Vasconcellos (1998), "A avaliação enquanto reflexão crítica da realidade deveria ajudar a descobrir as necessidades do trabalho pedagógico, perceber os verdadeiros problemas para resolvê-los". Assim, ação-reflexão-ação continua sendo, portanto, referência para o processo de ensino. Paulo Freire (1996), diz que na "formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática."
Considerando que trabalhar em prol da educação e da aprendizagem é a meta de todo professor e que a avaliação, enquanto reflexão crítica sobre a realidade, deveria ajudar a descobrir as necessidades do trabalho educativo, perceber os verdadeiros problemas para resolvê-los, seria assim, uma mediação transformadora da prática e um compromisso com a aprendizagem de todos os alunos. Mas, o que fazer com aqueles que não estão aprendendo? Neste momento, vale a pena parar para refletir sobre qual é e qual deve ser o papel do professor no processo ensino-aprendizagem, pois a avaliação , ao mesmo tempo em que "mede" o aluno, também mostra "como num espelho" como foi a prática do professor, tenha este consciência disto ou não. Ou seja, não basta só tratar aqueles que sintomaticamente não estejam aprendendo, é preciso ir fundo nas concepções que têm os professores do que seja aprender e do quanto e como estão fazendo para efetivar esta aprendizagem.
Os critérios da prática educativa e seu respaldo teórico - realçando os cuidados de variar exercícios, formas e vocabulário das explicações, com atenção especial aos exemplos - devem estar associados às experiências e realidades dos alunos. Assim, não se concentram mais em discussão os resultados e sim, a reflexão do processo, reavaliando-se os conceitos, os procedimentos e instrumentos com que se verificam a aprendizagem, subsidiando desta forma o planejamento da recuperação dos alunos com dificuldades.
Cabe ao professor, dar atenção proporcional às necessidades de cada aluno, sensibilizando inclusive os demais alunos nesta mesma direção, garantindo um clima de confiança em sala de aula para que o aluno possa demonstrar o que efetivamente sabe, sem medo de ser punido pelo professor ou gozado pelos colegas, colocando suas dúvidas, o seu raciocínio, permitindo que o professor ou os colegas interajam (Vasconcellos, 1998). Assim, é preciso que o professor esteja atento para que possa atender o quanto antes os problemas de aprendizagem que surgirem, valendo-se do diagnóstico preciso que lhe permita redirecionar o processo dando chance de recuperação a estes alunos. Assim, "A avaliação mediadora exige a observação individual de cada aluno, atenta a cada momento no processo de construção do conhecimento", que seria a finalidade primeira da escola: o compromisso com a aprendizagem de todos os alunos (Hoffmannn,1996).
Acredito portanto, que o processo de avaliação como compromisso com a aprendizagem do aluno, é um processo dinâmico que traz em si a necessidade de muita discussão e reflexão entre os professores e sua relação com os alunos. A partir desta reflexão, vejo dois desafios: superar os preconceitos e mitos, e sentir a necessidade de melhorar a prática educativa e desenvolver a habilidade da autocrítica para ajudar na superação da não aprendizagem, assegurando o desenvolvimento de maneiras capazes de avaliar o aluno e auto-avaliar-se. É preciso refletir sobre o significado do que se vem fazendo e partir daí para a construção de uma nova prática coletiva, onde cada um tenha vez e voz para dizer a sua palavra.
Ana Cláudia Reis Schneider
"A avaliação é substancialmente reflexão, capacidade única e exclusiva do ser humano, de pensar sobre seus atos, de analisá-los, julgá-los, interagindo com o mundo e com outros seres, influindo e sofrendo influência pelo seu pensar e agir". Hoffmann,2001.
