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Quarta-feira, Maio 31, 2006
Habilidades de Comunicação
Esta aula tem como objetivos:
Refletir sobre a comunicação como um todo, enfocando a comunicação professor-aluno e médico-paciente
Reconhecer os obstáculos da comunicação;
Reconhecer os discursos não verbais;
Discussão de técnicas efetivas para uma boa comunicação (professor-aluno e médico-paciente)
Andréa Litvin, Bianca Alves, Cláudia Wachleski, Eliane Ferreira, Juliana Tramontina, Renata Anjos
Refletir sobre a comunicação como um todo, enfocando a comunicação professor-aluno e médico-paciente
Reconhecer os obstáculos da comunicação;
Reconhecer os discursos não verbais;
Discussão de técnicas efetivas para uma boa comunicação (professor-aluno e médico-paciente)
Andréa Litvin, Bianca Alves, Cláudia Wachleski, Eliane Ferreira, Juliana Tramontina, Renata Anjos
Grupo x
Nós do grupo X turma 2 estamos decidindo sobre o tema a ser apresentado em aula.Achamos ótimo
Título: A abordagem construtivista como estrátégia didática em aulas "avulsas"... Uma possibilidade?
Objetivo: descobrir alternativas para aulas tradicionais;
Bibliografia: Reflexões críticas sobre as estratégias instrucionais construtivistas na educação científica. Revista Brasileira de ensino de física,vol 24, n4. Dezembro de 2002.
Alunos: Rafael, Jaquelini, Daiana, Thaís, Vanessa, Mirian, Paulo, Fernanda, Angela talvez outros- Grupo X
Título: A abordagem construtivista como estrátégia didática em aulas "avulsas"... Uma possibilidade?
Objetivo: descobrir alternativas para aulas tradicionais;
Bibliografia: Reflexões críticas sobre as estratégias instrucionais construtivistas na educação científica. Revista Brasileira de ensino de física,vol 24, n4. Dezembro de 2002.
Alunos: Rafael, Jaquelini, Daiana, Thaís, Vanessa, Mirian, Paulo, Fernanda, Angela talvez outros- Grupo X
Tema escolhido - Grupo 2
Na atividade da manhã de hoje, o nosso grupo, auto-intitulado grupo 2, definiu o tema a ser desenvolvido durante os próximos encontros. Após vasta e sangrenta discussão, ficou estabelecido o tema: O processo de Ensinagem. Os objetivos são: 1- definir este processo; 2- discutir o papel do professor; 3- discutir o papel do aluno. Aguardem....
Grupo: Rodrigo, Carla, Simone, Kátia, Bruno, Dolores.
Grupo: Rodrigo, Carla, Simone, Kátia, Bruno, Dolores.
Discussão baseada em caso clínico
Grupo: Alexandro, Stela, Fernanda, Isabel, Ivarna, Victor, Gemerson, Ricardo e Rosemeri.
Proposta de trabalho: a partir de um caso clínico comum se analisará diferentes enfoques: visão do paciente, estudante e professor, referindo desde como o caso se apresentou, seus questionamentos e como o caso pode ajudar servir ao ensino.
Proposta de trabalho: a partir de um caso clínico comum se analisará diferentes enfoques: visão do paciente, estudante e professor, referindo desde como o caso se apresentou, seus questionamentos e como o caso pode ajudar servir ao ensino.
Atividade da aula de 31.05.06 - Turma 01
Assunto: Aprendizado Baseado em Problemas
Objetivo: Demonstrar e vivenciar com os colegas uma experiência com Aprendizado Baseado em Problemas.
Bibliografia: pesquisar sobre prevenção, saúde pública, impacto de doenças crônicas. Sugestões de sites: OMS, Sociedade Brasileira de Nefrologia, Fundação Pró-renal
Nosso trabalho está previsto para 28/06/06
Grupo Responsável: Denise, Homero, Jaqueline, Júlia, Katia, Rosana
Objetivo: Demonstrar e vivenciar com os colegas uma experiência com Aprendizado Baseado em Problemas.
Bibliografia: pesquisar sobre prevenção, saúde pública, impacto de doenças crônicas. Sugestões de sites: OMS, Sociedade Brasileira de Nefrologia, Fundação Pró-renal
Nosso trabalho está previsto para 28/06/06
Grupo Responsável: Denise, Homero, Jaqueline, Júlia, Katia, Rosana
Construção da aula sobre avaliação
Iniciamos o processo de construção do conteúdo da nossa aula que irá contemplar a questão da avaliação. Durante a semana, iremos selecionar o material didático que servirá de subsídio para a referida aula. Concluiremos a elaboração dos objetivos já iniciada nessa aula para disponibilizar aos colegas bem como as referências bibliográficas.
Grupo: Betânia, Carla, Claudia, Isabella, Letícia, Luciana, Mariana S., Mariana O., Melissa, Vanessa.
Grupo: Betânia, Carla, Claudia, Isabella, Letícia, Luciana, Mariana S., Mariana O., Melissa, Vanessa.
Testando o dia
alô, pessoal. Bom ver os grupos trabalhandode forma tão entusiasmada. Acho que todos estão vencendo muito bem a priemira etapa: contrução de trabalho em grupo. Para a segunda etapa, elborar um projeto de apresentação de atividade baseada em metodologias para o ensino ativo, sugiro que, cada grupo leia com atenção, os refernciais distribuídos. Se houver interesse e ou necessidade de outras referências, podem me contatar, por e-mail e ou celular 99820786.
Bom trabalho.
Manfroi
Caras/os Alunas/os
Nossa próxima aula será no Laboratório de Informática (LIES) da Faculdade de Educação que fica no 10° andar. Ir até o 9° andar de elevador e depois subir as escadas, no final do corredor é o laboratório. Cada turma deve comaprecer no seu horário ou seja T1 às 8h e T2 às 10h30. Tragam os materias que coletaram para trabalharem nos grupos. A T2 que não teve tempo de decidir fará isso nessa aula. O prédio fica entre o de arquitetura e Bar do Antônio, é o maior do Campus Central, azul. Era também onde ficava o Colégio Aplicação da UFRGS.
Abraço e até lá, Sônia
Bom trabalho.
Manfroi
Quinta-feira, Maio 25, 2006
IMPORTANTE!!!
Caras/os Alunas/osNossa próxima aula será no Laboratório de Informática (LIES) da Faculdade de Educação que fica no 10° andar. Ir até o 9° andar de elevador e depois subir as escadas, no final do corredor é o laboratório. Cada turma deve comaprecer no seu horário ou seja T1 às 8h e T2 às 10h30. Tragam os materias que coletaram para trabalharem nos grupos. A T2 que não teve tempo de decidir fará isso nessa aula. O prédio fica entre o de arquitetura e Bar do Antônio, é o maior do Campus Central, azul. Era também onde ficava o Colégio Aplicação da UFRGS.
Abraço e até lá, Sônia
Queridos Prof. Manfroi, Prof.a Carmen e Colega Sônia!
A carta da Professora Carmem nos trouxe a reflexão sobre três diferentes abordagens: a lógica do Capitalismo, que faz gerar desigualdade e exclusão, a marginalização como decorrência do sistema em que vivemos e o próprio papel do Professor, enquanto gerador de opinião.
O conflito é algo inerente à sociedade e aos indivíduos. Quando o assunto é relações e relacionamentos, é impossível imaginarmos que não haverão interesses opostos, pois estes fatalmente existirão. No entanto, o conflito é, na verdade, um desafio, o desafio da diversidade, do novo, do diferente.
Não estamos preparados para criar o novo ou, ao menos, oferecemos a escuta, ver o objeto sobre o enfoque do outro. Tentamos impor a nossa visão de mundo, e, assim, acaba por prevalecer a vontade do mais forte perante os interesses do mais fraco, ou seja, vence aquele que possui mais habilidade em vencer num mundo que não sabe conviver com a diferença.
Dentro dessa ótica, forma-se uma sociedade que vive à margem do sistema e que, fatalmente, se organizará de alguma maneira. Assim, testemunhamos situações como a que vivenciamos hoje, nas penitenciárias de diferentes pontos do país, cuja liderança se autodenomina ?PCC?(Primeiro Comando da Capital), cuja organização acabou por transformar suas reivindicações em uma verdadeira guerra civil.
Assistimos a falência de nossas Instituições e de nosso Estado, o que nos leva a refletir: não haveria um outro modo de compor os conflitos? Seria impossível criarmos uma sociedade mais justa e igualitária?
Ora, o ser humano tem necessidade de conviver, de relacionar-se e de organizar-se enquanto grupos. Ao ser excluído, fatalmente, se associará a outros pares, com os mesmos interesses, reunindo todo um arcabouço de valores e sistema de crenças, contituídos dentro das percepções que lhes são características.
Estes grupos, quer desejemos ou não, se farão ouvir, de um modo ou de outro, reclamarão atenção, e, ainda, de forma questionável e quando menos esperarmos.
Isso tudo nos faz refletir, enquanto professores, enquanto indivíduos, enquanto cidadãos, enquanto sujeitos ativos ou passivos de nossa história: que lugar não deveria ser palco de todas estas reivindicações, oriundas dos diferentes atores sociais, senão a Academia? Onde deveríamos discutir todos estes dilemas? Que papel teria o professor senão promotor de tais discussões?
Será que, cada um, ao seu modo, não teria algo a nos ensinar, dentro da sua realidade, da sua percepção e da sua história? Não teria uma contribuição? São muitos os questionamentos, mas, a saída, a longo prazo (como lembrou a colega Juliana, já que temos de pensar em soluções a curto, médio e longo prazo para a violência) não estaria em tentar acolher estes grupos, colocar atenção em suas angústias, ouvir as suas inquietações, valorizar os seus talentos e ampliar as suas percepções?
Aprender com o diferente sempre é melhor do que rechaçá-lo. Compor, conjuntamente, novas alternativas faz estabelecer novos laços, e, assim, faz emergir o engajamento e a aliança com um fim em comum.
Claro, não temos as respostas, pois estas deverão ser construídas frente a cada situação. No entanto, o papel do professor consiste, justamente, em trazer à reflexão diferentes assuntos, demonstrar os intrumentos, estimular a ousadia e fazer acreditar que o final pode ser surpreendente!
Que venham os desafios, não nos furtemos a eles! Mas, estejamos atentos aos diferentes pontos de vista, pois todos estes podem ser importantes na contrução de uma sociedade mais justa e igualitária.
componentes do Grupo - Aline, Bianca, Claudia, Juliana, Renata
O conflito é algo inerente à sociedade e aos indivíduos. Quando o assunto é relações e relacionamentos, é impossível imaginarmos que não haverão interesses opostos, pois estes fatalmente existirão. No entanto, o conflito é, na verdade, um desafio, o desafio da diversidade, do novo, do diferente.
Não estamos preparados para criar o novo ou, ao menos, oferecemos a escuta, ver o objeto sobre o enfoque do outro. Tentamos impor a nossa visão de mundo, e, assim, acaba por prevalecer a vontade do mais forte perante os interesses do mais fraco, ou seja, vence aquele que possui mais habilidade em vencer num mundo que não sabe conviver com a diferença.
