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sindique este site
Domingo, Outubro 22, 2006
Aula 18/10/2006
Grupo : Qual é o nome?
Participantes: Marcela, Patrícia, Simone B. e Suzi.
Grupo : Qual é o nome?
Participantes: Marcela, Patrícia, Simone B. e Suzi.
Sábado, Outubro 21, 2006
Grupo: Complexidade
Grupo: Simone Jung, Antônio Burlamaque, Marcia M. Raymundo
Tema proposto: Complexidade
Referencial teórico: Edgar Morin, Paulo Freire, Winnicott, Leopoldo de Meis.
Tema proposto: Complexidade
Referencial teórico: Edgar Morin, Paulo Freire, Winnicott, Leopoldo de Meis.
Quinta-feira, Outubro 19, 2006
Reflexões de uma professora no "dia do Professor"
Caros alun@s!
Este pode parecer um desabafo, apenas uma homenagem ao dia que reverencia
nosso trabalho, mas é hoje, realmente a reflexão de hoje, sobre o
trabalho que fazemos como professores e professoras.
Abraços e o convite para seguirmos vivendo este educar e educar-se.
Reflexões de uma professora no "dia do Professor"
Tempos atrás assistindo uma palestra de especialista (não lembro quem, pois a memória me trai) ouvi: - "meu mérito não vem de ensinar aos "bons alunos", pois estes aprendem apesar de mim, meu desafio e também o meu melhor trabalho é identificar os alunos que tem as maiores dificuldades para aprender, trabalhar com eles e levá-los ao seu melhor aprendizado". O trabalho do professor e da professora assalariado, explorado, vendido como força de trabalho que produz mais-valia, em seu modo mais perverso, produzindo mais força de trabalho, porque trabalho humano, realizado por sujeitos, necessariamente exige que tenha que "estar por inteiro", de corpo, de mente (razão) e de coração (sentimento , emoções). Enquanto vivência produz saberes de experiência feitos. È aqui que nossa humanidade nos "consome". Quais nossos compromissos, comprometimentos? Entre a data escolhida por sua oficialidade (origem do dia do professor) e o cotidiano que propõe incorporar "novas tecnologias", as Tecnologias Educacionais Informatizadas(TEIs), conhecemos as tecnologias do humano?
Aquelas que exigem o respeito a si mesmo e ao outro, compromisso consigo mesmo, com o outros e com o mundo onde se vive são conhecidas? As delicadezas ao ocupar o "espaço da aula", na troca com colegas, com professo@s, com tutor@s e alun@s? Tenho e temos sido capazes de, além de preencher os "currículos Lattes" e escrever textos (critério básico para qualquer progressão funcional na Universidade), ensinar para aqueles alunos que tem os menores saberes acadêmicos? Tenho e temos sido capazes de trabalhar com suas melhores potencialidades sem deixá-l@s para traz na caminhada que eles se propõe a fazer? "O que fazer?"
Na homenagem de um ex-aluno me vejo uma professora que superando a dor do corpo dava aulas mesmo com um ligamento do tornozelo rompido, de muletas. Mas e os que as usam cotidianamente e sempre. Por absoluta necessidade não o fazem? Mais, como ficar em casa e com 75% do salário mensal, recebidos 60 dias depois numa licença saúde pelo INSS, na década de 90? Como sobreviver?
Estar numa sala de aula presencial, onde alunos consideram natural o preconceito e aceitável a discriminação e a argumentação sobre o ter ou não ter cinco dedos na mão, para não esquecer o exemplo do dia? Tudo isto me faz perguntar: como viver?
Como Gramsci "odeio os indiferentes" e se o trabalho é o me faz sujeito de minha história pessoal, como parte do mundo, estou por inteiro. Mergulhada neste processo de educar e educar-me para ensinar o que sei e também o que não sei, para quem sabe ir só e para quem quer andar junto, sonhando com o possível para mim, para o outro e para o mundo no qual vivo. Vamos?
Carmen Lucia Bezerra Machado
Este pode parecer um desabafo, apenas uma homenagem ao dia que reverencia
nosso trabalho, mas é hoje, realmente a reflexão de hoje, sobre o
trabalho que fazemos como professores e professoras.
Abraços e o convite para seguirmos vivendo este educar e educar-se.
Reflexões de uma professora no "dia do Professor"
Tempos atrás assistindo uma palestra de especialista (não lembro quem, pois a memória me trai) ouvi: - "meu mérito não vem de ensinar aos "bons alunos", pois estes aprendem apesar de mim, meu desafio e também o meu melhor trabalho é identificar os alunos que tem as maiores dificuldades para aprender, trabalhar com eles e levá-los ao seu melhor aprendizado". O trabalho do professor e da professora assalariado, explorado, vendido como força de trabalho que produz mais-valia, em seu modo mais perverso, produzindo mais força de trabalho, porque trabalho humano, realizado por sujeitos, necessariamente exige que tenha que "estar por inteiro", de corpo, de mente (razão) e de coração (sentimento , emoções). Enquanto vivência produz saberes de experiência feitos. È aqui que nossa humanidade nos "consome". Quais nossos compromissos, comprometimentos? Entre a data escolhida por sua oficialidade (origem do dia do professor) e o cotidiano que propõe incorporar "novas tecnologias", as Tecnologias Educacionais Informatizadas(TEIs), conhecemos as tecnologias do humano?
