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sindique este site
Quinta-feira, Março 31, 2005
Adriana Teste
Quarta-feira, Março 30, 2005
"Fala da Loucura
As pessoas deste mundo falam muito de mim, e estou a par de todo o mal que se ouve falar da Loucura, mesmo entre os loucos. E, no entanto sou eu, e mais ninguém, que alegro os Deuses e os homens. Hoje mesmo isto é amplamente comprovado, pois me bastou aparecer diante deste numeroso auditório para surgir em todos os olhos a mais resplandecente alegria. Imediatamente vosso rosto ergueu-se para mim, e vosso amável riso aplaudiu-me todo contente"....
Trecho extraído do livro O Elogio da Loucura, de Erasmo de Rotterdam (Martins Fontes;2000)
Boa semana a todos,
Talitha
Questão: Existem avaliações comparativas dos diferentes métodos de ensino? Como são delineadas? Quais os resultados?
Memória Educativa
Tenho várias memórias educativas, mas o que me vem primeiro à lembrança é o período das aulas de anatomia do início da faculdade, que eu gostava muito, e quando fui monitor de anatomia humana e depois de medicina interna, quando tinha as vezes que preparar aulas para os colegas um ou dois semestres de diferença. Foi um grande aprendizado para mim de relação "professor-aluno". Era uma troca mútua de conhecimento e experiências bastante divertida.
Um abraço, Bernardo S. Volkweis
As pessoas deste mundo falam muito de mim, e estou a par de todo o mal que se ouve falar da Loucura, mesmo entre os loucos. E, no entanto sou eu, e mais ninguém, que alegro os Deuses e os homens. Hoje mesmo isto é amplamente comprovado, pois me bastou aparecer diante deste numeroso auditório para surgir em todos os olhos a mais resplandecente alegria. Imediatamente vosso rosto ergueu-se para mim, e vosso amável riso aplaudiu-me todo contente"....
Trecho extraído do livro O Elogio da Loucura, de Erasmo de Rotterdam (Martins Fontes;2000)
Boa semana a todos,
Talitha
Memória Educativa
Tenho várias memórias educativas, mas o que me vem primeiro à lembrança é o período das aulas de anatomia do início da faculdade, que eu gostava muito, e quando fui monitor de anatomia humana e depois de medicina interna, quando tinha as vezes que preparar aulas para os colegas um ou dois semestres de diferença. Foi um grande aprendizado para mim de relação "professor-aluno". Era uma troca mútua de conhecimento e experiências bastante divertida.
Um abraço, Bernardo S. Volkweis
Terça-feira, Março 29, 2005
Questões: Como ser um bom mestre ?
Como sentir-se realizado e manter a motivação como professor apesar das dificuldades com: mercado de trabalho, - competição x aceitação entre colegas, comportamento e expectativas dos alunos, pouco reconhecimento ( resultados a longo prazo, baixa remuneração)
Como "memória educativa" marcante a primeira lembrança que veio foi das provas práticas de histologia; quem passou por isso com certeza não esquecerá...
Uma sala com 10 microscópios, 1 minuto para olhar cada lâmina e responder as questões correspondentes e ao findar dos 60 segundos de angústia soa o retumbante: ADIANTE! e quando a colega que está na minha frente, melhor amiga da faculdade, que passara as últimas noites em claro decorando toda a caixa de lâminas comigo, passa mal... ajudá-la ou ir ADIANTE...
O que quis ensinar esse modelo educativo?
Raquel
Como sentir-se realizado e manter a motivação como professor apesar das dificuldades com: mercado de trabalho, - competição x aceitação entre colegas, comportamento e expectativas dos alunos, pouco reconhecimento ( resultados a longo prazo, baixa remuneração)
Como "memória educativa" marcante a primeira lembrança que veio foi das provas práticas de histologia; quem passou por isso com certeza não esquecerá...
Uma sala com 10 microscópios, 1 minuto para olhar cada lâmina e responder as questões correspondentes e ao findar dos 60 segundos de angústia soa o retumbante: ADIANTE! e quando a colega que está na minha frente, melhor amiga da faculdade, que passara as últimas noites em claro decorando toda a caixa de lâminas comigo, passa mal... ajudá-la ou ir ADIANTE...
O que quis ensinar esse modelo educativo?
Raquel
Memória educativa.
Na primeira aula da faculdade, o professor de bioquímica deu as boas vindas aos alunos apresentando no projetor de "slides" um desenho, perguntando à classe, após 1 minuto de exposição, quantos alunos conseguiam ver uma imagem, quantos conseguiam ver duas e assim por diante. (acredito que haviam 5 imagem sobrepostas). Repetiu a exposição da imagem por mais 5 minutos perguntando o mesmo. 20% da classe conseguiu ver apenas uma imagem, 30 % 2, 20% 3, 20% 4 e 10% as 5. Concluiu então que o mesmo ocorria no aprendizado da medicina, independentemente às suas tentativas de explicar a matéria, alguns entenderiam, outros não, eximindo-se de qualquer responsabilidade no processo de educação. Lembro ainda a frustração daquele momento (mesmo tendo encontrado 4 imagens), por sorte tivemos outros professores a tomar como exemplos.
Na primeira aula da faculdade, o professor de bioquímica deu as boas vindas aos alunos apresentando no projetor de "slides" um desenho, perguntando à classe, após 1 minuto de exposição, quantos alunos conseguiam ver uma imagem, quantos conseguiam ver duas e assim por diante. (acredito que haviam 5 imagem sobrepostas). Repetiu a exposição da imagem por mais 5 minutos perguntando o mesmo. 20% da classe conseguiu ver apenas uma imagem, 30 % 2, 20% 3, 20% 4 e 10% as 5. Concluiu então que o mesmo ocorria no aprendizado da medicina, independentemente às suas tentativas de explicar a matéria, alguns entenderiam, outros não, eximindo-se de qualquer responsabilidade no processo de educação. Lembro ainda a frustração daquele momento (mesmo tendo encontrado 4 imagens), por sorte tivemos outros professores a tomar como exemplos.
