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Quarta-feira, Junho 28, 2006
Aula 28/06/2006
Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP): A capacitação Docente e o Desafio de Vivenciar esta Nova Metodologia de Ensino.
Introdução
A capacitação docente é considerada de fundamental importância nos processos de implementação e sustentação das inovações curriculares na área da saúde. Este tema tem sido abordado de forma freqüente na literatura, variando os aspectos focalizados. Alguns trabalhos relativamente recentes descrevem experiências de capacitação docente em diferentes países: a Universidade Estadual de Londrina (CCS-UEL), no Brasil; a Universidade de Limburg, em Maastricht, na Holanda; Universidades de McMaster, no Canadá; a Faculdade de Medicina de Marília, São Paulo, Brasil, outras. Considerando especificamente a área médica, alguns autores propõem estratégias para melhorar as práticas de ensino, havendo aqueles que assumem a capacitação docente como um componente essencial nos processos de mudanças curriculares e de sua consolidação.
Partindo deste ponto, capacitação docente, fomos desafiados pelos nossos professores de Pratica Educativa em Medicina do Programa de Pós-graduação da UFRGS a vivenciar a metodologia de ensino Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP).
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP)
A palavra problema é definida no dicionário Aurélio como uma questão matemática proposta para que se lhe dê solução e questão não resolvida, ou de solução difícil. Esse conceito se torna de extrema importância quando iniciamos o estudo e a compreensão da ABP. A ABP pode ocorrer tanto de maneira individual como em grandes ou pequenos grupos. Nessa, o problema é utilizado como estímulo à aquisição de conhecimentos e compreensão de conceitos. Ao longo do curso, o estudante também desenvolve a habilidade de trabalhar por problemas, aproximando-se do mundo de trabalho. A seleção dos problemas se dá apartir de casos reais e prevalentes e sua análise permite a exploração integrada de conceitos de diversas disciplinas, articulando os aspectos da dimensão social, psicológica e biológica. O processo de aprendizagem ocorre, fundamentalmente, apartir da avaliação do conhecimento prévio do estudante, da identificação, de suas necessidades de aprendizagem e pelo desenvolvimento da capacidade de criticar antigos e novos conhecimentos, construindo uma nova síntese que possa ser aplicada a outras situações. Em ABP, nenhuma exposição formal previa de informação é dada pelo programa do curso e a seguinte seqüência de passos é aconselhada: (1)esclarecimento de o problema/situação apresentada, aclarar o problema oferecido, explorando os dados apresentados; (2)exploração e análise integrada e articulada dos dados do problema: identificar as áreas/pontos importantes ao problema, através da definição de quais são as áreas relevantes de conhecimento dentro das três dimensões: biológica, psicológica e social, considerando os objetivos da aprendizagem em cada unidade educacional; (3)identificação do conhecimento atual relevante para o problema; (4)desenvolvimento de hipóteses, apartir da explicação dos dados apresentados no problema, e identificação do conhecimento adicional requerido para melhorar a compreensão do problema, baseado nas necessidades de aprendizagem individual e/ou do grupo (questões de aprendizagem); (5)busca de novos conhecimentos, utilizando os recursos de aprendizagem apropriados, dentre uma diversidade: livros periódicos (revistas), bases de dados locais (Medline, Liacs) ou remota (internet, Bireme), programa interativos multimídia, entrevistas com professores, profissionais ou usuários, vídeos slides, laboratórios, serviços de saúde, comunidade: isto é, quais são as fontes de recursos mais apropriadas à exploração deste problema?; (6)síntese dos conhecimentos prévios e novos em relação ao problema, baseada em sólidas evidências científicas, como se pode explicar o problema agora?; (7)repetição de alguns de todos os passos anteriores, se for necessário; (8)reconhecimento do que foi identificado como uma necessidade de aprendizagem, mas que não foi adequadamente explorado, para incursões complementares; (9)síntese dos conhecimentos auferidos e, se possível, teste da compreensão do conhecimento adquirido por sua explicação em outra situação ou problema; (10)avaliação (auto, pares, tutores, sessão): envolve o princípio da avaliação pra adultos, na qual a autonomia e responsabilidade pelo processo educativo assumem uma importância crescente. E, compreende o seguinte: verificação dos objetivos educacionais, compatibilizarão dos métodos de análise e verificação em relação aos princípios norteadores da constituição curricular, diversificação das fontes, continuidade, colaboração, retorno.
