Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

:: Contribuições maiores com a Web 2.0


A web 2.0 talvez seja o elemento mais desejado e menos utilizado no processo de aprendizagem, e os motivos são claros: os recursos financeiros são mínimos e os recursos pessoais são insuficientes, além de ser bastante distante da realidade do professor o hábito de trabalhar com internet em sala de aula, entretanto é possível elencar alguns aspectos desse elemento como os sites de pesquisa, sites pedagógicos, sites de relacionamento que possibilitam intercambio a qualquer hora, páginas como wikis, blogs, além de e-mail, twitter e programas de mensagem instantâneas como MSN.

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Domingo, Janeiro 21, 2007

:: Despedida


Eu li, a mensagem da professora Susana.
Estou sentindo grande tristeza.Os barcos vem e vão.Alguns barcos navegam em águas profundas, e deixam na gente, mudanças radicais.Eles vem e nos tocam, profundamente.
Você Suzana, fez com que mudassem expectativas, na minha vida.Você com certeza, no seu jeito de trabalhar, de ser educadora, fez com que eu pensasse melhor a educação, o que faço, como faço.
Vou sentir saudade, desta disciplina e principalmente de você. Já estou sentindo.
Tania Bernardon



Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

:: Nós e a Ilha


farol
Farol, capturada por suzzinha em 16/01/2007, em Capão da Canoa.


Não sei onde li que as pessoas de nossa vida são como navios que passam e somem no horizonte. Quando eu penso nisso, imagino sempre grandes veleiros com as velas tocadas pelo vento, acenando. Estas velas brancas parecem dizer adeus, mesmo quando estas pessoas-veleiros se aproximam de nós. É como se de antemão já soubessem que um dia vão partir. E todos partem. Mas ao mesmo tempo todos ficam, pelas coisas que deixam e pelas coisas que levam.

Não sei como alguém pode entender uma aventura por uma ilha desconhecida, porém eu entendo assim: como veleiros que chegam e se vão. E estes veleiros trazem nossos sonhos, nossa curiosidade, nosso desejo de conhecer e ser conhecido, compreender e ser compreendido. Se estas partes de nós descem e habitam a ilha, nem que seja por pouco tempo, elas não voltam à bordo iguais. Voltam tocadas pelo poder da ilha. Dos sonhos, desejos que a ilha junta e envolve.

Ninguém sai imune do contato com o outro. Ninguém vive sem trazer em si tantos outros.

Querid@s!
Boas férias e que venham as novas aventuras!

abraço,

............................Suzana



Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

:: ECS 11 - Grupo H


Reflexões sobre educação no Brasil

O desenvolvimento do sistema educativo brasileiro vem desde o começo do século passado, sendo marcado por períodos de conflitos entre diferentes grupos sociais: 1934 - 1962: discussões entre católicos e leigos sobre as orientações da política educativa; movimentos progressistas e leigos defendem a escola pública; igreja católica defende as escolas particulares, com concepção religiosa e humanista; introdução do pensamento pedagógico liberal; promulgação da LDB, porém não houve avanços, as comunidades desfavorecidas e a população continuaram fora da escola. 1962 ? 1964: período breve, marcado por lutas sociais, movimentos de educação popular, movimento da educação básica (MEB) e alfabetização de adultos por Paulo Freire. 1964: advento do regime militar, suspensão das campanhas de alfabetização popular, política educativa tecnicista centrada nos conceitos de racionalidade, eficiência e produtividade. Anos 80: retorno da democracia, democratização do ensino, permanência das crianças desfavorecidas na escola. Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996). No Brasil, a escola ainda é considerada um produto social desigualmente distribuído, com uma divisão de padrões que levam em consideração as características de sua clientela, sexo, classe social, etnia, cultura, entre outros, visando à formação de cidadãos iguais.
Apesar desta longa história de debates e questionamentos sobre educação, pouco ou quase nada ficou definido. A educação brasileira permanece com um sistema fragmentado. Um exemplo disso são as diferenças e disparidades existentes entre regiões do nosso país, mais especificamente entre nordeste e sul. Com tantas reformas e mudanças, percebemos ainda a grande divisão existente na educação, na qual temos a escola particular para uma minoria favorecida e a escola pública para a maioria desfavorecida. O que se percebe é que a educação pública está à beira de um colapso, apesar de toda legislação vigente e de discursos políticos onipresentes, a rede pública padece de inúmeras dificuldades.
A qualidade da rede pública depende da política pública desenvolvida no plano municipal, estadual e federal. Comparando-se as escolas particulares a rede pública difere-se, em nossa opinião, apenas nas condições e acesso as inovações e recursos disponíveis, não podendo os mesmos serem considerados pré-requisitos para uma educação de qualidade. A qualidade do ensino depende da forma como os profissionais conduzem seu trabalho e quais objetivos pretendem alcançar. Muitos programas, leis e movimentos já existem e ainda poderão ser criados, no entanto nenhum terá êxito enquanto não for do interesse das classes dominantes que preferem não formar cidadãos pensantes, atuantes e críticos, em busca de mudanças, pois isto seria inconveniente e poderia atrapalhar seus propósitos. Diante de todas estas inquietações, cabe a nós educadores promovermos situações em que nossos alunos, tenham oportunidade de praticar suas habilidades para então, exercer sua cidadania, de forma consciente e crítica com o intuito de transformar nossa sociedade.
Embora não seja uma ação tão revolucionária, não resta dúvida de que a escola desempenha papel importante no processo de conscientização das novas gerações a respeito dos problemas a serem enfrentados. Em última análise, é a sociedade que educa através de todos os agentes sociais: pessoas, famílias, grupos informais, escolas, igrejas, clubes, empresas, associações, entre outros.
Acreditamos que a idéia de educação deve estar intimamente ligada às de liberdade, democracia e cidadania.
Componentes do Grupo H:
Aline V. Leal
Denise de Andrade
Dione Pires
Emília da Costa
Fabiana V. Leal
Maria Helena Machado
Sandra Werlang
Tânia Dutra