A nossa questão foi "Qual o real benefício do mestrado para o profissional médico?", pode parecer uma pergunta amarga de alguém desiludido com a pós-graduação, mas acredite não é, na verdade, é um comentário de alguém que pretende fazer doutorado, mas que vê na satisfação pessoal o melhor benefício do mestrado, pois a sociedade e mesmo o meio acadêmico não dão o real valor a pós-graduação. A sociedade não sabe valorizar e o meio acadêmico não consegue valorizar, na medida, que não consegue absorver estas novas mentes para o meio docente. Para mim a melhor característica do professor é o interesse de dominar completamente aquilo que ele se propõem a ensinar. Paulo César de César.
A minha pergunta: De que maneira é possível comparar modelos pedagógicos e concluir que um modelo é superior a outro?
Memória Educativa
Acho que ao longo da vida vivenciamos várias experiências educativas, todas relevantes. Positivas ou negativas, estas experiências contribuem com a nossa formação invariavelmente. A experiência mais recente vivenciada por mim tem sido a minha função como preceptor dos residentes da Urologia no Bloco Cirúrgico. Encontrar a melhor forma de orientar uma cirurgia, ser o membro da equipe responsável pelas "decisões" duranteo ato cirúrgico e comandar residentes que até há pouco eram meus colegas é um grande desafio. Consigo, agora, entender melhor os meus antigos professores.
Entendo que exercitar a troca de papéis durante o processo de ensino-aprendizagem é muito importantel para a evolução e o amadurecimento do aluno e, por que não dizer, do professor.
Grande abraço, Brasil Silva Neto
Memória Educativa
Acho que ao longo da vida vivenciamos várias experiências educativas, todas relevantes. Positivas ou negativas, estas experiências contribuem com a nossa formação invariavelmente. A experiência mais recente vivenciada por mim tem sido a minha função como preceptor dos residentes da Urologia no Bloco Cirúrgico. Encontrar a melhor forma de orientar uma cirurgia, ser o membro da equipe responsável pelas "decisões" duranteo ato cirúrgico e comandar residentes que até há pouco eram meus colegas é um grande desafio. Consigo, agora, entender melhor os meus antigos professores.
Entendo que exercitar a troca de papéis durante o processo de ensino-aprendizagem é muito importantel para a evolução e o amadurecimento do aluno e, por que não dizer, do professor.
Grande abraço, Brasil Silva Neto
Parabéns ... e mais
Eu e Sônia estamos aqui relendo os post's publicados pelos que ousaram enfrentar o desafio de construir um conhecimento novo que usa a tecnologia como ferramenta, e por isto mesmo vai construindo registyros, marcas e deixando para os outros um gosto de quero mais. Parabéns ! ! !
Lembrando a todos que o blogger é um caminho aberto para o público, que não se reduz ao nosso grupo, que fica inscrito e visível a qualquer pessoa que acesse à rede, em qualquer lugar do mundo, gostaria de lembrar que vale o princípio ético e de cuidado para com o outro que não está presente para defender suas posições. Assinar cada um dos post's para reconhecermos nossa autoria e não termos pressa para "re-publicar", coisa que eu mesma acabo fazendo quase sempre. Se voces olharem no blogger verão no editar post a possibilidade de apagar a réplçica do que foi enviado. Sugiro que cada um dê uma olhada nos seus post, pois se tivermos comentários escritos por outros existe a possibilidade da continuidade do diálogo.
Penso que que mais do que registrar as respostas para as penguntas que eu possa colocar em aula, este é um espaço virtual para troca de outras informações também. Exemplos: leituras, sites, palestras, seminários, defesas públicas de trabalhos ou outras descobertas ...
Até amanhã,
Carmen e Sônia
Lembrando a todos que o blogger é um caminho aberto para o público, que não se reduz ao nosso grupo, que fica inscrito e visível a qualquer pessoa que acesse à rede, em qualquer lugar do mundo, gostaria de lembrar que vale o princípio ético e de cuidado para com o outro que não está presente para defender suas posições. Assinar cada um dos post's para reconhecermos nossa autoria e não termos pressa para "re-publicar", coisa que eu mesma acabo fazendo quase sempre. Se voces olharem no blogger verão no editar post a possibilidade de apagar a réplçica do que foi enviado. Sugiro que cada um dê uma olhada nos seus post, pois se tivermos comentários escritos por outros existe a possibilidade da continuidade do diálogo.
Penso que que mais do que registrar as respostas para as penguntas que eu possa colocar em aula, este é um espaço virtual para troca de outras informações também. Exemplos: leituras, sites, palestras, seminários, defesas públicas de trabalhos ou outras descobertas ...
Até amanhã,
Carmen e Sônia
Comentario
Cuando era estudiante de graduación, en la Universidad Nacional de Misiones, Argentina, conocí a muchos profesores y, con ellos, varios metodos de enseñanza: distintas formas de dar clases para hacernos entender con palabras, de manera clara y sencilla, lo que esta escrito en los libros. Personalmente creo que un profesor debe ser una persona humilde y simple, debe amar su profesión y enseñar de corazón. Creo que estas tres cualidades engloban lo que llamaría un "buen profesor".
A lo largo de este curso pretendo aprender de mis nuevos profesores e imitar a aquellos que tuve el placer de ser alumna.
Silvia Liliana Cossio.
A lo largo de este curso pretendo aprender de mis nuevos profesores e imitar a aquellos que tuve el placer de ser alumna.
Silvia Liliana Cossio.
