.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Quarta-feira, Abril 26, 2006


Da construção das Diretrizes Curriculares à formação de um profissional da área da saúde


A reportagem de ZH (17/04/06) serviu como base para a construção do meu pensamento sobre as diretrizes curriculares e sua relação com a formação docente.
Vimos na última aula que a construção das Diretrizes Curriculares está longe de ser um processo fácil de ser realizado e que a distância entre o pensamento teórico e a prática é muito maior que podíamos imaginar.
Estou convicta que a construção das Diretrizes Curriculares deve estar apoiada em pilares como a observação, a concentração, o olhar crítico e a preocupação com o saber e o conhecimento.
No entanto, após ler a reportagem e refletir sobre o assunto, vi a importância de outros alicerces para a construção das Diretrizes Curriculares: o humanismo, o amor ao próximo e o respeito. Conceitos que não estão explícitos ao ler as Diretrizes, mas que são fundamentais à formação de profissionais voltados à área da saúde.
A preocupação em formar profissionais cada vez mais capacitados a desenvolver suas habilidades faz com que professores deixem de lado ensinamentos a respeito da integridade do homem e se voltem para questões mais técnicas referentes à suas profissões.
Acredito que as Diretrizes Curriculares cumprem o papel de esclarecer as competências , habilidades e o objeto de estudo do profissional. Quanto a esses aspectos, penso que a prática não se afasta tanto do modelo teórico.
A formação do profissional da área da saúde requer uma maior reflexão quanto aos aspectos humanista, crítico e reflexivo.
O professor deve ter um papel de facilitador e mediador do processo de formação profissional e esse processo deve estar baseado em pilares concretos e humanistas.
Diretrizes Curriculares voltadas à formação de um profissional ?completo? poderá evitar situações como a relatada na reportagem do jornal Zero Hora.

Vanessa R. Mássia