.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Quinta-feira, Abril 20, 2006


Para nossa próxima aula
Sônia e eu planejamos o que segue:
Atividade:
1) Leia a reportagem abaixo e reflita relacionando as discussões realizadas na aula do dia 19 de abril de 2006 sobre Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos da saúde.
2) Organize e registre num único texto relações entre:
a) Construção de um currículo da saúde
b) Formação docente
c) A Reportagem ZH - 17/04/2006
Este é o material que servirá de senha para a nossa aula do dia 26 de abril.
Bom feriadão, com ou sem trabalho!

Reportagem ZH - 17/04/2006
"Mulher tem útero retirado por engano

Um erro médico acabou com o sonho da lavradora Maria Helena Zibell, 29 anos, de ter mais um filho. Maria Helena, que mora em Santa Maria de Jetibá (região serrana do Espírito Santo), entrou no Hospital Beneficente Concórdia para operar uma fístula (espécie de furúnculo ou infecção) na região anal mas, ao acordar, notou ao lado da cama um pote de vidro com o próprio útero. A lavradora afirma ter percebido que, na sala de cirurgia, os profissionais do hospital falavam sobre outro procedimento e sobre uma ultra-sonografia. Ela chegou a dizer que não tinha feito esse exame, antes de ser anestesiada. - Quando acordei no quarto, vi uma sonda e achei estranho. Na mesa, tinha um vidro com alguma coisa dentro. Perguntei o que era, e a enfermeira disse que era Meu útero. Entrei em desespero ? contou Maria Helena.
Enfermeira teria preenchido errado o nome da cirurgia
O médico que fez a cirurgia, Lourival Berger, afirmou que foi induzido ao erro. Segundo ele, que é cirurgião há 31 anos, uma técnica em enfermagem preencheu o nome da cirurgia de maneira incorreta. Escreveu histerectomia (operação para retirada do útero), em vez de fistulectomia (retirada de fístula). - Foi uma sucessão de erros por causa de um sistema interno que não funciona de forma adequada - disse Berger.
Há 10 dias, Maria Helena havia feito uma consulta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com o médico que a operou, mas ele não a reconheceu. A lavradora tem um filho de sete anos de outro relacionamento e está noiva. Tinha planos de casar no final do ano e ter outro filho, mas o médico afirma que o problema é irreversível. - Acabaram com a vida de duas pessoas - desabafou o noivo, Mauro Laurett. A administração da unidade admitiu a falha e informou que foi aberto processo administrativo para apurar o caso. A enfermeira responsável pelos
avisos no quadro de cirurgias foi suspensa, segundo o hospital.
De acordo com o Conselho Regional de Medicina, se houver denúncia formal contra o médico, uma sindicância será aberta para apurar se houve infração ao código de ética médica. O médico pode ter o diploma cassado se a denúncia for confirmada."