:: ESC 9 GRUPO VERMELHO - REC.SINTESE FINAL


ESC 9 RECUPERÃO SÍNTESE FINAL
COMPONENTES: Dione Pires, Emília Peters e Sandra D. Werlang
Após releitura da síntese inicial que realizamos, reflexões, participações no fórum e diálogos sobre nossas realidades escolares, formulamos algumas questões que estão aqui sintetizadas no texto abaixo:
A partir do século XIX, com o inicio da imigração no Brasil, começou a implantação de escolas étnicas, estas foram concebidas como um dos instrumentos para a doutrinação do povo, a maior preocupação do governo era com a tradição cultural que os imigrantes trouxeram de seus países de origem.
Desde aquela época o povo luta por um sistema justo de educação, principalmente depois da Ditadura Militar. Sabemos que educar é um ato que visa à convivência social, a cidadania e a tomada de consciência política. A educação escolar, além de ensinar o conhecimento científico, deve assumir a incumbência de preparar as pessoas para o exercício da cidadania. A cidadania é entendida como o acesso aos bens materiais e culturais produzidos pela sociedade, e ainda significa o exercício pleno dos direitos e deveres previstos pela Constituição. Com o conhecimento adquirido na escola, o aluno se prepara para a vida. Passa a ter o poder de se transformar e de modificar o mundo onde vive.
A formação política, do contexto escolar, deve propor caminhos para mudar as situações de opressão. Embora outros segmentos participem dessa formação, como a família ou os meios de comunicação, não haverá democracia se existir essa responsabilidade, sobretudo, pelo ambiente escolar.
O problema da grave concentração de renda no Brasil, a corrupção dos órgãos do governo e o descaso histórico do governo brasileiro com os direitos de seus cidadãos são problemas que somente se encerrarão com o aprimoramento da democracia, que se dará por meio do controle do poder do povo.
Estes são apenas alguns dos indicativos da importância histórica da educação para a cidadania, por meio da ampliação da participação política, não só em nível de poder político , mas sim, da participação em nível local, das organizações populares, e contribuindo para o processo de democratização e ampliação da conquista de direitos de cidadania.
A idéia de educação deve estar ligada a de liberdade. A educação não pode preparar para a democracia a não ser que também seja democrática. Seria contraditório ensinar a democracia num meio autoritário.
E o que acredito que falta nas escolas, principalmente na minha, é a reflexão sobre a prática de ensino que realizamos com nossos alunos, será que nosso ensino que busca ensinar democracia, não está sendo passado de forma autoritária? Nós como sujeitos de transformação devemos lutar para modificar a educação, transformando este ensino em libertação.
A avaliação também é um exemplo que pode ser trazido para esta discussão.
Cada escola tem seu tipo de avaliação. Ás vezes cada professor tem seus próprios critérios de avaliação. Atualmente além da idéia de avaliar alunos, avaliação é também uma forma de o professor avaliar criticamente sua própria atuação. Para verificar se seus objetivos foram ou estão sendo atingidos, o professor dispões de vários instrumentos e formas, que devem ser empregados continuamente e não em apenas em um determinado momento do processo ensino/aprendizagem.
A avaliação do desenvolvimento do aluno mas diferentes fases da aprendizagem envolve os conhecimentos construídos e as habilidades desenvolvidas necessárias à formação de hábitos e atitudes adequadas aos objetivos propostos. No processo de avaliação, o professor deve detectar com presteza, os pontos que necessitam ser trabalhados e, para isso, deve acompanhar de perto o desenvolvimento do aluno. Para alcançar o duplo objetivo (avaliar os progressos dos alunos e, ao mesmo tempo, a eficácia de seus procedimentos) o que permite, sempre que necessário, uma correção de rumos ou atitudes, exige-se um processo de avaliação continuada, que se concretiza não apenas em momentos de testes ou provas, mas com observações permanentes no trabalho diário junto ao aluno. Tipos de atividades que podem servir como avaliação.
* Auto-avaliação
O próprio aluno avalia os trabalhos que fez, verificando se poderia melhorar o resultado obtido em seu trabalho:
- dedicar-se mais;
- ser mais organizado;
- pesquisar e/ou estudar mais;
- não conversar durante as explicações do professor;
- ser pontual na entrega de tarefas;
- manter seu material organizado e em dia;
- participar das atividades realizadas;
- ser assíduo à escola.
A grande vantagem desse tipo de avaliação é permitir que o aluno observe a si próprio criticamente.
*Avaliação recíproca.
É um processo de avaliação no qual atua professor e alunos. Realiza-se uma discussão com a classe sobre os resultados esperados e os alcançados. Depois os alunos avaliam-se mutuamente, uns corrigindo os trabalhos dos outros ou avaliando atitudes. A avaliação recíproca é aplicada principalmente, após atividades cooperativas, como entrevistas, excursões e trabalhos de grupo.
*Avaliação do professor.
Pela observação diária, o professor avalia a participação e o interesse da cada aluno, bem como as idéias apresentadas, a cooperação e a capacidade de resolver exercícios, de relacionar conteúdos, de realizar pesquisas, tarefas de casa etc. Esse processo é muito importante, pois possibilita que o professor perceba se os alunos estão evoluindo na aprendizagem, identificando os alunos que apresentam ou não um desenvolvimento satisfatório.
A Avaliação em relação ao aluno:
A Avaliação do desempenho dos alunos tem as seguintes finalidades:
- acompanhar o desenvolvimento de seus procedimentos, ser diagnóstica;
- possibilitar a reflexão sobre seus êxitos e suas dificuldades;
- ser inclusiva;
- ser ato amoroso.
Acreditamos que ainda temos muito a caminhar para atingir este tipo de avaliação em nossas escolas, mas iniciar em sua sala de aula é o caminho.
Além disso, há a questão da inclusão que deve ser tratada com muita cautela. O capitalismo e as relações que ele mantém com a educação, muitas vezes não se preocupa com a forma que a inclusão ocorre nas escolas e nós professores vivenciamos isso diariamente.
São crianças com diversos problemas e com necessidades especiais. Só que nós professores não estamos preparados para lidar com estas necessidades. Isso quando sabemos que são crianças especiais, mas muitas vezes esbarramos em questões como: falta de diagnóstico correto em alguns casos, crianças especiais que as famílias teimam em não aceitá-las como tais, pais de alunos que não querem que seus filhos estudem com crianças ?diferentes? e aí entra a questão da discriminação e até nós professores que nos opomos e queremos escolher os alunos a quem vamos lecionar.
A questão da inclusão tem diferentes faces e pode ser abordada em seus diversos aspectos. Outra questão é a que se refere a inclusão de pessoas excluídas da sociedade, as pessoas marginalizadas. Será que apesar da lei dizer que na educação o acesso é igualitário para todos, isso ocorre na prática?
Este questionamento nos remete também a outro texto de outra atividade (ESC 11) que fala das desigualdades existentes na educação. Podemos relacionar o ensino e a educação da classe trabalhadora tratado nesta tarefa com a desigualdade ainda existente de forma imperiosa nos dias de hoje.
Cabe a nós mudarmos esta triste realidade e participar deste curso e aplicar as aprendizagens aqui apreendidas já é o começo.


:: ECS2recuperação


Hoje consegui deixar esta atividade em dia. Visitei os sites solicitados pela profe Suzana. Achei bem interessante todos eles e deixei comentários em todos, inclusive naquele estrangeiro (a página era toda em espanhol e entendi que falavam sobre o número de alunos nas salas de aula). Me senti bem feliz pois este curso vem proporcionando oportunidades de comunicação com pessoas de todo o mundo. Acredito que estou conseguindo me superar na parte de domínio do computador, que era um desastre no início do semestre. Só achei esta atividade um tanto cansativa, pois os sites tem inúmeras informações e nosso tempo nos impede de explorarmos como deveria. Vou dar uma idéia para a profe Suzana (se é que posso fazer isso...) : como são uns quantos sites, os mesmos poderiam ser analisados um a cada semana. Aí sim, o trabalho teria um melhor aproveitamento. Se não gostares desta idéia, "deleta" tudo o que disse! Um abraço. Ana Dornelles. 11.01.07