Adriana
Memória Educativa
Após uma aula que não havia sido dada em virtude da paralisação dos alunos, para que estes não ficassem sem o conteúdo, foi dada uma aula extra. A aula foi expositiva, com casos clínicos e discussão dos casos com os alunos. Ao final da aula, para facilitar o estudo dos alunos em casa, foi entregue para um representante uma cópia da aula que havia sido dada. Pouco após o término, duas alunas discutiam sobre a data da prova, pois uma queria trocar a data e a outra não. No meio da referida discussão, a que queria trocar a data justificava que queria mais tempo para estudar, enquanto a outra dizia já estar estudando desde o início do semestre. A que queria mais tempo dizia haver muito conteúdo, enquanto a outra dizia que bastava organização. Após várias argumentações das duas a que pedia mais tempo disse: se não tivesse tido a aula de hoje eu teria mais tempo, bastava a cópia dos slides e pronto, não precisava da aula. Esta colocação fez pensar na minha "pergunta" que é justamente qual o melhor modelo de aula. Prepara-se uma aula, tenta-se expor da melhora maneira possível, faz-se os alunos participarem, fornece-se conteúdo para que estes saibam o que será discutido em aula e possam aproveitar melhor, para no final um aluno dizer que tudo isto pode ser substituído por uns slides. É frustrante.
Após uma aula que não havia sido dada em virtude da paralisação dos alunos, para que estes não ficassem sem o conteúdo, foi dada uma aula extra. A aula foi expositiva, com casos clínicos e discussão dos casos com os alunos. Ao final da aula, para facilitar o estudo dos alunos em casa, foi entregue para um representante uma cópia da aula que havia sido dada. Pouco após o término, duas alunas discutiam sobre a data da prova, pois uma queria trocar a data e a outra não. No meio da referida discussão, a que queria trocar a data justificava que queria mais tempo para estudar, enquanto a outra dizia já estar estudando desde o início do semestre. A que queria mais tempo dizia haver muito conteúdo, enquanto a outra dizia que bastava organização. Após várias argumentações das duas a que pedia mais tempo disse: se não tivesse tido a aula de hoje eu teria mais tempo, bastava a cópia dos slides e pronto, não precisava da aula. Esta colocação fez pensar na minha "pergunta" que é justamente qual o melhor modelo de aula. Prepara-se uma aula, tenta-se expor da melhora maneira possível, faz-se os alunos participarem, fornece-se conteúdo para que estes saibam o que será discutido em aula e possam aproveitar melhor, para no final um aluno dizer que tudo isto pode ser substituído por uns slides. É frustrante.
Segunda-feira, Março 28, 2005
Questionamento?
1-Como otimizar o ensino da pós-graduação, criando uma interação teórico-prática para que possamos utilizar de uma forma mais efetiva as ferramentas que nos são transmitidas?
2- Quais os critérios fundamentais que precisamos desenvolver ou aprimorar para atingirmos um nível satisfatório na docência?
Memória educativa:
O que mais me marcou nos últimos anos foi o fato de dois cirurgiões colorretais( eu e meu pai) deixarmos de ser os tutores de nossos pacientes e passarmos para o outro lado em uma situação extremamente delicada em que batalhávamos pela vida, porém encarando a doença, a morte, a cirurgia de uma forma totalmente diversa em que a emoção, o medo, a luta foram para nós grandes aprendizados. Sentirmos a dificuldade da espera, a expectativa de um exame, de um resultado positivo, da importância de cada membro da equipe médica, da enfermagem, da limpeza; só passando por tudo isso vi o qüão digno e fundamental é a participação e o empenho de todos para chegarmos a um resultado positivo.
A cura não depende só de nós médicos, muitas vezes somos prepotentes em achar que sim, mas a contribuição dos outros(todos envolvidos no processo) e a grande luta e participação do paciente com seus familiares apoaindo, dedicando 100% do seu(s) pensamento(s) de forma salutar, com paciência, carinho e amor é que fazem com que alcancemos um final feliz.
Assim é com tudo na vida, a união, a garra, a disciplina nos faz mover montanhas, para ir além basta querer e trilhar o caminho que, com certeza, chegaremos lá.
Um abraço, Marlise!
1-Como otimizar o ensino da pós-graduação, criando uma interação teórico-prática para que possamos utilizar de uma forma mais efetiva as ferramentas que nos são transmitidas?
2- Quais os critérios fundamentais que precisamos desenvolver ou aprimorar para atingirmos um nível satisfatório na docência?
Memória educativa:
O que mais me marcou nos últimos anos foi o fato de dois cirurgiões colorretais( eu e meu pai) deixarmos de ser os tutores de nossos pacientes e passarmos para o outro lado em uma situação extremamente delicada em que batalhávamos pela vida, porém encarando a doença, a morte, a cirurgia de uma forma totalmente diversa em que a emoção, o medo, a luta foram para nós grandes aprendizados. Sentirmos a dificuldade da espera, a expectativa de um exame, de um resultado positivo, da importância de cada membro da equipe médica, da enfermagem, da limpeza; só passando por tudo isso vi o qüão digno e fundamental é a participação e o empenho de todos para chegarmos a um resultado positivo.
A cura não depende só de nós médicos, muitas vezes somos prepotentes em achar que sim, mas a contribuição dos outros(todos envolvidos no processo) e a grande luta e participação do paciente com seus familiares apoaindo, dedicando 100% do seu(s) pensamento(s) de forma salutar, com paciência, carinho e amor é que fazem com que alcancemos um final feliz.
Assim é com tudo na vida, a união, a garra, a disciplina nos faz mover montanhas, para ir além basta querer e trilhar o caminho que, com certeza, chegaremos lá.
Um abraço, Marlise!
Olá pessoal,
Conforme solicitado pela professora as minhas anotações são:
Pergunta: Existe um modelo pedagógico mais adequado que contemple as prioridades educacionais atuais?
Acho que uma das principais características de um professor deve ser possuir uma boa capacidade de observação pois, com isto, poderá perceber as necessidades dos alunos, temas interessantes, facilidades e dificuldades em sala de aula.
Destaco como minha característica a dedicação.
Um abraço, Paulo.
Conforme solicitado pela professora as minhas anotações são:
Pergunta: Existe um modelo pedagógico mais adequado que contemple as prioridades educacionais atuais?
Acho que uma das principais características de um professor deve ser possuir uma boa capacidade de observação pois, com isto, poderá perceber as necessidades dos alunos, temas interessantes, facilidades e dificuldades em sala de aula.
Destaco como minha característica a dedicação.