Dentro dessa ótica, forma-se uma sociedade que vive à margem do sistema e que, fatalmente, se organizará de alguma maneira. Assim, testemunhamos situações como a que vivenciamos hoje, nas penitenciárias de diferentes pontos do país, cuja liderança se autodenomina ?PCC?(Primeiro Comando da Capital), cuja organização acabou por transformar suas reivindicações em uma verdadeira guerra civil.
Assistimos a falência de nossas Instituições e de nosso Estado, o que nos leva a refletir: não haveria um outro modo de compor os conflitos? Seria impossível criarmos uma sociedade mais justa e igualitária?
Ora, o ser humano tem necessidade de conviver, de relacionar-se e de organizar-se enquanto grupos. Ao ser excluído, fatalmente, se associará a outros pares, com os mesmos interesses, reunindo todo um arcabouço de valores e sistema de crenças, contituídos dentro das percepções que lhes são características.
Estes grupos, quer desejemos ou não, se farão ouvir, de um modo ou de outro, reclamarão atenção, e, ainda, de forma questionável e quando menos esperarmos.
Isso tudo nos faz refletir, enquanto professores, enquanto indivíduos, enquanto cidadãos, enquanto sujeitos ativos ou passivos de nossa história: que lugar não deveria ser palco de todas estas reivindicações, oriundas dos diferentes atores sociais, senão a Academia? Onde deveríamos discutir todos estes dilemas? Que papel teria o professor senão promotor de tais discussões?
Será que, cada um, ao seu modo, não teria algo a nos ensinar, dentro da sua realidade, da sua percepção e da sua história? Não teria uma contribuição? São muitos os questionamentos, mas, a saída, a longo prazo (como lembrou a colega Juliana, já que temos de pensar em soluções a curto, médio e longo prazo para a violência) não estaria em tentar acolher estes grupos, colocar atenção em suas angústias, ouvir as suas inquietações, valorizar os seus talentos e ampliar as suas percepções?
Aprender com o diferente sempre é melhor do que rechaçá-lo. Compor, conjuntamente, novas alternativas faz estabelecer novos laços, e, assim, faz emergir o engajamento e a aliança com um fim em comum.
Claro, não temos as respostas, pois estas deverão ser construídas frente a cada situação. No entanto, o papel do professor consiste, justamente, em trazer à reflexão diferentes assuntos, demonstrar os intrumentos, estimular a ousadia e fazer acreditar que o final pode ser surpreendente!
Que venham os desafios, não nos furtemos a eles! Mas, estejamos atentos aos diferentes pontos de vista, pois todos estes podem ser importantes na contrução de uma sociedade mais justa e igualitária.
componentes do Grupo - Aline, Bianca, Claudia, Juliana, Renata
Quarta-feira, Maio 24, 2006
O desafio do professor frente às desigualdades sociais
Caríssimos colegas!!
Desculpem-me:
esqueci de enunciar quem assina o texto anteriormente postado (O desafio do professor frente às desigualdades sociais):
- Aline Bueno
- Andrea Litvin
- Bianca Alves
- Claudia
- Juliana
- Renata dos Anjos
Todas pertencentes à Turma das Quartas-Feiras, às 10h30min.

Organização dos grupos T1:
Grupo Avaliação (9 componentes)
Grupo Metodologia de Ensino (8 componentes)
Grupo PBL (6 componentes)
Organização dos grupos T2:
Grupo ...
Grupo ...
Grupo ...
Desculpem-me:
esqueci de enunciar quem assina o texto anteriormente postado (O desafio do professor frente às desigualdades sociais):
- Aline Bueno
- Andrea Litvin
- Bianca Alves
- Claudia
- Juliana
- Renata dos Anjos
Todas pertencentes à Turma das Quartas-Feiras, às 10h30min.
Organização dos Grupos das T1 e T2

"Aprender a aprender juntos com os diferentes"
Organização dos grupos T1:
Grupo Avaliação (9 componentes)
Grupo Metodologia de Ensino (8 componentes)
Grupo PBL (6 componentes)
Organização dos grupos T2:
Grupo ...
Grupo ...
Grupo ...
Os grupos das duas turmas devem levar para a aula no laboratório da Faculdade de Educação (LIES, 10° andar) todos os materiais que cada componente encontrar para planejar a aula que o grupo ministrará.
Horários das aulas
Esqueci,
É no mesmo horário das nossa aulas:
Turma 1 às 8h
Turma 2 às 10h30
É no mesmo horário das nossa aulas:
Turma 1 às 8h
Turma 2 às 10h30
Próxima Aula 31 de maio
Caros Alunos das T1 e T2
A próxima aula será na Faculdade de Educação no LIS, 10° andar. Este é o maior prédio do Campus Central. Para chegar no laboratório de informática é preciso descer no 9° andar e subir as escadas, é no final do corredor.
Até, Sônia
A próxima aula será na Faculdade de Educação no LIS, 10° andar. Este é o maior prédio do Campus Central. Para chegar no laboratório de informática é preciso descer no 9° andar e subir as escadas, é no final do corredor.
Até, Sônia
Terça-feira, Maio 23, 2006
Carta aos meus professores
Pensamos em escrever de maneira inversa ao exemplo da aula. Uma carta dos alunos aos professores, porem não ainda concluindo sobre o final de uma experiencia, visto que estamos em plena ação da mesma. Candelária, Vacaria, parece que sempre existe uma pequena tragédia a ser lembrada. Mas, voltando a experiência, não discordamos que a mesma nos causa alguma estranheza, acho que não tanto pela prática, mas pela maneira por vezes informal e não cansativa que vamos levando-a e, para a nossa surpresa, absorvendo, sem aquele estudo formal, por vezes cansativo, matérias importantes. Apesar do bloger ser uma boa ideia, não existe ainda familiariedade suficiente para podermos afirmar que estamos curtindo. Talves em mais umas 3 cadeiras e possamos nos entender melhor(nós e o blogger). Entendimento não prático, vale destacar, pois não é de fato complexo, mas entendimento como cotideano, pertencente ao dia a dia, natural. Mas vamos levando....
Grupo: Como não tenho o nome de todos, mesmo sendo o representande que ficou de postar, fica como um grupo X, aquele que o professor Manfroi comentou que estava"disperso, não fizeram nada do que foi pedido..." . Antes tarde do que nunca, enfim.
Grupo: Como não tenho o nome de todos, mesmo sendo o representande que ficou de postar, fica como um grupo X, aquele que o professor Manfroi comentou que estava"disperso, não fizeram nada do que foi pedido..." . Antes tarde do que nunca, enfim.
Educação e ética
A tarefa é de duas semanas atrás, mas o assunto é sempre atual. Respondendo à pergunta da profesora Carmem:" Com ensinar ética sem dar uma aula específica sobre o assunto?" e lendo o texto do Prof Ivan Esquerdo sobre os tempos modernos, além de outros dois que abordavam a ética de maneiras diferentes, o que podemos concluir é que a ética está inserida em nossas vidas. Talvez, nas atibulações do nosso cotidiano, não percebamos que em cada relação médico-paciente, em cada exame físico e anmanese, em cada discussão professor-aluno e até mesmo em cada conversa com nossos colegas,a ética está inserida. No ensino, da medicina em especial mas também em todos os outros contextos, nós estamos dando o exemplo. Estamos ensinando, além de toda a teoria que nos cabe, postura, bom senso, compaixão, princípios. Talvez o perigo esteja no fato de que, na nossa correria diária, não percebamos isto. É por isto que todas nós, Mariana , Mariana Smith, Luciana, Vanessa e eu Letícia (que escrevi pelo grupo), nos lembramos de alguma conduta antiética que nos foi "ensinada" durante a nossa faculdade, provavelmente por descuido....
Trabalho em Grupo
Na maior parte das vezes o trabalho em grupo é um potencializador/multiplicador de conhecimento. A interação entre os componentes comumente termina por produzir um resultado maior do que o esperado pela atividade de um único componente, e algumas vezes, o resultado também é maior que a soma dos resultados individuais.
Entretanto, por abrigar diferentes mentes, com diferentes opiniões, o grupo acaba por exigir do professor um conjunto de habilidades especiais. O grupo necessita de um contato mai próximo com o professor/coordenador, que, por sua vez, fica sujeito a situações inicialmente imprevistas e precisa reagir rapidamente, testanto seu conhecimento imediatamente.
Grupo:
Rodrigo Argenta
Simone Wajner
Carla Rosane de Moraes Silveira
Dolores Moreno
Kátia Gomes Niederauer
Bruno Tesini Roseguini
Entretanto, por abrigar diferentes mentes, com diferentes opiniões, o grupo acaba por exigir do professor um conjunto de habilidades especiais. O grupo necessita de um contato mai próximo com o professor/coordenador, que, por sua vez, fica sujeito a situações inicialmente imprevistas e precisa reagir rapidamente, testanto seu conhecimento imediatamente.
Grupo:
Rodrigo Argenta
Simone Wajner
Carla Rosane de Moraes Silveira
Dolores Moreno
Kátia Gomes Niederauer
Bruno Tesini Roseguini
Quarta-feira, Maio 10, 2006
Caros/as alunos/as e colegas
Acredito que a aula de hoje explicitou a cada um de nós, médicos e não médicos, que todos temos saberes/conhecimentos que são muito ricos. Saliento que muitas das coisas que aprendemos hoje só aprendemos, depois que nos disponibilizamos a COMUNICAR ao outro e com o outro ( independentemente de quem sabia mais ou menos sobre o assunto tratado). Todos contribuiram com os seus conhecimentos e desconhecimentos (pois a partir do desconhecimento muitos compartilharam seus saberes com os que não sabiam nada ou pouco sobre aquela questão). Referente aos comentários do colega Paulo sobre a apresentação das colegas é importante acrescentar que cada uma delas explicitou a sua maneira de ensinar. Isso necessita estar claro para cada um de nós porque TODOS, independentemente da formação ensinamos/educamos ou desensinamos/deseducamos os alunos/pacientes e a nós mesmos, quando não estamos dispostos a aprender achando que uma atividade, tarefa ou dinâmica só serve para mobilizar/movimentar/brincar e não conseguimos refletir, ou não nos damos conta dos saberes/conhecimentos implicitos e explicitos que estão sendo trabalhados/problematizados ali. O que fica da aula de hoje é que todos conscientes ou não se colocaram na posição de professores/educadores e ensinaram do seu jeito um determinado assunto. A partir disso podemos pensar que professor/a nós somos ou queremos ser. Ser professor/a é uma constante reflexão sobre a nossas práticas e posturas, porque não é só o dominio e condução de um conteúdo que nos habilita ou nos torna professores, mas um conjundo de situações que nos auxiliam nessa caminha que é eterna "Se tornar Professor/a."
Abraço a todos/as e até aqueles/as que não compareceram no dia de hoje, e deixaram de aprender e ensinar, Sônia Pedroso
Abraço a todos/as e até aqueles/as que não compareceram no dia de hoje, e deixaram de aprender e ensinar, Sônia Pedroso
Aula nossa de cada dia
Prof. Manfroy, gostei da idéia!
segue o texto da última aula com seus vários erros gramáticais...
