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Quarta-feira, Abril 22, 2009
Finalmente sairam os convites e
seguem os textos que recebi!!!
!) Texto 1 de Cláudia da Costa Silva comenta:
Mirror (Jair Segal)
O autor discorre sobre sua experiência enquanto docente, onde se percebe ao mesmo tempo ?imagem?, para os alunos, e ?reflexo?, dos mestres que por ele próprio já haviam passado.
Recorre à literatura da área na tentativa de abrandar suas inquietações quanto aos saberes necessários para desenvolver a tarefa proposta: ser ele próprio um ?mestre?. Cita Freire, que coloca ?da importância que os estudantes percebam as diferenças de compreensão dos fatos, as posições às vezes antagônicas entre os professores na apreciação dos problemas e no equacionamento de soluções?. E se pergunta se esta compreensão é real e possível e, se existe, vem dos próprios alunos ou deve ser instigada pelos professores?
O autor sente-se desafiado pelo convite ?impositivo? de dar sua 1ª aula na companhia da regente da disciplina de Prática Educativa, e se questiona sobre seguir as regras de sua mestra (ser um reflexo fiel) ou criar seu próprio método (tornar-se a sua própria imagem).
Diante da responsabilidade de servir como ?instrumento de transmissão de saberes? surgem-lhe diversos questionamentos, sobre as experiências prévias dos alunos, os seus interesses e estilos de aprendizagem, o q seriam eles capazes de aprender?
Reflete também acerca do método de avaliação, tradicionalmente centrado exclusivamente nos resultados obtidos pelo aluno, método onde o autor não se sente avontade, apesar de reconhecer que a avaliação feita deste modo torna as coisas mais fáceis para o professor. Prefere, por outro lado, a avaliação feita sobre os ?resultados da aprendizagem?, método mais raro, que exige que o docente se fixe mais na aprendizagem e desenvolvimento do educando, colocando-os como o centro de todas as atividades de educador.
Cita Luckesi, que orienta que o sistema avaliativo deve ser contínuo, considerando não só o desempenho do aluno em trabalhos acadêmicos ou provas, mas aspectos como presença e grau de participação nas aulas. Sugere ainda a abolição de provas com base em perguntas e respostas, e provas finais. Ao invés disso sugere trabalhos escritos, como resultado de pesquisas bibliográficas e de trabalhos de campo e laboratório.
A avaliação centrada nos resultados é vista pelo autor como um instrumento de poder, muitas vezes usado como um ato penalizador e com a função restrita de estabelecer uma classificação do educando, expressa em termos de aprovação ou reprovação.
Concordo com o ponto de vista do autor quando ele defende que para a realização de um adequado processo de aprendizagem é preciso compartilhar com o educando os objetivos do processo de ensino, e que a avaliação formativa tem um valor superior ao da avaliação verificadora. Através de um clima de respeito e colaboração, mantendo um compromisso com o objetivo comum, é possível uma atuação docente mais adequada às necessidades de formação do educando.
Entretanto, não acredito em extremismos, e não vejo como ganho a total abolição de técnicas mais tradicionais como ?aulas expositivas? e ?provas baseadas em erros e acertos?.
A cultura, sabedoria e experiência de grandes mestres muitas vezes são bem representadas e aproveitadas através de aulas expositivas. Entretanto, por mais brilhante que seja a aula, quem a está ministrando levou muito tempo além dos 45min de aula pra acumular aquelas informações, e se o aluno não se der conta disso pode criar a fantasia de que ?aquela aula? vai ou não ser responsável pela sua aquisição de conhecimentos, e a partir daí achar que pode empregar seu tempo em qualquer outra atividade, que não estudar, através de outros artigos e livros, o mesmo assunto desenvolvido em aula.
Quanto ao tópico ?avaliação?, também não acredito na total abolição de métodos como ?provas baseadas em erros e acertos? ou ?provas finais?. Creio que uma avaliação mais formativa tem muito a contribuir com o crescimento do processo de aprendizagem, e por conseguinte, com a formação do aluno, mas em alguns momentos ainda será necessário nos certificarmos de que o aluno é capaz de desenvolver cálculos que serão uma constante na sua prática profissional diária; ou que ele consegue chegar a determinado diagnóstico; ou que tem capacidade para decidir entre procedimentos distintos qual é o mais adequado ou priorizá-los caso devam ser ambos utilizados. Enfim, acredito que é melhor somarmos métodos, na medida do possível e do mais indicado a cada situação, ao invés de optarmos por uma ideologia mais progressista, em detrimento de métodos que julgamos ultrapassados, mas que ainda podem ter muito a contribuir, se bem empregados.
