.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Terça-feira, Junho 26, 2007


Medicina Narrativa - Chemello
Sem dúvida, Medicina Narrativa exige tempo e paciência. Acho o assunto interessante, mas difícil de ser praticado na atualidade. De qualquer modo, o grupo apresentou o tema de maneira pertinente, teve tempo de preparação e organização. A didática foi simples e fácil. Aula bem preparada. Fica a sugestão: acho que devemos, sempre que temos atividades com participação de todos, organizar os líderes de grupos e os que falam.

Avaliação grupo 20/06
Olá,
Atrasei um pouco a avaliação. De qualquer forma, novamente achei o tema bastante interessante e pouco discutido por nós médicos. Em relação à apresentação, achei que os colegas, pesquisaram sobre o tema, este era relevante para a disciplina e também foram criativos. Achei que não houve tanto planejamento da aula, quanto em grupos anteriores, mas nada que prejudicasse a apresentação. No geral, gostei de todas as apresentações que assisti e me surpreendi com a turma. Abraço, Carla K.

Domingo, Junho 24, 2007


Aula 20/06
Ao trazerem à pauta o tema Medicina Narrativa, os colegas do último grupo abordaram um tema fundamental para a boa prática médica, e que por vezes fica negligenciado. Transcrever, ou melhor, traduzir de forma completa e adequada o que se passa em uma consulta, procedimento ou avaliação médica, precisa ser incentivado e praticado tanto pelos alunos quanto pelos profissionais. O grupo apresentou o tema de forma adequada, clara, objetiva e criativa. Ficou evidenciada de forma muito ilustrativa a importância da comunicação - ou da falta dela - mesmo não sendo exatamente este o tema da aula. Na verdade, comunicação médico-paciente (ou professor-aluno) e narrativa são diferentes facetas de um mesmo processo. Gostei do tema e da forma como a aula foi dada. Parabéns ao grupo!
Daniela Fedrizzi

Sábado, Junho 23, 2007


Avaliação do grupo de 20/06/07: o grupo trouxe um assunto importante e inovador, mostrou um bom planejamento, desenvolvendo a aula com criatividade e clareza e fazendo-nos pensar sobre a medicina narrativa. Retratando a relação médico-paciente, muitas vezes caracterizada por um diálogo unilateral, valorizando apenas a informação médica, sem dar "voz e vez"para o paciente expor suas dúvidas e angústias. Ao lado da importância de uma relação mais dialógica, está o registro adequado da história clínica, assunto que deveria ser mais abordado nos cursos da área da saúde. Parabéns ao grupo.
Estefania.

Sexta-feira, Junho 22, 2007


Análise
Me pareceu muito pertinente o assunto escolhido pelo grupo. Nós sabemos quando um tema proposto é de interesse de todos quando uma grande parte da turma se manifesta e discute em massa o problema, e realmente foi o que aconteceu! Apesar de não ser médico, consegui visualisar as dificuldades enfrentadas pelos colegas (médicos) diante da problematização do relato escrito durante uma consulta e o comportamento do profissional diante de seu paciente. Na encenação ficou bem claro o que uma consulta mal conduzida ou com pouco tato do profissional pode ocasionar: desde a omissão (do problema), por parte do paciente e talvez a pouca informação do problema (doença) para o próprio médico e no final nem uma parte nem outra sai satisfeito com a conduta do profissional.
Gostei do desempenho do grupo e isso mostra a preocupação deles a respeito desse tema!
Saudações tricolores!! Flávio Só

Quinta-feira, Junho 21, 2007


Avaliação do grupo do dia 20/06
O último grupo a apresentar trouxe um assunto muito pouco discutido no nosso meio: a importância da narrativa escrita na relação do profissional de saúde com o paciente. Deixar escrita a impressão do médico, por exemplo, em relação àquela pessoa que chega para a consulta com um problema que a preocupa e com uma história de vida a ser considerada faz com que se consiga entender melhor o paciente e atendê-lo no decorrer do tratamento com maior qualidade. Com o registro, cabe ao profissional ter sensibilidade para perceber o que é melhor fazer, como é melhor agir e de que forma se comunicar com o paciente. É preciso cultivar o hábito da escrita para que essa se torne rotina.
O grupo está de parabéns pela escolha do tema, que foi bem abordado durante a aula, pelo planejamento e embasamento teórico que mostrou ter ocorrido. A postura de todos estava ótima. A discussão em pequenos grupos aconteceu e no grande grupo, poderia ter sido mais entusiasmada. Mesmo assim, repito, o grupo merece os parabéns.


ultimo grupo
a apresentação foi muito interessante. A encenação só nao sucitou mais discussão, pelo óbvio, todos notaram o absurdo na relação médico-paciente. O grupo foi muito feliz na escolha, e chamou-nos a atençao para algo que nos esquecemos. uma boa narrativa da consulta médica onde podem constar detalhes q na maioria das vezes são de importancia para o dignóstico e tratamento dos pacientes. Abraço a todos

Quarta-feira, Junho 20, 2007


Achei a aula de hoje peculiar, sobre assunto pouco abordado, mas, ao que me parece, útil para desenvolver a sensibilidade de médicos e outros profissionais da saúde. Não se trata de criar uma geração de novos poetas, mas sim de possibilitar o pensar mais delicado e sutil das situações em que nos envolvemos no dia-a-dia.

