.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Terça-feira, Maio 02, 2006


O taxista e o professor
O professor Leroy, proeminente cientista da área da liminologia da universidade de Massachusetts tinha um compromisso intransferível para noite de sexta feira. Logo que sua nova pesquisa com Crisophitas acabou, saiu correndo do laboratório deixando lá trancado seu melhor bolsista de iniciação cientifica, Alfred.
Quando ele desceu o táxi já o esperava na frente do prédio de biologia das águas dentro do campus da universidade.
- Olá doutor Leroy, como vai a família?
- Bem Bejamim, muito bem. Se não se importa, estou pressa, vamos deixar de conversa fiada e ligar o motor dessa funbica.
- È pra já doutor, pro mesmo lugar de sempre?
- Sim Be, que pergunta mais estúpida!
Enquanto isso Alfred pegava sua sombrinha na porta e se preparava para sair quando percebeu que estava lacrado dentro do laboratório. Desesperado olhou para a janela e pensou em descer por ali, eram só 4 andares. Esse pensamento lhe veio porque ele sabia que atrasar a janta para sua namorada July seria mil vezes pior do que cair de 4 andares, ou seja, seria cair de 4 mil andares, não sobraria Alfred para a sobremesa.
-Bejamim, pare nesta floricultura, sim.
O professor Leroy então comprou um lindo arranjos de rosas vermelhas e um cartãozinho. Pagou com o cartão e saiu rapidamente para o táxi.
- Podemos seguir Be. Que tal as flores?
- Muito bonitas doutor, quem é a nova namorada?
- Não é da tua conta enxerido, cuida da tua vida!
Do lab. Alfred. Resolveu ligar para July dizendo que iria se atrasar pq tinha ficado preso no laboratório.
- Seu Alfred, se o senhor não estiver aqui as 19 horas para fazer a minha janta eu te mato.
- Mas querida, se eu pular vou morrer igual (risada amarela)
- Então pula desgraçado, porque se tu chegar atrasado vai apanhar até querer se atirar da janela do décimo andar.
Alfred engoliu a seco e foi para janela com o telefone na mão.
- Mas querida...
- Só um poquinho que estão batendo na porta, espera ai seu inutil.
Na porta estava o professor Leroy segurando um lindo buquê de rosas vermelhas com um cartão. Entregou-o para July e ao ler o cartão ela volta correndo para o o telefone e grita histérica.
- Morra, Morra maldito!!!
- O que é isso querida?
- O teu professor disse que roubou um lindo buquê que segundo ele, tu iria dar a Nancy, com um belo cartão escrito. "Te amo Nancy e odeio a minha namorada violenta July". Tu sabe o que vai acontecer contigo?
- Alô? Alô Alfred? Alou?

Paulo Jobim