.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Segunda-feira, Maio 01, 2006


Currículo, formação docente e a reportagem
A construção de um currículo da saúde deve considerar a formação de um profissional generalista, humanista, crítico, reflexivo e pautado em princípios éticos.
Dessa forma, a formação do docente deve prever não apenas a aptidão na transmissão do conhecimento, mas ser capaz de desenvolver, juntamente com o futuro profissional, o seu lado humanista, de forma que sua prática seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias do sistema de saúde, sendo capaz de pensar criticamente. Também deve estar fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado de procedimentos e de práticas. O profissional deve ser comunicativo, interagindo com os demais profissionais da área da saúde e o público em geral. O profissional deve sempre ter em vista o bem estar da comunidade, o que envolve compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz. Ainda, e não menos importante, os profissionais devem ser capazes de aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Desta forma, os profissionais de saúde devem ter responsabilidade e compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, mas proporcionando condições para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e desenvolvendo a mobilidade acadêmico/profissional, a formação e a cooperação através de redes nacionais e internacionais.
A implementação de um ensino integralizado e, então, não fragmentado como os dos cursos de graduação e dos cursos técnicos é a única forma de mudar esse atual contexto do ?todo fragmentado?, o qual se refletiu nessa atitude relatada na reportagem da ZH, onde pode-se perceber a falta de comunicação entre os profissionais e também com a própria paciente, assim como dos preceitos éticos envolvidos na atenção integral à saúde.
Claudia Maria Schuh