Aquelas que exigem o respeito a si mesmo e ao outro, compromisso consigo mesmo, com o outros e com o mundo onde se vive são conhecidas? As delicadezas ao ocupar o "espaço da aula", na troca com colegas, com professo@s, com tutor@s e alun@s? Tenho e temos sido capazes de, além de preencher os "currículos Lattes" e escrever textos (critério básico para qualquer progressão funcional na Universidade), ensinar para aqueles alunos que tem os menores saberes acadêmicos? Tenho e temos sido capazes de trabalhar com suas melhores potencialidades sem deixá-l@s para traz na caminhada que eles se propõe a fazer? "O que fazer?"
Na homenagem de um ex-aluno me vejo uma professora que superando a dor do corpo dava aulas mesmo com um ligamento do tornozelo rompido, de muletas. Mas e os que as usam cotidianamente e sempre. Por absoluta necessidade não o fazem? Mais, como ficar em casa e com 75% do salário mensal, recebidos 60 dias depois numa licença saúde pelo INSS, na década de 90? Como sobreviver?
Estar numa sala de aula presencial, onde alunos consideram natural o preconceito e aceitável a discriminação e a argumentação sobre o ter ou não ter cinco dedos na mão, para não esquecer o exemplo do dia? Tudo isto me faz perguntar: como viver?
Como Gramsci "odeio os indiferentes" e se o trabalho é o me faz sujeito de minha história pessoal, como parte do mundo, estou por inteiro. Mergulhada neste processo de educar e educar-me para ensinar o que sei e também o que não sei, para quem sabe ir só e para quem quer andar junto, sonhando com o possível para mim, para o outro e para o mundo no qual vivo. Vamos?
Carmen Lucia Bezerra Machado
Terça-feira, Outubro 17, 2006
Referências
VENTURELLI, José. Educación Médica: nuevos enfoques, metas y métodos. In: Organizacion Panamericana da La Salud; Oficina Regional de La Organizacion Mundial de La Salud. Serie PALTEX Salud y Sociedad 2000, nº 8. 2ª. edicion
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
Quais os "fatores" limitadores da docência?
Considerações do grupo que leu o texto: A sala de aula como espaço para o "jogo do saber" (Nelson Carvalho Marcellino).
O grupo entendeu que facilitaria a compreensão e a discussão dividir os fatores em internos e externos.
Fatores Internos:
* Medo de exposição
* Formação prévia do professor
* Capacidade de adaptação do professor
* Dependência tecnológica
* Comprometimento do professor
* Omissão ou desinteresse na relação pedagógica
Fatotes externos:
* Condições físicas da instituição
* Proposta pedagógica da instituição
* Exigências extra-curriculares (ex.: professor-pesquisador)
* Características Sócio-culturais do aluno
O grupo entendeu que facilitaria a compreensão e a discussão dividir os fatores em internos e externos.
Fatores Internos:
* Medo de exposição
* Formação prévia do professor
* Capacidade de adaptação do professor
* Dependência tecnológica
* Comprometimento do professor
* Omissão ou desinteresse na relação pedagógica
Fatotes externos:
* Condições físicas da instituição
* Proposta pedagógica da instituição
* Exigências extra-curriculares (ex.: professor-pesquisador)
* Características Sócio-culturais do aluno
Sexta-feira, Outubro 13, 2006
Turma
Estas são as referências dos textos que estavam faltando:
COÊLHO, I. M. A importância da sala de aula para uma formação de qualidade. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO UNIVERSITÁRIA, 4. 1993, Natal. Anais... Natal: Imprensa Universitária da UFRN, 1994a, p.115-122.
MARCELLINO, N. C. . A sala de aula como espaço para o jogo do saber. In: Régis de Morais. (Org.). Sala de aula: que espaço é esse?. 19 ed. Campinas: Papirus, 2005, v. 1, p. 59-70.
Abraço e bom fim de semana, Sônia
COÊLHO, I. M. A importância da sala de aula para uma formação de qualidade. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO UNIVERSITÁRIA, 4. 1993, Natal. Anais... Natal: Imprensa Universitária da UFRN, 1994a, p.115-122.
MARCELLINO, N. C. . A sala de aula como espaço para o jogo do saber. In: Régis de Morais. (Org.). Sala de aula: que espaço é esse?. 19 ed. Campinas: Papirus, 2005, v. 1, p. 59-70.
Abraço e bom fim de semana, Sônia
Quarta-feira, Outubro 11, 2006
Caros/as alunos/as
Combinações para a aula do dia18/10:
1) Leitura do texto "Do egocentrismo à descentração: a docência no ensino superior" de Tania Beatriz Iwaszko Marques que foi entregue em aula
2) Trazer um aspectos que lhe "incomoda/instiga" para começarmos a prepara as aulas que os grupos ministrarão.
