.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Quarta-feira, Junho 29, 2005


Aos colegas de turma

Quero agradecer o convívio com colegas que se propuseram a dar sua impressão e perspectivas, cada qual a seu modo e a sua maneira e aos professores, que mais uma vez se mostraram realmente professores e nos oportunizaram a também tentar, cada qual ao seu modo e a sua maneira fazer a diferença no papel da educação para o desenvolvimento de um bem comum.

A todos obrigado e sucesso com suas pesquisas!
Vagner Milani

Terça-feira, Junho 28, 2005


Caros/as alunos/as
É chegado o momento onde precisamos tentar organizar todas as informações que durante 14 encontros, fomos debatendo/discutindo/refletindo e tantos endos mais. Para tanto escolhi essa imagem que para mim siginifica muito, pois a primeira vez que a utilizei a alguns meses atrás para dialogar com alunos de uma turma como vocês descobri o não esperado. Coisas que me machucaram muito, me enfureceram, como mulher, pobre, negra, estudante de uma universidade pública e profissional em eterno desenvolvimento. Essas coisas que hoje conto a vocês, me mostraram e ajudaram a ser cada vez melhor no que faço e no que sou e nunca desistir de sonhos, ainda mais quando eles são buscados a partir de muito trabalho e caminhos árduos diários. Mudanças são possíveis sim, Décio, mas tem que haver muita persistência. De vez enquando precisamos parar, tomar um ar, olhar para tudo que realizamos e o que não realizamos e os porquês disso. Talitha, a tua garra é admiravél, as tuas colocações em aula e no Blog foram ou melhor dizendo, são de grande relevância, não só pra mim, Carmen e Manfroi, mas para todos que se interessam por mudanças e que não aceitam de braços cruzados o que esta posto como sendo único e verdadeiro. Adriana me emocionei muito com a tua apresentação, tu mostraste muita clareza. A todos que vivenciaram, discutiram/riram/debocharam aprendendo sempre que a vida é uma eterna escola,
Um abraço da monitora/ professora Sônia Regina Silva Pedroso.

Segunda-feira, Junho 27, 2005




Na atividade de grupo, da nossa última aula, nós conversamos sobre os recursos que o professor pode utilizar para apresentar o conteúdo.
Acredito que hoje dispomos de muita tecnologia e, algumas vezes, o que se vê é um exagero: muita sofisticação. Acredito que nada substitui a nossa presença. Quando falo de presença, me refiro ao fato de que os recursos não podem apagar a imagem do professor, nem a figura dos alunos.
Por outro lado, penso que uma aula bem preparada é uma manifestação de carinho do professor com seus alunos.
Outro aspecto interessante é que precisamos nos acostumar com os recursos (com os equipamentos), nos sentirmos confortáveis e seguros com a sua função.
Equilíbrio, coerência e clareza devem nortear a confecção de um material didático.

Amigos

Boas Férias ! ! !

Eliane



Envelope nº 18


"Durante o desenvolvimento do trabalho, o nosso grupo conseguiu desenvolver uma capacidade organizativa suficiente para que o trabalho transcorresse e fosse concluído de maneira tranqüila e bastante satisfatória.
Ao mesmo tempo, coseguimos estabelecer uma relação de amizade e colaboração através de atividades "extraclasse, o que aumentou o comprometimento com o trabalho e ajudou a superar eventuais dificuldades".
Penso que:
Tarefas em grupo predispõem ao fortalecimento das relações interpessoais.
A atividade em grupo, quando seus membros trabalham com objetividade e reconhecem a subjetividade, faz com que os seus componentes sintam-se acolhidos e satisfeitos com os resultados.
Nem sempre a tarefa precisa ser concluída no espaço temporal destinado a aula; da mesma forma. a busca pelo conhecimento não se restringe ao ambiente de sala de aula ou durante as ditas atividades formais de aprendizado.
União - essa é a palavra-chave.
Foi muito gostoso ler e comentar o depoimento do(a) colega.
Eliane

Sexta-feira, Junho 24, 2005


Postar usando imagens
É possível usar imagens nos seus posts. Para isso criamos uma conta no Flickr para hospedagem das imagens. As imagens que já estão lá podem ser vistas (e usadas). O endereço é http://www.flickr.com/photos/pratica/.