Quarta-feira, Janeiro 10, 2007


ECS11

Hoje em dia fala-se muito de inclusão social. Quando lemos algo a respeito achamos tudo muito bonito e algo fácil de ser realizado, afinal de contas deixamos nossos pré-conceitos de lado e damos mão à solidariedade participando assim da inclusão social.
Passamos para o lado prático das coisas, aí tudo se torna difícil e complicado, nos deparamos com pessoas, como nós ou eu, que nunca convivemos com pessoas especiais, que precisam de atenção especial, e não sabemos o que fazer, nunca fomos preparados para isso, entendo que a inclusão deve acontecer, mais com melhor preparo para nós profissionais que lhe damos direto com esse ?problema?.
Já o ministério das comunicações pretende, no próximo ano, informatizar as escolas das classes C, D e E da sociedade, isso será muito bom, principalmente para crianças que não têm acesso ao computador em suas residências. Surge-nos outro problema que é a preparação dos profissionais para desempenhar tal tarefa, haja visto, que muitos professores não têm computador em casa e tão pouco sabem manusear a máquina.
O governo federal tem como meta promover a educação infantil a um novo estatuto para que todas as crianças tenham os meios para sua formação intelectual igualmente assegurado.
No texto de A. J. Akkari, diz que ?o desenvolvimento do sistema educativo brasileiro vem sendo marcado por relações conflitantes entre diferentes grupos sociais?, será que isso acontece por falta de orientação dos profissionais, já que somos multiplicadores do conhecimento? Faltando orientação para os profissionais, que não saberão como trabalhar, faltará orientação também para as crianças que farão menos ainda, com isso as classes sociais melhor estruturadas saem na frente no quesito conhecimento, a situação piora um pouco mais no norte e nordeste do país, cujos professores, algumas vezes têm apenas o ensino fundamental incompleto.
Não vou me ater no valor mensal que uma família gasta com seu filho em uma escola da rede particular ou pública, se a educação é para todos deveria, no mínimo, ser igual a todos.
Em Novo Hamburgo a proposta político pedagógica da secretaria da educação é trabalhar a interdisciplinaridade para assim, trabalhar o respeito às diferenças, as trocas entre os iguais e a aceitação da crítica construtiva.
A acessória ao professor consiste em proporcionar-lhe momentos de reflexão e estudo que lhe permite criticar a própria prática. Angélica Paulino


:: RECUPERAÇÃO ECS 11 NOVO GRUPO E


Desigualdades Educativas Estruturais no Brasil: entre Estado, privatização e descentralização


O sistema educativo brasileiro pode ser analisado apropriadamente pela dualidade ensino público/ensino particular. As disparidades entre estados também são flagrantes. Por exemplo, o Nordeste dispõe de uma rede pública particularmente degradada. O número de docentes leigos (sem formação pedagógica) é um dos indicadores que reflete essa precariedade. Hoje, em 2006, podemos-nos ?alegrar" que ?já? foi aprovado o projeto de lei que reserva uma porcentagem das vagas nas instituições federais de ensino superior aos estudantes de origem modesta, ou seja, oriundos das escolas secundárias públicas. O debate educativo entre defensores do ensino público e os que apóiam o ensino particular, deve continuar a existir sempre, pois assim, possivelmente poderemos esperar mudanças consideráveis. O ensino particular beneficia apenas uma pequena minoria da população. E será que é oferecida a essa minoria mais diversidades, realmente? A QUALIDADE NÃO É UM DADO ESTRUTURAL DO ENSINO PARTICULAR NO BRASIL. O fórum de defesa da escola pública apoiou fortemente o direito a uma educação de qualidade para todos. E isso deveria ser uma proposta de todos aqueles que estão direta ou indiretamente ligados à educação e que acreditam que todos têm capacidades para aprender com dignidade. A estrutura de desigualdade do sistema educativo brasileiro e a contribuição da escola para a reprodução das desigualdades sociais, são tópicos de constantes análises. O governo federal deve investir suficientemente na educação pública, encontrando os financiamentos necessários para estruturá-la conforme a rede particular. Com o aumento dos salários dos docentes da rede pública, haverá uma remobilização em prol da educação pública. Os Estados, as regiões e os indivíduos favorecidos devem participar de uma maneira ou de outra da educação dos mais pobres. Essa solidariedade é uma condição necessária para começar a se falar em cidadania. O sistema educativo brasileiro está sofrendo transformações intensas, devido ao monopólio exercido pelas escolas particulares sobre a qualidade. MAS SEMPRE HÁ TEMPO PARA SE MUDAR! Existem realidades que estão completamente ligadas à sociedade e a forma como esta está estruturada... E isto não é diferente em nossa região. A escola publica ao longo do tempo sofreu esta transformação, seguindo um tipo de pensamento social, econômico... Educação publica já é discutida há vários anos. O que mais chama atenção é o pensar sobre escola pública desvinculada ao restante dos aspectos que envolvem o homem em questão. Percebemos que este é o maior problema. Discutir formas, maneiras de ensinar, mas a quem ensinar? Quem é este individuo? A que sociedade pertence, economicamente como responde? Estas questões são tão importantes quanto as discussões sobre escola. Hoje as discussões sobre escola pública, acesso a ensino superior, democracia na escola, acabam também passando somente pela própria escola, a criação de programas públicos não envolvem uma discussão ampla da sociedade, que caem em leis até modernas, mas que são esquecidas ou não são respeitadas. As diferenças encontradas ainda entre a escola pública e a particular, estão em toda a parte, talvez aqui não a notamos porque os indivíduos que fazem parte desta comunidade, e logo freqüentadores das escolas, não se defrontam fortemente com as desigualdades, visto que a origem da sociedade se deu com as imigrações, que de certa forma traziam na bagagem um certo conhecimento, mas a população nordestina do Brasil formada especificamente por negros e índios ficou sobre o descaso e a dominação do coronealismo da época, que ainda perdura até hoje. As leis nos permitem algumas mudanças como às cotas, bolsas... Mas ainda é insuficiente diante do contexto social vivido por estes indivíduos... A educação é um dos elos para melhorar a sociedade e torná-la mais igualitária e justa, mas sem dúvida é necessário organizar melhor todos os outros: família, trabalho, lazer,... Respeitando todos que formam a nossa sociedade brasileira. Muitos criticam as cotas para afro descendentes, acham discriminatórios. Embora não seja a solução ideal para os anos de descaso e exclusão, no momento é uma possibilidade de acesso. É inegável esta diferença, não sejamos utópicos, são anos e anos de discriminação, falta de igualdade; e por isso, num determinado momento, pode dar o incentivo inicial para que, a auto-estima e os olhares se tornem mais igualitários. Até porque, afro descendentes, pobres, deficientes, etc. não contavam com as políticas públicas voltadas para uma inclusão social, já é um pequeno começo, um resgate histórico, juntamente com os subsídios aos alunos das escolas públicas de baixa renda. Diante das desigualdades sociais, educativas... Como podemos sendo docentes da rede pública, não participar da reprodução destas desigualdades?
Primeiramente devemos pensar e repensar as nossas práticas, que deveriam ser voltadas para formação do individuo como um todo, levando-o a transformar-se em um ser crítico e atuante na sociedade, visando a sua melhoria na condição de cidadão dentro do contexto social.

?Será que as desigualdades educativas no Brasil estão diminuindo, por que será? Será que alguém resolveu dar oportunidade para os menos favorecidos? Ou, além de alguém olhar para os menos favorecidos, os menos favorecidos também resolveram ocupar seu espaço??
Realmente as desigualdades educativas estão diminuindo visto que, houve uma mudança de pensamento em relação à educação e à execução das leis que se referem ao ensino. Citamos a própria LDB, onde, podemos notar as mudanças referentes a inclusão social a democratização do ensino e a diversidade cultural, fazendo com que o indivíduo e sinta valorizado exercendo a sua ação enquanto cidadão. Dentre todas as melhorias podemos ressaltar o acesso à universidade, mas é imprescindível que a qualidade do ensino seja mantida, favorecendo a ampliação do pensamento e não a facilidade do certificado.

Participantes do novo grupo E: Maria Aparecida Jacques dos Santos (Cida), Fernanda Beatriz Silva dos Santos (Fé), Márcia Aparecida Santos (Cida II), Neli da Costa ( Nê).
Fonte: AKKARI, A. J. Desigualdades educativas no Brasil: entre Estado, privatização e descentralização. In Educação e Sociedade, ano XXII, n 74, abril 2001.p. 163 ? 189.