Um abraço, Paulo.
Domingo, Março 27, 2005
Memória Educativa...
"Antes do zen, as montanhas eram montanhas, e as árvores eram árvores.
Durante o zen, as montanhas eram tronos dos espíritos, e as árvores eram as vozes da sabedoria.
Depois do zen, as montanhas eram montanhas, e as árvores eram árvores".
(Antigo ditado oriental, de autoria desconhecida).
A memória educativa que venho partilhar nesse espaço, proporcionou-me uma infinidade de experiências e emoções diversas, culminando, recentemente, na sensação, a princípio estranha, de que "as Árvores eram árvores"... Trata-se de um trabalho que realizei durante a disciplina de Pediatria Social, ministrada pelo professor Marcelo Goldani no PPG- Pediatria. Dentre os temas possíveis, selecionei os direitos da criança hospitalizada no HCPA. A princípio, imaginei um trabalho formal, analítico, objetivo, relacionando os direitos da criança hospitalizada, previstos na resolução nº 41 do Estatuto da Criança e do Adolescente e a prática do hospital. Mas isso foi só o começo. As informações colhidas e sobretudo a confirmação de que os direitos previstos na referida resolução já eram praticados no HCPA muito antes da publicação de qualquer legislação, conduziram a uma série de questionamentos, sobre as condições e motivações que nortearam a prática do serviço de pediatria em nosso meio.
Assim, mergulhando na história sem ser historiadora, tive necessariamente que escolher entre a manutenção de um projeto inicial ou a mudança de rumo, de encontro ao imprevisível. Obviamente escolhi o segundo caminho e, de repente, era o trabalho que me conduzia. Um novo desenho de estudo, agregando conhecimentos de pesquisa das áreas ditas "humanas", e com o auxílio de toda a intuição e sensibilidade possível, levou-me a realização de uma série de entrevistas pessoais (e algumas utilizando os meios de comunicação possíveis) com algumas pessoas que iniciaram o Serviço de Internação Pediátrica no Hospital de Clínicas. Pessoas maravilhosas, algumas, beirando aos 70 anos de idade, todas invariavelmente ativas. Então as montanhas passaram a ser tronos dos espíritos, e as árvores, as vozes da sabedoria.
Trabalho apresentado, foi escrito um artigo e submetido para publicação, com orientação do prof Marcelo Goldani e recomendação explícita de "controlar a emoção" no sentido de manter a maior fidedignidade possível aos dados apresentados (sim, haviam dados a apresentar). Agora, transcorridos alguns meses, recebo cópia do artigo com recomendações do revisor para publicação. Passada a emoção inicial da aceitação do artigo, tratei de colocar mãos à obra e reler o texto a fim de responder às orientalções propostas pelo revisor.
Surpresa! As montanhas eram montanhas e as árvores eram árvores. Confesso que fiquei perplexa por uns dias.Não conseguia entender como algo que gerou em mim um movimento tão intenso, um processo de descobertas tão rico pudesse "se transformar" em algo tão simples, tão distante daquilo que eu mesma havia vivenciado. Foi então que reencontrei o texto que transcrevi acima. E percebi que, talvez, as coisas devessem ser mesmo dessa forma. Que todo aquele processo, de busca e de conhecimento que pude experimentar e toda a riqueza que isso proporciona, pode e deve estar contido no resultado final de meu trabalho. Talvez possa ser percebido por algumas pessoas experientes e capazes de perceber. Mas o resultado do trabalho apresentado se resume no relato do processo e no resultado em si. Um plano real, prático, material.
Montanhas e árvores, como antes do zen.
Talitha comaru
"Antes do zen, as montanhas eram montanhas, e as árvores eram árvores.
Durante o zen, as montanhas eram tronos dos espíritos, e as árvores eram as vozes da sabedoria.
Depois do zen, as montanhas eram montanhas, e as árvores eram árvores".
(Antigo ditado oriental, de autoria desconhecida).
A memória educativa que venho partilhar nesse espaço, proporcionou-me uma infinidade de experiências e emoções diversas, culminando, recentemente, na sensação, a princípio estranha, de que "as Árvores eram árvores"... Trata-se de um trabalho que realizei durante a disciplina de Pediatria Social, ministrada pelo professor Marcelo Goldani no PPG- Pediatria. Dentre os temas possíveis, selecionei os direitos da criança hospitalizada no HCPA. A princípio, imaginei um trabalho formal, analítico, objetivo, relacionando os direitos da criança hospitalizada, previstos na resolução nº 41 do Estatuto da Criança e do Adolescente e a prática do hospital. Mas isso foi só o começo. As informações colhidas e sobretudo a confirmação de que os direitos previstos na referida resolução já eram praticados no HCPA muito antes da publicação de qualquer legislação, conduziram a uma série de questionamentos, sobre as condições e motivações que nortearam a prática do serviço de pediatria em nosso meio.
Assim, mergulhando na história sem ser historiadora, tive necessariamente que escolher entre a manutenção de um projeto inicial ou a mudança de rumo, de encontro ao imprevisível. Obviamente escolhi o segundo caminho e, de repente, era o trabalho que me conduzia. Um novo desenho de estudo, agregando conhecimentos de pesquisa das áreas ditas "humanas", e com o auxílio de toda a intuição e sensibilidade possível, levou-me a realização de uma série de entrevistas pessoais (e algumas utilizando os meios de comunicação possíveis) com algumas pessoas que iniciaram o Serviço de Internação Pediátrica no Hospital de Clínicas. Pessoas maravilhosas, algumas, beirando aos 70 anos de idade, todas invariavelmente ativas. Então as montanhas passaram a ser tronos dos espíritos, e as árvores, as vozes da sabedoria.
Trabalho apresentado, foi escrito um artigo e submetido para publicação, com orientação do prof Marcelo Goldani e recomendação explícita de "controlar a emoção" no sentido de manter a maior fidedignidade possível aos dados apresentados (sim, haviam dados a apresentar). Agora, transcorridos alguns meses, recebo cópia do artigo com recomendações do revisor para publicação. Passada a emoção inicial da aceitação do artigo, tratei de colocar mãos à obra e reler o texto a fim de responder às orientalções propostas pelo revisor.
