Polo de São Leopoldo - blog colaborativo dos alun@s do PEAD / UFRGS
Terça-feira, Dezembro 26, 2006
:: Avaliação final 2 - trabalho testemunho
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
CURSO DE PEDAGOGIA À DISTÂNCIA INTERDISCIPLINA SEMINÁRIO INTEGRADOR
Memorial
Tânia Maria Bernardon
Turma D - 1º semestre
Passo Fundo, janeiro de 2006.
Minha faculdade
Tudo começou quando tive a idéia de fazer um curso que me desse à oportunidade de subir de nível, no meu trabalho.Naquele tempo eu pensava em melhorar o meu salário.Procurei algumas faculdades, olhei currículos, e não me entusiasmei. Eu procurava um curso onde eu pudesse construir conhecimento, os professores soubessem mais do que eu e tivessem a proposição de nós juntos melhorar a minha prática. Então surgiu a Ufrgs, o ensino à distancia eu fiz vestibular e estou aí. Meus filhos, os quais eu ouço, de vez em quando, tinham dúvidas.Como eu tinha certeza do eu queria, fui em frente.Neste momento os três estão animadíssimos.Uma das minhas filhas, numa noite que eu estava esperando o ônibus em Porto Alegre, quase meia noite, depois de uma aula presencial em São Leopoldo, um frio de matar,me mandou um recado no meu celular que eu nunca vou esquecer. Mãe você é uma pessoa de valor.Então eu chorei.Eu sempre estive com os meus filhos, sempre impulsionei a se aperfeiçoarem e a resposta deles agora é extremamente positiva. Minha vida mudou completamente depois do vestibular.uma amiga minha estes dias comentou: como você mudou, está até levantando cedo.Mas era o que eu precisava.estou melhor na escola, faço sugestões,tenho várias idéias e as exponho, minha prática em sala de aula mas também na escola. Quando começou as aulas presenciais conheci o Léo e a Cíntia e eu vi neles a disposição de nos ajudar. Começar a conhecer o curso, os colegas, os tutores, a Lisiane foi muito prazeroso para mim. As atividades como a trilha, abrir página no pbwiki, tentar entender como isso funcionava, eu não sabia porque, mas fiz.Agora entendo.Era os meus primeiros passos dentro do curso, e eu me sentia amparada pelo Léo e a Cíntia, por isso não me senti insegura. Minhas práticas mudaram, fiz um vôo alto dentro das obras de Durkéim.Weber, Marx, Engels e Paulo Freire, vi como é importante o passado para fazer a mediação dentro da educação.Entendo agora que a apropriação do saber històricamente construído decorre a centralidade da educação enquanto condição imprescindível da própria realização histórica do homem. Quanto a disciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, é a mais cara para mim.Li muito sobre o assunto, todas as leituras sugeridas pela professora, e li mais.A escola e nós professores lidamos com esse currículo que está posto, sempre.Através do projeto pedagógico tentar adaptar mais aos alunos, sua história de vida. Um terço da população brasileira é constituída de analfabetos.Homens e mulheres trabalhadoras que jamais tiveram a oportunidade de estudar, seja porque não tiveram acesso a escola, seja porque entrando na escola, nela foram discriminados e, ao final de alguns anos dela foram excluídos.ao saírem da escola, entram para a estatística dos ?evadidos?, quando na verdade, além de excluídos fisicamente da escola, excluídos simbòlicamente, pois não tendo aprendido sequer a ler e escrever, foram impedidos de ter acesso ao conhecimento que a escola promete socializar, mas que cumpre a promessa só para alguns.Prepara para o cultivo da poesia, e da arte de vanguarda somente alguns poucos, enquanto a grande maioria, sendo analfabeta, é preparada para tornar-se mais vulnerável à manipulação da televisão, e ver-se condenada às piores oportunidades de trabalho, quando chega a conseguir emprego. Opor-se ao quadro neoliberal que se instala na América Latina e no Brasil é construir uma escola que, ao contrário de excludente, seja direito de todos e espaço democrático se socialização do saber històricamente produzido. As escolhas curriculares devem emergir das necessidades coletivas de aprendizagem dos sujeitos e sua deliberação deve ser compartilhada por educadores e educandos em processo participativo de busca de consensos. Esse novo paradigma, de organização da educação implica uma ruptura epistemológica, que subordina as opções metodológicas ao redimensionamento dos tempos e espaços de aprendizagem, implicando na re-conceptualização do currículo, da relação de educador e educando e da avaliação nos programas de elevação da escolaridade. Por moldarem toda a experiência social e lhe conferirem o sentido ético de cuidado com a vida, o trabalho e a cultura, são os princípios orientadores da construção cotidiana do currículo em ação.Teremos uma nova realidade, de ensino no Brasil. Paulo Freire ensinou-nos que a dominação, a agressão e a violência são intrínsecas à vida social e humana. Paulo afirmou que poucos encontros humanos estão isentos de uma certa opressão, qualquer que seja, uma vez que as pessoas devido a raça, classe social e gênero tendem a ser vítimas ou causadoras de opressão.Ele salientou que o racismo, o sexismo e a exploração social são as forma mais evidentes de dominação e opressão, mas também reconheceu que a opressão pode ser gerada em crenças religiosas, filiação políticas, a atitudes face a naturalidade, idade, tamanho e deficiências físicas e intelectuais.Por isso eu acredito que nas nossas mãos de educadores com a prática do diálogo pluridimensional:saber conviver com a diferença; saber aprender-educando através do diálogo entre diferentes, a alegria, a beleza vão acontecer. Eu li muito, assisti filmes, conheci ambientes que falam de educação, fiz pesquisa, conheci pensadores, dialoguei porque quero me transformar, através deste curso, num educador progressista, e entenderei como diz Paulo Freire que o amanhã não está prefixado inexoravelmente. Os tutoriais e os ambientes conhecidos na interdisciplna Tic¨s foram de grande valia, para mim.Conheci diversos ambientes e já estou ensinando meus alunos. Escolhi como Documento testemunho, um trabalho no powerPoint, que meus alunos me ajudaram á fazer.No meio de muito entusiamo, fizemos o trabalho e ele está AQUI.