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Terça-feira, Janeiro 25, 2005
Abraços da Salete
Versões de mim...
Luiz Fernando Veríssimo
Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido.
Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (unzinho e eu ganhava a sena acumulada), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito sim, dito não, ido para Londrina, casado com a Doralice, feito aquele teste...
Agora mesmo, neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz - aliás, o nome do bar é Imaginário -, sentou um cara do meu lado direito e se apresentou: - Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo.E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.- Por que? Sua vida não foi melhor do que a minha?- Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei à seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia...
- Eu sei, eu sei... - disse alguém sentado ao lado dele.
Olhamos para o intrometido... Tinha a nossa idade e a nossa cara e não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:
- Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol do jogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.
- Como é que você sabe? - Eu sou você, se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola como me mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória. Fui considerado o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um herói, me atirei... Levei um chute na cabeça. Não pude ser mais nada.
Nem propagandista. Ganho uma miséria do INSS e só faço isto: bebo e me queixo da vida. Se não tivesse ido nos pés do atacante...- Ele chutaria para fora.Quem falou foi o outro sósia nosso, ao lado dele, que em seguida se apresentou:- Eu sou você se não tivesse ido naquela bola. Não faria diferença. Não seria gol. Minha carreira continuou. Fiquei cada vez mais famoso, com fama de sortudo também. Fui vendido para o futebol europeu, por uma fábula. O primeiro goleiro brasileiro a ir jogar na Europa. Embarquei com festa no Rio...- E o que aconteceu? - perguntamos os três em uníssono.
- Lembra aquele avião da Varig que caiu na chegada em Paris? - Você...- Morri com 28 anos.- Bem que tínhamos notado sua palidez. - Pensando bem, foi melhor não fazer aquele teste no Botafogo...- E ter levado o chute na cabeça...
- Foi melhor - continuei - ter ido fazer o concurso para o serviço público naquele dia. Ah, se eu tivesse passado...
- Você deve estar brincando! - disse alguém sentado a minha esquerda.Tinha a minha cara, mas parecia mais velho e desanimado.- Quem é você?- Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.Vi que todas as banquetas do bar à esquerda dele estavam ocupadas por versões de mim no serviço público, uma mais desiludida do que a outra.
As conseqüências de anos de decisões erradas, alianças fracassadas, pequenas traições, promoções negadas e frustração.
Olhei em volta. Eu lotava o bar.Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente. Comentei com o barman que, no fim, quem estava com o melhor aspecto, ali, era eu mesmo. O barman fez que sim com a
cabeça, tristemente. Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.
- Quem é você? - perguntei.
- Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice.
- E...? Ele não respondeu. Só fez um sinal, com o dedão virado para baixo...
Sexta-feira, Janeiro 21, 2005
Avaliar e ser Avaliado: Espelho do Professor
"A avaliação é substancialmente reflexão, capacidade única e exclusiva do ser humano, de pensar sobre seus atos, de analisá-los, julgá-los, interagindo com o mundo e com outros seres, influindo e sofrendo influência pelo seu pensar e agir". Hoffmann,2001.
Considerando a avaliação como questão central da educação, acredito que vale ressaltar o valor imensurável da reflexão como caminho de uma prática transformadora. À medida que o professor avalia os seus alunos, ele também se torna objeto de avaliação e neste contexto deve refletir sobre a sua atuação como educador. Creio que prática educativa se perfaz através de objetivos que o professor estabelece para si mesmo e seus alunos e estes objetivos devem ser alcançados, na medida do possível, em conjunto, o que significa buscar no coletivo esta transformação através da discussão, do diálogo, do entendimento dos que sentem, pensam e realizam o processo ensinar-aprender. Enquanto avalia o desempenho de seus alunos, a autocrítica do professor é necessária para redescobrir caminhos, rever conceitos e estabelecer novas "pontes" para seus alunos. Conforme Vasconcellos (1998), "A avaliação enquanto reflexão crítica da realidade deveria ajudar a descobrir as necessidades do trabalho pedagógico, perceber os verdadeiros problemas para resolvê-los". Assim, ação-reflexão-ação continua sendo, portanto, referência para o processo de ensino. Paulo Freire (1996), diz que na "formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática."