Adriana Silveira de Almeida
2) Envio, anexo, o comentário sobre um texto sobre "currículo", conforme solicitado na última aula. O texto selecionado foi: "A construção do currículo em sala de aula: desafios e possibilidades", dos autores Helena Maria dos Santos Felício (Mestre em Educação, professora da Universidade do Vale do Paraíba) e Ronaldo Alexandre de Oliveira (Doutor em Educação, professor da Universidade do Vale do Paraíba), publicado no periódico "Olhar de professor", Ponta Grossa, 9(2): 327-339, 2006. Obs.: Não consegui enviar ao bolg.
Abraços,
Adriana S. de Almeida
A construção do currículo em sala de aula: desafios e possibilidades
Helena Maria dos Santos Felício
Ronaldo Alexandre de Oliveira
No artigo ?A construção do currículo em sala de aula: desafios e possibilidades?, os autores discutem os resultados de uma pesquisa que objetiva analisar o processo de construção do currículo em sala de aula, num modelo em que professor e aluno são envolvidos na arquitetura das ações curriculares, favorecendo, continuamente, o exercício da auto-formação, rompendo com a hierarquização do conhecimento e com as relações autoritárias de poder. Desta forma, constatam que existe essa possibilidade com indícios de autonomia e emancipação, uma vez que possibilita a democratização da relação professor-aluno.
O objetivo de um currículo bem planejado é uma oferta cultural que o sistema educacional possa apresentar aos alunos, dando prioridade às necessidades existentes, favorecendo, continuamente, o exercício da auto-formação com responsabilidade, em que os professores e alunos participam no processo de ensino e aprendizagem.
3) Enviado por Camila Beltrame Becker
CURRÍCULO
Rita de Cassia Cavalcanti Porto
Idéia do Autor:
Para Freire, o currículo é entendido no sentido amplo que passa necessariamente por uma leitura do mundo. A esse respeito, ele é categórico quando afirma que: ?a leitura do mundo precede a leitura da palavra, da mesma maneira que o ato de ler palavras implica, necessariamente, uma contínua releitura do mundo?. Com isso, ele critica o currículo tradicional centrado em disciplinas.
Segundo Freire, o currículo padrão, o currículo de transferência é uma forma mecânica e autoritária de pensar sobre como organizar um programa, que implica, acima de tudo, numa tremenda falta de confiança na criatividade dos estudantes e na capacidade dos professores! Porque, em última análise, quando certos centros de poder estabelecem o que deve ser feito em classe, sua maneira autoritária nega o exercício da criatividade entre professores e estudantes. O centro, acima de tudo, está comandando e manipulando, à distância, as atividades dos educadores e dos educandos.
Em oposição, ele mostra, com a sua primeira obra Educação como prática da
liberdade, a importância de construirmos o currículo a partir do levantamento do universo vocabular, dentro de um contexto cultural situado. Desse modo, ele diferencia a cultura popular da erudita e assim o fazendo, opta pela cultura das classes populares. O currículo, nesta perspectiva, passa a ser organizado a partir da seleção de temas geradores em função da relevância social que estes venham a assumir para um determinado grupo de pessoas.
Comentário:
Embora não se encontre explicitamente em Freire definição mais elaborada a respeito do currículo, sua obra se acha impregnada do caráter político, histórico e cultural do currículo, assim como faz ressaltar permanentemente a importância de desocultar a ideologia subjacente ao currículo oficial e propõe que se busquem formas de resistência às imposições autoritárias.
4) De outra autora:
Artigo lido:
Considerações reflexivas de um programa de aleitamento materno aplicado na escola.
O artigo relata sobre um programa desenvolvido em escolas,sobre aleitamento
materno,que atingiu 311 escolares da quinta série do ensino fundamental. O objetivo do
programa foi desenvolver uma postura favorável ao aleitamento materno em crianças
em fase escolar.
Ao ler esse artigo, convenci-me da importância desse tema abordado para
jovens escolares e principalmente por ter sido trabalhado em cima de suas próprias
experiências.Ministério da Saúde e Ministério da Educação deveriam trabalhar juntos
questões de relevância para a saúde da população através da educação nas escolas.
Penso que todas as ações voltadas para a promoção da saúde são de extrema impor-
tância. Alguns programas isolados são desenvolvidos, como o do artigo lido, porém o
ideal seria que esse e outros assuntos fizessem parte do currículo ogrigatório das es-
colas.
Um abraço.