Queridos colegas, saibam que eu adoro receber comentários.
Abs Paulo Jobim
A proposta da aula era que cada aluno preparasse uma aula sobre coração. No primeiro momento foi realizado um sorteio para ver quem seriam os felizardos apresentadores. Houve ainda alguma hesitação por parte dos alunos sorteados em revelar seu número contemplado. Depois que a professora alertou que iria olhar os números um a um o pessoal cedeu.
Quatro alunas foram à frente cumprir a atividade. Um não tinha feito nada sobre o coração e pediu para não apresentar. Não foi atendida. Outra não sabia muito sobre o coração, apenas legislação. E por fim, as outras duas restantes tinham feito a tarefa e já tinham estudado o coração.
A primeira a falar foi a que não sabia muito sobre o coração. Ela começou perguntando quem sabia coisas do coração e explicando que para ela, este foi um difícil tema porque não conhecia nem as artérias. Mas ressaltou que amou estudar o coração, que órgão magnífico! O coração era como a constituição federal, se ele estivesse funcionando bem o resto lhe acompanhava. Perfeito! Ela arrancou belas risadas da turma e teve um discurso digno de uma advogada. Por fim, arrancou aplausos e virou objeto de admiração da turma por sua paixão pelo coração.
A segunda foi uma das que sabia bem a matéria, conhecia bem as artérias e nos trouxe o mecanismo de origem da aterosclerose. Sua oratória gerou um belo debate que só terminou pela falta de tempo. Esta também foi admirada. Mas pelo domínio do conteúdo e serenidade em transmiti-lo, me lembrou muito meu psiquiatra. Arrancou aplausos.
Em seguida foi a vez da outra aluna que também tinha um vasto conhecimento e nos trouxe a questão do tratamento das doenças do coração. Desta vez usando exemplo de situações e as suas respectivas repercussões clinicas, parecia médica. Novamente surgiu a admiração da turma pela ótima didática e lá se foram os aplausos.
Por fim a aluna que não tinha feito a tarefa começou a falar e agradecer o ato de solidariedade de um dos colegas que lhe emprestou seu material. Desculpou-se por estar despreparada e como ninguém tomava remédio para o coração, se apresentou como usuária de beta bloqueadores. De forma descontraída contou seus sintomas pré e pós medicação. Conseguiu também ganhar a turma como as três alunas anteriores. Foi ovacionada e admirada por não ter feito a atividade e ter se saído bem (mais por ter se saído bem do que por não ter feito a tividade), além de usar beta-bloqueadores. Pelo jeito de falar alguma coisa me diz que esta era bióloga. Só um palpite!
Além de aprendermos um bocado sobre nossos corações, vimos o que a de melhor em cada uma das professoras em seus diferentes estilos de apresentação. Todas foram bem suscedidas, assim como a atividade proposta. Todos ficamos avisados: A próxima dor no peito, duas aspirinas e propanolol!
segue o texto da última aula com seus vários erros gramáticais...
Queridos colegas, saibam que eu adoro receber comentários.
Abs Paulo Jobim
A proposta da aula era que cada aluno preparasse uma aula sobre coração. No primeiro momento foi realizado um sorteio para ver quem seriam os felizardos apresentadores. Houve ainda alguma hesitação por parte dos alunos sorteados em revelar seu número contemplado. Depois que a professora alertou que iria olhar os números um a um o pessoal cedeu.
Quatro alunas foram à frente cumprir a atividade. Um não tinha feito nada sobre o coração e pediu para não apresentar. Não foi atendida. Outra não sabia muito sobre o coração, apenas legislação. E por fim, as outras duas restantes tinham feito a tarefa e já tinham estudado o coração.
A primeira a falar foi a que não sabia muito sobre o coração. Ela começou perguntando quem sabia coisas do coração e explicando que para ela, este foi um difícil tema porque não conhecia nem as artérias. Mas ressaltou que amou estudar o coração, que órgão magnífico! O coração era como a constituição federal, se ele estivesse funcionando bem o resto lhe acompanhava. Perfeito! Ela arrancou belas risadas da turma e teve um discurso digno de uma advogada. Por fim, arrancou aplausos e virou objeto de admiração da turma por sua paixão pelo coração.
A segunda foi uma das que sabia bem a matéria, conhecia bem as artérias e nos trouxe o mecanismo de origem da aterosclerose. Sua oratória gerou um belo debate que só terminou pela falta de tempo. Esta também foi admirada. Mas pelo domínio do conteúdo e serenidade em transmiti-lo, me lembrou muito meu psiquiatra. Arrancou aplausos.
Em seguida foi a vez da outra aluna que também tinha um vasto conhecimento e nos trouxe a questão do tratamento das doenças do coração. Desta vez usando exemplo de situações e as suas respectivas repercussões clinicas, parecia médica. Novamente surgiu a admiração da turma pela ótima didática e lá se foram os aplausos.
Por fim a aluna que não tinha feito a tarefa começou a falar e agradecer o ato de solidariedade de um dos colegas que lhe emprestou seu material. Desculpou-se por estar despreparada e como ninguém tomava remédio para o coração, se apresentou como usuária de beta bloqueadores. De forma descontraída contou seus sintomas pré e pós medicação. Conseguiu também ganhar a turma como as três alunas anteriores. Foi ovacionada e admirada por não ter feito a atividade e ter se saído bem (mais por ter se saído bem do que por não ter feito a tividade), além de usar beta-bloqueadores. Pelo jeito de falar alguma coisa me diz que esta era bióloga. Só um palpite!
Além de aprendermos um bocado sobre nossos corações, vimos o que a de melhor em cada uma das professoras em seus diferentes estilos de apresentação. Todas foram bem suscedidas, assim como a atividade proposta. Todos ficamos avisados: A próxima dor no peito, duas aspirinas e propanolol!
O que é uma interação? Provavelmente, o resultado de nós mesmos.
Nossos estereótipos de conduta se reatualizam a todo instante e manifestam-se no momento da interação. Repetimos a nós mesmos e, neste ponto, há o choque com o outro, diferente, que também vem munido de seus estereótipos.
Mas é tão simples assim? Somos apenas nossas raízes?
Provavelmente não. O pensar, o observar, permite-nos alguma crítica sobre nossos clichês.
E se nosso olho ultrapassar a fronteira, poderá chegar a territórios desconhecidos - o outro. Aí, pode ser possível interrogar nossos vícios e pensar a interação. Quem sabe concordaremos com Drummond, descobrindo a "insuspeitável alegria de conviver".
Eliane Ferreira
Nossos estereótipos de conduta se reatualizam a todo instante e manifestam-se no momento da interação. Repetimos a nós mesmos e, neste ponto, há o choque com o outro, diferente, que também vem munido de seus estereótipos.
Mas é tão simples assim? Somos apenas nossas raízes?
Provavelmente não. O pensar, o observar, permite-nos alguma crítica sobre nossos clichês.
E se nosso olho ultrapassar a fronteira, poderá chegar a territórios desconhecidos - o outro. Aí, pode ser possível interrogar nossos vícios e pensar a interação. Quem sabe concordaremos com Drummond, descobrindo a "insuspeitável alegria de conviver".
Eliane Ferreira
O currículo deveria ser algo em constante evolução. Se está na dependência do pensar de diferentes partes de uma instituição, já se trata de um construto que necessita ser flexível para tornar possível a mudança.
Se um currículo forma profissionais, e se profissionais são pessoas, deve ser de tal forma que pense pessoas, no todo, e não apenas uma entidade rígida, mecânica, restrita a conteúdos programáticos, muitas vezes parcialmente cegos.
Usando a metáfora da disciplina, o currículo seria um conjunto de formas lado a lado, mas não formas estanques, e sim, formas com movimento, vindas do humano e, quem sabe, voltadas para este.
Eliane Ferreira
Se um currículo forma profissionais, e se profissionais são pessoas, deve ser de tal forma que pense pessoas, no todo, e não apenas uma entidade rígida, mecânica, restrita a conteúdos programáticos, muitas vezes parcialmente cegos.
Usando a metáfora da disciplina, o currículo seria um conjunto de formas lado a lado, mas não formas estanques, e sim, formas com movimento, vindas do humano e, quem sabe, voltadas para este.
Eliane Ferreira
Domingo, Maio 07, 2006
Ética, humanidade, comprometimento e exemplo.
Comentário sobre a aula do dia 03/05:
Conforme o texto do cientista, o que conta são as atitudes, principalmente aquelas oriundas de pessoas importantes, "formadoras de opinião", pois quanto maior o poder, maior a responsabilidade. Dentro desse contexto, ao analisarmos o texto da cidadã inferimos que, muitas vezes, pessoas de muita "cultura" e poder, podem apresentar-se pouco éticas, afinal, ética é uma construção feita durante a vida e é um ato moral e interior, o que exige uma tomada interna de decisão.
No que diz respeito à questão dos procedimentos que poderíamos utilizar para trabalhar ética com os alunos, sugerimos o uso de filme, com posterior debate, e também a discussão de textos, a partir de literatura que aborde essa questão. Além, é claro, do próprio exemplo durante todos os trabalhos desenvolvidos com esses alunos.
Complementando a utilização do material didático para trabalhar ética, acreditamos que seria fundamental a inserção dos alunos em atividades práticas, como, por exemplo, estágios curriculares, visto que o enfrentamento e a superação das dificuldades diárias serviriam de experiências para o processo de aprendizagem, o que iria contribuir para lapidar a formação profissional e ética.
Claudia Schuh, Carla Benetti, Isabella Albuquerque, Carine Vignochi.
Conforme o texto do cientista, o que conta são as atitudes, principalmente aquelas oriundas de pessoas importantes, "formadoras de opinião", pois quanto maior o poder, maior a responsabilidade. Dentro desse contexto, ao analisarmos o texto da cidadã inferimos que, muitas vezes, pessoas de muita "cultura" e poder, podem apresentar-se pouco éticas, afinal, ética é uma construção feita durante a vida e é um ato moral e interior, o que exige uma tomada interna de decisão.
No que diz respeito à questão dos procedimentos que poderíamos utilizar para trabalhar ética com os alunos, sugerimos o uso de filme, com posterior debate, e também a discussão de textos, a partir de literatura que aborde essa questão. Além, é claro, do próprio exemplo durante todos os trabalhos desenvolvidos com esses alunos.
Complementando a utilização do material didático para trabalhar ética, acreditamos que seria fundamental a inserção dos alunos em atividades práticas, como, por exemplo, estágios curriculares, visto que o enfrentamento e a superação das dificuldades diárias serviriam de experiências para o processo de aprendizagem, o que iria contribuir para lapidar a formação profissional e ética.
Claudia Schuh, Carla Benetti, Isabella Albuquerque, Carine Vignochi.