Formas de uso:

1 - Colocando uma imagem lá e depois apontando-a no blog.
Para colocar lá uma imagem basta enviá-la por email para o endereço A*. Depois, entre em http://www.flickr.com/photos/pratica/, localize a imagem, clique nela com o botão direito do mouse e escolha a alternativa "copiar endereço da imagem".
Em seguida, em http://www.blogger.com, faça seu post como de costume e aponte a imagem da seguinte forma:

<img src="endereço da imagem copiado" title="nome da imagem" align="alinhamento">

onde se substitui o que está entre " ", sem tirar as " ". O ainhamento pode ser: "left" ou "right"

2 - Postando direto por email e usando imagem.
Mande uma mensagem para B*, colocando:
:: no campo assunto: título do post
:: no corpo da menagem: o texto a ser postado
:: como anexo: a imagem

Esta forma de postagem aceita imagens e texto enviados de telefones celulares.

Observações:

*os endereços A e B, por motivos óbvios, podem ser conseguidos com a Sônia.
** O seu post pode ser editado e corrigido em http://www.blogger.com, pois a postagem por email pode alterar a acentuação das palavras.

abraço à tod@s,
Suzana Gutierrez - Projeto ZAPT

Quinta-feira, Junho 23, 2005


Professora Carmen, penso que os mestres deveriam, pelo menos, conhecer todos os meios disponíveis para o ensino de seus alunos.
Do tradicional (quadro negro) aos modernos, quando bem aplicados pode sim melhorar o desempenho dos alunos. Usar este ou aquele, vai do entendimento e metodologia de cada um, mas o desconhecimento desses métodos é que é inadmissível a um professor.
Um abraço
Decio

Quarta-feira, Junho 22, 2005


duvidas...
Olá!!
Gostaria de saber, se alguem pode me responder, como posso fazer para botar uma imagem no blogger...
Obrigada!!

Lili.-

Terça-feira, Junho 21, 2005


Considerava a motivação, a principal ferramenta do professor, se o canal motivacional adequado fosse atingido no aluno, a lição seria facilmente assimilada. O desafio de ensinar então, para mim, constituía em assimilar técnicas motivacionais. Deparei-me então com uma pergunta de um estudante que levou isto abaixo "com o avanço da ciência e novos conhecimentos, com a facilidade de acesso às informações, o conteúdo que vou assimilar hoje já não será o mesmo de quando me formar" para quê assimilá-lo. Refletindo no assunto percebo que a medicina que aprendi por exemplo é bastante diferente da que meu pai aprendeu (em suas bases filosóficas), e estas mudanças estão ocorrendo em velocidades cada vez maiores. Talvez, ao invés de focar os conteúdos a serem passados deveríamos ensinar aos alunos desde o começo de sua vida como aprender. E esta não é uma lição fácil se lembrarmos do que deixamos de aprender no passado por nossos próprios bloqueios.

Alberto


Referente ao envelope 1:
" Ser professor: pude sentir a responsabilidade que exige transmitir um conteúdo mas ao mesmo tempo o prazer e a satisfação de compartilhar algo que tínhamos achado interessante.
Ser aluno: como todos os grupos estavam empenhados e se dedicaram com bastante entusiasmo, me senti estimulada a me envolver nas atividades propostas por cada grupo.
Ser professor exige dedicação , paciência, abertura constante para novos aprendizados e, principalmente, amor pelo que faz."

Gostei de receber o envelope desta colega, compartilho dessa mesma idéia!
Não há docência sem discência! É troca... que resulta de um relacionamento de partilhar, dedicar-se e motivar para o aprender.

Boa noite, colegas
Raquel


Abaixo segue texto da última aula.

