.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Sexta-feira, Agosto 19, 2005


Temáticas selecionadas na aula do dia 17/08
Grupo 1 - Fundamental para a formação dos professores da área da saúde:
Possibilitar a dedicação maior ao ensino
Tempo (valorização)
Remuneração digna aos professores
Experiências prévias em outras instituições no país e no exterior
Boa formação prévia na graduação e na especialização
Motivação pessoal (externa ou interna)
Aprender como ter boa atitude e boa oratória
Grupo 2- Questionamentos:
Mestrado e doutorado são necessários para ser professor?
Exigência do MED Status E a vivência prática?
Alguns sabem passar e não tem titulação. Outros tem titulação e não conseguem.
Baseado nos livros e a prática? (Consideramos a importância de ambos)
Tipos de Universidades
Assistencialista
Formadora de conhecimento
Remuneração
Grupo 3 - Pontos a serem considerados no ensino da área da saúde:
Equilíbrio do professor/profissional entre conhecimento teórico e a vivência prática
Didática como passar o conhecimento
Identificação turma/alunos
Grupo 4 Propostas:
Definição: O que é ser professor?
Métodos de avaliação
Métodos de ensino
Grupo 5 Motivação
Séries iniciais:
falta de atentar para as aulas
falta de formação
falta de estímulo próprio para estudar
falta de estímulo de fora
falta de valorização levar a sério
baixo rendimento
não cumprir o programa
não há planejamento
Políticas de ensino
No passado a base era melhor. Porque?
Ganhava-se mais?
Era bem mais valorizado
Os colégios colocavam limites, os professores tinham poder
Tem que ter prazer também
Proposta:
Valorização
Limites
Formação

Terça-feira, Agosto 16, 2005


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE MEDICINA - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

Professor Dr.: WALDOMIRO CARLOS MANFROI
Professora Drª.: CARMEN LUCIA BEZERRA MACHADO
Professora (Monitora): SÔNIA REGINA SILVA PEDROSO


Plano de trabalho Prática Educativa em Medicina - 2005/02

A disciplina visa a qualificar o ensino de Pós-Graduação em Medicina, atender as necessidades dos pós-graduandos em saúde nesta Universidade, quanto:
# ao seu conhecimento e aperfeiçoamento sobre as práticas educativas;
# à criação de espaços de reflexão e debate interdisciplinar a respeito das questões educativas atinentes ao papel social do professor de profissionais da saúde, na sociedade brasileira;
# aos vínculos entre ensino, extensão e pesquisa.

JUSTIFICATIVA
A disciplina atende às solicitações dos pós-graduandos da FAMED/UFRGS, oriundos dos diferentes cursos de graduação da área da saúde, manifestas pelos alunos e ratificadas pelos professores. O caráter de adesão voluntária busca atender à formação pedagógica necessária à formação médica e constituir um espaço de discussão das práticas educativas cotidianas dos profissionais da saúde que permitem compreendê-las, conhecer as relações entre professores e alunos, presentes nas relações entre médicos e pacientes e seus pressupostos teórico-práticos, nos nexos entre princípio educativo e prática pedagógica.A inter/transdisciplinaridade encontra na confluência entre ensino-pesquisa e extensão uma possibilidade concreta de convívio e troca de experiências neste tipo de grupo, e possibilita produzir novos conhecimentos para a área da educação universitária no Brasil.
OBJETIVOS

Para atender as solicitações dos pós-graduandos em Medicina da UFRGS, quanto ao aperfeiçoamento e qualificação pedagógicos ( domínio das formas do fazer pedagógicos) no espírito da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para o exercício da docência, o presente plano propõe:
# Propiciar aos pós-graduandos em Medicina da UFRGS um espaço de discussão, análise e comunicação das questões relacionadas à Universidade em sua interface com a educação médica em perspectiva interdisciplinar;
# Conhecer e compreender a prática educativa e os pressupostos teórico-metodológicos dos educadores universitários quanto aos diferentes conhecimentos envolvidos: em nível institucional, profissional, cotidiano, pessoal, filosófico, científico e de cidadania.
# Discutir a relação pesquisa / ensino-aprendizagem na prática educativa, considerando as tecnologias disponíveis.
PROGRAMAÇÃO DE ATIVIDADES
1. Disciplina de Pós-Graduação: Prática Educativa em Medicina
2. Consultoria às diferentes áreas educativas, conforme solicitações dos pós-graduandos.
3. Discussões através do Blogg da disciplina Prática Educativa no endereço: http://www.ufrgs.br/tramse/med4. Reuniões de estudo, planejamento e avaliação do Projeto de cada um dos pequenos grupos temáticos que se formarem.OBS: Marcar hora para reuniões de estudo e/ou planejamento de trabalho, na seguinte disponibilidade: 4ª feira - 10h às 12h ou 6ª feiras - das 14 as 16 h.
CONTATOS
E-mail: carmen@edu.ufrgs.br ou soniapedroso@yahoo.com.br
Local: Faculdade de Educação - sala: 810
Fone: 3316.4144 e/ou 92440262
PRÁTICA EDUCATIVA EM MEDICINA
Período: 2005/02 - Horário: 4° feiras, 8h às 10h - aula.
Local: Laboratório de Ensino - 4º andar - Prédio Ciclo Básico/Saúde/ UFRGS
Carga Horária Total (CHT): 60 horas/aula
ORGANIZAÇÃO DA DISCIPLINA
A disciplina será oferecida aos alunos dos cursos de Pós-Graduação em Medicina obedecendo às seguintes características:
* Turmas constituídas heterogeneamente por alunos dos diferentes cursos dos Programas de Pós-Graduação em Medicina;
* Ênfase na relação ensino - pesquisa, onde cada aluno individualmente realiza pesquisa sobre temática específica, em níveis diversificados;
* Atendimento aos temas propostos, a partir das sugestões apresentadas em aula, conforme os interesses da turma, e selecionados em planejamento participativo;
* Registro e discussão por meio eletrônico no acesso ao endereço do "blog", em atividades semanais complementares às realizadas em aula presencial.
AVALIAÇÃO
* Critérios de avaliação:
VF - Veracidade e fidedignidade presente nos trabalhos realizados;
OCC - Objetividade e clareza de linguagem na construção dos textos;
CTA - Consistência teórica e articulação com a prática educativa;
ORTM- Observância nas referências teórico-metodológicas propostas.
* Instrumentos de avaliação:
- Leitura, fichamento e discussão da bibliografia indicada semanalmente por rede, bem como de outras referências a serem combinadas com o grupo, relacionadas aos seus interesses de pesquisa;
- Pequenos textos elaborados individualmente em aula e/ou no "blog";
- Planejamento, organização em grupo de vivência de aula para os colegas;
- Relatório da pesquisa realizada ao longo do semestre, sob forma de artigo científico, utilizando as aulas ministradas pelos grupos como fonte empírica;