Considerando que trabalhar em prol da educação e da aprendizagem é a meta de todo professor e que a avaliação, enquanto reflexão crítica sobre a realidade, deveria ajudar a descobrir as necessidades do trabalho educativo, perceber os verdadeiros problemas para resolvê-los, seria assim, uma mediação transformadora da prática e um compromisso com a aprendizagem de todos os alunos. Mas, o que fazer com aqueles que não estão aprendendo? Neste momento, vale a pena parar para refletir sobre qual é e qual deve ser o papel do professor no processo ensino-aprendizagem, pois a avaliação , ao mesmo tempo em que "mede" o aluno, também mostra "como num espelho" como foi a prática do professor, tenha este consciência disto ou não. Ou seja, não basta só tratar aqueles que sintomaticamente não estejam aprendendo, é preciso ir fundo nas concepções que têm os professores do que seja aprender e do quanto e como estão fazendo para efetivar esta aprendizagem.
Os critérios da prática educativa e seu respaldo teórico - realçando os cuidados de variar exercícios, formas e vocabulário das explicações, com atenção especial aos exemplos - devem estar associados às experiências e realidades dos alunos. Assim, não se concentram mais em discussão os resultados e sim, a reflexão do processo, reavaliando-se os conceitos, os procedimentos e instrumentos com que se verificam a aprendizagem, subsidiando desta forma o planejamento da recuperação dos alunos com dificuldades.
Cabe ao professor, dar atenção proporcional às necessidades de cada aluno, sensibilizando inclusive os demais alunos nesta mesma direção, garantindo um clima de confiança em sala de aula para que o aluno possa demonstrar o que efetivamente sabe, sem medo de ser punido pelo professor ou gozado pelos colegas, colocando suas dúvidas, o seu raciocínio, permitindo que o professor ou os colegas interajam (Vasconcellos, 1998). Assim, é preciso que o professor esteja atento para que possa atender o quanto antes os problemas de aprendizagem que surgirem, valendo-se do diagnóstico preciso que lhe permita redirecionar o processo dando chance de recuperação a estes alunos. Assim, "A avaliação mediadora exige a observação individual de cada aluno, atenta a cada momento no processo de construção do conhecimento", que seria a finalidade primeira da escola: o compromisso com a aprendizagem de todos os alunos (Hoffmannn,1996).
Acredito portanto, que o processo de avaliação como compromisso com a aprendizagem do aluno, é um processo dinâmico que traz em si a necessidade de muita discussão e reflexão entre os professores e sua relação com os alunos. A partir desta reflexão, vejo dois desafios: superar os preconceitos e mitos, e sentir a necessidade de melhorar a prática educativa e desenvolver a habilidade da autocrítica para ajudar na superação da não aprendizagem, assegurando o desenvolvimento de maneiras capazes de avaliar o aluno e auto-avaliar-se. É preciso refletir sobre o significado do que se vem fazendo e partir daí para a construção de uma nova prática coletiva, onde cada um tenha vez e voz para dizer a sua palavra.
Ana Cláudia Reis Schneider
A Reason, a Season or a Lifetime?
Pay attention to what you read.
After you read this, you will know the reason it was sent to you!
People come into your life for a reason, a season, or a lifetime.
When you figure out which one it is, you will know what to do for each person.
When someone is in your life for a REASON . . .
It is usually to meet a need you have expressed.
They have come to assist you through a difficulty,
to provide you with guidance and support,
to aid you physically, emotionally, or spiritually.
They may seem like a godsend, and they are!
They are there for the reason you need them to be.
Then, without any wrong doing on your part, or at an inconvenient time,
this person will say or do something to bring the relationship to an end.
Sometimes they die. Sometimes they walk away.
Sometimes they act up and force you to take a stand.
