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Quarta-feira, Abril 26, 2006
DÚVIDAS E INQUIETAÇÕES SOBRE CURRÍCULO
A minha maior inquietação acerca do currículo é quanto à especificidade com que a Academia nos prepara. De certa forma, realizamos a nossa formação técnica e de nada entendemos sobre outras áreas.
Na última aula, no dia 19/04/06, presenciei um colega médico dizendo que há uma falha no Currículo da Medicina, pois forma profissionais que nada entendem de Ciências Qualitativas. Como advenho do Direito, também temos uma grande falha que é a falta de objetividade que as Ciências Exatas, por exemplo, conferem aos profissionais deste ramo do saber. É comum lermos textos, petições e artigos em que não temos uma visão clara de onde o autor, ou profissional, quer chegar. Parece não haver uma lógica, mas sim um mero devaneio, sem início, meio e fim.
Ao me deparar com o estudo para preparação das provas de Bioestatística e Epidemiologia, recordei uma Renata que há muito eu não via, ou seja, há uma parte de mim que necessita de concretude, que necessita da objetividade, tendo em vista que no Direito lidamos muito com a subjetividade e nos tornamos muito pouco práticos.
Ao ler sobre as Diretrizes Curriculares, no site do Ministério da Educação, percebi que também há esta preocupação, pois dentre os Princípios das Diretrizes, encontrei:
Incentivar uma sólida formação geral (...)
Como comentei em aula, e, verdadeiramente acredito, que um Currículo adaptado e flexível, com enfoque na diversidade, de forma multidisciplinar (como lembrou a colega) formará profissionais mais preparados a responder às demandas existentes em nossa sociedade.
Por isso pretendo retornar à Academia e estimular, de alguma forma, seja por meio de aulas como a que tivemos no dia 12/04, em que foi convidada uma professora de outra área, ou, por meio de pesquisas e/ou outras formas (que ainda desejo descobrir) a formação de meus alunos para torná-los aptos a responder as demandas existentes em nossa sociedade, que se tornou por deveras complexa.
Por derradeiro, gostaria de registrar que a maneira com que são ministradas as aulas de Prática Educativa tem me trazido muito estímulo, pois nunca sei qual será a proposta da aula seguinte e a curiosidade faz com que eu fique ávida por nossos encontros. A dedicação com que vocês preparam a aula tem me feito questionar sobre o que o professor Monfroi ponderou na aula passada sobre a profissionalização do professor.
Atenciosamente,
Renata Sacco dos Anjos.
A minha maior inquietação acerca do currículo é quanto à especificidade com que a Academia nos prepara. De certa forma, realizamos a nossa formação técnica e de nada entendemos sobre outras áreas.
Na última aula, no dia 19/04/06, presenciei um colega médico dizendo que há uma falha no Currículo da Medicina, pois forma profissionais que nada entendem de Ciências Qualitativas. Como advenho do Direito, também temos uma grande falha que é a falta de objetividade que as Ciências Exatas, por exemplo, conferem aos profissionais deste ramo do saber. É comum lermos textos, petições e artigos em que não temos uma visão clara de onde o autor, ou profissional, quer chegar. Parece não haver uma lógica, mas sim um mero devaneio, sem início, meio e fim.
Ao me deparar com o estudo para preparação das provas de Bioestatística e Epidemiologia, recordei uma Renata que há muito eu não via, ou seja, há uma parte de mim que necessita de concretude, que necessita da objetividade, tendo em vista que no Direito lidamos muito com a subjetividade e nos tornamos muito pouco práticos.
Ao ler sobre as Diretrizes Curriculares, no site do Ministério da Educação, percebi que também há esta preocupação, pois dentre os Princípios das Diretrizes, encontrei:
Incentivar uma sólida formação geral (...)
Como comentei em aula, e, verdadeiramente acredito, que um Currículo adaptado e flexível, com enfoque na diversidade, de forma multidisciplinar (como lembrou a colega) formará profissionais mais preparados a responder às demandas existentes em nossa sociedade.
Por isso pretendo retornar à Academia e estimular, de alguma forma, seja por meio de aulas como a que tivemos no dia 12/04, em que foi convidada uma professora de outra área, ou, por meio de pesquisas e/ou outras formas (que ainda desejo descobrir) a formação de meus alunos para torná-los aptos a responder as demandas existentes em nossa sociedade, que se tornou por deveras complexa.
Por derradeiro, gostaria de registrar que a maneira com que são ministradas as aulas de Prática Educativa tem me trazido muito estímulo, pois nunca sei qual será a proposta da aula seguinte e a curiosidade faz com que eu fique ávida por nossos encontros. A dedicação com que vocês preparam a aula tem me feito questionar sobre o que o professor Monfroi ponderou na aula passada sobre a profissionalização do professor.
Atenciosamente,
Renata Sacco dos Anjos.
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)