.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Quarta-feira, Maio 10, 2006


Aula nossa de cada dia
Prof. Manfroy, gostei da idéia!

segue o texto da última aula com seus vários erros gramáticais...
Queridos colegas, saibam que eu adoro receber comentários.
Abs Paulo Jobim

A proposta da aula era que cada aluno preparasse uma aula sobre coração. No primeiro momento foi realizado um sorteio para ver quem seriam os felizardos apresentadores. Houve ainda alguma hesitação por parte dos alunos sorteados em revelar seu número contemplado. Depois que a professora alertou que iria olhar os números um a um o pessoal cedeu.
Quatro alunas foram à frente cumprir a atividade. Um não tinha feito nada sobre o coração e pediu para não apresentar. Não foi atendida. Outra não sabia muito sobre o coração, apenas legislação. E por fim, as outras duas restantes tinham feito a tarefa e já tinham estudado o coração.
A primeira a falar foi a que não sabia muito sobre o coração. Ela começou perguntando quem sabia coisas do coração e explicando que para ela, este foi um difícil tema porque não conhecia nem as artérias. Mas ressaltou que amou estudar o coração, que órgão magnífico! O coração era como a constituição federal, se ele estivesse funcionando bem o resto lhe acompanhava. Perfeito! Ela arrancou belas risadas da turma e teve um discurso digno de uma advogada. Por fim, arrancou aplausos e virou objeto de admiração da turma por sua paixão pelo coração.
A segunda foi uma das que sabia bem a matéria, conhecia bem as artérias e nos trouxe o mecanismo de origem da aterosclerose. Sua oratória gerou um belo debate que só terminou pela falta de tempo. Esta também foi admirada. Mas pelo domínio do conteúdo e serenidade em transmiti-lo, me lembrou muito meu psiquiatra. Arrancou aplausos.
Em seguida foi a vez da outra aluna que também tinha um vasto conhecimento e nos trouxe a questão do tratamento das doenças do coração. Desta vez usando exemplo de situações e as suas respectivas repercussões clinicas, parecia médica. Novamente surgiu a admiração da turma pela ótima didática e lá se foram os aplausos.
Por fim a aluna que não tinha feito a tarefa começou a falar e agradecer o ato de solidariedade de um dos colegas que lhe emprestou seu material. Desculpou-se por estar despreparada e como ninguém tomava remédio para o coração, se apresentou como usuária de beta bloqueadores. De forma descontraída contou seus sintomas pré e pós medicação. Conseguiu também ganhar a turma como as três alunas anteriores. Foi ovacionada e admirada por não ter feito a atividade e ter se saído bem (mais por ter se saído bem do que por não ter feito a tividade), além de usar beta-bloqueadores. Pelo jeito de falar alguma coisa me diz que esta era bióloga. Só um palpite!
Além de aprendermos um bocado sobre nossos corações, vimos o que a de melhor em cada uma das professoras em seus diferentes estilos de apresentação. Todas foram bem suscedidas, assim como a atividade proposta. Todos ficamos avisados: A próxima dor no peito, duas aspirinas e propanolol!