Organização da classe em equipes móveis: como professores (grupo responsável por desenvolver a tarefa - dar aula) dividimos a classe em 4 grupos, dando para cada grupo uma tarefa objetiva para ser desenvolvida. Dessa maneira foi realizada uma organização da classe em equipes móveis que estavam reunidas apenas para desenvolver aquela tarefa proposta, ao final da tarefa as equipes eram desfeitas e se passou a trabalhar com o grande grupo.
A organização da classe dessa maneira tornou possível o desenvolvimento do trabalho proposto, situação que seria mais difícil de ser realizada com o grande grupo.

Autor: anônimo


Alberto


Novas Informações
ATENÇÃO
Se você não conseguiu se inscrever no Simpósio Internacional Diagnóstico Precoce de Autismo: Desafio para Educação e Saúde, que será realizado amanhã na PUCRS, comunico que foram abertas mais vagas e que o local mudou para o TEATRO do Prédio 40. Informações relevantes: Data: 22/06/05 Horário: 8 às 13 horas Local: Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) Av. Ipiranga, 6681 Prédio 40, Teatro Porto Alegre - RS Público-alvo: Estudantes e profissionais de diversas áreas do conhecimento, especialmente, ciências da saúde, humanas e sociais; pais e interessados. Inscrições: PUCRS, Prédio 40, Sala 201 ou através do telefone (51) 3320-3680 Segunda a Sexta-feira: horário de atendimento 08h30min às 20h30min HAVERÁ INSCRIÇÃO AMANHÃ A PARTIR DAS 8:30 NA PUCRS, SE AINDA TIVER VAGA. Investimento: R$ 10,00 (dez reais) Todos os participantes receberão um exemplar do vídeo Os diferentes graus do autismo: exame e diagnóstico dos distúrbios do espectro autista e certificado. Contamos com a presença de todos. Atenciosamente, Vivian Missaglia Especialista em Toxicologia Aplicada Mestre em Ciências Médicas: Pediatria Autora do Autismo Brasil Site Visite: http://www.autismo.com.br/ Criadora do Simpósio Internacional Diagnóstico precoce de autismo: um desafio para o Brasil Contato: vivian.missaglia@terra.com.br


Medo a liberdade!
Dois livros. Dois autores. Dois títulos. Dois Professores. Dois EDUCADORES. Mas, são só dois?

Ou, somos todos educadores enfrentando os desafios do ensinar e do aprender?
Quando leio os questionamentos realizados e os comentários que os colegas trazem para o blog, fico me perguntando: "Onde andam os outros?"
Por vezes, me parece que o medo ou a acomodação tomam conta.
O diálogo pressupõe a existência de sujeitos que são donos de suas vidas. O monólogo é próprio das ditaduras e das organizações totalitárias.
Será que o organizar uma tarefa que tivesse sido emitida como uma ordem do tipo : "Vale nota", teria uma resposta diferente?
Ou, como estarão se sentindo os colegas que sequer foram reconhecidops como autores?
Se uma disciplina pretende constituir uma prática comprometida com os sujeitos que dela participam, podemos aceitar esta situação como se nada estivesse acontecendo?
Estas são algumas das perguntas que me ocorrem.
Pode parecer apenas um desabafo, no entanto, para quem pretende, em algum espaço ou tempo de sua vida ser um educador ou uma educadora, fazer de conta que o outro não existe, não é fácil. A mim não me satisfaz!
Parece-me que este é o caminho que conduz para a cegueira branca.
Abraços e aos que trazem as suas idéias para o blog, fica o agradecimento e a provocação para não deixarem a cegueira se difundir!
Carmen