Surpresa! As montanhas eram montanhas e as árvores eram árvores. Confesso que fiquei perplexa por uns dias.Não conseguia entender como algo que gerou em mim um movimento tão intenso, um processo de descobertas tão rico pudesse "se transformar" em algo tão simples, tão distante daquilo que eu mesma havia vivenciado. Foi então que reencontrei o texto que transcrevi acima. E percebi que, talvez, as coisas devessem ser mesmo dessa forma. Que todo aquele processo, de busca e de conhecimento que pude experimentar e toda a riqueza que isso proporciona, pode e deve estar contido no resultado final de meu trabalho. Talvez possa ser percebido por algumas pessoas experientes e capazes de perceber. Mas o resultado do trabalho apresentado se resume no relato do processo e no resultado em si. Um plano real, prático, material.
Montanhas e árvores, como antes do zen.
Talitha comaru
Sexta-feira, Março 25, 2005
Olá Pessoal!
Aqui estamos....
Se entendi bem, devo responder ao questionamento feito em aula, ou seja, que pergunta espero responder ao longo desse curso. A questão que formulei foi:
Em que bases posso me apoiar para construir um conhecimento sólido, no sentido de me tornar a professora que imagino ser?
Quanto a principal qualidade necessária a um professor, imagino que seja a vontade de aprender, ou o prazer pelo aprendizado, que é tb uma característica com a qual me identifico (e é por isso que estou aqui...).
Envio em breve nova mensagem sobre memória educativa.
Um abraço fraterno,
Talitha
Aqui estamos....
Se entendi bem, devo responder ao questionamento feito em aula, ou seja, que pergunta espero responder ao longo desse curso. A questão que formulei foi:
Em que bases posso me apoiar para construir um conhecimento sólido, no sentido de me tornar a professora que imagino ser?
Quanto a principal qualidade necessária a um professor, imagino que seja a vontade de aprender, ou o prazer pelo aprendizado, que é tb uma característica com a qual me identifico (e é por isso que estou aqui...).
Envio em breve nova mensagem sobre memória educativa.
Um abraço fraterno,
Talitha
Gostaria imensamente de "esquecer" todas as "brutalidades" sofridas em minha formação, por professores desqualificados e prepotentes e, a partir de agora ter a mente aberta para receber novas informações que me impeçam de cometer os mesmos erros. Ensinar é uma arte que poucos praticam com ética e desprendimento.
Décio Passos Sampaio Péres
A disciplina visa a qualificar o ensino de Pós-Graduação em Medicina, atender as necessidades dos pós-graduandos em saúde nesta Universidade, quanto:
# ao seu conhecimento e aperfeiçoamento sobre as práticas educativas;
# à criação de espaços de reflexão e debate interdisciplinar a respeito das questões educativas atinentes ao papel social do professor de profissionais da saúde, na sociedade brasileira;
# aos vínculos entre ensino, extensão e pesquisa.
JUSTIFICATIVA
A disciplina atende às solicitações dos pós-graduandos da FAMED/UFRGS, oriundos dos diferentes cursos de graduação da área da saúde, manifestas pelos alunos e ratificadas pelos professores. O caráter de adesão voluntária busca atender à formação pedagógica necessária à formação médica e constituir um espaço de discussão das práticas educativas cotidianas dos profissionais da saúde que permitem compreendê-las, conhecer as relações entre professores e alunos, presentes nas relações entre médicos e pacientes e seus pressupostos teórico-práticos, nos nexos entre princípio educativo e prática pedagógica.
A inter/transdisciplinaridade encontra na confluência entre ensino-pesquisa e extensão uma possibilidade concreta de convívio e troca de experiências neste tipo de grupo, e possibilita produzir novos conhecimentos para a área da educação universitária no Brasil.
OBJETIVOS
Para atender as solicitações dos pós-graduandos em Medicina da UFRGS, quanto ao aperfeiçoamento e qualificação pedagógicos ( domínio das formas do fazer pedagógicos) no espírito da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para o exercício da docência, o presente plano propõe:
# Propiciar aos pós-graduandos em Medicina da UFRGS um espaço de discussão, análise e comunicação das questões relacionadas à Universidade em sua interface com a educação médica em perspectiva interdisciplinar;
# Conhecer e compreender a prática educativa e os pressupostos teórico-metodológicos dos educadores universitários quanto aos diferentes conhecimentos envolvidos: em nível institucional, profissional, cotidiano, pessoal, filosófico, científico e de cidadania.
# Discutir a relação pesquisa / ensino-aprendizagem na prática educativa, considerando as tecnologias disponíveis.
PROGRAMAÇÃO DE ATIVIDADES
1. Disciplina de Pós-Graduação: Prática Educativa em Medicina
2. Consultoria às diferentes áreas educativas, conforme solicitações dos pós-graduandos.
3. Discussões através do Blogg da disciplina Prática Educativa no endereço: http://www.ufrgs.br/tramse/med
4. Reuniões de estudo, planejamento e avaliação do Projeto de cada um dos pequenos grupos temáticos que se formarem.
OBS: Marcar hora para reuniões de estudo e/ou planejamento de trabalho, na seguinte disponibilidade: 4ª feira - 10h às 12h ou 6ª feiras - das 14 as 16 h.
CONTATOS
E-mail: carmen@edu.ufrgs.br ou soniapedroso@yahoo.com.br
Local: Faculdade de Educação - sala: 810
Fone: 3316.4144 e/ou 92440262
PRÁTICA EDUCATIVA EM MEDICINA
Período: 2005/01 - Horário: 4° feiras, 8h às 10h - aula.