REFERÊNCIAS:
ABRAMOVICH, Fanny (org). Meu professor inesquecível: ensinamentos e aprendizados contados por alguns dos nossos melhores escritores. São Paulo: Gente, 1997.
BIREAUD, Annie. Os métodos pedagógicos no ensino superior. Porto: Porto Editora, 1995. (Coleção Ciências da Educação, n. 14)
CATANI, Denice Bárbara et al. Docência, Memória e gênero: estudos sobre formação. São Paulo: Escrituras, 1997, p. 63-74.
____________. Práticas de formação e ofício docente, In : A vida e o ofício dos professores. São Paulo: Escrituras, 1998.
CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000.
CUNHA, Maria Isabel da. Inovação como perspectiva emancipatória no ensino superior: mito ou possibilidade In: Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa / Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE). Rio de Janeiro, DP&A, 2000 - p.133 - 148.
DELORS, Jaques. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, Brasília, DF:MEC-Unesco, 1999.
FREIRE, Paulo e SHOR, Ira. Medo e Ousadia: o cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia:saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1998. **
____________. Pedagogia da Indignação. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
____________. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
____________. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.
____________. A sombra da mangueira. São Paulo: Olho D'Água , 1995.
____________. O caminho se faz caminhando: conversas sobre educação e mudança social. Petrópolis: Vozes, 2003.
____________. Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho D'Água, 2003.
____________. Que fazer: teoria e prática em educação popular. Petrópolis: Vozes, 2001.
____________. Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez, 2001.
____________. Fazer escolar conhecendo a vida. Campinas: Papirus, 1995.
____________. A importância do ato de ler: três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1994.
____________. A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 2000.
____________. O professor universitário como educador. In: Adverso: revista da Associação de docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. V.5, n 6 (dez, 1994). P.2-4
____________. Professor Paulo Freire e a questão da formação docente. In: Espaço pedagógico. Passo Fundo, RS, V 6, n. 2 (dez.1999). P.125-138
____________. A paixão de mudar, de refazer, de criar... In: Universidade e Sociedade (São Paulo). São Paulo, V.1, n.1 (fev.1991). P.47-50
GIROUX, Henry. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre, Artes Médicas, 1997.
GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.INTERFACE - Comunicação, saúde, educação. Fundação UNI Botucatu/Unesp.
LARROSA, Jorge. Pedagogia Profana: danças, piruetas e mascaradas. Belo Horizonte, Autêntica, 1999.
LEITE, Denise e MOROSINI, Marília (org). Pedagogia Universitária: conhecimento, ética e política no ensino superior. Porto Alegre, Editora da Universidade/UFRGS, 1999.
LUCARELLI, Elisa. Enseñar y aprender en la Universidad: la articulacion teorica-practica como eje de la innovación en la aula universitaria; In : Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa /Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE). Rio de Janeiro, DP&A, 2000 - p. 149-162.
MACHADO, Carmen e MANFROI, Waldomiro (orgs) ."Necessidades de Referências Pedagógicas para o Ensino de Cardiologia no Curso de Graduação, 2001".
MORAIS, Regis de(org). Sala de aula: que espaço é este? Campinas: Papirus, 1986.
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.
NÓVOA, Antônio (org). Profissão Professor. Portugal, Porto Editora, 1999.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens entre duas lógicas. Porto Alegre, Artes Médicas, 1999.
PRIORE, Mary Del (org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2004. Mágia e Medicina na Colônia: o corpo feminino. P.78-114
Revista Brasileira de Educação Médica - ABEM. Rio de janeiro.
SACRISTÃN, J. Gimeno, PEREZ Gomez, A I. Compreender e transformar o ensino. 4ª edição, Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
SANTOS, Boaventura de Souza. Para uma pedagogia do conflito, In: SILVA, Luis Heron da. alli; Novos Mapas Culturais, Novas Perspectivas Educacionais. Porto Alegre, Sulina.
SARAMAGO, José. Ensaios sobre a cegueira: romance. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.*
SAUL, Ana Maria. Avaliação Emancipatória: desafio à teoria e à prática de avaliação e reformulação de currículo. São Paulo, Cortez / Autores Associados, 1998.
STEBAN, Maria Teresa (org) . Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. Rio de Janeiro, DP&A, 1999.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da Aprendizagem: prática de mudança - por uma práxis transformadora. São Paulo, Libertad, 1998.
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre, ArtMed, 1998.*
Leitura obrigatória
**Cada aluno pode escolher um das referências de Paulo Freire listada aqui, para realizar a leitura individual.

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