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Quarta-feira, Abril 26, 2006
Comentário do grupo com relação à comunicação em saúde com base na reportagem do jornal ? Útero de mulher é retirado por engano
É consenso do grupo que houve neste caso uma série de erros, na qual não só a auxiliar de enfermagem e cirurgião, mas toda a equipe errou e são responsáveis pelo dano causado a paciente e família.
Quando falamos em toda a equipe, nos referimos à administração do hospital, ao cirurgião ao anestesista, ao enfermeiro, os auxiliares de sala, enfim todos que se envolveram com o caso. Pois a Instituição deve possuir uma rotina que garanta a segurança para o procedimento cirúrgico dos pacientes. Pelo descrito na reportagem, não foi conversado com a pacientes na sua admissão no bloco cirúrgico, os dados da pacientes não foram checados por nenhum membro da equipe e os dados do prontuário não foram conferidos? Esses procedimentos na nossa experiência são necessários e preveniriam o erro. É inconcebível que não se proceda desta forma antes de uma cirurgia.
Ressaltamos ainda, o fato de ser uma paciente jovem que iria se submeter a uma cirurgia de esterilização que provavelmente necessitaria por parte da equipe interdisciplinar uma maior atenção e acolhimento.
Nenhum dos profissionais envolvidos na cirurgia parou para ouvir a paciente quando ela relatou minutos antes da cirurgia que a não havia feito a ultrassonagrafia. Isso nos faz refletir sobre a dificuldade que temos de realmente nos comunicarmos com as pessoas. Pois, muitas vezes, elas nos dizem coisas importantes e nós profissionais seguimos nossa rotina, independente do que o paciente, nosso cliente, esta nos informando. E isto é justificado pela quantidade de atividades dos mesmos e em outros casos pela convicção de que ?sei fazer meu trabalho e não aceito interferências?. O ouvir é necessário, é humano, é ser profissional e ser gente.
Acreditamos que de todos os erros ocorridos, neste caso, o menor tenha sido o nome errado da cirurgia, se é que os erros podem ser quantificados. Pois este profissional normalmente não tem contato prévio com o paciente, na realidade na maior parte das vezes não o conhece. É interessante destacar, que o profissional (auxiliar de enfermagem) que se encontra num patamar inferior numa escala hierárquica, e que, portanto detém menor poder, já foi punido.
Grupo da frente (favor colocar seus nomes e fazer as devidas correções)
Um abraço
Isabel Cristina Echer
É consenso do grupo que houve neste caso uma série de erros, na qual não só a auxiliar de enfermagem e cirurgião, mas toda a equipe errou e são responsáveis pelo dano causado a paciente e família.
Quando falamos em toda a equipe, nos referimos à administração do hospital, ao cirurgião ao anestesista, ao enfermeiro, os auxiliares de sala, enfim todos que se envolveram com o caso. Pois a Instituição deve possuir uma rotina que garanta a segurança para o procedimento cirúrgico dos pacientes. Pelo descrito na reportagem, não foi conversado com a pacientes na sua admissão no bloco cirúrgico, os dados da pacientes não foram checados por nenhum membro da equipe e os dados do prontuário não foram conferidos? Esses procedimentos na nossa experiência são necessários e preveniriam o erro. É inconcebível que não se proceda desta forma antes de uma cirurgia.
Ressaltamos ainda, o fato de ser uma paciente jovem que iria se submeter a uma cirurgia de esterilização que provavelmente necessitaria por parte da equipe interdisciplinar uma maior atenção e acolhimento.
Nenhum dos profissionais envolvidos na cirurgia parou para ouvir a paciente quando ela relatou minutos antes da cirurgia que a não havia feito a ultrassonagrafia. Isso nos faz refletir sobre a dificuldade que temos de realmente nos comunicarmos com as pessoas. Pois, muitas vezes, elas nos dizem coisas importantes e nós profissionais seguimos nossa rotina, independente do que o paciente, nosso cliente, esta nos informando. E isto é justificado pela quantidade de atividades dos mesmos e em outros casos pela convicção de que ?sei fazer meu trabalho e não aceito interferências?. O ouvir é necessário, é humano, é ser profissional e ser gente.
Acreditamos que de todos os erros ocorridos, neste caso, o menor tenha sido o nome errado da cirurgia, se é que os erros podem ser quantificados. Pois este profissional normalmente não tem contato prévio com o paciente, na realidade na maior parte das vezes não o conhece. É interessante destacar, que o profissional (auxiliar de enfermagem) que se encontra num patamar inferior numa escala hierárquica, e que, portanto detém menor poder, já foi punido.
Grupo da frente (favor colocar seus nomes e fazer as devidas correções)
Um abraço
Isabel Cristina Echer
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)