Planejando a Aula
Iniciamos a vivência da atividade proposta com uma revisão sobre a ABP, orientada pelos professores, através dos artigos propostos para leitura. Ainda em sala de aula fomos divididos em pequenos grupos, escolhemos um tutor e um relator e também escolhemos o assunto que iríamos abordar. Após começamos o planejamento da atividade e marcamos um encontro, talvez a primeira reunião do grupo fora da sala de aula pra que pudéssemos definir os objetivos e as atividades que desenvolveríamos para atingí-los. A disponibilidade de todos para este encontro realmente nos deixou motivados. Para nossa maior surpresa todos já tinham estudado o material fornecido pelos professores. A leitura prévia ou conhecimento prévio facilitou a discussão da formulação e o planejamento da aula (ver tabela 1). O passo seguinte foi a elaboração do caso clínico que seria utilizado em aula. E para isso também revisamos e estudamos a melhor forma de elaboração. Tecnicamente, para que um caso clínico atinja os objetivos propostos, isto é, seja efetivo num currículo baseado em problemas, ele deve incluir ou respeitar os sete princípios, assim definidos: abordar conhecimento prévio, ser bem elaborado, conter contexto relevante, integrar conhecimento, conter aprendizagem de direção própria, interessar sujeito-problema e compreender objetivos secundários.
_________________________________________________________________________
Tabela 1.
Plano de Aula.
1. IDENTIFICAÇÃO
Disciplina: Disciplina de Prática Educativa em Medicina
Horário: 08:00 ? 10:00
Data: 28 / 06 / 2006
Curso: Pós-graduação
Professores: Denise, Homero, Júlia, Kátia, Jaqueline, Rossana
Períodos: 01
2. CONTEÚDOS PRÉVIOSTodas as aulas da disciplina
3. CONTEÚDOSAprendizagem Baseada em Problemas
4. OBJETIVOS
Ao final da aula os alunos da pós-graduação deverão ser capazes de demonstrar os seguintes conhecimentos, habilidades e condutas:-Trabalhar e se organizar em grupos pequenos ou grandes;-Redigir, com precisão e clareza, nas folhas entregues a eles, as conclusões do seu estudo, com linguagem apropriada;-Tecer considerações sobre o caso-clínico-problema, com base nos conhecimentos prévios e material oferecido;-Reconhecer os sete princípios de um caso clínico modelo da ABP.-Reconhecer os princípios essenciais do trabalho em equipe-Desenvolver opinião própria, após vivenciar, sobre a ABP.
5. METODOLOGIAPara atingir os conhecimentos estabelecidos que contemplam a ABP serão desenvolvidas as seguintes estratégias de ensino e aprendizagem:-Atuação tutorial dos professores com divisão dos alunos em pequenos grupos, sugestões de análise do caso proposto, discussão em pequeno e grande grupo;-Estudo independente: artigos e capítulos de livro oferecidos;-Elaboração de um relatório, com solução do problema;-Conclusão da atividade, através de comentários finais, com a participação de todos.
6. RECURSOS UTILIZADOSO material a ser utilizado para esta aula será: papel e caneta, cópias de artigos e capítulos de livros.
7. TÉCNICA DE DESENVOLVIMETO DA AULA: Será oferecida informação sobre as atividades no qual se encontram os temas a serem desenvolvidos na aula. Todos deverão pesquisar os conteúdos programáticos para que se possam atingir objetivos específicos. No dia da aula, como ponto inicial da atividade, os alunos dividir-se-ão em 3 grupos. Segue-se a divisão de um grupo responsável pela parte bio, um psico e um social. Cada grupo expõe a parte que ficou responsável, continua a exposição temática professor-aluno, finalizando-se com conclusão do grupo.
8. SISTEMA DE AVALIAÇÃO FINAL: auto-avaliação
9. BIBLIOGRAFIA-C.L.B.Machado e W.C. Manfroi. Pratica Educativa em Medcina. Editora Dacasa, 2005-G.Z. de Lima; H.G. de Almeida; O. F.F. Filho; R.E.C. Linhares; H.I Oberdieke; I.M.S. Colus. Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP): Construindo a Capacitação em Londrina Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v.27, nº 1, jan./abr. 2003.-Michaelsen L.K. Getting Started whit Team Learning-D.H.G.M.Dolmans, H. Snellen-Balendong, I.H.A.P.Wolfhhagen & C.P.M.V.Vleuten. Seven Principles of Effective case desing for a Problem-based curriculum.Medical Teacher, vol 19,Nº.3,1997.