Quinta-feira, Maio 04, 2006
Erros em excesso
Nossa, quanto erro só num pequeno texto. Designei Prática educativa com e, chamei a Sônia de Simone. A Sônia que me perdoe pela troca. A Simone trabalhou conosco, há alguns anos, antes da chegada da Sônia. Que relação ela tem com o nosso Blog? Não sei. Ela foi evocada do meu subconsciente. Como sempre gostei muito das duas, guardo, também, boas recordações do trabalho da Simone. Por onde andará? É assim que nossa memória nos cobra, quando nos distanciamos de pessoas que nos foram gratas. A Simone e a Carmen me provocaram, num dia de aula, o motivo para que escrevesse um dos meu melhores textos curtos. "Olhar de mãe". Pelo menos, é um dos que mais gosto.
Um abraço
Manfroi
Um abraço
Manfroi
Vibrar com novidades
Oi, pessoal da Prática educativa. Depois de alguns desencontros, com a ajuda da carmen e da simone, reecnotrei o caminho. Agora, preciso ler os textos de vocês para trocarmos idéias.
Um abraço
Prof. Manfroi
Um abraço
Prof. Manfroi
Quarta-feira, Maio 03, 2006
As diretrizes curriculares orientam os currículos, de forma particular, dos cursos de graduação na área da saúde, definindo os princípios, fundamentos, condições e procedimentos da formação profissional.
Tais diretrizes em conjunto com o projeto pedagógico, conforme o curso de graduação, devem exercer orientações curriculares para um perfil acadêmico e profissional.
Tomando como exemplo, o perfil do formando do Curso de Graduação em Nutrição caracteriza-se por sua formação generalista, capacitação para atuar em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação e a nutrição desempenham um papel fundamental no perfil saúde/doença, bem como na educação básica e profissional em Nutrição.
Dentre as competências e habilidades gerais dos profissionais de saúde, inclui-se a realização de serviços dentro dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética, tendo em conta que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico, mas sim, com a resolução do problema de saúde, tanto em nível individual como coletivo.
Dessa maneira, analisando a matéria publicada em Zero Hora, pode-se perceber que a comunicação (entre os profissionais assim como entre o profissional e o paciente), o compromisso, a responsabilidade ética e a humanização nos cuidados com o paciente, não dependem exclusivamente do processo de formação profissional, mesmo que esse tenha sido elaborado criteriosamente segundo diretrizes curriculares.
A discussão realizada em aula sobre a reportagem da Zero Hora foi uma maneira de utilizarmos a comunicação, tema abordado também no filme. Nesta conversa em pequenos grupos, trocamos algumas idéias a respeito da importância de haver uma comunicação entre os profissionais de saúde e seus respectivos pacientes, e que a falha nessa comunicação afeta diretamente o atendimento dos mesmos. Dessa forma, os profissionais de saúde deveriam estar sempre aptos a absorver novos conhecimentos sejam eles da sua própria área ou de áreas afins, assim como desenvolver um trabalho multidisciplinar, potencializando a transmissão das informações de saúde e maximizando a atenção integral.
Carla Benetti.
Tais diretrizes em conjunto com o projeto pedagógico, conforme o curso de graduação, devem exercer orientações curriculares para um perfil acadêmico e profissional.
Tomando como exemplo, o perfil do formando do Curso de Graduação em Nutrição caracteriza-se por sua formação generalista, capacitação para atuar em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação e a nutrição desempenham um papel fundamental no perfil saúde/doença, bem como na educação básica e profissional em Nutrição.
Dentre as competências e habilidades gerais dos profissionais de saúde, inclui-se a realização de serviços dentro dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética, tendo em conta que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico, mas sim, com a resolução do problema de saúde, tanto em nível individual como coletivo.
Dessa maneira, analisando a matéria publicada em Zero Hora, pode-se perceber que a comunicação (entre os profissionais assim como entre o profissional e o paciente), o compromisso, a responsabilidade ética e a humanização nos cuidados com o paciente, não dependem exclusivamente do processo de formação profissional, mesmo que esse tenha sido elaborado criteriosamente segundo diretrizes curriculares.
A discussão realizada em aula sobre a reportagem da Zero Hora foi uma maneira de utilizarmos a comunicação, tema abordado também no filme. Nesta conversa em pequenos grupos, trocamos algumas idéias a respeito da importância de haver uma comunicação entre os profissionais de saúde e seus respectivos pacientes, e que a falha nessa comunicação afeta diretamente o atendimento dos mesmos. Dessa forma, os profissionais de saúde deveriam estar sempre aptos a absorver novos conhecimentos sejam eles da sua própria área ou de áreas afins, assim como desenvolver um trabalho multidisciplinar, potencializando a transmissão das informações de saúde e maximizando a atenção integral.
Carla Benetti.
Caros alunos e alunas
Estou postando novamente o material com as perguntas ou questionamentos que o professor Manfroi faz. É o material que a maioria disse que não leu e que não conseguimos mostrar hoje por causa da queda da rede.
Oi pessoal. As turmas deste ano têm algumas peculiaridades que as tornam algo peculiar. Vejamos:1. Há uma predominância nunca vista do gênero feminino sobre o masculino. Surgem, então: O que? Por que? Nada mal . Não é assim que alimentamos nossa curiosidade? Oportuna curiosidade!2. É uma turma de muita fibra e de riquíssimos pré-requisitos sobre muitos saberes e sobre a vida. De muito boa convivência, entre outras características.No último encontro, depois de uma belíssima discussão e de ótima convivência(aliás, a Carmen é mestra em proporcionar essas oportunidades ímpares), encerramos com uma série de dúvidas sobre o tipo de profissional da saúde necessário para atender à comunidade no futuro.Respostas, não temos. Para algumas coisas temos certeza. Para outras, nem tanto.Certeza, temos, por exemplo, no seguinte: a tecnologia avançará cada vez mais e estará à disposição da humanidade. Temos certeza que haverá pessoas que precisarão de atenção à saúde. Por isso, para errarmos menos, podemos dizer que: o melhor a fazer é ensinarmos nossos alunos a aprender a cuidar de pessoas e aprender a aprender.Como se faz isso?Para responder a esta pergunta, vamos construir algum saber que já existe por aí.Que tal uma viagem para os textos que tratam das seguintes questões:
1. Planejamento do ensino
2. Metodologias e suporte técnico.
3. Avaliação.
4. Que são Metodologias ativas? Como se caracterizam as metodologias do ensino centradas no professor, no aluno, no paciente, na comunidade?
5. Como distinguir a metodologia PBL com seminário de participação ativa do aluno?
6. Que é avaliação formativa e somativa?
Prof. Manfroi
Oi pessoal. As turmas deste ano têm algumas peculiaridades que as tornam algo peculiar. Vejamos:1. Há uma predominância nunca vista do gênero feminino sobre o masculino. Surgem, então: O que? Por que? Nada mal . Não é assim que alimentamos nossa curiosidade? Oportuna curiosidade!2. É uma turma de muita fibra e de riquíssimos pré-requisitos sobre muitos saberes e sobre a vida. De muito boa convivência, entre outras características.No último encontro, depois de uma belíssima discussão e de ótima convivência(aliás, a Carmen é mestra em proporcionar essas oportunidades ímpares), encerramos com uma série de dúvidas sobre o tipo de profissional da saúde necessário para atender à comunidade no futuro.Respostas, não temos. Para algumas coisas temos certeza. Para outras, nem tanto.Certeza, temos, por exemplo, no seguinte: a tecnologia avançará cada vez mais e estará à disposição da humanidade. Temos certeza que haverá pessoas que precisarão de atenção à saúde. Por isso, para errarmos menos, podemos dizer que: o melhor a fazer é ensinarmos nossos alunos a aprender a cuidar de pessoas e aprender a aprender.Como se faz isso?Para responder a esta pergunta, vamos construir algum saber que já existe por aí.Que tal uma viagem para os textos que tratam das seguintes questões:
1. Planejamento do ensino
2. Metodologias e suporte técnico.
3. Avaliação.
4. Que são Metodologias ativas? Como se caracterizam as metodologias do ensino centradas no professor, no aluno, no paciente, na comunidade?
5. Como distinguir a metodologia PBL com seminário de participação ativa do aluno?
6. Que é avaliação formativa e somativa?
Prof. Manfroi
Comentário sobre Comunicação:
Em relação ao filme que assistimos, e a nossa discussão em turma sobre os avanços da tecnologia e o reflexo disso no processo de comunicação, há muitos pontos interessante para reflexão. O filme retrata muito bem a dificuldade que existe em ouvir o outro, livre de nossos pré-conceitos e opiniões. O taxista foi desqualificado em uma situação e logo depois repetiu isso com uma passageira cega. Embora houvesse curiosidade em seus questionamentos sobre a vida da passageira, ele já possuía a sua opinião sobre ela, que não o permitiu "ver" mais nada... Nessas duas situações observamos a questão do poder, onde aquele que acreditava estar em uma situação "privilegiada", de alguma forma transpôs isso na sua forma de comunicar. Em sala de aula quantas vezes isso se repete nas relações entre professor e aluno, onde um é dotado de saber, o que o torna superior, e ao outro é dado o lugar passivo de mero receptor de conhecimentos...
Situações semelhantes repetem-se com freqüência, todos os dias, aonde houver seres humanos e relações de poder envolvidas, como na comunicação entre médico e paciente. Sabemos da precariedade do Serviço Único de Saúde, mas acredito que essas dificuldades não justifiquem tantas outras...
Ao paciente cabe o direito de ser ouvido livre de preconceitos e também de receber informações sobre o seu estado, de forma que possa entendê-las, assim como as suas receitas e prescrições médicas. E sabemos que isso muitas vezes não ocorre, e aquele que está em uma posição superior por vezes desvaloriza a capacidade de compreensão do paciente e da ajuda que pode oferecer tendo uma atitude mais humana para com ele. Creio que aí também entra a questão de quais valores são realmente importantes para aqueles que dedicam suas vidas para se dedicar ao "cuidado" de outras.
Em relação aos avanços tecnológicos, com certeza temos cada vez mais facilidades nesse sentido, e também somos solicitados a nos adequar a elas, nos adaptando as mudanças que ocorrem em nossos relacionamentos com as facilidades da internet... Mas acredito que também não podemos esquecer de impor alguns limites, "quando pudermos", para não entrarmos nessa corrida maluca da supervalorização do desempenho, pois senão nas próximas décadas os nossos relacionamentos serão apenas virtuais...
Cláudia Wachleski
Em relação ao filme que assistimos, e a nossa discussão em turma sobre os avanços da tecnologia e o reflexo disso no processo de comunicação, há muitos pontos interessante para reflexão. O filme retrata muito bem a dificuldade que existe em ouvir o outro, livre de nossos pré-conceitos e opiniões. O taxista foi desqualificado em uma situação e logo depois repetiu isso com uma passageira cega. Embora houvesse curiosidade em seus questionamentos sobre a vida da passageira, ele já possuía a sua opinião sobre ela, que não o permitiu "ver" mais nada... Nessas duas situações observamos a questão do poder, onde aquele que acreditava estar em uma situação "privilegiada", de alguma forma transpôs isso na sua forma de comunicar. Em sala de aula quantas vezes isso se repete nas relações entre professor e aluno, onde um é dotado de saber, o que o torna superior, e ao outro é dado o lugar passivo de mero receptor de conhecimentos...