:: Justificativa Tania


Justificativa
Quando comecei a facudade a distância da UFRGS,meus alunos sabiam.Ficaram felizes prque a professora deles além de ser professora era aluna também.
Ofereci para meus alunos, todas as experiências, que vivi durante o curso.Ensinei a eles tudo o que aprendi, adaptando aos conhecimentos deles.
Fiz textos colaborativos com eles, investi na alfabetização digital, fiz uma provocação para os meus colegas no sentido de mudar o currículo da escola.
Escolhi este trabalho porque foi feito com eles. Eles opinaram em tudo. Tania Bernardon


:: mariaangelicahofmannavaliacaofinal2


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ? UFRGS


CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA Á DISTÂNCIA ? EAD


PÓLO SÃO LEOPOLDO




INTERDISCIPLINA SEMINÁRIO INTEGRADOR

TURMA ?D?


1º SEMESTRE

ANO 2006


ALUNA MARIA ANGÉLICA HOFMANN

AVALIAÇÃO FINAL 2


DOCUMENTO TESTEMUNHO


DISCIPLINA EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO

SEMANA 4 E 5 ? TEXTOS
ATIVIDADE JORNAL SALGADO FILHO








JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO DOCUMENTO TESTEMUNHO


Entre tantas atividades desenvolvidas, escolhi o JORNAL SALGADO FILHO, pois adorei realizar esta atividade, embora com dificuldades, mas com a ajuda do meu marido, que escaneou as reportagens do VS e me ajudou a formatar o jornal, ficou realmente muito legal. Minha opinião,é claro.
Esta atividade permitiu que eu ampliasse e muito o meu conhecimento sobre as tics, que não tenho vergonha de dizer, resumiasse em digitar no Word. Tive a oportunidade de entrar na internet, pesquisar, salvar, colar e até escanear.
Também por poder mostrar um pouquinho do trabalho desenvolvido em minha escola, com a participação de alunos, professores e comunidade escolar, em especial o projeto DIGA NÃO AO BULLYING, que realmente contribuiu e continua contribuindo para a diminuição da violência no ambiente escolar.

Maria Angélica Hofmann.



REFLEXÃO:

?As TICs não devem ser um fim, mas instrumentos para a cidadania transformadora.?


:: mariaangelicahofmannatividadefinal1


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA ? EAD

PÒLO SÃO LEOPOLDO

INTERDISCIPLINA SEMINÁRIO INTEGRADOR

TURMA ?D?

1º SEMESTRE

ANO 2006

ALUNA MARIA ANGÉLICA HOFMANN

ATIVIDADE FINAL 1

MEMORIAL DESCRITIVO




"Nada lhe posso dar que não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar, a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo."
Hermann Hesse



Minha caminhada no Curso começou no dia em que vi a noticia do vestibular no jornal VS. Pensei: é a oportunidade única que terei em concluir um Curso Superior. Mas os dias se passaram e comecei a pensar que seria difícil conciliar estudos, casa, trabalho, família... Enfim, achei que meu tempo já havia passado. Afinal, pensei, já não sou mais adolescente, que faz mil coisas:?chupam cana e assobiam ao mesmo tempo?.

Em meio aos meus pensamentos, nem percebi que o tempo passou,e, infelizmente passou-se também o prazo de inscrição. Há, deixa pra lá! Mas, como num passe de mágica, num ?pirimpimpim?, como diz o meu filho, recebi a notícia de que as inscrições haviam sido prorrogadas. Então, alguns anjos da guarda da minha escola me apoiaram e me fizeram perceber que nunca é tarde para o saber, o redescobrir. Então, conforme o pensamento de Hermann Hesse , recebi a oportunidade, o impulso, a chave. O restante deveria buscar em minha própria alma. Então, busquei em mim mesmo aquela força, aquela vontade adormecida, e , finalmente fiz minha inscrição.

Era o inicio de um novo desafio: passar no vestibular. Não havia muito tempo para estudos, mas como já havia estudado para o Concurso do Município, ainda guardava alguma coisa na memória. Pensei, vou com a coragem e o coração (o sonho). Quando saiu o listão, não acreditei. Havia sido aprovada. Foi tripla felicidade, pois junto comigo duas colegas de escola também foram aprovadas. Começamos então a pensar em como seria bom sermos colegas também na Universidade, podermos dividir mais esta experiência.

As aulas tiveram início, e com elas, surgiram as dificuladades. Tudo era novo: pbwiki, blogs, emails, webfólio, slides, fórum... Foi uma loucura!!! Graças as minhas colegas de escola, as tutoras, professores, que foram como anjos da guarda, consegui aos poucos ir superando as dificuldades. Percebi que através desta caminhada consegui superar limites e crescer como pessoa e principalmente como profissional, pois consegui melhorar o planejamento diário com meus alunos, através do uso da Informática., buscando atividades diferentes e também através das leituras sugeridas, percebi o quanto é importante nosso papel de educadores, para o crescimento da qualidade do ensino em nossas escolas.

Cada um de nós , pode dar a oportunidade, o impulso, a chave para que nosso aluno possa redescobrir seu mundo interior, através de sua alma, aumentando assim sua auto estima, sua capacidade de ser autor de sua própria aprendizagem. Também percebi o quanto é importante a introdução das tics no ambiente escolar, tornando as aulas mais prazerosas, contribuindo assim para uma aprendizagem mais significativa para o aluno. Devido a questões particulares, pensei várias vezes em desistir do Curso. Só não o fiz, por encontrar em meu caminho pessoas maravilhosas que me apoiaram; com palavras de carinho e estímulo me incentivaram a seguir adiante. Hoje, graças a elas, estou tentando colocar em dia minhas atividades em haver, driblando casa, família. Mas como estou de férias da escola, está sendo mais fácil reorganizar o tempo.. Tenho ainda algumas dúvidas em relação a informática, o que tem me dificultado um pouco na realização das atividades. Mas, com vontade, espero conseguir supera-las.Com certeza, no próximo semestre aparecerão novos desafios, mas que, serão superados com garra e determinação.
Tenho convicção de que este Curso só trará bons frutos, pois com certeza estamos numa caminhada de construção do conhecimento, onde o principal enfoque é contribuir para a melhoria na qualidade de ensino .
É com este intuito, que, apesar das dificuldades pretendo seguir minha caminhada durante os próximos semestres de curso, através da socialização de saberes,dúvidas, angustias, sonhos...



?Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade.? (Walt Disney)



Maria Angélica Hofmann



Terça-feira, Janeiro 09, 2007

:: Elisabete Neto


Elisabete Neto


:: ECS 11- Revendo a versão final


ECS 11- Revendo a versão final

Após várias postagens, muitas discussãos fóruns, antecipações, atrasos, idéias desconectas, saberes distintos, acompanhmentos, desigualdades, semelhanças, saberes possíveis e utopias educacionais, sociais e históricas, o grupo CÊ conseguiu reunir suas idéias para a postagem final.

Marcia Martins,
Carmem Rovisco,
Silvana Silva,
Roseli Roos,
Carla Maus,
Grazi Maus,
Ana Lúcia Dornelles,
Marcelo Schneider.