O aluno com envelope 10 escreveu:
" Pensando no papel ser/estar professor...
preparando a atividade de apresentação, foi inevitável não nos colocarmos na posição de ser/estar aluno. Preocupação de despertar interesse pela aula, "aproveitar" conhecimentos/habilidades prévias, tornar o relacionamento mais pessoal, respeitar como pessoas ( não como objetos de pesquisas, em teste), valorização do papel do aluno (sua participação) para bom desempenho do trabalho.
Preparando a atividade com os colegas...,
trabalhar em grupo aceitando e respeitando diferenças, tolerando frustrações, valorizando o outro, preparando-se para imprevistos.
Preparando a atividade com a professora:
várias idéias, problematização, como organizá-las, torná-las atrativas e "práticas" ???
Considerar diferentes formas de trabalhar/agrupamento com vantagens e desvantagens; o que realmente queremos trabalhar no grupo??? "

Brasil


aula de 15/06
O mais importante para mim foi perceber a importância das escolhas que o professor faz no processo pedagógico. Quando decidimos mostras imagens para posterior discussão, precisamos da melhor distribuição espacial das cadeiras para que todos os colegas possam participar das duas etapas da atividade prevista. Ao decidir pela disposição das cadeiras em semi-circulo, privilegiamos a discussão que mostrou bastante rico. Nossa escolha mais importante, foi sobre o momento de expor claramente o referencial teorico que utilizar. As escolhas mostram ao grupo as palavras que desejavamos destacar projetando essas palavras na tela, mas permitimos que as mesmas palavras fossem expressas pelo grupo, o que felizmente aconteceu, e ainda, salientamos o fato de que as conclusões do grupo de discussão coincidirem com o texto.

Aprendendo a aprender
Depois de muito tempo, muito mesmo, hoje consegui entrar no nosso espaço de conversas, ler o que os colegas e amigos escrevem. Não só isso, fui além. Aprendi o caminho de, também, postar alguma coisa. Tudo isso por que? Muito simples, tive ótima professora. A Carmen que vocês todos bem conhecem pelo seus saberes, pela sua amabilidade, pelo seu entusiasmo em ensinar, tomou-me pela mão, clicou onde devia clicar, avançou e recuou, quando necessário. Como não confio na minha memória, pois ela só guarda o que faço, anotei os escaninhos do ir e do vir. Como uma mágica, aqui me encontro, neste belo fim-de-tarde, mandando uma mensagem para este grupo maravilhoso. A tempo. Não aprendi antes, por absoluta falta de tempo. Hoje, um pouco mais próximo da planície, presentei-me com esta novidade.
Quanto ao tema da últim aula, fui contemplado com o envelope 19. O texto fala da importância da proposta estabelecida no grupo. Cada aluno deve escolher um tema para desenvolver num prazo de duas semanas, um trabalho de sua escolha, segundo seus interesses, suas capacidades e ou habilidades. Conte comigo. Em tempo. Carmen: obrigado pleos ensinamentos.
Manfroi


Amigos,
A (o) colega do envelope nº 08 transcreveu um trecho do texto..
"criar um clima e um ambiente de convivência e estéticos, que favoreçam as aprendizagens, se converte numa necessidade da aprendizagem e, ao mesmo tempo, num objetivo do ensino.
...as características dos conteúdos a serem trabalhados determinarão as necessidades especiais."
Zabala pg 132

Meu comentário:
Que difícil a vida de um professor:
Como proceder quando um aluno transcreve um texto? Como saber a real intenção do aluno (que não acrescentou nenhum comentário?) Como saber se o aluno não entendeu a proposta do trabalho ou simplesmente optou pela transcrição? Pior ainda, quando não sabemos quem foi o aluno, e não temos portanto o conhecimento prévio para nos favorecer o julgamento.
Enfim, difícil a vida de professor....
Um abraço,
Talitha

Segunda-feira, Junho 20, 2005


Oi Colegas!! Aí vai o texto do envelope número 13

O que fica para mim dessa disciplina é começar a perceber a importância da educação, ou melhor, da compreensão da relação ensino-aprendizagem para todos nós. Não existe um único modo de ensinar, todas as apresentações que vi nesta turma e todas as outras turmas anteriores demonstram que todos nós podemos ensinar diferente.
Não se aprende só de uma maneira. Para começar aprender com meus atuais alunos de 1 e 2 anos tive que comçar a reelaborar o meu conceito de tempo e espaço para poder interagir com alunos e alunas tão pequenos. Essa afirmação faço no meu relatório final do sétimo semestre do meu curso. Aprendemos e ensinamos diariamente através das nossas relações cotidianas com os demais.