AULA de 20.06.2007
Vai deixar saudade este curso. Pela parceria dos colegas, pela alegria contagiosa dos encontros e pela atuação descontraida dos professores Carmem e Manfrói.
A última aula - versando sobre narrativa - trouxe uma dramatização inicial simbolizando uma entrevista médica, onde era ressaltada a pouca importância dada pela profissional em relação ao problema de seu (?) paciente. Ora arrogante, ora agressiva, ora indiferente às queixas do paciente, foi dirigindo a consulta para uma finalização precoce. Ao paciente não foi dada a oportunidade de esclarecer o que com ele se passava. Sem conhecimento suficiente para entender o "jargão" médico, despojado de sua condição de ser humano (submisso) diante da arrogância profissional, saiu da consulta como entrou - sem ter tido uma explicação que o ajudasse a entender o que se passava com ele. Quiseram os autores mostrar a necessidade da narrativa - pela observação e acolhimento das queixas do paciente - transferidas para o seu prontuário, para as anotações do profissional. Ou seja, descrever tudo o que ouvimos, sentimos ou notamos no paciente não só no exame físico mas no seu semblante, no seu comportamento, nos seus gestos.
Realmente, no meio médico (que melhor conheço), há uma relutância em relação à transferência escrita dos seus "achados", de suas idéias, de sua avaliação do paciente ou, até mesmo, da descrição de um ato cirúrgico. Não raro vemos prontuários hospitalares absolutamente incompletos. Entendo que a transcrição está na completa dependência do conteúdo, ou seja, na dependência da perfeita interpretação do que foi dito ou expressado pelo paciente. Sem esse conhecimento (observação, avaliação, interesse) nada haverá para ser transferido. Acho que as escolas médicas devam criar um espaço para o ensino da narrativa, habituar o jovem aluno a escrever, destacando a importância dessa transcrição dos pensamentos e das informações. Do ponto de vista científico, muito contribuiremos para as pesquisas futuras se , como profissionais, como pesquisadores ou educadores, fizermos a nossa parte, escrevendo e ensinando a escrever.
Propositalmente deixei de lado comentários sobre a parte legal (óbvia). O que foi dito se perde. O que foi escrito, permanece.
Parabéns, portanto, ao último grupo que também soube escolher um assunto muito importante, que há muito necessita ser discutido nas escolas de medicina.
FAURI

Terça-feira, Junho 19, 2007


Caros colegas,
Gostaria de parabenizar todos os grupos que já apresentaram. Cada grupo apresentou algo diferente em suas aulas, trazendo um aspecto novo para a didáctica. Nota-se planejamento prévio evidente e com domínio do conteúdo apresentado.
saudações
Guilherme Pesce

Segunda-feira, Junho 18, 2007


Avaliações das últimas 2 aulas
Data: 06/06/07 - Só posso avaliar o segundo grupo, o do one-minute-preceptor, já que pertenço ao primeiro grupo daquele dia. Gostei muito do modelo teórico apresentado, até porque foi novidade para mim. Até então eu não conhecia esta proposta de preceptoria, ao menos não sob esta denominação. Gostei de ver valorizada a contribuição pessoal de cada aluno e a maneira como se pode apontar e corrigir eventuais falhas de maneira construtiva. Pena que muitos dos professores com os quais tive aula na graduação não conheceram esse modelo de preceptoria!

Data: 13/06/07 - O grupo da técnica cirúrgica foi muito bom! Aprender na prática é isso mesmo: só se aprende a fazer alguma coisa fazendo-a. Acho que o fato de a turma ter se dispersado em determinados momentos é inerente ao modelo de aula proposto. Dificilmente seria diferente se fosse uma aula prática real em um bloco cirúrgico ou laboratório de testes.
O grupo da linguagem corporal ganhou o dia pelo efeito-surpresa. Muito bom o contraste proposital entre as duas formas de apresentação que este grupo propôs. Evidenciar opostos é uma excelente forma de ressaltar os conceitos que se pretende que o aluno fixe mais.

Sem mais para o momento. Boa semana a todos, e até quarta.

Daniela


Pessoal
Estou enviando uma avaliação geral de todas as apresentações, em primeiro lugar, gostaria de parabenizar os colegas, pois todos apresentaram de modo criativo, claro, com planejamento prévio evidente e com dominio do conteúdo - ítens que considerei importantes na minha lista inicial para a avaliação. Neste sentido , todos os grupos teriam conceito A.
Contudo, fiquei pensando sobre o fato de a maioria de nós estar realmente acostumada com aulas demonstrativas (com maior ou menor grau de participação dos "alunos") , e foco principal sobre o(s) professor(es). Imagino que isso possa demonstrar a dificuldade de construir o aprendizado de outras formas, e ser um reflexo do nosso próprio aprendizado. É claro que alguns fatores limitam outras estratégias (o tempo, a limitação de termos apenas uma "aula", etc), mas ainda assim gostaria de lançar este ponto para discussão. Como fiquei curiosa, estive pesquisando e envio um link para um artigo sobre o papel do professor e técnicas para utilizar com grupos, caso alguém tb tenha curiosidade.

