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Quarta-feira, Maio 03, 2006
Comentário sobre Comunicação:
Em relação ao filme que assistimos, e a nossa discussão em turma sobre os avanços da tecnologia e o reflexo disso no processo de comunicação, há muitos pontos interessante para reflexão. O filme retrata muito bem a dificuldade que existe em ouvir o outro, livre de nossos pré-conceitos e opiniões. O taxista foi desqualificado em uma situação e logo depois repetiu isso com uma passageira cega. Embora houvesse curiosidade em seus questionamentos sobre a vida da passageira, ele já possuía a sua opinião sobre ela, que não o permitiu "ver" mais nada... Nessas duas situações observamos a questão do poder, onde aquele que acreditava estar em uma situação "privilegiada", de alguma forma transpôs isso na sua forma de comunicar. Em sala de aula quantas vezes isso se repete nas relações entre professor e aluno, onde um é dotado de saber, o que o torna superior, e ao outro é dado o lugar passivo de mero receptor de conhecimentos...
Situações semelhantes repetem-se com freqüência, todos os dias, aonde houver seres humanos e relações de poder envolvidas, como na comunicação entre médico e paciente. Sabemos da precariedade do Serviço Único de Saúde, mas acredito que essas dificuldades não justifiquem tantas outras...
Ao paciente cabe o direito de ser ouvido livre de preconceitos e também de receber informações sobre o seu estado, de forma que possa entendê-las, assim como as suas receitas e prescrições médicas. E sabemos que isso muitas vezes não ocorre, e aquele que está em uma posição superior por vezes desvaloriza a capacidade de compreensão do paciente e da ajuda que pode oferecer tendo uma atitude mais humana para com ele. Creio que aí também entra a questão de quais valores são realmente importantes para aqueles que dedicam suas vidas para se dedicar ao "cuidado" de outras.
Em relação aos avanços tecnológicos, com certeza temos cada vez mais facilidades nesse sentido, e também somos solicitados a nos adequar a elas, nos adaptando as mudanças que ocorrem em nossos relacionamentos com as facilidades da internet... Mas acredito que também não podemos esquecer de impor alguns limites, "quando pudermos", para não entrarmos nessa corrida maluca da supervalorização do desempenho, pois senão nas próximas décadas os nossos relacionamentos serão apenas virtuais...
Cláudia Wachleski
Em relação ao filme que assistimos, e a nossa discussão em turma sobre os avanços da tecnologia e o reflexo disso no processo de comunicação, há muitos pontos interessante para reflexão. O filme retrata muito bem a dificuldade que existe em ouvir o outro, livre de nossos pré-conceitos e opiniões. O taxista foi desqualificado em uma situação e logo depois repetiu isso com uma passageira cega. Embora houvesse curiosidade em seus questionamentos sobre a vida da passageira, ele já possuía a sua opinião sobre ela, que não o permitiu "ver" mais nada... Nessas duas situações observamos a questão do poder, onde aquele que acreditava estar em uma situação "privilegiada", de alguma forma transpôs isso na sua forma de comunicar. Em sala de aula quantas vezes isso se repete nas relações entre professor e aluno, onde um é dotado de saber, o que o torna superior, e ao outro é dado o lugar passivo de mero receptor de conhecimentos...
Situações semelhantes repetem-se com freqüência, todos os dias, aonde houver seres humanos e relações de poder envolvidas, como na comunicação entre médico e paciente. Sabemos da precariedade do Serviço Único de Saúde, mas acredito que essas dificuldades não justifiquem tantas outras...
Ao paciente cabe o direito de ser ouvido livre de preconceitos e também de receber informações sobre o seu estado, de forma que possa entendê-las, assim como as suas receitas e prescrições médicas. E sabemos que isso muitas vezes não ocorre, e aquele que está em uma posição superior por vezes desvaloriza a capacidade de compreensão do paciente e da ajuda que pode oferecer tendo uma atitude mais humana para com ele. Creio que aí também entra a questão de quais valores são realmente importantes para aqueles que dedicam suas vidas para se dedicar ao "cuidado" de outras.
Em relação aos avanços tecnológicos, com certeza temos cada vez mais facilidades nesse sentido, e também somos solicitados a nos adequar a elas, nos adaptando as mudanças que ocorrem em nossos relacionamentos com as facilidades da internet... Mas acredito que também não podemos esquecer de impor alguns limites, "quando pudermos", para não entrarmos nessa corrida maluca da supervalorização do desempenho, pois senão nas próximas décadas os nossos relacionamentos serão apenas virtuais...
Cláudia Wachleski
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)