_______________________________________________________________________
Conclusão
A partir dessa vivência alguns pontos sobre a capacitação de professores ficam evidenciados: (1) a decisão de adotar a ABP como método de ensino no curso médico vai demandar intenso trabalho entre professores (afim de capacitá-los para as novas funções a serem assumidas e conviver,nos primeiros anos de implantação, com os dois modelos de ensino, o novo e o tradicional), (2) a capacitação de docentes vai depender de muitos fatores, como: divulgação da nova metodologia de ensino para toda a comunidade universitária, interesse sobre a nova metodologia, participação ativa dos trabalhos da implementação de novos currículos, resistências às mudanças, indiferença em relação a metodologia, espírito de inovação, liderança e tolerância por parte de professores, outras e (3) programas de capacitação de professores em processos de mudanças curriculares tão profundas demandam graus de abrangência e eficiência muito maiores, atingindo instâncias de desenvolvimento gerencial, profissional e de lideranças, além da pedagógica.A capacitação permanente da comunidade envolvida no processo é meta a ser atingida num continuum de ações, das quais o que aqui foi realizado constitui apenas o ponto de partida.
O método da ABP já por si só nos mostrou que é válido, é importante e que dá certo! Ficam aqui algumas de muitas perguntas que surgem, no nosso primeiro contato com o novo método:
1- Divisão dos grupos qual a melhor maneira? Quai os erros que podemos cometer?
2- O caso clínico atingiu os sete princípios? Será que o caso está relamente bom para o métido proposto?
3- As faculdades de medicina estão preparadaas com material de pesquisa para este novo método? Livros, internet, periódicos...
4-Estamos capacitados para aplicar essa nova metodologia? Como nos tornar relamente capazes?
5-As dificuldades de abordagem de um novo método vão passar por um período de transição entre o método tradicional e ABP....
6- Será que entendemos realmente quem é o tutor, qual seu verdadeiro papel e como acertar desenvolvendo este papel?
7- Quando entra a aula teórica na ABP? Quem dá? Que recursos são utilizados?
8- Vimos alguns métodos de avaliação no decorrer das aulas e paresentação dos grupos. Será que estamos preparados para avaliar pelo novo método/
Agradecemos aos professores e aos colegas pela oportunidade de entrar em contato, conhecer e estudar esse novo método. Esperamos que ao longo de nosso caminho como professores, consigamos realmente sentender o que é nossa esperiência previa e assumir essa nova metodologia de ensino.
*Denise I. Zandoná, Homero, Júlia, Kátia, Jaqueline, Rossana.
Introdução
A capacitação docente é considerada de fundamental importância nos processos de implementação e sustentação das inovações curriculares na área da saúde. Este tema tem sido abordado de forma freqüente na literatura, variando os aspectos focalizados. Alguns trabalhos relativamente recentes descrevem experiências de capacitação docente em diferentes países: a Universidade Estadual de Londrina (CCS-UEL), no Brasil; a Universidade de Limburg, em Maastricht, na Holanda; Universidades de McMaster, no Canadá; a Faculdade de Medicina de Marília, São Paulo, Brasil, outras. Considerando especificamente a área médica, alguns autores propõem estratégias para melhorar as práticas de ensino, havendo aqueles que assumem a capacitação docente como um componente essencial nos processos de mudanças curriculares e de sua consolidação.
Partindo deste ponto, capacitação docente, fomos desafiados pelos nossos professores de Pratica Educativa em Medicina do Programa de Pós-graduação da UFRGS a vivenciar a metodologia de ensino Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP).