Até quarta!
Raquel De Boni

Domingo, Junho 17, 2007


Avaliação
Gente, os dois ultimos grupos estão de parabéns, pois foram muito criativos e realmente conseguiram prender a atenção da turma por alguns momentos, mas mais uma vez ressalto que mais importante que o conteúdo e a metodologia a ser usada, é a pessoa do instrutor, se esta peça, que ao meu ver é a chave, não adianta ter "caixa preta", pois não haverá o interesse, não adianta quere usar a linguagem corporal, pois será ridículo. É necessário preparo do docente, não apenas técnico, mas humano.
Saudações.


Avaliações das Aulas
Avaliação aula 06.06 --> a turma que ministrou a primeira aula (receita do bolo) mostrou de maneira adequada como proceder com o processo de ensino, inclusive como improvisar alguns aspectos da aula (já que havia ingredientes do bolo que não estavam na receita escrita). O material didático para a aula foi apresentado e o grupo teve preparo prévio da aula. Em minha opinião, foi um método interessante de ministrar uma aula. O ponto mais importante a ser observado, em minha opinião, é que a turma (pelo menos em alguns momentos) esteve dispersa. Às vezes é complicado ministrar uma aula mais interessante e dinâmica sem que alguns elementos do grupo de alunos se disperse.
Deixo a avaliação do meu grupo pelos colegas. Um comentário: acho sempre muito difícil fugir da aula expositiva em algum momento da apresentação. Ela é, em minha opinião, mais segura para o professor evoluir na aula. Resta saber se ela é tão boa para o aluno.
Avaliação aula 13.06 --> a primeira turma mostrou uma excelente forma de ampliar e democratizar o ensino da videocirurgia a todos os estudantes. O método de ensino para o tema proposto não poderia deixar de ser mais apropriado: os estudantes participaram e se interessaram pelo tema. A dispersão da turma (por certa perda de tempo na organização dos grupos e indefinição dos elementos que iriam praticar na caixa-preta) foi algo a ser salientado, pois deve ser evitado em apresentações que faremos sobre este tema. Penso, a partir deste aprendizado, que alguma organização prévia dos grupos e definição do papel de cada elemento deva ser valorizado - nem sempre os professores o fazem.
Avaliação aula 13.06 --> a segunda turma foi, em minha opinião, surpreendente!! Para demonstrar a importância da linguagem corporal mostraram 2 formas de apresentação de uma mesma aula. Como não avisaram previamente os alunos sobre isso (o contrário do que vinha sendo feito), inovaram a aula tradicional. Prepararam a aula de maneira inovadora e prenderam a atenção dos alunos de forma magistral.


Avaliação dos grupos de 13/06
1º grupo: A aula sobre cirurgia videolaparoscópica foi bem interessante. Primeiramente, apresentando uma exposição teórica sobre a técnica e mostrando vídeos, conseguiram fazer o grupo entender o assunto. Posteriormente, fazendo a demonstração prática e envolvendo os colegas na competição, conseguiram estimular ainda mais o interesse da turma e o desenvolvimento de suas habilidades. O grupo está de parabéns.

2º grupo: Com criatividade o grupo desenvolveu muito bem o tema (exposição prática e também teórica), mostrando a importância da linguagem corporal na educação e no atendimento aos nossos pacientes. Também conseguiram manter a atenção e o interesse dos colegas. Parabéns.

Estefania


Avaliação dos grupos do dia 13/06
Quanto ao primeiro grupo, considero importante o roteiro apresentado no primeiro slide, pois orienta o aluno, explicando como a aula foi planejada para acontecer. De fato, o grupo utilizou algumas palavras muito próprias da área, o que não chegou a prejudicar a explicação do conteúdo que eles quiseram passar. A postura individual e coletiva do grupo foi adequada, apesar de descontraída. A técnica utilizada ao final da aula permitiu a integração da turma e a participação de todos.
De início, não entendi o que o segundo grupo pretendia. Porém, com a fala do terceiro integrante, tudo começou a fazer sentido, a técnica utilizada realmente funcionou e a aula tornou-se interessante. O assunto é bastante importante para o exercício da prática educativa. A postura do grupo foi muito boa e a atividade proposta ao final da aula ajudou a descontrair. Porém, mais do que isso, ela mostra a dificuldade que temos em nos expressarmos intencionalmente com o corpo.


Avaliação dos Grupos de 13/06/07
Olá pessoal,
Nossas aulas têm sido realmente agradáveis e instrutivas. Não posso comentar sobre os grupos de 06/06, pois estava no Congresso da Abenepi e não participei da aula.
Gostei muito dos grupos da última quarta. Havia estabelecido alguns critérios para as avaliações (vide postagem de maio) e acho que os dois grupos atingiram plenamente os objetivos. Gostaria de destacar que a criatividade tem sido o ponto forte, além do planejamento cuidadoso.
Com certeza, estamos conhecendo várias técnicas de organização de uma aula, da melhor forma possível. Ou seja, com interesse e prazer, o que facilita o aprendizado.
Carla Ketzer

