Sexta-feira, Dezembro 29, 2006

:: lucianedutra_documentotestemunho


Estou certo de que não se presta nenhum
serviço a uma pessoa que "vibra" com a religião
quando se esconde dela, como aliás dos demais homens, que seu destino é viver numa época indiferente a Deus e aos profetas. (Max Weber, A ciência como vocação)

DOCUMENTO TESTEMUNHO: MAX WEBER


Segundo Weber existem três tipos de dominação legítima: "Dominação Legal", Tradicional e Carismática. Weber expõe que todas as relações sociais estão baseadas na "dominação, probabilidade de encontrar obediência a uma determinada regra e para que aconteça há uma necessidade de submissão, que depende de interesses, vantagens, inconvenientes, afetos e também pelo próprio "hábito cego" de repetir determinado comportamento.
Nas relações entre "dominantes" e "dominados", a dominação é fundamentada em regras supostamente jurídicas, para que a mesma seja legitimada pelas estruturas sociais vigentes.
A "Dominação Legal" é baseada em estatutos onde a "massa dominante" organiza regulamentos e os "subordinados" obedecem aos regulamentos estabelecidos. Os "dominantes" são superiores, pois de acordo com as regras estabelecidas são competentes para desempenhar tais atividades, para organizar a sociedade. Já os "funcionários" são profissionais, seus serviços se baseiam em contratos, com pagamento apropriado a sua condição de inferior, desempenhando funções fixadas, não devendo envolver-se pessoalmente, precisando estar inserido apenas no âmbito racional, objetivo, técnico e conseqüentemente disciplinado.
A "Dominação Tradicional" se baseia na crença de poderes existentes há muito tempo, tendo como eixo principal à estrutura patriarcal, quem ordena é o "senhor"e quem obedece seus "súditos", fiéis a sua crença no outro. Os outros "servidores", que fazem o elo entre "senhor e súditos", pois dependem da continuidade do papel do primeiro, estão ligados por fidelidade e não competência, como se dá na "dominação legal". Esse tipo de dominação se perpetua pela docilidade e subserviência dos súditos em relação à sabedoria do senhor. A segunda estrutura é a estamental, baseia-se em cargos figurados na competência, assegurando aos seus detentores privilégios, gerando competição por status social, econômico. A separação da patriarcal e estamental é básica para toda a sociologia do Estado da era Pré-burocrática.
A "Dominação Carismática" é baseada na figura do senhor e de seu "carisma" afetivo, intelectual, de discurso. Seus tipos mais puros são a dominação de profetas, heróis, demagogos. O que manda é o "líder", o que acata seu "apóstolo", fiel admirador das qualidades do primeiro e, quando essas são contestadas sua dominação se extingue. O quadro administrativo é estruturado segundo carisma, vocação e não competência não existindo regras instituídas, que servem à tradição, apenas o juízo de valor pessoal, particular e muitas vezes irracional.
A história da sociedade se baseia em papéis de poder, senhores, profetas, portanto superiores; e servos, súditos, inferiores, que obedecem a uma hierarquia pré-estabelecida nas instituições sociais, sejam elas quais forem e em que realidades passadas, presentes ou futuras estejam inseridas.
Abaixo alguns links sobre o autor:


www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-69091998000200003&script=sci_arttext


www.culturabrasil.org/weber.htm


www.terra.com.br/voltaire/cultura/2005/04/02/000.htm


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