Elisa Justo Martins
!) Texto 1 de Cláudia da Costa Silva comenta:
Mirror (Jair Segal)
O autor discorre sobre sua experiência enquanto docente, onde se percebe ao mesmo tempo ?imagem?, para os alunos, e ?reflexo?, dos mestres que por ele próprio já haviam passado.
Recorre à literatura da área na tentativa de abrandar suas inquietações quanto aos saberes necessários para desenvolver a tarefa proposta: ser ele próprio um ?mestre?. Cita Freire, que coloca ?da importância que os estudantes percebam as diferenças de compreensão dos fatos, as posições às vezes antagônicas entre os professores na apreciação dos problemas e no equacionamento de soluções?. E se pergunta se esta compreensão é real e possível e, se existe, vem dos próprios alunos ou deve ser instigada pelos professores?
O autor sente-se desafiado pelo convite ?impositivo? de dar sua 1ª aula na companhia da regente da disciplina de Prática Educativa, e se questiona sobre seguir as regras de sua mestra (ser um reflexo fiel) ou criar seu próprio método (tornar-se a sua própria imagem).
Diante da responsabilidade de servir como ?instrumento de transmissão de saberes? surgem-lhe diversos questionamentos, sobre as experiências prévias dos alunos, os seus interesses e estilos de aprendizagem, o q seriam eles capazes de aprender?
Reflete também acerca do método de avaliação, tradicionalmente centrado exclusivamente nos resultados obtidos pelo aluno, método onde o autor não se sente avontade, apesar de reconhecer que a avaliação feita deste modo torna as coisas mais fáceis para o professor. Prefere, por outro lado, a avaliação feita sobre os ?resultados da aprendizagem?, método mais raro, que exige que o docente se fixe mais na aprendizagem e desenvolvimento do educando, colocando-os como o centro de todas as atividades de educador.
Cita Luckesi, que orienta que o sistema avaliativo deve ser contínuo, considerando não só o desempenho do aluno em trabalhos acadêmicos ou provas, mas aspectos como presença e grau de participação nas aulas. Sugere ainda a abolição de provas com base em perguntas e respostas, e provas finais. Ao invés disso sugere trabalhos escritos, como resultado de pesquisas bibliográficas e de trabalhos de campo e laboratório.
A avaliação centrada nos resultados é vista pelo autor como um instrumento de poder, muitas vezes usado como um ato penalizador e com a função restrita de estabelecer uma classificação do educando, expressa em termos de aprovação ou reprovação.
Concordo com o ponto de vista do autor quando ele defende que para a realização de um adequado processo de aprendizagem é preciso compartilhar com o educando os objetivos do processo de ensino, e que a avaliação formativa tem um valor superior ao da avaliação verificadora. Através de um clima de respeito e colaboração, mantendo um compromisso com o objetivo comum, é possível uma atuação docente mais adequada às necessidades de formação do educando.
Entretanto, não acredito em extremismos, e não vejo como ganho a total abolição de técnicas mais tradicionais como ?aulas expositivas? e ?provas baseadas em erros e acertos?.
A cultura, sabedoria e experiência de grandes mestres muitas vezes são bem representadas e aproveitadas através de aulas expositivas. Entretanto, por mais brilhante que seja a aula, quem a está ministrando levou muito tempo além dos 45min de aula pra acumular aquelas informações, e se o aluno não se der conta disso pode criar a fantasia de que ?aquela aula? vai ou não ser responsável pela sua aquisição de conhecimentos, e a partir daí achar que pode empregar seu tempo em qualquer outra atividade, que não estudar, através de outros artigos e livros, o mesmo assunto desenvolvido em aula.
Quanto ao tópico ?avaliação?, também não acredito na total abolição de métodos como ?provas baseadas em erros e acertos? ou ?provas finais?. Creio que uma avaliação mais formativa tem muito a contribuir com o crescimento do processo de aprendizagem, e por conseguinte, com a formação do aluno, mas em alguns momentos ainda será necessário nos certificarmos de que o aluno é capaz de desenvolver cálculos que serão uma constante na sua prática profissional diária; ou que ele consegue chegar a determinado diagnóstico; ou que tem capacidade para decidir entre procedimentos distintos qual é o mais adequado ou priorizá-los caso devam ser ambos utilizados. Enfim, acredito que é melhor somarmos métodos, na medida do possível e do mais indicado a cada situação, ao invés de optarmos por uma ideologia mais progressista, em detrimento de métodos que julgamos ultrapassados, mas que ainda podem ter muito a contribuir, se bem empregados.