Quinta-feira, Junho 14, 2007


Comentários grupos de 13/06/07
Queridos colegas, achei a apresentação dos dois grupos interessante sob diversos aspectos. Por exemplo, o grupo dos guris da cirurgia instigou o espírito competitivo em todos, o que também auxilia no aprendizado a meu ver. Muito interessante a técnica da 'caixa-preta'; para o desenvolvimento das habilidades necessárias em algumas especialidades só mesmo a prática, além da orientação dos professores, e o método foi inspirador para a necessidade (e o desenvolvimento) de instrumentos similares na minha especialidade.
No segundo grupo, confesso que após a primeira apresentação fiquei me perguntando 'mas o quê foi isso??, exatamente o objetivo das colegas. Achei muito boas as dicas de linguagem corporal. Aliás, lembro de um livro chamado 'O Corpo Fala? ('meio moda' quando eu estava no colégio). Alguém leu? Bem interessante...
Mais uma vez, parabéns pessoal!
Clarissa Prati


eu consegui!!!!!!
agora estou faceiro!!!

aula 13/06
estou lutando com o blog. vamos ver se vai funcionar.
grupo1: abordagem interessante, envolvente e competidora... foi divertido para todos
grupo2: aula muito interessante, bem feita e bem apresentada. parabéns

Quarta-feira, Junho 13, 2007


Como faço parte do segundo grupo vou limitar-me a comentar a primeira apresentação. Considero o grupo muito bom, no sentido de que despertou o interesse dos alunos, incentivou a pensar e discutir a respeito do tema. A abordagem foi clara, didática mas ao mesmo tempo sucinta e nada cansativa. Eu, que não sou da área, me senti incentivada a acompanhar a técnica e a aula. Acredito que a participação da turma, tornou a aula ainda mais interessante para todos.

Aulas de 13.06.07
Grupo 1 - Trazendo um material didático fundamental para mostrar a técnica e as dificuldades de sua execução, conseguiram motivar a todos desenvolvendo uma competição entre os participantes. A parte teórica da apresentação foi consistente, mostrando videos com procedimentos utilizando a videolaparoscopia. Como a platéia era heterogênea, poderia (como foi comentado pelo Dr. Manfroi) ter sido usada uma maior explicação a respeito da terminologia própria ao procedimento. Devemos, entretanto, levar em conta que cada grupo dispõe de apenas 20 minutos para abordar o assunto. De modo que houve motivação efetiva dos "alunos" e todos ficaram concentrados no que estava sendo exposto. Parabéns ao grupo.
Grupo 2 - Com um assunto que, geralmente, não damos muita importância, conseguiram - embasados em bibliografia e estatística - mostrar como é fundamental a linguagem corporal na comunicação e transmissão das idéias. Na verdade esse é uma área que é muito desenvolvida por atores, publicitários, vendedores, políticos, etc. E. porque não fazer parte do ensino médico? Comunicar-se com o paciente, adequadamente, também requer treinamento. Enquanto falamos, ele (paciente) está nos observando criteriosamente - os nossos gestos, o nosso olhar. Sabemos quando numa consulta o paciente entendeu o que informamos e, principalmente, se acreditou naquilo que dissemos, pelo seu comportamento (corporal). Foi muito oportuna e feliz a escolha desse assunto que poderia ser desenvolvido com mais profundidade na cadeira de Prática Educativa. Parabéns a todos os participantes do grupo.
Fauri


Avaliação dos grupos 13/06
Fazendo uma avaliação dos dois grupos que se apresentaram hoje(13/06), achei que os grupos foram muito bem. Algumas colocações: a respeito do primeiro grupo, sempre uma atividade prática desperta algum interesse por parte dos ouvintes, basta o apresentador ter um pouco dedidática que a aula flui, foi muito interessante, pois houve uma rápida abordagem do tema, para situar os ouvintes, uma explicação do que iria consistir a prática, apenas achei que os termos usados poderiam ser mais simples, tendo em vista que nem todos os ouvintes são da área médica. Outro aspecto que achei interessante, e agora fazendo um link com a apresentação do segundo grupo, o "professor" do primeiro grupo deu a aul olhando apenas para um aluno, no caso a professora que estava sentada no canto da sala, mas o resto da dinâmica foi muito interessante, quase todos participaram, foi ótimo.
Já o segundo grupo abordou um tema também interessante no qual mexe com a linguagem corporal, uma coisa que muitas vezes não nos damos conta, mas é de fundamental importância para um professor. O corpo fala mais que muitas palavras ou até demosntra se realmente a fala está sendo verdadeira, pois o corpo não sabe mentir. É certo que alguns tentam treinar oa linguagem corporal, mas mesmos esses, se forem analisados em uma conversa através de uma filmagem, uma certa hora eles vão se entregar.
Portanto a aula de hoje foi muito boa onde todos estavam atentos e com muitas participações.

Terça-feira, Junho 12, 2007


trabalhos
Pessoal
Os grupos estavam ótimos e o bolo também. Mas me chamou a atenção no segundo grupo a importancia que o preceptor tem naquele modelo, uma vez que é a simpatia e interresse do preceptor que provoca o interesse nos pupilos.

Domingo, Junho 10, 2007


A Escola da Ponte - 4
Aí está o texto completo(com o endereço) do Rubem Alves que a Daniela leu na última aula.