Abraço, Sônia
1) Leitura do texto "Do egocentrismo à descentração: a docência no ensino superior" de Tania Beatriz Iwaszko Marques que foi entregue em aula
2) Trazer um aspectos que lhe "incomoda/instiga" para começarmos a prepara as aulas que os grupos ministrarão.
Abraço, Sônia
Terça-feira, Outubro 10, 2006
44º CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO MÉDICA
Gramado, 24 de setembro de 2006
Sala B/Curso (manhã e tarde) Desenvolvimento Docente para os novos espaços de ensino-aprendizagem
Coordenadores: Nildo Alves Batista (UNIFESP)
Maria Eugênia Vanzolini (USP)
Suely Grosseman (UFSC)
Fatores limitadores para a docência
Sala B/Curso (manhã e tarde) Desenvolvimento Docente para os novos espaços de ensino-aprendizagem
Coordenadores: Nildo Alves Batista (UNIFESP)
Maria Eugênia Vanzolini (USP)
Suely Grosseman (UFSC)
Fatores limitadores para a docência
- Fatores relacionados a estrutura curricular
- Resistência docente
- Resistência discente
- Avaliação
- Cenários de ensino-aprendizagem
- Interação professor- aluno, professor-professor, professor-profissional de saúde
- Capacitação/metodologias
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
Trabalho Educativo, Tecnologia e AutonomiaO texto de P Freire diz respeito aos conflitos do processo educacional do ser inconcluso, em formação. Adverte a necessidade de se estabelecer um relação educador-educando de respeito máximo ao educando, não somente à sua autonomia mas às particularidades do aluno, criança ou mesmo adulto, quer seja em relação ao seu gosto estético, inquietude, linguagem, quer seja pela expressão de sua curiiosidade. Explica que há tentação de inibir ou reprimir a rebeldia verdadeira, utilizando-se da autoridade e status de professor para oferecer limites à liberdade, o quê é um erro ético, muitas vezes agravado por discriminações mais ou menos disfarçadas, ao se justificar estas atitudes das formas mais variadas. Imagino a questão na problemática das diversas opiniões concernando matéria lida ou de interpretar textos. Interpretações serão funções da bagagem, estado de espírito, óptica e discernimento de cada um.
Carlos Daniel Jaeger
Carlos Daniel Jaeger
Terça-feira, Outubro 03, 2006
Ensinar exige respeito à autonomia do ser educando
O texto fornecido para análise aborda o problematica do professor tendo que ensinar sem desrespeitar o aluno na sua individualidade. Relacionando com a tecnologia podemos dar como exemplo o uso que estamos fazendo dos recursos de multimídia, no caso deste blog, para expressarmos livremente nossas opiniões e aprender com os colegas de uma maneira interativa. A tecnologia pode e de deve ser um recurso cada dia mais utilizado para ajudar no aprendizado. A autonomia ao contrário do que se possa pressupor não significa anarquia, total independencia, mas sim a compreensão que tanto aluno quanto proferssor tem de saber quais são os limites da relação e, mais importante, os objetivos. Sendo assim, o trabalho educativo deve focar-se na autonomia do educando com a intervenção facilitadora do professor sobre o aluno, evitando a segregação de grupos.
Máikel L. Colli
Máikel L. Colli
Em relação ao texto de Paulo Freire, entendo que o autor quer dizer que o respeito à autonomia e à criatividade do aluno são importantes não apenas pelo respeito à pessoa do próximo, mas como parte do processo ensino-aprendizagem. Cada aluno tem sua forma individual de assimilar conhecimentos e práticas, muitas vezes completamento diversa de outros colegas. Enquanto alguns aprendem melhor a partir de uma exposição, outros aprenderão a partir de comparações. Se o conteúdo não for aplicado à realidade prática do aluno, certamente ele terá maior dificuldade de aprendizado. O autor também refere-se ao fato de que o respeito ao outro é um imperativo ético, e não um favor; entretanto, respeitar o aluno não pode ser desculpa para licenciosidade excessiva ou para o professor simplesmente deixar de cumprir seu papel como educador. Renato Torres
Esqueci de assinar o texto anterior. Renato Rangel Torres.
EXPERIÊNCIA EDUCATIVA
Das tantas vivências que tive durante a escola, algumas ficaram muito vivas na memória. Durante a quarta série primária, em um Colégio Estadual do qual tive mais boas que más lembranças e onde o nível de ensino era muito bom, havia uma professora de História que passava toda a aula berrando, humilhando e assustando os alunos. Qualquer um que tivesse dificuldade no aprendizado ou esquecesse alguma tarefa era simplesmente chamado de "burro, idiota", e humilhado na frente dos outros. Embora não tivesse sofrido como outros colegas, a experiência como grupo foi péssima e assustadora.
A partir da quinta série passei a estudar noutro colégio, do qual não me lembro de nenhuma má experiência. Das várias boas lembranças, não esqueço das aulas de Física no terceiro ano do segundo grau. Em uma matéria objetíva, por vezes chata e difícil, o professor (Carlos alberto Gianotti) tinha total controle e admiração da turma (muitas vezes com quase 100 alunos), e intercalava momentos de seriedade com momentos de total descontração, tornando a aula agradável, respeitosa e eficiente.