Refletindo a partir de A.J. AKKARI


Possuimos uma educação pública bastante ineficaz, e quando faloi de ineficaz não estou dizendo que a forma que a realizamos é ruim, não é isso, pois temos profissionais nas escola públicas em todos os níveis da mais alta estirpe, possuímos espaços públicos muito bem eqquipos. É claro que há escolas defasadas e outras sem estrutura alguma e também profissionais relapsos que denigrem a imagem do professor como profissional. Entretanto a questão que deve ser avaliada, é uma questão cultural que se estabelece no país a partir de sua colonização a partir de 1500. Veja que não é uma questão de lugar comum, mas uma avaliação histórica, " Se tu ensinas ao teu filho que deves bater na porta e pedir licença para entrar em qualquer lugar desde a mais tenra idade, ele o fará assim sempre", porém se isso não ocorrer ele entrará sem predir licença e assim achará sempre correto." E isso acontece com a nossa educaçõa, ela é uma traca de favores desde a mais tenra idade do pais e não um direito do cidadão, pois cidadão neste país é algo que só se conheceu a partir da década de noventa com a insersão de programas sociais e de movimentos populares através de ONGs com grande visibilidade, porque antes tudo isso era restrito a pquenos grupos marginalizados que propunham democracia, socialismo, cidadanis... Então o acesso a educação é complicado. Se partimos de uma premissa de favor, troca de favor, troca de bens, a transformamos em uma mercadoria, e por mais que as instituições privadas neguem a mercantilização do ensino, assim o fazem. Não que seja errado, é apenas uma visão distinta de ver o mundo. Onde o governo tem o irrestrito dever de conceder educação e saúde a todos e todas, onde os direitos ganham cada vez mais autonomia é de se rever os deveres de cadacidadão e de conscietizar-mos em uma vida mais social e comunitpária, pois a cada dia a grande população vive com menos e os governos injetão verbas nem sempre suficientes em seus devidos programas e de necessidade popular. São questões de lados de desenvolvimentos, aqueles que apregoam o capitalismo, o neo liberalismo como forma de sociedade de sustento e vida e outras formas que visem oportunizar a todos, q quando falamos de todos incluimos desde enriquecidos a empobrecidos, portadores de necessidades especiais, etnias diferenciadas, gênero ... Isto nos mostra a desigualdade que vivemos, basta observar uma escola privada, através de um sítio qualquer de uma escola privada e de uma pública, mesmo em uma pequena visita ao sitio de relacionamento Orkut vamos identificar um cem número de comunidades dedicadas a escolas privadas e um númro restrito a escola públicas. Isto nos mostra que a desigualdade real que nos apresenta o privado e o público.


Para entender a desigualdade não basta acreditar que as pessoas não aproveitaram a chance, ou o problema é dops alunos que não se interessam. É preciso conhecer a história e analisar os fatos.
A educação publica só é reconhecida na constituição de 1824 no país e apenas em 1930 o país passa a ter um ministério da educação. Isto significa deizer que Fernando Haddad está a frente de uma pasta que não tem cem anos de existência. Ou seja, enquanto a Europa discutia como ensinaria suas crianças, nós ainda não tinhamos pensado em educação. Isto é um bom, começo de problema.
Segue-se a isto a educação confecional que igrejas católicas, luteranas, maçons e anglicanas instituiram em nome do progresso, excluindo de todo e qualquer ensino aqueles que não pertencessem a uma elite, pois não tinham dinheiro para mater filhos em instituições privadas. Quando se discute a popularização do ensino público, junto aos CPC coordenados pelo então pedagogo Paulo Freire, no início dos anos 60, um golpe reacionário, patrocinado pelas instituições militares, pela marcha das famílias, e pela elite empresarial, intelectual e religiosa do país condena o país a 32 anos de obscuriedade, sim 32 anos, pois devemos encontrar uma nova educação apenas com a LDB de 96, sendo assim 1964 à 1996 é um longo período, de três ou quatro gerações fadadas a um ensino tecnicista sob o julgo de regras acordadas entre o MEC e a Agência Norte Americana de Desenvolvimento que ceifa a criticidade e o estudo científico do país, assim como irrompe uma violenta - física e mental - atrocidade contra a intelectualidade progressista do Brasil, prendendo, exilando e matando-os (Paulo Freire, Darci Ribeiro, José Dirceu, Flavio Koutzi, FHC, Augusto Boal, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Frei Beto, Frei Tito e tantos outros).

Esse fato - a obscureidade na educação - contribui para que o final da década de 80 e a década de 90 mostrem-se com uma explosão no crescimento de alunos e alunas por todo o país. A abertura política se dá em todos os níveis inclusive na educação e a democratização dos meios levam as escolas a incharem, pois todos tem direito a educação. Assim sendo o país que resolvera a questão educacional, mascarando com a exclusão da maioria do povo, em redutos com favelas, vilas, zonas rurais, agora se vê despreparado para a demanda que parece vir do nada, mas não vem. As pessoas já existiam, o pder as escondia, e agora,m escolas sem condições físicas e sem material, professores despreparados e desconhecedores dessa realidade desesperam-se por que as coisas não são como antes...
E agora, o que fazer. A desigualdade está estampada na rua, principalmente onde se aproximam escola particulares e escolas públicas, a disparidade no tamanho, na pintura, nop muro e na crianças que passam de carros com vidros escuros e meninos de calça curta e tênis furado, convivem porque são criança, distanciam-se porque a escola privada, não o aceita, pois ele é povo e deve estar inserido no que é público.


Os momentos educacionais:

1- A educação é secundária, as heranças garantem o poder.
2- A educação "neutra" prepara o país para o neo-liberalismo
3- A escola como capital, ela é a moeda do desenvolvimento para toda e qualquer pessoa que possa pagar.

Uma constatação desse mercado é a grande aparição de escolas secundárias e supletivas que antes eram cursos preparatórios de vestibular. Hoje são escolas regulares pagas. Em São Leopoldo são quatro e em outros municípios alguns até faculdade privadas já viraram. Estranho!!!

Outra questão de mercado sao os livros didáticos de grupos educacionais que invadem as escolas privadas, escolas públicas, secretarias de município e o programa de livros didáticos do governo federal. A produção de material didático e os livros que são comercializados fazem uma fortuna na mão dos empreendedores privados que condenam a escola pública e suas verbas a uma ibernação de gerações.


A descentralização do ensino

Humm. Isso é um problema grave. Apesar de não concordarmos com a maioria das coisas que o então candidato a presidência e ex ministro da educação Cristóvam Buarque, o professor tinha em seu plano de governo boas idéias de trabalho com as escolas de ensino fundamental , não a uma produção fordista, mas sim a uma estruturação sem disparidades entre as regiões do país.


O pacto das elites

A elite resolveu o problema da educação com suas escola privadas. Sendo a elite, a parcela da população que detem o dinheiro e pode pagar por uma escolade qualidade, a privada, resolveu o seu problema com a educação. A população em geral que resolva o seu, com suas precárias escolas públicas.

Esse é o pacto neo-liberal, estar no lugar do público constituindo um mercado, para que tenha acesso apenas aqueles que gerem lucro, os demais, são excluidos do processo.

A educação como prioridade pública só existirá se for por nós estabelecida como prioridade, caso não nos comprometamos com essa idéia, nada se fará pela educação, pois paliativamente o país já se constrói a 506 anos. E isso é uma das razões para a desigualdade dentro da educação levando-nos a falta de desenvolvimento sócio-político e cultural no país.

Na verdade é uma questão de classes sociais, já identificada por Marx no século XIX. A aproximação de público e privado inviabiliza o pacto neo-liberal.

E quais as alternativas para dirimir essa desigualdade?????????

Vitas aos Sítios do MEC e Sec da Educação RS

Ao entrar no sítio do MEC deparamos com inumeras coisas novas. Programas, ações e novidades que não tinhamos idéia. Claro que pesquisaamos sobre o ensino superior e encontramos o PROUNI, centanas de milhares de jovens frequentando a universidade. E logo depois encontramos o programa que estamos inseridos, Universidade Aberta do Brasil o qual contempla a entrada de professores leigos em universidades para a sua graduação. Num processo de parceria entre gov. federal, municipal e universidade, somos alunos universitários. Isto é uma política pública de educação a qual somos testemunha e vivenciamos. Município de São Leopoldo, Governo do Brasil e UFRGS, por um país melhor.