What we must realize is that our need has been met, our desire fulfilled, their work is done.
The prayer you sent up has been answered.
And now it is time to move on.
People come into your life for a SEASON. . .
Because your turn has come to share, grow, or learn.
They bring you an experience of peace, or make you laugh.
They may teach you something you have never done.
They usually give you an unbelievable amount of joy.
Believe it! It is real! But, only for a season.
LIFETIME relationships teach you lifetime lessons. . .
things you must build upon in order to have a solid emotional foundation.
Your job is to accept the lesson, love the person, and put
what you have learned to use in all other relationships and areas of yourlife.
It is said that love is blind but friendship is clairvoyant.
(desconheço o autor - Maria salete)
"A avaliação é substancialmente reflexão, capacidade única e exclusiva do ser humano, de pensar sobre seus atos, de analisá-los, julgá-los, interagindo com o mundo e com outros seres, influindo e sofrendo influência pelo seu pensar e agir". Hoffmann,2001.
Considerando a avaliação como questão central da educação, acredito que vale ressaltar o valor imensurável da reflexão como caminho de uma prática transformadora. À medida que o professor avalia os seus alunos, ele também se torna objeto de avaliação e neste contexto deve refletir sobre a sua atuação como educador. Creio que prática educativa se perfaz através de objetivos que o professor estabelece para si mesmo e seus alunos e estes objetivos devem ser alcançados, na medida do possível, em conjunto, o que significa buscar no coletivo esta transformação através da discussão, do diálogo, do entendimento dos que sentem, pensam e realizam o processo ensinar-aprender. Enquanto avalia o desempenho de seus alunos, a autocrítica do professor é necessária para redescobrir caminhos, rever conceitos e estabelecer novas "pontes" para seus alunos. Conforme Vasconcellos (1998), "A avaliação enquanto reflexão crítica da realidade deveria ajudar a descobrir as necessidades do trabalho pedagógico, perceber os verdadeiros problemas para resolvê-los". Assim, ação-reflexão-ação continua sendo, portanto, referência para o processo de ensino. Paulo Freire (1996), diz que na "formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática."
Considerando que trabalhar em prol da educação e da aprendizagem é a meta de todo professor e que a avaliação, enquanto reflexão crítica sobre a realidade, deveria ajudar a descobrir as necessidades do trabalho educativo, perceber os verdadeiros problemas para resolvê-los, seria assim, uma mediação transformadora da prática e um compromisso com a aprendizagem de todos os alunos. Mas, o que fazer com aqueles que não estão aprendendo? Neste momento, vale a pena parar para refletir sobre qual é e qual deve ser o papel do professor no processo ensino-aprendizagem, pois a avaliação , ao mesmo tempo em que "mede" o aluno, também mostra "como num espelho" como foi a prática do professor, tenha este consciência disto ou não. Ou seja, não basta só tratar aqueles que sintomaticamente não estejam aprendendo, é preciso ir fundo nas concepções que têm os professores do que seja aprender e do quanto e como estão fazendo para efetivar esta aprendizagem.
Os critérios da prática educativa e seu respaldo teórico - realçando os cuidados de variar exercícios, formas e vocabulário das explicações, com atenção especial aos exemplos - devem estar associados às experiências e realidades dos alunos. Assim, não se concentram mais em discussão os resultados e sim, a reflexão do processo, reavaliando-se os conceitos, os procedimentos e instrumentos com que se verificam a aprendizagem, subsidiando desta forma o planejamento da recuperação dos alunos com dificuldades.
