.:: Esse blog visa dar continuidade as discussões e reflexões sobre educação em saúde realizadas na disciplina Prática Educativa em Medicina do Programa de Pós-Graduação da FAMED/UFRGS.

Quarta-feira, Abril 30, 2008


Car@s Alun@s
Na aula de hoje o Professor Abreu passou o filme Escritores da liberdade. O professor convidou para participar da nossa aula os seus alunos do 3º semestre do curso de Medicina.
O filme é emocionante pois retrata a vida das pessoas através do espaço escolar. Percebemos neste filme os esteriótipos, as concepções e práticas educativas e de trabalho dos professores, o como os professores são vistos e tratados, como tratam os alunos e seus colegas, a questão do poder da instituição que intervém nessas práticas com o intuitto de manter o status quo vigente (dizer o que pode e o que não pode para manter a situação sob controle).
Ao ver este filme pela primeira vez hoje pois já tinha ouvido falar dele onde trabalho. Não tinha a idéia da dimensão que esse filme têm na minha vida profissional atual: aqueles alunos retratados no filme representam um pouco das histórias dos meus alunos das turmas de Cps, especialmente quando apresenta as agressões físicas, verbais, morais e atitudes de desrespeito contra tudo e todos (na minha sala ainda nenhum chegou a realizar um crime contra a vida de ninguém).
Mas, nesse filme, faltam alguns problemas que vivencio que é a concentração de alunos (e familhares desses alunos) com transtornos mentais além dos problemas neurológicos, físicos, de aprendizagem, econômicos etc... O filme faz pensar em que mundo vivemos e o que fazemos nele. Se intervimos cada um do seu jeito ou só passamos por ele indiferentes pois não somos atingidos (ainda não fomos atingidos por inteiro). A escola fica num loteamente e é a única coisa que a comunidade tem.Esta fica bem no centro com um coração, como órgão principal de sobrevivência da comunidade que busca tudo, desde o alimento, vestimenta, passagem para poder ir a uma consulta médica no centro da cidade ou na Restinga e ainda é um espaço de escuta das suas angústias familhares cotidianas. Lá não existe emprego, posto de saúde, só a escola que serve de alicerce das vidas de muitos.
Ser professor não é um dom, ser mãe ou pai ou tio/a, mas ser professor tem a ver também sim com estar sensivel e ter uma escuta sensivel (com o corpo todo) do seu espaço de trabalho e dos sujeitos do seu trabalho. Miss Gê é um esteriótipo de "super professora" ou "Bom professor", mas é a única esperança que se fez presente concretamente para aqueles alunos. Estereótipos a parte, considerados os cânones dos filmes hollywdianos, ainda assim há no Brasil inúmeros professores que fazem por seus alunos mais do que dar conceitos ao final de um semestre de aulas, mais do que não se envolver ou não se comprometer com a vida que existe na sala de aula.

Informação: Sobre o Holocausto. A exposição de fotos de Anne Frank está na Usina do Gasômetro até o dia 10 de maio.

Para nossa próxima aula Carmen solicita que cada um traga para a sala ao menos um material sobre assunto que tenha relação com o ensinar e o aprender.

Sábado, Abril 05, 2008


Caros Alunos
No link http://vivianwmissaglia.blogspot.com encontram o blog da ex-aluna da disciplina de Prática Educativa em Medicina. Vivian Missaglia atua como professora fazendo o diálogo entre educação e saúde. É Professora de Cursos de Pós-Graduação e Formação em Educação e Inclusão.

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