Adriana Silveira de Almeida
2) Envio, anexo, o comentário sobre um texto sobre "currículo", conforme solicitado na última aula. O texto selecionado foi: "A construção do currículo em sala de aula: desafios e possibilidades", dos autores Helena Maria dos Santos Felício (Mestre em Educação, professora da Universidade do Vale do Paraíba) e Ronaldo Alexandre de Oliveira (Doutor em Educação, professor da Universidade do Vale do Paraíba), publicado no periódico "Olhar de professor", Ponta Grossa, 9(2): 327-339, 2006. Obs.: Não consegui enviar ao bolg.
Abraços,
Adriana S. de Almeida
A construção do currículo em sala de aula: desafios e possibilidades
Helena Maria dos Santos Felício
Ronaldo Alexandre de Oliveira
No artigo ?A construção do currículo em sala de aula: desafios e possibilidades?, os autores discutem os resultados de uma pesquisa que objetiva analisar o processo de construção do currículo em sala de aula, num modelo em que professor e aluno são envolvidos na arquitetura das ações curriculares, favorecendo, continuamente, o exercício da auto-formação, rompendo com a hierarquização do conhecimento e com as relações autoritárias de poder. Desta forma, constatam que existe essa possibilidade com indícios de autonomia e emancipação, uma vez que possibilita a democratização da relação professor-aluno.
O objetivo de um currículo bem planejado é uma oferta cultural que o sistema educacional possa apresentar aos alunos, dando prioridade às necessidades existentes, favorecendo, continuamente, o exercício da auto-formação com responsabilidade, em que os professores e alunos participam no processo de ensino e aprendizagem.
3) Enviado por Camila Beltrame Becker
CURRÍCULO
Rita de Cassia Cavalcanti Porto
Idéia do Autor:
Para Freire, o currículo é entendido no sentido amplo que passa necessariamente por uma leitura do mundo. A esse respeito, ele é categórico quando afirma que: ?a leitura do mundo precede a leitura da palavra, da mesma maneira que o ato de ler palavras implica, necessariamente, uma contínua releitura do mundo?. Com isso, ele critica o currículo tradicional centrado em disciplinas.
Segundo Freire, o currículo padrão, o currículo de transferência é uma forma mecânica e autoritária de pensar sobre como organizar um programa, que implica, acima de tudo, numa tremenda falta de confiança na criatividade dos estudantes e na capacidade dos professores! Porque, em última análise, quando certos centros de poder estabelecem o que deve ser feito em classe, sua maneira autoritária nega o exercício da criatividade entre professores e estudantes. O centro, acima de tudo, está comandando e manipulando, à distância, as atividades dos educadores e dos educandos.
Em oposição, ele mostra, com a sua primeira obra Educação como prática da
liberdade, a importância de construirmos o currículo a partir do levantamento do universo vocabular, dentro de um contexto cultural situado. Desse modo, ele diferencia a cultura popular da erudita e assim o fazendo, opta pela cultura das classes populares. O currículo, nesta perspectiva, passa a ser organizado a partir da seleção de temas geradores em função da relevância social que estes venham a assumir para um determinado grupo de pessoas.
Comentário:
Embora não se encontre explicitamente em Freire definição mais elaborada a respeito do currículo, sua obra se acha impregnada do caráter político, histórico e cultural do currículo, assim como faz ressaltar permanentemente a importância de desocultar a ideologia subjacente ao currículo oficial e propõe que se busquem formas de resistência às imposições autoritárias.
4) De outra autora:
Artigo lido:
Considerações reflexivas de um programa de aleitamento materno aplicado na escola.
O artigo relata sobre um programa desenvolvido em escolas,sobre aleitamento
materno,que atingiu 311 escolares da quinta série do ensino fundamental. O objetivo do
programa foi desenvolver uma postura favorável ao aleitamento materno em crianças
em fase escolar.
Ao ler esse artigo, convenci-me da importância desse tema abordado para
jovens escolares e principalmente por ter sido trabalhado em cima de suas próprias
experiências.Ministério da Saúde e Ministério da Educação deveriam trabalhar juntos
questões de relevância para a saúde da população através da educação nas escolas.
Penso que todas as ações voltadas para a promoção da saúde são de extrema impor-
tância. Alguns programas isolados são desenvolvidos, como o do artigo lido, porém o
ideal seria que esse e outros assuntos fizessem parte do currículo ogrigatório das es-
colas.
Um abraço.
Elisa Justo Martins
![Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil Prática Educativa é um projeto vinculado ao [zaptlogs] da ZAPT / UFRGS , Porto Alegre, RS, Brasil](http://www.ufrgs.br/tramse/bt/im/zaptlogo.jpg)