.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Quinta-feira, Abril 14, 2005


Quarta-feira, Abril 13, 2005
[ Diálogos e reflexões: em busca de novas perspectivas na e para a educação ]
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Na aula de hoje (13/04) teve seqüência as discussões referente a ensino-aprendizagem e as efetivas ou não mudanças na educação, mas especificamente da saúde. Ao ouvir os colegas (pois sou uma eterna aprendiz) percebi que a grande questão discutida hoje mesmo não sendo explicitada foi a ACOMODAÇÃO. Acredito que esse é um dos fatores que leva as não mudanças. Muitos profissionais depois de empregados, principalmente em serviço público acabam acreditando que não precisam fazer mais nada, basta repetir/reproduzir o que um dia aprenderam . O tempo passa, mas as coisas não mudam. Não mudam por quê? No serviço público por exemplo, não se é demitido por fazer a mesma coisa do mesmo jeito. Se ofereço o mínimo basta. Se eu faltar muito (participar de congressos/seminários e deixar os alunos sozinhos ou com monitores), mas ir de vez enquanto terei assegurado a minha vaga e assim por diante. Falou-se também da adaptação como algo importante visto que não podemos mudar tudo. Acredito também que não se deve querer ser o salvador da pátria, mas nem por isso necessitamos desistir das mudanças que são necessárias. Não é só o aluno de medicina que precisa ter uma formação mais adequada, que váde encontro com as novas realidades sociais. A sociedade como um todo quer ver, ouvir, sentir essas mudanças. Eu quero ir em um posto/hospital público e ser ouvida, respeitada como cidadão, quero que o profissional olhe nos meus olhos quando estiver falando comigo e não fique de cabeça baixa lendo o prontuário/ficha médica, que use uma linguagem acessível/clara, escreva para ser entendido, etc. Não quero ser atendida com desrespeito depois de ficar 4 horas sentada esperando um extração de cisto da pálpebra esquerda e na sala de espera com anestesia local ser avisada pela enfermeira que o médico foi embora e que ele não tinha perguntado se havia mais alguém para ser atendido (neste caso eu e mais duas senhoras). Eu tenho certeza que antes de qualquer outra coisa, para haver alguma mudança, os profissionais da saúde tem que querer que isso aconteça para depois mudar a prática. Fingir que acredita e dizer o que o outro quer ouvir é fácil, fazer que é difícil. A prática educativa, e não estou falando da disciplina, é algo que sóquem gosta de ensinar, sente e sabe o que ela é e a importância dela na formação dos cidadãos. Essa prática educativa precisa ser diária crítica reflexiva (a nossa própria avaliação das nossas ações frente o educando, os outros profissionais da educação, a instituição, etc). Abraço e um excelente final de semana, Sônia
[Sônia] [20:17]