Das tantas vivências que tive durante a escola, algumas ficaram muito vivas na memória. Durante a quarta série primária, em um Colégio Estadual do qual tive mais boas que más lembranças e onde o nível de ensino era muito bom, havia uma professora de História que passava toda a aula berrando, humilhando e assustando os alunos. Qualquer um que tivesse dificuldade no aprendizado ou esquecesse alguma tarefa era simplesmente chamado de "burro, idiota", e humilhado na frente dos outros. Embora não tivesse sofrido como outros colegas, a experiência como grupo foi péssima e assustadora.
A partir da quinta série passei a estudar noutro colégio, do qual não me lembro de nenhuma má experiência. Das várias boas lembranças, não esqueço das aulas de Física no terceiro ano do segundo grau. Em uma matéria objetíva, por vezes chata e difícil, o professor (Carlos alberto Gianotti) tinha total controle e admiração da turma (muitas vezes com quase 100 alunos), e intercalava momentos de seriedade com momentos de total descontração, tornando a aula agradável, respeitosa e eficiente.
texto Paulo Freire
Dentre os requisitos básicos para o bom relacionamento professor-aluno, essencial para o desenvolvimento do ensino-aprendizagem, está o respeito à autonomia do aluno. A autonomia é condição indispensável ao desenvolvimento integral do ser humano, tanto intelectualmente como moralmente. O professor, como profissional e como pessoa, deve ser o facilitador no que diz respeito à passagem da heteronomia para a autonomia e não um "coibidor" desse processo. Proporcionar, em suas aulas, a dialogicidade e a ação-reflexão-ação, levar em consideração os conhecimentos prévios e as histórias de vida do educando, respeitar o tempo do desenvolvimento de cada um, perceber seus anseios e proporcionar situações favoráveis para a tranposição de idéias e dúvidas, são tarefas indispensáveis para que o processo ensino-aprendizagem se dê de forma satisfátória. Deve-se, contudo, ter consciência de sua autoridade, como professor, fazendo bom uso dela. Saber distinguir autoridade de autoritarismo é muito importante no estabelecimento de limites. A tecnologia é favorável para o desenvolvimento desse processo, se utilizado de forma correta, como meio e não como fim.
Cristiano Pires Maia
Cristiano Pires Maia
Pedagogia da autonomia
O trabalho educativo é um processo facilitador e importante para que o educando desenvolva sua autonomia, sendo essencial o educador compreender e auxiliar o aluno em suas vivências diárias, através de dúvidas, críticas, curiosidades e questionamentos, sendo importante não haver autoritarismo na relação do professor com o aluno, o qual deve ser respeitada não inibindo seu desenvolvimento e aprendizagem, pois através das trocas de experiências sem ironia e preconceitos ambos serão beneficiados no conhecimento.
Atualmente a disponbilidade da tecnologia com recursos de fácil acesso, como por exemplo a internet, facilita no aprendizado e comunicação entre as pessoas, independente de qualquer origem e País. Porém o diálogo não deve ser restrito apenas a esse meio, sendo fundamental o contato pessoal na sala de aula beneficiando inclusive nas relações professor e aluno.
Na atividade foi solicitado um comentário sobre a postagem anterior do colega, o qual conforme meu parecer esta de acordo com o texto que eu redigi enfatizando os conceitos solicitados.
Patrícia Xavier Hommerding
Atualmente a disponbilidade da tecnologia com recursos de fácil acesso, como por exemplo a internet, facilita no aprendizado e comunicação entre as pessoas, independente de qualquer origem e País. Porém o diálogo não deve ser restrito apenas a esse meio, sendo fundamental o contato pessoal na sala de aula beneficiando inclusive nas relações professor e aluno.
Na atividade foi solicitado um comentário sobre a postagem anterior do colega, o qual conforme meu parecer esta de acordo com o texto que eu redigi enfatizando os conceitos solicitados.
Patrícia Xavier Hommerding
Texto Paulo Freire
O texto de Paulo Freire abrange a necessidade do educador de ver o aluno como ser ?inconcluso? porém autônomo, devendo o primeiro invariavelmente respeitar o segundo, independentemente de suas qualidades ou defeitos, facilidades ou dificuldades vivenciadas no trabalho educativo diário. Segundo o autor, é justamente esta situação de ?inacabamento? do educando (e por que não também do educador?) que o torna digno de respeito, fazendo com que o educador tenha atitudes plenamente éticas, respeitando sua individualidade e autonomia. Essa autonomia diz respeito basicamente ao modo de ser do aluno, seja este mais curioso, mais rebelde, mais inquieto, mais pobre, mais ignorante, nunca devendo o professor se fazer valer de sua (suposta) superioridade intelectual para ser autoritário, preconceituoso, irônico ou segregador. Por outro lado, o professor que apenas ensina sem cumprir seu dever de também educar, propor limites à liberdade do aluno, estimular seu pensamento crítico e sua independência, também age de forma errada, de acordo com o autor.
Há, assim, a necessidade de uma relação dialógica entre educadores e educandos, para que ambas as partes interajam, ensinem e aprendam, troquem experiências, tendo noção de suas diferenças mas nunca as discriminando, e sim respeitando a autonomia e a identidade do de cada um.