Local: Laboratório de Ensino - 4º andar - Prédio Ciclo Básico/Saúde/ UFRGS
Carga Horária Total (CHT): 60 horas/aula
ORGANIZAÇÃO DA DISCIPLINA
A disciplina será oferecida aos alunos dos cursos de Pós-Graduação em Medicina obedecendo às seguintes características:
* Turmas constituídas heterogeneamente por alunos dos diferentes cursos dos Programas de Pós-Graduação em Medicina;
* Ênfase na relação ensino - pesquisa, onde cada aluno individualmente realiza pesquisa sobre temática específica, em níveis diversificados;
* Atendimento aos temas propostos, a partir das sugestões apresentadas em aula, conforme os interesses da turma, e selecionados em planejamento participativo;
* Registro e discussão por meio eletrônico no acesso ao endereço do "blog", em atividades semanais complementares às realizadas em aula presencial.
AVALIAÇÃO
* Critérios de avaliação:
VF - Veracidade e fidedignidade presente nos trabalhos realizados;
OCC - Objetividade e clareza de linguagem na construção dos textos;
CTA - Consistência teórica e articulação com a prática educativa;
ORTM- Observância nas referências teórico-metodológicas propostas.
* Instrumentos de avaliação:
- Leitura, fichamento e discussão da bibliografia indicada semanalmente por rede, bem como de outras referências a serem combinadas com o grupo, relacionadas aos seus interesses de pesquisa;
- Pequenos textos elaborados individualmente em aula e/ou no "blog";
- Planejamento, organização em grupo de vivência de aula para os colegas;
- Relatório da pesquisa realizada ao longo do semestre, sob forma de artigo científico, utilizando as aulas ministradas pelos grupos como fonte empírica;
REFERÊNCIAS:
ABRAMOVICH, Fanny (org). Meu professor inesquecível: ensinamentos e aprendizados contados por alguns dos nossos melhores escritores. São Paulo: Gente, 1997.
BIREAUD, Annie. Os métodos pedagógicos no ensino superior. Porto: Porto Editora, 1995. (Coleção Ciências da Educação, n. 14)
CATANI, Denice Bárbara et al. Docência, Memória e gênero: estudos sobre formação. São Paulo: Escrituras, 1997, p. 63-74.
____________. Práticas de formação e ofício docente, In : A vida e o ofício dos professores. São Paulo: Escrituras, 1998.
CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000.
CUNHA, Maria Isabel da. Inovação como perspectiva emancipatória no ensino superior: mito ou possibilidade In: Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa / Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE). Rio de Janeiro, DP&A, 2000 - p.133 - 148.
DELORS, Jaques. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, Brasília, DF:MEC-Unesco, 1999.
FREIRE, Paulo e SHOR, Ira. Medo e Ousadia: o cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia:saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1998. **
____________. Pedagogia da Indignação. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
____________. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
____________. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.
____________. A sombra da mangueira. São Paulo: Olho D'Água , 1995.
____________. O caminho se faz caminhando: conversas sobre educação e mudança social. Petrópolis: Vozes, 2003.
____________. Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho D'Água, 2003.
____________. Que fazer: teoria e prática em educação popular. Petrópolis: Vozes, 2001.
____________. Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez, 2001.
____________. Fazer escolar conhecendo a vida. Campinas: Papirus, 1995.
____________. A importância do ato de ler: três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1994.
____________. A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 2000.
____________. O professor universitário como educador. In: Adverso: revista da Associação de docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. V.5, n 6 (dez, 1994). P.2-4
____________. Professor Paulo Freire e a questão da formação docente. In: Espaço pedagógico. Passo Fundo, RS, V 6, n. 2 (dez.1999). P.125-138
____________. A paixão de mudar, de refazer, de cria... In: Universidade e Sociedade (São Paulo). São Paulo, V.1, n.1 (fev.1991). P.47-50
GIROUX, Henry. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre, Artes Médicas, 1997.
GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.
INTERFACE - Comunicação, saúde, educação. Fundação UNI Botucatu/Unesp.
LARROSA, Jorge. Pedagogia Profana: danças, piruetas e mascaradas. Belo Horizonte, Autêntica, 1999.
LEITE, Denise e MOROSINI, Marília (org). Pedagogia Universitária: conhecimento, ética e política no ensino superior. Porto Alegre, Editora da Universidade/UFRGS, 1999.
LUCARELLI, Elisa. Enseñar y aprender en la Universidad: la articulacion teorica-practica como eje de la innovación en la aula universitaria; In : Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa /Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE). Rio de Janeiro, DP&A, 2000 - p. 149-162.
MACHADO, Carmen e MANFROI, Waldomiro (orgs) ."Necessidades de Referências Pedagógicas para o Ensino de Cardiologia no Curso de Graduação, 2001".
MORAIS, Regis de(org). Sala de aula: que espaço é este? Campinas: Papirus, 1986.
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.
NÓVOA, Antônio (org). Profissão Professor. Portugal, Porto Editora, 1999.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens entre duas lógicas. Porto Alegre, Artes Médicas, 1999.
PRIORE, Mary Del (org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2004. Mágia e Medicina na Colônia: o corpo feminino. P.78-114
Revista Brasileira de Educação Médica - ABEM. Rio de janeiro.
SACRISTÃN, J. Gimeno, PEREZ Gomez, A I. Compreender e transformar o ensino. 4ª edição, Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
SANTOS, Boaventura de Souza. Para uma pedagogia do conflito, In: SILVA, Luis Heron da. alli; Novos Mapas Culturais, Novas Perspectivas Educacionais. Porto Alegre, Sulina.
SARAMAGO, José. Ensaios sobre a cegueira: romance. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.*
SAUL, Ana Maria. Avaliação Emancipatória: desafio à teoria e à prática de avaliação e reformulação de currículo. São Paulo, Cortez / Autores Associados, 1998.
STEBAN, Maria Teresa (org) . Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. Rio de Janeiro, DP&A, 1999.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da Aprendizagem: prática de mudança - por uma práxis transformadora. São Paulo, Libertad, 1998.
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre, ArtMed, 1998.
* Leitura obrigatória comum.