Cabe ao professor, dar atenção proporcional às necessidades de cada aluno, sensibilizando inclusive os demais alunos nesta mesma direção, garantindo um clima de confiança em sala de aula para que o aluno possa demonstrar o que efetivamente sabe, sem medo de ser punido pelo professor ou gozado pelos colegas, colocando suas dúvidas, o seu raciocínio, permitindo que o professor ou os colegas interajam (Vasconcellos, 1998). Assim, é preciso que o professor esteja atento para que possa atender o quanto antes os problemas de aprendizagem que surgirem, valendo-se do diagnóstico preciso que lhe permita redirecionar o processo dando chance de recuperação a estes alunos. Assim, "A avaliação mediadora exige a observação individual de cada aluno, atenta a cada momento no processo de construção do conhecimento", que seria a finalidade primeira da escola: o compromisso com a aprendizagem de todos os alunos (Hoffmannn,1996).
Acredito portanto, que o processo de avaliação como compromisso com a aprendizagem do aluno, é um processo dinâmico que traz em si a necessidade de muita discussão e reflexão entre os professores e sua relação com os alunos. A partir desta reflexão, vejo dois desafios: superar os preconceitos e mitos, e sentir a necessidade de melhorar a prática educativa e desenvolver a habilidade da autocrítica para ajudar na superação da não aprendizagem, assegurando o desenvolvimento de maneiras capazes de avaliar o aluno e auto-avaliar-se. É preciso refletir sobre o significado do que se vem fazendo e partir daí para a construção de uma nova prática coletiva, onde cada um tenha vez e voz para dizer a sua palavra.
Ana Cláudia Reis Schneider
Sábado, Janeiro 15, 2005
A Reason, a Season or a Lifetime?
A Reason, a Season or a Lifetime?
Pay attention to what you read.
After you read this, you will know the reason it was sent to you!
People come into your life for a reason, a season, or a lifetime.
When you figure out which one it is, you will know what to do for each person.
When someone is in your life for a REASON . . .
It is usually to meet a need you have expressed.
They have come to assist you through a difficulty,
to provide you with guidance and support,
to aid you physically, emotionally, or spiritually.
They may seem like a godsend, and they are!
They are there for the reason you need them to be.
Then, without any wrong doing on your part, or at an inconvenient time,
this person will say or do something to bring the relationship to an end.
Sometimes they die. Sometimes they walk away.
Sometimes they act up and force you to take a stand.
What we must realize is that our need has been met, our desire fulfilled, their work is done.
The prayer you sent up has been answered.
And now it is time to move on.
People come into your life for a SEASON. . .
Because your turn has come to share, grow, or learn.
They bring you an experience of peace, or make you laugh.
They may teach you something you have never done.
They usually give you an unbelievable amount of joy.
Believe it! It is real! But, only for a season.
LIFETIME relationships teach you lifetime lessons. . .
things you must build upon in order to have a solid emotional foundation.
Your job is to accept the lesson, love the person, and put
what you have learned to use in all other relationships and areas of yourlife.
It is said that love is blind but friendship is clairvoyant.
(desconheço o autor - Maria salete)
Quinta-feira, Janeiro 13, 2005
Professora Carmem,
Tentei entrar em contato por email, mas o mesmo retornou. O endereço que tenho carmem@edu.ufrgs.br está correto?
Fui entregar minha monografia entre o Natal e o Ano Novo, mas como não encontrei a sra., tentei deixar com um funcionário, mas fui aconselhada a deixar por embaixo da porta. Não tive outra alternativa, pois estava para ir viajar e não voltaria até o dia 10. Espero que a sra tenha encontrado e não tenha ficado chateada por eu ter deixado o trabalho assim...
Meu email é ana.schneider@globo.com, por favor, entre em contato comigo.
Um abraço, Ana.
Tentei entrar em contato por email, mas o mesmo retornou. O endereço que tenho carmem@edu.ufrgs.br está correto?
Fui entregar minha monografia entre o Natal e o Ano Novo, mas como não encontrei a sra., tentei deixar com um funcionário, mas fui aconselhada a deixar por embaixo da porta. Não tive outra alternativa, pois estava para ir viajar e não voltaria até o dia 10. Espero que a sra tenha encontrado e não tenha ficado chateada por eu ter deixado o trabalho assim...
Meu email é ana.schneider@globo.com, por favor, entre em contato comigo.
Um abraço, Ana.
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)