Situações semelhantes repetem-se com freqüência, todos os dias, aonde houver seres humanos e relações de poder envolvidas, como na comunicação entre médico e paciente. Sabemos da precariedade do Serviço Único de Saúde, mas acredito que essas dificuldades não justifiquem tantas outras...
Ao paciente cabe o direito de ser ouvido livre de preconceitos e também de receber informações sobre o seu estado, de forma que possa entendê-las, assim como as suas receitas e prescrições médicas. E sabemos que isso muitas vezes não ocorre, e aquele que está em uma posição superior por vezes desvaloriza a capacidade de compreensão do paciente e da ajuda que pode oferecer tendo uma atitude mais humana para com ele. Creio que aí também entra a questão de quais valores são realmente importantes para aqueles que dedicam suas vidas para se dedicar ao "cuidado" de outras.
Em relação aos avanços tecnológicos, com certeza temos cada vez mais facilidades nesse sentido, e também somos solicitados a nos adequar a elas, nos adaptando as mudanças que ocorrem em nossos relacionamentos com as facilidades da internet... Mas acredito que também não podemos esquecer de impor alguns limites, "quando pudermos", para não entrarmos nessa corrida maluca da supervalorização do desempenho, pois senão nas próximas décadas os nossos relacionamentos serão apenas virtuais...
Cláudia Wachleski
Terça-feira, Maio 02, 2006
Comentário sobre formação de currículo e a reportagem da Zero Hora
De acordo com os princípios das diretrizes curriculares do MEC, e de como estes realmente se dão na prática, nos diversos cursos e em suas mais diversas formas, nos deparamos com muitos questionamentos e assuntos para reflexão.
Considero interessante, principalmente, a referência sobre a liberdade que há para as universidades criarem seus currículos e a ênfase em que estes estimulem a autonomia e a independência do aluno em seu processo de aprendizado, bem como proporcionem uma preparação para que o futuro profissional possa vir a superar os desafios em seu exercício profissional.
Abre-se aí uma discussão do quanto a teoria se distancia da prática, tanto na formação do currículo, quanto na formação de nosso conhecimento profissional e da realidade com que nos deparamos quando saímos da universidade.
Podemos então discorrer em uma vasta discussão sobre as políticas em que está envolvido o processo de ensino e também sobre as questões de poder que derivam delas e nos afetam direta e indiretamente.
Deparar com essa realidade muitas vezes nos decepciona, como o exemplo do SUS, comentado em aula, onde a realidade do seu funcionamento é muito discrepante de sua "teoria". Em tantas outras situações também nos deparamos com realidades muito diferentes de suas "teorias", que muitas vezes nos acostumamos a não mais nos espantar com tantas coisas que acontecem... e não deveríamos!
No que se refere a formação do currículo e ao processo de aprendizagem na área da saúde,acredito que o que faz a diferença na prática são os aspectos humanos, além do conhecimento e do questionamento crítico sobre as coisas. O papel do professor é de suma importância neste processo, como alguém que instiga a busca do conhecimento, da reflexão e da crítica e que também serve como modelo em sua relação com os alunos. Mas isso, com certeza, exige muito mais da pessoa que está desempenhando este papel. Exige muito de seus recursos internos e de sua abertura enquanto pessoa, da sua responsabilidade de não se ater a mero reprodutor de conhecimentos, teorias, modelos... mas em se comprometer em um processo de aprendizado e crescimento juntamente com aqueles a quem irá passar os seus conhecimentos, para que isto possa, também, se refletir em suas realidades enquanto profissionais.
Em relação a reportagem da Zero Hora, podemos pensar que o excesso de preocupação com os resultados, com as tecnologias e com a otimização dos processos, esteja fazendo com que os aspectos humanos na área da saúde deixem de ser valorizados. Os pacientes, para muitos profissionais, são vistos somente pelo ângulo da sua especialidade, da sua doença e do procedimento a ser realizado. A comunicação entre profissionais e entre estes e seus pacientes torna-se secundária e problemática. Neste aspecto, também podemos pensar na questão do poder que envolve o saber médico, onde muitos profissionais vêem o paciente como alguém realmente passivo a quem não dispõem muito tempo, nem muita atenção. Não se pode desconsiderar as dificuldades que existem em relação a baixa remuneração pelo SUS entre outras mais, mas o que não podemos deixar acontecer é que isso desumanize essas relações.
Cláudia Wachleski
De acordo com os princípios das diretrizes curriculares do MEC, e de como estes realmente se dão na prática, nos diversos cursos e em suas mais diversas formas, nos deparamos com muitos questionamentos e assuntos para reflexão.
Considero interessante, principalmente, a referência sobre a liberdade que há para as universidades criarem seus currículos e a ênfase em que estes estimulem a autonomia e a independência do aluno em seu processo de aprendizado, bem como proporcionem uma preparação para que o futuro profissional possa vir a superar os desafios em seu exercício profissional.
Abre-se aí uma discussão do quanto a teoria se distancia da prática, tanto na formação do currículo, quanto na formação de nosso conhecimento profissional e da realidade com que nos deparamos quando saímos da universidade.
Podemos então discorrer em uma vasta discussão sobre as políticas em que está envolvido o processo de ensino e também sobre as questões de poder que derivam delas e nos afetam direta e indiretamente.
Deparar com essa realidade muitas vezes nos decepciona, como o exemplo do SUS, comentado em aula, onde a realidade do seu funcionamento é muito discrepante de sua "teoria". Em tantas outras situações também nos deparamos com realidades muito diferentes de suas "teorias", que muitas vezes nos acostumamos a não mais nos espantar com tantas coisas que acontecem... e não deveríamos!
No que se refere a formação do currículo e ao processo de aprendizagem na área da saúde,acredito que o que faz a diferença na prática são os aspectos humanos, além do conhecimento e do questionamento crítico sobre as coisas. O papel do professor é de suma importância neste processo, como alguém que instiga a busca do conhecimento, da reflexão e da crítica e que também serve como modelo em sua relação com os alunos. Mas isso, com certeza, exige muito mais da pessoa que está desempenhando este papel. Exige muito de seus recursos internos e de sua abertura enquanto pessoa, da sua responsabilidade de não se ater a mero reprodutor de conhecimentos, teorias, modelos... mas em se comprometer em um processo de aprendizado e crescimento juntamente com aqueles a quem irá passar os seus conhecimentos, para que isto possa, também, se refletir em suas realidades enquanto profissionais.
Em relação a reportagem da Zero Hora, podemos pensar que o excesso de preocupação com os resultados, com as tecnologias e com a otimização dos processos, esteja fazendo com que os aspectos humanos na área da saúde deixem de ser valorizados. Os pacientes, para muitos profissionais, são vistos somente pelo ângulo da sua especialidade, da sua doença e do procedimento a ser realizado. A comunicação entre profissionais e entre estes e seus pacientes torna-se secundária e problemática. Neste aspecto, também podemos pensar na questão do poder que envolve o saber médico, onde muitos profissionais vêem o paciente como alguém realmente passivo a quem não dispõem muito tempo, nem muita atenção. Não se pode desconsiderar as dificuldades que existem em relação a baixa remuneração pelo SUS entre outras mais, mas o que não podemos deixar acontecer é que isso desumanize essas relações.
Cláudia Wachleski
Comunicação
COMUNICAÇÃO
Foi bastante criativa a idéia da projeção de filmes após nossas discussões em aula a respeito da formação docente, da construção do currículo na área da saúde e do erro médico relatado no jornal Zero Hora, já que de maneira caricata, os filmes exemplificaram as diferentes formas de interação pessoal e os resultados decorrentes deste intercâmbio.
Em cada um dos filmes, podemos criar uma analogia com as possíveis formas de comunicação e com a construção de um processo efetivo de troca de experiências que deve ocorrer entre professor e aluno.
Um dos filmes mostrou uma passageira praticamente alheia à taxista que a estava conduzindo, a ponto da comunicação ocorrida ter sido minimalista, quase insuficiente até mesmo para a definição do destino da corrida. Analogamente, podemos associar com a total falta de comunicação que muitas vezes ocorre na sala de aula, ou em um hospital (reportagem da ZH), onde cada personagem assume seu papel quase como um autômato.
Outro, mostrou a troca de papéis ocorrida entre passageiro e taxista, fazendo com que o primeiro conduzisse o automóvel. Podemos relacionar com uma forma de comunicação em sala de aula, onde o professor consegue se colocar no lugar do aluno, entendendo suas necessidades, e vice-versa.
Já o filme onde o taxista conduz ?irmãos?, esta aparente proximidade entre histórias de vida não foi suficiente para construir uma comunicação efetiva.
Finalmente, o filme na qual o taxista conduz uma passageira cega é bastante interessante, já que parte de um princípio onde a diferença seria um limitador (analogamente à diferença de construção de conhecimentos entre o professor e aluno), mas que acabou mostrando que existem outros níveis de percepções possíveis.
Aluna: ANDRÉA LITVIN RAFFIN
Turma: Quartas-feiras ? 10:30h
Foi bastante criativa a idéia da projeção de filmes após nossas discussões em aula a respeito da formação docente, da construção do currículo na área da saúde e do erro médico relatado no jornal Zero Hora, já que de maneira caricata, os filmes exemplificaram as diferentes formas de interação pessoal e os resultados decorrentes deste intercâmbio.
Em cada um dos filmes, podemos criar uma analogia com as possíveis formas de comunicação e com a construção de um processo efetivo de troca de experiências que deve ocorrer entre professor e aluno.
Um dos filmes mostrou uma passageira praticamente alheia à taxista que a estava conduzindo, a ponto da comunicação ocorrida ter sido minimalista, quase insuficiente até mesmo para a definição do destino da corrida. Analogamente, podemos associar com a total falta de comunicação que muitas vezes ocorre na sala de aula, ou em um hospital (reportagem da ZH), onde cada personagem assume seu papel quase como um autômato.
Outro, mostrou a troca de papéis ocorrida entre passageiro e taxista, fazendo com que o primeiro conduzisse o automóvel. Podemos relacionar com uma forma de comunicação em sala de aula, onde o professor consegue se colocar no lugar do aluno, entendendo suas necessidades, e vice-versa.
Já o filme onde o taxista conduz ?irmãos?, esta aparente proximidade entre histórias de vida não foi suficiente para construir uma comunicação efetiva.
Finalmente, o filme na qual o taxista conduz uma passageira cega é bastante interessante, já que parte de um princípio onde a diferença seria um limitador (analogamente à diferença de construção de conhecimentos entre o professor e aluno), mas que acabou mostrando que existem outros níveis de percepções possíveis.
Aluna: ANDRÉA LITVIN RAFFIN
Turma: Quartas-feiras ? 10:30h
Comunicação
Após assistir ao vídeo e ouvir os depoimentos dos colegas, pude refletir sobre diversas coisas, mas uma em especial chamou minha atenção: a dificuldade de intercâmbio das pessoas no mundo de hoje.