Em relação à tecnologia, é imperioso, atualmente, reconhecer que esta vem progressivamente se tornando parte inerente do processo de ensino e aprendizado, e que, na medida do possível, tanto educadores como educandos devem ser orientados adequadamente a utilizarem-se deste tipo de ferramenta para aperfeiçoar conhecimentos, buscar novas fontes de dados, interagir virtualmente e trocar experiências com educandos e educadores de outras partes do mundo. Mas não devem estas novas ferramentas tecnológicas, no entanto, substituir a verdadeira relação professor-aluno, que não se restringe apenas a blogs, internet e palavras digitadas em um computador, mas também a uma relação pessoal bastante mais aprofundada e necessária para o verdadeiro aprendizado.
Luciana Friedrich
Para uma formação de professores adequada as necessidades atuais, é fundamental a todo o processo de reforma educativa, dada a transição tecnológica que vem ocorrendo nos últimos tempos. Desenvolver no professor a capacidade de manipular os novos materiais tecnológicos enquanto ferramentas de aprendizagem e de ajudar os alunos a desenvolver a sua autonomia. Os educandos atualmente provêem de uma sociedade multicultural com uma diversidade de famílias, culturas, raças, línguas, níveis sociais e econômicos.
Como aspecto principal de sua abordagem pedagógica, constata-se que "formar" é muito mais que treinar o educando no desempenho de suas tarefas. Orientar não se esgota no tratamento do objeto ou do conteúdo, todavia se alonga à produção de condições em que aprender criticamente é possível, exigindo a presença de educadores e educandos criativos, investigadores e inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes. Nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos e educadores vão se transformando em reais sujeitos da construção e reconstrução do saber.
O uso da tecnologia reflete uma nova forma de aprendizagem por meio da interação multimídia e da comunicação entre pessoas. Especificamente, com esta segunda, a partir do advento da Internet, expande-se o processo educativo para além dos muros das escolas e das universidades com a modalidade de ensino a distância.
As instituições e os professores precisam respeitar os saberes dos educandos e sempre que possível, trabalhar seu conhecimento, sua experiência. O professor que desrespeita a curiosidade do educando, seu gosto estético, sua linguagem, sua sintaxe e prosódia; o professor que ironiza o aluno, que o minimiza entre outras ofensas em prol da ordem em sala de aula, transgride os princípios fundamentais éticos de nossa existência e esta transgressão jamais poderá ser vista ou entendida como virtude, mas como ruptura com a decência.
As orientações que determinam as práticas educacionais deveriam propiciar ao professor a reconstituição de seu lugar: o lugar de educador/orietador que, ao promover educação também se educa. Quem sabe assim chega-se àquele ideal de educação, há tanto tempo buscado: educar para a autonomia, para lidar com o conhecimento e para saber resolver problemas hoje e para saber resolvê-los amanhã.
Segundo Paulo Freire, não é esta ou aquela ferramenta que vai criar um novo tipo de educação. Ele insiste numa idéia muito mais difícil de realizar: a de que somente a transformação nas relações de poder entre quem "ensina" e quem "aprende" será possível criar uma interatividade autêntica.
Há, assim, a necessidade de uma relação dialógica entre educadores e educandos, para que ambas as partes interajam, ensinem e aprendam, troquem experiências, tendo noção de suas diferenças mas nunca as discriminando, e sim respeitando a autonomia e a identidade do de cada um.
Em relação à tecnologia, é imperioso, atualmente, reconhecer que esta vem progressivamente se tornando parte inerente do processo de ensino e aprendizado, e que, na medida do possível, tanto educadores como educandos devem ser orientados adequadamente a utilizarem-se deste tipo de ferramenta para aperfeiçoar conhecimentos, buscar novas fontes de dados, interagir virtualmente e trocar experiências com educandos e educadores de outras partes do mundo. Mas não devem estas novas ferramentas tecnológicas, no entanto, substituir a verdadeira relação professor-aluno, que não se restringe apenas a blogs, internet e palavras digitadas em um computador, mas também a uma relação pessoal bastante mais aprofundada e necessária para o verdadeiro aprendizado.
Luciana Friedrich
É importante que o prof. entenda o aluno como um ser inconcluso (porém autônomo). Ele está buscando crescer, aprendendo os ensinamentos que lhe são passados, mas também exercendo sua curiosidade, senso crítico, inquietude.
Deve ser um imperativo ético para o prof. (e não apenas uma das possibilidades) fornecer as ferramentas para que o aluno exerça sua autonomia no processo ensino-aprendizagem. O prof. não deve usar do autoritarismo, evitando sufocar as iniciativas do aluno e tentando completar o ?ser? do aluno de acordo com suas próprias visões de mundo.
É importante aceitar, estimular e discutir os questionamentos do aluno, mesmo que sejam contra a própria estrutura didático-pedagógica. É preciso aprender com o aluno, e não só o contrário.
No entanto, o prof. não deve ser ?licensioso?, permitindo que o processo se transforme em algo sem foco e sem objetividade. É importante conduzir os questionamentos do aluno em direção a um objetivo, que permita o seu crescimento.
