Sábado, Dezembro 23, 2006

:: ECS11-Grupo D


Componentes do grupo D
Raquel, Elizabeth koch, Maria Eliane, Andréia Nines, Jandira, Denise de Andrade, Maria Angélica.

Desigualdades sociais

A questão educacional do Brasil, desde sempre está muito ligada a renda que as famílias possuem. Embora tenha sido escrito em diferentes leis, ao longo do tempo, que todo cidadão brasileiro deve ter acesso a educação isto não acontece no mundo real, pois existe ainda uma parcela muito grande de adultos, jovens e crianças que não foram sequer alfabetizados, ou seja, a escola pública não consegue atender a todos e a escola privada e elitista atende apenas aos que podem pagar.
Quem tem uma situação social econômica favorecida prefere, na maioria das vezes, colocar seus filhos em escolas particulares, mas, as famílias com rendas menores acabam matriculando seus filhos na rede pública.
As famílias das classes médias altas às vezes mandam seus filhos numa escola primária pública, mas os transferem para as redes particulares no secundário, em virtude do vestibular.
Os salários dos docentes da escola pública são inferiores ao da rede privada, os professores da escola privada também se beneficiam de descontos nos custos da escolaridade de seus filhos. Trabalhei em escola particular, matriculei meu filho, é claro que com meus salário não conseguiria mantê-lo na rede privada, isso somente foi possível com os descontos que recebia na mensalidade. (Raquel)
Nas universidades públicas é comum ver alunos de boa condição financeira estudando, isso porque tiveram oportunidade de estudar na rede privada. Quem estudou em escola pública está menos preparado para concorrer a uma vaga em universidade pública.Resultado: elite estudando na universidade pública, pessoas de baixa renda pagando mensalidades de universidade particular, pessoas de baixa renda muitas vezes cursam menos disciplinas no semestre ou trancam a matrícula para voltar a estudar quando tiverem dinheiro, muitos não cursam nível superior.
Existem leis como a LDB que classificam as escolas em federais, estaduais e municipais. Alguns artigos da LDB não são postos em prática, como: valorização dos profissionais da educação escolar, garantia do padrão de qualidade, atendimento gratuito em creches e pré escolas para crianças de 0 a 6 anos ( não tem vagas para todos, eu paguei creche para o meu filho quando era pequeno - Raquel ).
Enquanto as condições não estão em pé de igualdade para todos os estudantes, suponho razoável que ações de proteção a grupos de estudantes mais vulneráveis sejam produzidas, como é o caso (polêmico) da reserva de cotas para estudantes negros em universidades públicas. (Elizabeth).
Para que haja justiça social e que todo brasileiro independente de sua condição financeira tenha direito a educação de qualidade, é necessário entre outras iniciativas: generosos investimentos na educação pública, melhor estrutura física, melhores condições de trabalho e de salário aos educadores, currículos e didáticas atualizados, clareza que somente com educação universalizada e de qualidade o Brasil e todos os brasileiros sairão da situação difícil em que se encontram.
A desigualdade social continuará se não exigirmos nossos diretos como cidadãos e realmente acreditarmos que uma mudança é possível.
Mas como mudar é possível? Apostando na criatividade, participação, no respeito as condições e saberes de cada um, nas práticas pedagógicas e na interação com a comunidade.
Felizmente, em alguns lugares do Brasil, escolas públicas estão mundando a situação ao oferecer educação de qualidade, formando alunos tão bons quanto aos que estudam em colégios particulares.Saiba mais:


http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1393834-3586-605795,00.html


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