Para mim ficou fácil saber de quem é esse texto...e assim, expresso meus parabéns pela escolha e dizer que compartilho contigo que aprendemos e ensinos a cada dia e com todos que convivemos, basta estármos dispostos a isso...
Abraço a todos
Mauren


Olá pessoal!!
Esta é a mensagem escrita por um colega nosso:

O compartilhar surge com o nascimento: filho x mãe,
flor-orvalho-calor do sol;

O compartilhar se reforça nas necessidades dos outros: conquista do alimento, conquista do reconhecimento pelos outros; do afeto;

O compartilhar se torna força indispensável para fazer junto o crescimento do todo, da solução de problemas

O compartilhar se amplia, se torna infinito na criação.



Lili.-


Olá pessoal!
Este texto é do envelope nº16, escrito na última aula.
" A experiência de ministrar uma aula me deixou um pouco tensa e preocupada. Na medida em que a aula foi se "desenrolando" esta angústia transformou-se em alívio e satisfação por ter alcançado o objetivo proposto. Acho que a diposição da turma em grupos, a troca de idéias com os colegas e depois a atividade individual de cada um, auxiliou no alcance do êxito da atividade proposta, que não limitou-se aopenas a exposição de um tema, mas foi em debate sobre diferente opiniões sobre o assunto.
Assim como a disciplina de Prática Educativa, espero que nossa atividade tenha plantado a semente da "esperança" que nossa educação possa tornar-se cada vez melhor."
Abraços a todos, Fabiana.

Sábado, Junho 18, 2005


Seminário A complexidade do conhecimento na Saúde Coletiva e na Vigilância Sanitária
Agência FAPESP - Refletir sobre os desafios propostos pelos diferentes temas no campo da vigilância sanitária e da saúde coletiva. Esse é o objetivo do seminário “A complexidade do conhecimento na Saúde Coletiva e na Vigilância Sanitária", que será realizado no dia 23 de junho, em São Paulo.

Estarão em pauta os aspectos conceituais e metodológicos da temática, entre eles assuntos como direito à saúde, desigualdade e agravos à saúde, regulação e cidadania, saúde e globalização, violência e acesso à tecnologia. O evento é promovido pelo Centro Colaborador em Vigilância Sanitária da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

Mais informações: cecovisa@fsp.usp.br ou telefone (11) 3061-5757.

Sexta-feira, Junho 17, 2005


A heterogeneidade do nosso grupo que não foi proposital, acredito que enriqueceu o processo de trabalho. Fomos 4 médicos e 1 psicologa, sendo que as especialidades médicas eram diversas: Psiquiatria, Urologia, Nefrologia e Proctologia. Tal heterogeneidade permitiu que diferentes posições de vista fossem avaliados e considerados na elaboração do trabalho, ao mesmo tempo em que na divisão de tarefas cada um pode ficar com a atividade que se sentia mais habilitado a fazer. Do mesmo modo, ao organizar o grande grupo para a atividade proposta de observação do outro, tivemos a preocupação de que as pessoas não escolhessem as duplas por afinidade, permitindo que o contato com alguém menos conhecido (ou menos parecido) permitisse uma situação mais desafiadora.