A Escola da Ponte - 4

Imaginar não faz mal. Pois imagine que você é uma mãe das antigas. E sua filha vai se casar. Mãe responsável que você é, você a chama e lhe diz: "Minha filha, você vai se casar. Desejo que seu casamento seja durável. Casamento durável depende do amor. E você nada sabe sobre as artimanhas do amor. O que você está sentindo agora não é amor; é paixão. Paixão é fogo de palha. Acaba logo. Casamento não se sustenta com fogo que acaba logo. Vou lhe ensinar o segredo do amor permanente, o fogo que não se apaga nunca. Você deve aprender o segredo do fogo que faz o coração do seu marido arder, no dia a dia. Pois bem, saiba que o caminho para o coração de um homem passa pelo estômago. O casamento não se sustenta com o fogo da cama. Ele se sustenta com o fogo da mesa. Vou lhe dar o presente mais precioso, o "Livro de Dona Benta", centenas de receitas. Mas não só isso, vou lhe ensinar todas as receitas desse livro maravilhoso." Ditas essas palavras você, mãe, dá início a um programa de culinária, uma receita depois da outra, na ordem certa. Cada dia sua filha deve aprender uma receita e, uma vez por mês, você faz uma avaliação da aprendizagem. Ela deve ser capaz de repetir as receitas.

É claro que isso que eu disse é uma tonteria. Ninguém ensina a cozinhar assim. Não é possível saber todas as receitas. Por que ter de saber todas as receitas, se elas estão escritas no livro de receitas? A gente aprende uma receita quando fica com vontade de experimentar aquele prato nunca dantes experimentado. O ato de aprender acontece em resposta a um desejo. "Quero fazer, amanhã, uma "vaca atolada"." Como é que se faz uma "vaca atolada", se nunca fiz? É só procurar no livro de receitas, sob o título "vaca atolada". A gente lê e aprende porque vai fazer "vaca atolada"...

Pois os programas de aprendizagem a que nossas crianças e adolescentes têm de se submeter nas escolas são iguais à aprendizagem de receitas que não vão ser feitas. Receitas aprendidas sem que se vá fazer o prato são logo esquecidas. A memória é um escorredor de macarrão. O escorredor de macarrão existe para deixar passar o que não vai ser usado: passa a água, fica o macarrão. Essa é a razão por que os estudantes esquecem logo o que são forçados a estudar. Não por falta de memória. Mas porque sua memória funciona bem: não sei para que serve; deixo passar...

Na "Escola da Ponte" a aprendizagem acontece a partir de pratos que vão ser preparados e comidos. Por isso as crianças aprendem e têm prazer em aprender. Mas, e o programa? É cumprido? Pergunta tola. É o mesmo que perguntar se a jovem casadoira aprendeu todas as receitas do "Livro de Dona Benta"... É claro que o "Livro de Dona Benta" não é para ser aprendido. Programas não podem ser aprendidos... São logo escorridos.

Quando visitei a "Escola da Ponte" o tema quente era a descoberta do Brasil e tudo o mais que a cercava. As crianças estavam fascinadas com os feitos dos navegadores seus antepassados nessa aventura, mais ousada que a viagem dos astronautas à lua. Imagine agora que algumas crianças tenham ficado curiosas diante do assombro tecnológico que tornou os descobrimentos possíveis, as caravelas. Organizam-se num grupo para estudá-las. Um diretor de escola rigoroso e cumpridor dos seus deveres torceria o nariz. "O tema "caravelas" não consta de nenhum programa nem aqui e nem em nenhum outro lugar do mundo", ele diria. E concluiria: "Não constando de nenhum programa não deve ser objeto de estudo. Perda de tempo. Não vai cair no vestibular."

Acontece que uma caravela é um objeto no qual estão entrelaçadas as mais variadas ciências. As caravelas são um laboratório de física. Parece que a caravela brasileira, construída para comemorar o descobrimento, teve de retornar ao ancoradouro, por perigo de emborcar. Um famoso vaso de guerra sueco, o Wasa, se não me engano do século XVI, virou e afundou depois de navegar por não mais que 400 metros. Retirado do fundo do mar há cerca de 25 anos, ele pode ser visto hoje num museu de Estocolmo. O que havia de errado com o Wasa e a caravela brasileira? O que havia de errado tem, em física, o nome de "centro de gravidade". O "centro de gravidade" estava no lugar errado. O tal centro de gravidade é o que explica por que os bonequinhos chamados João Teimoso" não caem nunca! A regra é: para não emborcar, o centro de gravidade do navio deve estar abaixo da linha do mar. Essa é a razão por que os navios, freqüentemente, têm necessidade de um lastro - um peso que faz com que o centro de gravidade se desloque para mais baixo. "Se o centro de gravidade estiver fora do lugar, o navio vira e afunda.

