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Quarta-feira, Junho 20, 2007
AULA de 20.06.2007
Vai deixar saudade este curso. Pela parceria dos colegas, pela alegria contagiosa dos encontros e pela atuação descontraida dos professores Carmem e Manfrói.
A última aula - versando sobre narrativa - trouxe uma dramatização inicial simbolizando uma entrevista médica, onde era ressaltada a pouca importância dada pela profissional em relação ao problema de seu (?) paciente. Ora arrogante, ora agressiva, ora indiferente às queixas do paciente, foi dirigindo a consulta para uma finalização precoce. Ao paciente não foi dada a oportunidade de esclarecer o que com ele se passava. Sem conhecimento suficiente para entender o "jargão" médico, despojado de sua condição de ser humano (submisso) diante da arrogância profissional, saiu da consulta como entrou - sem ter tido uma explicação que o ajudasse a entender o que se passava com ele. Quiseram os autores mostrar a necessidade da narrativa - pela observação e acolhimento das queixas do paciente - transferidas para o seu prontuário, para as anotações do profissional. Ou seja, descrever tudo o que ouvimos, sentimos ou notamos no paciente não só no exame físico mas no seu semblante, no seu comportamento, nos seus gestos.
Realmente, no meio médico (que melhor conheço), há uma relutância em relação à transferência escrita dos seus "achados", de suas idéias, de sua avaliação do paciente ou, até mesmo, da descrição de um ato cirúrgico. Não raro vemos prontuários hospitalares absolutamente incompletos. Entendo que a transcrição está na completa dependência do conteúdo, ou seja, na dependência da perfeita interpretação do que foi dito ou expressado pelo paciente. Sem esse conhecimento (observação, avaliação, interesse) nada haverá para ser transferido. Acho que as escolas médicas devam criar um espaço para o ensino da narrativa, habituar o jovem aluno a escrever, destacando a importância dessa transcrição dos pensamentos e das informações. Do ponto de vista científico, muito contribuiremos para as pesquisas futuras se , como profissionais, como pesquisadores ou educadores, fizermos a nossa parte, escrevendo e ensinando a escrever.
Propositalmente deixei de lado comentários sobre a parte legal (óbvia). O que foi dito se perde. O que foi escrito, permanece.
Parabéns, portanto, ao último grupo que também soube escolher um assunto muito importante, que há muito necessita ser discutido nas escolas de medicina.
FAURI
A última aula - versando sobre narrativa - trouxe uma dramatização inicial simbolizando uma entrevista médica, onde era ressaltada a pouca importância dada pela profissional em relação ao problema de seu (?) paciente. Ora arrogante, ora agressiva, ora indiferente às queixas do paciente, foi dirigindo a consulta para uma finalização precoce. Ao paciente não foi dada a oportunidade de esclarecer o que com ele se passava. Sem conhecimento suficiente para entender o "jargão" médico, despojado de sua condição de ser humano (submisso) diante da arrogância profissional, saiu da consulta como entrou - sem ter tido uma explicação que o ajudasse a entender o que se passava com ele. Quiseram os autores mostrar a necessidade da narrativa - pela observação e acolhimento das queixas do paciente - transferidas para o seu prontuário, para as anotações do profissional. Ou seja, descrever tudo o que ouvimos, sentimos ou notamos no paciente não só no exame físico mas no seu semblante, no seu comportamento, nos seus gestos.
Realmente, no meio médico (que melhor conheço), há uma relutância em relação à transferência escrita dos seus "achados", de suas idéias, de sua avaliação do paciente ou, até mesmo, da descrição de um ato cirúrgico. Não raro vemos prontuários hospitalares absolutamente incompletos. Entendo que a transcrição está na completa dependência do conteúdo, ou seja, na dependência da perfeita interpretação do que foi dito ou expressado pelo paciente. Sem esse conhecimento (observação, avaliação, interesse) nada haverá para ser transferido. Acho que as escolas médicas devam criar um espaço para o ensino da narrativa, habituar o jovem aluno a escrever, destacando a importância dessa transcrição dos pensamentos e das informações. Do ponto de vista científico, muito contribuiremos para as pesquisas futuras se , como profissionais, como pesquisadores ou educadores, fizermos a nossa parte, escrevendo e ensinando a escrever.
Propositalmente deixei de lado comentários sobre a parte legal (óbvia). O que foi dito se perde. O que foi escrito, permanece.
Parabéns, portanto, ao último grupo que também soube escolher um assunto muito importante, que há muito necessita ser discutido nas escolas de medicina.
FAURI
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)