Marcela da Cunha Sales
Deve ser um imperativo ético para o prof. (e não apenas uma das possibilidades) fornecer as ferramentas para que o aluno exerça sua autonomia no processo ensino-aprendizagem. O prof. não deve usar do autoritarismo, evitando sufocar as iniciativas do aluno e tentando completar o ?ser? do aluno de acordo com suas próprias visões de mundo.
É importante aceitar, estimular e discutir os questionamentos do aluno, mesmo que sejam contra a própria estrutura didático-pedagógica. É preciso aprender com o aluno, e não só o contrário.
No entanto, o prof. não deve ser ?licensioso?, permitindo que o processo se transforme em algo sem foco e sem objetividade. É importante conduzir os questionamentos do aluno em direção a um objetivo, que permita o seu crescimento.
Marcela da Cunha Sales
Trabalho Educativo, Tecnologia e Autonomia
Para uma formação de professores adequada as necessidades atuais, é fundamental a todo o processo de reforma educativa, dada a transição tecnológica que vem ocorrendo nos últimos tempos. Desenvolver no professor a capacidade de manipular os novos materiais tecnológicos enquanto ferramentas de aprendizagem e de ajudar os alunos a desenvolver a sua autonomia. Os educandos atualmente provêem de uma sociedade multicultural com uma diversidade de famílias, culturas, raças, línguas, níveis sociais e econômicos.
Como aspecto principal de sua abordagem pedagógica, constata-se que "formar" é muito mais que treinar o educando no desempenho de suas tarefas. Orientar não se esgota no tratamento do objeto ou do conteúdo, todavia se alonga à produção de condições em que aprender criticamente é possível, exigindo a presença de educadores e educandos criativos, investigadores e inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes. Nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos e educadores vão se transformando em reais sujeitos da construção e reconstrução do saber.
O uso da tecnologia reflete uma nova forma de aprendizagem por meio da interação multimídia e da comunicação entre pessoas. Especificamente, com esta segunda, a partir do advento da Internet, expande-se o processo educativo para além dos muros das escolas e das universidades com a modalidade de ensino a distância.
As instituições e os professores precisam respeitar os saberes dos educandos e sempre que possível, trabalhar seu conhecimento, sua experiência. O professor que desrespeita a curiosidade do educando, seu gosto estético, sua linguagem, sua sintaxe e prosódia; o professor que ironiza o aluno, que o minimiza entre outras ofensas em prol da ordem em sala de aula, transgride os princípios fundamentais éticos de nossa existência e esta transgressão jamais poderá ser vista ou entendida como virtude, mas como ruptura com a decência.
As orientações que determinam as práticas educacionais deveriam propiciar ao professor a reconstituição de seu lugar: o lugar de educador/orietador que, ao promover educação também se educa. Quem sabe assim chega-se àquele ideal de educação, há tanto tempo buscado: educar para a autonomia, para lidar com o conhecimento e para saber resolver problemas hoje e para saber resolvê-los amanhã.
Segundo Paulo Freire, não é esta ou aquela ferramenta que vai criar um novo tipo de educação. Ele insiste numa idéia muito mais difícil de realizar: a de que somente a transformação nas relações de poder entre quem "ensina" e quem "aprende" será possível criar uma interatividade autêntica.
Regina Kuhmmer
Segunda-feira, Outubro 02, 2006
Ao ler esse texto, relacionei imediatamente as lembranças solicitadas na atividade anterior, pois fiz referência as diferenças entre as pessoas e sobre formas de ensinar .
Achei que o autor poderia usar uma linguagem mais facilitada, mas considero que o texto menciona as principais questões envolvidas no ensino. O educador deve respeitar o aluno, pois se o educador não consegue perceber as peculiaridades dos educandos, pode estar utilizando formas inadequadas no ensino.
O autoritarismo por parte do educador faz com que os educandos fiquem temerosos e o processo de ensino se dê de forma inadequada, muitas vezes tornando os alunos com restrições a matérias dadas por professores autoritários.
O educador que respeita a autonomia do educando, realiza um trabalho educativo muito mais proveitoso do que um educador que já tem aulas prontas, muitas vezes para cumprir um currículo, sem conseguir realmente passar conhecimento para o educando.
No que se refere a tecnologia, atualmente existem recursos para ensino que podem "facilitar" o acesso ao conhecimento, mas muitas vezes tornam as atividades inacessíveis em determinados momentos, como é o caso dessas atividades que temos executado, onde qualquer intercorrência no computador pode impedir a entrega de trabalhos e tornar o aluno totalmente dependente de uma máquina para cumprir as atividades.
Simone Capsi Pires
Achei que o autor poderia usar uma linguagem mais facilitada, mas considero que o texto menciona as principais questões envolvidas no ensino. O educador deve respeitar o aluno, pois se o educador não consegue perceber as peculiaridades dos educandos, pode estar utilizando formas inadequadas no ensino.
O autoritarismo por parte do educador faz com que os educandos fiquem temerosos e o processo de ensino se dê de forma inadequada, muitas vezes tornando os alunos com restrições a matérias dadas por professores autoritários.