Cara aluna
Tu vivenciaste na prática, juntamente com teus colegas de grupo, e conseguiu compreender o que a disciplina Prática Educativa em Medicina, se propõe desde a sua criação, que é também a vivencia pelos alunos dessa heterogeneidade que é fundamental para a nossa vida, tendo em vista que todos vocês lidam/trabalham/cuidam/educam (mesmo sem saber) pessoas tão diferentes no seu dia-a-dia. Dar-se conta da importância do estabelecimento respeitoso por parte de todos de um dialogo que constitua aprendizagens é o que a Carmen, o Manfroi e Eu buscamos sempre. Dialogar com o diferente de nós não é nada fácil, mas a vida não é fácil. Muitos dos alunos que já passaram por essa disciplina relataram que não conseguiam entender como pós-graduandos de cursos distintos poderiam estudar juntos. Mas o problema não esta na diferença dos cursos, mas sim nas pessoas que acreditam e/ou querem acreditar que não é possível estudar com colegas com outras formações. Muitos dizem isso, por que na verdade não querem estar/conviver com outros profissionais da saúde. Pois tenho certeza que é possível sim, desde que estejamos abertos para aceitar o outro e seus posicionamentos. Fico muito contente e registro no meu caderno, quando percebo nas apresentações, nas escritas de cada um, nos trabalho de conclusão, nas postagens no Blog, nas discussões em sala de aula ou num simples dialogo entre colegas pelo corredor (ao esperar o inicio da disciplina ou mesmo ao final na saída) do contentamento, da compreensão da disciplina. Sei que a disciplina, não é, e nunca será a salvação do curso de Medicina, mas como uma colega relatou, basta um ou dois alunos saírem com a compreensão da importância da mudança na formação nas áreas da saúde, que já vale por uma turma inteira, pois esses alunos serão os multiplicadores que levaram por onde irem, a sua experiência a outras pessoas, além de modificarem as suas ações/ atitudes na sua profissão. Nunca esqueça de refletir sobre suas ações, as pessoas não são iguais, não tem as mesmas expectativas/experiências/vivências e oportunidades, por isso elas não devem ser comparadas, mas sim compreendidas.
Parabéns e obrigado por ter vivenciado e dialogado com os diferentes sujeitos desta disciplina !!


Quinta-feira, Junho 16, 2005


Olá pessoal !

Esta é a mensagem de um colega da turma:
" Flexibilidade, acho que a grande questão é esta. Tanto na elaboração do trabalho em grupo, quanto na apresentação de uma aula. A pergunta que deve ser feita é: esta é a melhor forma, a mais adequada, quais são as outras possibilidades para alcançar os meus objetivos e contemplar a individualidade de cada membro do grupo."

Meu comentário:
Concordo plenamente com o colega, acho que na medida em que realizamos uma auto-avaliação freqüente de nosso trabalho, com certeza procuraremos fazer o melhor possível na busca de uma educação efetiva. Com certeza, este é um dos caminhos....

Um abração a todos, Adriana

Quarta-feira, Junho 15, 2005


Olá pessoal
Abaixo segue o comentário feito por um colega de turma, que ficou destinado a mim colocá-lo na página.
Um abraço a todos,
Patricia Guerrero

A organização da escola é feita em vários níveis. É dividido em grupos, cada qual com suas características. Dentro disto existem várias atividades e diferentes níveis de gestão. Cada tipo de atividade tem fatores positivos e negativos, demonstrando que não se deve "aceitar" tudo de um modelo e "rejeitar" tudo de outro. Nem tudo é 100% certo ou errado.