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP)
A palavra problema é definida no dicionário Aurélio como uma questão matemática proposta para que se lhe dê solução e questão não resolvida, ou de solução difícil. Esse conceito se torna de extrema importância quando iniciamos o estudo e a compreensão da ABP. A ABP pode ocorrer tanto de maneira individual como em grandes ou pequenos grupos. Nessa, o problema é utilizado como estímulo à aquisição de conhecimentos e compreensão de conceitos. Ao longo do curso, o estudante também desenvolve a habilidade de trabalhar por problemas, aproximando-se do mundo de trabalho. A seleção dos problemas se dá apartir de casos reais e prevalentes e sua análise permite a exploração integrada de conceitos de diversas disciplinas, articulando os aspectos da dimensão social, psicológica e biológica. O processo de aprendizagem ocorre, fundamentalmente, apartir da avaliação do conhecimento prévio do estudante, da identificação, de suas necessidades de aprendizagem e pelo desenvolvimento da capacidade de criticar antigos e novos conhecimentos, construindo uma nova síntese que possa ser aplicada a outras situações. Em ABP, nenhuma exposição formal previa de informação é dada pelo programa do curso e a seguinte seqüência de passos é aconselhada: (1)esclarecimento de o problema/situação apresentada, aclarar o problema oferecido, explorando os dados apresentados; (2)exploração e análise integrada e articulada dos dados do problema: identificar as áreas/pontos importantes ao problema, através da definição de quais são as áreas relevantes de conhecimento dentro das três dimensões: biológica, psicológica e social, considerando os objetivos da aprendizagem em cada unidade educacional; (3)identificação do conhecimento atual relevante para o problema; (4)desenvolvimento de hipóteses, apartir da explicação dos dados apresentados no problema, e identificação do conhecimento adicional requerido para melhorar a compreensão do problema, baseado nas necessidades de aprendizagem individual e/ou do grupo (questões de aprendizagem); (5)busca de novos conhecimentos, utilizando os recursos de aprendizagem apropriados, dentre uma diversidade: livros periódicos (revistas), bases de dados locais (Medline, Liacs) ou remota (internet, Bireme), programa interativos multimídia, entrevistas com professores, profissionais ou usuários, vídeos slides, laboratórios, serviços de saúde, comunidade: isto é, quais são as fontes de recursos mais apropriadas à exploração deste problema?; (6)síntese dos conhecimentos prévios e novos em relação ao problema, baseada em sólidas evidências científicas, como se pode explicar o problema agora?; (7)repetição de alguns de todos os passos anteriores, se for necessário; (8)reconhecimento do que foi identificado como uma necessidade de aprendizagem, mas que não foi adequadamente explorado, para incursões complementares; (9)síntese dos conhecimentos auferidos e, se possível, teste da compreensão do conhecimento adquirido por sua explicação em outra situação ou problema; (10)avaliação (auto, pares, tutores, sessão): envolve o princípio da avaliação pra adultos, na qual a autonomia e responsabilidade pelo processo educativo assumem uma importância crescente. E, compreende o seguinte: verificação dos objetivos educacionais, compatibilizarão dos métodos de análise e verificação em relação aos princípios norteadores da constituição curricular, diversificação das fontes, continuidade, colaboração, retorno.
Planejando a Aula
Iniciamos a vivência da atividade proposta com uma revisão sobre a ABP, orientada pelos professores, através dos artigos propostos para leitura. Ainda em sala de aula fomos divididos em pequenos grupos, escolhemos um tutor e um relator e também escolhemos o assunto que iríamos abordar. Após começamos o planejamento da atividade e marcamos um encontro, talvez a primeira reunião do grupo fora da sala de aula pra que pudéssemos definir os objetivos e as atividades que desenvolveríamos para atingí-los. A disponibilidade de todos para este encontro realmente nos deixou motivados. Para nossa maior surpresa todos já tinham estudado o material fornecido pelos professores. A leitura prévia ou conhecimento prévio facilitou a discussão da formulação e o planejamento da aula (ver tabela 1). O passo seguinte foi a elaboração do caso clínico que seria utilizado em aula. E para isso também revisamos e estudamos a melhor forma de elaboração. Tecnicamente, para que um caso clínico atinja os objetivos propostos, isto é, seja efetivo num currículo baseado em problemas, ele deve incluir ou respeitar os sete princípios, assim definidos: abordar conhecimento prévio, ser bem elaborado, conter contexto relevante, integrar conhecimento, conter aprendizagem de direção própria, interessar sujeito-problema e compreender objetivos secundários.
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Tabela 1.
Plano de Aula.
1. IDENTIFICAÇÃO
Disciplina: Disciplina de Prática Educativa em Medicina
Horário: 08:00 ? 10:00
Data: 28 / 06 / 2006
Curso: Pós-graduação
Professores: Denise, Homero, Júlia, Kátia, Jaqueline, Rossana
Períodos: 01
2. CONTEÚDOS PRÉVIOSTodas as aulas da disciplina
3. CONTEÚDOSAprendizagem Baseada em Problemas
4. OBJETIVOS
Ao final da aula os alunos da pós-graduação deverão ser capazes de demonstrar os seguintes conhecimentos, habilidades e condutas:-Trabalhar e se organizar em grupos pequenos ou grandes;-Redigir, com precisão e clareza, nas folhas entregues a eles, as conclusões do seu estudo, com linguagem apropriada;-Tecer considerações sobre o caso-clínico-problema, com base nos conhecimentos prévios e material oferecido;-Reconhecer os sete princípios de um caso clínico modelo da ABP.-Reconhecer os princípios essenciais do trabalho em equipe-Desenvolver opinião própria, após vivenciar, sobre a ABP.