O educador que respeita a autonomia do educando, realiza um trabalho educativo muito mais proveitoso do que um educador que já tem aulas prontas, muitas vezes para cumprir um currículo, sem conseguir realmente passar conhecimento para o educando.
No que se refere a tecnologia, atualmente existem recursos para ensino que podem "facilitar" o acesso ao conhecimento, mas muitas vezes tornam as atividades inacessíveis em determinados momentos, como é o caso dessas atividades que temos executado, onde qualquer intercorrência no computador pode impedir a entrega de trabalhos e tornar o aluno totalmente dependente de uma máquina para cumprir as atividades.
Simone Capsi Pires
29 de setembro de 2006.
Suzi Roseli Kerber
Mestranda em Psiquiatria
Relato de Duas Experiências de Prática de Ensino
Eu estava fazendo a minha cadeira de prática de ensino com alunos do segundo semestre do curso de medicina, e a disciplina se chamava Desenvolvimento Normal da Criança e do Adolescente. O assunto da aula era ? O Latente?, ou seja, a criança entre 6 e 10 anos aproximadamente.
Quando entrei na sala de aula encontrava-se um senhor de oitenta anos que estava aguardando uma palestra sobre?coluna? e estava no local errado.
Ele perguntou o que faríamos ali e expliquei que tratava-se de uma aula para futuros médicos. Ele achou muito interessante e me pediu para assistir. Fiquei me perguntando se isto era correto mas concordei. Os alunos foram chegando e eu apresentava o nosso ouvinte. Alguns alunos prepararam o assunto e começaram a perguntar para o senhor como era a educação das crianças naquela época. Ele vinha de uma família de oito filhos, era o irmão mais velho, ficou órfão muito cedo e precisou ajudar a mãe a criar os irmãos. Nos contou como foi severa a educação das crianças e como apanhavam da professora quando faziam algo errado. Também nos contou como foi mais branda a educação dada ao seu único filho. Era visível o prazer que todos estávamos sentindo com aquela aula e sempre me recordo dela com muita satisfação.
Na próxima semana ele foi o primeiro a chegar e novamente me pediu permissão para assistir a aula. Neste dia abordamos algo sobre sexualidade e ele nos falou que ?em seu tempo nada disto existia, que criança era criança e não tinha nada destas coisas de sexo?. Meu aluno-professor não veio mais, mas suas lições permaneceram conosco durante todo aquele semestre.
A minha segunda experiência não foi agradável. Havia um aluno matriculado na disciplina que comparecia muito eventualmente e então reprovaria por falta. Várias vezes solicitei a seus colegas que viesse conversar porque gostaria de saber a razão pela qual faltava tanto. Fez todos os trabalhos, compareceu na prova final, mas não veio conversar comigo. Precisei reprová-lo por suas faltas e achei que então se manifestaria.Continuei sem saber o que ocorria com ele. A experiência foi muito desagradável para mim.
Suzi Roseli Kerber
Mestranda em Psiquiatria
Relato de Duas Experiências de Prática de Ensino
Eu estava fazendo a minha cadeira de prática de ensino com alunos do segundo semestre do curso de medicina, e a disciplina se chamava Desenvolvimento Normal da Criança e do Adolescente. O assunto da aula era ? O Latente?, ou seja, a criança entre 6 e 10 anos aproximadamente.
Quando entrei na sala de aula encontrava-se um senhor de oitenta anos que estava aguardando uma palestra sobre?coluna? e estava no local errado.
Ele perguntou o que faríamos ali e expliquei que tratava-se de uma aula para futuros médicos. Ele achou muito interessante e me pediu para assistir. Fiquei me perguntando se isto era correto mas concordei. Os alunos foram chegando e eu apresentava o nosso ouvinte. Alguns alunos prepararam o assunto e começaram a perguntar para o senhor como era a educação das crianças naquela época. Ele vinha de uma família de oito filhos, era o irmão mais velho, ficou órfão muito cedo e precisou ajudar a mãe a criar os irmãos. Nos contou como foi severa a educação das crianças e como apanhavam da professora quando faziam algo errado. Também nos contou como foi mais branda a educação dada ao seu único filho. Era visível o prazer que todos estávamos sentindo com aquela aula e sempre me recordo dela com muita satisfação.
Na próxima semana ele foi o primeiro a chegar e novamente me pediu permissão para assistir a aula. Neste dia abordamos algo sobre sexualidade e ele nos falou que ?em seu tempo nada disto existia, que criança era criança e não tinha nada destas coisas de sexo?. Meu aluno-professor não veio mais, mas suas lições permaneceram conosco durante todo aquele semestre.
A minha segunda experiência não foi agradável. Havia um aluno matriculado na disciplina que comparecia muito eventualmente e então reprovaria por falta. Várias vezes solicitei a seus colegas que viesse conversar porque gostaria de saber a razão pela qual faltava tanto. Fez todos os trabalhos, compareceu na prova final, mas não veio conversar comigo. Precisei reprová-lo por suas faltas e achei que então se manifestaria.Continuei sem saber o que ocorria com ele. A experiência foi muito desagradável para mim.