**Cada aluno pode escolher um das referências de Paulo Freire listada aqui, para realizar a leitura individual.
Décio Passos Sampaio Péres
Segunda-feira, Março 21, 2005
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE MEDICINA - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
Professor Dr.: WALDOMIRO CARLOS MANFROI
Professora Drª.: CARMEN LUCIA BEZERRA MACHADO
Monitora: SÔNIA REGINA SILVA PEDROSO (Bolsista PROMED)
FACULDADE DE MEDICINA - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
Professor Dr.: WALDOMIRO CARLOS MANFROI
Professora Drª.: CARMEN LUCIA BEZERRA MACHADO
Monitora: SÔNIA REGINA SILVA PEDROSO (Bolsista PROMED)
Plano de trabalho
Prática Educativa em Medicina - 2005/01
Prática Educativa em Medicina - 2005/01
A disciplina visa a qualificar o ensino de Pós-Graduação em Medicina, atender as necessidades dos pós-graduandos em saúde nesta Universidade, quanto:
# ao seu conhecimento e aperfeiçoamento sobre as práticas educativas;
# à criação de espaços de reflexão e debate interdisciplinar a respeito das questões educativas atinentes ao papel social do professor de profissionais da saúde, na sociedade brasileira;
# aos vínculos entre ensino, extensão e pesquisa.
JUSTIFICATIVA
A disciplina atende às solicitações dos pós-graduandos da FAMED/UFRGS, oriundos dos diferentes cursos de graduação da área da saúde, manifestas pelos alunos e ratificadas pelos professores. O caráter de adesão voluntária busca atender à formação pedagógica necessária à formação médica e constituir um espaço de discussão das práticas educativas cotidianas dos profissionais da saúde que permitem compreendê-las, conhecer as relações entre professores e alunos, presentes nas relações entre médicos e pacientes e seus pressupostos teórico-práticos, nos nexos entre princípio educativo e prática pedagógica.
A inter/transdisciplinaridade encontra na confluência entre ensino-pesquisa e extensão uma possibilidade concreta de convívio e troca de experiências neste tipo de grupo, e possibilita produzir novos conhecimentos para a área da educação universitária no Brasil.
OBJETIVOS
Para atender as solicitações dos pós-graduandos em Medicina da UFRGS, quanto ao aperfeiçoamento e qualificação pedagógicos ( domínio das formas do fazer pedagógicos) no espírito da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para o exercício da docência, o presente plano propõe:
# Propiciar aos pós-graduandos em Medicina da UFRGS um espaço de discussão, análise e comunicação das questões relacionadas à Universidade em sua interface com a educação médica em perspectiva interdisciplinar;
# Conhecer e compreender a prática educativa e os pressupostos teórico-metodológicos dos educadores universitários quanto aos diferentes conhecimentos envolvidos: em nível institucional, profissional, cotidiano, pessoal, filosófico, científico e de cidadania.
# Discutir a relação pesquisa / ensino-aprendizagem na prática educativa, considerando as tecnologias disponíveis.
PROGRAMAÇÃO DE ATIVIDADES
1. Disciplina de Pós-Graduação: Prática Educativa em Medicina
2. Consultoria às diferentes áreas educativas, conforme solicitações dos pós-graduandos.
3. Discussões através do Blogg da disciplina Prática Educativa no endereço: http://www.ufrgs.br/tramse/med
4. Reuniões de estudo, planejamento e avaliação do Projeto de cada um dos pequenos grupos temáticos que se formarem.
OBS: Marcar hora para reuniões de estudo e/ou planejamento de trabalho, na seguinte disponibilidade: 4ª feira - 10h às 12h ou 6ª feiras - das 14 as 16 h.
CONTATOS
E-mail: carmen@edu.ufrgs.br ou soniapedroso@yahoo.com.br
Local: Faculdade de Educação - sala: 810
Fone: 3316.4144 e/ou 92440262
PRÁTICA EDUCATIVA EM MEDICINA
Período: 2005/01 - Horário: 4° feiras, 8h às 10h - aula.
Local: Laboratório de Ensino - 4º andar - Prédio Ciclo Básico/Saúde/ UFRGS
Carga Horária Total (CHT): 60 horas/aula
ORGANIZAÇÃO DA DISCIPLINA
A disciplina será oferecida aos alunos dos cursos de Pós-Graduação em Medicina obedecendo às seguintes características:
* Turmas constituídas heterogeneamente por alunos dos diferentes cursos dos Programas de Pós-Graduação em Medicina;
* Ênfase na relação ensino - pesquisa, onde cada aluno individualmente realiza pesquisa sobre temática específica, em níveis diversificados;
* Atendimento aos temas propostos, a partir das sugestões apresentadas em aula, conforme os interesses da turma, e selecionados em planejamento participativo;
* Registro e discussão por meio eletrônico no acesso ao endereço do "blog", em atividades semanais complementares às realizadas em aula presencial.
AVALIAÇÃO
* Critérios de avaliação:
VF - Veracidade e fidedignidade presente nos trabalhos realizados;
OCC - Objetividade e clareza de linguagem na construção dos textos;
CTA - Consistência teórica e articulação com a prática educativa;
ORTM- Observância nas referências teórico-metodológicas propostas.
* Instrumentos de avaliação:
- Leitura, fichamento e discussão da bibliografia indicada semanalmente por rede, bem como de outras referências a serem combinadas com o grupo, relacionadas aos seus interesses de pesquisa;
- Pequenos textos elaborados individualmente em aula e/ou no "blog";
- Planejamento, organização em grupo de vivência de aula para os colegas;
- Relatório da pesquisa realizada ao longo do semestre, sob forma de artigo científico, utilizando as aulas ministradas pelos grupos como fonte empírica;
REFERÊNCIAS:
ABRAMOVICH, Fanny (org). Meu professor inesquecível: ensinamentos e aprendizados contados por alguns dos nossos melhores escritores. São Paulo: Gente, 1997.
BIREAUD, Annie. Os métodos pedagógicos no ensino superior. Porto: Porto Editora, 1995. (Coleção Ciências da Educação, n. 14)
CATANI, Denice Bárbara et al. Docência, Memória e gênero: estudos sobre formação. São Paulo: Escrituras, 1997, p. 63-74.