Os estudantes aprendem, em física, como parte do programa abstrato que têm de aprender, uma regra chamada do "paralelogramo" - regra de composição de forças. Duas forças incidindo sobre um ponto, uma delas F1, a outra F2, cada uma numa direção diferente. Para onde se movimenta o objeto sobre o qual incidem? Nem na direção de F1, nem na direção de F2. Diz essa regra que o objeto vai se movimentar numa direção que se determina pela construção de um "paralelogramo". É o que se chama de "resultante". Os alunos aprendem a resolver o problema no papel mas não sabem para que ele serve na vida. E o aprendido escorre pelos furos do "escorredor de macarrão"... Pois é essa regra que explica, teoricamente, o mistério de um barco que navega numa direção contrária à do vento. Se o barco estivesse à mercê do vento ele só navegaria na direção em que o vento sopra, situação essa que tornaria a navegação impossível. Quem se aventuraria a navegar num barco que só navega na direção do vento e não na direção que se deseja? Mas os navegadores descobriram que, com o auxílio de uma outra força, de direção distinta da direção do vento, é possível fazer com que o barco navegue na direção que se deseja. E é essa a função do leme. O leme, pela resistência da água, cria uma outra força que, colocada no ângulo adequado, produz a direção de navegação desejada. Os alunos aprenderiam melhor se, ao invés de gráficos geométricos, eles fosse instruídos na arte da navegação. Da física passamos à história, a influência de Veneza, dominadora do Mediterrâneo com seus barcos, sobre a tecnologia lusitana de construção de caravelas. Da história para a astronomia, a ciência da orientação pelas estrelas. O astrolábio. A bússola. Daí, para esses assombros simbólicos chamados mapas - que só fazem sentido para o navegador se ele conhecer a arte de se orientar, a direção do norte, mesmo quando nada pode ser visto, a não ser o oceano que o cerca por todos os lados. ( Olhando para a lua, de noite, você é capaz de dizer a direção do sol?). Dos mapas para a literatura, a "Carta de Pero Vaz de Caminha", a poesia de Camões, a poesia de Fernando Pessoa: "Ó mar salgado, quando do seu sal são lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos quantas mães choraram, quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador tem de passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu."

Aceitemos um fato simples: um programa cumprido, dado pelo professor do princípio ao fim, é só cumprido formalmente. Programa cumprido não é programa aprendido " mesmo que os alunos tenham passado nos exames. Os exames são feitos enquanto a água ainda não acabou de se escoar pelo escorredor de macarrão. Esse é o destino de toda ciência que não é aprendida a partir da experiência: o esquecimento.

Quanto à ciência que se aprende a partir da vida, ela não é esquecida nunca. A vida é o único programa que merece ser seguido.

http://escola2000.net/aprendizagem/ra-escoladaponte.htm#A%20Escola%20da%20Ponte%20-%204


Avaliação Apresentação Grupo 06/06
O segundo grupo do dia 06/06 escolheu um tema interessante ( Modelo One-Minute-Preceptor). A técnica utilizada, que oscilou entre apresentação da teoria e dramatização,mostrou-se adequada, já que facilitou a compreensão do conteúdo e conseguiu prender a atenção dos alunos na maior parte do tempo. A postura do grupo estava ótima. Faltou apenas a discussão ao final das apresentações.

Profa. Carmen,
Gostaria de saber como conseguir aquele material para nossa apresentação deste dia 13 - acho que acrescentaria bastante para o tema da medicina narrativa
Obrigada, Daniela Preto - danielapreto@hotmail.com


Olá pessoal! Estou adorando as nossas aulas, um grupo mostrando-se mais criativo que o outro!

Avaliação dos grupos de 06/06/07
1º grupo: A forma como o grupo desenvolveu a aula foi muito criativa, manteve a atenção dos alunos de forma integral e contínua, todos na expectativa do que ía acontecer com a receita do bolo de maçã. Tornaram o assunto interessante, atrativo e "saboroso", integrando uma parte prática (receita de bolo), com a teoria; mostrando a importância de despertar o interesse do aluno pelo que é ensinado: "receitas" aprendidas sem fazê-las, são logo esquecidas, "Se eu não sei para que serve porque vou guardar?". O grupo está de parabéns pela aula e também pelo bolo.

2º grupo: usando o método demonstrativo apresentaram "modelo one-minute preceptor" de forma clara, criativa e mantendo atenção e o interesse da turma. A sistematização do preceptor na abordagem do aluno foi muito bem apresentada: o que não deve acontecer (1º momento) e como deve ser realmente conduzido (2º momento), mostrando ítens fundamentais na conduta de um bom preceptor: compromisso com o caso, perguntas abertas para estimular o aluno a expressar seu conhecimento e procurar sempre aperfeiçoar-se. A preceptoria deve ser um processo de ensino baseado numa relação de confiança e respeito mútuo professor-aluno. Além de dos colegas terem sido bons "atores", também atuaram muito bem como professores. Parabéns.

Estefania.

Sábado, Junho 09, 2007


A minha opinião é que todos os grupos vêm trabalhando de forma a prender a atenção dos demais colegas, atitude que devemos desenvolver quando da posição como professores e preceptores, e, por isso, todos estão de parabéns. Obviamente, estamos aqui para aprimorar e mesmo aprender certos conceitos para uma boa prática da didática (até rimou!!). Para isso, os comentários após as apresentações e no blog vêm trazendo excelentes contribuições. Não há por que não interagir um pouco fora da sala-de-aula, apesar do tempo exíguo a todos nós...
Concordo com a sugestão da colega perante a apresentação do primeiro grupo - o meu - quanto aos slides, que devem ser claros e objetivos. Fui pesquisar o assunto e sugiro a todos que tenham interesse ler os seguintes: http://www.fmrp.usp.br/revista/2007/vol40n1/apresentacao_vol40_1.pdf
http://www.fmrp.usp.br/revista/2007/vol40n1/apresentacao_vol40_1.pdf
Achei fantástica a primeira apresentação do dia 06/06, muito criativa. Espero ter esta mesma inspiração! Seria pedir muito a referência do texto citado?
Quanto ao segundo grupo, muito bem descrita e demonstrada a técnica one-minute-preceptor.
Mais uma vez, parabéns a todos!
Clarissa Prati


Sexta-feira, Junho 08, 2007


avaliação
A aula do dia 23/05 e 30/05 tiveram ótimas apresentações. Isso porque enfatizaram aspectos que julgo bem importantes dentro de um método de avaliação. Refiro-me à integração do grupo, a forma com que abordam o tema, dando sua verdadeira importância, além do uso de recursos adequados e dinâmicos. Gostei muito das aulas e acredito que essa metodologia de apresentações de grupos, bem como a posterior análise das atividades, só veio a acrescentar à disciplina.