Um outro exemplo de ensino a distância é o NUPPEAD

No mesmo sítio do governo federal: Ministério da Educação encontramos o programa de alfabetização de adultos que proporciona a cidadania a quem nunca pode ler o itinerário do ônibus que precisava pegar.

in Forum ECS 11 - grupo C

Estava pensando como as políticas públicas são diversas e como sãode difíceis implementações, citando Miguel Arroyo, as certezas e verdades construidas na educação sõa de difíceis nudabças. Vejop que por mais que se tenha idéias e as vezes dinheiro disponíveis, as escolas num termo geram junto com os professore e a comunidade são muito resistentes a fazerdiferente. è aquela história de que se deu certo até aqui, por que mudar. ou no meio popular, em time que está ganhando não se nexe. Ontem,mesmo, depois de sair do pólo, fui deônibus para casa, e no letreiro de destino estava escrito KILOMBo, onde deveria estar escrito QUILOMbo, com Q U e não com K, isto é resultado de uma educação que dá certo?, com certeza a maioria das crinças aprendem a ler, e a calcular, mas a minoria das crianças interpretam a notícia, a propaganda política, ou buscam o livro se o professor não indica, a maioria sabe somar e diminuir, mas nomercado dificilmente sabe quanto de carne moida que custa 3,80, vai conseguir levar com um real... sã pequenos exemplos que serviriam com tese de mudança educacional, mas que jamis são colocadar em pauta para mudar ou para implantar novas políticas públicas, não apenas advindas do governo, mas priorizadas por educader]es. Não correto afirmar, mas é pertinente discutir: a grande maioria das professoras e professores não está disposta a modificar a educação.

Programa Brasil Alfabetizando.
Buscamos então o sítio da secretaria para tentar linka o programa de alfabetização de adultos com o Alfabetiza Rio Grande. Mas tivemos uma surpresa negativa. Os projetos não são parceiros. Talvez um probleminha político????

Um terceiro programa de política pública é a questão da Escola Aberta, com bastante divergência entro o grupo da sua eficácia, mas levando em conta que é uma alternativa e a educaçãoi como tudo é feita de construções e não de coisas prontas, é necessário apostar no que a maioria se coloca a disposição de acredita, mas não podemos nos iludir com voluntariados que querem "lavar a alma " por estarem fazendo o bem para os "pobrezinhos".

É um longo caminho a percorrer e a nossa formação tem sido de suma importância neste percurso.


Questão de considerações finais:


A partir da colocação da tutora Suelem, uma pequena reflexão sobre a questão final do forum:

"são todas as redes educionais que estão com defasagem qualitativa na educação? Quais são os fatores que poderiam indicar esta defasagem, em determinadas redes de ensino?"
Sim, todas as redes estão defasadas.

1-Vamos ao ponto de formação. Na rede privada, a grande maioria dos profissionais é formado e pós graduado, mas não são todos. Temos aí o exemplo do Marcelo. Na rede pública, a maioria eemagadora não tem graduação e grande parte nem formação específica, fica aí uma defasagem que tem décadas para ser recuperadas.

2- Na questão da informática: Muitas escola tem computador, mas não temos computadores em todas as salas de aula, e na maioria das escolas os alunos tem acesso ou em aulas específicas com duplas em cada máquina. e na rede pública, a grande minoria tem laboratórios e acesso a informática, basta ver a rede de são leopolod que a passa firmes a partir do novo governo, mas ainda lenmto perto do que necessitamos, possui espaço de informática em menos da metade de suas escolas.

Mas é pra isso que estamos na luta, para modificar isso pois acreditamos que é possível.


Base teórica:
A.J. AKKARI - Desigualdades Educativas Estruturais no Brasil:Entre Estado, Privatização e Descentralização


:: ECS 11- Revendo a versão final


ECS 11- Revendo a versão final

Após várias postagens, muitas discussãos fóruns, antecipações, atrasos, idéias desconectas, saberes distintos, acompanhmentos, desigualdades, semelhanças, saberes possíveis e utopias educacionais, sociais e históricas, o grupo CÊ conseguiu reunir suas idéias para a postagem final.

Marcia Martins,
Carmem Rovisco,
Silvana Silva,
Roseli Roos,
Carla Maus,
Grazi Maus,
Ana Lúcia Dornelles,
Marcelo Schneider.




Refletindo a partir de A.J. AKKARI


Possuimos uma educação pública bastante ineficaz, e quando faloi de ineficaz não estou dizendo que a forma que a realizamos é ruim, não é isso, pois temos profissionais nas escola públicas em todos os níveis da mais alta estirpe, possuímos espaços públicos muito bem eqquipos. É claro que há escolas defasadas e outras sem estrutura alguma e também profissionais relapsos que denigrem a imagem do professor como profissional. Entretanto a questão que deve ser avaliada, é uma questão cultural que se estabelece no país a partir de sua colonização a partir de 1500. Veja que não é uma questão de lugar comum, mas uma avaliação histórica, " Se tu ensinas ao teu filho que deves bater na porta e pedir licença para entrar em qualquer lugar desde a mais tenra idade, ele o fará assim sempre", porém se isso não ocorrer ele entrará sem predir licença e assim achará sempre correto." E isso acontece com a nossa educaçõa, ela é uma traca de favores desde a mais tenra idade do pais e não um direito do cidadão, pois cidadão neste país é algo que só se conheceu a partir da década de noventa com a insersão de programas sociais e de movimentos populares através de ONGs com grande visibilidade, porque antes tudo isso era restrito a pquenos grupos marginalizados que propunham democracia, socialismo, cidadanis... Então o acesso a educação é complicado. Se partimos de uma premissa de favor, troca de favor, troca de bens, a transformamos em uma mercadoria, e por mais que as instituições privadas neguem a mercantilização do ensino, assim o fazem. Não que seja errado, é apenas uma visão distinta de ver o mundo. Onde o governo tem o irrestrito dever de conceder educação e saúde a todos e todas, onde os direitos ganham cada vez mais autonomia é de se rever os deveres de cadacidadão e de conscietizar-mos em uma vida mais social e comunitpária, pois a cada dia a grande população vive com menos e os governos injetão verbas nem sempre suficientes em seus devidos programas e de necessidade popular. São questões de lados de desenvolvimentos, aqueles que apregoam o capitalismo, o neo liberalismo como forma de sociedade de sustento e vida e outras formas que visem oportunizar a todos, q quando falamos de todos incluimos desde enriquecidos a empobrecidos, portadores de necessidades especiais, etnias diferenciadas, gênero ... Isto nos mostra a desigualdade que vivemos, basta observar uma escola privada, através de um sítio qualquer de uma escola privada e de uma pública, mesmo em uma pequena visita ao sitio de relacionamento Orkut vamos identificar um cem número de comunidades dedicadas a escolas privadas e um númro restrito a escola públicas. Isto nos mostra que a desigualdade real que nos apresenta o privado e o público.


