.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Sexta-feira, Setembro 29, 2006



O desestimulo virou estimulo

Sempre fui uma aluna estudiosa, quando estava na sétima série do primeiro grau nunca tinha ficado em recuperação. Na escola onde estudava quando chegava o último bimestre do ano os professores chamavam os alunos que estavam a perigo de ficar em recuperação para uma conversa, naquele ano pela primeira vez fui chamada para tal conversa pelo professor de Português, matéria que nos anos anteriores me saia muito bem, mas com este professor que não se mostrava muito amigável comigo meu rendimento caiu muito, não me sentia estimulava a estudar, nem freqüentar suas aulas. No dia da reunião ele me disse com muita arrogância que eu teria que tirar 8,5 no último bimestre para passar por média e que isso seria impossível, pois eu não sabia nada da matéria porque conversava muito em aula. Ser chamada para aquela conversa pela primeira vez já não foi muito fácil, quando ouvi aquelas palavras duras do professor me senti muito angustiada, pois não queria ficar em recuperação e passar o inicio das minhas férias freqüentando aulas, ainda por cima com aquele professor. Até hoje não sei qual foi a sua intenção, mas apesar de suas colocações rudes, que me fizeram por um momento pensar que não seria capaz de conseguir, resolvi provar para ele e para mim que eu poderia passar por média. Estudei muito e tirei 9,0 na prova final. A ação do professor me provocou uma reação de luta para alcançar meus objetivos, mas não acho que essa é a melhor maneira de se estimular um aluno. De repente eu poderia ter tido outra reação, acreditar que não seria capaz de superar minhas notas anteriores e aceitar a derrota que o professor já havia me imposto.

Vanessa Chiaradia.