Como um colega falou, a relação do taxista com o seu passageiro é muito semelhante com a do professor e seu aluno.
Assim como no táxi, onde é o motorista quem sabe o caminho e dá as regras para chegar ao destino, em muitas salas de aula, o professor é o guardião do saber e do conhecimento e tem a missão de transferi-lo aos seus alunos.
No entanto, essa relação muitas vezes se torna uma "via de mão única", onde não há espaço para trocas entre professor e aluno.
Com o mundo globalizado, a tecnologia cresce cada vez mais e as relações humanas ficam em segundo plano. Isso forma profissionais mais técnicos, sem tempo para ouvir seus pacientes, tornando-os cada vez mais distantes.
Felizmente há lugares como a sala de aula onde ainda temos momentos de reflexão, onde podemos pensar que existem maneiras de elaborar currículos mais voltados a formar profissionais com perfil humanista e preocupados com a relação aprender a aprender.
Vanessa R. Mássia
Como um colega falou, a relação do taxista com o seu passageiro é muito semelhante com a do professor e seu aluno.
Assim como no táxi, onde é o motorista quem sabe o caminho e dá as regras para chegar ao destino, em muitas salas de aula, o professor é o guardião do saber e do conhecimento e tem a missão de transferi-lo aos seus alunos.
No entanto, essa relação muitas vezes se torna uma "via de mão única", onde não há espaço para trocas entre professor e aluno.
Com o mundo globalizado, a tecnologia cresce cada vez mais e as relações humanas ficam em segundo plano. Isso forma profissionais mais técnicos, sem tempo para ouvir seus pacientes, tornando-os cada vez mais distantes.
Felizmente há lugares como a sala de aula onde ainda temos momentos de reflexão, onde podemos pensar que existem maneiras de elaborar currículos mais voltados a formar profissionais com perfil humanista e preocupados com a relação aprender a aprender.
Vanessa R. Mássia
O taxista e o professor
O professor Leroy, proeminente cientista da área da liminologia da universidade de Massachusetts tinha um compromisso intransferível para noite de sexta feira. Logo que sua nova pesquisa com Crisophitas acabou, saiu correndo do laboratório deixando lá trancado seu melhor bolsista de iniciação cientifica, Alfred.
Quando ele desceu o táxi já o esperava na frente do prédio de biologia das águas dentro do campus da universidade.
- Olá doutor Leroy, como vai a família?
- Bem Bejamim, muito bem. Se não se importa, estou pressa, vamos deixar de conversa fiada e ligar o motor dessa funbica.
- È pra já doutor, pro mesmo lugar de sempre?
- Sim Be, que pergunta mais estúpida!
Enquanto isso Alfred pegava sua sombrinha na porta e se preparava para sair quando percebeu que estava lacrado dentro do laboratório. Desesperado olhou para a janela e pensou em descer por ali, eram só 4 andares. Esse pensamento lhe veio porque ele sabia que atrasar a janta para sua namorada July seria mil vezes pior do que cair de 4 andares, ou seja, seria cair de 4 mil andares, não sobraria Alfred para a sobremesa.
-Bejamim, pare nesta floricultura, sim.
O professor Leroy então comprou um lindo arranjos de rosas vermelhas e um cartãozinho. Pagou com o cartão e saiu rapidamente para o táxi.
- Podemos seguir Be. Que tal as flores?
- Muito bonitas doutor, quem é a nova namorada?
- Não é da tua conta enxerido, cuida da tua vida!
Do lab. Alfred. Resolveu ligar para July dizendo que iria se atrasar pq tinha ficado preso no laboratório.
- Seu Alfred, se o senhor não estiver aqui as 19 horas para fazer a minha janta eu te mato.
- Mas querida, se eu pular vou morrer igual (risada amarela)
- Então pula desgraçado, porque se tu chegar atrasado vai apanhar até querer se atirar da janela do décimo andar.
Alfred engoliu a seco e foi para janela com o telefone na mão.
- Mas querida...
- Só um poquinho que estão batendo na porta, espera ai seu inutil.
Na porta estava o professor Leroy segurando um lindo buquê de rosas vermelhas com um cartão. Entregou-o para July e ao ler o cartão ela volta correndo para o o telefone e grita histérica.
- Morra, Morra maldito!!!
- O que é isso querida?
- O teu professor disse que roubou um lindo buquê que segundo ele, tu iria dar a Nancy, com um belo cartão escrito. "Te amo Nancy e odeio a minha namorada violenta July". Tu sabe o que vai acontecer contigo?
- Alô? Alô Alfred? Alou?
Paulo Jobim
Quando ele desceu o táxi já o esperava na frente do prédio de biologia das águas dentro do campus da universidade.
- Olá doutor Leroy, como vai a família?
- Bem Bejamim, muito bem. Se não se importa, estou pressa, vamos deixar de conversa fiada e ligar o motor dessa funbica.
- È pra já doutor, pro mesmo lugar de sempre?
- Sim Be, que pergunta mais estúpida!
Enquanto isso Alfred pegava sua sombrinha na porta e se preparava para sair quando percebeu que estava lacrado dentro do laboratório. Desesperado olhou para a janela e pensou em descer por ali, eram só 4 andares. Esse pensamento lhe veio porque ele sabia que atrasar a janta para sua namorada July seria mil vezes pior do que cair de 4 andares, ou seja, seria cair de 4 mil andares, não sobraria Alfred para a sobremesa.
-Bejamim, pare nesta floricultura, sim.
O professor Leroy então comprou um lindo arranjos de rosas vermelhas e um cartãozinho. Pagou com o cartão e saiu rapidamente para o táxi.
- Podemos seguir Be. Que tal as flores?
- Muito bonitas doutor, quem é a nova namorada?
- Não é da tua conta enxerido, cuida da tua vida!
Do lab. Alfred. Resolveu ligar para July dizendo que iria se atrasar pq tinha ficado preso no laboratório.
- Seu Alfred, se o senhor não estiver aqui as 19 horas para fazer a minha janta eu te mato.
- Mas querida, se eu pular vou morrer igual (risada amarela)
- Então pula desgraçado, porque se tu chegar atrasado vai apanhar até querer se atirar da janela do décimo andar.
Alfred engoliu a seco e foi para janela com o telefone na mão.
- Mas querida...
- Só um poquinho que estão batendo na porta, espera ai seu inutil.
Na porta estava o professor Leroy segurando um lindo buquê de rosas vermelhas com um cartão. Entregou-o para July e ao ler o cartão ela volta correndo para o o telefone e grita histérica.
- Morra, Morra maldito!!!
- O que é isso querida?
- O teu professor disse que roubou um lindo buquê que segundo ele, tu iria dar a Nancy, com um belo cartão escrito. "Te amo Nancy e odeio a minha namorada violenta July". Tu sabe o que vai acontecer contigo?
- Alô? Alô Alfred? Alou?
Paulo Jobim
A mportância da comunicação
A comunicação é um intercâmbio de informações entre pessoas. Estão envolvidos neste processo muitas maneiras de se comunicar: pessoas tendo conversa face-a-face, gestos com as mãos, mensagens (internet), a fala, a escrita que permite interagir com as outras pessoas e efetuar algum tipo de troca informacional.
Como vimos no filme Uma noite sobre a Terra, o taxista ficou extremamente curioso sobre a passageira que conduzia, por se tratar de uma pessoa cega; este fato fez com que o motorista iniciasse um diálogo (comunicação) com a mesma para esclarecer suas curiosidades.
Sobre a reportagem do jornal, podemos ver que a comunicação é fundamental para a realização de um trabalho adequado, ainda mais quando se trabalha em equipe. Por falta de diálogo, foi realizada uma cirurgia errada. Por sorte, danos maiores não aconteceram à paciente. Desta forma, cada vez mais as pessoas ficam desacreditadas nos médicos, pois alguns, tornam-se meros tarefeiros e, deixam de conversar com seus pacientes, muitas vezes, descobrindo a causa de seus problemas com uma simples conversa. O saber trabalhar em equipe está sendo cada vez mais valorizado e o diálogo faz parte deste trabalho. Pode-se crescer e muito trocando idéias e informações com os colegas de trabalho e, porque não, com os pacientes.
Melissa Angeli
Como vimos no filme Uma noite sobre a Terra, o taxista ficou extremamente curioso sobre a passageira que conduzia, por se tratar de uma pessoa cega; este fato fez com que o motorista iniciasse um diálogo (comunicação) com a mesma para esclarecer suas curiosidades.
Sobre a reportagem do jornal, podemos ver que a comunicação é fundamental para a realização de um trabalho adequado, ainda mais quando se trabalha em equipe. Por falta de diálogo, foi realizada uma cirurgia errada. Por sorte, danos maiores não aconteceram à paciente. Desta forma, cada vez mais as pessoas ficam desacreditadas nos médicos, pois alguns, tornam-se meros tarefeiros e, deixam de conversar com seus pacientes, muitas vezes, descobrindo a causa de seus problemas com uma simples conversa. O saber trabalhar em equipe está sendo cada vez mais valorizado e o diálogo faz parte deste trabalho. Pode-se crescer e muito trocando idéias e informações com os colegas de trabalho e, porque não, com os pacientes.
Melissa Angeli
Referências
Para quem precisa ou deseja saber mais sobre Avaliação Formativa e Somativa o professor Manfroi indica:
Educação Médica, de Eduardo Marcondes e Ernesto Lima Gonçalves. Da página 20 a página 30 quem escreve é o Ernesto Lima Gonçalves. O livro é da editora SAVIER , fone: 11 5713439 e e-mail sarvier@uol.com.br. No livro do Venturelli também tem mais informações sobre essa temática.
Até quarta-feira, Sônia
Educação Médica, de Eduardo Marcondes e Ernesto Lima Gonçalves. Da página 20 a página 30 quem escreve é o Ernesto Lima Gonçalves. O livro é da editora SAVIER , fone: 11 5713439 e e-mail sarvier@uol.com.br. No livro do Venturelli também tem mais informações sobre essa temática.
Até quarta-feira, Sônia
O NOSSO EXEMPLO DE COMUNICAÇÃO
As nossas últimas atividades: a discussão sobre as diretrizes de ensino dos diferentes cursos, o filme francês, a reportagem da Zero Hora mostram a comunicação em suas diferentes formas de apresentação.
O blogger, resumindo, está sendo uma nova forma de comunicação. Esse nos tem feito vivenciar as dificuldades e os meios que podem ser usados na comunicação (a maioria dos alunos não está habituado usar o blogger, alguns estão conseguindo se comunicar outros não, descobrimos aqui que o blogger é com a outra turma também, às vezes a informação fica clara e outras vezes não, precisamos pedir ajuda e tirar dúvidas comos colegas, a monitora e os professores, precisamos usar o computador e a internet como objetos da comunicação, alguns alunos escrevem os comentários e outros não, outros).
Qual seria a nossa conclusão se tivéssemos que falar sobre a maneira que estamos nos comunicando? Os meios? As formas?
Desejo que todos esses exemplos nos sirvam de alerta na vida de educadores (na preparação das aulas, nas conversas informais, nas vivências com os alunos, nas decisões, nas avaliações, no cumprimento de normas).