Para entender a desigualdade não basta acreditar que as pessoas não aproveitaram a chance, ou o problema é dops alunos que não se interessam. É preciso conhecer a história e analisar os fatos.
A educação publica só é reconhecida na constituição de 1824 no país e apenas em 1930 o país passa a ter um ministério da educação. Isto significa deizer que Fernando Haddad está a frente de uma pasta que não tem cem anos de existência. Ou seja, enquanto a Europa discutia como ensinaria suas crianças, nós ainda não tinhamos pensado em educação. Isto é um bom, começo de problema.
Segue-se a isto a educação confecional que igrejas católicas, luteranas, maçons e anglicanas instituiram em nome do progresso, excluindo de todo e qualquer ensino aqueles que não pertencessem a uma elite, pois não tinham dinheiro para mater filhos em instituições privadas. Quando se discute a popularização do ensino público, junto aos CPC coordenados pelo então pedagogo Paulo Freire, no início dos anos 60, um golpe reacionário, patrocinado pelas instituições militares, pela marcha das famílias, e pela elite empresarial, intelectual e religiosa do país condena o país a 32 anos de obscuriedade, sim 32 anos, pois devemos encontrar uma nova educação apenas com a LDB de 96, sendo assim 1964 à 1996 é um longo período, de três ou quatro gerações fadadas a um ensino tecnicista sob o julgo de regras acordadas entre o MEC e a Agência Norte Americana de Desenvolvimento que ceifa a criticidade e o estudo científico do país, assim como irrompe uma violenta - física e mental - atrocidade contra a intelectualidade progressista do Brasil, prendendo, exilando e matando-os (Paulo Freire, Darci Ribeiro, José Dirceu, Flavio Koutzi, FHC, Augusto Boal, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Frei Beto, Frei Tito e tantos outros).

Esse fato - a obscureidade na educação - contribui para que o final da década de 80 e a década de 90 mostrem-se com uma explosão no crescimento de alunos e alunas por todo o país. A abertura política se dá em todos os níveis inclusive na educação e a democratização dos meios levam as escolas a incharem, pois todos tem direito a educação. Assim sendo o país que resolvera a questão educacional, mascarando com a exclusão da maioria do povo, em redutos com favelas, vilas, zonas rurais, agora se vê despreparado para a demanda que parece vir do nada, mas não vem. As pessoas já existiam, o pder as escondia, e agora,m escolas sem condições físicas e sem material, professores despreparados e desconhecedores dessa realidade desesperam-se por que as coisas não são como antes...
E agora, o que fazer. A desigualdade está estampada na rua, principalmente onde se aproximam escola particulares e escolas públicas, a disparidade no tamanho, na pintura, nop muro e na crianças que passam de carros com vidros escuros e meninos de calça curta e tênis furado, convivem porque são criança, distanciam-se porque a escola privada, não o aceita, pois ele é povo e deve estar inserido no que é público.


Os momentos educacionais:

1- A educação é secundária, as heranças garantem o poder.
2- A educação "neutra" prepara o país para o neo-liberalismo
3- A escola como capital, ela é a moeda do desenvolvimento para toda e qualquer pessoa que possa pagar.

Uma constatação desse mercado é a grande aparição de escolas secundárias e supletivas que antes eram cursos preparatórios de vestibular. Hoje são escolas regulares pagas. Em São Leopoldo são quatro e em outros municípios alguns até faculdade privadas já viraram. Estranho!!!

Outra questão de mercado sao os livros didáticos de grupos educacionais que invadem as escolas privadas, escolas públicas, secretarias de município e o programa de livros didáticos do governo federal. A produção de material didático e os livros que são comercializados fazem uma fortuna na mão dos empreendedores privados que condenam a escola pública e suas verbas a uma ibernação de gerações.


A descentralização do ensino

Humm. Isso é um problema grave. Apesar de não concordarmos com a maioria das coisas que o então candidato a presidência e ex ministro da educação Cristóvam Buarque, o professor tinha em seu plano de governo boas idéias de trabalho com as escolas de ensino fundamental , não a uma produção fordista, mas sim a uma estruturação sem disparidades entre as regiões do país.


O pacto das elites

A elite resolveu o problema da educação com suas escola privadas. Sendo a elite, a parcela da população que detem o dinheiro e pode pagar por uma escolade qualidade, a privada, resolveu o seu problema com a educação. A população em geral que resolva o seu, com suas precárias escolas públicas.

Esse é o pacto neo-liberal, estar no lugar do público constituindo um mercado, para que tenha acesso apenas aqueles que gerem lucro, os demais, são excluidos do processo.

A educação como prioridade pública só existirá se for por nós estabelecida como prioridade, caso não nos comprometamos com essa idéia, nada se fará pela educação, pois paliativamente o país já se constrói a 506 anos. E isso é uma das razões para a desigualdade dentro da educação levando-nos a falta de desenvolvimento sócio-político e cultural no país.

Na verdade é uma questão de classes sociais, já identificada por Marx no século XIX. A aproximação de público e privado inviabiliza o pacto neo-liberal.

E quais as alternativas para dirimir essa desigualdade?????????

Vitas aos Sítios do MEC e Sec da Educação RS

Ao entrar no sítio do MEC deparamos com inumeras coisas novas. Programas, ações e novidades que não tinhamos idéia. Claro que pesquisaamos sobre o ensino superior e encontramos o PROUNI, centanas de milhares de jovens frequentando a universidade. E logo depois encontramos o programa que estamos inseridos, Universidade Aberta do Brasil o qual contempla a entrada de professores leigos em universidades para a sua graduação. Num processo de parceria entre gov. federal, municipal e universidade, somos alunos universitários. Isto é uma política pública de educação a qual somos testemunha e vivenciamos. Município de São Leopoldo, Governo do Brasil e UFRGS, por um país melhor.

Um outro exemplo de ensino a distância é o NUPPEAD

No mesmo sítio do governo federal: Ministério da Educação encontramos o programa de alfabetização de adultos que proporciona a cidadania a quem nunca pode ler o itinerário do ônibus que precisava pegar.

in Forum ECS 11 - grupo C

Estava pensando como as políticas públicas são diversas e como sãode difíceis implementações, citando Miguel Arroyo, as certezas e verdades construidas na educação sõa de difíceis nudabças. Vejop que por mais que se tenha idéias e as vezes dinheiro disponíveis, as escolas num termo geram junto com os professore e a comunidade são muito resistentes a fazerdiferente. è aquela história de que se deu certo até aqui, por que mudar. ou no meio popular, em time que está ganhando não se nexe. Ontem,mesmo, depois de sair do pólo, fui deônibus para casa, e no letreiro de destino estava escrito KILOMBo, onde deveria estar escrito QUILOMbo, com Q U e não com K, isto é resultado de uma educação que dá certo?, com certeza a maioria das crinças aprendem a ler, e a calcular, mas a minoria das crianças interpretam a notícia, a propaganda política, ou buscam o livro se o professor não indica, a maioria sabe somar e diminuir, mas nomercado dificilmente sabe quanto de carne moida que custa 3,80, vai conseguir levar com um real... sã pequenos exemplos que serviriam com tese de mudança educacional, mas que jamis são colocadar em pauta para mudar ou para implantar novas políticas públicas, não apenas advindas do governo, mas priorizadas por educader]es. Não correto afirmar, mas é pertinente discutir: a grande maioria das professoras e professores não está disposta a modificar a educação.

Programa Brasil Alfabetizando.
Buscamos então o sítio da secretaria para tentar linka o programa de alfabetização de adultos com o Alfabetiza Rio Grande. Mas tivemos uma surpresa negativa. Os projetos não são parceiros. Talvez um probleminha político????

Um terceiro programa de política pública é a questão da Escola Aberta, com bastante divergência entro o grupo da sua eficácia, mas levando em conta que é uma alternativa e a educaçãoi como tudo é feita de construções e não de coisas prontas, é necessário apostar no que a maioria se coloca a disposição de acredita, mas não podemos nos iludir com voluntariados que querem "lavar a alma " por estarem fazendo o bem para os "pobrezinhos".

É um longo caminho a percorrer e a nossa formação tem sido de suma importância neste percurso.