5. METODOLOGIAPara atingir os conhecimentos estabelecidos que contemplam a ABP serão desenvolvidas as seguintes estratégias de ensino e aprendizagem:-Atuação tutorial dos professores com divisão dos alunos em pequenos grupos, sugestões de análise do caso proposto, discussão em pequeno e grande grupo;-Estudo independente: artigos e capítulos de livro oferecidos;-Elaboração de um relatório, com solução do problema;-Conclusão da atividade, através de comentários finais, com a participação de todos.
6. RECURSOS UTILIZADOSO material a ser utilizado para esta aula será: papel e caneta, cópias de artigos e capítulos de livros.
7. TÉCNICA DE DESENVOLVIMETO DA AULA: Será oferecida informação sobre as atividades no qual se encontram os temas a serem desenvolvidos na aula. Todos deverão pesquisar os conteúdos programáticos para que se possam atingir objetivos específicos. No dia da aula, como ponto inicial da atividade, os alunos dividir-se-ão em 3 grupos. Segue-se a divisão de um grupo responsável pela parte bio, um psico e um social. Cada grupo expõe a parte que ficou responsável, continua a exposição temática professor-aluno, finalizando-se com conclusão do grupo.
8. SISTEMA DE AVALIAÇÃO FINAL: auto-avaliação
9. BIBLIOGRAFIA-C.L.B.Machado e W.C. Manfroi. Pratica Educativa em Medcina. Editora Dacasa, 2005-G.Z. de Lima; H.G. de Almeida; O. F.F. Filho; R.E.C. Linhares; H.I Oberdieke; I.M.S. Colus. Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP): Construindo a Capacitação em Londrina Revista Brasileira de Educação Médica. Rio de Janeiro, v.27, nº 1, jan./abr. 2003.-Michaelsen L.K. Getting Started whit Team Learning-D.H.G.M.Dolmans, H. Snellen-Balendong, I.H.A.P.Wolfhhagen & C.P.M.V.Vleuten. Seven Principles of Effective case desing for a Problem-based curriculum.Medical Teacher, vol 19,Nº.3,1997.
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Conclusão
A partir dessa vivência alguns pontos sobre a capacitação de professores ficam evidenciados: (1) a decisão de adotar a ABP como método de ensino no curso médico vai demandar intenso trabalho entre professores (afim de capacitá-los para as novas funções a serem assumidas e conviver,nos primeiros anos de implantação, com os dois modelos de ensino, o novo e o tradicional), (2) a capacitação de docentes vai depender de muitos fatores, como: divulgação da nova metodologia de ensino para toda a comunidade universitária, interesse sobre a nova metodologia, participação ativa dos trabalhos da implementação de novos currículos, resistências às mudanças, indiferença em relação a metodologia, espírito de inovação, liderança e tolerância por parte de professores, outras e (3) programas de capacitação de professores em processos de mudanças curriculares tão profundas demandam graus de abrangência e eficiência muito maiores, atingindo instâncias de desenvolvimento gerencial, profissional e de lideranças, além da pedagógica.A capacitação permanente da comunidade envolvida no processo é meta a ser atingida num continuum de ações, das quais o que aqui foi realizado constitui apenas o ponto de partida.
O método da ABP já por si só nos mostrou que é válido, é importante e que dá certo! Ficam aqui algumas de muitas perguntas que surgem, no nosso primeiro contato com o novo método:
1- Divisão dos grupos qual a melhor maneira? Quai os erros que podemos cometer?
2- O caso clínico atingiu os sete princípios? Será que o caso está relamente bom para o métido proposto?
3- As faculdades de medicina estão preparadaas com material de pesquisa para este novo método? Livros, internet, periódicos...
4-Estamos capacitados para aplicar essa nova metodologia? Como nos tornar relamente capazes?
5-As dificuldades de abordagem de um novo método vão passar por um período de transição entre o método tradicional e ABP....
6- Será que entendemos realmente quem é o tutor, qual seu verdadeiro papel e como acertar desenvolvendo este papel?
7- Quando entra a aula teórica na ABP? Quem dá? Que recursos são utilizados?
8- Vimos alguns métodos de avaliação no decorrer das aulas e paresentação dos grupos. Será que estamos preparados para avaliar pelo novo método/
Agradecemos aos professores e aos colegas pela oportunidade de entrar em contato, conhecer e estudar esse novo método. Esperamos que ao longo de nosso caminho como professores, consigamos realmente sentender o que é nossa esperiência previa e assumir essa nova metodologia de ensino.
*Denise I. Zandoná, Homero, Júlia, Kátia, Jaqueline, Rossana.
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)