Considerando a avaliação como questão central da educação, acredito que vale ressaltar o valor imensurável da reflexão como caminho de uma prática transformadora. À medida que o professor avalia os seus alunos, ele também se torna objeto de avaliação e neste contexto deve refletir sobre a sua atuação como educador. Creio que prática educativa se perfaz através de objetivos que o professor estabelece para si mesmo e seus alunos e estes objetivos devem ser alcançados, na medida do possível, em conjunto, o que significa buscar no coletivo esta transformação através da discussão, do diálogo, do entendimento dos que sentem, pensam e realizam o processo ensinar-aprender. Enquanto avalia o desempenho de seus alunos, a autocrítica do professor é necessária para redescobrir caminhos, rever conceitos e estabelecer novas "pontes" para seus alunos. Conforme Vasconcellos (1998), "A avaliação enquanto reflexão crítica da realidade deveria ajudar a descobrir as necessidades do trabalho pedagógico, perceber os verdadeiros problemas para resolvê-los". Assim, ação-reflexão-ação continua sendo, portanto, referência para o processo de ensino. Paulo Freire (1996), diz que na "formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática."
Considerando que trabalhar em prol da educação e da aprendizagem é a meta de todo professor e que a avaliação, enquanto reflexão crítica sobre a realidade, deveria ajudar a descobrir as necessidades do trabalho educativo, perceber os verdadeiros problemas para resolvê-los, seria assim, uma mediação transformadora da prática e um compromisso com a aprendizagem de todos os alunos. Mas, o que fazer com aqueles que não estão aprendendo? Neste momento, vale a pena parar para refletir sobre qual é e qual deve ser o papel do professor no processo ensino-aprendizagem, pois a avaliação , ao mesmo tempo em que "mede" o aluno, também mostra "como num espelho" como foi a prática do professor, tenha este consciência disto ou não. Ou seja, não basta só tratar aqueles que sintomaticamente não estejam aprendendo, é preciso ir fundo nas concepções que têm os professores do que seja aprender e do quanto e como estão fazendo para efetivar esta aprendizagem.
Os critérios da prática educativa e seu respaldo teórico - realçando os cuidados de variar exercícios, formas e vocabulário das explicações, com atenção especial aos exemplos - devem estar associados às experiências e realidades dos alunos. Assim, não se concentram mais em discussão os resultados e sim, a reflexão do processo, reavaliando-se os conceitos, os procedimentos e instrumentos com que se verificam a aprendizagem, subsidiando desta forma o planejamento da recuperação dos alunos com dificuldades.
Cabe ao professor, dar atenção proporcional às necessidades de cada aluno, sensibilizando inclusive os demais alunos nesta mesma direção, garantindo um clima de confiança em sala de aula para que o aluno possa demonstrar o que efetivamente sabe, sem medo de ser punido pelo professor ou gozado pelos colegas, colocando suas dúvidas, o seu raciocínio, permitindo que o professor ou os colegas interajam (Vasconcellos, 1998). Assim, é preciso que o professor esteja atento para que possa atender o quanto antes os problemas de aprendizagem que surgirem, valendo-se do diagnóstico preciso que lhe permita redirecionar o processo dando chance de recuperação a estes alunos. Assim, "A avaliação mediadora exige a observação individual de cada aluno, atenta a cada momento no processo de construção do conhecimento", que seria a finalidade primeira da escola: o compromisso com a aprendizagem de todos os alunos (Hoffmannn,1996).
Acredito portanto, que o processo de avaliação como compromisso com a aprendizagem do aluno, é um processo dinâmico que traz em si a necessidade de muita discussão e reflexão entre os professores e sua relação com os alunos. A partir desta reflexão, vejo dois desafios: superar os preconceitos e mitos, e sentir a necessidade de melhorar a prática educativa e desenvolver a habilidade da autocrítica para ajudar na superação da não aprendizagem, assegurando o desenvolvimento de maneiras capazes de avaliar o aluno e auto-avaliar-se. É preciso refletir sobre o significado do que se vem fazendo e partir daí para a construção de uma nova prática coletiva, onde cada um tenha vez e voz para dizer a sua palavra.
Ana Cláudia Reis Schneider
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)