Denise I. Zandoná-ppgped
Pratica educativa - Turma 8:00
O blogger, resumindo, está sendo uma nova forma de comunicação. Esse nos tem feito vivenciar as dificuldades e os meios que podem ser usados na comunicação (a maioria dos alunos não está habituado usar o blogger, alguns estão conseguindo se comunicar outros não, descobrimos aqui que o blogger é com a outra turma também, às vezes a informação fica clara e outras vezes não, precisamos pedir ajuda e tirar dúvidas comos colegas, a monitora e os professores, precisamos usar o computador e a internet como objetos da comunicação, alguns alunos escrevem os comentários e outros não, outros).
Qual seria a nossa conclusão se tivéssemos que falar sobre a maneira que estamos nos comunicando? Os meios? As formas?
Desejo que todos esses exemplos nos sirvam de alerta na vida de educadores (na preparação das aulas, nas conversas informais, nas vivências com os alunos, nas decisões, nas avaliações, no cumprimento de normas).
Denise I. Zandoná-ppgped
Pratica educativa - Turma 8:00
Segunda-feira, Maio 01, 2006
Comunicação
Para uma boa comunicação na área da saúde, os profissionais devem estar receptivos às mais diversas informações de sua área e de outras, havendo assim, uma boa interdisciplinaridade e convivência. Desta forma, profissionais de distintas áreas da saúde poderão se expressar com mais habilidade aos seus colegas e pacientes. Com esta interdisciplinaridade, quem mais terá a ganhar é o próprio paciente.
Um problema muito comum em nossa área é que, pelo hábito de nos relacionarmos no dia a dia com profissionais do nosso meio, acabamos caindo no erro de nos comunicarmos da mesma forma com profissionais de outras áreas ou com pacientes e assim, não nos expressamos com a devida clareza. O transmissor da informação deve criar a habilidade, caso não a tenha, de ordenar e priorizar o que quer comunicar, sabendo que uma mesma idéia poderá ser interpretada de várias formas. Deve-se levar sempre em conta, quem será o receptor desta informação, principalmente quando esta será transmitida à pacientes, que devem compreender sem se chocarem com a mesma, por muitas vezes estarem em situação de saúde delicada.
Uma boa comunicação deve sempre ser parte integrante dos conhecimentos de qualquer profissional qualificado, onde este deve ter a responsabilidade de bem transmitir resultados, conhecimentos e idéias, já que nesta área a qualidade de vida e a saúde são o mais importante.
Grupo responsável: Homero, Júlia, Katia e Rosana
Um problema muito comum em nossa área é que, pelo hábito de nos relacionarmos no dia a dia com profissionais do nosso meio, acabamos caindo no erro de nos comunicarmos da mesma forma com profissionais de outras áreas ou com pacientes e assim, não nos expressamos com a devida clareza. O transmissor da informação deve criar a habilidade, caso não a tenha, de ordenar e priorizar o que quer comunicar, sabendo que uma mesma idéia poderá ser interpretada de várias formas. Deve-se levar sempre em conta, quem será o receptor desta informação, principalmente quando esta será transmitida à pacientes, que devem compreender sem se chocarem com a mesma, por muitas vezes estarem em situação de saúde delicada.
Uma boa comunicação deve sempre ser parte integrante dos conhecimentos de qualquer profissional qualificado, onde este deve ter a responsabilidade de bem transmitir resultados, conhecimentos e idéias, já que nesta área a qualidade de vida e a saúde são o mais importante.
Grupo responsável: Homero, Júlia, Katia e Rosana
Currículo, formação docente e a reportagem
A construção de um currículo da saúde deve considerar a formação de um profissional generalista, humanista, crítico, reflexivo e pautado em princípios éticos.
Dessa forma, a formação do docente deve prever não apenas a aptidão na transmissão do conhecimento, mas ser capaz de desenvolver, juntamente com o futuro profissional, o seu lado humanista, de forma que sua prática seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias do sistema de saúde, sendo capaz de pensar criticamente. Também deve estar fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado de procedimentos e de práticas. O profissional deve ser comunicativo, interagindo com os demais profissionais da área da saúde e o público em geral. O profissional deve sempre ter em vista o bem estar da comunidade, o que envolve compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz. Ainda, e não menos importante, os profissionais devem ser capazes de aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Desta forma, os profissionais de saúde devem ter responsabilidade e compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, mas proporcionando condições para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e desenvolvendo a mobilidade acadêmico/profissional, a formação e a cooperação através de redes nacionais e internacionais.
A implementação de um ensino integralizado e, então, não fragmentado como os dos cursos de graduação e dos cursos técnicos é a única forma de mudar esse atual contexto do ?todo fragmentado?, o qual se refletiu nessa atitude relatada na reportagem da ZH, onde pode-se perceber a falta de comunicação entre os profissionais e também com a própria paciente, assim como dos preceitos éticos envolvidos na atenção integral à saúde.
Claudia Maria Schuh
Dessa forma, a formação do docente deve prever não apenas a aptidão na transmissão do conhecimento, mas ser capaz de desenvolver, juntamente com o futuro profissional, o seu lado humanista, de forma que sua prática seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias do sistema de saúde, sendo capaz de pensar criticamente. Também deve estar fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado de procedimentos e de práticas. O profissional deve ser comunicativo, interagindo com os demais profissionais da área da saúde e o público em geral. O profissional deve sempre ter em vista o bem estar da comunidade, o que envolve compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz. Ainda, e não menos importante, os profissionais devem ser capazes de aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Desta forma, os profissionais de saúde devem ter responsabilidade e compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, mas proporcionando condições para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e desenvolvendo a mobilidade acadêmico/profissional, a formação e a cooperação através de redes nacionais e internacionais.
A implementação de um ensino integralizado e, então, não fragmentado como os dos cursos de graduação e dos cursos técnicos é a única forma de mudar esse atual contexto do ?todo fragmentado?, o qual se refletiu nessa atitude relatada na reportagem da ZH, onde pode-se perceber a falta de comunicação entre os profissionais e também com a própria paciente, assim como dos preceitos éticos envolvidos na atenção integral à saúde.
Claudia Maria Schuh
Curriculo - corpo docente - reportagem zero hora
Durante a aula discutimos as diretrizes curriculares nas diferentes áreas da saúde, pode-se observar que todos os curriculos tem um corpo básico semelhante. Neste corpo discute-se a necessidade de um profissiona\l ético, generalista, que saiba um pouco de tudo. As orientações são todas válidas mas sem uma implementação efetiva deste curriculo através da capacitação adequada do corpo docente as mudanças serão apenas "letras bonitas" no papel e não acarretarão em mudanças significativas no aprendizado do aluno e em sua formação como um todo.
Todos os currículos ressaltam a importância de uma intercomunicação entre as diferentes disciplinas e ressaltam a necessidade de trabalho em equipe. Com certeza a participação de profissionais de diversas áreas é benéfica e enriquecedora para o atendimento mais amplo dos pacientes. Entretanto o que é trabalho em equipe? Cada profissional é responsável por sua tarefa?
Corrreto. A realização desta tarefa deve ser supervisionada por outras pessoas? Quem deve verificar se as tarefas necessárias para realização do procedimento foram feitas corretamente? Por exemplo - para realização de uma cirurgia o paciente deve consultar o médico, este decidirá a necessidade de realizar o procedimento, ligará ao bloco cirúrgico e agendará o procedimento com a pessoa responsável, esta pessoa escreverá as cirugias a serem realizadas em cada sala cirurgica. No dia da cirurgia o paciente chega, conversa com o anestesista, é colocado e preparado para cirurgia, anestesiado, realizado o procedimento, material retirado encaminhado ao anatomo-patológico, paciente encaminhado a recuperação após procedimento.
Pegando o exemplo da zero hora - podemos observar que houve um erro gravissimo, ao invés de ser realizada uma fistulectomia foi realizada uma histerectomia. Quem errou? A enfermeira que anotou o nome do procedimento errado na folha das cirurgias a serem realizadas no dia? com certeza. O médico? Com certeza, o paciente tentou lhe comunicar que não tinha feito ecografia mas ninguém lhe deu atenção. Suponhamos que a situação fosse diferente, o cirurgião chegou, se lavou e enquanto isso a paciente foi anestesiada. Deveria ter conferido no prontuário da paciente a cirurgia por ele agendada? Sim, infelizmente em muitos serviços quando da realização de cirurgia o prontuário não sobe com a paciente. Não estando disponível, deveria confiar na anotação da enfermeira ?sim, afinal se estamos trabalhando em equipe pressupoe-se que cada um realizará sua tarefa adequadamente ou não, deveria se negar a realizar procedimentos caso o prontuário não estivesse disponível. Deveria exigir melhores condições de trabalho..
Vamos pensar uma situação diferente- cirurgião opera um paciente por uma massa abdominal -suspeita de câncer. Após cirugia solicita no computador o anatomo-patológico. O material será levado pela pessoal do bloco cirurgico responsável por isso. Perde-se o material. O cirurgião também é culpado?
O ocorrido com esta paciente foi um erro grave e irreparável. Parece ter havido diversos erros em todo o sistema. Como resolver isso? Cirugião conferir cada um dos passos realizados antes de iniciar a cirurgia? Muito díficil, otempo necessário para fazer isso seria demasiado e perderia-se totalmente o propósito de trabalho em equipe. Atendimento mais personalizado (menos pacientes dias) e mais próximo do cirurgião (mais que uma ou duas consultas) para aproximar o médico do paciente? com certeza, mas para isso é necessário uma reformulação do sistema (em especial o público), onde muitas vezes o profissional atende um número 3 a 4 x superior do que o recomendado, em um período 2 a 3 x menor do que o desejado, o paciente passa a ser um número, uma doença, e não mais a Dona fulana que tem determinada doença.
Resumindo, acredito que apenas mudanças no curríulo não resolverão o principal problema. Uma melhor formação do corpo docente preparando os alunos para a "vida real", bem como, exigência por parte dos profissionais de saúde de uma mudança radical no sistema de saúde com melhores condições de trabalho e uma maior humanização nos atendimentos são estes sim, pontos fundamentais.
Vanessa Zen
Todos os currículos ressaltam a importância de uma intercomunicação entre as diferentes disciplinas e ressaltam a necessidade de trabalho em equipe. Com certeza a participação de profissionais de diversas áreas é benéfica e enriquecedora para o atendimento mais amplo dos pacientes. Entretanto o que é trabalho em equipe? Cada profissional é responsável por sua tarefa?
Corrreto. A realização desta tarefa deve ser supervisionada por outras pessoas? Quem deve verificar se as tarefas necessárias para realização do procedimento foram feitas corretamente? Por exemplo - para realização de uma cirurgia o paciente deve consultar o médico, este decidirá a necessidade de realizar o procedimento, ligará ao bloco cirúrgico e agendará o procedimento com a pessoa responsável, esta pessoa escreverá as cirugias a serem realizadas em cada sala cirurgica. No dia da cirurgia o paciente chega, conversa com o anestesista, é colocado e preparado para cirurgia, anestesiado, realizado o procedimento, material retirado encaminhado ao anatomo-patológico, paciente encaminhado a recuperação após procedimento.