27.09.2006
O autor foi muito feliz em tratar de um assunto inerente a todas as relações humanas, e muito importante neste momento brasileiro, em que o país vive uma crise de valores, onde o professor tem papel fundamental na formação das novas gerações.
Penso que o texto poderia ter termos mais simples eliminando palavras como ?prosódia e sintaxe?.
O texto enfatiza o respeito que deve existir em qualquer relação humana, como fundamental na relação professor-aluno. O respeito, segundo o autor, se inicia pelo conhecimento de quem ensina, de que embora saiba mais que o aluno, o seu conhecimento
tem limites, os da capacidade humana. Sempre há o que aprender, o que de certa forma iguala professor e aluno. O que há de diferente no aluno precisa ser respeitado e usado em seu favor para o aprender. Um aluno diminuído, discriminado, desvalorizado, certamente reduz sua capacidade de aproveitar o que o professor pode ensinar. O professor que tenta mostrar sua superioridade através de seu autoritarismo está também ensinando a sua atitude negativa para os seus alunos.
A atitude ética se relaciona com o auto-conhecimento e o respeito ao outro. O respeito ao aluno não pode se confundir com omissão em relação às funções do professor. Isto inclui organizar e colocar limites à liberdade dos alunos, para que se mantenha a função principal deste relacionamento:O ensinar e o aprender.
Em relação a tecnologia, penso que ela pode ser usada em favor do conhecimento. Ela facilita o acesso a maior número de informações. Mas me parece que jamais poderia substituir o papel do professor e a riqueza que existe na relação professor-aluno. Desde que nascemos aprendemos com ?alguém que ensina?, em muitas fazes da vida, se não em todas, nos esforçamos para crescermos como pessoas, porque amamos alguém, e queremos agradar esta pessoa. O professor representa, substitui ou se torna objeto de amor e daí o desejo de aprender para agradar o ser amado. O texto mostra a importância do que não está explícito, formalizado no ato de ensinar: Precisa haver respeito e uma atitude ética em relação ao educando, caso contrário, todas as teorias que podem ser aprendidas nesta relação podem ter sua importância diminuída ou depreciada.
A autonomia precisa estar vinculada ao respeito e a ética. As diferenças entre as pessoas, as habilidades e as limitações de cada um, também aparecem na forma de ser professor. Penso que dentro disto está a autonomia. Os gostos e interesses pessoais também podem dar um modo diferente a cada um , mas a aula e o ensinar são para o aluno e este foco não pode ser perdido e penso que delimita até onde vai a autonomia do professor.
Suzi Roseli Kerber
O autor foi muito feliz em tratar de um assunto inerente a todas as relações humanas, e muito importante neste momento brasileiro, em que o país vive uma crise de valores, onde o professor tem papel fundamental na formação das novas gerações.
Penso que o texto poderia ter termos mais simples eliminando palavras como ?prosódia e sintaxe?.
O texto enfatiza o respeito que deve existir em qualquer relação humana, como fundamental na relação professor-aluno. O respeito, segundo o autor, se inicia pelo conhecimento de quem ensina, de que embora saiba mais que o aluno, o seu conhecimento
tem limites, os da capacidade humana. Sempre há o que aprender, o que de certa forma iguala professor e aluno. O que há de diferente no aluno precisa ser respeitado e usado em seu favor para o aprender. Um aluno diminuído, discriminado, desvalorizado, certamente reduz sua capacidade de aproveitar o que o professor pode ensinar. O professor que tenta mostrar sua superioridade através de seu autoritarismo está também ensinando a sua atitude negativa para os seus alunos.
A atitude ética se relaciona com o auto-conhecimento e o respeito ao outro. O respeito ao aluno não pode se confundir com omissão em relação às funções do professor. Isto inclui organizar e colocar limites à liberdade dos alunos, para que se mantenha a função principal deste relacionamento:O ensinar e o aprender.
Em relação a tecnologia, penso que ela pode ser usada em favor do conhecimento. Ela facilita o acesso a maior número de informações. Mas me parece que jamais poderia substituir o papel do professor e a riqueza que existe na relação professor-aluno. Desde que nascemos aprendemos com ?alguém que ensina?, em muitas fazes da vida, se não em todas, nos esforçamos para crescermos como pessoas, porque amamos alguém, e queremos agradar esta pessoa. O professor representa, substitui ou se torna objeto de amor e daí o desejo de aprender para agradar o ser amado. O texto mostra a importância do que não está explícito, formalizado no ato de ensinar: Precisa haver respeito e uma atitude ética em relação ao educando, caso contrário, todas as teorias que podem ser aprendidas nesta relação podem ter sua importância diminuída ou depreciada.
A autonomia precisa estar vinculada ao respeito e a ética. As diferenças entre as pessoas, as habilidades e as limitações de cada um, também aparecem na forma de ser professor. Penso que dentro disto está a autonomia. Os gostos e interesses pessoais também podem dar um modo diferente a cada um , mas a aula e o ensinar são para o aluno e este foco não pode ser perdido e penso que delimita até onde vai a autonomia do professor.
Suzi Roseli Kerber
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