____________. Práticas de formação e ofício docente, In : A vida e o ofício dos professores. São Paulo: Escrituras, 1998.
CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000.
CUNHA, Maria Isabel da. Inovação como perspectiva emancipatória no ensino superior: mito ou possibilidade In: Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa / Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE). Rio de Janeiro, DP&A, 2000 - p.133 - 148.
DELORS, Jaques. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, Brasília, DF:MEC-Unesco, 1999.
FREIRE, Paulo e SHOR, Ira. Medo e Ousadia: o cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia:saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1998. **
____________. Pedagogia da Indignação. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
____________. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
____________. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.
____________. A sombra da mangueira. São Paulo: Olho D'Água , 1995.
____________. O caminho se faz caminhando: conversas sobre educação e mudança social. Petrópolis: Vozes, 2003.
____________. Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho D'Água, 2003.
____________. Que fazer: teoria e prática em educação popular. Petrópolis: Vozes, 2001.
____________. Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez, 2001.
____________. Fazer escolar conhecendo a vida. Campinas: Papirus, 1995.
____________. A importância do ato de ler: três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1994.
____________. A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 2000.
____________. O professor universitário como educador. In: Adverso: revista da Associação de docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. V.5, n 6 (dez, 1994). P.2-4
____________. Professor Paulo Freire e a questão da formação docente. In: Espaço pedagógico. Passo Fundo, RS, V 6, n. 2 (dez.1999). P.125-138
____________. A paixão de mudar, de refazer, de cria... In: Universidade e Sociedade (São Paulo). São Paulo, V.1, n.1 (fev.1991). P.47-50
GIROUX, Henry. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre, Artes Médicas, 1997.
GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.
INTERFACE - Comunicação, saúde, educação. Fundação UNI Botucatu/Unesp.
LARROSA, Jorge. Pedagogia Profana: danças, piruetas e mascaradas. Belo Horizonte, Autêntica, 1999.
LEITE, Denise e MOROSINI, Marília (org). Pedagogia Universitária: conhecimento, ética e política no ensino superior. Porto Alegre, Editora da Universidade/UFRGS, 1999.
LUCARELLI, Elisa. Enseñar y aprender en la Universidad: la articulacion teorica-practica como eje de la innovación en la aula universitaria; In : Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa /Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE). Rio de Janeiro, DP&A, 2000 - p. 149-162.
MACHADO, Carmen e MANFROI, Waldomiro (orgs) ."Necessidades de Referências Pedagógicas para o Ensino de Cardiologia no Curso de Graduação, 2001".
MORAIS, Regis de(org). Sala de aula: que espaço é este? Campinas: Papirus, 1986.
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.
NÓVOA, Antônio (org). Profissão Professor. Portugal, Porto Editora, 1999.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens entre duas lógicas. Porto Alegre, Artes Médicas, 1999.
PRIORE, Mary Del (org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2004. Mágia e Medicina na Colônia: o corpo feminino. P.78-114
Revista Brasileira de Educação Médica - ABEM. Rio de janeiro.
SACRISTÃN, J. Gimeno, PEREZ Gomez, A I. Compreender e transformar o ensino. 4ª edição, Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
SANTOS, Boaventura de Souza. Para uma pedagogia do conflito, In: SILVA, Luis Heron da. alli; Novos Mapas Culturais, Novas Perspectivas Educacionais. Porto Alegre, Sulina.
SARAMAGO, José. Ensaios sobre a cegueira: romance. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.*
SAUL, Ana Maria. Avaliação Emancipatória: desafio à teoria e à prática de avaliação e reformulação de currículo. São Paulo, Cortez / Autores Associados, 1998.
STEBAN, Maria Teresa (org) . Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. Rio de Janeiro, DP&A, 1999.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da Aprendizagem: prática de mudança - por uma práxis transformadora. São Paulo, Libertad, 1998.
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre, ArtMed, 1998.
* Leitura obrigatória comum.
**Cada aluno pode escolher um das referências de Paulo Freire listada aqui, para realizar a leitura individual.
Trabalho e educação escolar em Três de Maio
Compartilhando minha viagem para o referido município, quando estive a falar e produzir o registro das reflexoões sobre Trabalho e Educação Escolar, digo que me impressionou a seca ao longo do caminho. O verde das folhas recomeça a brotar mas os frutos e as flores estão secos.
Por vezes, nosso fazer como professoras e professores sofre o mesmo processo. Vemos nossos alunos - professores reproduzirem na sala de aula o mesmo fazer que acabam de criticar nos seus alunos. Como recriar nossos saberes de modo a não apenas reproduzir sociedades, relações e comportamentos mas transformar nossa sala de aula, nossas relações e contribuir para que nossa sociedade possa ser mais justa? Mais um sonho!
Por vezes, nosso fazer como professoras e professores sofre o mesmo processo. Vemos nossos alunos - professores reproduzirem na sala de aula o mesmo fazer que acabam de criticar nos seus alunos. Como recriar nossos saberes de modo a não apenas reproduzir sociedades, relações e comportamentos mas transformar nossa sala de aula, nossas relações e contribuir para que nossa sociedade possa ser mais justa? Mais um sonho!
Sexta-feira, Março 18, 2005

Gaiolas e Asas
Rubens Alves
Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar.
Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou:
Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas.
Pássaros engaiolados são pássaros sob controle.
Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser.
Pássaros engaiolados sempre têm um dono.
Deixam de ser pássaros.
Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados.
Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou:
Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte
do vôo.
do vôo.
Pássaros engaiolados são pássaros sob controle.
Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser.
Pássaros engaiolados sempre têm um dono.
Deixam de ser pássaros.
Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados.
O que elas amam são os pássaros em vôo.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar.
Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer,
Porque o vôo já nasce dentro dos pássaros.
O vôo não pode ser ensinado.
Só pode ser encorajado.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar.
Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer,
Porque o vôo já nasce dentro dos pássaros.
O vôo não pode ser ensinado.
Só pode ser encorajado.
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)