Quanto à última aula, também fiquei bastante satisfeita com os grupos. O primeiro, bem diferente, fez com que a aula ficasse "sob suspense", pois ninguém sabia aonde a história do bolo ia parar e qual seria o "link" com nosso tema. Mas achei muito oportuna e dinâmica. O segundo grupo abordou um assunto bem interessante e de maneira bastante didática mas não cansativa, fez com que pensássemos sobre o assunto. As discussões pós apresentações tem estado bem proveitosas. Clarissa Blattner

Quinta-feira, Junho 07, 2007


Aulas de 06.06.2007
Realmente, os alunos ("professores") estão se superando. Os dois grupos que apresentaram seus temas no dia 06.06.07 foram excelentes na forma de criar, transmitir o assunto proposto, e em interagir com os "alunos".
O primeiro grupo trouxe uma curiosidade palatável. E, embora muitos (acredito que a maioria) dos que ali estavam assistindo a apresentação jamais tenham se aventurado em artes culinárias, portanto não muito interessados nos "meios" mas no resultado que surgiria em minutos, conseguiram ter a sua atenção dirigida ao que estava sendo elaborado. Mas que diabos tem a ver uma aula de culinária aqui, e tão cedo pela manhã? Certamente essa pergunta passou pela cabeça de muitos que, ainda nem bem despertos, tentavam adivinhar o que viria a seguir. Pois era essa mesma a intenção do grupo. Demonstrar algo que poderia ser de pouco interesse para a maioria dos presentes, e fazê-los, ainda assim, ter curiosidade pelo assunto, através da tática adotada. Concluiram com um texto muito relacionado à idéia que quiseram transmitir. E, ao final, todos provaram daquele "bolo desinteressante"!!
O segundo grupo, liderado pelo Dr. Chemello (como preceptor), enfocou concisamente uma prática diária das enfermarias e ambulatórios de hospitais. O professor (no 1º ato), senhor do "raio e do trovão", dono de toda a verdade científica, espezinha um dos alunos, ridicularizando-o perante seu colega (e, possivelmente, de outros circundantes não representados). Não é raro encontrarmos atitudes como essas entre "semi-deuses hospitalares". No segundo ato, ensinam uma forma mais humana e agregadora de enfocar o mesmo problema. Humana por respeitar a pessoa do aluno e sua opinião, agregadora por despertar nesse aluno (antes ridicularizado) o interesse em prosseguir nos estudos, e com liberdade para emitir novas opiniões sempre que entender necessário, sem medo de passar pelo ridículo da desaprovação pública.
Portanto, parabéns aos dois grupos.
Fauri

Quarta-feira, Junho 06, 2007


Avaliação dos grupos de 30/05
Gostei muito de ambas as aulas de 30 de maio. Foi interessante ver duas abordagens bem diferentes do mesmo tema - ensino de Bioética. A primeira abordagem, discussão de um tema em grupos e posterior debate, é mais parecida com o que estamos habituados a fazer em nossas aulas, mas é uma excelente forma de desenvolver o raciocínio e o senso crítico dos alunos. A segunda abordagem, apesar de menos comum no ensino médico, mobiliza a sensibilidade da platéia para temas que freqüentemente são negligenciados ou vistos muito superficialmente. Ambos os grupos atingiram os quatro objetivos que eu havia escolhido para avaliar as aulas (adequação do conteúdo ao tema proposto; organização; clareza; objetividade). Parabéns!
Daniela Fedrizzi


Olhem outras fontes ...
Aqui estão lincados alguns endereços nos quais voces encontram outras informações sobre o assunto da aula de hoje!
Sobre preceptoria:
http://www.med.uiuc.edu/FacultyDev/ClinicalEnviron/OneMinutePreceptor.ppt

http://www.oucom.ohiou.edu/fd/monographs/microskills.htm


http://med.fsu.edu/education/facultydevelopment/oneminpreceptor.asp


http://www.sru.edu/pages/6388.asp
http://cte.umdnj.edu/clinical_education/clined_tips.cfm

http://www.stfm.org/fmhub/fm2003/jun03/stevens.pdf
http://www.fhs.mcmaster.ca/facdev/oneminutepreceptor.pdf

Sobre aulas que necessitam do todo do grupo há muitos sites mas podem ver em autores como Zabala, Zabalza, Luis Carlos Freitas, entre outros. Na rede há mais de cem mil páginas, aqui está linkado um único texto e um outro blog!
http://www.letramagna.com/salaaula.pdf
http://portalrecursoseducativos.blogspot.com/2006_05_01_archive.html
Avaliar é também contribuir com mais sugestões e informações para os colegas, para também contribuir.
Bom "feriadão"!