Pegando o exemplo da zero hora - podemos observar que houve um erro gravissimo, ao invés de ser realizada uma fistulectomia foi realizada uma histerectomia. Quem errou? A enfermeira que anotou o nome do procedimento errado na folha das cirurgias a serem realizadas no dia? com certeza. O médico? Com certeza, o paciente tentou lhe comunicar que não tinha feito ecografia mas ninguém lhe deu atenção. Suponhamos que a situação fosse diferente, o cirurgião chegou, se lavou e enquanto isso a paciente foi anestesiada. Deveria ter conferido no prontuário da paciente a cirurgia por ele agendada? Sim, infelizmente em muitos serviços quando da realização de cirurgia o prontuário não sobe com a paciente. Não estando disponível, deveria confiar na anotação da enfermeira ?sim, afinal se estamos trabalhando em equipe pressupoe-se que cada um realizará sua tarefa adequadamente ou não, deveria se negar a realizar procedimentos caso o prontuário não estivesse disponível. Deveria exigir melhores condições de trabalho..
Vamos pensar uma situação diferente- cirurgião opera um paciente por uma massa abdominal -suspeita de câncer. Após cirugia solicita no computador o anatomo-patológico. O material será levado pela pessoal do bloco cirurgico responsável por isso. Perde-se o material. O cirurgião também é culpado?
O ocorrido com esta paciente foi um erro grave e irreparável. Parece ter havido diversos erros em todo o sistema. Como resolver isso? Cirugião conferir cada um dos passos realizados antes de iniciar a cirurgia? Muito díficil, otempo necessário para fazer isso seria demasiado e perderia-se totalmente o propósito de trabalho em equipe. Atendimento mais personalizado (menos pacientes dias) e mais próximo do cirurgião (mais que uma ou duas consultas) para aproximar o médico do paciente? com certeza, mas para isso é necessário uma reformulação do sistema (em especial o público), onde muitas vezes o profissional atende um número 3 a 4 x superior do que o recomendado, em um período 2 a 3 x menor do que o desejado, o paciente passa a ser um número, uma doença, e não mais a Dona fulana que tem determinada doença.
Resumindo, acredito que apenas mudanças no curríulo não resolverão o principal problema. Uma melhor formação do corpo docente preparando os alunos para a "vida real", bem como, exigência por parte dos profissionais de saúde de uma mudança radical no sistema de saúde com melhores condições de trabalho e uma maior humanização nos atendimentos são estes sim, pontos fundamentais.
Vanessa Zen
discussões aulas
Avaliação
Existem diversas maneiras de se avaliar o aluno a fim de acompanhar seu desempenho e aquisição dos conhecimentos necessários. O método mais tradicional consiste na realização de prova ao final de cada bimestre/trimestre, sendo esta a principal nota do aluno. Com certeza este método não é o melhor, algumas pessoas não são "proveiras" devido a divesos motivos (nervosismo, bloqueio, dificuldade de memorização -"decoreba"etc) mas claramente se avaliadas ao longo das aulas demostram interesse e conhecimento e conseguem utilizar este saber em seu dia a dia.Métodos que avaliam o progresso do aluno, com interação frequente e discussões em grupos são com certeza mais adequados. Tentar trazer um sentido ou utilidade para aquele saber específico também me parecem úteis. Exemplo: em uma aula de matemática colocar questões de ordem prática do dia a dia- utilidade de porcentagem (participação emum empresa, por exemplo), juros (se você for comprar alguma coisa- quanto acabaria o valor final) e assim por diante.
Entretanto, vale lembrar que uma educação sem avaliação forma (prova, especificamente) não prepara o aluno para a vida real. Somos constantemente avaliados- para entrar no vestibular, passar num concurso, etc, se o aluna não for treinado para enfrentar tais situações, controlar o estresse, com certeza estará em desvantagem com aqueles que receberam orietação neste sentido.
A solução parece ser um meio termo, a não valorização excessiva e exclusiva da "prova" como nota única mas a inclusão desta num contexto mais amplo de avaliação com trabalhos, discussões diárias e a prova como um meio do aluno ver seu aprendizado e não somente um fim- um conceito. A discussão das respostas dadas nas provas o porquê de uma estar certa e outra errada parece uma ferramenta muito útil, mas pouco utilizada. Em geral quando erramos algo, e entedemos o porquê de ter errado os riscos de repetir tal erro diminuem consideravelmente
Vanessa Zen (turma 8:30)
Existem diversas maneiras de se avaliar o aluno a fim de acompanhar seu desempenho e aquisição dos conhecimentos necessários. O método mais tradicional consiste na realização de prova ao final de cada bimestre/trimestre, sendo esta a principal nota do aluno. Com certeza este método não é o melhor, algumas pessoas não são "proveiras" devido a divesos motivos (nervosismo, bloqueio, dificuldade de memorização -"decoreba"etc) mas claramente se avaliadas ao longo das aulas demostram interesse e conhecimento e conseguem utilizar este saber em seu dia a dia.Métodos que avaliam o progresso do aluno, com interação frequente e discussões em grupos são com certeza mais adequados. Tentar trazer um sentido ou utilidade para aquele saber específico também me parecem úteis. Exemplo: em uma aula de matemática colocar questões de ordem prática do dia a dia- utilidade de porcentagem (participação emum empresa, por exemplo), juros (se você for comprar alguma coisa- quanto acabaria o valor final) e assim por diante.
Entretanto, vale lembrar que uma educação sem avaliação forma (prova, especificamente) não prepara o aluno para a vida real. Somos constantemente avaliados- para entrar no vestibular, passar num concurso, etc, se o aluna não for treinado para enfrentar tais situações, controlar o estresse, com certeza estará em desvantagem com aqueles que receberam orietação neste sentido.
A solução parece ser um meio termo, a não valorização excessiva e exclusiva da "prova" como nota única mas a inclusão desta num contexto mais amplo de avaliação com trabalhos, discussões diárias e a prova como um meio do aluno ver seu aprendizado e não somente um fim- um conceito. A discussão das respostas dadas nas provas o porquê de uma estar certa e outra errada parece uma ferramenta muito útil, mas pouco utilizada. Em geral quando erramos algo, e entedemos o porquê de ter errado os riscos de repetir tal erro diminuem consideravelmente
Vanessa Zen (turma 8:30)
Conforme eu havia prometido no último encontro, estou enviando e link para aquele texto sobre a realidade em 2036... Grande abraço. http://www.nature.com/nature/journal/v440/n7087/pdf/4401088a.pdf
Rodrigo Argenta.
Rodrigo Argenta.
Humanismo X Tecnicismo
MD Rodrigo Argenta
PPG Cirurgia
26 de abril de 2006
Prática Educativa em Medicina
Tecnicismo X Humanismo
Nos dias atuais a velocidade com que o conhecimento avança é assustadora, ou animadora. Por outro lado, a pressão a que somos submetidos, em qualquer área de atuação, para mantermo-nos minimamente atualizados, cresce em igual ordem.
Vejamos o caso dos médicos. São exigidos do médico vários atributos, a saber: domínio das mais modernas técnicas e do ?estado da arte? no que diz respeito ao diagnóstico e tratamento das mais variadas doenças e condições humanas, sabedoria e experiência para conviver com os mais variados caráteres dos pacientes (nem sempre bons), pontualidade e prestatividade, nas 24 horas do dia, desapego aos bens materiais, pois visar lucro com a medicina chega a ser considerado hediondo por grande parcela da população.
Para se ?construir? tal profissional poderíamos imaginar serem necessárias 5 ou 6 DÉCADAS. Mas o que temos de fato são 6 anos. Nestes 2.190 dias o então estudante do ensino médio deve se transformar em um ser com altíssimas capacidades intelectuais e emocionais. Portanto, podemos imaginar que algumas áreas deverão ser priorizadas. Mas como deveremos escolher que áreas priorizar?
Que tipo de médico precisamos? Respondendo esta pergunta chegaremos à conclusão de que áreas deverão ser priorizadas. A formação do médico deveria atender as necessidades da região a que ele estará vinculado, com suas características peculiares. Por exemplo: Seria necessário um neurocirurgião na distante Taquarembó? Será que um médico de família não seria mais adequado?
Se vocês perceberam, no parágrafo anterior citei duas ESPECIALIDADES. Ambos são médicos que complementaram o conhecimento em suas áreas específicas. Será que a faculdade não acabou sendo considerada somente uma parte preliminar da formação de médicos especialistas?
Acredito que melhorar o perfil de formação dos médicos passa por melhor distribuir os médicos formados. Adequar o número de médicos em cada região através de estudos mais sérios e menos políticos acabará por diminuir a pressão para a superespecialização e conseqüente desumanização da medicina. Caminho inverso é a criação de uma escola de medicina a cada quilômetro quadrado.
PPG Cirurgia
26 de abril de 2006
Prática Educativa em Medicina
Tecnicismo X Humanismo
Nos dias atuais a velocidade com que o conhecimento avança é assustadora, ou animadora. Por outro lado, a pressão a que somos submetidos, em qualquer área de atuação, para mantermo-nos minimamente atualizados, cresce em igual ordem.
Vejamos o caso dos médicos. São exigidos do médico vários atributos, a saber: domínio das mais modernas técnicas e do ?estado da arte? no que diz respeito ao diagnóstico e tratamento das mais variadas doenças e condições humanas, sabedoria e experiência para conviver com os mais variados caráteres dos pacientes (nem sempre bons), pontualidade e prestatividade, nas 24 horas do dia, desapego aos bens materiais, pois visar lucro com a medicina chega a ser considerado hediondo por grande parcela da população.
Para se ?construir? tal profissional poderíamos imaginar serem necessárias 5 ou 6 DÉCADAS. Mas o que temos de fato são 6 anos. Nestes 2.190 dias o então estudante do ensino médio deve se transformar em um ser com altíssimas capacidades intelectuais e emocionais. Portanto, podemos imaginar que algumas áreas deverão ser priorizadas. Mas como deveremos escolher que áreas priorizar?
Que tipo de médico precisamos? Respondendo esta pergunta chegaremos à conclusão de que áreas deverão ser priorizadas. A formação do médico deveria atender as necessidades da região a que ele estará vinculado, com suas características peculiares. Por exemplo: Seria necessário um neurocirurgião na distante Taquarembó? Será que um médico de família não seria mais adequado?
Se vocês perceberam, no parágrafo anterior citei duas ESPECIALIDADES. Ambos são médicos que complementaram o conhecimento em suas áreas específicas. Será que a faculdade não acabou sendo considerada somente uma parte preliminar da formação de médicos especialistas?
Acredito que melhorar o perfil de formação dos médicos passa por melhor distribuir os médicos formados. Adequar o número de médicos em cada região através de estudos mais sérios e menos políticos acabará por diminuir a pressão para a superespecialização e conseqüente desumanização da medicina. Caminho inverso é a criação de uma escola de medicina a cada quilômetro quadrado.
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)