Prezados Amigos e Colegas
É com grande satisfação que lhes convido a participar e a divulgar o evento
Simpósio Internacional Diagnóstico Precoce de Autismo:
Desafio para Educação e Saúde
Com a presença do Dr. Ami Klin, Harris Associate Professor of Child Psychology and Psychiatry, Child Study Center, Yale University School of Medicine.
Data: 22/06/05
Horário: 8 às 13 horas Local: Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) Av. Ipiranga, 6681 Faculdade de Educação, Prédio 15, Sala 240 Porto Alegre RS Público-alvo: Estudantes e profissionais de diversas áreas do conhecimento, especialmente, ciências da saúde, humanas e sociais; pais e interessados. Inscrições: PUCRS, Prédio 40, Sala 201 ou através do telefone (51) 3320-3680 Horário de atendimento: 08h30min às 20h30min Investimento: R$ 10,00 (dez reais) OBS: Todos os inscritos receberão um exemplar do vídeo Os diferentes graus do autismo: exame e diagnóstico dos distúrbios do espectro autista e certificado de participação. Em anexo, a programação do evento. Atenciosamente, Vivian Missaglia Especialista em Toxicologia Aplicada Mestre em Ciências Médicas: Pediatria Autora do Autismo Brasil Site Visite: http://www.autismo.com.br/ Criadora do Simpósio Internacional Diagnóstico precoce de autismo: um desafio para o Brasil Contato: vivian.missaglia@terra.com.br
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DIAGNÓSTICO PRECOCE DE AUTISMO:
DESAFIO PARA EDUCAÇÃO E SAÚDE
DATA: 22 de junho de 2005 LOCAL: Faculdade de Educação da PUCRS, Prédio 15, sala 240, Porto Alegre - RS
PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA 8:00 Abertura Participação dos representantes do Governo, das Associações e das Sociedades Médicas.
8:30 Mesa Redonda, Coordenador: Claus Dieter Stobäus
Vivian Missaglia O desenvolvimento neuropsicomotor nos primeiros dois anos de vida, o reconhecimento de alteração no desenvolvimento infantil pela família e o diagnóstico pelo médico em uma amostra de 110 crianças com autismo do Rio Grande do Sul. Veronica Bird Lançamento do Vídeo Os diferentes graus do autismo: exame e diagnóstico dos distúrbios do espectro autista.
Walter Camargos Jr. É possível o diagnóstico precoce do autismo infantil sem a participação do pediatra? Catarina (8m) responde!
Dr. Ami Klin A importância do diagnóstico precoce de autismo no prognóstico de bebês.
12:00 Debate 13:00 Encerramento
PALESTRANTES
Dr. Ami Klin Harris Associate Professor of Child Psychology and Psychiatry, Child Study Center, Yale University School of Medicine, http://www.autism.fm/
Veronica Bird Responsável pela Veronica Bird Charitable Foundation, Fundadora do Ahead with Autism, http://www.aheadwithautism.com/
Vivian Missaglia Especialista em Toxicologia Aplicada, Mestre em Ciências Médicas: Pediatria, http://www.autismo.com.br/
Walter Camargos Jr. Psiquiatra Infantil do Centro Geral de Pediatria Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), http://www.autismo.med.br/
PROMOÇÃO: Veronica Bird Charitable Foundation Ahead with Autism, Faculdade de Educação da PUCRS.
APOIO: Secretaria Estadual da Saúde e Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul, Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil - Capítulo Gaúcho, Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Sociedade de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Gol, Novotel Porto Alegre, UNESUL Turismo.

Terça-feira, Junho 14, 2005


Vampirizando as imagens e deixando rastros...
Seguem mais algumas pistas da contrução de links utilizando imagens disponíveis em rede.
Estas imagens estão apresentadas no site de divulgação para podermos descobrir outras tantas...
Por de sol
flores
Cidade antiga
Cisne
Explosão de cor como textura
Detalhes que podem passar desapercebidos num rápido olhar, podem ganhar outros sentidos.


Para quem gosta de boas imagens...
Recomendo alguns endereços:
Refugiados
Nações Unidas e refugiados
As fotos de Sebastião Salgado são importantes para lermos o mundo não olhando apenas para nosso próprio umbigo.
Podemos pesquisar/consultar também no Dicionário visual que abre espaços para outros links de imagens e congêneres, na rede. Esta última é uma dica da Suzana, esta internauta e blogeira que vive no mundo e por vezes nos dá visibilidade, tal como fez na semana anterior no Jornal do Brasil on line.
AGORA, para quem gosta de escrever, podemos começar a ler estas imagens e traduzí-las em texto.
Vamos fazer juntas e juntos?
Fica o convite. Para alguns, convocação!
Até mais



Quarta-feira, Junho 08, 2005


Professora Carmen e professor Manfrói!