Questão de considerações finais:


A partir da colocação da tutora Suelem, uma pequena reflexão sobre a questão final do forum:

"são todas as redes educionais que estão com defasagem qualitativa na educação? Quais são os fatores que poderiam indicar esta defasagem, em determinadas redes de ensino?"
Sim, todas as redes estão defasadas.

1-Vamos ao ponto de formação. Na rede privada, a grande maioria dos profissionais é formado e pós graduado, mas não são todos. Temos aí o exemplo do Marcelo. Na rede pública, a maioria eemagadora não tem graduação e grande parte nem formação específica, fica aí uma defasagem que tem décadas para ser recuperadas.

2- Na questão da informática: Muitas escola tem computador, mas não temos computadores em todas as salas de aula, e na maioria das escolas os alunos tem acesso ou em aulas específicas com duplas em cada máquina. e na rede pública, a grande minoria tem laboratórios e acesso a informática, basta ver a rede de são leopolod que a passa firmes a partir do novo governo, mas ainda lenmto perto do que necessitamos, possui espaço de informática em menos da metade de suas escolas.

Mas é pra isso que estamos na luta, para modificar isso pois acreditamos que é possível.


Base teórica:
A.J. AKKARI - Desigualdades Educativas Estruturais no Brasil:Entre Estado, Privatização e Descentralização



Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

:: ESC 9 GRUPO VERMELHO - REC. SINTESE INICIAL


ESC9 RECUPERAÇÂO
COMPONENTES: Emilia Peters, Dione Pires e Sandra D. Werlang.
OBS. As demais componentes não compareceram para a realização da tarefa em grupo presencial.

Nós do grupo vermelho nos reunimos pessoalmente para a realização da ESC9 recuperação e elaboramos a seguinte síntese sobre a introdução e a parte final que se refere ao texto ?Educação e Classe Trabalhadora?.

Marx e Engels nunca escreveram algo exclusivamente sobre educação e ensino. Não é possível levantar um sistema pedagógico completo e elaborado, porém isto não quer dizer que as suas referências sejam simples opiniões conjunturais.
As afirmações deles nunca perdem de vista a generalidade tanto de seu pensamento quanto da circunstância histórica .
As afirmações não podem nos servir para a atual polêmica em torno dos problemas de ensino, apenas para debate.
Nos primeiros anos do capitalismo há uma falta de atenção as necessidades sociais no campo da educação e ensino.
Todos os socialistas utópicos confiaram na instrução e ensino como instrumentos de transformação, inclusive Marx e Engels não foram alheios a esta questão.
Engels afirma que para manusear, consertar uma máquina não exige do trabalhador esforço do pensamento.
Marx e Engels defendem a emancipação social e humana.
O capitalismo exigiu uma crescente capacidade intelectual de todos os indivíduos, estendendo o sistema escolar.
Os índices de analfabetismo diminuem bastante na medida em que as sociedades agrárias se transformam em sociedades industriais.
As propostas de Marx e Engels se baseiam em criticar a atual instituição escolar e muda-la.
Marx e Engels escreveram numa época em que o desenvolvimento das forças produtivas era reduzido. Os primeiros tempos da industrialização caracterizam-se pela perda da capacidade artesanal existente e o aumento do trabalho infantil e feminino. Eles não ignoraram que esta situação deveria ser transitória e que o desenvolvimento cultural era necessário para o desenvolvimento posterior das forças produtivas.
Suas reinvidicações são muito concretas como ensino obrigatório e gratuito para todas as crianças, a limitação do trabalho das crianças, adolescentes e mulheres. Queriam introduzir um novo tipo de ensino, unindo o trabalho manual ao intelectual.
Resumidamente a perspectiva com que Marx e Engels abordam o tema de ensino e educação se relacionam com a classe operária. Fogem de colocações abstratas e afirmam que a situação que interessa é que os trabalhadores tenham uma hegemonia, onde não exista mais a divisão de trabalho e a felicidade substitua a necessidade.
Eles também se ocupam da questão da alienação produzida pela exploração.
Trabalho produtivo é aquele que gera mais valia. O capital se apropria daquela força de trabalho que pode gerar mais valia, procurando que toda força de trabalho esteja em condições de gerá-la. O ?estar em condições é obtido através da qualificação com um ensino adequado?.
O sistema de ensino reproduz o sistema dominante, tanto a nível ideológico quanto técnico e produtivo.
A educação não se produz somente nas disciplinas não úteis, mas especialmente na organização de todo sistema.
Finalizando, as opiniões de Marx e Engels não constituem um sistema, mas é um marco e abre caminhos por onde o sistema pode começar a construir-se, considerando a atividade escolar como um fenômeno auto-suficiente e independente.
O homem não é uma máquina, portanto se desgasta com o tempo, devendo ser substituído com o passar dos anos. Portanto, sua prole deverá ser grande.
Sendo assim, podemos dizer que o objetivo principal de sua produção operário é sustentar a sua prole, com os recursos do seu trabalho e aperfeiçoamento da educação familiar.
A força de trabalho é o custo necessário para sustentar o operário e educá-lo para sua profissão.
Assim, podemos afirmar que quanto menos formação o trabalhador possuir, menor será o seu salário. Portanto, o preço do seu trabalho será determinado pelo grau de educação.
A burguesia interessa passar uma educação prática substituindo o conhecimento escolar e neutralizando o efeito das idéias religiosas. Interessando apenas que o trabalhador saiba o básico, isto é, ler e escrever respondendo aos interesses da burguesia, ou seja, ser manipulado conforme a necessidade do proletariado.
Sendo assim, a classe trabalhadora excluída e desprezada do plano moral, e intelectual, pela classe no poder.
Sem falar na substituição do trabalho complexo pelo simples, o qual não necessita de nenhuma formação. A libertação concreta dos homens só poderá ocorrer, pensava Marx, por meio da redução do tempo individual do trabalho socialmente necessário. Logo, a coordenação do trabalho remunerado e regulamentado das crianças e jovens com a educação escolar, constitui uma contingência histórica. Não tem a eternidade de um ?princípio? e sim a perenidade de uma dada forma de sociedade: a capitalista. Neste sentido, a luta pela regulamentação do trabalho das crianças e jovens combinadas com a educação escolar integra uma luta mais ampla pela redução da jornada de trabalho sem redução dos salários.
No capitalismo o que interessa para a burguesia é que o trabalhador seja produtivo dando maior retorno no trabalho, com pouca ou nenhuma educação pagando o que bem lhe aprouver. A teoria de revolução social descrita por Marx considera que as conquistas materiais são um momento do processo de tomada de consciência dos interesses de classe por parte da própria classe e, nessa luta, o proletariado vai se constituindo, forma-se como classe efetivamente revolucionária. Por exemplo, ao lutar pela regulamentação do trabalho infantil e juvenil associada à educação escolar e intelectual, física e tecnológica a classe proletária estaria dando um passo no sentido de colocar-se como dirigente da sociedade atual e futura. Esta pedagogia é a pedagogia da luta de classes que educa a classe trabalhadora.
Na verdade o embasamento teórico do Karl Marx é muito complexo, pois se baseia numa filosofia contextualizada no século XIX.
Fazendo-se uma reflexão sobre a filosofia marxista e o contexto atual podemos dizer que a educação existe para a classe dominante, isto é, sujeitos que dominam, e para a classe trabalhadora, isto é, sujeitos dominados.
Considerando que a realidade do modelo econômico brasileiro, com sua carga de desigualdades decorrentes das diferenças de classe e de especificidades resultantes de um modelo de desenvolvimento desequilibrado, que reproduz internamente as mesmas desigualdades e os mesmos desequilíbrios que ocorrem entre os países, no âmbito da internacionalização do capital.