Segunda-feira, Junho 04, 2007


Avaliação das aulas
Foram muito produtivas as aulas dos grupos que apresentaram até agora, nos dias 23/5 e 30/05. Os dois grupos da semana passada abordaram de formas diferenciadas um determinado tema relacionado à bioética. O primeiro partiu de um caso escrito, onde foi feita uma leitura e aberto para discussão, encerrando com uma revisão mais teórica. Não concordo com as críticas que foram feitas sobre o fato de cada grupo ter sido predeterminado a concordar ou discordar com a conduta no caso em discussão. Acho que apesar disso ter sido difícil para algumas pessoas que deveriam defender uma opinião que não era a sua, esta foi uma forma de permitir uma reflexão maior, estimulando a discussão - já que, a primeira vista, todos nós fomos categóricos em contrariar a conduta do médico relatado no caso.
O segundo grupo de 30/05 deixou a turma muito descontraída e fixou nossa atenção com a dramatização, e teve a vantagem de fazer a justificativa teórica e expositiva antes. Nem sempre isto é uma vantagem, mas no momento em que supostamente éramos principiantes no tema (ou pelo menos o grupo quis formular a aula com este pressuposto), uma abordagem teórica antes é uma vantagem. Quanto à dramatização, acho que temos que ter algum cuidado com relação ao seu uso no dia-a-dia do professor: cabe aqui ressaltar que cada professor possui "talentos" e possui8 mais facilidades com determinado tipo de atividade. Assim, o exemplo da dramatização feita pelas colegas (que tem facilidades pessoais com isto!!!), deve servir de estímulo para que cada um de nós busque seus "talentos" e aproveite estas ferramentas em suas aulas.
Um abraço a todos, Daniela Preto


Análise dos grupos
O primeiro grupo apresentou um assunto mobilizador onde o conteúdo foi um relato de caso. O enfoque do grupo foi proposto e "obrigado" a ser discutido, tendo em vista a dinâmica apresentada pela atividade. Acho que essa "obrigatoriedade" de discussão é válida, pois acaba gerando o princípio da incerteza onde a convicção de realizações de escolhas geram dúvidas e, consequentemente incertezas e discussões. O único cuidado a ser tomado, ao meu ver, é o posicionamento do professor em relação ao tema, visto que ele é o mediador e condutor das opiniões.
O grupo 2 apresentou em forma de teatro, (uma representação do tema) onde os atores se destacaram. Essa é uma maneira interessante, mas acredito que se os participantes não forem bons atores a aula pode descambar para uma sessão pastelão!! Muito importante a explanação anterior do tema de forma teórica o que ajuda muito a platéia para a compreensão da atividade prática.
Um abraço! Flávio Só

Domingo, Junho 03, 2007


Avaliações das Aulas
Escolhi alguns critérios que considero fundamental no processo de avaliação:
- domínio do conteúdo apresentado
- organização da apresentação
- uso de recursos para aumentar o interesse
- interatividade com alunos
Mediante estes critérios, acho que os grupos apresentaram os temas até aqui propostos de maneira adequada e a proporcionar uma avaliação com balanço final positivo.
O grupo de 23.05 apresentou o ´´Ensino Baseado em Problemas`` de modo claro e conciso, examplificando na prática como o método funciona e definindo os fundamentos do método. Demonstraram domínio do conteúdo e planejamento da aula. Interagiram com os alunos na prática (o que poderia ter sido melhor, em minha opinição). O ponto positivo deste grupo foi a apresentação dos slides, com clareza e precisão nas informações.
O grupo de 30.05 que apresentou um caso clínico sobre ética em saúde mental teve como ponto forte a interação com o público através do diálogo. Considero a divisão dos alunos em grupos e a participação destes no processo decisório um ato extremamente positivo para tornar aulas mais interessantes e desafiadoras para os alunos. A minha maior crítica a este grupo foi, neste tipo de apresentação, tentar limitar a discussão a representantes dos grupos, pois muitos falaram e o espaço para a discussão teórica foi menor.
O grupo seguinte, valendo-se dos preceitos apresentados pelo grupo seguinte (mostrando interatividade e dinâmica) exemplificou de maneira muito clara um dilema bioético, atrávés de uma simulação de caso. A interatividade com o público foi excelente e todos se fixaram num assunto interessante, mas que muitas vezes não nos cativa pelo modo como é ensinado. Acho que os grupos deste dia estão de parabéns e servem de exemplo prático de como transformar as aulas teóricas (e muito entediantes) de Bioética da Faculdade em uma das melhores aulas do currículo médico.

Sexta-feira, Junho 01, 2007


apresentações
Gente, as apresentações dos tres gupos foram muito boas, apesar do exíguo tempo para preparar e para apresentar. O primeiro grupo apresentou uma abordagem para ensino baseado em caso clínico (PBL), foi muito bom, porem acredito que o tema deveria ter sido abordado com uma prelação teórica, anteriormente ao caso clínico, como foi o terceiro grupo. Eu, particularmente parto da premissa de que os alunos precisam uma certa base para então poder se abrir uma discussão. O segundo grupo apresentou um tema polêmico, mas ao meu ver, também necessitaria de uma abordagem teórico juridica antes, pois ficou no mínimo "estranho" (para o meu grupo) afirmar algo que não sabemos e que não acreditamos somente para termos a discussão. A discussão somente se estabeleceu quando o grupo apresentou a realidade americana, em que o paciente pode alegar "carcere privado".
Saudações.
João Luiz Elesbão

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