Estamos chegando ao fim de nosso curso de Pratica Educativa. Quero antecipar meus sinceros agradecimentos pela enorme e inquestionável ajuda que vocês me deram nesta minha caminhada acadêmica.
Vou levar uma ótima imagem de vocês!!! Além dos ensinamentos éticos e morais, uma bela lição de vida. Acho que tenho muito que estudar diante do estímulo que recebi por parte de vocês. Minha motivação foi renovada. Minha alegria de colhecê-los foi imensa.
Espero poder continuar e quem sabe um dia me tornar parecido com vocês...
Um grande abraço
Decio




SOBRE VACAS E MOEDORES


Rubem Alves

 
           Um amigo tinha um sítio. Colocou nele uma vaca. A vaca lhe dava uma enorme despesa. Teve de construir um estábulo, além de comprar uma picadeira da cana para a ração. As pessoas ajuizadas de sua família tentaram trazê-lo de volta à razão.(...)Mas ele confessava: "Eles não entendem... Eu não tenho a vaca por causa do leite. Eu tenho a vaca porque gosto de ficar olhando pra ela, aqueles olhos tão mansos, aqule ar tão pálido, tão diferente das pessoas com quem lido...Tenhoa avaca porque ela me faz ficar tranqüilo...". (...)O relinchar de um cavalo é um grito de guerra. Mas o mugido de uma vaca, apito rouco de um navio vagaroso, soa como uma oração... "de profundis..."(...)
         (...)Passei pelo açougue, lugar onde a mansidão bovina é transformadaem utilidade comercial. Para serem úteis elas têm de morrer. Sobre um balcão, um moderníssimo moedor de carne.(...)Por um buraco à direita entram os pedaços de carne.(...)Na outra extremidade do moedor elétrico há um disco cheio de orifícios. Por eles esguicha a carne moída, que vai caindo em uma bandeja. terminada a operação, o açougueiro toma um punhado de carne e o coloca sobre um pedaço de plástico, e por meio de uma manipulação destra, enrola-a sob a forma de um rolo, como de fosse um salame. E assim vai repetindo. sobre o balcão os rolos vão se aculmulando, todos iguais, um ao lado do outro.(...)
         Meditei sobre o destino das vacas(...)Olhei para a carne cortada, o moedor, os rolinhos e vi uma outra: escolas! Assim sãos as escolas...As crianças são seres oníricos, seus pensamentos têm asas(...)Como as vacas de olhos mansos são belas, mas inúteis. E a sociedade não tolera a inutilidade.(...)Como as vacas, elas têm de passar pelo moedor de carne. Pelos discos furados, as redes curriculares, seus corpos e pensamentos vão passando. Todas estão transformadas numa pasta homogênea. estão preparadas para se tornar socialmente úteis.(...)
         Hoje, quando escrevo, os jovens estão indo para os vestibulares. O moedor foi ligado. Dentro de alguns anos estarão formados. Serão profissionais. E o que é um profissional se naão um um corpo que sonhava e que foi transformado em ferramenta? As ferramentas são úteis. Necessárias. Mas - que pena - não sabem sonhar...



À turma de Prática Educativa
Vagner

Terça-feira, Junho 07, 2005


Tarefa para a aula de 8/6/05
Reflexões sobre as vivências pedagógicas

Entusiasmo: tem sido muito bom perceber como as tarefas transformaram os colegas e estimularam a participação.
Otimismo: este é o sentimento em relação ao que está por vir - professores preocupados com o seu aprendizado e com o aprendizado do aluno.
Qualificação do ensino: este é o resultado de uma disciplina que busca, através do incentivo à criatividade do aluno, promover a reflexão sobre as diferentes técnicas de ensino/aprendizagem.

Parabéns aos colegas!!!
Eliane

Quarta-feira, Junho 01, 2005


Para a aula de 15 de junho
Mãos
Mãos em movimento
Mãos de artista
Artista e mãos


Ola!
Manfroi testando o blog!!!!

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